Formação de atletas
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Formação de atletas
O processo de profissionalização e treinamento de atletas na visão das ciências do esporte
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Clubes acusam São Paulo de 'roubo' de atletas de base e armam boicote

Clubes acusam São Paulo de 'roubo' de atletas de base e armam boicote | Formação de atletas | Scoop.it

Um grupo formado pela maioria dos grandes clubes brasileiros prepara boicote ao São Paulo sob a alegação de que o Tricolor tem sido antiético ao aliciar seus jogadores de base. O cordão dos descontentes reúne, entre outros, Flamengo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Atlético-MG, Ponte Preta, Coritiba, Goiás e Cruzeiro. Todos eles se negarão a participar de competições de base em que o time do Morumbi estiver presente. A informação foi publicada inicialmente pelo site Espn.com.br.

 

O GLOBOESPORTE.COM conversou com dirigentes da maioria dos clubes citados e todos confirmam o boicote, que começará na Copa 2 de julho de Futebol sub-17, disputada entre os dias 1º e 14 de julho, na Bahia, com 48 equipes do Brasil e do exterior, além da seleção brasileira sub-17.

Carlos Brazil, diretor das divisões de base do Flamengo, lidera uma associação criada para tratar do assunto e é bastante duro: fala em “roubo” de jogadores por parte do Tricolor. Além dele, o grupo é composto por Marcos Biasotto, que também trabalha no Flamengo, André Figueiredo, do Atlético-MG, João Paulo, do Vitória, e René Simões, do Vasco. Bruno Costa, da CBF, acompanha o caso.

 

- A maior parte dos times não vai participar (da Copa 2 de julho). Temos de esperar uma solução do São Paulo, saber o que eles vão fazer em relação a esse roubo - afirma. Brazil diz que a ideia é que o boicote ocorra também na Taça BH de Futebol Júnior, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro sub-20. Nesse caso, os presidentes dos clubes precisam se posicionar, pois são as competições mais importantes da categoria e envolvem direitos de transmissão.

 

O dirigente flamenguista conta que tem recebido reclamações quase diárias de clubes insatisfeitos com as práticas são-paulinas.

- Cruzeiro, Corinthians, Grêmio Prudente e Ponte Preta citam nomes dos jogadores que já foram aliciados. Outros clubes reclamam que o São Paulo está em cima. É o caso do Goiás. O Cruzeiro disse que o São Paulo pegou cinco meninos de lá. Eles têm Cotia, uma estrutura que ninguém tem, maravilhosa, mas e quando todo mundo tiver? Como vai ser? Existe um código de ética que a gente espera que tenha vindo para ficar - diz.

 

Brazil diz que a associação não é contra o garoto querer trocar de clube. O que ele cobra é uma indenização. - Quando se interessar por um jogador do outro, vai lá e faz negócio. Não tem de sair pegando. O que nós queremos é que os clubes entrem num acordo para que ninguém saia prejudicado. Você faz um investimento num atleta da base e tem de ser ressarcido – defende.

 

Outro lado

O diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, que também administra a base tricolor, desconhece o movimento e as acusações.- Eu estranho isso. O São Paulo nunca foi convivado para essas reuniões.

 

Nos bastidores do Morumbi, há entre os dirigentes tricolores a convicção de que René Simões, demitido em novembro do ano passado do cargo de coordenador da base tricolor, é quem está instigando os clubes a boicotarem o São Paulo.

 

 

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Minotouro: 'Ensinar não é o nosso futuro, já é o presente'

Minotouro: 'Ensinar não é o nosso futuro, já é o presente' | Formação de atletas | Scoop.it

Lendas do MMA desde os anos 1990, quando o esporte ainda conhecido como vale-tudo tinha um ar de marginal e era levado a sério apenas num gueto, os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro Nogueira abrem um enorme sorriso de satisfação ao falar sobre o cenário atual, em que são referência de um esporte que vê o número de fãs aumentar a cada dia. 

 

 E, claro, aproveitam para lucrar com a onda: nesta semana, foi aberta em São Paulo a primeira academia da cidade com a grife dos irmãos, a Team Nogueira, na zona sul da cidade.  É uma franquia, na qual entram com o nome e o know-how, dando todas as dicas e acompanhando de perto a formação de novos atletas de artes marciais mistas - ou, simplesmente, ensinando os frequentadores a melhorar a condição física e mental usando conceitos das artes marciais. 

 

Aos 36 anos, já seria natural que os irmãos começassem a pensar em aposentadoria, mas ambos têm lutas marcadas para junho pelo UFC e ainda sonham com o cinturão em suas categorias - Rogério compete entre os pesados, cujo atual campeão é Cain Velasquez, e Rodrigo entre os meio-pesados, hoje dominado por Jon Jones.  

 

As academias são o caminho natural, confirma Minotouro: "Não é nosso futuro, é nosso presente. Até poucos anos só éramos reconhecidos por pessoas que viam lutas pela internet, e hoje podemos mostrar nosso trabalho. É uma felicidade ver como tudo mudou, o crescimento do MMA no Brasil. E isso dá motivação não só para treinar, mas também ensinar e passar esse legado para a frente." Seu irmão vai na mesma trilha: "Fico muito feliz de ver a academia porque é um trabalho de anos que fazemos. Dou aula desde os 16 anos, e é muito legal pode ensinar." 

 

No comando de uma equipe com mais de 80 atletas, os dois admitem que boa parte do tempo hoje é passada fora dos tatames e octógonos - o que não os impede de treinar forte. Minotouro vai lutar no dia 15 de junho contra Maurício Shogun, em Winnipeg, no Canadá. Ele vem de vitórias consecutivas sobre os americanos Tito Ortiz e Rashad Evans, ocupa a quinta posição no ranking dos meio-pesados e admite que a luta tem gosto de revanche - perdeu num combate histórico para Shogun em 2005, no Japão, pelo extinto Pride. 

