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O filme do inconsciente

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Na Carta Capital, Rosane Pavam escreve sobre o livro Jung e o Cinema – Psicologia analítica através de filmes, organizado pela psicóloga Dulcinéia da Mata Ribeiro Monteiro com artigos de junguianos brasileiros sobre cinema.
Analistas da indústria cultural, ressalta Pavam, "costumam exigir apenas o sucesso formal (do cinema), a excelência narrativa e a pertinência temática ou histórica, esquecidos de que ele fala diretamente à estranha intimidade do espectador". Para a organizadora, o cinema é “um espaço privilegiado para a maior compreensão de si mesmo”.
Os conceitos-chave para a psicologia analítica junguiana – como arquétipo, complexo, individuação, persona, sombra, animus-anima – são trabalhados no livro a partir da análise de filmes como Julieta dos Espíritos, Lavoura Arcaica, Truman – o show da vida, Frida Khalo, Fale com ela, O abraço partido, O fantasma da ópera, Morangos Silvestres, 8 ½, Beleza americana, Auto da compadecida, Amor além da vida, e Tomates verdes fritos.


Clique aqui para ver o texto completo: http://www.cartacapital.com.br/cultura/o-filme-do-inconsciente/




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Uma nova estética para um futuro muito mais contemporâneo

Uma nova estética para um futuro muito mais contemporâneo | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Giselle Beiguelman e Paula Alzugaray escrevem sobre a "New Aesthetic" – a nova estética – na Revista Select. A "nova estética" é uma pesquisa em andamento doinglês James Bridle e diz respeito a tudo que reflete a “erupção do digital no físico”.


Em entrevista, Bridle diz que “a vida contemporânea é coproduzida por pessoas e redes” e que “podem-se ver as bordas dessas produções nas costuras entre o físico e o digital, embora os efeitos mais fortes estejam no intangível, em nossas experiências diárias mediadas pela tecnologia.”


Beiguelman e Alzugaray defendem que o mais importante na discussão proposta por Bridle é que ela é reativa a "uma cultura essencialmente retrô, que não consegue dar conta das possibilidades que se abrem com as novas formas de colaboração e produção que surgem com a disseminação das redes".


A nova estética "aposta na cumplicidade entre homens e máquinas, vivenciadas por todos em plataformas populares como o Facebook e o Gmail, e que se tornam cotidianas, nos aeroportos e bancos, com sistemas de reconhecimento facial e interpretação de dados biométrico".


Para ler mais sobre a nova estética e ver a entrevista completa com Bridle, clique aqui: http://www.select.art.br/article/reportagens%20e%20artigos/um-futuro-muito-mais-contemporaneo?page=unic


Para visitar o site onde Bridle publica os resultados da pesquisa sobre o tema, clique aqui: http://new-aesthetic.tumblr.com/


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A nova enciclopédia: sem limites e onipresente

Em texto para o jornal Valor Econômico, Marcelo Rezende fala sobre o fim da publicação da Enciclopédia Britânica e o sucesso do vídeo Gangnam Style, do músico corenao Psy. 


"A enciclopédia (o espaço no qual o saber está reunido) é agora fluida, imaterial. E mesmo seu projeto (ou sonho) iluminista se move em uma atmosfera na qual o conhecimento está submerso em um oceano de imagens, sons, testemunhos e documentos oferecidos de todas as formas, mas desacompanhado de hierarquia. A era dos dispositivos digitais pode não estar alterando o modo como as pessoas pensam, mas certamente tem modificado a experiência de estar vivo."


"Desde o início do século, uma série de ideias tem procurado dar conta do que o milênio pode estar gestando com a (cada vez mais) alta tecnologia. O crítico francês Nicolas Bourriaud, no livro 'Pós-Produção', apresentou em 2002 sua ideia sobre o surgimento da 'cultura DJ': você pode tomar, misturar e usar um pouco de tudo o que já existe e, assim, criar algo jovem a partir do velho."


"Já o filósofo alemão Boris Groys, no ensaio 'Comrades of Time' (Camaradas do tempo, 2009), anunciava que 'hoje estamos atolados no presente, que reproduz a si mesmo sem levar a futuro algum', enquanto o britânico Simon Reynolds declarava em seu livro 'Retromania' (2011) estar a humanidade presa na repetição do passado. Neste ano, quem tem dado a palavra final sobre o assunto é o cantor coreano Psy e seu 'gangnam style'."


"A enciclopédia se mostra neste instante literalmente infinita e presente em toda parte. Porque contém tudo. É tudo. Está disponível no YouTube e no celular, no lar ou no trabalho, na intimidade e no campo social. Oferece o passado e o presente, mas não o mecanismo estrutural que a tornou revolucionária no século XVIII: a enciclopédia não possui mais ordem ou contexto, ensina a música pop coreana."


Leia o texto na íntegra clicando no link

http://www.valor.com.br/cultura/2948188/enciclopedia-sem-limites

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Em 2012, salas de cinema continuaram fechadas ao cinema nacional

Em 2012, salas de cinema continuaram fechadas ao cinema nacional | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it
João Geraldo Couto faz um breve levantamento do ano de 2012 para o cinema no Brasil, no blog do Instituto Moreira Salles. "Foi um bom ano para o cinema?", pergunta. "Se o parâmetro for o surgimento de bons filmes, nacionais e estrangeiros, é possível dizer que sim, 2012 foi animador. Mas se concentrarmos o foco nas bilheterias, na ocupação do mercado exibidor – e, portanto, no acesso da maioria dos espectadores aos filmes –, o diagnóstico é desalentador."

Citando texto de André Sturm na Folha de S. Paulo, Couto lembra que o último filme da série "Crepúsculo" ocupou 1.213 das cerca de 2.200 salas de cinema do país ao estrear. "Somado às 400 salas ocupadas pelo último 007, os dois títulos dominaram 75% das telas disponíveis. Sobraram 25% para 'o resto do mundo'."

Para Couto, o fato de alguns filmes nacionais conquistarem audiência de mais de três milhões de espectadores não deveria ser comemorado sem uma reflexão. "A grande maioria dos longas-metragens nacionais lançados este ano não chegou à marca dos 20.000 ingressos vendidos. A lógica é cruel: as produções pequenas são tiradas do circuito depois de uma ou duas semanas de exibição, antes que o boca a boca possa lhes dar uma sobrevida."

Na Folha, Sturn defende que o País deveria ter mecanismos para garantir ao público o acesso a diversidade. "É assistindo a filmes que muitos dos hábitos e costumes são formados. Foi através do cinema que os Estados Unidos, a partir dos anos 1950, impuseram os seus hábitos ao mundo, por exemplo, e isso obviamente tem implicações econômicas. Com os filmes, veio o 'american way'. Todo mundo passou a usar jeans, comer hambúrguer e escutar rock. Não se trata de xenofobia ou discurso antiamericano. Mas o capitalismo prevê mecanismos para evitar excessos. No mercado de cinema, não se vê isso. (..) O país não pode permitir a exploração de seu mercado de maneira predatória, deixando corações e mentes de todos submetidos a um produto pasteurizado e global."

Também em entrevista à Folha, Leopoldo Nunes (foto), ex-diretor da Ancine e da TV Brasil, e que agora assume a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura diz que o governo estuda criar uma rede de salas de cinema para escoar a produção brasileira. Para isso, pensa em utilizar a Programadora Brasil, "programa federal que abastece hoje 1.625 pontos de exibição em 850 municípios com um acervo de quase mil obras nacionais".

Criada em 2007, a Programadora Brasil registra um público total de 600 mil ao longo de mais de 17 mil sessões. Surgem anualmente, em média, 250 pontos de exibição (cineclubes, centros comunitários, praças, escolas etc.). A exibição alternativa mostra que o alcance de filmes nacionais vai muito além das estatísticas do circuito comercial. O documentário "O Chamado de Deus" (2001), de José Joffily, por exemplo, levou 4.535 pessoas aos cinemas. Em pontos de exibição do programa federal, ele foi visto por 3.341 espectadores – ou seja, o público total é 73% maior.
redação Transversais's insight:

Para ler o artigo completo, clique aqui: http://www.blogdoims.com.br/ims/antes-que-o-mundo-acabe/


Para ler o texto de André Sturn na Folha, clique aqui: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1200991-tendenciasdebates-a-ocupacao-das-telas-de-cinema.shtml


Para ler a entrevista com Leopoldo Nunes, clique aqui: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1203166-governo-projeta-rede-alternativa-de-cinema.shtml


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De saída, Calil faz balanço de acertos e derrotas na Cultura de São Paulo

Após oito anos, Carlos Augusto Calil deixa a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, dando lugar a Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura. Calil recebeu a pasta de Emanoel Araujo. E já tinha passado pela Embrafilme, pela Cinemateca e pelo Centro Cultural São Paulo antes de assumir a secretaria da maior cidade do país.

