Projeto Alexandria
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Projeto Alexandria
Projeto interdisciplinar: história, geografia, biologia, sociologia, artes, inglês, lingua portuguesa, física e filosofia.
Com os alunos da 2ª série do ensino médio.
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Hipácia ensina aos seus alunos a Física Aristotélica (AGORA, 2009)

Segundo a visão Aristotélica, a Terra era o centro do Universo.
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Biblioteca de Alexandria no século XXI

Biblioteca de Alexandria no século XXI | Projeto Alexandria | Scoop.it
Biblioteca de Alexandria atacada
Diário de Notícias - Funchal
Apoiantes da Irmandade Muçulmana atacaram hoje a Biblioteca de Alexandria, no norte do Egito, durante os distúrbios em curso naquela cidade, noticiou o correspondente da televisão egípcia.
Dalila Viana's insight:

José Eduardo Barella

 

Na era da internet e dos livros virtuais, gastar 200 milhões de dólares para construir uma bibliotecanum país que exerce censura feroz a obras literárias pode soar como piada de mau gosto. Não no Egito, que já abrigou a mais famosa de todas as coleções de livros e agora espera reviver o esplendor da época da rainha Cleópatra com a inauguração da Biblioteca de Alexandria. Trata-se de uma versão ultramoderna da biblioteca fundada em 295 a.C. pela dinastia dos Ptolomeu e que nos três séculos seguintes ajudou a cidade portuária egípcia a firmar-se como a mais cintilante capital da Antiguidade. Além da biblioteca, com seus 700.000 papiros que reuniam praticamente todo o conhecimento produzido até então, a cidade abrigava uma famosa escola filosófica. Foi ali que o matemático grego Euclides desenvolveu a geometria e Arquimedes formulou os princípios da física, entre outros avanços da ciência.

O novo complexo foi erguido às margens do Mediterrâneo, num local próximo àquele onde arqueólogos suspeitam que ficava a biblioteca original, destruída por um incêndio em 48 a.C. A idéia de recriá-la surgiu nos anos 70, mas só virou realidade depois que a Unesco, órgão cultural da ONU, e vários países europeus toparam arcar com os custos de construção, compra de acervo e manutenção. Um escritório norueguês de arquitetura ganhou a concorrência internacional com um projeto ousado. O resultado foi uma obra faraônica, que ocupa uma área de 85.000 metros quadrados. "O objetivo não é reproduzir as formas arquitetônicas da antiga biblioteca, das quais não há registros históricos, e sim recriar na Alexandria de hoje o mesmo ideal que a marcou em sua época áurea, um centrointernacional de pesquisa e conhecimento", disse a VEJA Richard Holmquist, da Unesco, coordenador do projeto. A obra se arrastou por sete anos e terminou no final do ano passado. Mas a inauguração oficial foi adiada para o próximo 23 de abril, Dia Mundial do Livro.

O complexo consiste num prédio principal de onze andares, quatro deles abaixo do nível do mar, erguido em forma de cilindro. Nele estão abrigados o acervo e o maior salão de leitura do mundo, que ocupa uma área de 20.000 metros quadrados em vários níveis com capacidade para atender até 2.000 pessoas. O teto é feito de vidro e alumínio. Visto de cima, lembra a forma de um microchip. O edifício tem uma inclinação de 16 graus, um recurso que dá leveza ao conjunto e ajuda a controlar a luz natural em seu interior por meio de um sistema retrátil de janelas. O reflexo da luz solar no teto inclinado incide no Mediterrâneo, lembrando outra pérola do passado – o Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo. Com 135 metros de altura, o farol foi construído em 280 a.C. e destruído por um terremoto em 1307. Em volta do prédio principal foi erguido um muro de granito de 6.300 metros quadrados no qual foram esculpidos exemplos de todos os tipos de escrita. O complexo inclui ainda planetário, museu da ciência, museu da caligrafia e um moderno laboratório de restauração.