 

 "Sonho com essa luta há muito tempo, tinha pedido essa oportunidade ao Dana White (presidente do UFC) no ano passado. Temos muitos compromissos, mas quando é hora de treinar, treino para valer." E ainda promete aparecer na academia.  "Temos o compromisso de acompanhar, especialmente o núcleo de formação de novos atletas. Tem muita gente talentosa em São Paulo. Temos orgulho de ter ajudado a formar grandes atletas, como o Anderson Silva, e sabemos que podemos fazer um bom trabalho." 

 

Minotauro vai aparecer com frequência na TV nos próximos meses, como técnico de um dos times do TUF Brasil 2, o reality show que busca lutadores e começa a ser transmitido pela TV Globo neste domingo. No encerramento do programa, em 8 de junho, lutará em Fortaleza contra Fabrício Werdum, o técnico da outra equipe, e hoje segundo do ranking dos pesados, atrás apenas do campeão Velasquez e do ex-campeão Junior Cigano dos Santos.  Rodrigo é o sétimo colocado na lista, e está de olho no cinturão.

 

Ele já lutou contra Werdum em 2006, também pelo Pride, e venceu. Ele só avisa que não vai lutar contra Cigano, um de seus pupilos. "Isso é certo. Quero o cinturão e ele também, mas vamos buscar isso por caminhos diferentes. Contra o Cigano eu não luto."

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Doping de dupla gremista liga alerta e coloca base em crise

Doping de dupla gremista liga alerta e coloca base em crise | Formação de atletas | Scoop.it

Foi divulgado pela CBF na última quinta-feira. Os jogadores Mateus de Oliveira Silva e Felipe de Figueiredo Ferreira, da equipe júnior do Grêmio, testaram positivo no exame antidoping realizado na partida contra o Vitória, em 28 de novembro, pelas quartas de final da Copa do Brasil Sub-20. Dois jogadores sorteados, dois testes positivos e a mesma substância: methylhexaneamine, o que é considerado estimulante pelo Controle de Antidopagem da CBF. O caso abriu uma ferida grande na base do Grêmio. Até a partida com o Vitória, não haviam sido realizados exames antidoping na Copa do Brasil Sub-20. Segundo contado por membros da base do Grêmio ao Terra, o preparador físico Diego Mello entregou medicamentos a todos os atletas antes da partida e justificou que haviam sido receitados pela nutricionista. Mateus, Felipe e possivelmente todos os outros ingeriram o que foi recomendado. O sorteio da CBF apontou para ambos, mas a direção do clube já tem ciência de que a equipe toda foi a campo provavelmente dopada. Quando a comissão técnica foi avisada de que seria realizado o exame antidoping no jogo contra o Vitória, Diego Mello teria ficado desesperado, segundo os relatos ouvidos pelo Terra. Recomendou aos jogadores que ingerissem muita água e urinassem, o que poderia dispersar as substâncias proibidas pela CBF. Sem sucesso. No último fim de semana, o presidente Fábio Koff determinou que apenas Celso Rodrigues, diretor jurídico do Grêmio, poderia falar sobre o caso. Todos os demais foram proibidos. Na próxima terça, a direção gremista irá protocolar sua defesa em tribunal. Mateus Oliveira e Felipe estão preventivamente suspensos por 30 dias e já deixaram a concentração do clube em Prudente, na Copa São Paulo. Oliveira (não confundir com Matheus Biteco) era titular. Apesar do tom de otimismo, o Grêmio teme uma punição mais severa, já que as coincidências (dois jogadores, no mesmo jogo e com a mesma substância) apontam para algum tipo de culpa do clube no caso. “Pelo que conheço, nem o Grêmio e nem os atletas serão punidos”, opinou Celso Rodrigues. O clube não autorizou Diego Mello a dar entrevistas.

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São José inaugura no sábado moderno Centro da Juventude

São José inaugura no sábado moderno Centro da Juventude | Formação de atletas | Scoop.it

A Prefeitura de São José dos Campos inaugura no próximo sábado, dia 24, o Centro da Juventude “Fuad Cury” (Rua Aurora Pinto da Cunha, 131), no Jardim América, região sul da cidade.
O evento será das 16h às 19h, com a presença de autoridades e representantes de toda a sociedade. Durante a inauguração será realizada a última edição da Ação Juventude de 2012.


Além das atividades esportivas, culturais, educacionais, empreendedoras e recreativas, a Ação Juventude terá, mais uma vez, apresentações musicais e grande show de encerramento com as bandas Eccus e a Banda Voltz, com o melhor do rock.
Participam da ação entidades sociais e secretarias municipais com oficinas, workshops, orientação nutricional, aferição de pressão arterial e outros serviços à comunidade.


O Centro da Juventude é um projeto da Prefeitura de São José dos Campos e devido ao seu conceito de trabalho intersecretarias e ainda por sua área (35 mil metros quadrados) é considerado o maior centro especializado na América Latina, com instalações e projetos que o tornaram referência no segmento.


O complexo tem salas de informática, espaços de leitura e lazer, pista de caminhada e skate, quadra poliesportiva e de vôlei de areia, cozinha experimental e outros espaços destinados ao atendimento do jovem. Serão oferecidos cursos de dança, teatro, música e consultórios de hebiatra e ginecologista, além de muitos outros serviços.

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Natação | Psicologia no Esporte

Natação | Psicologia no Esporte | Formação de atletas | Scoop.it

Para o psicólogo que trabalha com jovens atletas da natação é fundamental saber que por ser um esporte individual o atleta sofre muita pressão para alcançar seus tempos e metas. As rotinas de treino são intensas até para as categorias mais jovens. Apesar de longos treinos, na competição em si, muitas vezes as provas duram poucos minutos, algumas até mesmo segundos. Por isso, ser “forte mentalmente” é o objetivo de todo nadador e a diretriz de nosso trabalho.

 

A natação é um esporte que se difere dos demais, pois a partir do momento que o atleta entra na piscina, a comunicação com seu treinador fica limitada. O que já se torna uma variável que nós psicólogos do esporte não devemos descartar ao trabalhar com essa modalidade. A audição do nadador fica comprometida por estar debaixo d’água, dessa forma perde-se os feedbacks do técnico. Além disso, o tempo de descanso entre uma série e outra durante o treinamento, pode variar de 10 a 60 segundos. Esse é o único momento que o atleta consegue ouvir as instruções, trocar informações e socializar com seus companheiros de equipe.

