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Brasil da precarização vai gerar “desemprego de alta escolaridade”

Brasil da precarização vai gerar “desemprego de alta escolaridade” | Banco de Aulas | Scoop.it

Pochmann afirma que jovem com mais escolaridade vai disputar emprego com quem tem menos formação, “o que vai expulsar os que tem escolaridade menor”
“Como o país não tem condições de criar empregos de qualidade, porque não tem em curso uma política de criar empregos de qualidade, nós vamos gerar agora o desemprego de alta escolaridade. As pessoas estão se formando e não tem emprego compatível com a formação”, destacouo economista Márcio Pochmann ao portal da UNE. A aprovação da reforma trabalhista e da terceirização dão suporte a esse cenário que prejudica quem sai das universidades, por exemplo.
Confira a entrevista na integra:
UNE – Pesquisa da Organização Interacional do Trabalho (OIT) divulgada no ultimo dia 20 afirma que o desemprego entre os jovens no Brasil deve atingir no fim deste ano a maior taxa em 27 anos, com 30%  das pessoas de 15 a 24 anos em busca de uma ocupação. A reforma trabalhista que já está em vigor e o aumento da terceirização podem piorar este cenário para os jovens?
Márcio Pochmann: As mudanças na legislação da relação capital/trabalho na verdade não impactam no nível de emprego. Não há comprovação empírica dos diversos estudados realizados que a mudança na legislação consiga ampliar o número de empregos, agora o que nós percebemos nesse sentido das modificações feitas no Brasil, paralelo com a de outros é que mesmo para o nível de emprego existente a flexibilização vai favorecer o surgimento de contratos fracionados, o que significa dizer que alguém que tem um emprego de 8h diárias, 44 semanais, esse emprego vai se transformar em dois ou três outros contratos.
A famosa jornada intermitente?
Exatamente. À luz de outras experiências internacionais o que se verifica é justamente o fracionamento de contratos de trabalho já existentes, dois ou três novos para um posto de trabalho já existente. Isso vai significar mais pessoas sendo contratadas com jornadas menores, os níveis de emprego, as necessidades da economia do capital em relação ao uso mão de obra se mantém o mesmo, o que acontece é que terão jornadas menores de trabalho e portanto mais pessoas serão contratadas.
E os salários? Como ficam?
Esse maior número de pessoas contratadas virá acompanhada de salários menores, por exemplo, se alguém ganha mil reais trabalhando 8 horas diárias, por ventura esse contrato se divide em dois para ganhar 500 reais. Nesse sentido o desemprego tende a cair de forma artificial, não é que a economia está aumentando o nível de emprego, é que as pessoas estão sendo contratadas com jornadas e salários menores.
É claro que para o trabalhador que tem zero hora de trabalho, poder ter 10h de trabalho na semana será uma opção, mas não alivia. O que gera emprego não é a legislação trabalhista, mas sim a expansão econômica.
Como podemos explicar essas altas taxas de desemprego entre os jovens com maior nivel de escolaridade?
O Brasil que está saindo da recessão não tem base industrial, depende fundamentalmente de serviços, e os serviços sem uma base produtiva em geral são postos de trabalho de baixa remuneração, o que explica essa situação que os dados já mostram: o desemprego vem crescendo rapidamente entre os jovens de maiores escolaridade, algo constrangedor para um país com baixa escolaridade, apesar da melhora dos anos 2000, mas ainda temos menos de 15% de 18 a 24 anos matriculado no ensino superior, mas como o país não tem condições de criar empregos de qualidade, porque não tem uma política de criar empregos de qualidade, a precarização vai gerar agora o desemprego de alta escolaridade. As pessoas estão se formando e não tem emprego compatível com a formação. Portanto, vão ter que aceitar empregos de remuneração menor, e a pessoa que tem mais escolaridade termina tendo mais condições de competir nesse ambiente de empregos precários, então vão expulsar as de escolaridade menor.
