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Galerias de arte têm crescimento expressivo no Brasil

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Nos últimos dois anos, o volume de negócios envolvendo galerias de arte cresceu 44%, segundo informa Ana Letícia Fialho para a Revista Select. O dado foi obtido a partir de pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact) com 32 galerias.

Em média, cada galeria representa 24 artistas, o que dá um universo total de pouco menos de 800 pessoas. A média porcentual de novos artistas, que entram no mercado pela primeira vez, é de 23,6%. Esse dado aponta a "capacidade das galerias de lançarem novos nomes, o que envolve certo risco, mas é fundamental para a renovação e expansão do mercado", escreve Fialho.

"Cerca de 48% dos artistas representados pelas galerias brasileiras estão em coleções internacionais e cerca de 18% são representados por galerias estrangeiras."

"Mais de 50% das galerias contempladas na pesquisa estão, em alguma medida, internacionalizadas, e 34% delas têm uma inserção significativa e constante no mercado internacional.

Nesse universo, 81% das galerias afirmaram apoiar financeira e logisticamente a participação de seus artistas em exposições internacionais. Outras 37% mantêm parcerias com galerias no exterior e quase 70% afirmam ter clientes estrangeiros."

A pesquisa também apontou que as galerias mapeadas movimentam cerca de US$ 100 milhões por ano. Desse total, 66% são provenientes de colecionadores privados brasileros.


Para ler a matéria completa e outros dados da pesquisa, clique aqui: http://www.select.art.br/article/reportagens%20e%20artigos/arte-negocio?page=unic
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Ouvir o Rio: uma escultura sonora de Cildo Meireles em documentário

A primeira anotação do projeto Rio Oir, de Cildo Meireles, é de 1976. Nos anos 80, ele tentou realizá-lo pela primeira vez, sem sucesso. Em 2009, a convite do Itaú Cultural, pode enfim terminar o trabalho. Foram dois anos de viagens e gravações dos sons das águas das três principais bacias do País: Tocantins, Paraná e São Francisco. O resultado é uma obra sonora, um disco, com gravações de sons de águas e de risadas.


A obra sonora orquestra os sons das fontes naturais – do estrondo das pororocas à arrebentação das marés – com os sons das águas encanadas dos sistemas residuais das cidades. A sinfonia das águas ocupa o lado A. O lado B é formado pelo som de risada humana.


O projeto, finalizado em 2011, rendeu um documentário: Ouvir o Rio, dirigido por Marcela Lordy, e que estreia agora no Festival do Rio.


Lordy diz que o filme acompanha o trabalho de Cildo na busca do som das bacias hidrográficas e nas águas processadas pelo homem. "É o relato dessas viagens, das aventuras dessa busca de Cildo indo da Foz do Iguaçu a Pororoca do Macapá, do Parque das Águas Emendadas a Foz do rio São Francisco, para depois em um estúdio de som juntar todos os pedaços combinados à cacofonia das águas residuárias e às gargalhadas humanas."


Para assistir a um trailer do documentário, clique aqui: http://vimeo.com/49270987


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Conexões criativas entre ciência, cultura e desenvolvimento

Em evento sobre o Ano Brasil em Portugal, a secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, falou sobre as conexões entre ciência, cultura e desenvolvimento. A íntegra do discurso foi publicada no site do MinC.


Leitão traça um panorama da situação atual dos gestores de cultura com relação ao momento histórico e a situação econômica. Para   fazê-lo, no entanto, estrutura a apresentação como um conjunto de elementos relacionados: "um relato, uma constatação, uma preocupação, uma advertência, três mitos, um diálogo imaginário e, por último, uma utopia."


Um relato: pesquisas de campo junto a assentamentos agrários recém-constituídos apontam que a grande maioria dos jovens entrevistados tem grande rejeição às atividades da agricultura. Muitos querem se tornar DJ, músico ou produtor cultural.


Uma constatação: "os Estados contemporâneos são frágeis face aos avanços da iniciativa privada; as indústrias dos bens simbólicos se tornaram hegemônicas em relação às formas tradicionais de desenvolvimento; multiplicam-se as redes digitais de comunicação, especialmente entre os jovens."


Uma advertência: "em um mundo babélico, a cultura seria por excelência o grande sistema de tradução e de comunicação entre povos e nações. Somente a cultura poderia reconstruir as subjetividades humanas junto à terra e ao cosmos, reavivando no homem sua capacidade de guardar, lembrar e sonhar. Somente a cultura poderia permitir ao homem verticalidade e enraizamento, libertando-o de uma horizontalidade funcional e prática sobre o viver, reintegrando-o à terra e ao cosmos."


Três mitos: 1– a "hegemonia do conhecimento científico sobre as demais formas de conhecimento"; 2– a cultura é "o padrão que passou a medir o grau de civilização de uma sociedade"; 3– "o desenvolvimento significa dominação para transformação" e " acúmulo para enriquecimento econômico".


Uma utopia: "Depois do quinto império que moveu a 'alma atlântica' portuguesa, imaginemos uma utopia, quem sabe um novo 'império' onde as artes, as culturas, as ciências e as tecnologias recuperem o humano em nós".


Para ler a apresentação completa, clique aqui (arquivo em pdf): http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2012/09/palestra_portugal.pdf


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História da preservação audiovisual no Brasil

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Em artigo de 2001 para a revista Contracampo, Hernani Heffner, conservador da Cinemateca do MAM, faz um painel da preservação no Brasil e no mundo, destacando o surgimento dos primeiros arquivos de filmes nos EUA e na Europa nos anos 1930 e traçando um histórico dos arquivos de filmes brasileiros. O artigo pode ser lido na íntegra no site da revista, aqui:  http://www.contracampo.com.br/34/frames.htm. A dica é de Rafael de Luna, de Niterói, que mantém blog sobre preservação audiovisual e é professor da Universidade Federal Fluminense. 


Heffner escreve, no artigo, que "os problemas de natureza documental, arquivística e técnica são parte da área, da atividade, da preservação em si. São fatores estruturais. Esses problemas sempre existirão, ou melhor, na verdade não existem, na medida em que são intrínsecos. A questão real gira em torno de sua intensidade – quando escapam ao controle, tornam-se do ponto de vista administrativo, gerencial e logístico um obstáculo pesado e oneroso - e principalmente da qualidade da resposta dada a eles".


Desde o início da produção audiovisual, diz Heffner, a preocupação com a preservação já existia, embora restrita a pequenos grupos. "A falta de um movimento mais vigoroso quanto à salvaguarda do patrimônio fílmico em geral, proporcionou o desaparecimento em larga escala da maior parte dos filmes produzidos entre 1895 e 1950. Foram três grandes ondas sucessivas de destruição. A primeira ocorreu ao final da Primeira Guerra Mundial quando o longa metragem se consolidou como produto preferido pelo público. Não havia mais sentido para os produtores manter em estoque os velhos filmes de um ou dois rolos de tamanho. Não havia mais mercado para eles. Dissemina-se nesse momento a prática do reaproveitamento de matéria-prima, dissolvendo-se as películas para reobtenção da prata ou fornecimento de celulose para a fabricação de piaçava de vassoura. A segunda grande onda de destruição ocorreu por ocasião do advento do som a partir de 1927. Mais uma vez, o sucesso junto ao público determinou a obsolescência precoce de milhares e milhares de filmes reduzidos à condição de estorvo anti-lucrativo. A terceira onda se deu em 1950 por conta da troca da película de nitrato, inflamável, pela de acetato, não inflamável, o que implicou em novas tecnologias de projeção e na inadequação dos filme em nitrato frente ao panorama que se seguiu."