 

O nadador muitas vezes é um atleta solitário. É comum o atleta de natação manter maior atividade mental enquanto nada, fruto de pensamentos e monólogos internos. Toda essa dinâmica de treino, traz poucas oportunidades de relacionamento com o resto do time. O trabalho do psicólogo pode ser voltado para atividades em grupo, envolvendo todos os atletas da equipe, para que com isso eles tenham mais tempo para se relacionar e se conhecer, dessa forma cria-se um clima positivo que trabalha a identificação, a identidade, a sensibilização e a percepção do outro.

 

O curioso de atuar com a natação e com a Psicologia do Esporte é a possibilidade de trabalhar tanto com o atleta individualmente, quanto com o grupo de atletas que dividem o mesmo espaço nas piscinas. Apesar da natação ser um esporte individual, os treinos são realizados geralmente em grupo, não podemos deixar de lado esses aspectos. O clima que é construído durante os treinos pode favorecer nos dias de competição. O atleta se sente pertencente a um grupo, ao qual ele está acostumado a treinar, mesmo que não seja a equipe que ele irá representar numa competição. Isso ajuda a favorecer a confiança nos companheiros, em si mesmo, e no trabalho que foi desenvolvido durante a temporada.

 

É importante trabalhar com a dessensibilização de todas as variáveis que interferem no desempenho dos nadadores. Ajudar no processo de “dominar” e controlar suas emoções, os atletas aprendem a discriminar e reconhecer seus comportamentos encobertos (pensamentos, sensações, sentimentos etc). Esse processo se inicia desde o cotidiano dos treinos até a hora que eles chegam aos locais das competições. Desde quando vão se posicionar ao balizamento, quando estão em cima do bloco momentos antes de saltar na piscina e também após o final da prova. Aprendendo a como se comportar nessas etapas os atletas se sentem mais confiantes, e consequentemente estarão mais concentrados e focados para alcançar suas metas.

 

Uma ferramenta que utilizo é o biofeedback, muitos ainda não conhecem esse instrumento. Trata-se de uma aparelho que mede padrões psicofisiológicos captada através de eletrodos os batimentos cardíacos e a condutividade da pele, ou seja, a resposta do organismo a situações diversas. É uma ferramenta eficaz para o controle dos comportamentos encobertos, por exemplo, causadores de estresse e ansiedade. O Biofeedback auxilia no trabalho terapêutico, pois mostra tanto ao psicólogo como também ao atleta em tempo real seu estado fisiológico. Por ser um instrumento que fornece reforço auditivo e visual, com softwares pré-instalados no computador, o atleta consegue perceber quando e onde seus comportamentos interferem no controle de suas emoções, ajuda-o a discriminar e reconhecer as sensações fisiológicas durante a sessão da aplicação. O nadador é colocado em situações causadoras de ansiedade que a partir deles treinará o autocontrole em conjunto com técnicas de respiração. O atleta concentrado fica mais motivado e consequentemente menos ansioso. Outra eficácia dessa ferramenta é o treino de foco e atenção, para tal ele necessita ‘evitar pensamentos’, contudo, precisará utilizar de respiração diafragmática e estará atento nessa tarefa e em suas sensações fisiológicas. Entretanto, quanto mais coerente o batimento cardíaco for com a respiração menos ansioso ele estará, consequentemente mais equilibrado para uma boa performance durante os treinos, nas situações pré-competitivas e principalmente durante a competição.

 

É muito importante para os atletas saber utilizar dos recursos disponíveis pela psicologia do esporte a seu favor, fazendo com que os mesmos possam ser um diferencial em sua carreira.

 

***

* Magda Martinez: psicóloga formada pela Universidade Católica de Santos, atualmente cursa a Especialização em Psicologia do Esporte e Atividade Física pelo Núcleo Paradigma em S. Paulo. Trabalha na Target Sports One, que comporta o Centro de Treinamento Internacional de Natação, onde conta com 17 atletas, de 12 a 22 anos.

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Psicologia do Esporte com a prof. Dra. Regina Brandão

Psicologia do Esporte com a prof. Dra. Regina Brandão | Formação de atletas | Scoop.it
“A Psicologia do Esporte não é auto-ajuda, com palestrinhas antes dos jogos”
Marcelo Assad


Com a evolução da Psicologia no Esporte, problemas antes considerados folclóricos afloraram dentro do futebol. Um deles é a depressão dos jogadores, proveniente em geral da pressão exercida sobre eles, que geralmente chegam à profissão sem o preparo para enfrentar o desgaste emocional.

 

Em entrevista à Cidade do Futebol, a psicóloga Regina Brandão ressalta que esse tipo de depressão merece atenção e pode ser controlada. Entre outros trabalhos, ela atuou com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002 e com a seleção portuguesa na Eurocopa de 2004, ambas sob o comando dó técnico Luiz Felipe Scolari. Além de trabalhar com atletas de outras modalidades, a psicóloga, com pós-graduação em Havana, leciona no curso de Educação Física e no programa de mestrado em Educação Física da Universidade São Judas Tadeu.

 

Cidade do Futebol - O que significou a Copa do Mundo de 2002 para o trabalho de psicologia no futebol?
Regina Brandão – A Copa de 2002 resgatou a Psicologia do Esporte científica, não aquela voltada para a auto-ajuda. Neste sentido diria que foi um marco.

 

Cidade do Futebol - Com a vitória do Brasil na Copa das Confederações, por exemplo, há o risco de a equipe encampar o “já ganhou” para a Copa do Mundo de 2006. Como a psicologia lida com isto no futebol?
Regina Brandão - É uma das piores situações dentro do futebol e dos esportes em geral. É terrível quando o grupo – ou o jogador – se acomoda achando que garantiu a superioridade sobre os rivais, que poderá vencer a qualquer momento sem o esforço necessário. Sempre que isso acontece o resultado está destinado ao fracasso. Digo para que os jogadores fiquem felizes com a vitória, brinquem, comemorem, mas até a noite. Amanhã é outro dia, e todo o trabalho deve recomeçar. A comemoração tem de ser limitada, para que não se perca o foco da competição em geral, pois não se ganha nada até que ela termine. Nem de véspera. Temos exemplos incontáveis de equipes que se sentiram vencedoras antes ou durante uma competição e se deram mal. Na Copa do Mundo de 2002, isso aconteceu com as seleções da França, da Inglaterra, da Argentina.