De quais formas podemos oferecer condições para os jovens entrarem no mercado de trabalho?
Eu acredito que a melhor política para o jovem seja oferecer condições para que ele possa permanecer mais tempo estudando e se qualificando, do que ter que entrar muito cedo no mercado de trabalho. Porque ao entrar cedo ele ingressa com menor qualificação, menor chance de competir e vai ficar prisioneiro de empregos precários e vai comprometer as condições dele estudar.
O jovem que consegue trabalhar e estudar hoje está submetido a condições comparáveis com o século XIX, por uma jornada extremamente elevada. Por exemplo, 8h de trabalho por dia, em regiões metropolitanas no Brasil ele gasta de 2 a 4h apenas no deslocamento da escola do trabalho para a casa. 8h mínimas de trabalho, mais 4h de deslocamento e mais 4h de frequência na escola, são 16h num total. Que horas ele vai ter tempo de estudar? Quando ele vai ter tempo para ser jovem? O que é fundamental na vida de qualquer um. São verdadeiros heróis os nosso jovens que conseguem fazer isso, é muito difícil, além de não dar a ele as condições adequadas para fazer uma boa formação.
E a reforma da Previdência? Quais os impactos dela para o futuro de nossos jovens e, claro, para a economia do país?
A reforma da Previdência deveria ser feita sobre outros aspectos, a atual proposta é desestimulante, não apenas para os próprios jovens, mas para as pessoas que já estão trabalhando nos chamados postos de trabalho precários. Na terceirização, as pessoas não conseguem permanecer, por exemplo, trabalhando 12 meses e contribuindo 12 meses por conta da rotatividade.
A reforma trabalhista que está em curso vem na verdade para destruir a previdência, porque já teremos pela terceirização generalizada uma redução drástica nas contribuições, por conta do estímulo a novas formas de contratação como PJ, por exemplo. A terceirização usa de formas de contratação com custos muito menores e menores contribuições para previdência, por isso, mesmo que as pessoas continuem empregadas não terá repercussão como teria anteriormente.
Essas mudanças na Previdência apresentadas – caso aprovadas- , elas certamente desestimulam os jovens a contribuírem desde cedo. Estamos quebrando o sentido de cooperação intergeracional que é justamente os jovens contribuírem para a previdência para poder sustentar quem já trabalhou e contribuiu há muito tempo, os inativos. Teremos uma quebra, tem menos jovens entrando no mercado de trabalho, com menos jovens contribuindo obviamente vai se tornar mais difícil o próprio financiamento da previdência.
Quais as nossas alternativas?
Estamos vendo o desembarque do povo das políticas públicas, é um privilegiamento do golpe, da origem de quem o formulou, de prevalecer os interesses dos mais ricos. São nítidas as ações feitas nesse sentido.
O momento é agora de barrar o retrocesso. Estamos na iminência inclusive do povo não conseguir escolher os seus mandatários. Lembrando que a própria Emenda Constitucional 95 que foi aprovada pelo atual Congresso, uma iniciativa do governo Temer, ela impossibilita que os próprios 5 presidentes tenham capacidade de alterar as políticas públicas porque a EC impede, por exemplo, que a educação, a saúde e outros gastos não financeiros sejam aumentados além da inflação. Isso quer dizer que teremos 20 anos de redução nesses gastos, portanto o cenário é muito desfavorável. Ele pode ser alterado, mas isso requer pressão popular, participação dos jovens e dos setores da sociedade, porque senão só poderemos lastimar.


