Machismo no futebol. | Mulheres ainda enfrentam machismo velado no futebol | Scoop.it

Ana Paula Oliveira é um dos casos mais notórios da arbitragem feminina no Brasil. A assistente esteve presente em Olimpíadas, final de Copa do Brasil, oitavas de final da Libertadores, decisão de Campeonato Paulista, além de diversas partidas do Brasileirão. Bonita, rapidamente se tornou um símbolo da mulher na profissão. Não demorou e o convite para a Playboy apareceu. E foi aceito em 2007.

Foi quando começou o declínio de sua carreira, apesar de sempre negar isso. O machismo, porém, segundo a própria, vinha dos colegas de profissão. “Para uma árbitra mulher, naquela época, o mais difícil era aceitação do grupo. Os árbitros não viam a mulher como eles vêem hoje. Quando eu cheguei, era isso que se passava na cabeça dos colegas de trabalho: 'Se eu trabalhar com mulher, estou sendo rebaixado'”, contou.

Ao longo dos anos, ela relatou casos em que árbitros, dirigentes ou jogadores apontaram o fato de ela ser mulher para lhe dirigirem críticas. “Uma vez fui escalada para bandeirar um jogo decisivo da Série B, e o árbitro falou: ‘Realmente eu devo estar em fim de carreira e não tenho valor nenhum para a instituição, porque chamaram uma mulher para bandeirar para mim'.”

Para Ana Paula, lidar com as críticas de torcedores ou dirigentes nunca foi um problema. O que abalava era quando vinha das pessoas com quem ela trabalhava. “Depois começou a prevalecer o reconhecimento técnico. Teve treinadores que falaram no primeiro momento que não gostaram de mim e depois falavam: ‘Parabéns, você é muito boa’. Aos poucos fui ganhando o respeito.”

Ana Paula, que participou também da segunda edição do reality show A Fazenda, da Record, e tinha um programa de rádio na CBN Campinas antes disso, disse que o seu ensaio para a Playboy, aceito

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