 

Cidade do Futebol - Qual a diferença do trabalho na Psicologia do Esporte em relação ao paciente de consultório?
Regina Brandão - Em relação ao esporte, o trabalho tem realidades e objetivos diferentes do que é feito no dia-a-dia do consultório. Mas as estratégias são as mesmas. O produto e o resultado visados é que diferem. Para atletas, a técnica utilizada atua em aspectos psicológicos, visando o rendimento em campo ou na quadra. Há um trabalho para lidar com a pressão, a expectativa, a cobrança por resultados. Tudo isso pode levar a distúrbios emocionais que prejudicam a performance. Já no consultório, em vez de visar a performance, o trabalho é para que o paciente encontre o equilíbrio para viver as emoções do dia-a-dia.

 

Cidade do Futebol - Há uma preocupação em lidar com os problemas pessoais dos atletas?
Regina Brandão – Esta preocupação existe. Apesar dos objetivos serem diferentes, não dá para separar o esporte do homem. Quando os problemas pessoais são melhorados, o desempenho também tende a ser melhor.

 

Cidade do Futebol – A depressão é freqüente entre os atletas?
Regina Brandão – Temos trabalhado com atletas que têm depressão por causa da pressão e da expectativa. Isso gera um desgaste emocional e tem acontecido com cerca de 30% deles. Não se trata da depressão patológica, mas de uma depressão reativa a diferentes situações, a reveses em campo, a frustrações esportivas. Acontece em geral com atletas de equipes que vão mal nos campeonatos. O Atlético-PR, por exemplo, não consegue sair das últimas colocações no Campeonato Brasileiro. Seus atletas poderiam estar passando por isso. O que atenua é o fato de estarem na final da Copa Libertadores.

 

Cidade do Futebol - Não é algo saudável adquirir depressão por causa de pressões, de forma artificial, ainda mais no esporte…
Regina Brandão - Na grande maioria dos casos, não é uma depressão que necessite de medicamentos, que não possa ser resolvida com as técnicas que temos. Destes 30%, entre 1% e 2% apenas precisam de medicamentos. Foram os casos do Pedrinho (do Palmeiras) e do Robert (ex-Santos, Corinthians e Grêmio). Hoje, porém, a farmacologia da psiquiatria está desenvolvida e esses medicamentos não provocam aumento de peso, nem atrapalham o desempenho nos treinos.

 

Cidade do Futebol - Neste caso, como os treinadores, sem um psicólogo, podem detectar e atenuar sintomas de depressão?
Regina Brandão - Essa é uma função específica, que não depende do treinador. Não cabe a ele resolver esses problemas. Há uma visão errada dentro do futebol. Muitas vezes o treinador declara que irá fazer um trabalho psicológico dentro do grupo. Então reúne os jogadores no meio do campo e fala por uma hora. Isso não é trabalho psicológico. Muitos treinadores não entendem que trabalho psicológico exige técnicas específicas, profundas, científicas. No caso dos que têm conhecimento da área, a função de técnico não permite uma atuação plena. Eu, por exemplo, tenho conhecimento de técnicas de treinamento, acompanhei grupos, entendo do esporte, mas não vou aplicar um treinamento. Isso é função do treinador.

 

Cidade do Futebol - Como a mentalização influencia positivamente no rendimento?
Regina Brandão - Existem na literatura internacional mais de três mil artigos que mostram a importância da mentalização. Os resultados são impressionantes. Há até casos de atletas lesionados, que estão imobilizados e realizam um trabalho de mentalização. Quando retornam a perda da técnica é menor. O corpo não sabe se o movimento está ocorrendo de fato quando há um comando do cérebro. Eletrodos colocados nos músculos mostram que esses também trabalham com a mentalização do movimento. A mentalização, para a reabilitação psicológica de lesões, é ótima. É curativa. É também importante para mudar fundamentos técnicos, táticos, como o saque no tênis. E também deve ser usada para a adaptação a diferentes situações que o jogador vai encarar, visualizando o estádio lotado, situações de pressão. Dentro deste trabalho de mentalização, há técnicas de respiração e relaxamento que funcionam.

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Os esportes coletivos na Educação Física Escolar

Os esportes coletivos na Educação Física Escolar | Formação de atletas | Scoop.it

Se bem planejadas, as aulas com esportes coletivos ajudam a ensinar conceitos importantes, como técnicas de modalidades variadas, sua história e a importância do trabalho em equipe. Além disso, garantem as condições para que todos os alunos tenham acesso ao esporte e, ao praticá-lo, desenvolvam suas competências técnicas e táticas, como também a habilidade de se relacionar em jogos coletivos e de solucionar situações-problema gradativamente mais complexas. Para ajudá-lo, NOVA ESCOLA reuniu as principais dúvidas sobre o trabalho com modalidades coletivas, respondidas a seguir.

 

1. Há idades mais adequadas para introduzir as diferentes modalidades de esporte?

 

Não. Todas podem ser trabalhadas com crianças de diferentes faixas etárias, mas é importante fazer adaptações com relação ao esporte oficial. Nas aulas do professor de Educação Física Caio de Campos Busca na EMEB Marina Pires de Araujo, em Itatiba, a 80 quilômetros de São Paulo, a turma do 2º ano usa a rede de vôlei num tamanho compatível com a sua altura e bolas grandes e macias (leia o quadro abaixo). É fundamental garantir que todos conheçam os gestos associados a cada esporte. "É preciso dar condições para que todos avancem em seu tempo", explica Alexandre Arena, do Instituto Esporte e Educação, em São Paulo.

 

2. O que é essencial ensinar às crianças?


Técnicas, conceitos de saúde e história do esporte. Dentro desses temas, observe o que é mais importante para a turma."Em uma classe com conflitos, deve-se fazer atividades que gerem reflexão sobre o respeito ao adversário", diz Adriano José Rossetto Jr., professor da Universidade Gama Filho (UGF), no Rio de Janeiro.