Após a segunda guerra, multiplicam-se no mundo os esforços para a criação de cinematecas e para a preservação das produções. É nesse contexto que as iniciativas brasileiras começam um movimento rumo à consolidação, diz Heffner, só atingida a partir dos anos 80. O artigo, apesar de não avançar nos processos de digitalização dos acervos e seus consequentes problemas, monta um extenso panorama da histórias das iniciativas e políticas públicas de preservação do patrimônio cultural brasileiro até o final dos anos 90.


Para ler o artigo completo, clique aqui: http://www.contracampo.com.br/34/questoesgerais.htm


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"O livro está mais vivo do que nunca"

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No programa Roda Viva, da TV Cultura, o historiador Robert Darnton falou sobre o futuro do livro na era digital. Aos 73 anos, ele é presidente da biblioteca de Harvard, que tem 17 milhões de volumes em 350 línguas.


Para ele, o livro está mais vivo do que nunca. “Os números de publicações estão crescendo. Eu leio livros impressos, prefiro esse tipo. Mas acredito nos livros digitais. O livro não está morto. As pessoas adoram o livro impresso, mas isso não exclui o digital”.


Recentemente, Darnton sugeriu e encabeçou um movimento para criar uma biblioteca digital universal, para fazer frente ao avanço do Google, Amazon e Apple. “Nós temos a internet e podemos acontecer, e faremos”. Darnton alerta para o risco de os acervos de bibliiotecas digitais caírem sob a guarda de empresas privadas: “As grandes empresas poderiam monopolizar por quererem ganhar mais dinheiro”. 


No entanto, diz Darnton, “as editoras controlam o mercado de livros digitais e ganham muito dinheiro com isso”. Também os direitos autorais têm sido um problema para a criação dessa biblioteca virtual: “Maior do que o dinheiro e do que a tecnologia”.


O Roda Viva foi apresentado pelo jornalista Mario Sergio Conti, com os entrevistadores: Beatriz Kushnir (doutora em História pela Unicamp e diretora do arquivo geral da cidade do Rio de Janeiro); Paulo Werneck (editor do caderno Ilustríssima, do jornal Folha de S. Paulo), Lilia Schwarcz (historiadora e antropóloga, professora titular de Antropologia da USP); e Cassiano Elek Machado (jornalista e editor).


Clique aqui para assistir ao programa na íntegra (1'33''): http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/roda-viva-robert-darnton-24-09-2012


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Livro trata de curadoria digital, cultura e comunicação

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Os termos curador e curadoria aparecem cada vez mais associados ao trabalho do editor de conteúdos em plataformas digitais. Tradicionalmente ligados ao ambiente das artes visuais,  a designação da função tem sido emprestada para explicar a natureza do trabalho editorial atual, onde jornais e sites de informação passaram a tentar "selecionar" e "contextualizar" os mais diversos conteúdos disponíveis na rede como parte do trabalho jornalístico.


A acepção contemporânea do termo levou o grupo Commais (Grupo de Pesquisa em Comunicação, Jornalismo e Mídias Digitais) da USP a investigar o fenômeno e as implicações nas comunicações em um livro digital organizado por Elizabeth Saad Corrêa, professora da ECA.


"O termo curadoria entrou na categoria dos ciber-significados de uma forma impactante e muito recentemente. O bem conhecido e consolidado curador das artes ou aquele curador gestor legal de patrimônios passaram a conviver com uma multidão de curadores da informação, curadores digitais, curadores de festas, de musicas, de programações, de coletâneas literárias", escreve Elizabeth Saad na introdução do trabalho.


"Todo processo de inovação de ruptura traz consigo modos de apropriação pela sociedade que, geralmente, passam pela adoção transversal de conceitos diversos já vigentes – uma maneira de facilitar a apreensão do novo por todos. Temos assistido a tal dinâmica no cenário das mídias digitais quase como rotina", dizem Saad e Daniela Bertocchi no texto O algoritmo como curador.


Em outro artigo, Adriana Amaral trata da questão das curadorias "enquanto práticas de recomendação relacionadas ao contexto do consumo musical na web", em Curadoria de informação e conteúdo na web: uma abordagem cultural. 


O livro tem ainda textos de Carolina Frazon Terra, Daniela Osvald Ramos, e Tarcízio Silva, e uma entrevista com Heitor Ferraz.

O e-book pode ser baixado gratuitamente no endereço: http://grupo-ecausp.com/novo-ebook-curadoria-digital-e-o-campo-da-comunicacao/

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O valor público da cultura

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• As artes são uma questão privada (uma questão de gostos, experiências e enriquecimento pessoais e também uma questão de expressão pessoal);

• as artes são um bem que pode ser adquirido (e por isso, deveriam funcionar como qualquer outro produto no mercado);

• as artes não são uma prioridade (até entre as pessoas que as valorizam). 

Estes são alguns dos 'pré-conceitos' apontador no estudo The Arts Ripple Effect: A research-based strategy to build shared responsibility for the arts.


Tomar conhecimento dessas questões, diz Maria Vlachou, mestre em Museologia pela University College London, é possível construir argumentos que ajudem a população a reconhecer o impacto da cultura na comunidade. 


Em artigo publicado em seu blog, e republicado no site do Cultura e Mercado, Vlachou discute a ideia de valor público da cultura a partir de um texto de John Holden, Capturing Cultural Value: How culture has become a tool for government policy.


Ela cita o caso do Detroit Institute of Arts (DIA) que "conseguiu convencer os habitantes de três distritos de Michigan a votar num novo imposto de propriedade que reverterá para o museu. Assim, o DIA terá $23 milhões por ano nos próximos 10 anos (91% do seu orçamento)".


Para Vlachou, "as pessoas defendem e apoiam com os seus impostos a existência de hospitais públicos (esperando até que nunca venham a pôr pé neles). Como fazer para que se pense e se fale dessa mesma forma sobre a cultura para que todos, utilizadores e não utilizadores, a encarem como um bem comum e indispensável?"


Para ler o artigo completo, clique aqui: http://musingonculture-pt.blogspot.com.br/2012/09/sobre-o-nosso-valor-publico.html


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Sistema Nacional pode ser decisivo na luta por recursos para a Cultura

O Sistema Nacional de Cultura (SNC), foi aprovado no Senado na semana passada. Com ele, todas as esferas públicas relacionadas à Cultura devem ganhar apoio no Brasil nos próximos anos. 


Para fazer parte do sistema, cada Estado e cada município precisará ter uma área governamental voltada à cultura. Esse é ponto importante, uma vez que muitos municípios brasileiros não têm secretarias específicas voltadas para a Cultura. Outra exigência do Sistema: cidades e estados ficam obrigados a definir as próprias estratégias. Em outras palavras, deverão ter uma política específica para a área.


Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, José Roberto Peixe, secretário de Articulação Institucional do Minc diz que "A cultura ainda é vista, em grande parte do País, como uma atividade esporádica, relacionada, por exemplo, a realização de eventos".


Com a implementação do SNC, isso pode mudar. No momento em que aderirem ao sistema, estados e municípios não ganham apenas deveres. Também terão garantidos repasses de verbas do Fundo Nacional de Cultura. A aposta é que a existência de dinheiro disponível atraia o interesse dos governantes para a área. 


Para Alfredo Manevy, que foi secretário executivo do Minc durante a gestão Juca Ferreira, o sistema amplia "as condições de que as políticas culturais ganhem mais perenidade e mais alcance."


Antes mesmo da aprovação pelo Senado, o SNC já estava em andamento, tocado pelo MinC. Até agora, cerca de 75% dos Estados e 22% dos municípios já aderiram de maneira voluntária ao sistema.

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"Por que os Velhinhos e os Nerds se encontram na Internet?"

