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Apoio ao teatro em São Paulo não acompanha crescimento do cenário artístico

Em reportagem realizada por Gustavo Fioratti, o jornal Folha de S. Paulo traz levantamento sobre as companhias teatrais selecionadas pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo para receber fomentos para produção de espetáculos dentro da Lei do Fomento. Conforme já havíamos registrado (ver post aqui: http://www.scoop.it/t/transversais/p/2495019103/um-panorama-do-fomento-teatral-em-sao-paulo), alguns grupos receberam o fomento mais de uma vez ao longo dos 10 anos de existência do apoio. 


Segundo Fioratti, mesmo a verba destinada ao fundo tendo aumento de R% 5,8 milhões (em 2002) para R$ 13 milhões (em 2012), o programa não dá conta de apoiar o cenário teatral da cidade, que registrou um aumento vertiginoso no número de companhias teatrais aptas a pleitearem verbas de até R$ 700 mil.


"Os 80 grupos registrados na Cooperativa Paulista de Teatro em 2002 se transformaram em 800, a maioria na capital. Destes, 400 estão em atividade, diz o diretor da instituição, Dorberto Carvalho." (http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1188347-em-dez-anos-grupos-de-teatro-foram-beneficiados-por-ate-nove-editais.shtml)


Ao longo da última década, 120 companhias foram beneficiadas pela Lei do Fomento. Cada edital chega a ter 150 projetos inscritos. Em comparação, por meio da Lei Rouanet as companhias teatrais conseguiram levantar cerca de R$ 42 milhões em 2012. Em 2002, o setor captou R$ 16 milhões. 


Para o crítico Luiz Fernando Ramos, "a lei de fomento ao teatro, passada uma década de sua criação, consolidou-se como a mais feliz iniciativa de apoio à experimentação artística já realizada no país. (...) Dez anos e centenas de grupos beneficiados depois, é possível hoje perceber como esse instituto de promoção da investigação vertical e consequente nos processos criativos em artes cênicas transfigurou o panorama teatral na cidade." (http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1188553-analise-lei-se-firmou-como-iniciativa-de-apoio-a-experimentacao.shtml)


Para ler a reportagem completa, clique aqui: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1188329-programa-de-apoio-ao-teatro-dobra-orcamento-mas-nao-acompanha-cena-local.shtml


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Grandes empresas passam a atuar no vácuo deixado pelas gravadoras

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Desde 2005, quando foi criado, o programa Natura Musical já apoiou cerca de 200 projetos de artistas como a cantora paulista Tulipa Ruiz e o grupo Uirapuru. No total, a empresa investiu em 2011 mais de R$ 18 milhões em projetos culturais.


O Natura Musical, assim como o Conexão Vivo e o Oi Música são editais de incentivo à produção artística que trabalham com leis de incentivo público, como a Lei Rouanet, a Lei do Audiovisual e a Lei do ICMS (estadual).


Em 2011, o Conexão Vivo financiou 164 projetos no Brasil, investindo R$ 35 milhões, entre recursos próprios e incentivados (aqueles descontados dos impostos devidos pelas empresas por meio da aplicação das leis de incentivo). A telefônica Oi também criou um selo para distribuir os artistas incentivados, o Oi Música, e já lançou 15 títulos. 


Editais têm contribuído para a viabilização de uma produção musical que escapa aos interesses do mercado fonográfico. "O artista contemporâneo precisa ter parceiros. Não gosto que ninguém pague pra mim, tipo toma aí! Senão eu ia vender cerveja, ia fazer outras coisas," diz o músico Otto em entrevista ao jornal Valor.


"As grandes gravadoras ainda existem, mas não investem seus recursos em apostas. Nesse espaço os patrocinadores estão ganhando mais relevância", diz Karen Cavalcanti, gerente de marketing da Natura. "A música é uma ferramenta de conexão com o consumidor."


Antes procurada por artistas em início de carreira ou com dificuldades para obter apoio de gravadoras, os editais de cultura de grandes empresas têm estabelecido relações com músicos consagrados, como Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Tom Zé (que lançou recentemente o disco "Tropicália Lixo Lógico" a partir do apoio da Natura) e Herbet Vianna (que lança trabalho solo pela Oi Música). 


Leia a matéria completa em:

http://www.valor.com.br/cultura/2899790/empresas-passam-atuar-como-gravadoras#ixzz2CDwJHi2l

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O design como fortalecedor da democracia

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A opinião é de Deyan Sudjic, diretor do Design Museum, de Londres, que veio ao Brasil para participar do Seminário Internacional de Economia Criativa, promovido pelo Sebrae em Belo Horizonte.


Em entrevista ao jornal Valor, Sudjic disse que apesar de o design ter raízes na revolução industrial, com objetivo de encentivar o consumo, acabou adquirindo outras funções com o passar do tempo, inclusive a de questionar o próprio sistema que o gerou.


"Se você for pessimista, dirá que o mundo é feito pelos consumistas e que a função do design é fazer com que as pessoas comprem mais. Mas se for um otimista, sua visão será a de que o surgimento do design veio em uma escala de produção em massa e nesse sentido, ele é fortalecedor da democracia. Se faço uma máquina de lavar roupa para todos, o design será para todos. O design também é instrumento social. É só ver a evolução das cadeiras de rodas para portadores de deficiência."


Sudjic diz que o Brasil começa agora a se preocupar com o design, assim como a China. No passado, diz ele, Itália e Japão fizeram a opção de investir no design. "Isso transformou a maneira como o mundo percebe hoje o Japão, por exemplo, uma vez que o design japonês reforçou a identidade do país. Na Ásia, o mesmo fenômeno agora ocorre na Coreia do Sul, Cingapura, em Taiwan e Hong Kong. (...) O design permite uma produção industrial mais sofisticada. Países que são simples consumidores da produção industrial mundial estarão sempre na periferia dos acontecimentos, enquanto os que têm sua própria produção estarão no epicentro."



Veja a entrevista completa em:

http://www.valor.com.br/cultura/2883422/o-design-fortalece-democracia

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'Buonismo' cultural leva a decisões tecnicamente equivocadas e pouco democráticas

Por que preservar o cinema nacional é bom? Por que a cultura, de modo geral, deve ser incentivada e preservada? Para o professor da Universidade de Valencia Pau Rausell, a ideia de que a cultura é essencialmente boa e, portanto, não há necessidade de se buscar evidências de sua importância para a sociedade é uma espécie de preconceito, conhecido como "buonismo".
Segundo Rausell, esse preconceito dá margem, com frequência, "a que as decisões em política cultural sejam tecnicamente equivocadas, sem amparo na realidade, e  pouco democráticas, ao sabor do gosto pessoal do gestor ou político de turno."
O professor fez apresentação sobre economia da cultura para a Secretaria de Economia Criativa do MinC e das Secretarias da Cultura e da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Sul. A gravação de sua palestra está agora disponível no YouTube! (http://www.youtube.com/watch?v=v_WFJisl63w)
O 'buonismo', diz Rausell, "pode ocultar ineficiência e ineficácia nas políticas públicas para este setor, que diferentemente dos demais, não parece ter como principal destinatário o cidadão comum."
Outra consequência é uma ideia de injustiça fiscal, quando os impostos pagos por toda a sociedade financiam produtos e serviços culturais "que são apropriados pelas classes com maior poder aquisitivo e escolaridade, não apenas porque podem pagar, mas também porque foram educadas para consumir esses produtos e serviços."
A visita do professor foi registrada pelo Observatório da Cultura, que faz uma síntese da apresentação no post: http://www.culturadesenvolvimentopoa.blogspot.com.br/2012/09/seminario-na-fee-discutiu-economia-da.html.
• Clique aqui para assistir à apresentação de Rausell: http://www.youtube.com/watch?v=v_WFJisl63w
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Acesso à arte como condição para a cidadania

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Nas últimas edições, o setor educativo da Bienal de São Paulo tem conquistado importância e espaço no orçamento da exposição. A responsável pelo setor é Stela Barbieri, com longo currículo em arte e educação. Em entrevista ao blogacesso (http://www.blogacesso.com.br/?p=5596), ela diz que "a arte, presente no cotidiano de todas as pessoas, é imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa; e é sobre isso que a arte contemporânea fala: nosso tempo e nossas urgências". 