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Livro "Ser Diretor"

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Uma viagem por 30 escolas públicas brasileiras.

Download gratuito.


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MEC e Inep divulgam dados do Censo da Educação Superior 2016

Em 2016, 34.366 cursos de graduação foram ofertados em 2.407 instituições de educação superior (IES) no Brasil para um total de 8.052.254 estudantes matriculados. Os dados são do Censo da Educação Superior e foram divulgados nesta quinta feira (31) em coletiva de imprensa com a presença do ministro da Educação, Mendonça Filho, da secretária executiva do Ministério da Educação (Mec), Maria Helena Guimarães de Castro, e da presidente do Instituto Nacional de Estudos e Estatísticas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.
Segundo as estatísticas apresentadas, as 197 universidades existentes no país equivalem a 8,2% do total de IES, mas concentram 53,7% das matrículas em cursos de graduação.
No ano passado, o número de matrículas na educação superior (graduação e sequencial) continuou crescendo, mas essa tendência desacelerou quando se comparado aos últimos anos. Entre 2006 e 2016, houve aumento de 62,8%, com uma média anual de 5% de crescimento. Porém, em relação a 2015, a variação positiva foi de apenas 0,2%.


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Kroton antecipa plano de expansão

Kroton antecipa plano de expansão | Banco de Aulas | Scoop.it

Na manhã seguinte à reprovação da fusão com a Estácio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em 28 de junho, a Kroton já apresentava aos seus 70 principais executivos o plano de expansão sem a companhia carioca. "Apresentamos nosso plano estratégico para cinco anos com uma série de oportunidades de crescimento. A reunião foi feita às nove da manhã, poucas horas após a sessão do Cade. Não deixamos um vácuo para a equipe ficar desmotivada", diz Rodrigo Galindo, presidente da Kroton.
Os projetos de expansão orgânica serão antecipados e as aquisições agora estão focadas em faculdades presenciais de médio e pequeno portes. Na educação básica, a meta da companhia, dona do sistema de ensino e colégio Pitágoras, é comprar ativos e também erguer escolas. Já no longo prazo, a ambição da Kroton é ser uma companhia com "modus operandi" tecnológico e não apenas uma empresa que oferta serviços e produtos digitais.
O executivo pontua ainda que, além do aumento de receita com essas iniciativas, a companhia tem em andamento três projetos que garantem a rentabilidade pelo menos até 2019. A previsão é que, neste ano, a receita feche em R$ 5,5 bilhões e a margem Ebitda fique em 44,1%.
No segmento de cursos presenciais, a Kroton está antecipando o pedido de abertura de 40 campi no Ministério da Educação (MEC) para 2017 e 2018. Se a fusão tivesse sido aprovada, a ideia fazer essas solicitações em 2018 e 2019. A Kroton já tem em andamento no MEC outras 56 solicitações e quatro campi foram inaugurados recentemente. No total, a empresa projeta adicionar 96 unidades presenciais nos próximos anos. A estrutura atual é de 114 campi. Se o plano der certo, a Kroton terá 210 unidades presenciais nos próximos anos. Além disso, haverá um aumento na quantidade de cursos ofertados por campus. Uma unidade completa tem 90 cursos disponíveis e vários deles ainda não têm esse total de graduações.
Em relação à aquisições, o interesse é por instituições de ensino presencial de pequeno e médio portes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. "Há 900 cidades no país com potencial para aquisição", diz Galindo. Hoje, a Kroton tem campi em 76 municípios.
Já no ensino a distância, a estratégia é crescer de forma orgânica. Na visão do executivo, a concorrência será maior daqui para frente, mas a empresa sai na frente devido à estrutura já montada nos últimos sete anos, desde a compra da Unopar. Neste período, foram feitos investimentos em plataforma tecnológica, metodologia pedagógica adaptada para cursos on-line e parceria com os donos de polos. A Kroton é líder absoluta em cursos on-line com 910 polos. Para efeitos de comparação, a Estácio tem 230 unidades de ensino a distância. Em maio, o MEC mudou as regras desse setor e liberou mais de 10 mil polos para faculdades com conceito acadêmico entre 3 e 5.
Com a sinalização do Cade de que as transações de faculdades devem ser analisadas com mais rigor e critérios distintos dos demais setores, a Kroton deve partir com força para educação básica. Desde 2015, a empresa demonstra interesse por esse segmento, que movimenta R$ 57 bilhões (sem incluir os cursos extracurriculares) no país. "O mercado de educação básica é maior do que o ensino superior, que fatura R$ 55 bilhões, e mais pulverizado. Há mais 20 mil escolas contra 2,3 mil faculdades", afirma Galindo. Essa empreitada será liderada por Mario Ghio, atual vice-presidente acadêmico da Kroton e ex-presidente da Somos Educação.
Entre os projetos, o que mais tem entusiasmado Galindo é a transformação da Kroton numa companhia tecnológica. O empresário diz que é um processo desafiador. "É uma forma de gestão mais rápida, em que as decisões são mais compartilhadas. Vamos ter que mudar o nosso mindset".


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Nunca Me Sonharam | VIDEOCAMP

Nunca Me Sonharam | VIDEOCAMP | Banco de Aulas | Scoop.it

"Os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, ‘Nunca me sonharam’ reflete sobre o valor da educação."

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Por que alunos da rede federal têm desempenho parecido com estudantes de países desenvolvidos

País se saiu mal na prova do Pisa, avaliação de educação básica mais importante do mundo. Mas alunos de instituições federais tiveram bons resultados
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MEC trabalha com possibilidade de aplicar novo ensino médio apenas em 2019

O Ministério da Educação (MEC), que previa a implementação da reforma do ensino médio em 2018, já trabalha com a hipótese de que o novo currículo só valha a partir de 2019 nas escolas brasileiras.
A aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essencial para concretizar as mudanças, "é algo que demora", disse a secretária-executiva da pasta, Maria Helena Guimarães de Castro. "A reformulação também vai exigir muito de cada Estado", completou.
Em evento para divulgar os resultados do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2015 por escola, autoridades do MEC não quiseram comentar se a reformulação desta etapa - considerada o gargalo da educação básica no Brasil - vai alterar o estilo da prova nas próximas edições.
"Só vamos falar do Enem 2017 depois que o deste ano estiver finalizado", afirmou a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini. O exame é, hoje, a principal via de acesso ao ensino superior.
Apesar de ter havido piora nas médias de três das cinco áreas de conhecimento requeridas no Enem, a titular do Inep, órgão responsável pela aplicação das provas, pediu à imprensa para "ressaltar os dados positivos".


