As dinâmicas de código aberto estão contagiando o mundo analógico. Matéria da Revista Select trata do assunto e cita casos em que as teorias criadas por Richard Stallman para os códigos de programação foram adaptadas para cidades, bairros, ruas e praças. A ideia é simples:
"0: Liberdade para executar a cidade seja qual for nosso propósito.
1: Liberdade para estudar o funcionamento da cidade e adapta-lo às suas necessidades – o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para isso.
2: Liberdade para redistribuir cópias e assim ajudar ao seu próximo.
3: Liberdade para melhorar a cidade e depois publicar para o bem de toda a comunidade."
"Uma cidade copyleft é uma praça aberta, participativa, cujo código-fonte está escrito coletivamente (projeto Wikiplaza). A cidade copyleft é um espaço urbano gerido e melhorado em rede (projeto Esta Es Una Plaza). A cidade copyleft é um conjunto compartilhado de dados abertos sobre os orçamentos de cada bairro (projeto Mon Quartier). Ou uma plataforma como PortoAlegre.cc que procura informação compartilhada e processos colaborativos."
Leia mais, aqui: http://www.select.art.br/article/reportagens%20e%20artigos/cidades-copyleft?page=unic
No Rio de Janeiro, um grupo de pessoas resolveu adotar a praça São Salvador e aplicar o conceito de open source para organizar os eventos e iniciativas da comunidade que frequenta o espaço. No Facebook, a comunidade Wikipraça é o ponto de encontro dos envolvidos com o projeto e centro de discussão de outros projetos. https://www.facebook.com/pages/Wikipra%C3%A7a/339491899482601?ref=ts&fref=ts e http://wikipraca.wordpress.com/.
UM PAÍS
Se uma cidade open source é difícil de imaginar, que dirá um país. O alemão Stephen Kovats quer utilizar tecnologias de código aberto e o conceito de transparência e cultura livre para construir a primeira nação de código aberto do mundo, o Sudão do Sul, país criado em 2011 após mais de 50 anos de guerra civil. A capital, Juba, seria o modelo. O projeto ainda está começando. Você pode ler mais sobre o assunto aqui: http://blogs.estadao.com.br/link/o-pais-open-source/
Gabriela Agustini escreve, em seu blog, que "um dos focos da discussão sobre Juba é pensar modelos de sustentabilidade econômica, com base em uma economia colaborativa. A criação de comunidades rurais, de moedas alternativas estão no horizonte, assim como foco em microfinanciamento, empréstimos peer to peer (entre pares). Tudo isso faria parte de um “Open Source Monetary System”, que permitiria um crescimento do país mais sólido e igualitário." Veja mais aqui: http://gabiagustini.tumblr.com/post/37400087976/osjuba-e-a-construcao-de-uma-cidade-open-source
UMA PESSOA
Já o cineasta neozelandês Sam Muirhead quer passar um ano seguindo o princípio open source em tudo o que precisa para viver, diz o Link, do jornal O Estado de S.Paulo. “Não vou mais comprar nada patenteado e vou buscar alternativas para substituir as coisas que já tenho.” O projeto deu a largada em agosto de 2012. Veja abaixo uma pequena listas de itens que ele já conseguiu substituir:
Pão: “Não há patentes envolvidas na produção de pão. Eu tento assar meu próprio pão na maior parte do tempo. Se eu encontrar uma padaria que encoraja o compartilhamento de suas receitas, vou comprar pão ali”
Roupas: “Você ficaria surpresa se soubesse o quanto da cultura de remix está presente na moda”, explica Sam. Ele está aprendendo a costurar e descobriu uma iniciativa que hackeia máquinas de costura para criar e compartilhar projetos de roupa livremente, de maneira semelhante ao mecanismo de uma impressora 3D
Restaurantes: Sam tenta frequentar lugares que se adequem ao projeto – restaurantes que divulgam as receitas e bares com cervejas artesanais. “Berlim torna isso mais fácil, especialmente em Kreuzberg (o bairro em que ele vive), que tem uma cultura de independência política e de criação”, diz.
Saúde: Os remédios genéricos são a alternativa para ele – a indústria farmacêutica é toda baseada em patentes. “Peço ao médico a receita da versão genérica”, diz Sam.
Higiene: Sam aprendeu a fazer sua pasta de dente e seu sabão em pó em casa. E ele continua comprando papel higiênico – uma invenção cuja licença, aliás, já está em domínio público.
Para ler a entrevista completa com Sam, clique aqui: http://blogs.estadao.com.br/link/a-vida-sem-patentes/



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