Barbieri cita o artista e educador Robert Filliou, que tem obras expostas na 30ª Bienal: ele "falava que a arte é o que faz a vida ser mais interessante que a arte. Acho que ele tem razão: a arte nos sensibiliza para a vida, nos faz prestar atenção às filigranas, aos pequenos detalhes, àquilo que pode tantas vezes passar despercebido. Isso acontece com todos, indivíduos e grupos: olhar para a arte, conversar sobre o que ela desperta em cada um de nós e ao nosso redor, nos dá a possibilidade de perceber outras formas de atuação".


O educativo da Bienal já atendeu, apenas nesta edição, mais de 18 mil pessoas em encontros de formação e tem visitas agendedas para 150 mil alunos. Para ampliar o efeito das ações educativas, Barbieri diz que conta com professores e educadores sociais: "são eles que levam a arte à escola no dia a dia".


A educação artísticas de crianças e jovens também é assunto do livro "Como Falar de Arte com as Crianças", da francesa Françoise Barbe-Gall, assunto de matéria publicada no caderno Sabático do jornal O Estado de S.Paulo. "Uma das lições iniciais, e mais importante, é: não caia na tentação de achar que um dia chuvoso é perfeito para visitar um museu", escreve Maria Fernandes Rodrigues para o jornal.


Para a autora do livro, "É uma noção que precisa ser derrubada: ela supõe que nos resignamos a entrar nesse tipo de lugar quando todas as outras possibilidades de 'passar o tempo' tiverem sido esgotadas".


O livro é destinado a "adultos que querem falar sobre pintura com as crianças e traz informações práticas sobre obras, artistas e sobre como abordar determinadas questões com crianças entre 5 e 13 anos".  Há ainda dicas práticas, como por exemplo, fazer a visita ao museu no ritmo da criança, transformar a visita em um programa, e deixar que a criança descubra os quadros sozinha, entre outros.


Para ler a matéria completa, clique aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,para-gostar-de-ver,955048,0.htm


Para ler a entrevista com Stela Barbieri: (http://www.blogacesso.com.br/?p=5596)


E o link para o educativo da Bienal de São Paulo: http://www.bienal.org.br/30bienal/pt/educativo/Paginas/default.aspx


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Lista reflete posição estratégica do Brasil no mundo das artes visuais

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No jornal Valor, Gabriela Longman escreve sobre a divulgação da lista anual com as 100 mais influentes personalidades do mundo das artes. Nos três primeiros lugares aparecem Carolyn Christov-Bakargiev (organizador da Documenta de Kassel), Larry Gagosian (dono de 12 galerias ao redor do mundo) e o artista chinês Ai Weiwei.


A lista, conhecida como "The Power 100", foi publicada pela revista britânica "Art Review". Três dos cem nomes são do Brasil: a galerista Luisa Strina (71ª posição), o empresário e proprietário do Instituto Inhotim Bernardo Paz (80º) e o curador Adriano Pedrosa (98º). "O que parece pouco à primeira vista é bastante quando se pensa que apenas Paz constava no ano passado (era o 76º). Em anos anteriores, o único sinal de presença brasileira foi o nome do banqueiro Edemar Cid Ferreira na lista de 2002", escreve Longman.


De acordo com a revista Art Review, "os nomes são ranqueados a partir de uma combinação: influência sobre a produção internacional de arte, poder financeiro ou atividade nos últimos 12 meses".


"Acho que isso prova que há um interesse pelo mercado daqui. As galerias lá fora estão doidas atrás de artistas brasileiros para representar, a ArtRio foi um sucesso e a White Cube está se instalando em São Paulo," dissse Luisa Strina ao jornal.


"O poder do curador é dado pela força do trabalho dos artistas que ele apoia, promove e dissemina. E o trabalho desses artistas é não apenas a origem mas também a finalidade e o destino desse poder", diz Pedrosa.


"Criada em 2002, a lista revela fluxos importantes do meio artístico mundial - o mais significativo deles parece uma perda de poder dos Estados Unidos e o fortalecimento do polo londrino dentro do mercado. Quando o ranking surgiu, 36 dos cem nomes eram americanos. O número atingiu seu ápice em 2007 (47 nomes), antes de a crise financeira estourar, e desde então vem caindo, ano após ano, até os atuais 26 nomes, índice mais baixo já registrado."


Leia a matéria completa em: http://www.valor.com.br/cultura/2885112/lista-reflete-posicao-estrategica-do-brasil#ixzz2AtvAnexd


A lista com os 100 nomes pode ser conferida aqui: http://www.artreview100.com/2012-power-100/



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Produções de vídeo para internet ganham público, estrutura e investimento

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca o crescimento do número de produções audiovisuais para a internet e a consequente profissionalização do setor. Recentemente, vídeos de produtoras pequenas como a Porta dos Fundos atingiram a marca de 20 milhões de acessos no You Tube. O comediante Bruno Motta, por exemplo, recebe entre US$ 5 e US$ 20 a cada mil visualizações de seus vídeos no YouTube –desde 2006, eles já foram vistos 25 milhões de vezes.


A TV aberta se mantém na liderança do mercado publicitário audiovisual, conquistando 64,88% do total, segundo o Projeto Inter-Meios, citado pela reportagem da Folha. A internet representa 5,14% do total (R$ 1,45 bilhão), mas é o meio que mais cresceu em arrecadação com publicidade: 19,63% em 2011.


Para Marcelo Caetano, diretor de programação da Record, "temas tabus para a TV, como o beijo gay, são mais bem recebidos no on-line". Alguns canais já planejam a produção de séries para a web. O Multishow produz o "Zapeando" e O "Off".

Nos EUA, o Netflix, canal de vídeos por demanda, vai lançar em 2013 "House of Cards" e uma nova temporada de "Arrested Development".


Para o advogado Ronaldo Lemos, as produções amadoras, "com bebês, gatos e candidatos a celebridades que tanto marcaram a estética da segunda metade dos anos 2000 estão em baixa. (...) Isso é um sintoma de como a internet se consolida como nova 'janela' de distribuição. (...) Só que a internet não quer ser só 'mais uma janela', complementando as anteriores. Ela ambiciona ser 'a janela'." (http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1175756-analise-batalha-entre-conteudos-na-web-esta-so-comecando.shtml)


Leia a reportagem completa, na Folha, aqui: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1175748-producoes-exclusivas-para-internet-ganham-publico-estrutura-e-investimento.shtml

 


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Pontos de Cultura como fator de resistência ao capitalismo contemporâneo

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No início de outubro de 2012, Rociclei Silva participou do colóquio “Desincubando a criatividade da metrópole” na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e falou sobre capitalismo, cultura, periferia e metrópole. O evento foi promovido pela rede UniNômade, que publicou em seu site uma versão ampliada da apresentação.