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No Festival culturadigital.br de dezembro de 2011, Heloísa Buarque de Hollanda falou sobre a relação entre a geração de 1960 e o idealismo encontrado em torno das possibilidade digitais do início do século 21.

Para ela, a 'implosão' provocada pelas manifestações da contracultura nos anos 70 reverberam na internet hoje com as questões de flexibilização dos direitos autorais e a reavaliação do papel de intermediários na transmissão da cultura. Para ela, esses são refluxos da descentralização do 'eu' e a morte do autor e as tentativas de reconfiguração dos fluxos econômicos após o Consenso de Washington.  

Heloísa aponta a periferia dos grandes centros urbanos como o espaço onde essas forças se organizam e produzem novas possibilidades. “Periferia é fluxo, movimento, compartilhamento e propostas de novas formas de produção.”


Clique aqui para ver o vídeo completo: http://www.universidadedasquebradas.pacc.ufrj.br/heloisa-buarque-de-hollanda-em-por-que-os-velhinhos-e-os-nerds-se-encontram-na-internet/


A apresentação usada por ela está disponível em: http://prezi.com/qrc442m4q7ob/juventude-de-60-na-internet/


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"São Paulo se tornou um centro para a arte contemporânea"

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O jornal Folha de S. Paulo traz entrevista com Nicholas Serota, há 24 anos à frente da Tate de Londres, "o museu de arte moderna mais frequentado do mundo, com 5 milhões de visitas ao ano, um orçamento que beira os R$ 250 milhões e uma coleção de 70 mil obras".


Serrota diz, na entrevista, que fechou parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo e que vê o museu como modelo para a Tate. O museu londrino já montou retrospectivas de Hélio Oiticica e Cildo Meireles, e prepara para o segundo semestre de 2013 uma mostra dedicada à artista suíço-brasileira Mira Schendel, em parceria com a Pinacoteca. Mira Schendel ganhou mostra no MoMa de Nova York em 2009, ao lado de Leon Ferrari, em exposição organizada por Luis Pérez-Oramas, então curador de arte latino-americana do MoMA e hoje  curador-geral da 30.ª Bienal de São Paulo.


Para Serota, os museus devem "pensar sobre os próximos cem anos, não as próximas seis semanas ou o ano seguinte". Por isso, as instituições devem produzir conhecimento sobre as exposições. "Museus tradicionalmente têm a ver com conhecimento, eles servem para colecionar, examinar, dissecar e apresentar esse conhecimento para outros estudiosos e para o público. (...) Sem uma vocação para pesquisa, o museu só repete ideias em vez de inventar essas ideias. O público respeita museus engajados nesse tipo de atividade." Serota diz que São Paulo passou a ser um dos centros contemporâneos das artes visuais.


Para Alicia de Arteaga, colunista de arte do jornal argentino La Nación, o século 21 assiste a uma mudança de perspectiva dos museus. Antes lugares solenes, agora são espaços de reunião de multidões de turistas e importante peça nos modelos econômicos atuais. "O que começou como uma tendência nos museus novaiorquinos nos anos 80" transformou-se em prática para museus como o Pompidou, a Tate e o MoMA.


Em artigo para o jornal, Arteaga traça um rápido panorama da evolução dos museus nas últimas décadas e mostra como Buenos Aires procura se afirmar também como pólo importante na América Latina. Entre as exposições planejadas para a capital argentina estão algumas que já passaram por São Paulo, como as de Giacometti e Caravaggio, e uma retrospectiva de Beatriz Milhazes, no Malba. Para ler o artigo completo, siga aqui: http://www.lanacion.com.ar/1505696-arte-museos-en-alza. Buenos Aires também recebe outra exposição de artistas brasileiros, Iran do Espírito Santo e Leda Catunda, desta vez na galeria Ruth Benzacar (leia mais aqui: http://www.lanacion.com.ar/1503595-dos-caras-de-brasil).


Em entrevista ao jornal espanhol El País, o diretor da Pinacoteca, Ivo Mesquita, diz que a arte brasileira foi se descolando do contexto latinoamericano para se reafirmar e consolidar sua originalidade.  O Brasil, diz Ivo Mesquita, encontrou a forma de operar culturalmente com o "melhor de dois mundos": o Estado, segundo o modelo europeu, e o privado, segundo o esquema norteamericano.


Para ler a entrevista com Serota, clique aqui: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1151120-sao-paulo-se-tornou-um-centro-para-a-arte-contemporanea-diz-diretor-da-tate.shtml.



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Políticas públicas, colecionismo e interesse público na difusão da arte

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Organizado pela revista Arte!Brasileiros, o seminário Colecionismo no Brasil no Século XXI reuniu colecionadores, curadores e administradores públicos em quatro debates no Auditório Ibirapuera, no dia de abertura da 30ª Bienal de São Paulo.


Marcelo Mattos Araújo, secretário estadual de Cultura de SP, disse na primeira mesa de discussão que a "doação de coleções a museus é cada vez mais rara". Para ele, é preciso pensar em estratégias "como a constituição de fundos com a finalidade de comprar obras e reunir colaboradores que doem recursos para a compra de obras específicas”.


José do Nascimento Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), disse que o colecionismo no Brasil enfrenta um problema de ordem cultural. “Em outros países, dá prestigio colecionar. Se coloca o colecionador socialmente como colabrador no espaço público. Mas, no Brasil, talvez por uma ‘culpa católica’, as pessoas têm receio de dividir o que têm, preferem esconder.”


Araújo, Nascimento Júnior e Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura de SP, ressaltaram que o país sofre com a falta de espaços para reservas técnicas e a inadequação de espaços expositivos, o que acaba dificultando o acesso às coleções já existentes no país.


O museólogo Fábio Magalhães, em outra mesa, lembrou do interesse de jovens investidores em arte brasileira. “Os primeiros colecionadores do Brasil só queriam saber de arte estrangeira. Isso mudou (...) hoje o colecionador brasileiro só quer saber da arte produzida aqui.”


Ella-Fontanals Cisneros, colecionadora e fundadora da Cisneros Fontanals Art Foundation (CIFO), fez uma defesa do interesse público e do acesso às obras. “Cada um (colecionador) pensa de uma forma diferente, mas todos têm a custódia de algo que pertence ao mundo. Podemos ter a ‘guarda’ e cuidar das obras, mas a parte filantrópica tem que fazer parte do pensamento do colecionador.”


O colecionador argentino Eduardo F. Costantini lembrou que o Malba (Museu de Arte Latinomaericana de Buenos Aires) nasceu da inciativa de uma única família. "Muitas instituições, como o Guggenhein, surgiram de projetos familiares e, depois, atenderam o interesse público”.


No encerramento do evento, o crítico de arte e arquitetura Guilherme Wisnik lembrou que “quando nos dedicamos a esse debate, partimos de um diagnostico de que o mercado da arte no Brasil hoje se consolida. Isso é uma verdade. O Brasil tem uma boa arte há algum tempo, mas tem um mercado muito incipiente. (...) De dez anos pra cá esta situação mudou, e o quadro pede reflexão”.


Leia a cobertura completa do evento e das mesas de debate nos links abaixo:
1– "A Importância de Diretrizes Políticas e de Políticas Públicas para a Formação de Coleções" – http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/09/04/o-papel-do-estado-na-difusao-da-arte/

2– “A formação de coleções públicas e privadas” – http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/09/04/a-arte-e-o-colecionismo-no-brasil-ontem-hoje-e-amanha/

3– "O que podemos fazer para que grandes coleções privadas tenham acesso ao público" – http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/09/04/a-arte-pertence-ao-mundo/

4– "Formas Contemporâneas de Difusão: Acervos, Acervos Digitais, Patrimônio Imaterial, Ações Efêmeras" - http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/09/04/as-novas-formas-de-difusao-da-arte/


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Origem dos filmes: introdução sobre os conceitos de obra, material e cópia

Origem dos filmes: introdução sobre os conceitos de obra, material e cópia | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Neste artigo, Rafael de Luna Freire, doutor em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense, professor e pesquisador na área de Preservação Audiovisual, História do Cinema Brasileiro e Tecnologia das Imagens em Movimento traça um panorama da história dos formatos utilizados pela indústria cinematográfica, as dificuldades da preservação de originais, e o desafio tecnológico de se reproduzir a experiência de assistir a conteúdos audiovisuais de épocas distintas.