Em entrevista para o jornal "O Estado de S.Paulo", Calil faz um breve balanço de sua gestão. Entre os principais pontos estão o reconhecimento de uma luta nem sempre vitoriosa contra o engessamento da cultura e a satisfação de ter organizado a pasta para o seu sucessor.

Ele diz que tentou criar alternativas de gestão para o Teatro Municipal, por exemplo, sem sucesso. "O problema no Brasil é de gestão pública, enquanto houver a lei 8.666, que me obriga a contratar serviços de má qualidade pelo menor preço, as coisas não vão funcionar."

Nesse sentido, tentou tambem alterar a Lei Mendonça: "Não foi por falta de vontade que não mudei a lei, mas porque não tive força política para isso. (…) Fiz um decreto para a lei que lhe dá algum grau de racionalidade: exige que o projeto seja de interesse público".

Citando o antropólogo Hermano Viana, Calil diz que o centro hoje é a nova periferia. "É uma tolice, tanto intelectual quanto politicamento, querer opor os dois polos. O centro pertence a todos os paulistanos. É dever do poder público resgatá-lo." O secretário, que voltará a dar aulas na USP a partir de 2013, diz que passou "dois anos pregando que era fundamental revitalizar o Anhagabaú. Fiz o projeto. Não consegui sensibilizar ninguém".

Para o próximo secretário, Calil diz que deixa a situação muito melhor do que encontrou quando chegou. "O que encontrei foi um depauperamento total da secretaria - biblioteca sem banheiro, sem contrato de limpeza, telhados quebrados. O que consegui fazer foi mudar o patamar do orçamento que era destinado a investimentos. Existe hoje um equilíbrio: 30% vai para a programação, 25% para folha de pagamento, 20% para o custeio e 25% para investimentos."
redação Transversais's insight:

Clique aqui para ler a entrevista completa: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,o-balanco-de-carlos-augusto-calil,973705,0.htm


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Cultura e arte como liberdade e construção de equilíbrio social

No primeiro semestre de 2010, a TV Vermelho produziu uma série de vídeos sobre cultura, políticas culturais e indústria. Nos vídeos, disponíveis no YouTube, personalidades como Gilberto Gil, Danilo Santos de Miranda, Juca Ferreira, Ladislau Dowbor e Renato Janine Ribeiro.

A série apresenta fundamentais na discussão da cultura hoje no Brasil. Para o filósofo Renato Janine Ribeiro, a "principal questão do nosso tempo é a construção de novas formas de vida. Quando isso acontece a cultura pode ajudar muito. Quando você aprende a criar, isso facilita a criar uma saída para uma situação em que você está enfurnado".

O então ministro Gilberto Gil diz, no vídeo sobre indústria cultural, que "para que o homem se expresse é preciso ter liberdade de expressão. Para que ele tenha cultura, é preciso que ele tenha liberdade". Nesse sentido, diz Danilo Santos de Mirando, a "trangressão de cânone, de alguma forme, é inerente à produção cultural permanente".

"O que a cultura permite é um tipo de conhecimento que amplia a nossa possibilidade de escolha. Uma experiência cultural é uma experiência que nos modifica no sentido de aumentar a liberdade", diz Ribeiro. Liberdade de expressão, de circulação, de opinião. O investimento nessas questões, defende o filósofo, gera uma sociedade mais equilibrada, mais justa.

Abaixo você encontra links para outros programas da mesma série.
redação Transversais's insight:

O que é Cultura? "Todo o trabalho humano é para a cultura, pela cultura", diz o ex-ministro Gilberto Gil:  http://www.youtube.com/watch?v=_IBOtGyZrIE


Cultura e educação - "É preciso garantir educação de qualidade e acesso pleno à cultura, para o desenvolvimento da condição humana, para potencializar as relações sociais, para gerar valores e a possibilidade de enfrentar as novas situações que o século 21 vem criando", diz Juca Ferreira, futuro secretário de cultura de São Paulo - http://www.youtube.com/watch?v=EhFqc3W7YcM


Cultura e desenvolvimento nacional: "O desafio da cultura, da comunicação e da política é criar arquiteturas para que todas as ideias possam circular e competir ", defende Bernardo Toro, filósofo e educador colombiano. Para Renato Janine RIbeiro, "quando passamos a ter uma sociedade em que nós temos que fazer muitas escolhas de vida, essa sociedade nos chama muito mais para o mundo da ética e nela a cultura passa a ter uma importância que ela não tinha antes". http://www.youtube.com/watch?v=iJ1Ua--yyPg


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A arte como lugar da única experiência real

A arte como lugar da única experiência real | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it
O crítico Lorenzo Mammi lança livro de ensaios escritos entre 1989 e 2010. "O que resta" (Companhia das Letras) aborda questões teóricas como a evolução da concepção de autonomia da arte na modernidade e se debruça sobre artistas e temas específicos, sempre com a visão de que a arte é a “possibilidade de gerar experiências significativas a partir de objetos singulares”.

Em entrevista para o jornal "O Globo", Mammi fala sobre os fenômenos de popularidade da arte contemporânea e da dificuldade dos artistas e da crítica em estabelecer um diálogo comum.

"Uma bienal tem 500 mil visitantes hoje, enquanto uma exposição da época do Picasso tinha 500. A arte contemporânea é um fenômeno de massa com um discurso extremamente sofisticado e complexo, é claro que isso cria um descompasso. De um lado há uma dificuldade, porque a arte é lenta, ao contrário da comunicação atual. É obscura, demanda atenção e aprofundamento. Por outro lado, se atribui hoje à arte, mesmo a nível da cultura de massa, um conteúdo de verdade muito maior do qualquer outra forma de comunicação. Isso é uma percepção comum, embora não seja muito explicitada. Só que essa verdade nunca é definida. Então se cria essa tensão estranha entre o universo da informação, que é muito rápido, mas, digamos, quase sem lastro, e o da arte, que teria lastro mas é quase incompreensível. Por outro lado, parece que uma coisa precisa da outra. Você tem que ver a obra mas depois tem que ir para a internet... Nunca tivemos um público tão grande para a arte."

Para Mammi, "A arte está virando hoje o único lugar, ou o lugar privilegiado, onde é possível uma experiência real do mundo, embora ela não chegue a se constituir em sistemas como na arte moderna clássica ou mesmo no começo da arte contemporânea. Então o que se afirmam são experiências pessoais individualizadas, mas muito intensas. (...) Esse lugar da experiência verdadeira é aquilo que a arte ainda garante numa cultura em que a informação é um pouco simulacro de si mesma, em que nunca há o momento em que a informação se torna experiência. Essa noção de verdade do mundo é fundamental. A arte está longe de se tornar obsoleta, embora sempre esteja falando de um lugar precário, de um lugar que está no limite, do inexistente. O problema não é tanto a commodity em si, a comercialização da arte, porque bem ou mal ela sempre foi um objeto precioso, de status. É mais o fato de ela ir na contramão de outro tipo de conhecimento do mundo que temos, de informações que se relacionam com outros tipos de informações que nunca chegam à experiência direta".

redação Transversais's insight:

Clique aqui para ler um trecho do novo livro de Mammi: http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13146.pdf


Leia também entrevista publicada pelo jornal Folha de S. Paulo onde o crítico diz que a arte contemporânea poderia ter se encerrado nos anos 1990http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1187779-as-grandes-narrativas-foram-por-agua-abaixo-diz-o-critico-lorenzo-mammi.shtml


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Com atraso de meia década, Brasil entra definitivamente na era do livro digital

A Amazon lançou o leitor de livros digitais Kindle, em 2007, e de lá para cá provocou uma revolução no mercado editorial mundial. Nesses últimos cinco anos, a empresa se tornou líder na venda de livros digitais e conseguiu atingir a expressiva marca de mais de 1 milhão de títulos em inglês disponíveis para compra ou download gratuito. Durante esse período, o mercado editorial brasileiro hesitou entre embarcar no modelo digital ou negá-lo, assumindo a defesa dos livros impressos, como se fossem necessariamente concorrentes. Como resultado desse impasse, o acervo de títulos em português disponíveis em formato digital beira os 10 mil livros e não há no país nenhuma empresa capaz de produzir leitores digitais que possam competir em qualidade e preço final com a Amazon (A Livraria Cultura foi buscar parceria com uma empresa canadense para lançar um leitor por aqui - http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,cenario-editorial-comeca-a-se-reformar-com-chegada-de-e-reader-funcional,969227,0.htm).


Não se poderá dizer que faltaram avisos.


Nas últimas semanas antes do Natal, a Amazon e o Google anunciaram, após muitas promessas, o início das operações de venda de livros digitais no Brasil. As duas empresas passaram os últimos anos negociando com as editoras brasileiras, principalmente questões relacionadas a políticas de preço dos lançamentos nacionais (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,amazon-comeca-a-operar-no-brasil--e-esquenta-disputa-dos-livros-digitais-,970389,0.htm). 