No texto, Rociclei Silva faz um levantamento de algumas iniciativas de produção de cultura local em bairros do Rio de Janeiro e aponta as tentativas de organizações não governamentais e do governo de se apropriar da cultura produzida por movimentos associados ao Hip Hop.


Para ele, "O que incomoda, inquieta e assusta não só ao movimento Hip Hop, mas também aos demais movimentos culturais, é exatamente a reação do capitalismo contemporâneo, tentando capturar, cooptar e domesticar a produção de subjetividade incessante e frenética que esses movimentos promovem."


Silva lembra a presença do grafite, do Dj, do rap, do break, das gírias e dialetos em novelas e outros programas da Rede Globo, e também a presença de lideranças desses movimentos em comerciais de bancos, telefonia celular, etc. "O capitalismo investe não só na cultura hip hop, mas em todas as redes e culturas, buscando extrair valor da cul­tura, do saber, do afeto e da sociabilidade. Para isso procura conectar-se a determinadas dinâmicas de produção do intangível. É nesse momento que assistimos a Nike fazer uma parceria com Central Única de Favelas (Cufa) ou com o rapper Mano Brow. Assistimos ao Santander buscando expandir seus serviços nas periferias utilizando a imagem do grupo AfroReggae ou a Nextel, utilizando o rapper MV Bill" (ver imagem acima).


"Para o capitalismo contemporâneo conectar-se com essas culturas e com esses territórios, é conectar-se com as dinâmicas de produção do intangível, é buscar a fonte do valor que se encontra nas formas de vidas que se produzem e reproduzem continuamente nesses mundos. Formas de vida que são potentes manifestações de criatividade, luta e resistência no seio desse novo ciclo de acumulação do capitalismo globalizado."


Dentro dessa nova dinâmica de produção de riqueza, reforça Silva, "os movimentos sociais/culturais e os territórios produtivos (...) ficam em evidência e tornam-se alvo do desejo do capitalismo contemporâneo que se mobiliza para capturá-los seduzi-lo e fazer uso deles ou até mesmo se apropriar dos mesmos."


"Mas o assédio a esses movimentos e territórios não vem só dos representantes do capitalismo, parte também de organizações governamentais e não governamentais que se dizem contra o capitalismo, mas que não enxergam ou não conseguem enxergar essas manifestações como multidão, como um conjunto de singularidades que cooperam entre si, uma multiplicidade de grupos e de subjetividades. Algumas vezes não reconhecê-los como multidão é pura falta de conhecimento e a necessidade de trocar os óculos. Mas em muitas das vezes não reconhecê-los como multidão é a forma de exercer o poder sobre eles impondo a homogeneização e verticalização. Para tanto, basta oferecer uma bela ajuda financeira ou a ampliação de suas atividades e melhorias de seus equipamentos, na sua grande maioria precária e carente."


Rociclei Silva termina o artigo defendendo os Pontos de Cultura como política cultural capaz de estimular a produção cultural dos grupos nos territórios produtivos das metrópoles sem que as singularidades dessas criações sejam comprometidas. 


Para ler o artigo completo, clique aqui: http://uninomade.net/tenda/metropole-onde-se-produz-o-comum/

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Brasil dos romances contemporâneos se distância da realidade brasileira

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O campo literário brasileiro ainda é bastante homogêneo, dominado por autores homens, brancos, de classe média, moradores de Rio e São Paulo e cujas profissões são ligadas a espaços já privilegiados de produção de discurso. Essas são algumas das conclusões da pesquisa realizada durante 15 anos por Regina Dalcastagnè, professora da Universidade de Brasília (UnB), e publicada agora no livro Literatura brasileira contemporânea: um território contestado.


Na primeira parte, o livro trata do percurso da representação do "outro" na literatura brasileira, partindo do regionalismo até a denúncio do subdesenvolvimento para chegar, a partir dos anos 60, nas figuras urbanas e nos problemas da cidade. Dentro desse grupo, Dalcastagnè vê três correntes históricas; as que abordam o tema com exotismo, com criticismo e, por fim, "de dentro", aproximando os pontos de vista de narrador e personagem.


Na segunda parte, a autora retoma trabalho a respeito dos personagens do romance brasileiro contemporâneo a partir da análise de 258 obras de ficção publicadas entre 1990 e 2004. A pesquisa aponta que: 72,7% dos romances foram escritos por homens; 93,9% dos autores são brancos; o local da narrativa é a metrópole em 82,6% dos casos; o contexto de 58,9% dos romances é a redemocratização, seguida da ditadura militar (21,7%). O homem branco é, na maioria das ocorrências, representado como artista ou jornalista, e os negros como bandidos ou contraventores; já as mulheres, como donas de casa ou prostitutas.


2007 – Alguns dados da pesquisa quantitativa sobre os romances já tinham sido revelados em 2007, durante apresentação no Itaú Cultural. À época, a pesquisa foi comentada por alguns escritores em matéria publicada no jornal O Estado de S.Paulo. Para Ricardo Lísias, por exemplo, a pesquisa "concluiu algo sem querer: esse é o perfil do imaginário do que seria o consumidor de livros. Pois bem: a maior parte dos prosadores contemporâneos escreve tendo em mente esse perfil". http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,escritores-e-professores-comentam-o-resultado-da-pesquisa,7638,0.htm


Naquele ano, Dalcastagnè apontou o que para ela seria uma ausência de características que marcam a rotina do brasileiro: quase não há citações sobre futebol, carnaval e religião. Assim, apesar de ser muito referencial (o Brasil retratado é o atual) o que lhe confere um caráter realista, o romance traz personagens pouco realistas. "É como se o cenário das histórias fosse uma reprodução fiel da realidade, enquanto as figuras que ali se situam não são." http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,pesquisa-traca-perfil-de-personagem-da-literatura-brasileira,7637,0.htm

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Quem compartilha mais conteúdo online, compra mais, diz pesquisa

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Um dos maiores estudos sobre hábitos de consumo de mídia feito nos Estados Unidos e na Alemanha mostrou que pessoas que compartilham conteúdo online gastam, em média, 30% mais com música. A explicação mais provável para esses resultados é a de que os usuários que baixam arquivos são também os grandes entusiastas da indústria musical.


Um relatório completo da pesquisa será divulgado nesse endereço: http://piracy.americanassembly.org/get-the-copy-culture-report/. Conclusões preliminares baseados no levantamento apontam que:

• "Pirataria" é comum. Cerca de 46% dos adultos compraram, copiaram ou baixaram conteúdos não autorizados como músicas, seriados de TV ou filmes. No grupo entre 18-29 anos, a taxa é de 70%.
• Pirataria em larga escala é rara, limitando-se a apenas 2% dos adultos para música e 1% para filmes.
• Serviços legais podem desbancar a pirataria. Dos 30% de americanos que "piratearam" arquivos de música, 46% deles indicaram que deixaram de fazê-lo devido ao surgimento de serviços de streaming de conteúdo a baixo custo. Entre os que copiaram arquivos de TV e filmes, a taxa é de 40%.
• Infringir as leis de copyright é amplamente aceito entre familiares e amigos (75% e 56%, respectivamente, para música; 70% e 54% para filmes).


