Aparência
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Julgar pela aparência
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Julgar pelas aparências

Julgar pelas aparências | Aparência | Scoop.it

 

         A beleza é uma forma de gênio... diria mesmo que é mais sublime do que o gênio por não precisar de qualquer explicação. É um dos grandes fatos do mundo, como a luz do sol ou a Primavera, ou o reflexo nas escuras águas dessa concha de prata a que chamamos lua. É inquestionável. Tem um direito de soberania divino. Eleva os seus possuidores à categoria de príncipes. Está a sorrir ? Ah, quando a tiver perdido com certeza que não há de sorrir... às vezes as pessoas dizem que a beleza é apenas superficial, e pode bem ser. Mas pelo menos não é tão superficial como o pensamento. Para mim, a beleza é a maravilha das maravilhas. Só as pessoas frívolas é que não julgam pelas aparências. O verdadeiro mistério do mundo é o visível e não o invisível...

Oscar Wilde, in 'O Retrato de Dorian Gray'

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Clécia Scarpassi Brígido's comment, October 15, 2012 8:02 AM
Oscar Wilde, em 'O Retrato de Dorian Gray’, trata a beleza como algo fundamental, ele a sublima e enaltece a importância da aparência, infelizmente ideologias contemporâneas estejam muito preocupadas com os aspectos visuais e hoje temos um povo escravizado pela obrigação de tê-la, o que os distancia da vida saudável e da beleza natural da qual cada um possui independentemente da apreciação geral.
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Storytelling battles and healing a divided America

How can the US recover after the negative, partisan presidential election of 2016? Social psychologist Jonathan Haidt studies the morals that form the basi

Via Dr. Karen Dietz
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Dr. Karen Dietz's curator insight, November 9, 2016 11:17 AM

The stories told in this US election were at a fever pitch and we all found ourselves in a battle -- not just disagreement. No matter what you political views are, this TED talk clear explains how ALL individuals can move forward. 

 

This is a profound lesson in leadership storytelling and influence.

 

Here's what I know -- being stuck in being "right", being stuck in your position, won't do a darn thing for you or anyone else except make you more right and everyone else wrong. That's where we get to feel superior, judgemental, prideful, and arrogant. It's the breeding ground of hatred and racism.

 

The personal consequences are steep: power struggles, fighting, pain, distance, and anger/hatred in relationships. Add to that feeling personally deadened, tense, unhappy, imprisoned, used, frustrated, angry, hopeless, or victimized.

 

Yes, stand up for what you believe -- but don't let yourself be a brick wall.

 

We have other choices as Jonathan Haidt lays out. There is "right" on both sides. What I particularly love is Haidt explaining the human psychological and cultural movements that brought us to today. And what to do about it. 

 

You may not be ready today to watch this -- so save it for tomorrow. But do watch it.

 

Think about how you personally want to be these next 4 years. Choose wisely.

 

This review was written by Karen Dietz for her curated content on business storytelling at www.scoop.it/t/just-story-it. Follow her on Twitter @kdietz

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Da Ideia do belo em geral

Da Ideia do belo em geral | Aparência | Scoop.it

I - Chamamos ao belo ideia do belo. Este deve ser concebido como ideia e, ao mesmo tempo, como a ideia sob forma particular; quer dizer, como ideal. O belo, já o dissemos, é a ideia; não a ideia abstrata, anterior à sua manifestação, não realizada, mas a ideia concreta ou realizada, inseparável da forma, como esta o é do principio que nela aparece. Ainda menos devemos ver na ideia uma pura generalidade ou uma coleção de qualidades abstraídas dos objetos reais. A ideia é o fundo, a própria essência de toda a existência, o tipo, unidade real e viva da qual os objetos visíveis não são mais que a realização exterior. Assim, a verdadeira ideia, a ideia concreta, é a que resume a totalidade dos elementos desenvolvidos e manifestados pelo conjunto dos seres. Numa palavra, a ideia é um todo, a harmoniosa unidade deste conjunto universal que se processa eternamente na natureza e no mundo moral ou do espírito.
Só deste modo a ideia é verdade, e verdade total.
Tudo quanto existe, portanto, só é verdadeiro na medida em que é a ideia em estado de existência; pois a ideia é a verdadeira e absoluta realidade. Nada do que aparece como real aos sentidos e à consciência é verdadeiro por ser real, mas por corresponder à ideia, realizar a ideia. De outro modo, o real é uma pura aparência.