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“São os alunos que farão a revolução no ensino”

“São os alunos que farão a revolução no ensino” | Banco de Aulas | Scoop.it

Excelente essa entrevista que o Professor português Antônio Nóvoa concedeu ao jornal A TARDE (Salvador-BA), no dia 24 do mês passado. Interessa a todos, não apenas a quem lida diretamente com Educação. Confiram ! “São os alunos que farão a revolução no ensino” 

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A culpa é sempre do professor

A culpa é sempre do professor | Banco de Aulas | Scoop.it
Escreva cem vezes. Ou até você acreditar:

- A culpa é sempre do professor.

Não era para ser assim. Mas por aqui, ao invés de maçãs, eles ganham porrada. Críticas. Censura, mordaça. Ataques de todo tipo. Essa é a dura vida de um professor.

Por isso li, incrédula, o texto de Cláudio de Moura e Castro na revista Veja. Ainda procurei para ver se era matéria paga pela prefeitura ou pelo estado. Achei estranho que alguém realmente acreditasse nesse tipo de raciocínio.

Imagino que, talvez por desconhecimento da realidade. Da situação fora de gráficos e números. Então tomo a liberdade de lançar aqui um desafio. Saia da sua escrivaninha, meu senhor. Da sua poltrona confortável. Do seu escritório refrigerado onde só entra quem é convidado e aceito. Entre numa sala de aula.

Nas particulares, você vai conviver com um conforto até semelhante ao seu. Porém com alunos que chegam completamente sem limites. Que acham que eles é que mandam, inclusive em você. Que pensam e falam:

- Onde está escrito que eu tenho que respeitar professor?

E não respeitam mesmo. Esteja preparado para ser desrespeitado. Você vai disputar a atenção com os Iphones e aparelhinhos mais modernos. Vai perder a disputa. Vai falar para meia dúzia de interessados, numa sala lotada de mais de quarenta. Onde uns três dormem. Os outros se viram de costas para você para conversar.

Todos sabem que além de vinte e cinco alunos o rendimento cai. A qualidade de atenção não é a mesma. Que se danem todos: alunos que perdem em qualidade. E os professores vão se matar para serem ouvidos. Importa que, se de quatro turmas se faz três, certamente o lucro é muito maior. É o que basta. Ponto. Encerrada a questão.

Nas escolas públicas, você vai conhecer pessoas bem influentes. O filho do dono do tráfico, a que namora o dono do tráfico, o cara que faz tráfico na sua escola, o que rouba de bicicleta, o que tem um revolver de papelão para assaltos em lugares pouco iluminados. O que entende tudo sobre seu cordão de ouro. O que te oferece um celular melhor.

A menina que já trás outro na barriga. A que quer ser modelo. A que quer ser médica e você torce para que seja.

Os que, na segunda, já vêm com a mesma blusa de sexta. Sem lavar, só que pelo avesso. O que vem de chinelo porque não tem dinheiro para tênis. O que vem para a merenda porque em casa não tem comida.

Além da mesma superpopulação de alunos por turma, existem situações bem piores. Há a falta de condições de trabalho. Não há porteiro. Não há quem limpe. Não há material para você trabalhar. Já vi, e não foram poucas vezes, professores comprarem do próprio bolso. Deve ser porque ganham mesmo muito bem, não é? Só pode.

Acrescente a essa situação a falsa inclusão. Alunos com vários tipos de deficiência jogados em turmas imensas. Meninos com todo tipo de dificuldades emocionais, físicas, de aprendizagem. Todos juntos, amontoados como coisas. Como números. Como lixo. Já imaginou a angústia de um professor ao lidar com isso?

Como se não fosse o bastante, o enorme salário do professor não lhe permite ter um só turno de trabalho. Vagam loucos entre escolas. Os empregos vão se somando: dois, três, quatro. Num vai e vem infinito de uma para a outra. Porque o intervalo entre as escolas não lhe dá tempo nem de almoçar. Fazem por aventura, claro. Não por necessidade, já que ganham muito bem.