Brasil
Reforçando o que aponta a pesquisa, em recente entrevista o diretor geral da desenvolvedora de jogos Ubisoft no Brasil e Amércia Latina disse que a “pirataria é um tema chato, mas para mim o principal problema são os impostos. Com impostos de mais de 60%, é normal que um moleque de 15 anos não seja capaz de colocar R$ 179 em um jogo. Com preços justos e jogos em português, é possível combater este problema [a pirataria]”. (Leia mais aqui: http://www.empreendedorescriativos.com.br/cenarios/impostos-sao-mais-prejudiciais-que-pirataria-para-mercado-de-games-afirma-ubisoft/


A indústria da música e do audiovisual vem experimentando há anos modelos de negócio na tentativa de diminuir o impacto comercial das trocas de arquivos pela rede. As pesquisas de comportamento, no entanto, apontam caminhos para outras indústrias como a dos games, de livros e, mais recentemente, o mercado aberto pela reprodução de objetos com impressoaras 3D e o compartilhamento de modelos gráficos digitalizados. Leia mais sobre o assunto aqui: http://www.scoop.it/t/transversais/p/3011869970/impressao-3d-deve-alterar-conceitos-sobre-produto-e-autoria-atuais



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Site propõe passeio virtual por coleções artísticas

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O Art.sy foi fundado por Carter Cleveland enquanto estudava na Universidade de Princeton e logo recebeu investimento de executivos do Google e do Twitter. Conseguiu atrair até mesmo John Elderfield, ex-curador de pintura e escultura do MoMA. O site é como um guia de arte que pretende mapear a relação entre as obras para apontar caminhos ao público.


Funciona como serviços de rádio online, como o Pandora, que classificam as músicas a partir de padrões de gosto e comportamento dos ouvintes. No Art.sy, também há interferência humana. Uma equipe de historiadores de arte decide os primeiros caminhos de indexação das obras que fazem parte do acervo. O usuário pode navegar a partir de palavras-chave, procurar por artistas ou movimentos e o site vai sugerindo obras relacionadas a partir de uma base de dados alimentada pela navegação das pessoas. 


A repórter Marina Vaz, do Estado, diz que a lista de artistas  brasileiros catalogados pelo Art.sy não é representativa, mas traz um bom número de jovens artistas com "espaço na arte contemporânea nacional, embora sejam pouco conhecidos pelo grande público. Talentos como Felipe Cohen, Stephan Doitschinoff e Camila Sposati". (http://blogs.estadao.com.br/link/arte-brasileira-e-representada-pelos-artistas-mais-jovens/)


O Art.sy soma-se a outros projetos de arte online, como o Google Art Project, que vem digitalizando acervos de grandes museus do mundo, e o brasileiro Arte Fora do Museu, que criou e mantém um catálogo virtual de obras de arte expostas em espaços abertos ou públicos da cidade de São Paulo.


Leia a matéria completa aqui: http://blogs.estadao.com.br/link/o-genoma-da-arte/


Para visitar o Art.sy, clique aqui: http://art.sy/


Na imagem acima, obra de Raising Goliath, 2012. http://art.sy/artwork/theaster-gates-raising-goliath


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Feiras de arte provocam debate sobre a experiência do público

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Em artigo para o Globo, Luisa Duarte escreve sobre as novas feiras de comercialização de obras que têm ganhado espaço no Brasil nos últimos anos, em especial a ArtRio, ocorrido em setembro na capital fluminense, e a SP-Arte, em São Paulo.


Antes papel restrito às galerias e aos próprios artistas (ler mais: http://www.scoop.it/t/transversais/p/2915902154/galerias-de-arte-tem-crescimento-expressivo-no-brasil), a comercialização de obras de arte encontrou um novo modelo com as feiras que reúnem várias galerias e atraem curadores, galeristas, colecionadores e o público em geral, demonstrando um aquecimento expressivo do mercado brasileiro.


Pelo menos 70 mil pessoas passaram pela ArtRio. Em São Paulo, a SP-Arte reuniu 110 galerias com público de cerca de 20 mil. Para Luisa Duarte, no entanto, o risco desse tipo de evento é o de tomar o mercado como o "grande paradigma da experiência da arte".


"Instituições e museus seguem, na sua maioria, esvaziados de atenção e público, bem como o espaço para a crítica e o debate permanece rarefeito, destituído de valor. Uma feira de arte não é, definitivamente, o lugar para uma experiência primeira com a arte. Tudo ali realmente incorre para o fragmentado, para a velocidade que distorce a visão, para a quantidade que nos deixa sem memória do que vimos. Trata-se de um lugar para especialistas, que pode vir a ser um bom passeio para um público leigo mas interessado, entretanto não pode e não deve se tornar a baliza para o contato com a arte e o paradigma solitário que dita todos os valores."


Sobre o assunto, leia também: 


• Orgia, texto de Fernanda Torres sobre a ArtRio: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/fernandatorres/1160473-orgia.shtml

• A efervescência das artes visuais no Brasil: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/bienal-de-sp-e-art-rio-a-efervescencia-nas-artes-visuais-no-brasil


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Presença de diretores brasileiros no exterior pode abrir mercado de trabalho

Para o montador e editor de som Waldir Xavier, editor do filme Central do Brasil e Madame Satã, a atuação de cineastas brasileiros no exterior, dirigindo filmes em Hollywood ou no cinema europeu, pode abrir oportunidades no mercado internacional para outros profissionais do setor, como roteiristas, diretores de arte e editores de imagem e de som.

Xavier cita os filmes Água Negra, produção norte-americana dirigida por Walter Salles em 2005 com a fotografia de Affonso Beato e edição de Daniel Rezende; Robocop, que José Padilha está filmando nos Estados Unidos, com edição de Daniel Rezende e fotografia de Lula Carvalho. Carlos Saldanha, diretor de Rio e Era do Gelo, teve o brasileiro Renato Falcão como diretor de fotografia em Rio.

Para Xavier, que falou com a Agência Brasil sobre sua participação no Festival do Rio, ainda falta ao Brasil criar uma identidade cinematográfica em termos internacionais. “Este é o momento do cinema brasileiro partir para uma produção mais focada na qualidade artística dos projetos do que na lógica do mercado.”

Clique aqui para ler a matéria completa: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-03/sucesso-de-diretores-brasileiros-no-exterior-pode-abrir-mercado-para-outros-profissionais-do-audiovis
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Pirataria é forma de transmissão de cultura, diz Frédéric Martel

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O pesquisador francês Frédéric Martel participou da 8.ª Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), em Olinda e falou sobre cultura de massa em escala mundial. Ele é autor do "Mainstream: A Guerra Global das Mídias e da Cultura", lançado pela Civilização Brasileira. Em matéria para o jornal O Estado de S.Paulo, Antonio Gonçalves Filho conta que Martel é um dos "grandes estudiosos do fenômeno soft power, que se opõe ao hard power (de características militarescas) por defender não a imposição, mas a transmissão de uma cultura por meios suaves. É o que os americanos fazem na China, de algum modo, ignorando a pirataria que os chineses praticam para, pacientemente, disseminar hábitos e a cultura americana entre os asiáticos, nem que seja por meio de DVDs piratas ou filmes baixados pela internet de modo ilegal."


Para Martel, os americanos não procuram mais o apoio de ditadores em troca de vantagens para seus produtos culturais. "Com a criação das salas multiplex, essa tarefa ficou mais fácil. 

'A reserva de mercado não é um grande negócio para países emergentes', garante Martel. Melhor que exigir cotas de exibição, sugere o produtor, é imitar o exemplo francês, que trocou as pequenas salas pelos multiplex e exigiu 11% do imposto arrecadado em cada ingresso vendido, destinados a bancar a produção francesa".