"Existe um consenso de que quando se realiza a restauração de um filme, o objetivo geralmente é criar um novo material o mais próximo possível à forma no qual o filme foi visto originalmente em seu lançamento. O primeiro e mais importante passo nesse processo é justamente a localização e verificação do estado de todos os materiais existentes dessa obra que possam auxiliar na criação de uma versão de como essa obra existiu e foi apreciada em determinada época."

"Ou seja, a visão que temos da obra vai sempre depender da cópia que assistimos ou do material que lhe deu origem, sendo este um universo que comporta inúmeras diferenças (clássicos como Metropolis, de Fritz Lang, ou Encouraçado Potenkim, de Serguei Eisenstein, foram exibidos em versões diferentes em vários países ao longo dos anos). Mesmo falando apenas de longas-metragens de ficção – a parcela reduzida e mais óbvia do que entendemos como cinema – muitas vezes o que assistimos é uma dentre várias versões possíveis da mesma obras. Não é nem um pouco raro que as cópias as quais temos acesso representem apenas uma pálida e incompleta versão do do que teria sido a obra em dado momento. Assim, o historiador – ou o crítico mais comprometido – deveria sempre, ao escrever e analisar as caracterísicas textuais de uma obra cinematográfica, apontar qual foi a cópia que teve a oportunidade de assistir."

Para ler o artigo completo, clique aqui: http://preservacaoaudiovisual.blogspot.fr/2012/08/a-origem-dos-filmes-introducao-sobre-os.html




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Da revolta à pós-modernidade, disputando o grande público

Da revolta à pós-modernidade, disputando o grande público | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

O museu Reina Sofia de Madri abre a exposição De la revuelta a la posmodernidad (1962-1982), conta Bruno Mattos em artigo para o blog do IMS. A seleção, diz Mattos, abriga um conjunto de trabalhos criados justamente para um público não frequentador de museus, seguindo ideais da época, que propiciaram o surgimento de "'obras' de arte efêmeras, que transcenderam o espaço tradicional dos museus e passaram a ser exibidas ou executadas em qualquer ambiente. (...) Combatia-se, assim, o fetichismo e o espetáculo dos grandes museus, que colaboravam para transformar algumas peças em objeto de culto."


Entre os objetos selecionados para a mostra estão alguns dos trabalhos da série Inserções em Circuitos Ideológicos, iniciada pelo artista brasileiro Cildo Meireles em 1970. O projeto Cédulas, por exemplo, consistia em cédulas de dinheiro carimbadas com a frase "Quem matou Herzog?" Era uma contestação ao governo militar da à época. A ideia era utilizar o próprio sistema para distribuir os objetos criados pelo artista. Na série Coca-cola, Meireles inscreveu mensagens contra políticas norte-americanas em garrafas vazias de refrigerante, "de forma a não serem vistas enquanto os recipientes permanecessem vazios. As garrafas eram então levadas de volta à fábrica e colocadas novamente em circulação, difundindo publicamente um texto desfavorável à marca às suas próprias custas." 


Mattos aproveita a exposição para levantar hipóteses a respeito do movimento de uma arte concebida para atingir grandes públicos e que, ironicamente, décadas depois, vai parar no museu, disputando a atenção de turistas que se aventuram em longas filas para ver não as cédulas de Meireles, mas o Guernica de Picasso.


Para ler o texto completo, clique aqui: http://blogdoims.uol.com.br/ims/reina-sofia-o-ultimo-circuito-ideologico-por-bruno-mattos/


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Prêmios de artes querem a participação e opinião do público

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A arte contemporânea convida o público a opinar na consagração de artistas, escreve Mariana Shirai para o jornal Valor, tratando da mostra Finalistas Pipa 2012. Na exposição estão quatro artistas emergentes que concorrem ao prêmio do juri: R$ 120 mil e uma bolsa-residência na Gasworks, Londres. Além disso, há também o vencedor do voto popular, que recebe R$ 20 mil.


O projeto do Pipa tem como inspiração o Turner Prize, mais importante prêmio de arte do Reino Unido, cuja apresentação de selecionados acaba de ser inaugurada na Tate Britain, em Londres.


Shirai aponta a tentativa de envolvimento do público também nas seleções do Prêmio CNI, EDP e Funarte. "Nos últimos cinco anos, intensificou-se a preocupação desse tipo de prêmio em fortalecer a cena artística como um todo, da produção de obras à melhor interação com o público", diz Luiz Camillo Osorio, curador do MAM-Rio, em entrevista ao jornal.


Vencedora da edição passada, Tatiana Blass diz que "os prêmios são importantes por serem uma forma de distinção (...). Trazem à tona trabalhos com uma construção mais própria e profunda." Yuri Firmeza, vencedor do Prêmio CNI de 2009, diz que as distinções são cruciais para a carreira: "Meu trabalho não é muito vendável e no início esses programas proporcionaram a segurança financeira mínima para me dedicar a ele".


Para o diretor do Instituto Tomie Ohtake, Ricardo Ohtake, "O sistema educacional de países mais desenvolvidos é muito eficiente e há muito incentivo às artes. No Brasil, os prêmios devem ser um incentivo para uma melhor formação de nossos artistas, principalmente para aqueles que não moram nos grandes centros".


O crítico e curador Fernando Oliva diz que "É muito mais importante uma política de longo prazo, que acredite na formação do artista, do que algo pontual". Para ele, os artistas "precisam manter atuantes espaços em que possam experimentar e 'errar'" e prêmios podem criar distorções na carreira dos artistas.


Para saber mais sobre os selecionados do Pipa 2012, clique aqui: http://www.pipa.org.br/pipa-2012/finalistas-2012/


Para saber mais sobre os selecionados do Turner Prize 2012, clique aqui: http://www.tate.org.uk/whats-on/tate-britain/exhibition/turner-prize-2012


Para ler a matéria completa no Valor, vá aqui: http://www.valor.com.br/cultura/2852788/premios-buscam-ter-maior-ressonancia


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Quatro propostas para a cultura nos municípios brasileiros

Em ensaio publicado pela Revista Fórum, o historiador e ex-secretário da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino, propõe uma estrutura de política pública para a cultura a partir de uma questão inicial: "E se a cultura fosse prioridade em programas de governo?"


"Ela seria reconhecida como o fio condutor que une o direito à saúde, ao transporte, à moradia, à educação, ao trabalho, à cidade… à cidadania", defende Turino. "Aqui exercito um ensaio de como isso poderia se realizar na prática, em programas de governo. Penso em quatro macro-programas, interligados e transversais, não somente entre si, no âmbito de atuação das secretarias de Cultura, mas em inter-relação com as demais secretarias e programas do governo municipal. Estes programas matriciais deveriam se desdobrar em Ações e Iniciativas, conforme apresento a seguir."


Os quatro macro-programas propostos por Turino são:


1) Cultura em rede: para assegurar ao menos uma grande instituição cultural por região das cidades, assim como promover a articulação entre "estrutura física, programação integrada e ação digital".


2) Cultura e educação: promover cursos de iniciação artística, formação de público com freqüência a teatros, museus, centros culturais e cinemas, e a formação de corpos artísticos juvenis.