Maria Fernanda Rodrigues aponta, no jornal O Estado de S.Paulo, para aquilo que pode ser considerada a maior promessa do início das operações das empresas no Brasil: a solução para o gargalo de distribuição e acesso da população aos bens culturais impressos. "Para um país de mais de 5.500 municípios e apenas 3.481 livrarias, a perspectiva de desenvolvimento do mercado de livros digitais, fortalecida agora com a abertura das filiais brasileiras da Amazon, Kobo e Google - a Apple também já vende e-books nacionais, mas faz isso a partir de sua loja internacional, o que torna o livro mais caro -, é vista com bons olhos por quase todos. Poder comprar um lançamento no dia em que as livrarias paulistas e cariocas recebem os títulos era, até agora, algo impensável para leitores do interior desses Estados ou para os das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, as que mais sofrem com a falta de lojas, segundo levantamento da Associação Nacional de Livrarias. Hoje, tendo um e-reader - há modelos a partir de R$ 299 -, o leitor compra e recebe instantaneamente - assim é esperado - a obra. E também não gasta com frete." (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,livro-digital-pode-dar-impulso-ao-mercado-editorial-no-pais-,970385,0.htm)


Foram quase dois anos de trabalho para que as editoras nacionais estivessem prontas para trabalhar com a Amazon, Google e Apple, diz Maria Fernando Rodrigues. As "editoras frequentaram congressos no Brasil e no exterior sobre o tema, observaram os erros e acertos das editoras internacionais e, por fim, colocaram a mão na massa: revendo os contratos com os autores, convertendo os arquivos e discutindo meses a fio os contratos que começam a assinar com esses grandes players, que chegam agora para o terror das pequenas e médias livrarias". Espera-se, portanto, um aumento no volume de ofertas nos próximos anos. 


Por enquanto, a Amazon oferece 13 mil livros em português, e mais de um milhão em outros idiomas. A Livraria Cultura oferece catálogo de 12 mil livros em português, mais 1 milhão em outras línguas. E o Google Play tem 10 mil livros em português para venda, mais 25 mil em outros idiomas (http://www.gizmodo.com.br/duvidas-sobre-ebooks-kindle-e-amazon-nos-respondemos/).


O Google Play, no entanto, representa apenas uma pequena parte do projeto Google Books, que tem no acervo títulos, jornais e revistas digitalizados em bibliotecas ao redor do mundo e já conta com mais de 20 milhões de títulos disponíveis. Nem todos podem ser acessados na íntegra devido a problemas de direitos autorais. Essa é a próxima grande questão: o que fazer com todos os livros e periódicos publicados ao longo do séculos 20? Como fazer com que eles circulem nos novos ambientes online? Esse problema ainda não se resolveu nem nos EUA, nem na Europa e tampouco no Brasil, onde a reforma da Lei de Direitos Autorais segue parada no governo federal. 


Para ler mais o comentário de Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão, clique aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,livro-digital-pode-dar-impulso-ao-mercado-editorial-no-pais-,970385,0.htm

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Livro revela pioneirismo do Centro Cultural São Paulo

Fernando Serapião é autor do livro "Centro Cultural São Paulo - Espaço e Vida", uma pequena biografia comentada do projeto, "o primeiro equipamento multicultural" de São Paulo e seus idealizadores, Eurico Prado Lopes e seu sócio Luiz Telles. No livro, Serapião aborda o desenvolvimento do edifício no volume a partir de uma perspectiva social, política e histórica da cidade. Para ele, a solução do concreto no projeto é "uma resposta à crítica endereçada tanto às obras da escola paulista quanto às da escola carioca de Niemeyer e Lúcio Costa".


"É um dos espaços mais democráticos da cidade, onde um morador de albergue pode jogar xadrez, o estudante navegar na internet e um pesquisador de música encontrar a partitura desejada. Tudo de graça", escreve Serapião. Em 30 anos, o CCSP já teve 13 diretores, de advogados a filósofos. Entre eles o secretário municipal de Cultura Carlos Augusto Calil (ver entrevista abaixo).


O livro de Serapião é ilustrado com fotos e desenhos do terreno, da obra e dos personagens de sua construção, além de ensaios fotográficos de Cristiano Mascaro, Mauro Restiffe e Nelson Kon. Narra os percalços da construção, as improvisações, os problemas que persistiram por mais de uma década, e também as vocações naturais dos espaços de exposição e de apresentações.


redação Transversais's insight:

Leia a matéria sobre o livro no Estado de S.Paulo: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,livro-revela-pioneirismo-do-centro-cultural-sao-paulo,975628,0.htm


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70% das turnês musicais internacionais já passam por SP

No século 19, o Brasil esteve durante um breve período na rota dos grandes espetáculos europeus que excursionavam pela América. Companhias de ópera, orquestras, grupos teatrais, muita gente passou por aqui, principalmente pelo Rio de Janeiro, escala para quem seguia a Buenos Aires.

Agora, no século 21, quem aparece como palco de shows internacionais é São Paulo. Em 2012, 70% das produções agendaram a passagem de turnês pela cidade, conforme noticia o jornal O Estado de S.Paulo. A cidade fechará este ano com 257 grandes shows ou festivais de música. “A lista é longa e eclética: vai de Bob Dylan, Foo Fighters, Kiss e Linkin Park a Jennifer Lopez, Demi Lovato e Andrea Bocelli”.

"No ano passado (quando um dos destaques do Morumbi foi a apresentação da banda U2), dois shows renderam a mesma receita de um Campeonato Paulista inteiro", diz Roberto Natel, vice-presidente social do São Paulo Futebol Clube. Para a São Paulo Turismo, os dois shows que a cantora Madonna faz na cidade renderão R$ 40 milhões. (Leia mais, aqui: http://economia.estadao.com.br/especiais/sao-paulo-vai-ganhar-r-40-milhoes-com-shows-da-madonna,173780.htm)

Já o Anhembi deixou de ser apenas sambódromo para receber 27 shows em 2012. É quase um a cada duas semanas. Só em 2011, passaram pelo espaço Amy Winehouse, Aerosmith, Rihanna e Red Hot Chili Peppers. (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,anhembi-agora-recebe-desfile-de-pop-stars-,967962,0.htm)

Para aproveitar a onda de shows, a reforma do estádio do Palmeiras prevê a criação de um anfiteatro com capacidade para receber um espetáculo por semana. Já o palco montado no campo deverá receber de 10 a 12 shows por ano. O planejamento faz parte do contrato firmado pela construtora WTorres com a AEG, a maior gestora de eventos do mundo, com sede em Los Angeles (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,arena-palmeiras-anfiteatro-tera-um-show-por-semana-,967960,0.htm).

Espaços menores da cidade também comemoram. “O Cine Joia, mais novo espaço de eventos da capital, já registrou 115 apresentações neste ano. Com capacidade para 1,5 mil pessoas, recebeu de Criolo a Tulipa Ruiz, passando por Kings of Convenience e Foster the People.” (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tambem-nao-falta--lugar-para-quem-gosta-de-espacos-pequenos-,967956,0.htm)

No entanto, já há indícios de esgotamento, como o encalhe de ingressos, cancelamento de shows e até de festivais. “Com tantos eventos, um efeito colateral é entendido como natural por profissionais que atuam no setor: dificilmente todos os ingressos são vendidos. E, quando o espaço é grande, muitas vezes é preciso liquidar convites para não somar prejuízos. Boa parte dos espectadores, porém, tem uma outra explicação - os altos preços cobrados. No mês passado, quem comprava uma entrada para o show de Lady Gaga levava outra de graça.” (http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,70-das-turnes-internacionais-ja-passam-por-sp-,967929,0.htm)
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Conhecimento livre: acesso aberto influencia debate sobre direito autoral

O governo do Reino Unido estabeleceu que a partir de 2014 todos os artigos científicos que resultarem de pesquisa financiada com recursos públicos deverão estar disponíveis gratuitamente em meios eletrônicos. A produção do país representa 8% de todos os artigos científicos publicados no mundo. Se confirmada, será um passo definitivo rumo ao que se conhece por "acesso aberto".

Por enquanto, o caminho para a "abertura" da produção científica passa por duas possibilidades, conforme mostra reportagem da revista Pesquisa Fapesp: " Uma delas é a chamada 'via dourada' (golden road), em que as próprias revistas oferecem o acesso gratuito a seu conteúdo. São típicas dessa estratégia as revistas da Public Library of Science (PLoS) ou a coleção de periódicos da biblioteca SciELO Brasil, um programa financiado pela FAPESP. A segunda vertente é conhecida como 'via verde' (green road). Nessa modalidade, o pesquisador arquiva no banco de dados de sua instituição uma cópia de seus artigos científicos publicados numa revista comercial. Quem quiser ler o artigo sem pagar pode recorrer a esses repositórios."