"Os chineses, afinal, começam a embarcar na 'onda multiplex', revela o francês, construindo três salas de exibição a cada dia. Aquele que era o mais cleptomaníaco entre os países asiáticos, logo terá de prestar contas aos EUA, considerando o êxito de filmes como Avatar na China. 'Os EUA só não conseguem penetrar na Índia, entre os emergentes, porque a produção de Bollywood (a Hollywood dos indianos) é gigantesca'.


Ao Jornal do Commercio, Martel disse não acreditar em uma hegemonia cultural única no mundo: "Os EUA são atores fundamentais desse jogo. Eu não tenho nenhum dúvida disso, e acho que vai continuar da mesma forma. Ao mesmo tempo, temos países emergentes que também vão ser atores nesse jogo. E, para mim, os países emergentes não são apenas os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). O México, a Colômbia e o Egito estão emergindo também. Esses países crescem não apenas demograficamente e economicamente, mas também a partir do conteúdo, da cultura, da mídia e da internet também." (http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2012/11/15/frederic-martel-fala-da-geopolitica-da-cultura-mainstream-63697.php)


Para ler a matéria completa no Estadão, clique aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,pesquisador-frances-frederic-martel-encerra-8-fliporto,962197,0.htm


No G1 é possível assistir ao vídeo com a íntegra da apresentação do pesquisador que, além da questão da transmissão de cultura falou também sobre questões de identidade nacional e o impacto do digital na cultura dos livros. Clique aqui para ver: http://g1.globo.com/pernambuco/fliporto/2012/noticia/2012/11/impactos-da-cultura-de-massa-sao-debatidos-em-painel-da-fliporto.html


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O estado da Cultura na Europa

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Desde o começo do século 21, países europeus se preocupam em levantar dados para definir a dimensão da economia da cultura no continente, assim como das indústrias criativas. Um dado recente aponta uma porcentagem de participação no PIB do continente de 2.6%, com mais de 5 milhões de empregos e alta taxa de crescimento, mesmo com a crise que abala a região.


Algumas explicações para esse crescimento são: 

terceirização da economia; restruturação da cadeia de valor; globalização da atividade econômica; e revolução tecnológica digital. No entanto, as atividades culturais e criativas não existem isoladas do resto da economia e de outros campos sociais.


Para investigar essas relações, levantar dados e apontar as conclusões acima, um grupo de estudos formado pela área de pesquisa em Economia da Cultura e Turismo-Econcult da Universidade de Valência (Espanha), com apoio da União Européia, através do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (ERDF), desenvolveu um projeto de pesquisa ao longo dos últimos 3 anos, tendo como foco os países mediterrâneos.


Os relatórios finais estão disponíveis em 2 volumes: "Culture as a factor for economic and social innovation" (http://www.uv.es/econcult/pdf/Sostenuto_Volume1_ENG.pdf - ou em espanhol: http://www.uv.es/econcult/pdf/Sostenuto_Volume1_CAST.pdf) e "Europe seen from the South" (http://www.uv.es/econcult/pdf/Sostenuto_Volume%202_EN.pdf).


Para os organizadores, o objetivo do estudo é "aprofundar nosso entendimento a respeito do relacionamento entre cultura e a evolução das comunidades na Europa. Parte de uma necessidade teórica de desenvolver e refletir sobre modelos plausíveis que definam os efeitos e relações entre cultura e as outras dimensões da realidade sócioeconômica de uma região, mas também atende à necessidade prática de se classificar ações específicas de agentes culturais que têm participado ao longo dos últimos três anos do projeto Sostenuto".


O projeto Sotenuto reúne grupos e pesquisadores da França, Itália, Espanha, Eslovênia e Montenegro. 


Para ler mais sobre o projeto, acesso o blog Sostenuto: http://sostenutoblog.wordpress.com


Para ler mais sobre as publicações, em português, clique aqui: http://culturadesenvolvimentopoa.blogspot.fr/2012/11/economia-da-cultura-projeto-sostenuto.html


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Piratas de Hollywood: como construir impérios roubando dos outros

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Em texto para a revista Select, Leonardo Foletto conta a história do início da indústria cinematográfica dos Estados Unidos, quando um grupo de "independentes" desafiou o monopólio de Thomas Edison e da Motion Picutre Patents Company (MPPC) e construiu um império.


Edison tinha conseguido a patente do cinetógrafo, controlando a indústria de equipamentos cinematográficos e, com a MPPC, fundou a empresa distribuidora General Film Company, para blindar a concorrência. Como resposta, William Fox, dono da então chamada Greater New York Film Rental Company, decidiu ignorar o monopólio e a lei. Um grupo de donos de cinema e produtores o seguiram.


"Muitos desses empreendedores do cinema se chamavam de 'independentes' para se diferenciar da turma de Edison", escreve Foletto para a revista. "Mas estes claramente poderiam ser chamados de 'ilegais', ou 'piratas', ou 'ladrões de propriedade intelectual', segundo os parâmetros da época, porque não pagavam royalties pelas patentes nem pediam permissão para usar o invento dos outros. Ainda fabricavam equipamentos 'ilegalmente' e mantinham uma rede de distribuição de filmes clandestina."


Nesse movimento, os "independentes" fugiram de Nova York e partiram para o outro lado do país, "um subúrbio de 5000 habitantes chamado Hollywood, a 4500 km de NY – convenientemente próximo da fronteira com o México, caso precisassem fugir de novo".


O grupo de “independentes” fundou os principais estúdios de cinema dos EUA – Fox, Warner Brothers, Universal, Paramount, MGM. 


Este mesmo grupo está atualmente na linha de frente de outro grupo, a Motion Picture Association of America (MPAA), que hoje gasta boa parte de seu tempo atrás dos “piratas” que distribuem conteúdos sem autorização pela internet.


"E a história se repete: novos empreendedores, agora do ciberespaço, fogem dos advogados de Hollywood para não pagar pelo conteúdo dos estúdios/gravadoras, ou distribuir estes mesmos produtos via P2P. Mas, depois de um século de globalização, parece que não há mais distância suficientemente segura, pelo menos não dentro da terra."


No artigo, Foletto conta ainda a história da formação dos principais estúdios norteamericanos e as estratégias utilizadas para conquistar mercado e visibilidade nos primeiros anos. Para ler o texto completo, clique aqui: http://www.select.art.br/article/reportagens_e_artigos/piratas-de-hollywood?page=unic


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Brasil é nono mercado editorial do mundo, mas continua com poucos leitores

O Brasil já tem o nono maior mercado editorial do mundo, com R$ 6,2 bilhões de faturamento e 469,5 mil exemplares vendidos. O preço médio do livro em 2011 caiu 6,1%  e o governo representa 39,5% do mercado (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1178540-mercado-brasileiro-de-livros-cresce-e-ja-aparece-como-9-no-mundo.shtml). 


Esses números ajudam a explicar o interesse de multinacionais editoriais no mercado brasileiro. A Penguin, que recentemente comprou 45% da Companhia das Letras, acaba de se juntar com a Random House, formando o maior grupo editorial do planeta (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1177460-editoras-penguin-e-random-house-se-unem-e-miram-paises-emergentes.shtml). Já estão no Brasil, também, os espanhóis (Alfaguara) e os portugueses (Leya).