Visite um professor. Pode ser de qualquer matéria. Mas se o pobre for de português e redação, melhor nem ir. As montanhas de provas, redações e trabalhos se espalham pela casa. Talvez nem dê para você sentar. Não espere um cafezinho. Além de você não estar merecendo, ele não vai ter tempo de fazer.

Professores são seres zumbis. Não têm noites de muito sono. Nem fins de semana sem trabalho. Leem, preparam aulas, elaboram trabalhos e provas, corrigem trabalhos e provas, postam as notas na internet, elaboram provas de segunda chamada, provas de recuperação, corrigem todas, mais aulas, mais exercícios, mais planejamentos...

São seres soterrados em pilhas de cobranças e trabalhos. O trabalho sem fim. O desgaste constante. Eles têm férias maiores que a sua? E os juízes que têm dois meses, o que você fala? Eles se aposentam mais cedo que você? E a aposentadoria dos políticos todos que você nem pensa a respeito?

Eles têm direito a uma falta por mês? Trabalhando desse jeito, você ousa achar que eles não adoecem? Ter a falta do mês não quer dizer que faltem. Quer dizer que, só podem adoecer uma vez por mês e olhe lá.

O texto culpa os professores. Qual a novidade nisso? A culpa sempre é dos professores! Eles é que são os responsáveis por gastos desnecessários da máquina pública. Os professores, sempre eles, são os grandes responsáveis pelas misérias do município e do estado.

Provavelmente eles é que nos levaram e esse estado de falência. Que feio, professores! Vocês não se envergonham? E ainda se acham no direito de fazer greve, já não estão ricos o suficiente? Ainda reclamam de qualidade de ensino? São uns insatisfeitos. Reclamam de barriga cheia.

Também é dos professores a culpa pelo elevado número de repetências que sobrecarrega o orçamento. Um professor poderia alegar a seu favor que os alunos apresentam muitas dificuldades. Que, apesar deles pedirem socorro, não há para onde encaminhar as crianças para que tenham o atendimento adequado. Nós não vamos acreditar. Ok?

Nada disso nós vamos ouvir. Preferimos acreditar que a culpa é do professor que só pensa em dinheiro, em greves e em se aposentar logo. Lógico, imaginamos que eles é que não se esforçam, não ensinam direito, e só ficam pensando em cruzeiros caros e viagens à Europa enquanto tinham que estar empenhados em dar aula.

A sorte é que professor é pau de dar em doido. É maltratado por todo mundo. É agredido pela polícia nas ruas. Apanha, corre, sofre. Mas é antes de tudo um forte. Quando você acha que acabou com ele, ele já está de pé na sua frente. Inteiro. Com escoriações internas e externas. Mas pronto a continuar a luta.

Por isso o texto me doeu. Pela enorme injustiça com uma classe tão sofrida e honesta. Entre na sala de aula. Passe o que eles passam. Tenha a mesma garra, a mesma paixão, o mesmo amor pelos que mais ninguém consegue amar.

Eles ganham mal. São desvalorizados. Se acabam na correria. Perdem a voz, a juventude, a energia. Mas não largam o sonho. É precisamente isso que dá tanto medo aos governantes, em geral. Por isso querem lhes amordaçar. Por isso é preciso que rápido se aprove a Escola sem partidos. Para calar esse povo.

Eles são a grande esperança dos honestos. E o grande risco dos corruptos. Por isso são mal remunerados. Para ver se morrem ou desistem. Mas não. Esses professores Gremlins se multiplicam. E multiplicam seu saber. Essa é a grande riqueza dessa gente. E a força que mostra que viver é perigoso, mas vale a pena.
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Pesquisa TALIS - Inep

Pesquisa TALIS - Inep | Banco de Aulas | Scoop.it

A Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning International Survey -TALIS) coleta dados comparáveis internacionalmente sobre o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho dos professores nas escolas de diversos países do mundo, com o objetivo de fornecer informações comparáveis, confiáveis e atualizadas do ponto de vista dos profissionais nas escolas para ajudar os países a revisar e definir políticas para o desenvolvimento de uma profissão docente de alta qualidade.
As análises comparadas da TALIS permitem aos pesquisadores e gestores de políticas identificarem outros países que enfrentam desafios semelhantes aos seus e aprender com outros tipos de políticas públicas.
No ano de 2007, o Brasil participou da primeira rodada da pesquisa, cujo foco principal foi o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho que as escolas oferecem aos professores das séries/anos finais do ensino fundamental.
No ano de 2013, o Brasil e mais 33 países fizeram parte da segunda rodada da pesquisa.


