Ana Celia Furtado
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A Saúde da Mulher

A Saúde da Mulher | Ana Celia Furtado | Scoop.it

SAÚDE

.....A manutenção da boa saúde da mulher exige uma série de cuidados e atitudes preventivas. Cada mulher tem uma história e uma bagagem hereditária que devem ser analisadas cuidadosamente com a supervisão de um médico, para garantir uma vida saudável e sem surpresas......Nesta página os temas sobre saúde estão setorizados para facilitar a pesquisa......Alertamos, porém, que nenhuma informação dispensa a confirmação, orientação e o tratamento de um médico especialista. Ainda que o artigo encontrado pareça perfeito para você, não adote nenhum tratamento sem consultar seu médico. Cada pessoa tem sua história e suas características. Só seu médico pode dizer quanto eles podem reagir com qualquer medida que você adotar.
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Mulher dá de 10. Participação das mulheres em profissões masculinas cresce

Mulher dá de 10. Participação das mulheres em profissões masculinas cresce | Ana Celia Furtado | Scoop.it
Que as mulheres têm aumentado seu espaço no mercado de trabalho, todo mundo já sabe, inclusive que hoje elas ocupam profissões que antes eram estritamente masculinas. Além de que as empresas buscam nas mulheres caractesticas próprias, como diz o livro "Mulheres São de Marte, Mulheres são de Vênus", os homens se preocupam com as grandes coisas, grandes realizações, dinheiro e sucesso. Já as mulheres dão valor às pequenas coisas, aos detalhes que parecem insignificantes, mas que quando notados fazem toda a diferença. 

Por isso mesmo um ramo em que a participação feminina tem crescido a nível nacional é o da construção civil que vem  utilizando a mão-de-obra feminina para fazer acabamentos, montar azulejo, rejuntar e limpar. A escolha é justificada pelo fato de as mulheres serem consideradas mais organizadas e caprichosas que o sexo oposto.



Enfermagem, Nutrição, Serviço Social, Psicologia e Letras aparecem como as carreiras que se apresentam destinadas às mulheres, mas elas têm se sobressaído e mostrado que não ficam restritas a rótulos, buscando espaço a cada dia em profissões que fazem parte do universo masculino como Medicina, Arquitetura, Engenharia, Computação, são alguns exemplos.

Atualmente as mulheres possuem representantes em quase todas as profissões. Embora sua inserção ainda se dê, predominantemente, nos segmentos menos valorizados do mercado, caso da importante presença feminina no emprego doméstico e no setor informal, as mulheres também passaram a ocupar postos em novos grupos ocupacionais. Observa-se, por exemplo, maior participação feminina no grupo de gerentes financeiras, comerciais e de publicidade, postos de trabalho historicamente destinados aos homens. Por outro lado, a maior escolaridade das mulheres, que já são maioria no ensino superior, não tem repercutido em igualdade salarial com os homens, mesmo quando exercem a mesma função. 

Petrobras
A estatal lançou em janeiro o livro “As mulheres e a Petrobras”. O livro festeja a participação feminina no quadro de funcionários da estatal, com imagens de 150 trabalhadoras nas mais diversas funções. Até o fim da década de 70, a Petrobras não admitia mulheres engenheiras.

A primeira diretora da Petrobras é Maria das Graças Foster (Gás e Energia - Foto), que assumiu em 2007.

— Queremos mostrar que, apesar do estigma, este também é um mercado para as mulheres — diz Wania Sant’Anna, da Comissão de Diversidade da companhia.

A Petrobras fechou 2007 com 7.104 funcionárias. As mulheres representam 14% do efetivo. Em 2003, eram 4.406 empregadas, equivalentes a 12% do quadro.

Mulheres com mesma formação ganham menos que os homens 
Mesmo com tantos avanços e apesar de possuírem nível de escolaridade médio superior aos dos homens, as mulheres recebem salário inferiores e são maioria no mercado de trabalho informal. As conclusões fazem parte de um boletim especial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (7), véspera do Dia Internacional da Mulher, com base nos dados da pesquisa mensal de emprego.Segundo o instituto, as mulheres recebem, em média, 71,3% do rendimento dos homens. Mas essa diferença aumenta na proporção em que há melhora no nível salarial. O rendimento das trabalhadoras com nível superior, por exemplo, equivale a 60% do recebido pelos homens com a mesma escolaridade. Ainda assim, entre as mulheres trabalhadoras, 59,9% tinham 11 anos ou mais de estudo em janeiro de 2008, contra 51,9% dos homens.