 

3. Campeonatos devem ser organizados?

 

Sim, pois ajudam a trabalhar conceitos como análise tática e trabalho em equipe. Mas nelas deve haver atividades de que todos possam participar, ainda que isso exija adaptações. "Se só existe lugar para as equipes de alto nível em uma competição, então excluiremos a maioria das crianças", afirma Rossetto.

 

4. Deve-se propor clínicas de aperfeiçoamento?


Depende dos objetivos. Elas farão sentido se forem uma forma de contribuir para que os alunos se aprimorem nos fundamentos de cada prática. O que não vale é direcionar as aulas para o aperfeiçoamento dos naturalmente mais habilidosos. Para eles, a escola deve criar oportunidades no contraturno.

 

5. Qual é a melhor forma de montar as equipes?

 

A organização deles deve ser feita de acordo com seus objetivos, mas sempre garantindo grupos heterogêneos: estudantes de diferentes portes físicos, mais e menos habilidosos, meninas e meninos. É essencial que todos vivenciem cada um dos papéis no coletivo para que treinem diversas habilidades. No jogo de futebol, é um erro destacar as meninas sempre para as posições de defesa. "Elas podem defender no primeiro tempo, enquanto os meninos atacam. Porém, no segundo tempo, a situação se inverte", lembra Marcelo Jabu, coautor dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Educação Física. O único cuidado é não delegar essa tarefa às crianças. Elas vão se unir por afinidades e os objetivos da atividade não serão garantidos.

 

6. Qual deve ser o papel do professor durante um jogo?

 

É importante observar a partida para avaliar constantemente as atividades desenvolvidas pelos alunos. "Ele deve perceber se a atividade está adequada e se mantém os alunos motivados", diz Rossetto (leia a sequência didática). Também é papel do docente esclarecer regras e mediar conflitos. A função de árbitro, nos jogos, pode ser delegada aos alunos. "Assim, eles refletem sobre a importância de tomar decisões se baseando em regras preestabelecidas e respeitá-las", completa Jabu.

7. Como estudar a fisiologia do esporte na aula?
Os alunos podem identificar as capacidades físicas mais exigidas, como força, resistência, flexibilidade, ritmo, coordenação e velocidade, e que interferem diretamente na realização de determinados movimentos. Por exemplo, ao jogar futebol, as crianças podem ser questionadas sobre o que é necessário para que se saiam cada vez melhor. Nas respostas, a questão da força e da velocidade aparecerá. Você deve levantar essas capacidades com a turma e depois ajudar a construir os conceitos associados a elas.

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Psicologia do Esporte e do Exercício: Relatos de alguns Atletas sobre sua Preparação Psicológica!

Psicologia do Esporte e do Exercício: Relatos de alguns Atletas sobre sua Preparação Psicológica! | Formação de atletas | Scoop.it

“O banho da tarde é sempre mais longo, 22 minutos, mais ou menos, e não é para me acordar nem me limpar. O objetivo do banho da tarde é me injetar ânimo, me dar instruções. É nessa hora que começo a dizer coisas, de vez em quando maluquices, repetindo diversas vezes, até acabar acreditando. Durante minha carreira, venci 869 jogos, fiquei em 5º. lugar na lista dos melhores tenistas de todos os tempos, e muitas dessas partidas foram ganhas durante a ducha vespertina. Com a água fazendo barulho nos meus ouvidos (um ruído que lembra o som produzido por 20 mil fãs), lembro de algumas vitórias especiais. Não vitórias que ficaram na memória dos fãs, mas sim as que ainda me fazem acordar no meio da noite. Squillari, em Paris, Blake em Nova York, Pete, na Austrália. Depois me lembro de algumas derrotas. Sacudo a cabeça de frustração. Digo a mim mesmo que a partida de hoje a noite será uma espécie de exame o qual me preparei por 29 anos. Seja o que for, já passei por isso pelo menos uma vez na vida. Se for uma prova de resistência física ou psíquica, não será nada de novo.”ANDRÉ AGASSI

 

“Sinto-me aliviado...tem sido o ano mais estressante que já tive (ano que conquistou seu 10º. título mundial, aos 38 anos). As pessoas dizem que na minha idade, eu não deveria estar fazendo isto. E todos os novatos estão melhorando, então é um desafio você acreditar em si mesmo e não no que as outras pessoas falam. Não é uma onda, não é uma manobra, não é um evento. É uma coisa de um ano inteiro. Mas eu sei como focar, de modo que deu tudo certo e estou muito aliviado. A onda que me possibilitou essa conquista foi a primeira nas quartas de final contra Adriano de Souza, embora não tenha obtido um 10, esse foi o estímulo que eu precisava para vencer o título, e após esta primeira onda senti uma sensação de alívio. Eu ainda tinha que vencer a bateria, mas estava muito relaxado e sentia que tudo começava a fluir em meu caminho.” KELLY SLATER

 

“A preparação de dois anos nos EUA foi fundamental para o meu crescimento. Além da técnica, aprendi demais no psicológico, ou seja, formar uma cabeça mais vencedora. Este é ponto. Lidar com a pressão e conseguir algo mais com a cabeça forte.” THIAGO PEREIRA (medalha de prata na natação em Londres) “Treinei bastante minha série, mas o principal foi treinar o psicológico, que é o que na hora pega. Quando você vê o publico, acaba se sentindo um pouco nervoso.” ARTHUR ZANETTI (medalha de ouro na ginástica/argolas em Londres).

 

Esses atletas campeões incluíram, paralelamente, ao seu treinamento físico, o seu treinamento psicológico, buscaram trabalhar a mente e as emoções, melhorar nesse aspecto, interferindo significativamente no seu treino diário e nas competições.