O acesso aberto começou a ganhar relevância a partir dos anos 1990, com o surgimento da internet e, nos últimos anos, até mesmo instituições de ensino têm procurado publicar conteúdos na rede, como o MIT e Harvard, que disponibilizam pesquisas, material didático e a íntegra de aulas em seus sites.

Em todo mundo, o crescimento das políticas de acesso aberto têm provocado mudanças nos regimes comerciais de revistas científicas e editoras. Segundo pesquisa citada pela revista Pesquisa Fapesp, o número de revistas com regime de acesso aberto teve forte expansão na década passada: a quantidade de publicações cadastradas saltou de 741 em 2000 para 8.282 em 2012. O Brasil é o segundo do ranking de países que mais dispõem de revistas de acesso aberto, com 782 publicações. Só perde para os Estados Unidos, com 1.260.

De um modo geral, os modelos de "acesso aberto" praticados por editoras e revistas científicas servem como parâmetro também para as discussões sobre os direitos autorais após o advento do digital. Como a comunidade científica segue padrões globalizados de circulação de informação, as soluções praticadas aqui são forte referência nos debates em outros campos do conhecimento e da cultura.

Para saber mais sobre o "acesso aberto", visite o site http://acessolivrebrasil.wordpress.com/category/acesso-aberto/ e o http://acessolivrebrasil.wordpress.com/category/acesso-aberto/



Para ler a matéria completa, clique aqui: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/11/12/conhecimento-livre/

Para saber mais sobre a questão dos direitos autorais e conhecimento livre, visite o site do 1º Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, aqui: http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/3%C2%BA-dia-direito-autoral-x-acervos-digitais/
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Novo secretário quer adotar modelo da RioFilme na Cultura carioca

Novo secretário quer adotar modelo da RioFilme na Cultura carioca | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

O jornalista Sérgio Sá Leitão é o novo secretário municipal de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. A pasta da Cultura será rebatizada no próximo mandato do prefeito reeleito Eduardo Paes para incorporar necessidades relacionadas à economia criativa. 


Sá Leitão já foi chefe de gabinete do Ministério da Cultura, na gestão Gilberto Gil, e secretário de Políticas Culturais do MinC, antes de ser assessor da Ancine e, por fim, presidente da RioFilme, onde continua até hoje e onde deve permanecer, acumulando os dois cargos.


Em entrevista ao jornal Valor, Sá Leitão explica quais os papéis que serão tocados pela RioFilme e pela secretaria na composição dos recursos e investimentos em cultura no Rio de Janeiro entre 2013 e 2016, período que engloba a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O orçamento da pasta previsto para 2013 é de R$ 228,6 milhões, incluindo aí R$ 39,2 milhões da RioFilme.


Segundo Sá Leitão, "o prefeito autorizou incorporar R$ 57,3 milhões para a economia criativa, previstos no planejamento da prefeitura. (...) O potencial econômico não realizado, incorporando áreas como design, moda e arquitetura, é um novo front para o país. E a capacitação é chave".


Em relação aos editais culturais, Sá Leitão diz pretende levar a experiência da RioFilme para toda a secretaria. "Passaremos a trabalhar com a ideia de investimento reembolsável, que praticamos na RioFilme, para iniciativas com potencial de receita, e não reembolsável, quando a vocação é cultural. Sendo uma empresa, a RioFilme passará a cuidar de todos os investimentos reembolsáveis, inclusive em outros setores da cultura. E a secretaria continuará responsável pelo fomento cultural, mas incluirá o audiovisual".


Para ler a entrevista completa com o novo secretário, clique aqui:

http://www.valor.com.br/cultura/2917942/estado-deve-dinamizar-e-nao-inventar-cultura


redação Transversais's insight:

Leia também: Minuta do Plano Estadual de Cultura RJ disponível para consulta pública - http://www.brasilcultura.com.br/cultura/minuta-do-plano-estadual-de-cultura-rj-disponivel-para-consulta-publica/


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Cresce a importância da cultura na competitividade do turismo, diz pesquisa

Cresce a importância da cultura na competitividade do turismo, diz pesquisa | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

O Ministério do Turismo publicou o "Relatório Brasil 2011 do Índice de Competitividade do Turismo Nacional", que avalia o desempenho de 65 destinos indutores do desenvolvimento turístico regional.


As cidades são analisadas a partir de 13 dimensões, tais como infraestrutura, cooperação regional e aspectos sociais e ambientais.

Uma das dimensões estudadas pelos pesquisadores avalia a importância dos aspectos culturais para o turismo. Essa dimensão abrange a produção cultural associada ao turismo do destino, a preservação do seu patrimônio histórico e cultural e a estrutura pública do destino para o apoio à cultura.


Em 2011, esses aspectos apresentaram um índice de 57,5, o que representa um crescimento de 2,9% em relação ao ano anterior. A meta 10 do Plano Nacional de Cultura busca elevar este índice em 15%, ou seja, de 55,9 para 64,3 até 2020. 


As cidades pesquisadas são distribuídas de acordo com a nota média dentro das 13 dimensões pesquisadas. O nível mais alto é o 5, que inclui cidades com média entre 81 e 100. Na última pesquisa, nenhuma cidade brasileira apareceu no nível 5. 


Em relação aos itens pesquisados, a cultura aparece em oitavo lugar na lista comparativa. A média geral das cidades é de 57,5 (mesmo índice alcançado pela cultura). O item com melhor avaliação é o "infraestrutura geral", com média 68,4, seguido de "aspectos ambientais" (67,2) e "atrativos turísticos" (62).


Dentro dos aspectos culturais, apenas três cidades aparecem dentro do nível 5, sendo duas capitais (o relatório não aponta os nomes das cidades).


Segundo a pesquisa, a maioria dos destinos estudados "dispõe de aspectos culturais que podem gerar interesse por parte dos turistas, como artesanato, culinária típica, grupos artísticos e manifestações populares". Mas são poucos os destinos que controlam a capacidade de carga para utilização turística do patrimônio cultural.


O levantamento também apontou uma pequena variação positiva em relação ao número de destinos cujos órgãos gestores de cultura (secretarias municipais ou autarquias) dispõem de recursos próprios, de fundo municipal para a cultura ou desenvolvem projetos de implementação de turismo cultural.



O relatório com a pesquisa completa pode ser baixado aqui:  http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/xndice_de_Competitividade_do_Turismo_Nacional_-_Relatxrio_Brasil_2011.pdf



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Escrita afro-brasileira para abalar a 'presumida unidade' da literatura nacional

Escrita afro-brasileira para abalar a 'presumida unidade' da literatura nacional | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Para Eduardo de A. Duarte, autor do livro "Literatura, Política, Identidades", no arquivo da literatura brasileira, o negro aparece muito mais como tema do que como voz autoral. "Examinados os manuais de nossa história literária, verifica-se a quase completa ausência de autores negros, fato que configura nossa literatura como predominantemente branca, e que aponta para critérios críticos pautados quase sempre por um formalismo de base eurocêntrica, que deixa de fora experiências e vozes dissonantes, sob o argumento de não se enquadrarem em determinados padrões de qualidade ou estilos de época".


A análise de Duarte corrobora tese de Regina Dalcastagnè, professora da Universidade de Brasília (UnB), e publicada no livro "Literatura brasileira contemporânea: um território contestado", conforme apontamos recentemente em post, aqui: http://www.scoop.it/t/transversais/p/3059139850/brasil-dos-romances-contemporaneos-se-distancia-da-realidade-brasileira (a pesquisa apontou que na literatura brasileira, 93,9% dos autores são brancos, o homem branco é, na maioria das ocorrências, representado como artista ou jornalista, e os negros como bandidos ou contraventores; já as mulheres, como donas de casa ou prostitutas).


Duarte, no entanto, chama a atenção para um outro recorte da literatura brasileira, aquele "pautada por autoria, linguagem e ponto de vista empenhados em resgatar a humanidade e o papel histórico dos escravizados e seus descendentes". E aponta a existência de um "segmento específico – afro-identificado – presente em nossas letras".


Para ele, o primeiro trabalho que se pode chamar de afro-identificado no Brasil é de Domingos Caldas Barbosa, com sua "Viola de Lereno", ainda no século 18. Depois, aparecem Luiz Gama, com "Trovas Burlescas de Getulino" (1859); e Maria Firmina dos Reis, cujo romance "Úrsula" (1859) "traz pela primeira vez às nossas letras a África e o porão do navio negreiro". Nessa linha, Machado de Assis é o expoente maior, seguido por Lima Barreto (na foto acima). Outro autor é o maranhense José do Nascimento Moraes, que situa o texto de "Vencidos e Degenerados" (1915) com início às 8 da manhã do dia 13 de maio de 1888.


"Ao longo das últimas décadas", diz Duarte, "um grande número de escritores e escritoras retomam de várias formas esse legado". Ele defende que o veio afro "ampara-se numa visada contemporânea e pós-nacional para constituir um suplemento – algo a mais que chega para abalar a presumida unidade existente na literatura brasileira".