Crescimento no Mercado de Trabalho
Mesmo assim a participação das mulheres no mercado de trabalho do país ainda é a mais alta da história, com um aumento de 18,4% na última década, o que representa 200 milhões a mais de trabalhadoras. Mas, no mesmo período, também aumentou o número de mulheres desempregadas: de 70,2 milhões para 81,6 milhões.O setor de serviços é o que mais emprega mulheres: em 2007, 46,3% das trabalhadoras estavam nessa área, seguida pela agricultura, com 36,1%.

Taxa de Desemprego ainda assusta
A taxa de desemprego entre as mulheres é bem maior que entre os homens, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, em janeiro deste ano a taxa de desocupação entre os homens era de 6,2%, enquanto entre as mulheres ficou em 10,1%.portal az - O portal do Piauí na internet...
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O papel da mulher na sociedade contemporanea.

O papel da mulher na sociedade contemporanea. | Ana Celia Furtado | Scoop.it

O papel da mulher na sociedade. A mudança de papel da mulher na sociedade.

Muito recentemente, a propaganda de televisão de uma grande marca mundial de automóveis tentava vender seu produto ilustrando a mudança do papel social da mulher. Uma jovem com trajes de executiva chegava em casa após um dia de trabalho e cumprimentava seu marido, o qual estava ocupado preparando a refeição da família. Para surpresa desse homem, que “comandava” a cozinha e cuidava de suas filhas, sua esposa o presentearia com um carro novo. A partir dessa cena, rapidamente aqui descrita, pode surgir a seguinte pergunta: esse comercial faria sentido décadas atrás? Certamente que não. Contudo, essa resposta carece de uma explicação menos simplista, e requer uma maior compreensão do que se chama de questões de gênero e papéis sociais.

Mulheres e homens ao longo de boa parte da história da humanidade desempenhavam papéis sociais muito diferentes. Mas do que se trata o papel social? Segundo a Sociologia, trata-se das funções e atividades exercidas pelo indivíduo em sociedade, principalmente ao desempenhar suas relações sociais ao viver em grupo. A vida social pressupõe expectativas de comportamentos entre os indivíduos, e dos indivíduos consigo mesmos. Essas funções e esses padrões comportamentais variam conforme diversos fatores, como classe social, posição na divisão social do trabalho, grau de instrução, credo religioso e, principalmente, segundo o sexo. Dessa forma, as questões de gênero dizem respeito às relações sociais e aos papéis sociais desempenhados conforme o sexo do indivíduo, sendo o papel da mulher o mais estudado e discutido dentro dessa temática, haja vista a desigualdade sexual existente com prejuízo para a figura feminina. Assim, enquanto o sexo da pessoa está ligado ao aspecto biológico, o gênero (ou seja, a feminilidade ou masculinidade enquanto comportamentos e identidade) trata-se de uma construção cultural, fruto da vida em sociedade. Em outras palavras, as coisas de menino e de menina, de homem e de mulher, podem variar temporal e historicamente, de cultura em cultura, conforme convenções elaboradas socialmente.

As diferenças sexuais sempre foram valorizadas ao longo dos séculos pelos mais diferentes povos em todo o mundo. Algumas culturas – como a ocidental – associaram a figura feminina ao pecado e à corrupção do homem, como pode ser visto na tradição judaico-cristã. Da mesma forma, a figura feminina foi também associada à ideia de uma fragilidade maior que a colocasse em uma situação de total dependência da figura masculina, seja do pai, do irmão, ou do marido, dando origem aos moldes de uma cultura patriarcalista e machista. Assim, esse modelo sugeria a tutela constante das mulheres ao longo de suas vidas pelos homens, antes e depois do matrimônio.

Aliás, o casamento enquanto ritual marcaria a origem de uma nova família na qual a mulher assumira o papel de mãe, passando das “mãos” de seu pai para as de seu noivo, como se vê no ato da cerimônia.

Mas como aqui já se abordou, se as noções de feminilidade e masculinidade podem mudar ao longo da história conforme as transformações sociais ocorridas, isto foi o que aconteceu na cultura ocidental, berço do modo capitalista de produção. Com o surgimento da sociedade industrial, a mulher assume uma posição como operária nas fábricas e indústrias, deixando o espaço doméstico como único locus de seu trabalho diário. Se outrora a mulher deveria apenas servir ao marido e aos filhos nos afazeres domésticos, ou apenas se limitando às tarefas no campo – no caso das camponesas europeias, a Revolução Industrial traria uma nova realidade econômica que a levaria ao trabalho junto às máquinas de tear. Obviamente, não foram poucos os problemas enfrentados pelas mulheres, principalmente ao se considerar o contexto hostil de um regime de trabalho exaustivo no início do processo de industrialização e formação dos grandes centros urbanos.