3) Cultura viva: municipalização dos Pontos de Cultura e promoção da articulação com ações como Cultura Digital, Cultura e Saúde, Economia Solidária e Cultura, Agentes Jovens de Cultura, Griôs e Mestres da Cultura tradicional transmitida pela Oralidade, Interações Estéticas, Escola Viva, Pontos de Leitura, Pontos de Memória, Pontos de Mídia livre, Pontinhos e Pontões, entre outras iniciativas.


4) Cultura como direito do povo e dever do Estado: cultura e arte como direitos inalienáveis das pessoas e da sociedade, criadas e absorvidas "em ambientes de liberdade criativa, cabendo ao Estado assegurar meios para que aconteçam em toda sua potencialidade" por meio dos recursos do Fundo Municipal de Cultura, com 1% dos orçamentos municipais destinados à cultura.


Turino ressalta que esses programas só funcionariam aliados ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) e seguindo as medidas institucionais previstas na lei que cria o SNC. 


Para ler o ensaio completo e o detalhamento das propostas, clique aqui: http://revistaforum.com.br/brasilvivo/2012/09/04/a-potencia-da-cultura-ensaio-com-sugestoes-para-programas-de-governo/


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Arquivos digitais no Brasil esbarram em 'muralhas' e direitos autorais

Em artigo para o jornal Folha de S. Paulo, o advogado Ronaldo Lemos escreve sobre a situação dos arquivos digitais brasileiros e o risco de a memória recente do país, com conteúdos produzidos originalmente em formato digital, se perder.


"Tudo o que vai parar no mundo digital é efêmero. A tecnologia renova-se, e os formatos ficam obsoletos. Universos inteiros de dados desaparecem ou ficam inacessíveis o tempo todo. Foi o que ocorreu com o Geocities, precursor das redes sociais. Em 1999, era o terceiro site mais acessado do planeta. Em 2009, deixou de existir."


Uma parte do Geocities ainda pode ser encontrada em uma iniciativa norteamericana, o Internet Archive, que se dedica a fazer cópias periódicas de sites da web e a armazená-las. Além do Geocities, é possível encontrar as primeiras versões de sites históricos do Brasil como o Uol, o Zaz, e o Jornal do Brasil em uma plataforma do site conhecida como Wayback Machine.


Lemos lembra que uma iniciativa como o Internet Archive não poderia existir no Brasil devido à lei de direitos autorais em vigor. "Pela lei brasileira, preservar qualquer conteúdo requer autorização do autor e titulares." Nos EUA, a autorização para fins de preservação não é necessária.


"Isso traz mais preocupações. Por exemplo, o Orkut. Apesar de muita gente torcer o nariz para o site hoje, ele é o mais rico e detalhado documento do período de 2004 a 2011 no Brasil. Registrou fenômenos como a ascensão da classe C, transformações no uso do português, além de inúmeros dramas pessoais."


Para Lemos, além da mudança na legislação, a Biblioteca Nacional deveria fazer o mesmo que a Biblioteca do Congresso dos EUA e passar a armazenar conteúdos digitais produzidos em português, seja no Twitter, no Facebook ou outros sites.


Para ler o artigo completo, clique aqui: http://www1.folha.uol.com.br/tec/1161152-analise-arquivos-digitais-esbarram-em-muralhas-e-direitos-autorais.shtml


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São Luís lidera ranking de investimento em cultura entre capitais

São Luís lidera ranking de investimento em cultura entre capitais | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

O Observatório da Cultura de Porto Alegre compilou dados de 2012 de prefeituras de capitais brasileiras com base na Lei de Orçamento Anual (LOA). A LOA estima a receita e autoriza a despesa a ser realizada no ano seguinte pelo poder público. Apenas Fortaleza e Boa Vista não divulgaram os números.


Segundo o Observatório, as capitais São Luis, Florianópolis e Recife lideram o ranking em investimento per capta em cultura.  

São Luís investe R$ 50,66 por habitante em cultura; Florianópolis investe R$ 49,98 e Recife, R$ 47,55.

Em termos de percentual do orçamento, São Luís também lidera o ranking, com 1,99% destinados à cultura, seguido por Recife, com 1,86% e Vitória, com 1,40%.


As capitais mais populosas do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, investem R$ 30,05 e R$ 29,44 respectivamente, aparecendo nas 8ª e 9ª posições. Rio de Janeiro investe 0,92% de seu orçamento e São Paulo, 0,88%.


Em último lugar aparece Salvador, com apenas 0,11% do orçamento destinado à cultura em 2012 e R$ 1,47 de investimento per capta no ano. (ver mais detalhes aqui: https://docs.google.com/file/d/0B_EI3Qz-w91FdmxmS0R5ZEU2ZkU/edit?pli=1)


Em outro estudo, o Observatório isolou os dados da prefeitura de Porto Alegre e apontou, em 2012, o menor investimento percentual da cidade em Cultura desde a criação da secretaria da Cultura, em 1988. Veja aqui: http://culturadesenvolvimentopoa.blogspot.fr/2012/09/historico-do-orcamento-para-cultura-em.html



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Em 50 anos, o que mudou na literatura mundial?

Em 50 anos, o que mudou na literatura mundial? | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Em 1962 aconteceu a 1ª conferência com 70 escritores de vários países do mundo reunidos na cidade escocesa de Edimburgo. Entre eles estavam Henry Miller, Norman Mailer e William Burroughs. Em agosto de 2012, 50 anos depois, 50 escritores se reuniram na mesma cidade para nova edição da Conferência Mundial de Escritores. Dessa vez, compareceram escritores australianos, chineses, canadenses, dinamarqueses, indianos, nigerianos, paquistaneses, espanhóis, egípcios, russos, ingleses, franceses, alemães, escoceses, irlandeses, sul-coreanos, sírios, turcos, e também os norte-americanos Nathan Englander e Joyce Carol Oates, o domenicano Junot Diaz, o português José Rodrigues dos Santos, e o argentino Carlos Gamerro. Nenhum brasileiro. Gamerro escreveu um longo relato para o La Nación argentino. O que segue é um pequeno extrato traduzido desse relato.  


"O primeiro dia foi dedicado ao tema:'A literatura deve ser política?' Cinqüenta anos atrás, a discussão foi sobre, ou contra, o compromisso do engajamento político sartreano, o envolvimento pessoal dos escritores, quer como propagandistas ou como ativistas dos processos revolucionários em todo o globo. Agora, as revoltas da primavera árabe e a situação particular de mulheres escritoras no mundo islâmico levou os organizadores a escolher o egípcio Ahdaf Soueif para abrir o primeiro dia, e Elif Shafak da Turquia para conduzir o debate. Soueif começou por banir a palavra 'deve' com relação ao que a arte se refere, defendendo o direito de cada escritor para escrever o que quiser – perceptível diferença para o estado da questão em 1962 –, mas imediatamente anunciou que, no Egito, devido à urgência do momento, os escritores tinham 'desistido da ficção', uma vez que esta exige tempo e distância, dois luxos que os autores não podiam se permitir. 'Você não escolhe a história que quer contar. A história é que escolhe você; mas quando há tantas coisas acontecendo, tantas histórias que atingiram as portas da nossa atenção, você se sente oprimido e não consegue ouví-las'. Shafak completou a ideia citando o nigeriano Chinua Achebe: ' O escritor africano que evita questões sociais e políticas do seu tempo é como o homem que, enquanto sua casa está pegando fogo, se dedica a perseguir um rato fugindo das chamas'. A partir desse momento, o metáfora da 'casa em chamas' se tornaria querida do debate, florescendo em formulações, como a do nigeriano Ben Okri (vencedor do Booker Prize de 1991): 'Seu primeiro dever como cidadão é apagar as chamas, só então o escritor pode se sentar e escrever sobre o incêndio'.