Para ler o texto de Duarte, publicado no jornal O Estado de S.Paulo, clique aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,precursores-da-escrita-afro-brasileira-,962131,0.htm





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Prepare-se para viver em um mundo copyleft

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As dinâmicas de código aberto estão contagiando o mundo analógico. Matéria da Revista Select trata do assunto e cita casos em que as teorias criadas por Richard Stallman para os códigos de programação foram adaptadas para cidades, bairros, ruas e praças. A ideia é simples: 


"0: Liberdade para executar a cidade seja qual for nosso propósito.
1: Liberdade para estudar o funcionamento da cidade e adapta-lo às suas necessidades – o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para isso.
2: Liberdade para redistribuir cópias e assim ajudar ao seu próximo.
3: Liberdade para melhorar a cidade e depois publicar para o bem de toda a comunidade."


"Uma cidade copyleft é uma praça aberta, participativa, cujo código-fonte está escrito coletivamente (projeto Wikiplaza). A cidade copyleft é um espaço urbano gerido e melhorado em rede (projeto Esta Es Una Plaza). A cidade copyleft é um conjunto compartilhado de dados abertos sobre os orçamentos de cada bairro (projeto Mon Quartier). Ou uma plataforma como PortoAlegre.cc que procura informação compartilhada e processos colaborativos."

Leia mais, aqui: http://www.select.art.br/article/reportagens%20e%20artigos/cidades-copyleft?page=unic


No Rio de Janeiro, um grupo de pessoas resolveu adotar a praça São Salvador e aplicar o conceito de open source para organizar os eventos e iniciativas da comunidade que frequenta o espaço. No Facebook, a comunidade Wikipraça é o ponto de encontro dos envolvidos com o projeto e centro de discussão de outros projetos.  https://www.facebook.com/pages/Wikipra%C3%A7a/339491899482601?ref=ts&fref=ts e http://wikipraca.wordpress.com/.



UM PAÍS


Se uma cidade open source é difícil de imaginar, que dirá um país. O alemão Stephen Kovats quer utilizar tecnologias de código aberto e o conceito de transparência e cultura livre para construir a primeira nação de código aberto do mundo, o Sudão do Sul, país criado em 2011 após mais de 50 anos de guerra civil. A capital, Juba, seria o modelo. O projeto ainda está começando. Você pode ler mais sobre o assunto aqui: http://blogs.estadao.com.br/link/o-pais-open-source/


Gabriela Agustini escreve, em seu blog, que "um dos focos da discussão sobre Juba é pensar modelos de sustentabilidade econômica, com base em uma economia colaborativa. A criação de comunidades rurais, de moedas alternativas estão no horizonte, assim como foco em microfinanciamento, empréstimos peer to peer (entre pares). Tudo isso faria parte de um “Open Source Monetary System”, que permitiria um crescimento do país mais sólido e igualitário." Veja mais aqui: http://gabiagustini.tumblr.com/post/37400087976/osjuba-e-a-construcao-de-uma-cidade-open-source




UMA PESSOA


Já o cineasta neozelandês Sam Muirhead quer passar um ano seguindo o princípio open source em tudo o que precisa para viver, diz o Link, do jornal O Estado de S.Paulo.  “Não vou mais comprar nada patenteado e vou buscar alternativas para substituir as coisas que já tenho.” O projeto deu a largada em agosto de 2012. Veja abaixo uma pequena listas de itens que ele já conseguiu substituir: 

Pão: “Não há patentes envolvidas na produção de pão. Eu tento assar meu próprio pão na maior parte do tempo. Se eu encontrar uma padaria que encoraja o compartilhamento de suas receitas, vou comprar pão ali”

Roupas: “Você ficaria surpresa se soubesse o quanto da cultura de remix está presente na moda”, explica Sam. Ele está aprendendo a costurar e descobriu uma iniciativa que hackeia máquinas de costura para criar e compartilhar projetos de roupa livremente, de maneira semelhante ao mecanismo de uma impressora 3D

Restaurantes: Sam tenta frequentar lugares que se adequem ao projeto – restaurantes que divulgam as receitas e bares com cervejas artesanais. “Berlim torna isso mais fácil, especialmente em Kreuzberg (o bairro em que ele vive), que tem uma cultura de independência política e de criação”, diz.

Saúde: Os remédios genéricos são a alternativa para ele – a indústria farmacêutica é toda baseada em patentes. “Peço ao médico a receita da versão genérica”, diz Sam.

Higiene: Sam aprendeu a fazer sua pasta de dente e seu sabão em pó em casa. E ele continua comprando papel higiênico – uma invenção cuja licença, aliás, já está em domínio público.

Para ler a entrevista completa com Sam, clique aqui: http://blogs.estadao.com.br/link/a-vida-sem-patentes/


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O grafite e a pixação como elementos de mobilidade social na grande cidade

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Publicado originalmente em "Public Culture", de 2012, e editado agora em português na "Revista Novos Estudos", este ensaio de Teresa Pires do Rio Caldeira trata das estratégias da juventude de São Paulo para provocar mobilização social e promover deslocamentos físicos e simbólicos. Em especial, das representações desses movimentos nos grafites e pixações da cidade.

Neste texto, Caldeira analisa "algumas das transformações e tensões geradas em São Paulo por dois modos específicos e sobrepostos de intervenção: a produção de inscrições e o deslocamento pelo espaço urbano", isto é, a proliferação de grafites e pixações e as novas práticas de circulação pela cidade, que incluem o uso de motos e skates, assim como o parkour. (…) Essas intervenções pressupõem a desigualdade e, portanto, a naturalizam. Elas privilegiam a agressividade e a transgressão como modos de articulação, ao mesmo tempo que recorrem à linguagem dos direitos e das liberdades, e ainda revelam um prazer genuíno na livre circulação pela cidade. Colocam em questão certo 'modus vivendi', mas não evocam alternativas reconhecidas, como as articuladas em termos de cidadania e igualdade. Por tudo isso, essas práticas requerem uma nova concepção tanto do espaço público democrático, como do papel dos grupos subalternos na produção da cidade".

Relembrando o texto anterior publicado aqui, em que o secretário de Cultura de SP reforça a ideia de que o centro da cidade é hoje a nova periferia, Caldeira aponta, no ensaio, as tensões que levaram à situação atual: "O abandono do centro por grande parte das classes superiores reflete não só o temor à criminalidade, mas também o colapso do antigo 'modus vivendi' que sustentava a segregação e a desigualdade. Está associado à indistinção positiva conferida à cidade pela democratização, à abertura do centro político aos moradores das periferias, e à corrosão silenciosa de aspectos dos sistemas de segregação que antes enquadravam o cotidiano. (…) São os jovens protagonistas das novas práticas urbanas que engendram novas condições de visibilidade para as camadas subalternas. Aqueles mesmos jovens, que supostamente deveriam circular por outros locais, passam agora de maneira transgressora e agressiva a ocupar o espaço público, a imprimir nele suas marcas, a reivindicar direitos sobre ele e a transformá‐lo em local de lazer. Ao fazerem isso, trazem à luz as desigualdades. Por outro lado, esses mesmos jovens também rejeitam a incorporação e criam novas desigualdades. A presença deles na cidade e as contradições daí advindas não podem ser, portanto, ignoradas".

No texto, também, Caldeira traça um histórico das pixações em São Paulo e explica a linguagem de seus praticantes: "Diversos grafiteiros são de classe média e chegaram a concluir o curso superior, mas apenas uma minoria ínfima frequentou instituições de prestígio ou chegou a morar nos bairros mais ricos. Já a maioria dos pixadores vem de áreas periféricas ou cresceu em condições de pobreza acentuada, sem terem tido pleno acesso a recursos institucionais, desde o sistema escolar até os empregos regulares. Muitos deles são afrodescendentes. Por meio das inscrições pintadas nos mais diversos locais, eles transcendem seus locais de origem e suas condições originais, e penetram em todos os tipos de espaço, reconfigurando‐os e apropriando‐se deles para ali deixarem suas marcas. (…) A pixação é a escrita em espaços públicos, quase sempre sem o recurso à cor e à figuração. Começou a ser notada na cidade por volta de 1980 e difundiu‐se muito nas décadas de 1990 e 2000. É feita com latas de spray ou tinta preta aplicada com pequenos rolos de espuma. Em São Paulo, a pixação tem estilo próprio e reconhecido: uma caligrafia feita de le‐ tras alongadas na vertical com linhas retas e pontas aguçadas. O estilo é por vezes chamado de 'tag reto'. Há quem sustente que esse tipo de letra tenha sido inspirado pelos edifícios altos da cidade. Outros dizem que provém das letras góticas usadas em encartes e capas de discos de heavy metal e punk, populares nas décadas de 1980 e1990".