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CURSO DE LETRAS? PRA QUÊ?

CURSO DE LETRAS? PRA QUÊ? | Banco de Aulas | Scoop.it
Por Marcos BagnoVou começar essa conversa com uma afirmação clara e simples: a situação dos nossos cursos de Letras é catastrófica. Qualquer um: seja de universidade pública prestigiada em grande capital, seja de pequena faculdade isolada no sertão,
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Perfil dos Futuros Professores

Perfil dos Futuros Professores | Banco de Aulas | Scoop.it

A terceira edição do Boletim IDados da Educação traça o perfil dos futuros professores do Brasil. Com dados obtidos a partir dos resultados de estudantes brasileiros no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), o Boletim IDados da Educação N.3 apresenta um retrato dos alunos que entram e se formam em cursos de Pedagogia e Licenciatura.
Nesta edição, os dados mostram que os alunos dos cursos de Pedagogia e Licenciatura apresentam baixo rendimento tanto no ENEM quanto no ENADE, apontando para um fato preocupante: no Brasil, os alunos de Pedagogia são recrutados entre aqueles com as piores notas no Ensino Médio. Nos países desenvolvidos, em comparação, os governos procuram atrair os 30% melhores alunos do Ensino Médio para o magistério, garantindo um grupo docente de alta qualidade.
O Boletim IDados da Educação N.3 demonstra ainda, usando os dados da prova de conhecimentos gerais do ENADE, que os alunos de Pedagogia apresentam nível baixo de conhecimentos gerais após quatro anos de faculdade. A análise mostra que apesar do aumento de oportunidades e vagas, nem nas regiões menos desenvolvidas do país os cursos de Pedagogia e Licenciatura conseguem atrair candidatos com perfil acadêmico mais adequado. O que se reflete na qualidade do ensino do Brasil.
A taxa de conclusão nesses cursos é outro dado destacado nesta edição do Boletim. O nível de conclusão no tempo certo é de 46,6%, um índice muito baixo apesar de ser mais alto que outras carreiras. Os dados revelam ainda que a quantidade de alunos e formandos nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas é muito superior à capacidade de absorção do mercado – exceto em algumas disciplinas específicas, como Química e Física.


Via Luciano Sathler
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Cursos de licenciatura começam a ganhar cara nova| Revista Educação

Cursos de licenciatura começam a ganhar cara nova| Revista Educação | Banco de Aulas | Scoop.it
Quando fez os cursos de bacharelado e licenciatura plena em língua portuguesa e literatura na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na segunda metade dos anos 80, Cristina Viegas de Macedo aproveitou muito bem a ótima formação propo
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Mapa do Ensino Superior no Brasil mostra queda nas matrículas em licenciaturas

Mapa do Ensino Superior no Brasil mostra queda nas matrículas em licenciaturas | Banco de Aulas | Scoop.it

Capelato fez sua apresentação com base nas informações do último Mapa do Ensino Superior no Brasil, estudo elaborado pela Semesp, que cita dados de 2015. Ele adiantou que os números de 2016 mostram estagnação dessa faixa educacional devido às crises econômica e do financiamento estudantil.
Hoje, cerca de 18,5% dos jovens entre 18 e 24 anos estão no ensino superior, quando a meta do Plano Nacional de Educação é de 33% até 2024. Países como Chile e Argentina já alcançam este percentual.
Em relação à falta de professores, Capelato explicou que 40% das matrículas estão concentradas nos cursos de Direito, Administração, Engenharia Civil e Enfermagem. Entre 2010 e 2016, os bacharelados cresceram 28%, enquanto as licenciaturas tiveram uma queda de 5%. Rodrigo Capelato sugeriu mudanças nos currículos:
"Sei que isso é bastante polêmico, mas não seria o caso de rever a obrigatoriedade de se exigir mais um ano de licenciatura da pessoa que fez um bacharelado na área de química, ou na área de história, de física; para ela poder lecionar na educação básica?”, indagou.