 

Os fatores psicológicos relacionam-se entre si, a motivação, por exemplo, tem relação com a autoconfiança, com o estabelecimento de objetivos e com a percepção: da capacidade de atingir o resultado esperado, da crença da eficácia de um treino e do valor do esforço. É essencial quando avaliamos o potencial de um atleta, conhecer o que ele quer com seu comportamento esportivo (objetivo) e o como ele vai fazer para atingí-lo. Verificar sobre o que realmente o ajuda e o que o atrapalha no caminho em direção à sua realização esportiva. Levar em consideração as suas realizações passadas, tudo o que ele já superou e atingiu durante a sua carreira. Agregando todos esses aspectos podemos contribuir de forma expressiva para a melhoria contínua do desportista.

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Ciclo Olímpico traz reflexões sobre a Educação Física

Ciclo Olímpico traz reflexões sobre a Educação Física | Formação de atletas | Scoop.it

Com o fim das Olimpíadas de Londres, iniciou-se o Ciclo Olímpico Brasileiro e as discussões acerca dos investimentos financeiros necessários para aumentar o número de medalhistas no Brasil para a Rio 2016. A forma como se dará esses investimentos ainda gera controvérsias, mas é ponto pacífico que esses esforços devem passar, necessariamente, pela base da formação de atletas: o esporte escolar.

 

"A Educação Física Escolar não visa apenas à prática esportiva, pois ela deve ser uma disciplina inclusiva, para todos", alerta o presidente do Conselho Federal de Educação Física (Confef), Jorge Steinhilber. "Mas, se tivermos instalações esportivas nas escolas, é possível implementar projetos de atividades esportivas no contraturno escolar, para que possam surgir diversos talentos que hoje estão escondidos pela falta de oportunidade",completa.

No entanto, de acordo com o presidente do Confef, a formação de atletas de alto rendimento não deve ser o único e principal legado de um investimento maior no esporte escolar. O estímulo às atividades físicas orientadas desde a mais tenra idade trará inúmeros benefícios a longo prazo, reduzindo índices de sedentarismo e obesidade na população brasileira. "Os megaeventos esportivos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, podem servir como ferramentas de popularização da prática esportiva, garantindo um futuro mais saudável ao nosso país", finaliza Steinhilber.

 

Campanha

Este ano, a campanha do Confef para celebrar o Dia do Profissional de Educação Física mostra como faz bem a todos a prática regular de exercícios. O mote da campanha ressalta como a orientação de um profissional de Educação Física pode trazer às pessoas mais saúde, bem-estar e qualidade de vida para enfrentar os desafios do dia a dia.

 

O Brasil conta hoje com 280 mil profissionais de Educação Física, que trabalham em escolas, academias, clubes, quadras esportivas, clínicas e núcleos de atenção primária do Sistema Único de Saúde.

No Rio Grande do Norte, professores da rede estadual de ensino são orientados e supervisionados pela Codesp - Coordenadoria de Desporto, órgão da Secretaria Estadual de Educação. Já na rede municipal de ensino de Natal, os professores da modalidade são vinculados a Secretaria Municipal de Educação e Cultura. A principal atividade do conjunto de professores da disciplina são os Jogos Escolares do RN realizado durante o ano letivo e conclusão em outubro.

 

Ontem, na Assembleia Legislativa, estava prevista realização de uma sessão especial para comemoração dos 10 anos de fundação do Conselho Regional de Educação Física da 10ª Região - Rio Grande do Norte e Paraíba.

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Tribo Masai: a origem humilde do campeão queniano David Rudisha

Tribo Masai: a origem humilde do campeão queniano David Rudisha | Formação de atletas | Scoop.it

Estreante nas Olimpíadas, o queniano David Rudisha honrou a tradição de seu país nas provas de atletismo dos Jogos de Londres ao conquistar o ouro e quebrar o recorde mundial dos 800m rasos (1m40s91). A festa no imponente Estádio Olímpico da capital inglesa, uma das mais ricas do mundo, contrastou, porém, com a realidade vivida pelo velocista durante a maior parte de sua vida. Um dos quase 1 milhão de integrantes da etnia africana dos Masai, Rudisha aprendeu a correr em meio às constantes viagens de sua tribo, cuidando de animais e plantações nas selvagens pradarias do Quênia.

 

- Rudisha costumava cuidar do gado e das cabras, por isso começou a correr e descobriu o talento - afirma John Mpaake, líder do grupo onde nasceu Rudisha, em entrevista ao "SporTV News".

 

Os masai são seminômades e habitam a porção oriental da África, principalmente entre o Quênia e a Tanzânia. Considerados parte de uma cultura em extinção, moram sob casas feitas de barro, esterco e madeira. Privados das facilidades do mundo contemporâneo, como a eletricidade, usam o fogo para cozinhar e se proteger do frio.

 

- Nosso menino cresceu em uma tribo se alimentando de carne fresca e tirando leite dos animais. Usamos pele em nossas cabanas e vendemos o resto na cidade - explica Mpaake.

 

Uma simples câmera de televisão é capaz de deixar as crianças da tribo local impressionadas. Entre os adultos, as atividades são separadas. As mulheres se dedicam ao artesanato e à culinária, enquanto os homens criam animais e cuidam da plantações.

 

- Vivemos assim porque é apenas temporário, não é permanente - diz a jovem Neenuy Charity.

 

O sucesso de Rudisha longe da terra natal tem incentivado muitos dos quenianos nômades que sonham se tornar corredores profissionais. Alan Saruni, por exemplo, já começa a seguir os humildes passos do campeão, que deram frutos anos depois nas Olimpíadas. - Estou começando a correr e treinar como o Rudisha. Quem sabe um dia eu consigo bater um recorde como o dele - diz.

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Ser ou não ser favorito? Psicólogos apontam 'vilão' de atletas brasileiros

Ser ou não ser favorito? Psicólogos apontam 'vilão' de atletas brasileiros | Formação de atletas | Scoop.it

Favoritismo nem sempre é encarado como um fator positivo. Por vezes, atua como mais uma barreira a ser vencida pelo profissional na hora decisiva. Alguns atletas brasileiros enfrentaram esse obstáculo nas Olimpíadas de Londres. Favoritos em algumas modalidades não confirmaram seus melhores desempenhos e acabaram por amargar a ausência no pódio.