Após um longo período de opressão e discriminação, a passagem do século XIX para o XX ficou marcada pelo recrudescimento do movimento feminista, o qual ganharia voz e representatividade política mais tarde em todo o mundo na luta pelos direitos das mulheres, dentre eles o direito ao voto. Essa luta pela cidadania não seria fácil, arrastando-se por anos. Prova disso está no fato de que a participação do voto feminino é um fenômeno também recente para a história do Brasil. Embora a proclamação da República tenha ocorrido em 1889, foi apenas em 1932 que as mulheres brasileiras puderam votar efetivamente. Esta restrição ao voto e à participação feminina no Brasil seriam consequência do predomínio de uma organização social patriarcal, na qual a figura feminina estava em segundo plano. Mesmo com alguns avanços, ainda no início da segunda metade do século XX, as mulheres sofriam as consequências do preconceito e do status de inferioridade. Aquele modelo de família norte-americana estava em seu auge, em que a figura feminina era imaginada de avental e com bobs nos cabelos, no meio da cozinha, envolta por liquidificador, batedeira, fogão, entre outros utensílios domésticos. Seria apenas no transcorrer das décadas de 50, 60 e 70 que o mundo assistiria mudanças fundamentais no papel social da mulher, mudanças estas significativas para os dias de hoje. O movimento contracultural encabeçado por jovens (a exemplo do movimento Hippie) transgressores dos padrões culturais ocidentais outrora predominantes defendiam uma revolução e liberação sexual, quebrando tabus para o sexo feminino, não apenas em relação à sexualidade, mas também no que dizia respeito ao divórcio.

Como se sabe, o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção requer cada vez menos o trabalho braçal, necessitando-se cada vez mais de trabalho intelectual. Consequentemente, criam-se condições cada vez mais favoráveis para a inserção do trabalho da mulher nos mais diferentes ramos de atividade. Ao estudar cada vez mais, as mulheres se preparam para assumir não apenas outras funções no mercado de trabalho, mas sim para assumir aquelas de comando, liderança, cargos em que antes predominavam o terno e a gravata. Essa guinada em seu papel social reflete não apenas nas relações de trabalhos em si, mas fundamentalmente nas relações sociais com os homens de maneira em geral. Isto significa que mudanças no papel da mulher requerem mudanças no papel do homem, o qual passa por uma crise de identidade ao ter de dividir um espaço no qual outrora reinava absoluto.

Mulheres com maior grau de escolaridade diminuem as taxas de natalidade (têm menos filhos), casam-se com idades mais avançadas, possuem maior expectativa de vida e podem assumir o comando da família como no exemplo da propaganda de automóvel citada. Obviamente, vale dizer que as aspirações femininas variam conforme seu nível de esclarecimento, mas também conforme a cultura em que a mulher está inserida.

Contudo, é preciso se pensar que mesmo com todas essas mudanças no papel da mulher, ainda não há igualdade de salários, mesmo que desempenhem as mesmas funções profissionais, ainda havendo o que se chama de preconceito de gênero. Além disso, a mulher ainda acaba por acumular algumas funções domésticas assimiladas culturalmente como se fossem sua obrigação e não do homem – funções de dona de casa. Da mesma forma, infelizmente a questão da violência contra a mulher ainda é um dos problemas a serem superados, embora a “Lei Maria da Penha” signifique um avanço na luta pela defesa da integridade da mulher brasileira.

Mas a pergunta principal vem à tona: qual o papel da mulher na sociedade atual? Pode-se afirmar que a mulher de hoje tem uma maior autonomia, liberdade de expressão, bem como emancipou seu corpo, suas ideias e posicionamentos outrora sufocados. Em outras palavras, a mulher do século XXI deixou de ser coadjuvante para assumir um lugar diferente na sociedade, com novas liberdades, possibilidades e responsabilidades, dando voz ativa a seu senso crítico. Deixou-se de acreditar numa inferioridade natural da mulher diante da figura masculina nos mais diferentes âmbitos da vida social, inferioridade esta aceita e assumida muitas vezes mesmo por algumas mulheres.