Via Luciano Sathler
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Milhões de crianças vão à escola, mas não aprendem

Milhões de crianças vão à escola, mas não aprendem | Banco de Aulas | Scoop.it
No Brasil, apesar dos avanços educativos, o estudo adverte que no ritmo atual, levaria cerca de 75 anos para alcançar a média dos países ricos em matemática
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Materiais educacionais comprados pelo MEC terão licença Creative Commons | Iniciativa EA

Materiais educacionais comprados pelo MEC terão licença Creative Commons | Iniciativa EA | Banco de Aulas | Scoop.it
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Guia detalhado para entender o Novo Ensino Médio

Guia detalhado para entender o Novo Ensino Médio | Banco de Aulas | Scoop.it
Você sabe qual o objetivo da Reforma do Ensino Médio? Essa e as principais dúvidas você verá aqui. Confira este guia completo!

Via Daniel Caixeta
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Lemann e Omidyar investirão US$ 3 milhões em apoio a base curricular

A Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, anunciou parceria com a Omidyar Network, empresa de investimento filantrópico criada em 2004 por Pierre Omidyar, fundador do eBay, e sua esposa, Pam Omidyar. Juntas, a Fundação Lemann e a Omidyar Network investirão, em um ano, US$ 3 milhões para buscar e apoiar empreendedores e projetos de tecnologias educacionais para apoiar redes, escolas e professores na implementação das novas orientações curriculares previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 

O documento foi anunciado pelo MEC em abril e determina os conhecimentos e habilidades essenciais que todos os alunos da educação básica precisam aprender ano a ano.

Para que saia do papel, o processo de implementação da BNCC demandará muito trabalho dos professores em sala de aula, além da cooperação de Estados, municípios e sociedade civil, na visão da Fundação Lemann.

"Sabemos dos desafios que educadores, gestores escolares, pais e responsáveis terão para trazê-la para dentro da escola", explica Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann. "Acreditamos que este investimento em tecnologias focadas na Base poderá ajudá-los a garantir o acesso a uma educação de qualidade para todos os alunos", completa. 

"Nós vemos uma grande oportunidade em investir em ferramentas inovadoras que podem melhorar os resultados de aprendizagem no Brasil", diz Eliza Erikson, venture partner da Omidyar Network. 

Esta é a segunda parceria feita pela Fundação Lemann com essa finalidade. Em março deste ano, foi anunciado um coinvestimento com o Google.org para que a Nova Escola desenvolva, com os melhores professores de todo o Brasil, uma plataforma digital com recursos pedagógicos de qualidade alinhados à Base.

Via Luciano Sathler
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Diploma inútil? Por que tantos brasileiros não conseguem trabalho em suas áreas - BBC Brasil

Diploma inútil? Por que tantos brasileiros não conseguem trabalho em suas áreas - BBC Brasil | Banco de Aulas | Scoop.it
Todos os anos, Brasil forma um milhão de pessoas no ensino superior, mas mercado de trabalho não tem espaço para tanta gente.
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Governo lança reforma do ensino médio; veja destaques

Governo lança reforma do ensino médio; veja destaques | Banco de Aulas | Scoop.it
Conteúdo obrigatório básico deve ter metade da carga horária total. Apesar de já estar em vigor, MP precisa ser discutida e votada no Congresso em até 120 dias.
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Ser Educacional vai abrir mais 20 campi até 2020

Ser Educacional vai abrir mais 20 campi até 2020 | Banco de Aulas | Scoop.it
A Ser Educacional pretende abrir, em sua segunda fase de expansão, 20 novos campi nos próximos quatro anos. Parte dessas unidades será fora do Norte e Nordeste, praças onde a companhia tem forte presença. No Sudeste, a Ser é dona da Universidade de Guarulhos (UnG). Contabilizando as unidades da primeira fase, a Ser vai inaugurar 45 campi entre 2013 e 2020.

Além do crescimento orgânico, a Ser pretende fazer aquisições de médio e grande portes de ativos de cursos presenciais. "Com dois importantes players fora dos M&As [fusões e aquisições] nos próximos dois anos, enxergamos grandes oportunidades", disse Jânyo Diniz, presidente da Ser Educacional. O empresário refere-se à Kroton e Estácio, que negociam uma fusão. O processo de aprovação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de integração das duas companhias podem levar até dois anos, considerando que o órgão antitruste tem até 330 dias para dar seu aval à transação. A Ser Educacional também tentou se unir com a Estácio, sem sucesso.

Diante da possível fusão entre as concorrentes, a Ser Educacional se arma para impedir que a companhia combinada fortaleça a atuação no Norte e Nordeste, praças em que é lider.

A estratégia é crescer ainda mais nas metrópoles e impedir que os concorrentes migrem para o interior. Normalmente, os grupos de ensino entram pelas grandes cidades, fortalecem suas marcas a fim de atrair alunos também de cidades próximas e, posteriormente, vão para municípios menores.