Esperança de medalha no salto com vara, Fabiana Murer desistiu em meio à prova e alegou que o vento havia atrapalhado. Na ginástica artística, Diego Hypólito sofreu uma queda no solo e nem se classificou para as finais. Já no judô, Leandro Guilheiro chegou à capital inglesa como número 1 do mundo na categoria meio-médio. Não passou das quartas.

Os três episódios podem ter em parte uma explicação psicológica. A carência de ídolos transforma os poucos que se destacam em alvos imediatos de projeção do povo brasileiro.

- Alguns atletas não têm a preparação adequada e não conseguem equilibrar tanta pressão e tanta expectativa - diz João Ricardo Cozac, presidente da Associação Paulista de Psicologia do Esporte.

Mas afinal, como trabalhar para que o atleta saiba enfrentar esses medos? O psicólogo de Mayra Aguiar, bronze em Londres, diz que primeiro é preciso organizar a vida do profissional ‘fora de campo’. Depois disso, passa-se a trabalhar os desafios do esporte. Segundo Marcio Geller, o cuidado que se deve ter é para a conquista não virar uma obrigação.

- Ele deve ter o desejo de ganhar. A obrigação gera cobrança, que gera estresse e leva à falha -, diz Geller, que também acompanha Felipe Kitadai, medalha de bronze.

 

Michael Phelps chegou às Olimpíadas tendo que provar que ainda era o fenômeno das piscinas. Para ele, não estava ali uma obrigação. Era um objetivo, um desejo traçado junto com seu técnico Bob Bowman há 15 anos, no início da carreira.

- Fiz tudo o que quis. Bob (Bowman, técnico) e eu conseguimos dar um jeito de alcançar tudo. E se você pode falar isso da sua carreira é porque é hora para outras coisas. Foi uma jornada incrível -, disse Phelps, o dono de 18 medalhas de ouro olímpicas, que anunciou sua aposentadoria do esporte após os Jogos de Londres.

Em contato com o GLOBOESPORTE.COM, Tom Himes, um dos coordenadores técnicos do North Baltimore Aquatic Club, escola em que Phelps foi formado, relatou que não há um apoio direto de psicólogos, mas os treinadores são preparados para dar esse tipo de suporte.

 

Segunda colocada no quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos de 2012, a China tem um processo de formação desenvolvido pelo governo. Todos os atletas são custeados e treinados pelos órgãos oficiais. Na equipe de saltos ornamentais, há até aconselhamento para que os atletas façam meditação e ioga, de acordo com o correspondente do SporTV, Edgar Alencar.Mas a pressão por lá em busca da glória também provoca o medo. O halterofilista Wu Jingbiao, que ganhou prata em Londres, saiu chorando da prova e declarou:

- Desonrei o meu país e o time nacional de levantamento de peso.

Nos esportes coletivos, o foco é outro: a coesão do grupo. O objetivo deve ser o mesmo para todos. Medalha de prata em Londres, a seleção brasileira de futebol não levou psicólogos na delegação. De acordo com o professor Ulf Klemt, doutor pela Universidade de Colônia, o futebol não pode ser visto como um ‘mundo à parte’. O esporte também deve receber os mesmos cuidados de outras modalidades. Na Alemanha, por exemplo, os jogadores da equipe nacional comparecem duas vezes por ano na universidade para avaliações tanto físicas quanto psicológicas.

- No Brasil, o futebol se baseia muito no talento de cada jogador -, diz Klemt, que atualmente é diretor acadêmico das Faculdades Sogipa.

Os exemplos apontam que não há uma receita olímpica para o erro zero ou a formação de um campeão. Mas a confiança e a construção de um objetivo podem ser decisivas no horizonte dos atletas. A receita deu certo para Phelps.

- Se quero muito alguma coisa, sei que a conquistarei. Sempre foi assim – repetiu o atleta americano desde suas primeiras braçadas nas piscinas.

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Pesquisa psicologia do sucesso: pesquisa revela segredos por trás da confiança dos atletas olímpicos

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Encomendada por Head&Shoulders, pesquisa revela segredos por trás da confiança dos atletas olímpicos

 

Fãs são uma arma secreta para os atletas participantes das Olimpíadas. Segundo pesquisa encomendada pela marca de produtos anticaspa head&shoulders, da P&G, 81% dos 325 atletas olímpicos entrevistados para o Relatório da Psicologia do Sucesso* acreditam que o apoio dos fãs é um fator importante para o resultado de seu desempenho nas competições. O

Relatório, de autoria do acadêmico Daniel Wann, psicólogo do esporte da Universidade Murray State, nos Estados Unidos, apresenta uma série de novas perspectivas persuasivas sobre a psique desses esportistas. O estudo examina as variáveis que afetam a confiança, performance e sucesso dos atletas ao competir no mais importante torneio mundial: os Jogos Olímpicos.

 

Sobre o relatório

O Relatório da Psicologia do Sucesso foi escrito pelo psicólogo do esporte, professor Wann, da Universidade Murray State, nos Estados Unidos, em julho de 2011, encomendado por Head&Shoulders. O Relatório é baseado em uma pesquisa com 325 ex e atuais atletas olímpicos de 13 países em todo o mundo (Austrália, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Japão, México, Nova Zelândia, Polônia, Rússia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos). A maioria dos participantes (97%) tinha entre 20 e 59 anos e representa 34 diferentes modalidades esportivas olímpicas.

 

A “FÃntagem”

Parte do Relatório da Psicologia do Sucesso aborda os benefícios positivos da rede de apoio à confiança e ao desempenho atlético do competidor. Pais, treinadores, pessoas queridas e parceiros de treinamento são, frequentemente, considerados essenciais no apoio aos esportistas, mas esse novo Relatório descobriu que 70% dos atletas olímpicos sentem que o estímulo dos fãs é superimportante para a sua carreira. Além disso, a maioria (69%) afirmou acreditar que mensagens dos fãs (via mídia social ou cartas) aumentam sua confiança ao se preparar para uma grande competição.

 

O apoio dos fãs foi considerado importante não somente durante o evento em si, mas também ao longo de todos os estágios-chave da preparação à competição, com 86% dos pesquisados indicando que esse incentivo tinha uma influência positiva nos níveis de confiança pré-evento. Não é, portanto, surpreso que 83% concordaram com o mantra “apoio é igual a sucesso”.