II - Agora, se dizemos que a beleza é a ideia, é porque beleza e verdade, num certo aspecto, são idênticas. Há, contudo, uma diferença entre o verdadeiro e o belo.
O verdadeiro é a ideia considerada em si mesma, no seu princípio geral e em si e pensada como tal. Não existe, pois, para a razão sob a sua forma exterior e sensível, mas no seu caráter geral e universal. Quando o verdadeiro aparece imediatamente ao espírito na realidade exterior e a ideia se confunde e se identifica com a sua aparência exterior, então a ideia não é somente verdadeira, mas também bela.
Define-se, pois, o belo: a manifestação sensível da ideia(Dassinnlich Scheinen der Idee).
No belo, a forma sensível nada é sem a ideia. Os dois elementos do belo são inseparáveis. Aqui está porque, do ponto de vista da razão lógica ou da abstração, o belo não pode compreender-se. A razão lógica (Verstand) nunca apreende mais que um dos lados do belo: fica no finito, no exclusivo e falso. O belo, pelo contrário, é em si mesmo infinito e livre.

III - O caráter infinito e livre reconhecia-se quer no sujeito, quer no objeto, e neste do duplo ponto de vista teórico e prático.
1º O objeto, no seu aspecto teórico (especulativo), é livre, visto que não está equilibrado como uma simples existência particular e individual, que, como tal, tem a sua ideia subjetiva (sua íntima essência e a própria razão de ser) fora de si mesma, desenvolve-se sem regra e sem lei, dispersa-se e perde-se na multiplicidade das relações exteriores. Porém, o objeto belo deixa ver a sua própria ideia realizada na sua existência mesma e nessa unidade interior que constitui a sua vida. Por ela, o objeto (...) libertou-se de toda a dependência do que não seja ele mesmo. Perdeu o seu carácter finito e limitado para se transformar em infinito e livre.
Por outro lado, o sujeito, o eu, em sua relação com o objeto, cessa igualmente de ser uma simples abstração, um sujeito que percepciona e observa fenómenos sensíveis e os generaliza. Chega a ser concreto neste objeto, porque toma nele consciência da unidade da ideia e da sua realidade, da reunião concreta dos elementos que anteriormente estavam separados no eu e no seu objeto.
2º Sob o aspecto prático, como foi demonstrado anteriormente, não existe o desejo na contemplação do belo. O sujeito retira os próprios fins perante o objeto, que considera como existindo por si mesmo, como tendo fim próprio e independente. Por isso, o objeto é livre, visto que não é um meio, mas um instrumento afeto a outra existência. Por seu turno, o sujeito (o espectador) sente-se inteiramente livre porque a distinção entre os seus fins e os meios para satisfazê-los desaparece nele, porque, para ele, a necessidade e o dever de preencher estes fins, realizando-os e objetivando-os, não o retêm na esfera do finito, e, pelo contrário, tem ante si a ideia e o fim realizado de modo perfeito.
Eis aqui porque a contemplação do belo revela algo de liberal; permite ao objeto manter-se na sua existência livre e independente. O sujeito que contempla não sente qualquer necessidade de possui-lo ou de utilizá-lo.
Ainda que livre e fora de todo o alcance exterior, o objeto belo contém todavia, e deve conter em si, a necessidade como relação necessária que mantém a harmonia entre os seus elementos; não aparece, porém, sob a forma da necessidade, porquanto deve dissimular-se sob a aparência de uma disposição acidental onde não penetra qualquer intenção. De outro modo, as diferentes partes perderão a propriedade de serem por si mesmas e para si mesmas. Estão ao serviço da unidade ideal, que as mantém sob a sua dependência.
Em virtude deste caráter livre e infinito que reveste a ideia do belo, como o objeto belo e a contemplação dele, o domínio do belo escapa à esfera das relações fintas e eleva-se à região da ideia e da sua verdade.

Georg Hegel, in ' Do Belo e Suas Formas '

 

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Clécia Scarpassi Brígido's comment, October 15, 2012 8:36 AM
As aparências apenas contêm em si, a necessidade como relação necessária que mantém a harmonia entre os seus elementos, em que a beleza só é beleza se houver um apreciador.
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A beleza abstrata

A beleza abstrata | Aparência | Scoop.it

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Clécia Scarpassi Brígido's comment, October 15, 2012 8:53 AM
A beleza é abstrata, pois seu conceito se estabelece pelas mudanças culturais e pela ideologia de cada pensamento em relação aquilo que nos agrada, e aquilo que nos agrada talvez nunca tenham sido belo, a aparência do belo é o resultado de conceitos atribuídos e medidas. É subjetiva e interpretável, a beleza não existe, o que existe é a busca do que adoramos.
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Curadoria Digital - usando o Scoop.It

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Storytelling & Leadership: Ways Through The Authenticity Paradox

Storytelling & Leadership: Ways Through The Authenticity Paradox | Aparência | Scoop.it
Why feeling like a fake can be a sign of growth

Via Dr. Karen Dietz
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Dr. Karen Dietz's curator insight, November 9, 2016 12:05 PM

The author of this HBR article, Herminia Ibarra, makes some very good points about authenticity and leadership -- and how getting stuck in your story can hinder your rise in the ranks.