Hoje as mulheres não ficam apenas restritas ao lar (como donas de casa), mas comandam escolas, universidades, empresas, cidades e, até mesmo, países, a exemplo da presidenta Dilma Roussef, primeira mulher a assumir o cargo mais importante da República. Dessa forma, se por um lado a inversão dos papéis sociais ilustrada pela campanha publicitária (citada no início do texto) de um automóvel está em dissonância com um passado não tão distante, por outro lado mostra os sinais de um novo tempo que já se iniciou. Contudo, avanços à parte, é preciso que se diga que as questões de gênero no Brasil e no mundo devem sempre estar na pauta das discussões da sociedade civil e do Estado, dada a importância da defesa dos direitos e da igualdade entre os indivíduos na construção de um mundo mais justo.

 

 

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Regina Duarte a namoradinha do Brasil.

Regina Duarte a namoradinha do Brasil. | Ana Celia Furtado | Scoop.it
Biografia

Regina, filha de Jesus Duarte (militar) e Dulce Blois (professora de piano), nasceu na cidade de Franca, interior de São Paulo, mas viveu dos seis aos dezoito anos emCampinas. Tem cinco irmãos: Maria Lúcia, Cláudio, José, Flávio e Tereza.

Sua carreira teve início aos 14 anos de idade como atriz amadora no grupo TEC (Teatro do Estudante de Campinas). Estreou interpretando O Palhaço em O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Participou da montagem de Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado, Rapunzel, Natal na Praça e O Tempo e os Conways, de Priestley, e Via Sacra, de Ghéon.

Em 1964 apareceu em cartazes para uma campanha de sorvetes. Em seguida, fez anúncio para a televisão de uma marca derefrigeradores.

Sua formação inclui aulas de balé clássico com Mozart Xavier, declamação com Maria Silvia Ferraz Silva e um curso de três meses com Eugênio Kusnet sobre o método Stanislavski.

Vida profissional

Profissionalmente estreou em 1965 na TV Excelsior, atuando na telenovela A Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro, sob a direção de Walter Avancini, e no teatro, no mesmo ano, sob a direção de Antunes Filho na montagem de "A Megera Domada", de Shakespeare.

Chegou a fazer um ano do curso de Comunicação da USP, mas trancou matrícula em função do convite de Boni para estrelar Véu de Noiva na Rede Globo, em 1969, sob a direção de Daniel Filho.

Ganhou a alcunha de Namoradinha do Brasil quando fez a telenovela Minha Doce Namorada, em 1971, na TV Globo. Em seguida recebeu o convite para participar da montagem brasileira da peça Hair, mas não aceitou o papel porque não ficaria nua no palco, mas em 1976 fez um ensaio sensual para a revista Playboy.

A imagem de Namoradinha só seria esmaecida aos poucos. Começou com a atuação na telenovela Nina, em 1977, consolidando-se de vez o fim da imagem de Namoradinha do Brasil com o seriado Malu Mulher, de 1979, onde interpretava uma mulher divorciada e independente, levando diversos grupos conservadores a protestarem.

Regina Duarte participou de vários programas históricos da televisão brasileira, desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) até o final da década de 1980, onde a televisão brasileira era marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos da MPB, registravam índices recordes audiência.

 

Um desses momentos marcantes da televisão foi Mulher 80, na Rede Globo. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas na MPB, com Gal Costa, Maria Bethânia,Zezé Motta, Elis Regina, Joanna, Rita Lee, Marina Lima, Simone e as participações especiais de Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizavam o seriado Malu Mulher à época.

Em novelas, Regina Duarte é a atriz que obteve os maiores índices de audiência no Ibope ao longo da carreira.

Viveu personagens antológicos na TV como a Simone Marques de Selva de Pedra (1972), a Malu do seriado Malu Mulher (1979/1980), a dupla personalidade Luana Camará/Priscila Capricce em Sétimo Sentido (1982), a politicamente correta Raquel Accioli em Vale Tudo(1988), a espalhafatosa Maria do Carmo de Rainha da Sucata (1990), além de ter sido a atriz que mais deu vida às Helenas de Manoel Carlos, nas novelas História de Amor (1995),Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006). Em 2008 viveu a cômica Waldete Maria, uma mulher despachada, divertida, pragmática e sem papas na língua, na novela 3 Irmãs. Mas sem dúvida seu maior sucesso foi a extravagante Viúva Porcina em Roque Santeiro (1985).

Em 2011, Regina retornou à TV em um papel de destaque, a enigmática e fútil ricaça Clô Hayalla no remake, O Astro. De acordo com a própria Regina, Clô é um dos papéis mais marcantes e importantes de sua carreira

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A ARTE DE SER MÃE…E PROFISSIONAL

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Exercer os papéis de profissional e mãe é um grande desafio, já que deixar o bebê em casa para voltar ao trabalho pode deixá-la em constante conflito. Mas fique tranquila, pois existem formas de ajeitar a vida, amenizar esses sentimentos e dar conta de tudo!