No entanto, o número de livros por habitante ainda é um dos menores entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento: 285. Nos EUA, esse número é de 1080 títulos e reedições por habitante. Na Alemanha, 1172. No Reino Unido, são 2459 livros por pessoa. (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1179663-livros-digitais-impulsionam-o-mercado-editorial-brasileiro.shtml)


Também o índice de leitura espontânea no Brasil é baixo. "Se o índice de leitura do brasileiro é de quatro livros por ano (...) quando excluímos as obras indicadas pela escola, ou seja, quando consideramos apenas a leitura espontânea, chega-se ao risível índice de pouco mais de um livro por ano. Segundo o Cerlalc, os colombianos leem 2,2 e os espanhóis, 10,3." (http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2012/08/indice-de-leitura-espontanea-no-brasil-e-de-pouco-mais-de-um-livro-por-ano-aponta-pesquisa-3855283.html)


A recente pesquisa Retratos da Leitura no Brasil apontou uma diminuição no índice de leitura entre crianças e adolescentes: entre os 5 e 10 anos, a média registrada em 2011 foi de 5,4 livros por criança. Em 2007 a mesma marca era de 6,9 livros por leitores. Entre os 11 e 13 anos, o índice caiu de 8,5 livros para 6,9 livros. Entre os 14 e 17 anos, a média também caiu de 6,6 livros para 5,9 livros. (http://g1.globo.com/educacao/noticia/2012/03/criancas-e-adolescentes-estao-lendo-menos-indica-pesquisa.html)


Em recente coluna para o jornal Folha de S. Paulo, a psicóloga Rosely Sayão diz que é preciso "plantar nos mais novos a vontade de ler, mostrando as emoções que essa experiência proporciona". No entanto, ela aponta, "se ler é tão bom assim, por que é que nós, os adultos, lemos tão pouco? Pesquisas mostram que o índice de leitura espontânea no Brasil é de pouco mais de um livro por ano! Muito pouco, quase nada, na verdade." (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/1180449-leitura-nos-olhos-dos-outros.shtml)


Os números podem parecer animadores para o mercado editorial, mas mostram pouca força quando contextualizados. As dificuldades para se melhorar esses índices, entre outras questões, são discutidas no livro "O Brasil por ser um país de leitores? Política para a cultura política para o livro". Para o autor do livro, Felipe Lindoso (antropólogo, jornalista e editor), duas ações são importantes "para o Brasil se tornar um país de leitores: acesso ao livro através de boas bibliotecas públicas e uma política de Estado para leitura, juntando novamente o MEC e o MinC nas ações, como uma secretaria desvinculada da Biblioteca Nacional, para que as políticas públicas do livro e leitura ganhem mais seriedade e continuidade". Para ler  a resenha do livro publicada no blog da revista Encontro Literário, clique aqui: http://revistaencontroliterario.blogspot.fr/2012/11/o-brasil-pode-ser-um-pais-de-leitores.html

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Indústria do cinema tenta escapar do risco da irrelevância cultural

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O Globo traduziu artigo do New York Times (http://www.nytimes.com/2012/10/29/movies/hollywood-seeks-to-slow-cultural-shift-to-tv.html) sobre a queda de bilheteria nos cinemas norteamericanos e a perda de influência de Hollywood no imaginário popular. 


"Vários grupos da indústria, entre eles a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que entrega os Oscars, e o American Film Institute, que apoia o cinema americano, estão desenvolvendo campanhas públicas para convencer as pessoas de que os filmes ainda têm importância", escreve Michael Cieply.


"No passado havia uma grandiosidade nos filmes que justificava narrativas longas em telas muito grandes. Mas a perspectiva de que um filma faça parte da consciência histórica e cultural do público americano, como aconteceu com E o vento levou... ou O poderoso chefão parece ter diminuído muito numa era na qual o conteúdo é consumido em fatias menores e os filmes mais fartamente exibidos não trazem profundidade", disse George Stevens Jr, fundador do American Film Institute.


Além da oferta de conteúdo audiovisual em tablets, computadores e celulares, também a televisão tem roubado público e relevância dos cinemas. Cieply compara as audiências de filmes como Argo (7,6 milhões de espectadores), menores do que a conquistada em apenas uma noite por seriados de TV como Glee.


A queda de receita com filmes tem provocado diminuição de salários na indústria do cinema, enquanto a TV vem aumentando as remunerações. 


O blogueiro Luís Soares lembra que as maiores bilheterias do cinema nos EUA têm se reduzido a sequências de sucessos anteriores, como Batman, Homen-Aranha e A Era do Gelo. Sinal de que a indústria já não tem muito fôlego para correr riscos.

(Leia o post aqui: http://lsoares.blogs.sapo.pt/655529.html) No post, Soares publica "uma imagem de um cinema, o Garden em Pittsburgh, no anos 50/60, em plena maturidade e sucesso" (no alto) e escreve: "Passei por lá em agosto, está fechado e à espera de melhores dias como muitos".

 

Leia o artigo completo aqui: http://oglobo.globo.com/cultura/hollywood-pensa-em-formas-de-alterar-deslocamento-cultural-para-tv-6576447#ixzz2Azb19KsY


E o original, no NYT, aqui: http://www.nytimes.com/2012/10/29/movies/hollywood-seeks-to-slow-cultural-shift-to-tv.html


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Uma política cultural para São Paulo

Em artigo para a revista Carta Capital, o professor de filosofia da USP Vladimir Safatle defende o planejamento de uma política cultural ampla para São Paulo. Publicado na véspera do segundo turno das eleições municipais, Safatle diz no artigo que a política cultura das gestões municipais atual e anteriores resumiram-se "à organização de eventos esparsos" e deixaram de pensar uma "visão integrada capaz de contemplar, de maneira ousada, exigências de formação para a cultura, de difusão da produção, de fomento contínuo, de preservação de patrimônios material e imaterial, assim como de criação de bases de informação de dados sobre a cultura da cidade".


Retomando tema já levantado em outro texto, mencionado aqui à época (ver: http://www.scoop.it/t/transversais/p/2104462574/nome-proprio-da-cultura), Safatle diz que "São Paulo precisa, por exemplo, de uma política clara de formação para a cultura que não seja simplesmente um subsetor da assistência social ou da qualificação técnica para aquilo que alguns não temem em chamar de 'economia criativa'."


Roque Citadini, em seu blog (http://blogdocitadini.com.br/?p=1705), resumiu o texto de Safatle transformando-o em proposições para um possível plano futuro para a cidade: 


"1-São Paulo precisa de um conjuntos de escolas municipais de artes, que ofereçam não apenas oficinas, mas cursos de longa duração de música, teatro, dança, audiovisual, artes plásticas e literatura.


2-Retomada da construção de centros culturais, que possam ter parte de sua gestão na mão de coletivos de artistas.


3-As Escolas de artes poderão funcionar no mesmo espaço que os centros de culturais


4-Recuperação das Bibliotecas Municipais, abrindo aos sábados e domingos até meia-noite. Atualização de seus acervos.


5- Criar uma política robusta de bolsas para jovens artistas, que teriam, assim, mais autonomia criativa."


Para ler o artigo na íntegra, clique aqui: http://www.cartacapital.com.br/cultura/uma-politica-cultural-para-sao-paulo/?autor=961

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Economia criativa como política de Estado

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O economista Leandro Valiati é coordenador do mapeamento da indústria cultural no Rio Grande do Sul, tarefa realiza pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Estado. Em entrevista ao site Criaticidades, ele fala sobre a importância da economia criativa e da economia da cultura para o país. Valiati é também professor e fundador do curso de pós-graduação em Economia da Cultura da UFRGS,  único do tipo no Brasil.