O conjunto destoa da paisagem atual de Alexandria, uma metrópole de 5 milhões de habitantes repleta de favelas. A cidade fundada por Alexandre, o Grande começou a ganhar fama com a Bibliotheca Alexandrina, seu nome original, erguida nos jardins do Palácio Real. O objetivo dos Ptolomeu, a dinastia grega fundada por um dos generais de Alexandre, era fazer com que a cidade rivalizasse com Atenas, a principal cidade da Grécia antiga. Com o tempo e a fama acumulada pela biblioteca, aumentar seu acervo virou uma obsessão. Filiais em outros pontos da cidade foram abertas para abrigar o material, boa parte adquirida na marra – consta que muitos originais emprestados para ser copiados acabaram surrupiados.

O motivo de sua destruição ainda divide historiadores. A versão mais difundida diz que o responsável teria sido Júlio César. Ele a incendiou por engano quando repelia um ataque vindo do mar, durante a guerra contra Ptolomeu XIII, irmão e então inimigo de Cleópatra. O tesouro que sobrou foi reunido numa das filiais da biblioteca, Serápis, um templo pagão que acabou sendo destruído pelos cristãos em 391 d.C. A nova biblioteca ressurge com objetivos bem mais modestos. Ela tem estrutura para acolher cerca de 8 milhões de livros – o acervo da biblioteca do Congresso americano, a maior do mundo, possui mais que o dobro. Até agora, apenas 500.000 volumes foram adquiridos ou provenientes de museus – o mais antigo deles é um texto muçulmano com cerca de 1.000 anos. Um número de livros ainda pequeno, mas significativo para um país onde metade da população é analfabeta. 

fonte:<http://veja.abril.com.br/270202/p_068.html>;

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Cidade de Alexandria no século IV

Cidade de Alexandria no século IV | Projeto Alexandria | Scoop.it
Dalila Viana's insight:

Alexandria é uma cidade do Egipto; com uma população de cerca de 4,1 milhões de pessoas, é a segunda maior cidade, e o maior porto comercial do país, servindo 80% das importações e exportações da cidade. Além disso, é um grande ponto turístico.
Alexandria estende-se por 32 quilómetros na costa mediterrânica do centro-norte do Egipto. É o local onde fica a famosa Biblioteca de Alexandria e é um importante centro industrial por causa do gás natural da cidade e dos poços de petróleo no Suez, uma outra cidade egípcia. Alexandria também foi um grande ponto de encontro entre a Europa, a África e a Ásia, pois a cidade beneficiou na ligação entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.
Nos tempos antigos, Alexandria foi uma das cidades mais importantes do mundo. Foi fundada em torno de um pequeno "vilarejo" em 331 a.C. por Alexandre, o Grande. Permaneceu como capital do Egipto durante mil anos, até à conquista muçulmana do Egipto, quando a capital passou a ser Futsat que foi depois incorporada no Cairo.
Alexandria era conhecida pelo Farol de Alexandria (uma das sete maravilhas do mundo antigo), pela Biblioteca de Alexandria (a maior do mundo antigo) e pelas Catacumbas de Kom el Shoqafaw (uma das sete maravilhas do mundo medieval). A arqueologia marinha em Alexandria estava em curso no porto da cidade em 1994, e tem revelado detalhes de Alexandria antes da chegada de Alexandre, quando aí existia uma cidade chamada Rhakotis, no Período Ptolemaico.

Fonte:<http://narotadasagres.blogspot.com.br/2010/12/alexandria-egipto.html>;

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Filme A Biblioteca de Alexandria (em português)

Trecho do episódio 1 da série Cosmos de Carl Sagan. (A Biblioteca de Alexandria (em português) http://t.co/vzRAb7QutY)
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A Biblioteca de Alexandria no século IV

A Biblioteca de Alexandria no século IV | Projeto Alexandria | Scoop.it
Dalila Viana's insight:

A Biblioteca de Alexandria  foi durante muitos séculos, mais ou menos de 280 a.C. a 416, uma das maiores e mais importantes bibliotecas do Planeta. Este valoroso centro do conhecimento estava localizado na cidade de Alexandria, ao norte do Egito, a oeste do Rio Nilo, bem nas margens do Mediterrâneo.