A importância do fenômeno, portanto, se demonstra na possibilidade de inserção de parcelas de moradores da cidade em diversas áreas da cidade: "Mais do que apropriações inadequadas do espaço público ou privado, eles estampam na cidade, em especial nas áreas mais ricas, a presença daqueles que supostamente deveriam se manter invisíveis. Com isso, o grafite e a pixação desestabilizam o antigo 'modus vivendi', com seu sistema de signos, suas relações sociais e suas regras de uso do espaço público. Graças à pixação, ao grafite e a outras formas de produção cultural, os jovens de sexo masculino da classe média baixa, e sobretudo das periferias, não só afirmam sua presença na cidade, como passam a dominar uma produção própria de signos — por meio da pintura, caligrafia, escrita, rima (especialmente no caso do rap), vídeo e as inúmeras formas de produção eletrônica e digital. Além disso, usam tais recursos de maneira agressiva para denunciar a discriminação de que são alvo. Esses jovens, não mais representados por outros que costumavam controlar a produção de signos, agora impõem à cidade suas próprias representações. Essa produção da representação de si mesmo é, sem a menor dúvida, uma das consequências mais inovadoras da democratização brasileira".

Caldeira ressalta, porém, que a interpretação das intervenções não se deve restringir a um exame do significado de suas palavras: "muitas vezes são ilegíveis e não passam de significantes vazios". Citando Jean Baudrillard, diz que trata‐se de signos que operam em relação a outros signos. "O impacto deles decorre justamente do fato de serem significantes vazios. A 'intuição revolucionária' de que são portadores, diz Baudrillard, vem da percepção de que a 'ideologia não mais funciona no nível dos significados políticos, e sim no dos significantes, e que é bem aí onde o sistema é vulnerável e deve ser desmantelado'. Os grafites, mas sobretudo as pixações, são ataques no plano do significante.E são ataques incisivos. No entanto, ainda que agressivamente públicas, as pixações não revelam a menor intenção de promover a dignidade, a cidadania, as leis ou o Estado de Direito, como se dava com os movimentos sociais urbanos. Elas não são gestos em favor da inclusão social, como no caso de alguns grafites que se tornaram ícones da arte urbana. As pixações são transgressões explícitas, marcadas pela agressividade e por uma teimosa resistência à assimilação. Elas acatam a ilegalidade como algo ao mesmo tempo inevitável e desejável, como o único lugar do qual os jovens da periferia podem se expressar. São claramente contestadoras, e é a insistência delas em sua própria natureza ilícita, e não em mensagens que possam ser decifradas, que revela suas intenções".

Caldeira fala em "quatro conjuntos de características" que resumem as principais inovações introduzidas por esses jovens e seus modelos de deslocamento na produção do espaço público:
1º – eles criam uma nova visibilidade e um novo tipo de presença para os grupos subalternos que rompem um estado de coisas antes constitutivo da ordem pública. 2º – essa ruptura é contraditória, pois remete a narrativas de direitos e de desfrute e, ao mesmo tempo, se exprime como risco ou tensão, assumindo muitas vezes formas ilícitas e até violentas.
3º – tais práticas contribuem, de modo inequívoco, para reproduzir e reforçar hierarquias de gênero.
4º – constituem intervenções paradoxais. De maneira reiterada, elas expandem e fraturam o espaço público, reivindicam direitos e os contestam, afirmam o gozo e cortejam a morte, e denunciam injustiças mas rejeitam obstinadamente a assimilação.

Por fim, Caldeira compara as nova intervenções urbanas com aquelas dos anos 1980 e diz que operam em lógica distinta: os "novos atores afastam‐se das linguagens políticas e das formas de manifestação já estabelecidas e, em vez disso, privilegiam a produção de signos, os eventos artísticos e culturais, assim como as práticas de mobilidade. Os movimentos sociais anteriores lutavam pela inclusão e articulavam narrativas de cidadania universal. Já os novos atores são céticos quanto à possibilidade de inclusão social, concebendo suas iniciativas como explícita e deliberadamente situadas nas margens. À medida que se apropriam de espaços abandonados pelo entrincheiramento urbano, eles assumem e naturalizam a desigualdade social. Embora denunciem a desigualdade, não imaginam que suas práticas vão contribuir para reduzi‐la. Reivindicam seus direitos à cidade, mas em sua maioria não têm interesse na inclusão. Antes, preferem o ilícito e rejeitam obstinadamente a assimilação. Suas intervenções agressivas e intolerantes revelam escasso interesse em ressaltar a dignidade, a cidadania ou o Estado de Direito".

redação Transversais's insight:

Para ler o ensaio na íntegra (em PDF), clique aqui: http://novosestudos.com.br/v1/contents/view/1479


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A polêmica relação ente artistas e a política

Em texto para o jornal português Público, o professor e diretor do programa Gulbenkian Próximo Futuro, António Pinto RIbeiro, escreve sobre a relação entre artistas e política e a ideia de que "artistas estão invariavelmente comprometidos com uma agenda política de esquerda, ou mesmo declaradamente revolucionária", o que, segundo ele, é um mito que deve ser desfeito.


Ribeiro diz que a participação política do artista é vista como legítima "pelos que estão do lado da crítica aos sistemas autoritários e neo-liberais. (...) Já do lado da direita autoritária e dos poderes da guerra financeira, essa participação é mais uma razão para excluir os artistas da esfera do Estado".


"Nesta assunção de que os artistas pertencem exclusivamente a um dos campos - o campo da 'revolução' -, há, contudo, um conjunto de mitos e de falácias. Atirar os artistas (...) para esse campo teve o seu momento histórico na Revolução Francesa com a criação das bancadas da esquerda e da direita, e acentuou-se em particular no século XX (...). As décadas de 60 e 70 foram responsáveis pela ideia de que no passado e para o futuro todos os artistas e escritores pertenceriam unanimemente a um único dos campos - o da Revolução. (...) Mais recentemente reclamou-se uma nova sacralização dos artistas com o argumento de que eles estão na primeira linha dos movimentos Occupy, nas revoluções da Primavera Árabe e na contestação às políticas dos governos neo-liberais em Espanha, em Portugal e na Grécia. Eis-nos perante um conjunto de mitos que é oportuno desconstruir. Se é verdade que a pulsão subjacente à criação artística ou intelectual - uma pulsão de vida e portanto de devir e de futuro - legitima a esfera das artes e da literatura (...), também é um facto que arte e artista não se confundem necessariamente. As ilusões das vanguardas (a pessoa fundida no artista, segundo as teses de Allan Kaprow) são, de facto, ilusões porque se há coisa que a cada ser humano é comum é a sua multiplicidade e, no caso dos artistas, com maior ou menor intensidade, a sua heteronímia. (...) A autonomia radical da arte é hoje, mais do que nunca, no complexo de operadores e mediadores que constituem o sistema das artes, uma autonomia apenas relativa; tanto que até pode haver uma fissura entre a obra e o artista."


Ribeiro argumenta que a ideia do "senso-comum de que os artistas 'são do contra' tem raiz em um conflito ancestral: "é a ideia de que a autoritas, atributo de todo o artista (em sentido lato), é inconciliável com qualquer outro tipo de autoridade proveniente de um poder autoritário, policial, persecutório e não democrático". Daí, portanto, a associação entre artista e contestação que não raro se evidencia. 


Para ler a coluna na íntegra, clique aqui: http://www.publico.pt/cultura/noticia/artistas-e-politica-1576710


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"A arte não deve tocar flauta para a Revolução"

"A arte não deve tocar flauta para a Revolução" | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it
Massimiliano Gioni é o curador da próxima Bienal de Veneza, que abre em 2013. Em 2007, trabalhou como curador da nova sede do New Museum de Nova York, ao lado de Laura Hoptman e Richard Flood, e foi também responsável pela exposição "Younger than Jesus", em 2009, entre outros trabalhos.

Em entrevista à "Revista Select", Gioni, que é italiano mas mora em Nova York, diz que a cultura europeia ajuda ao curador entender que a arte não pode ser a ilustração de uma agenda política, citando Elio Vittorini que, após a Segunda Guerra Mundial, disse que a "arte não deve tocar flauta para a Revolução".