 

Being authentic in your storytelling is critical. But there are elements to be aware of.

 

Ibarra talks about how to navigate authenticity and its relationship to leadership growth. It's a very thorough discussion with lots of insights about the problem and suggested solutions. I know you will get a lot out of this evergreen post.

 

This review was written by Karen Dietz for her curated content on business storytelling at www.scoop.it/t/just-story-it. Follow her on Twitter @kdietz

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Em busca da beleza

Em busca da beleza | Aparência | Scoop.it

Soam vãos, dolorido epicurista, 
Os versos teus, que a minha dor despreza; 
Já tive a alma sem descrença presa 
Desse teu sonho, que perturba a vista. 

Da Perfeição segui em vã conquista, 
Mas vi depressa, já sem a alma acesa, 
Que a própria ideia em nós dessa beleza 
Um infinito de nós mesmos dista. 

Nem à nossa alma definir podemos 
A Perfeição em cuja estrada a vida, 
Achando-a intérmina, a chorar perdemos. 

O mar tem fim, o céu talvez o tenha, 
Mas não a ânsia da Coisa indefinida 
Que o ser indefinida faz tamanha. 

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

 

 

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Clécia Scarpassi Brígido's comment, October 17, 2012 5:37 PM
Fernando Pessoa tem a beleza como indefinida, e ela não termina como tudo, portanto para o eu lírico a perfeição é tamanha por não ter uma definição. O mistério é o que nos encanta. (October 15, 10:01 AM)
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A beleza ou a excitação aparecem no mundo por omissão

A beleza ou a excitação aparecem no mundo por omissão | Aparência | Scoop.it

O que faz quando lê? Vou dar-lhe já a resposta: a sua leitura deixa de lado aquilo que não lhe convém. O mesmo fez já o autor antes. Omitem-se também coisas nos sonhos e na imaginação. Daqui concluo: a beleza ou a excitação aparecem no mundo por omissão. Parece evidente que o modo como nos situamos na realidade corresponde a um compromisso, um estado intermédio em que os sentimentos se impedem mutuamente de chegar a paixões e se misturam em tons de cinzento. As crianças que desconhecem este modo de estar no mundo são, por isso, mais e menos felizes do que os adultos. E acrescento já: também as pessoas estúpidas omitem; como se sabe, a estupidez faz-nos felizes. 

Robert Musil, in 'O Homem sem Qualidades'

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Clécia Scarpassi Brígido's comment, October 15, 2012 8:47 AM
A leitura de acordo com o autor deixa de lado aquilo que não lhe convém, ela emudece o desnecessário: as ignorâncias, os pensamentos e atitudes desconexas que desorientam o nosso mundo. A verdadeira beleza é omitida pela não compreensão das coisas, que são apenas desvendadas pela leitura e assim vivemos em uma felicidade apenas aparente, pois ela nos desvincula do mundo real.
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A Beleza maior é a que não se vê

- Hoje, durante o meu passeio matinal, vi uma linda mulher... Meu Deus, que linda que ela era! (...) 
- Sério, sr. Spinell? Descreva-ma então. 
- Não, não posso! Dar-lhe-ia uma imagem imperfeita dela. Ao passar, mal a vi; na verdade, não a vi. Apercebi-me, porém, da sua sombra esfumada, e isso bastou para me excitar a imaginação e guardar dela uma imagem de beleza. Meu Deus, que linda imagem! 
A mulher do sr. Klöterjahn sorriu. 
- É essa a sua maneira de olhar para as mulheres bonitas, senhor Spinell? 
- Sim, minha senhora, é; é muito melhor do que olhá-las fixamente na cara, com uma grosseira avidez da realidade, para no fim ficarmos com uma impressão falsa... 

Thomas Mann, in "Tristão"

 

 

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Clécia Scarpassi Brígido's comment, October 15, 2012 8:28 AM
O imaginário consegue criar uma beleza nunca vista, mas idealizada por aquele que a cria, ela não é uma beleza mundial, pois é a beleza que queremos ver.