 

 

Voltando ao trabalho

 

 

A gestação chegou ao fim e você passou meses se dedicando intensamente ao seu anjinho.

 

Inevitavelmente, o sentimento de apego cresceu a cada dia.

 

 

Quando você menos percebe, o período da licença maternidade está chegando ao fim e em pouco tempo você estará de volta ao trabalho. E não tem jeito. A proximidade dessa “separação” aflora dois sentimentos contraditórios: desejo de retomar a carreira profissional e vontade de permanecer o tempo todo com seu bebê. Mas, não comece a se descabelar por conta disso. Com a ajuda de seu parceiro e com um bom planejamento, dá para iniciar essa nova fase com tranquilidade e sem sobressaltos.

 

 

A psicóloga Sônia Maria Souza Santos Ribeiro Nogueira explica por que a volta ao trabalho após a gestação é tão difícil para as mulheres. “A gravidez é um período em que a mulher se prepara para receber seu filho e é natural que fique envolvida com a maternidade, sobretudo a partir do nascimento do bebê. Trata-se de uma relação nova, que se constrói aos poucos e que consome bastante tempo da mãe. A necessidade e/ou desejo da mãe para retornar a seu trabalho significa uma perda nesse relacionamento, mesmo que a mamãe tenha que se ausentar por poucas horas.

 

Em geral, esse afastamento gera uma culpa na mãe por deixar seu filho, ainda que saiba que ele está em boas mãos. Muitas vezes a mãe demora um tempo para se adaptar a essa nova rotina e passa por momentos de angústia, gerados pela situação de afastamento do bebê, com quem ela ficou a maior parte do tempo durante a licença maternidade”.

 

 

Surge a supermãe

 

 

Engana-se muito quem pensa que o papel de mãe e profissional são incompatíveis, muito pelo contrário.

 

 

Para a psicóloga Cibele Martins incompatíveis. É possível que eles interajam, e que a mulher seja uma profissional competente e uma boa mãe. Mas, sem generalizarmos, algumas pessoas podem achar que são incompatíveis. Há mulheres que após uma avaliação podem abrir mão de algum desses papéis, exercendo apenas o papel de mãe, ou focando na questão do papel profissional”. Entretanto, “nos dias de hoje, em que o salário da mulher ajuda a compor o orçamento familiar, ela pode muito bem conciliar os dois papéis, ainda que isto lhe gere algum desgaste, na maioria das vezes. É importante que a mulher aprenda a contar com seu cônjuge, como parte de Oliveira Marras, “o papel de mãe e de profissional não são fundamental na criação dos filhos e não tentar fazer tudo sozinha, pois isso gera prejuízos desnecessários para todos”, ressalta Sônia Nogueira.

 

 

Segundo Cibele Marras, o segredo para dar conta do papel de mãe e profissional, sem prejudicar nenhum dos lados está no equilíbrio entre a função materna e o exercício profissional. “A mulher precisa estar realmente presente quando estiver com o bebê e também focada no trabalho quando estiver em compromissos profissionais”, afirma.

 

 

Para alcançar esse equilíbrio, a mulher deve, em primeiro lugar, respeitar os próprios limites, reconhecendo que não é “superpoderosa” como as personagens das histórias em quadrinhos.

 

 

Para conciliar os dois papéis, Sônia Nogueira dá uma dica muito importante para as mães, “na medida em que a mulher aceita a participação do marido nesse processo, passa a ter mais liberdade para cuidar de outros aspectos de sua vida, inclusive profissional. O que ocorre, muitas vezes, é que a própria mulher boicota a participação do marido e, querendo fazer tudo sozinha, acaba se atrapalhando e esquecendo-se até de si mesma”.

 

 

Volte ao trabalho sem culpa

 

 

Após meses de dedicação em tempo integral ao bebê, voltar ao trabalho deixa a maioria das mães com sentimento de culpa e remorso por “abandonar” o filho. Mas mamãe, saiba que é absolutamente normal se sentir culpada, angustiada e indecisa.

 

 

Sônia Nogueira explica que esses sentimentos afloram porque “a volta ao trabalho representa, de certa forma, uma interferência no vínculo que está se consolidando entre mãe e filho. A mamãe, que até agora podia ficar em tempo integral com o bebê, terá que se dividir e deixá-lo aos cuidados de terceiros. Isso pode gerar nela temores de que seu filho possa sofrer com sua ausência, por não ser adequadamente atendido em suas necessidades ou gerar uma angústia por não estar cumprindo integralmente sua função de mãe”.

 

 

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