"A dinamarquesa Janne Teller lembrou a distância entre o hoje e o passado ao recordar a longa luta de escritores do Leste Europeu para se fazerem ouvidos sob o comunismo. Em sua voz apareceu o que seria o obscuro objeto do desejo dos cinco dias (de evento): o Mercado. 'Naquela época, os escritores tinham um paraíso com que sonhar, o Ocidente; mas agora o controle totalitário é exercido pelo mercado, e para ele não existe Ocidente que valha.'


"A escocesa Ali Smith começou citando um dos talibãs do anti-formalismo e da escrita 'para todos', o amigo do povo Paulo Coelho, que afirmou recentemente que Ulisses de Joyce é 'apenas estilo e que se você tira fora as roupas verbais seu conteúdo poderia ser reduzido a um tweet. Neste ponto começou a surgir uma divisão, não tanto entre 'conteudistas' e 'estilistas', mas entre aqueles que defendiam uma escrita para todos, que poderia atingir o maior número de leitores, e aqueles que reivindicavam o direito de o autor escrever 'difícil', uma prática – também política – que os primeiros viam como indiferença ou desprezo para com o leitor, e  os últimos viam como sinal de confiança em suas habilidades e de maior respeito. Contra aqueles que condenavam os escritores que "escreviam apenas para outros escritores", lembrou-se que o livro não viaja sempre diretamente entre o autor e as mãos do leitor, mas sim que há uma cadeia de leitores/autores que o vão transformando: o ilegível Finnegans Wake passou pelas mãos de John Cage e daí para toda a música contemporânea, pelas mãos de Augusto e Haroldo de Campos e ao movimento da poesia concreta brasileira, e daí ao escocês e à música popular brasileira.


"Na última sessão do congresso: o belo e atlético China Miéville, autor de romances que cruzam e recruzam os mais diversos gêneros, tratou do futuro do romance. Cinqüenta anos atrás, o romance tinha sido declarado obsoleto e extinto por alguns dos presentes. O contexto de então, vale explicar, era o da última onda de revolução modernista, que parecia ter 'carregado' para sempre a velha tradição. Mas, nas década de oitenta e noventa, foi precisamente o romance 'tradicional' que voltou com tudo, pela mão do conservadorismo político daqueles anos e do rearranjo do mercado literário: um retorno à 'mera narrativa', ao minimalismo, à prioridade das 'boas histórias'.


"Miéville preferiu evitar questões formais ou temáticas para levar a discussão ao terreno técnico e econômico, o da circulação e os suportes: 'quanto mais aguentarão as leis de direito autoral (que, como o sistema de patentes, estão furados para o mundo do cinema, da música e da tecnologia)? Em breve teremos sequências de romances consagrados escritos por autores anônimos (como é o caso de Harry Potter, e como se fez, sem espalhafato, durante o Renascimento e o Barroco) ou romances remixados que podem até ser melhores do que os originais.'"


Clique aqui para ler o texto completo de Gamerro: http://www.lanacion.com.ar/1509930-ficcion-una-casa-en-llamas-que-enciende-el-debate


Leia a cobertura do New York Times (em português) aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/66633-o-dilema-do-escritor-criar-ou-narrar.shtml


Sobre o último debate, em Edimburgo, clique aqui e veja a apresentação completa: http://www.edinburghworldwritersconference.org/the-future-of-the-novel/china-mieville/


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36 milhões de brasileiros não sabem ler e escrever ou são analfabetos funcionais

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Os dados são do IBGE, retirados da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2011. A maior queda na parcela de analfabetos foi no Nordeste: passou de 18,8% em 2009, para 16,9% em 2011. Mesmo assim, a taxa de analfabetismo na região Nordeste é quase o dobro da média brasileira. Do total de analfabetos, 96,1% têm  25 anos ou mais – mais da metade deles (ou 8,2 milhões de pessoas) têm 50 anos ou mais. A taxa de pessoas que sabem ler e escrever enunciados simples, mas sem habilidades mais aprofundadas de leitura e de escrita – manteve-se o dobro do analfabetismo completo: 20,4% entre 2009 e 2011. 


Ao todo, são cerca de 36 milhões de pessoas que se encontram fora dos mercados de trabalho especializados e resilientes à fruição de bens culturais que envolvam a leitura, como a literatura.

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Inhotim: arte contemporânea e impacto regional

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Aberto ao público em 2006 no município de Brumadinho, o Instituto Inhotim recebeu 96 mil visitantes em 2008, e cerca de 200 mil em 2010. Em 2012, somente no mês de julho, foram 46.792 visitantes. Com o instituto, Brumadinho passou a concentrar 12% de seus postos de trabalho na cadeia do turismo. “Se o turista gasta R$ 1 em uma visita, ele influencia os vários setores econômicos que alimentam esse gasto, gerando mais de R$ 1 de impacto em toda a economia”, diz Diomira Faria, autora da tese Análisis de la capacidad del turismo en el desarrollo económico regional: el caso de Inhotim y Brumadinho, desenvolvida em regime de cotutela entre a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e a Universidade de Alicante.


A maior parte do benefício econômico gerado pelo turismo regional, no entanto, fica na metrópole de Belo Horizonte, a 60 quilómetros de Brumadinho. "60% dos benefícios econômicos gerados pelas atividades de Inhotim em Brumadinho se concentram em Belo Horizonte. Entre os visitantes que pernoitam na região, 89% decidem passar a noite na capital, e não na cidade-sede do museu. Esses turistas podem passear em Brumadinho durante o dia, mas, à noite, gastam com alimentação, transporte e lazer em BH. A maior parte da mão de obra mais qualificada de Inhotim vive e consome na capital. O mesmo vale para os funcionários dos estabelecimentos turísticos que moram em Brumadinho, pois, em geral, frequentam semanalmente a capital, para fazer compras, tratamentos de saúde, visitar parentes ou se divertir", mostra texto da UFMG (veja mais aqui: https://www.ufmg.br/boletim/bol1767/8.shtml)


"Ao entrevistar 841 famílias de Brumadinho, a pesquisadora descobriu que a maioria da população reconhece o desenvolvimento local com geração de empregos, embelezamento da cidade, fortalecimento da identidade local e desenvolvimento cultural. Há, por outro lado, queixas por conta do congestionamento de veículos em feriados e finais de semana e pelo aumento dos preços dos terrenos na região", diz o Blog Acesso (leia mais aqui: http://blogacesso.com.br/?p=5406)

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Arte entre fronteiras da loucura e da criação

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As exposições de Arthur Bispo do Rosário na 30ª Bienal de São Paulo e de Raphael e Emygdio, no IMS do Rio de Janeiro provocam novas discussões a respeito das relações entre loucura e criação artística. Nas duas mostras, a tendência que se vê, segundo texto publicado no jornal O Globo, é a de se expor os trabalhos sem explorar a condição em que foram criados ou o histórico de internações dos artistas. 


Arthur Bispo do Rosário (1909 ou 1911-1989) foi interno da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, por 50 anos, com idas e vindas da instituição.  Raphael Domingues (1912-1979) e Emygdio de Barros (1895-1986) passaram pelo ateliê de arte do Setor de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação criado pela psiquiatra Nise da Silveira em 1946, no Centro Psiquiátrico Nacional, no Engenho de Dentro.


Para o crítico de arte Frederico Morais, "há críticos que dizem que ele (Bispo do Rosário) não sabia de nada, não fazia parte do circuito de arte... Isso é um equívoco. A obra se torna independente, se relaciona com o mundo da cultura, como uma criança que você põe no mundo. Mas, para muita gente, fazer uma obra de arte que contenha conceito, ideia, não é coisa para louco."