Em 2016, a Ser está abrindo unidades em Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, cidades de Pernambuco com grande densidade populacional. Outras praças no radar da companhia são Petrolina e Juazeiro (PE), João Pessoa (PB) e Feira de Santana (BA).

Já no ensino a distância, a Ser tem preferência pelo crescimento orgânico. A companhia tem 400 polos em análise pelo Ministério de Educação (MEC).

A Ser Educacional registrou aumento de 30% no lucro líquido no segundo trimestre, R$ 64 milhões. O resultado ficou bem acima da projeção do mercado, de alta de um dígito. A receita avançou 6%, para R$ 289,6 milhões. As ações da companhia fecharam o pregão de sexta-feira com valorização de 4%.

Via Luciano Sathler, juandoming
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Educação básica ruim joga Brasil no grupo dos 'lanternas' em ranking de capital humano - BBC Brasil

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Estudo do Fórum Econômico Mundial avalia indicadores como qualidade do ensino e capacitação no emprego.
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Quando sinto que já sei

Documentário produzido através de financimento coletivo na plataforma Catarse. Seu conteúdo traz o depoimento de professores, coordenadores, alunos, pesquisadores e pais sobre diferentes formas de ensinar e novas configurações da escola. http://www.quandosintoquejasei.com.br/ ; Quando sinto que já sei 78 minutos, 2014, Brasil.  www.quandosintoquejasei.com.br www.facebook.com/QuandoSintoQueJaSe

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Prêmio de R$ 50 mil incentivará a produção vídeos educativos

Prêmio de R$ 50 mil incentivará a produção vídeos educativos | Banco de Aulas | Scoop.it
Talentos que Educam irá selecionar educadores e produtores independentes para gravar curtas metragens e receber formação em audiovisual
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Novos professores são menos qualificados, diz estudo

A qualidade dos alunos de pedagogia nos últimos anos vem caindo, por dois motivos: a visão de pessoas de menor renda de que o magistério é o acesso mais rápido para o diploma superior; e a expansão de programas como o Fies e o Prouni. As conclusões são do boletim "Perfil dos futuros professores", divulgado pelo Idados ontem, com informações do Enem e do Enade.

"Isso tem um potencial devastador", diz Paulo Rocha e Oliveira, presidente do Idados, instituição ligada ao Instituto Alfa e Beto. O ponto de partida da discussão é que nenhum fator - estrutura, grade de matérias - é "tão importante para a formação do aluno quanto a qualidade do professor", diz.

A razão para os cursos de pedagogia atraírem alunos menos qualificados são as notas de corte na média mais baixas. São alunos de famílias com menor renda e "menos bagagem" por terem estudado em escolas mais fracas. Eles enxergam no magistério a oportunidade de darem um salto socioeconômico.

A porcentagem de alunos formados em pedagogia com renda familiar de até três salários mínimos quase dobrou entre 2011 e 2014, segundo o MEC. Os números mostram também que aqueles cuja família ganha até dois salários tiraram em média 507,1 em linguagens e códigos e 490,7 em matemática no Enem. Aqueles que ganham mais tiraram 561,8 em ambas as matérias.

Além disso, houve na última década a expansão de programas destinados a ampliarem a formação universitária. Oliveira elogia esses programas, mas crê que eles distorceram "desproporcionalmente" a demanda por alguns cursos, especialmente pedagogia e medicina, que têm critérios mais favoráveis para o pagamento de bolsas. "É importante ressaltar que o perfil piorou em todos os cursos, mas ainda mais em pedagogia", afirma.

"Claro que temos uma dívida social com as classes menos favorecidas e é justo pagá-la. A questão é a forma como esses custos estão sendo transferidos para as próximas gerações", diz.

Oliveira, matemático com formação em Princeton e PhD pelo MIT (instituições dos EUA), é cauteloso ao propor soluções, mas diz que o Brasil pode adaptar medidas de outros países.

A primeira, mais do que apenas aumentar o salário, seria criar um plano de carreira para professores. "Não é dar aumento para qualquer um. Precisa atender certos critérios, ter um certo perfil", diz. A segunda seria recuperar o "prestígio social" do professor, "como acontece agora em algumas cidades do interior". A terceira seria exigir do professor, como é feito em outros países, que ele tivesse uma formação anterior para que pudesse se formar em pedagogia.

Via Luciano Sathler
Luciana Viter's insight:
Triste retrato que já conhecemos no Brasil... :(
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