Para ele, “economia da cultura significa os impactos econômicos da atividade cultural, seja na esfera econômica, seja na esfera financeira. Isto está associado a geração de renda e emprego. Uma outra ordem de impacto, é do não quantitativo, que nos leva a outros indicadores. Por exemplo, as relações sociais no espaço urbano, a identidade, a diminuição de violência, entre outros.”



“Já a economia criativa, é um espectro mais amplo. (...) São as atividades econômicas que geram inovação, que podem ser em diversos níveis, seja industrial, (..) ou mesmo a inovação social.
Num segundo eixo, a economia criativa é também um posicionamento político, de Estado e de Nação, para valorizar elementos ligados a nova economia, num certo arranjo econômico pós-industrial.”


Valiati diz que um dos maiores desafios para o Brasil, hoje, é a falta de dados estatísticos sobre o setor criativo e cultural. “Isso é uma grande lacuna que temos que preencher. Precisamos ter mecanismos de produção para olhar sobre a bases de dados já existentes – como extrair informação – ou criar novas bases, com dados mais modernos.”


Ele cita como modelos o Gabinete de Estatísticas da União Européia (Eurostat) ou o Creative Economics Report. Recentemente, a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) decidiu financiar uma pesquisa sobre o tema, antecipando-se a uma diretriz do governo federal para a implantação de observatórios estaduais da economia criativa em todos os estados da federação. (http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=104372&utm_source=buffer&buffer_share=6d17c)


Na mesma linha, o Brasil vai também coordenar o levantamento de informações estatísticas para mensurar o comércio exterior de serviços culturais dos países do Mercosul. (http://www.cultura.gov.br/site/2012/10/11/padronizacao-estatistica-fortalece-economia-da-cultura/)


Para ler a entrevista completa com Leandro Valiati, clique aqui: http://www.criaticidades.com.br/noticias/economia-criativa-e-politica-de-estado-afirma-leandro-valiati/


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José Antônio Carlos - O Professor Pepe's curator insight, July 11, 2013 2:33 PM

A economia criativa, como temos mencionado em nossas postagens neste blog e em outros ambientes, (www.observatoriodoconhecimento.blogspot.com.br)  e (www.igovsp.net) vem ganhando a cada ano que passa papel mais importante na formação do PIB, mormente nos países mais avançados. A matéria acima aborda justamente este tema, alertando para a importância de torná-la uma política pública. Também penso que seja por aí.

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Trabalhadores criativos estão menos expostos à crise econômica nos EUA

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O site Criaticidade destaca recente artigo do pesquisador norte-americano Richard Florida em que aponta índices de desemprego menores entre as classes criativas, em comparação com outros grupos de trabalhadores americanos. Os dados fazem parte do estudo “The Creative Class and the Crisis”, publicado no Cambridge Journal of Regions, Economy and Society com base em dados do Censo Americano e estatísticas oficiais entre 2006 e 2011.


Em artigo para o site The Atlantic Cities, Florida diz que o estudo separou os trabalhadores dos EUA em três segmentos:

knowledge-based creative class (criativos com especialização) lower-skill routine service (baixa especialização e serviços), e routine working-class (trabalhadores braçais). 


De acordo com as estatísticas de Florida, o desemprego cresceu em todas as categorias, mas os criativos foram os que menos perderam emprego e renda nos anos anteriores e após a crise econômica de 2008 nos EUA. 


"O desemprego nesta categoria em 2006 era de 1,9%, e subiu para 4,1%. Já entre os trabalhadores do segundo grupo, que não demandam habilidade, o desemprego subiu de 6,5% para 14,5%. Por fim, no segmento de trabalhos pesados, o desemprego subiu de 5% para 9,3%, o dobro da classe criativa."


"A conclusão do estudo é: ter uma ocupação criativa diminui a probabilidade individual de se estar desempregado — de fato, o efeito é maior do que o efeito marginal associado ao diploma universitário (comparado a alguém que tem apenas o ensino médio) — e o impacto de se ter uma ocupação criativa tornou-se ainda mais benéfico nos dois anos que se seguiram à recessão. Estes resultados, junto com outras descobertas relacionadas a grandes grupos de ocupação, são indicativos de uma mudança estrutural em operação na economia dos EUA."


Leia o destaque no Criaticidadehttp://www.criaticidades.com.br/noticias/desemprego-afeta-menos-a-classe-criativa/


O artigo de Florida no The Atlantic Citieshttp://www.theatlanticcities.com/jobs-and-economy/2012/10/creatives-and-crisis/1727/


E o estudo original publicado no Cambridge Journal of Regions, Economy and Societyhttp://cjres.oxfordjournals.org/content/early/2012/09/15/cjres.rss012.short?rss=1

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Leipzig: como o investimento em cultura pode mudar uma cidade

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Após a reunificação da Alemanha, investidores da parte ocidental compraram uma antiga fábrica de Leipzig e a transformaram em um espaço para mais de 100 artistas contemporâneos. Muitos deles foram aclamados internacionalmente, no que ficou conhecido como o movimento da Nova Leipzig. O assunto é destaque no site Criaticidades. (Veja mais aqui: http://www.criaticidades.com.br/noticias/entenda-como-o-investimento-em-cultura-pode-mudar-uma-cidade/)


Em seguida, diversas galerias foram se instalar na cidade. Também foi criado um programa internacional de atração de novos talentos e ainda um investimento em educação que envolve palestras e workshops em escolas locais e também nas universidades. O financiamento de todo esse novo cenário foi realizado em parte pelo governo municipal, por fundos nacionais e também fundos europeus.


Leipzig é a maior cidade da região da Saxônia, com cerca de 500 mil habitantes. Em artigo para o site This Big City, a artista alemã Silvie Jacobi diz que os investimentos de longo prazo destinados à qualidade da educação artística e na alocação de espaço físico para os artistas foram fundamentais nessa estratégia.


Em pouco tempo, diz Jacobi, Leipzig atraiu colecionadores internacionais que participavam regularmente de feiras como a Art Basel e Frieze. Com a atenção do mercado de arte veio também uma cobertura internacional e um aumento de inserções de Leipzig nos circuitos turísticos europeus. (leia mais aqui, em inglês: http://thisbigcity.net/how-investment-in-cultural-infrastructure-put-leipzig-on-the-international-art-world-map/)


É interessante comparar a experiência de Leipzig, que fica a uma hora de Berlim, com a de Brumadinho, em Minas Gerais, no Brazil, onde está instalado o Instituto Inhotim. Em pesquisa recente, descobriu-se que Belo Horizonte, a uma hora de distância de Brumadinho, acaba absorvendo a maior parte do fluxo econômico e turístico dos que visitam Inhotim. Veja mais sobre esse assunto aqui: http://www.scoop.it/t/transversais/p/2735239957/inhotim-arte-contemporanea-e-impacto-regional

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Impressão 3D deve alterar conceitos sobre produto e autoria atuais

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Desde o começo da internet as trocas de arquivos digitais têm levantado questões sobre direito autoral e propriedade intelectual envolvendo músicas, textos e imagens. Agora, com o começo do movimento de popularização da impressão 3D, essas questões devem ser ampliadas também para fora do mundo digital. 