Para a psicanalista e curadora Flavia Corpas, "existe um discurso recente de negar a loucura do Bispo para sustentar a obra de arte, como se ela dependesse de uma intencionalidade. O delírio não é uma destruição, é uma tentativa de o sujeito caber no mundo, de cura."


O crítico Rodrigo Naves, um dos curadores da mostra no IMS, diz que "o que me parece discutível é afirmar que a arte sempre envolve loucura ou que se houve aproximação com a loucura não há arte. As oficinas (de Nise da Silveira) foram uma ajuda no processo de estruturação dos internos. Que tenha dado em boa arte, ótimo." Naves diz que a associação entre inspiração e “excessos e desequilíbrios” é resquício romântico.


Para ler o artigo completo, clique aqui: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2012/09/01/arte-entre-fronteiras-463148.asp


Para ler sobre a exposição de Raphael e Emygdio, vá aqui: http://ims.uol.com.br/Programacao/D1042


Para ver mais sobre a participação de Arthur Bispo do Rosário na 30ª Bienal, siga aqui: http://www.bienal.org.br/30bienal/pt/artistas/Paginas/detalheArtista.aspx?ARTISTA=14


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A cultura popular urbana e a epopeia da periferia

A cultura popular urbana e a epopeia da periferia | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Em artigo para o Canal Ibase, Pablo Ortellado e Luciana Lima escrevem a respeito das interpretações que buscam diminuir a cultura popular urbana como fruto da descaracterização da cultura popular tradicional. Falando da música sertaneja e do funk, eles afirmam que "ainda são vistas como expressões culturais simplórias, primitivas e inautênticas".


Para eles, "há basicamente duas formas pelas quais a cultura popular tem conseguido conquistar legitimidade no discurso dominante: quando se apresentou como a identidade cultural da comunidade ou quando adquiriu sofisticação de linguagem (por desenvolvimento próprio ou por fusão com a alta cultura) e foi incorporada no repertório cultural consagrado. Fora destes casos, a cultura popular – sobretudo a urbana – foi geralmente considerada grosseira, sem sofisticação e imposta pela indústria cultural".


"Essas características se evidenciariam pelo fato destas expressões culturais serem imediatas – isto é, por serem apreciadas mais pelas suas características sensoriais diretas (o ritmo dançante, a aparência plástica agradável) do que pelo seu caráter expressivo em diálogo com o desenvolvimento da linguagem. Como seriam imediatas, isto é, não requereriam repertório simbólico prévio para serem apreciadas, elas seriam simplórias e grosseiras. E como se expressam pelas indústrias culturais (ou pelo menos incorporam elementos simbólicos destas indústrias) elas seriam populares num sentido inautêntico, já que seriam manufaturadas e depois impostas – em outras palavras, seriam consumidas pelo povo, mas não seriam expressão autêntica dele, mesmo quando os artistas fossem originários das classes populares."


"No entanto, quando analisados sem preconceito de classe, os gêneros populares urbanos aparecem não como vulgares produtos sensoriais impostos pela indústria, mas como o resultado de uma história social e simbólica que explica sua ampla aceitação e difusão."


O artigo segue com uma análise da evolução recente dos gêneros sertanejo e funk, e com a desconstrução de que seriam apenas alterações forjadas de culturas "de raiz" como a música caipira ou o samba. 


O artigo trata de duas expressões musicais urbanas que começaram como culturas periféricas nos centros urbanos do país e migraram para o centro, como expressões aceitas e cultivadas por grupos de diferentes segmentos e classes sociais. 


Outro exemplo disso, não abordado no artigo, é o hip hop paulista. Em artigo recente para o Farofafá, Pedro Alexandre Sanches escreve sobre o encontro de Criolo, Emicida e Mano Brown durante show na capital paulista para gravação de um DVD. O DVD "foi registrado em pique hi-tech, por cerca de 40 minicâmeras “go pro”, de qualidade HD, 18 delas acopladas em microfones e nas cabeças dos artistas e dos integrantes da banda".


O futuro chegou ao rap paulistano, diz Alexandre Sanches. "A direção do DVD é de Andrucha Waddington (Conspiração Filmes), Paula Lavigne e Ricardo Della Rosa. Não é de hoje que Paula, ex-esposa e empresária de Caetano Veloso, tem se aproximado de Mano Brown e do rap paulista." (leia mais: http://www.farofafa.com.br/2012/09/12/tik-tak-e-os-tempos-vao-mudando-devagar/6984)


No Rio de Janeiro, Joana D'arc Liberato conta sobre experiência de falar sobre o hip hop e a epopéia em uma aula da Universidade das Quebradas, em 2011, no Flamengo. Para ela, "a grande diferença da periferia é a unidade na diversidade, porque sempre estamos juntos e misturados. Não importa, nível de escolaridade, cor, religião ou qualquer outro critério que não seja o de ser periférico. A periferia é o nosso centro. O centro de quem somos e para onde vamos, por que nas nossas andanças sempre a levamos conosco." A periferia, nesse sentido, está próxima do sentido épico grego, com relatos de "acontecimentos grandiosos da trajetória humana; personagens heróicos em processo de divinização; enredo de tempo longo; (onde o) herói representa (o) caráter coletivo e (os) valores universais." (leia mais aqui: http://www.universidadedasquebradas.pacc.ufrj.br/herois-da-periferia-da-epopeia-para-o-hip-hop/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=herois-da-periferia-da-epopeia-para-o-hip-hop)


Voltando ao artigo de Ortellado e Lima, os pesquisadores defendem que "as manifestações populares urbanas expressam tão autenticamente a realidade social das camadas populares quanto a cultura consagrada expressa a realidade social dos segmentos dominantes. Por isso, cabe ao Estado, por meio das políticas culturais, reconhecer, acolher e apoiar essas manifestações que dão sentido e expressam o modo de vida dos trabalhadores urbanos, da mesma maneira e com a mesmo respeito com que, tradicionalmente, tem apoiado a cultura consagrada." (leia mais aqui: http://www.canalibase.org.br/a-cultura-popular-urbana-merece-respeito/)



++++


Também, na mesma linha, veja texto sobre o lançamento de canal no YouTube dos Racionais MCs, aqui: http://www.farofafa.com.br/2012/09/10/racionais-ativos-e-operantes/6929.

E mais, sobre a história do hip hop, aqui: http://www.overmundo.com.br/overblog/historia-da-cultura-hip-hop





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Tecnobrega e funk e são tema de estudos e debates

Tecnobrega e funk e são tema de estudos e debates | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

"O brega do Norte e do Meio Norte, o brega de Pernambuco, o arrocha, o tecnobrega, o tecnomelody, as rodas de funk (e não de samba!), a Gaiola das Popozudas, a Gaby Amarantos. Todos eles viraram objetos de pesquisa. Em breve, vão virar dissertações e teses acadêmicas", escreve Eduardo Nunomura para o Farofafá

Nunomura esteve na 35ª edição do Congresso Brasileiro de Ciência e Comunicação e acompanhou uma reunião do grupo de trabalho de Comunicação, Música e Entretenimento, com pesquisadores de universidades do Rio, Pará, Maranhão e Espanha.

Entre as pesquisas em andamento estão as de Pablo Laignier (UFRJ), que faz doutorado sobre a APAFunk (foto), e a de Simone Evangelista Cunha, da Universidade Federal Fluminense, que pesquisa as representações do funk carioca no YouTube, e "se debruça sobre os comentários do público que giram em torno de algumas canções da Gaiola das Popozudas, como as versões de 'Agora eu sou solteira'. O vídeo oficial foi gravado no DVD 'Tsunami II' e já tem mais de 12 milhões de visualizações e 3 mil comentários."