Para Gioni, a arte "tem outras maneiras de promover a mudança política e cultural e, às vezes, a mudança política afeta a arte depois de muitos anos e vice-versa. Ou a arte pode afetar a mudança política por meio de revoluções formais, em vez de políticas. Então eu acho que precisamos ter cuidado e não fazer ligações diretas entre a Primavera Árabe e mudanças na arte contemporânea. Com certeza, temos testemunhado uma incrível onda de arte nova do Oriente Médio e do mundo árabe, e diversos grandes artistas daquelas regiões passaram a ser notados por um público bem mais amplo. Mas seria simplista dizer que esses artistas são um produto dos levantes árabes. Afinal, eles também são o produto de uma nova economia de arte do mundo, que tem fortes laços e sustentação no Golfo".

redação Transversais's insight:

Para ver mais sobre a exposição "Younger than Jesus", clique aqui:  http://archive.newmuseum.org/index.php/Detail/Occurrence/Show/occurrence_id/937


Para saber mais sobre a Bienal de Veneza 2013, visite http://www.labiennale.org/it/arte/esposizione/




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Um manual para as intervenções artísticas em ambientes públicos

Um manual para as intervenções artísticas em ambientes públicos | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it
A arte de Eduardo Srur "se insere numa longa e profícua linhagem da arte de vanguarda: aquela que busca explorar as ferramentas da criação plástica de forma conectada com a vida cotidiana das pessoas, transformando o espaço público em plataforma de experimentação, e provoca a reação do público por meio de estratégias mistas de sedução visual, choque semântico e subversão de escalas e sentidos", escreve Maria Hirszman para a revista "Pesquisa Fapesp".

“Sempre tive interesse em construir trabalhos pensando no espectador, levar a arte para além do circuito artístico”, disse Srur a Camila Molina, do jornal "O Estado de S.Paulo". O artista lança o livro "Manual de Intervenção Urbana" (Bei Editora), onde reúne 16 anos de produção, com documentação, análise e incentivos à ação. (http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,eduardo-srur-lanca-seu-manual-de-intervencao-urbana,972268,0.htm)

Srur ficou conhecido por intervenções como “A arte salva”, onde depositou 360 boias nos espelhos d’água do Congresso Nacional, e a instalação "Acampamento dos anjos", onde barracas de acampamento coloridas e iluminadas internamente foram colocadas sobre a fachada do atual Instituto do Câncer Octávio Frias de Oliveira, então inacabado, em São Paulo.

Formado em artes plásticas e publicidade, Srur utiliza as próprias "armas de sedução da sociedade de consumo, explora elementos cotidianos e os ícones da cultura de massas para denunciar suas contradições", diz Hirszman. "A estratégia central é atacar, de forma cirúrgica e retumbante, uma determinada questão, de forma a gerar uma espécie de curto-circuito, que abra novas possibilidades de percepção e desejo de mudança."

Para ler a crítica de Maria Hirszman, clique aqui: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/12/10/intervencoes-na-rua/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=intervencoes-na-rua

A matéria com Camila Molina está no link http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,eduardo-srur-lanca-seu-manual-de-intervencao-urbana,972268,0.htm

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O que o Brasil precisa para ser polo produtor de games

O que o Brasil precisa para ser polo produtor de games | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Em entrevista ao site "Criaticidades", o especialista canadense Jason Della Rocca fala sobre o que um país precisa para se tornar um polo desenvolvedor de games. O Brasil hoje ocupa o quarto lugar no ranking de consumidores de game, mas está bem aquém disso quando se trata de produção.

Para ele, as pessoas não se dão conta de que games são cultura popular, "uma forma de entretenimento com expressão cultural". Nesse sentido, é importante que os brasileiros produzam games voltados para brasileiros. Ele cita um exemplo de jogo criado no México tendo como base o seriado "Chaves" que conquistou rapidamente mais de dois milhões de usuários no Facebook.

Para Rocca, com a migração dos jogos para o ambiente online, diminuiu a exposição da indústria à pirataria, o que impulsionou o mercado latinoamericano. Ele diz também que os países do sudoeste asiático têm conseguido criar modelos de negócios que podem servir como exemplos para o Brasil. 


redação Transversais's insight:

Para assistir à entrevista na íntegra, clique aqui: http://www.criaticidades.com.br/noticias/jason-della-rocca-o-mercado-brasileiro-de-games/


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Sandra V. Barbosa's comment, December 20, 2012 3:03 PM
Adorei suas dicas!!! Estou seguindo você.
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Livro fundamental estimula debate entre arte e economia

Em texto para o jornal Folha de S. Paulo, o crítico Guilherme Wisnik escreve sobre "Arquitetura na Era Digital-financeira", do arquiteto Pedro Fiori Arantes. O livro, publicado pela Editora 34, é o resultado de pesquisa de doutorado defendida em 2010 (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16132/tde-01062010-095029/pt-br.php) onde Arantes discorre sobre a arquitetura contemporânea e sua "fusão com a publicidade e a indústria do entretenimento". Segundo Wisnik, o livro é "fundamental para se compreender o mundo contemporâneo".

"Arantes foca a produção arquitetônica dos anos 1990 e 2000, isto é, obras de grande alcance midiático, cujas proezas formais parecem representar uma ausência de limites técnicos e materiais, em movimento semelhante ao do capital financeiro, que já não se ampara nem se restringe pelo mundo da produção."

Para o crítico, o livro não escapa "de certos impasses ainda modernos do marxismo nos dias atuais. Quero dizer: será possível manter a pedagogia do trabalho como baliza ética em um mundo que deslocou a ênfase econômica da produção para a oferta de serviços? Ou ainda: o que resta da equivalência entre forma e processo produtivo depois da era dos plásticos e da eletrônica?"

"A natureza 'informe' de parte da arquitetura recente pode não ser apenas um reflexo do capital, mas também a formalização tensa de um estado de dúvida. Não é sempre que se deve cobrar da arquitetura a resolução de problemas sociais. Seu papel pode ser também o de formular problemas filosóficos. São questionamentos que apenas um grande livro como esse poderia instigar."

Para ler a crítica completa, clique aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/81056-obra-fundamental-suscita-debate-entre-arte-e-economia.shtml

Para acompanhar um debate entre Wisnik e Arantes, gravado pelo Instituto Moreira Salles para a Revista Serrote em 2011, clique aqui: http://www.vitruvius.com.br/jornal/news/read/909
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Moma começa a incluir games em seu acervo

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O Museu de Arte Moderna de Nova York anunciou a aquisição de 14 vídeo games, de uma lista inicial de 40 que deverão fazer parte do acervo da instituição no futuro próximo. É a estreia dos games como nova categoria de obras de arte dentro das coleções do museu. Os primeiros jogos serão:
Pac-Man (1980)
, Tetris (1984)
, Another World (1991)
, Myst (1993)
, SimCity 2000 (1994)
, vib-ribbon (1999)
, The Sims (2000)
, Katamari Damacy (2004)
, EVE Online (2003)
, Dwarf Fortress (2006)
, Portal (2007)
, flOw (2006)
, Passage (2008)
 e Canabalt (2009)

Entre as próximas aquisições estão Spacewar! (1962), Pong (1972), Snake (anos 1970), Space Invaders (1978), Asteroids (1979), Zork (1979), Tempest (1981), Donkey Kong (1981), Yars’ Revenge (1982), M.U.L.E. (1983), Core War (1984), Marble Madness (1984), Super Mario Bros. (1985), The Legend of Zelda (1986), NetHack (1987), Street Fighter II (1991), Chrono Trigger (1995), Super Mario 64 (1996), Grim Fandango (1998), Animal Crossing (2001), e Minecraft (2011).

O museu ressalta que os jogos foram selecionados como excelentes exemplos de design de interação. O critério da seleção, portanto, enfatiza não apenas a qualidade visual e experiência estética de cada jogo, mas também a “elegância do código” e “o comportamento dos jogadores”.

A iniciativa do MoMA, no entanto, não é a primeira de um museu com relação a jogos. Em Berlin, o Computer Spiele Museum se dedica a preservar games e seus emuladores, para garantir aos visitantes a experiência de interagir com os jogos no formato original (http://www.computerspielemuseum.de/). Em 2010, o diretor do museu, Andreas Lange, esteve em São Paulo e falou sobre o desafio da preservação dos games: http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/se-voce-consegue-preservar-um-game-voce-consegue-preservar-tudo/

Para ler mais sobre games no Brasil, visite a página da FGV do Rio de Janeiro dedicada ao assunto: http://direitorio.fgv.br/cts/games

Para ler mais sobre o MoMA e a nova coleção, clique aqui: http://www.moma.org/explore/inside_out/2012/11/29/video-games-14-in-the-collection-for-starters/
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O papel dos municípios no fomento à Cultura

O papel dos municípios no fomento à Cultura | transversais.org - arte, cultura e política | Scoop.it

Em artigo publicado no Blog Acesso, Bernardo Vianna escreve sobre a importância das políticas municipais para o fomento à Cultura. Até 2022, 60% de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros deverão ter planos municipais para a Cultura. Essa é uma das metas do Plano Nacional de Cultura. 


"Os planos, assim como as conferências, conselhos e fundos municipais, fazem parte dos mecanismos que integram os municípios ao Sistema Nacional de Cultura – SNC, que estabelece princípios e diretrizes comuns para as políticas de cultura de todos os entes federativos."


A adesão das cidades ao Sistema Nacional de Cultura permite um planejamento mais integrado com o governo federal, explica a secretária de cultura de Olinda (PE), Márcia Souto. "Hoje, temos um convênio com o Ministério da Cultura que possibilita uma consultoria para ajudar na formulação do nosso Plano Municipal de Cultura, que é a parte que falta aprovarmos”.


