|
Abordar a problemática da desigualdade ou, mais precisamente, da justiça económica requer partir de um critério distributivo contra o qual confrontar a distribuição realmente existente. Locke propôs uma teoria ou norma da "apropriação original" referida à distribuição dos recursos naturais, mas foi incapaz de resolver o problema da justiça intergeracional. Marx formulou uma "teoria do valor-trabalho" incapaz de explicar porque é que o emprego da própria actividade como trabalho, em vez do seu consumo como ócio, daria direito à apropriação do excedente, enquanto o uso da riqueza como capital em vez de seu consumo como renda, não. Rawls propõe uma teoria liberal da justiça, o "princípio de diferença", a qual admite as desigualdades desde que permitam melhorar a posição do mais desfavorecido. Neste artigo defende-se a pertinência dos três problemas, que concernem, respectivamente, à apropriação dos recursos naturais (e, por extensão, da riqueza herdada) e dos produtos do trabalho, e ao incentivo de contribuições extraordinárias. Mas propõe-se, também, a sua correcção: do primeiro, substituindo a apropriação original pelas "dotações iniciais" para dar lugar à igualdade entre gerações; do segundo, recorrendo a uma "norma do valor trabalho ampliada" que inclua a retribuição do capital; do terceiro, em fim, substituindo a sua acepção, sem mais, pela ideia de "repartir a diferença", isto é, de reduzir a recompensa pelas contribuições extraordinárias ao incentivo necessário para as mesmas.
Passou o tempo em que as finalidades individuais e colectivas da educação, desde a perspectiva do professor à perspectiva do aluno, eram claras e consensuais. Actualmente, a pluralidade de objectivos de todos os envolvidos na educação, a rápida sucessão de reformas institucionais, as vicissitudes das profissões, as crescentes exigências de liberdade e de experimentação, o incontornável multiculturalismo e a rápida globalização trazem um novo cenário, ao mesmo tempo atractivo e ameaçador, pleno de oportunidades, mas repleto de riscos. As alterações sociais avançam para além da mudança nas escolas, que se queixam das perturbações que as envolvem. Esta obra aborda os processos de mudança em que estão imersas as instituições escolares e a profissão docente.
Portugal, Ediçôes Pedago.
Atualmente, a mudança social ultrapassa o ritmo da mudança escolar; o valor do trabalho oscila na sociedade do conhecimento; família e escola não conseguem encontrar o caminho do diálogo; os critérios de igualdade e justiça estão mal acomodados na escola; as organizações escolares estrilam diante das turbulências do seu entorno; a profissão docente se debate em busca de uma identidade satisfatória. Esta obra de Fernández Enguita se propõe a examinar com distância, porém com profundidade, os processos de mudança em que estão imersas a instituição escolar e a profissão docente para, deste modo, restituir a ambas o papel ativo que já tiveram no desenvolvimento social.
Brasil, Portoalegre, ARTMED, 2004
Etnicidade e escola: O caso dos ciganos
Educação, Sociedade & Culturas, 6, 1996 http://www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc/ESC6/6-1-enguita.pdf Este texto baseia-se numa comunicaçâo apresentada no II Congresso Internacional de Didáctica: Volver a Pensar la Educación. A investigaçâo em que se baseia realizou-se em 1992-94 e foi financiada pelo Ministério da Educafao e Ciencia, Centro de Investigaçâo, Documentafao e Avaliaçao (CIDE). O texto aborda a pertinencia das funçôes sociais mais gerais da escola no caso dos ciganos. Depois debru ~a-se sobre alguns aspectos relevantes da dinamica mais recente do conflito étnico e, por último, a situaçâo actual. Conclui-se que a forma específica da escolarizaçâo do povo cigano deve surgir de uma negociaçâo entre eles próprios e as outras etnias da sociedade.
|
"Partindo da premissa de que a oferta do Ensino Médio apresenta dilemas que demandam pronta intervenção, a Secretaria Estadual da Educação promoveu um Workshop sobre este nível de ensino em Rede Pública. Contando com a presença de especialistas internacionais, nacionais e dos quadros da SEE, o objetivo do encontro foi detectar problemas e tendências, bem como pensar soluções viáveis para adequar o Ensino Médio à realidade econômica, social e tecnológica do momento, renovando e aperfeiçoando a qualidade da educação oferecida aos jovens.
Encontro do Ensino Profissional: qualificar para os novos desafios do emprego, que decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, no dia 1 de Fevereiro...
Encontro do Ensino Profissional: qualificar para os novos desafios do emprego, que decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, no dia 1 de Fevereiro...
Encontro do Ensino Profissional: qualificar para os novos desafios do emprego, que decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, no dia 1 de Fevereiro...
|