Paula Velôzo, doutora pela Universidade Autônoma de Barcelona, estuda o brega de Pernambuco. Elielton Alves Amador e Talita Cristina Araújo Baena, mestrandos pela Universidade Federal do Pará, estudam as cenas musicais do Pará, com o tecnobrega, a 

guitarrada e o eletromelody.

As pesquisas apontam possíveis reconfigurações de gostos musicais e tendências do mercado. Mas também expõem fissuras, ao revelarem uma resistência a alguns estilos musicais por parte de grupos que ora atacam as produções, desclassificando-as como 'baixa cultura', ora as defendem como idealizações 'cult'.  

Para ler o artigo completo, siga aqui: http://www.farofafa.com.br/2012/09/07/as-universidades-a-musica-e-o-povo/6902


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Estudo aponta São Paulo como um dos 12 principais centros de arte no mundo

Estudo aponta São Paulo como um dos 12 principais centros de arte no mundo | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

São Paulo é a única cidade na América Latina a figurar entre os 12 maiores centros culturais do mundo, segundo dados do World Cities Culture Report. As outras cidades são Londres, Paris, Berlim, Nova York, Tóquio, Istambul, Johannesburgo, Xangai, Sydney, Cingapura e Mumbai. Encomendado pela prefeitura de Londres e divulgado em agosto, o estudo mede 60 indicativos nas áreas de literatura, cinema, artes visuais, artes do espetáculo e em setores novos, como o de games.


Para a economista Lidia Goldenstein, especializada em economia criativa, cultura é "a política industrial deste século. O setor mais importante na geração de emprego e renda na sociedade moderna". Para ela, o Brasil ainda está muito atrasado na compreensão da economia criativa. "Aqui, isso ainda é visto como algo circunscrito à cultura ou às políticas de inclusão social. Muito diferente dos países que estão levando a sério, entre eles a Inglaterra e a China, que colocou o tema no seu plano quinquenal."


São Paulo tem números surpreendentes a exibir. Tem 869 livrarias, número  superior ao de Londres (802), ou Nova York (750). Os cinemas paulistanos recebem cerca de 50 milhões de espectadores, mais do que Tóquio, Londres, Berlim e Cingapura. Em termos de infraestrutura, os números são tímidos. Só existem 282 telas de cinema em São Paulo, menos do que as cidades europeias e também Johannesburgo (368) e Xangai (670). Em número de salas de teatro, São Paulo apresenta 116 salas, atrás de cidades como Paris, com 353.


Já em relação às bibliotecas, São Paulo tem um dos piores índices, com apenas 116 unidades, contra 383 de Londres, 830 de Paris e 477 de Xangai. Esses números se refletem também na quantidade de livros emprestados por ano. Em Nova York, foram 68 milhões de livros retirados das bibliotecas em 2010, em Paris, 47 milhões. Em São Paulo, apenas  840 mil livros. (veja todos os dados no site da pesquisa, aqui: http://www.worldcitiesculturereport.com/)



Para ler a matéria completa, vá aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estudo-aponta-os-novos-centros-da-arte-no-mundo,925576,0.htm



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Lygia Clark: 'interativa' e transversal

Lygia Clark: 'interativa' e transversal | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

"No Brasil, quando houve uma briga com a polícia e eu vi um jovem de 17 anos ser assassinado (coloquei sua foto na parede de meu atelier), tomei consciência de que ele cavou com seu corpo um lugar para as gerações posteriores. Esses jovens têm a mesma atitude existencial que nós, lançam processos dos quais não conhecem o fim, abrem caminho onde a saída é desconhecida. Mas a resistência da sociedade é maior e ela os mata. É porque eles atuam mais do que nós. O que tentam forçar é talvez mais essencial. São Incendiários. São eles que balançam o mundo. Quanto a nós, às vezes me pergunto se não estamos um pouco domesticados." Assim escreveu Lygia Clark em 1968 (ver aqui: http://www.lygiaclark.org.br/arquivo_detPT.asp?idarquivo=29). Em vídeo gravado por seu filho, Eduardo Clark, em 1973 (assista aqui: http://www.ubu.com/film/clark_world.html), Lygia dizia acreditar que todos têm potencial de serem artistas e que no futuro o mito do artista seria diluído. Para ela, "a sociedade de consumo faz com que muita gente guarde a criatividade para si mesma".

Essas questões estão no centro do trabalho de Lygia Clark, que ganha ampla retrospectiva no Itaú Cultural, com curadoria de Paulo Sergio Duarte e Felipe Scovino, ex-curador da Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark, responsável pela mostra ao lado do Itaú Cultural. A associação também trabalha em conjunto com o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York, para a exposição retrospectiva de Lygia Clark prevista para maio de 2014.


Em ensaio de 2007, Suely Rolnik diz que a artista buscou a vida toda um caminho entre a arte, o ativismo político e as possibilidades clínicas da arte. Em seu Memória do corpo contamina museu, Rolnik escreve"Lygia Clark embarcou em seu périplo como artista em 1947. Seus treze primeiros anos foram consagrados à pintura e à escultura, mas já em 1963, com Caminhando, sua investigação sofreu uma guinada radicalmente inovadora que se mostrou irreversível, deslocando-se para a criação de propostas que dependiam do processo que mobilizavam no corpo de seus participantes como condição de realização. (...) Se explorar o conjunto dos órgãos dos sentidos era uma questão da época, de fato compartilhada por Lygia Clark, os trabalhos desta artista foram mais longe: o foco de sua investigação consistia em mobilizar as duas capacidades de que seriam portadores cada um dos sentidos. Refiro-me às capacidades de percepção e de sensação, que nos permitem apreender a alteridade do mundo, respectivamente como um mapa de formas sobre as quais projetamos representações ou como um diagrama de forças que afetam todos os sentidos em sua vibratibilida."

"Em 1969, Lygia Clark escreve: « No próprio momento em que digere o objeto, o artista é digerido pela sociedade que já encontrou para ele um título e uma ocupação burocrática: ele será o engenheiro dos lazeres do futuro, atividade que em nada afeta o equilíbrio das estruturas sociais ». Espécie de profecia, este pequeno texto é a prova da aguda lucidez desta artista acerca dos efeitos perversos do capitalismo cultural no território da arte, já em 1969, quando o novo regime apenas se anunciava no horizonte, vindo a instalar-se mais incisivamente só a partir do final dos anos 1970."

Para Rolnik, Clark buscava "reativar nos receptores de suas criações esta qualidade de experiência estética (...) de deixar-se afetar pelas forças dos objetos criados pela artista e do ambiente onde estes eram vividos; mas também e sobretudo, de deixa-se afetar, por extensão, pelas forças dos ambientes de sua existência cotidiana." (Veja aqui o ensaio de Rolnik: http://eipcp.net/transversal/1106/rolnik/pt)

Nos anos 60 e 70, a artista trabalhou com noções de interatividade e realidade aumentada que só se tornaram populares muitas décadas depois, após a proliferação da internet e de ferramentas tecnológicas desconhecidas àquela época. Um dos projetos de Clark, por exemplo, o Homem no Centro dos Acontecimentos, foi concebido entre 1967 e 68 e previa colocar a "simultaneidade de visões de um mesmo fato por meio de um performer que pudesse registrar seu passeio utilizando-se de um capacete com quatro câmeras." (Leia mais, aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,mostra-relembra-a-obra-de-lygia-clark,920006,0.htm)


24 anos após sua morte (ver biografia, aqui: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=2566), a obra de Lygia Clark continua operando resignificações sensoriais e perceptivas enquanto a sociedade avança rapidamente nas tentativas de querer digeri-la.

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