Souto diz que o fortalecimento das secretarias municipais é a base de funcionamento do sistema. “Você precisa ter o órgão que vai fazer a gestão e, por isso, tem que ser uma instituição fortalecida, com acesso a orçamento próprio, que tenha uma ligação forte com o conselho de políticas culturais e que possa gerenciar o fundo municipal de Cultura”.


Para Davidson Panis Kaseker, secretário de Cultura de Itapeva (SP), as secretarias municipais de Cultura estão mais próximas dos artistas e produtores e são as que melhor se orientam em relação às demandas do público. “Praticamente, em todas as regiões e na maioria dos municípios do interior, há grandes talentos, tanto profissionais como amadores, muitos com níveis de excelência, sem falar na arte popular e manifestações folclóricas. A verdadeira questão é a inclusão cultural, um direito que no Brasil ainda é sonegado à grande maioria da população.”


Para ler o artigo completo, clique aqui: http://www.blogacesso.com.br/?p=5681


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Cidade do interior de MG vira pólo de serviços para a indústria do carnaval

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A Associação de Bem-Estar Social Cultural e Carnavalesca Saci-Pô, de Poços de Caldas (MG) produz adereços e fantasias para escolas de samba de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. São mais de 100 pessoas que trabalham o ano inteiro em um mercado que movimenta cerca de R$ 1,5 milhão por ano, segundo levantamento de Jéssica Balbino para o site G1


O coordenador dos trabalhos da Saci-Pô é Antônio Carlos Teodoro, 52 anos, conhecido como Karapiá, que há 36 anos se dedica ao trabalho no barracão de pelo menos cinco mil metros de área coberta no bairro Ponte Preta, na zona Oeste da cidade, onde são desenhadas e costuradas fantasias de luxo e carros alegóricos de mais de 11 metros de altura.


Em outra sala ficam armazenadas pelo menos 40 mil unidades de penas das fantasias, como as de pavão e avestruz. Cada peça custa em torno de R$ 1. A Saci-Pô também aluga material a outras escolas. “Algumas alegorias são alugadas por R$ 10 mil. Se fosse confeccionada com exclusividade, ficaria em torno de R$ 30 mil”, diz Karapiá. No barracão são fabricadas fantasias que vão de R$ 300 a R$ 30 mil, fora as alegorias. As mecanizadas podem custar até R$ 50 mil.


“Procuramos não jogar muita coisa fora e aqui, até o lixo transforma-se em arte. Cerca de 70% da nossa matéria-prima de trabalho também é coletada junto ao comércio local. O restante ‘importamos’ de escolas que desfilam na Marquês de Sapucaí, como Beija-Flor, Porto da Pedra e União da Ilha.” Desde 2009 a escola passou a atuar também em outras áreas e começou a confeccionar as alegorias de Natal da cidade. 


Rio de Janeiro


No Rio de Janeiro, levantamento do carnaval de 2006 já apontava receita correspondente a R$ 685 milhões com gastos de turistas, empresas, associações e prefeitura em torno da festa e dos desfiles. A oferta de emprego indireto chegou a 264,5 mil/mês, sendo 64,7 mil/mês dentro das escolas de samba.


Em comparação, para João Luiz de Figueiredo, coordenador do Núcleo de Economia Criativa e chefe do Departamento de Gestão do Entretenimento da ESPM-RJ, a indústria do carnaval ainda tem dificuldades em acessar fundos de incentivo destinados a projetos culturais.


Dados de 2011 do Ministério da Cultura mostram que apenas 8 projetos do Rio de Janeiro, 6 da Bahia e 1 de Pernambuco conseguiram apoio por meio de leis de incentivo. Respectivamente, os números representam 1,2%, 10% e 1,5% do total de projetos contemplados por estado.


Para ler a reportagem completa, clique aqui: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2012/11/industria-do-carnaval-de-pocos-de-caldas-atende-mais-de-40-cidades.html


Para ler o texto de João Luiz de Figueiredo, clique aqui: http://www.brasilcultura.com.br/sociologia/carnaval-a-forca-economica-da-cultura/


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Dragão do Mar faz plano para conquistar autonomia da cultura no Ceará

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O Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) é a primeira Organização Social (OS) criada no Brasil na área da Cultura. Além de cuidar do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, o IACC é gestor do Centro Cultural Bom Jardim e da Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho. Entre os planos do instituto para 2013 estão ações para resgatar a autonomia da comunidade artística cearense, conforme aponta o Blog Acesso.


Paulo Linhares, presidente do IACC, convocou uma reunião em outubro de 2012 para apresentar os planos para 2013. Eles estão divididos em três eixos principais: formação, criação e difusão.


O eixo de formação contará com cursos básicos e técnicos de curta duração voltados, em especial, para as classes C, D e E com intuito de  capacitar e inserir o aluno no cenário da produção cultural cearense. Entre os cursos técnicos planejados estão os de desenvolvimento de jogos eletrônicos e de animação, "escolhidos pelo potencial de empregabilidade e pela demanda por profissionais qualificados nessas áreas". 10 mil matrículas estão previstas para os próximos dois anos nos cursos básicos e 30 vagas para cada um dos cursos técnicos.


No núcleo de criação, o "objetivo é requalificar a produção cultural local e transformá-la em produto de alta performance, ultrapassando os limites regionais e ganhando os mercados nacional e internacional". O projeto prevê dez laboratórios de criação: Estação de Música; Estação de Teatro; Estação de Design, Moda e Artesanato; Estação de Transmídias; Estação de Artes Visuais; Estação de Dança; Estação do Humor; Estação da Gastronomia; Estação da Fotografia; e Estação da Escrita.


Em relação à difusão, a ideia é fazer com que o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e seu entorno "tornem-se espaços privilegiados de experimentação e difusão artística e cultural". A proposta tem dois eixos principais: os Ciclos do Dragão e o projeto Se Mostra Ceará, programado para os meses de janeiro e julho de 2014, que pretende "superar a concentração da produção cultural nacional no eixo Rio-São Paulo."


Para ler mais sobre o projeto cultural do IACC, clique aqui: http://www.blogacesso.com.br/?p=5667



Para visitar o site do Dragão do Mar, clique aqui: http://www.dragaodomar.org.br/index.php


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Para o vestibular, literatura brasileira parou nos anos 40

Todos os anos, uma lista de nove livros tenta dar conta da representatividade das literaturas brasileira e portuguesa. São os livros escolhidos para o vestibular da USP e Unicamp. "Obras que a cada ano reafirmam um determinado recorte histórico e ideológico que, sem maiores questionamentos, paira sobre nossos estudantes", diz o escritor José Godoy em artigo para o jornal Valor Econômico.


"A cada vestibular, reforça-se a ideia de que a lista condense o que há de mais relevante em nossa historiografia literária. (...) Analisar a lista é no mínimo um modo de depreender processos e escolhas que passam à margem de nosso parco debate cultural."


Desde 2007, além de três obras portuguesas, os estudantes devem ler: "Memórias de um Sargento de Milícias" (publicado em 1854), de Manuel Antônio de Almeida; "Iracema" (1865) ou "Til" (1872), de José de Alencar; "Dom Casmurro" (1899) ou "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), de Machado de Assis; "Vidas Secas" (1937), de Graciliano Ramos; "A Rosa do Povo" (1945) ou "Sentimento do Mundo" (1940), de Carlos Drummond de Andrade (com um breve intervalo em que Vinícius de Moraes desbancou Drummond); e "Sagarana", de João Guimarães Rosa, publicado em 1946.


"Esses livros foram produzidos num período restrito de não mais de 80 anos, e seu corpo principal comprime-se em não mais de quatro décadas do século XIX. (…) Nelas, o Brasil apresentado já nasce emancipado de Portugal, mas não há uma única perspectiva sobre o país que emerge após a Segunda Guerra. Contempla-se uma nação rural (...), em que o Rio, capital federal, contrasta com seu entorno precário. São Paulo, como metrópole, não pode sequer ser pressentida nessas visões. Tampouco as diversas reorganizações geopolíticas europeias, o amplo conflito ideológico que dominou o século XX e teve entre suas consequências uma ditadura de mais de duas décadas no país. A redemocratização, a explosão da violência urbana, nada disso será encontrado nessas representações do Brasil em sua literatura."


Para Godoy, a seleção de livros reforça uma concepção de que a partir do século XIX ocorre a fixação literária de um "caráter nacional". "É esse modelo", diz ele "que é espelhado por toda uma ampla cadeia de complexa capilaridade em nosso sistema educacional".


Para ler o artigo completo, clique aqui:

http://www.valor.com.br/cultura/2914402/os-velhos-livros-do-vestibular-da-fuvest#ixzz2D5Je04Rp


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