 

Afirma-se que ela foi criada em princípios do século III a.C., em plena vigência do reinado de Ptolomeu II do Egito, logo depois de seu genitor ter se tornado famoso pela construção do Museum – o Templo das Musas -, junto ao qual se localizava a Biblioteca. Sua estruturação, a princípio, é geralmente creditada ao filósofo Demétrio de Falero, então exilado nesta região; muitos afirmam ser dele a concepção deste espaço cultural, depois de convencer o rei a transformar Alexandria em concorrente da glória cultural de Atenas.

Durante sete séculos esta Biblioteca abrigou o maior patrimônio cultural e científico de toda a Antiguidade. Ela não apenas continha um imenso acervo de papiros  e livros, mas também incentivava o espírito investigativo de cientistas e literatos, transmitindo à Humanidade uma herança cultural incalculável. Ao que tudo indica, ela conservou em sua estrutura interna mais de 400.000 rolos de papiro, mas esta cifra pode, em alguns momentos, ter atingido o patamar de um milhão de obras. Sua devastação foi realizada gradualmente, até ela ser definitivamente consumida pelo fogo em um incêndio de origem acidental, atribuído aos árabes durante toda a era medieval.

Há várias histórias sobre prováveis incêndios anteriores ao que destruiu completamente a Biblioteca de Alexandria. Uma delas narra que Júlio César, passando por Alexandria ao perseguir seu rival Pompeu, membro do Triunvirato integrado também por César e Crasso, não só foi presenteado com a cabeça de seu inimigo, mas também com o amor de Cleópatra, irmã de Ptolomeu XII. Envolvido pela paixão, ele se apossa do trono por meio da força, entrega-o à Rainha e aniquila todos os tutores do antigo rei, com exceção de um, que foge das garras de César. Determinado a não deixar sobreviventes, ele manda incendiar todos os navios, incluindo os seus, para que ele não pudesse escapar pelo mar. O fogo teria se ampliado e atingido uma fração da Biblioteca.

Esta ancestral Biblioteca tinha a missão de conservar e disseminar valores da cultura de Alexandria. Muitas das obras que circulavam em Atenas foram para lá envidas; em seu âmbito ela abrigava matemáticos como Euclides de Alexandria, além de famosos intelectuais e filósofos, célebres nomes do passado. Lá também foram elaboradas significativas obras sobre geometria, trigonometria e astronomia, e igualmente sobre idiomas, literatura e medicina. Nesta mesma instituição eram produzidos e comercializados papiros.

Afirma-se que os 72 sábios judeus que verteram as Sagradas Escrituras Hebraicas para o grego, produzindo assim a renomada Septuaginta, reuniram-se justamente na Biblioteca de Alexandria para realizar este intento. A própria Cleópatra era apaixonada por este espaço, sempre à procura de novas histórias, sozinha ou acompanhada por César, outro amante da cultura. Este centro irradiador foi, com certeza, o mais importante ponto de referência cultural e científico da Antiguidade.

Foi edificada recentemente uma nova Biblioteca, inaugurada em 2003 nos arredores da sua antecessora. Ela também tem a ambição de se tornar um dos maiores e mais importantes pólos culturais dos nossos tempos. Sua ala principal, batizada como Bibliotheca Alexandrina, soma-se a outros quatro conjuntos especializados, laboratórios, um planetário, um museu científico e outro caligráfico, além de uma sala para congressos e exposições.

Fontes
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/antiga/2002/10/31/002.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_de_Alexandria

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