O caderno Link do jornal O Estado de S.Paulo publicou um conjunto de matérias abordando o assunto e explicando como funciona atualmente as impressoras 3D. Resumidamente, elas produzem cópias de objetos a partir de um modelo digital que pode ser construído utilizando-se softwares específicos para modelos gráficos em 3D. Essas impressoras usam materiais distintos para "esculpir" o objeto desejado, como plástico, areia e cola, nylon, ou aço inox.


O jornal fala também do lançamento do livro "Makers: The New Industrial Revolution", do jornalista Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired. “A ideia de fábrica está mudando. Assim como a internet democratizou a invenção em bits, uma nova classe de tecnologias de rápida prototipagem, de impressão 3D e cortadoras a laser, está democratizando a invenção em átomos. Você acha que as últimas duas décadas foram incríveis? Então espere só.”


No Brasil, é possível encomendar uma impressora caseira por cerca de R$ 4 mil. Máquina como essa têm sido utilizadas por pequenos produtores e comerciantes como a estilista Andreia Chaves, que produz sapatos com o auxílio da impressora. 


Para Bre Pettis, CEO da maior fabricante de impressoras 3D dos EUA, "essa tecnologia torna mais fácil e rápido o design e a inovação de produtos. Melhora a qualidade, reduz custos e economiza tempo. E ainda possibilita que realizadores individuais e pequenas empresas fabriquem produtos em pequenas quantidades para começar novos negócios e criar empregos", diz ele em entrevista ao jornal. (Veja mais aqui: http://blogs.estadao.com.br/homem-objeto/sempre-teremos-espirito-aberto/


No início do ano, Chris Anderson falou sobre o assunto em um evento na Universidade de Berkley. Assista ao vídeo, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=1RwQahoJdVs


Se a indústria cultural, de entretenimento e a mídia continuam tentando se adaptar aos processos disparados pela troca de arquivos digitais pela rede, a impressão 3D representa um novo patamar de discussão. Assim como o código contra a cópia presente em livros, softwares, músicas e games, uma empresa americana lançou recentemente um DRM para prevenir objetos de serem copiados por impressoras 3D. (Leia mais aqui: http://blogs.estadao.com.br/link/impressao-3d-pirata-esta-na-mira/)



Para ler a matéria completa, siga aqui: http://blogs.estadao.com.br/link/producao-caseira/


Para ver coomo funciona a impressão 3D, assista ao vídeo: http://makerbot.tv/LtHr/makerbot-tv-launch-episode/


Para ver um gráfico sobre o funcionamento, vá aqui: http://blogs.estadao.com.br/link/?p=81608


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Intelectualidade e indústria cultural no Brasil: uma história de tensões

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Em entrevista para a Revista Fapesp, o sociólogo Sergio Miceli, da USP, fala sobre as relações entre 'alta' e 'baixa' cultural na formação da indústria cultural brasileira. “A nossa cultura é resultado dessa complexa interação entre elementos ‘intelectuais’, ‘elevados’, e as mídias da indústria cultural. É uma relação tensa: às vezes mais harmoniosa; em outras, em litígio aberto. Essa relação entre ‘alta’ e ‘baixa’ cultura é típica do Brasil."


“Historicamente, nossa cultura resultou do elo indissociável entre projetos intelectuais e artísticos e as condições estruturais que propiciaram a viabilização desses projetos”, diz Miceli.


O sociólogo é responsável por um grupo de pesquisadores no projeto Formação do campo intelectual e da indústria cultural no Brasil contemporâneo. Entre os estudos abarcados está o trabalho de Lilia Schwarcz sobre Lima Barreto e os jornais na passagem do século 19 para o 20.


Aparecem também Maria Arminda do Nascimento (USP) e a literatura regionalista dos anos 30 e 40; a relação entre artistas e o Partido Comunista, em pesquisa de Marcelo Ridenti (Unicamp); Heloisa Pontes (Unicamp) trabalha com as ciências sociais e o teatro paulista entre os anos 40 e 70; Fernando Pinheiro Filho (USP) analisa o fenômeno Paulo Coelho; e Alexandre Bergamo (Unesp) pesquisa a relação dos jornais com a cultura a partir dos anos 80, com a mudança no perfil dos jornalistas, que assumem caráter menos intelectual e mais técnico.


Para ler o artigo completo, clique aqui: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/10/11/uma-arte-feita-de-tens%C3%B5es/


Para conhecer todas as pesquisas vinculadas ao projeto, clique aqui: http://www.bv.fapesp.br/pt/projetos-tematicos/2201/formacao-campo-intelectual-industria-cultural/

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Crise leva instituições culturais europeias a fazerem cortes

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"Museus com orçamentos cortados, orquestras sendo obrigadas a se fundir, teatros com produções reduzidas, ministérios da Cultura sendo fechados e músicos sendo obrigados a trocar os palcos por turnês em cruzeiros de luxo, só para manter a renda. A crise financeira na Europa jogou o continente em seu pior momento desde a 2.ª Guerra", escreve o correspondente Jamil Chade para o jornal O Estado de S.Paulo.


Portugal optou por simplesmente acabar com o Ministério da Cultura, pasta agora transformada em secretaria. A última ministra, Gabriela Canavilhas, disse que a medida era sinal de que o país "não conta mais com a cultura como um dos seus pilares". A Cinemateca de Portugal anunciou que passará a projetar filmes sem legendas devido aos cortes orçamentários (http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=311391).


Na Espanha, o governo anunciou que os museus do Prado, o Rainha Sofía e o Thyssen-Bornemisza sofrerão cortes de orçamentos de mais de 30%. As bibliotecas espanholas terão uma redução de 62% em seu orçamento para 2013.O Estado espanhol reduziu seu apoio à cultura em 70% em apenas quatro anos. 

Na Grécia, o Ministério da Cultura viu seu orçamento ser reduzido pela metade no último ano. A Holanda anunciou o corte de US$ 265 milhões no orçamento para a Cultura, uma redução de 25% em 2013. 


Sinais de crise também se repetem na Itália, onde o orçamento do Teatro Scala, em Milão, foi reduzido para sanar uma dívida de 7 milhões. Na Alemanha, a Südwestrundfunk será obrigada a reduzir seus gastos em 166 milhões.


A crise afetou também a atividade de órgãos culturais europeus no Brasil. Nesta semana, o Instituto Cervantes anunciou o fechamento de duas unidades no país (Recife e Curitiba). As unidades de Rio e São Paulo também devem sofrer cortes. (Veja mais: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,instituto-cervantes-fecha-filiais-no-recife-e-em-curitiba,943463,0.htm)


As dificuldades europeias afetaram os planos brasileiros de aumentar a circulação da literatura brasileira no continente. Homenageado na Feira de Frankfurt em 2013, o Brasil vem realizando ações promocionais no exterior. Na edição de 2012, o governo patrocina a ida de escritores e o lançamento de uma revista com trechos de romances e contos, em inglês ou espanhol, de 20 escritores brasileiros. (Leia mais:http://www.valor.com.br/cultura/2861678/literatura-brasileira-busca-estrangeiros)


No entanto, para a agente literária Lucia Riff, "Demos um certo azar porque o programa da FBN e a homenagem de 2013 chegaram junto com a megacrise. Se fosse em outros tempos, estaríamos vendo um boom da literatura brasileira no exterior." (Ver mais: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-amplia-participacao-na-feira-do-livro-de-frankfurt,943466,0.htm)



Para ler a matéria completa de Jamil Chade, vá aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,crise-leva-instituicoes-culturais-europeias-a-fazerem-cortes,943461,0.htm



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