 

O professor Wann fez o seguinte comentário sobre os resultados: “Esse Relatório oferece uma perspectiva fascinante sobre a complexa matriz de fatores que cercam o sucesso dos atletas olímpicos. O apoio dos fãs sempre foi um fator importante para a confiança do esportista, mas essa pesquisa demonstra a profundidade considerável que o impacto desse apoio tem. Além da multidão de torcedores no dia do evento, o incentivo dos fãs existe antes e durante os eventos e cria um impulso de segurança, com efeito positivo direto no desempenho do atleta. Esse estudo revela, ainda, que o apoio dos fãs é muito mais crítico do que o que se pensava anteriormente. É verdade, realmente há uma ‘FÃntagem’”.

 

Inspirar atletas com o apoio

O Relatório da Psicologia do Sucesso também identificou a importância das novas plataformas de mídia, como o Facebook, Twitter e blogs, como meios para que os atletas possam receber incentivos de seus fãs. O relatório mostrou que mais de dois terços dos esportistas entre 20 e 29 anos questionados checam suas fanpages no mínimo a cada semana, em buscas de mensagens de apoio, sendo que aproximadamente um terço desse grupo (30%) entra em suas páginas todos os dias. Essas mensagens têm um forte impacto no estado psicológico do competidor, com amplos 91% deles afirmando que ao ler os posts positivos de seus fãs, sua confiança aumenta.

Inspirada pelas descobertas do Relatório, Head&Shoulders lançou a página “Dê um banho de incentivo” no Facebook, na qual fãs podem postar suas mensagens de apoio a seus atletas favorito.

 

Essa página oferece um local central para que fãs tenham interação direta com seus heróis esportivos nacionais, sabendo que suas torcidas contribuirão para inspirá-los com confiança, uma forma de exemplificar, em tempo real, a “FÃntagem”.

 

Para complementar essa ação e manter a inspiração até a próxima geração de atletas olímpicos, a marca Head&Shoulders se comprometeu a doar US$ 200 mil para contribuir no ensinamento de crianças em todo o mundo sobre segurança na água e como levar vidas mais ativas, tudo via “Curtir” (Likes) na página do Facebook. Visite www.facebook.com/headandshouldersformen para “Dar um banho de incentivo” e para levar os atuais e futuros campeões à vitória.

 

O embaixador global da marca Head&Shoulders, o nadador Michael Phelps revela que o apoio dos fãs sempre foi importante para ele: “Em toda minha vida estive cercado por muita torcida, há pessoas que estão ao meu lado a cada etapa do meu caminho; minha mãe, minhas irmãs, meu treinador e meus amigos mais próximos. Agora, com as redes sociais como Facebook ou Twitter, você pode se conectar com pessoas de todo o mundo, de diferentes nacionalidades, crianças e adultos, em qualquer momento de suas vidas. Receber esse apoio em larga escala e de uma diversidade de pessoas é simplesmente inacreditável, o que me dá confiança para seguir em busca de meus objetivos e sonhos, e ser capaz de compartilhar o sucesso com fãs e torcedores é algo muito especial”.

 

Cuidar-se para o Ouro

Os atletas olímpicos participantes no Relatório da Psicologia do Sucesso também revelaram uma importante e direta ligação entre a aparência física e sua habilidade para vencer. 64% dos atletas concordaram com a afirmação “se minha aparência está boa, eu jogo bem”, destacando que ter autoconfiança e nenhuma dúvida ou preocupação sobre questões físicas das mais simples, tais como estar bem apresentável, contribuem para o sucesso. O banho é, geralmente, um momento de solidão e reflexão para atletas, quando se preparam mentalmente para competições. A linha Head&Shoulders auxilia na remoção de dúvidas ao cuidar de distrações físicas, como caspa ou coceira no couro cabeludo, deixando a mente focada e pronta para encarar o desafio adiante.

 

A construção de um Campeão

Outra área descoberta no Relatório diz respeito aos atributos mentais e físicos que cercam um campeão olímpico. Talento natural é geralmente visto como o segredo do sucesso no esporte, mas a pesquisa de Head&Shoulders mostrou que somente 8% desses esportistas acreditam nisso como o único fator mais importante para tornar uma pessoa vencedora. Traços psicológicos e mentais como “ímpeto ou ambição” (29%), ou determinação (20%), ou confiança (14%) foram vistos como mais vitais ao sucesso.

 

A importância dos traços psicológicos também foi destacada pela revelação que quase metade dos questionados afirmou que tem um ritual específico pré-evento (48%); 41% admitiram sentir-se despreparado e alguns se sentiam menos sortudos (14%) se esse ritual não fosse completo antes da competição. Embora detalhes desses rituais variam de atleta a atleta, as temáticas têm algo em comum. Muitos relataram superstições, como usar uma certa roupa, ou entrar na canoa por um lado específico. Em paralelo, outros atletas focam na preparação mental, com certa visualização e técnicas de concentração, que também se provaram ser rituais populares.

 

Confiança diária

Juntamente, com novas perspectivas sobre a psique de um atleta olímpico, de acordo com o professor Wann, as descobertas do Relatório da Psicologia do Sucesso também são altamente relevantes ao dia a dia da pessoa. Ele comentou: “Esteja você procurando por uma promoção no trabalho, ou tentando causar uma grande impressão em alguém durante um encontro, todos nós podemos nos beneficiar desse Relatório. Confiança é uma parte chave do sucesso, mas também é importante ter muito apoio das pessoas ao seu redor, então certifique-se sempre de agradecer seus amigos. Ter esses pensamentos sempre em mente, definitivamente, ajudarão pessoas a encarar cenários de desafios e, em última instância, ter mais sucesso”.

 

Michael Phelps também apoia o valor da confiança e de estabelecer metas: “Eu sigo um lema simples – Sonhe, Planeje, Alcance – que tem me servido muito bem dentro e fora da piscina

 

Tudo começa com um sonho que é embasado por um planejamento de como você vai chegar onde quer e, então, você tem que ir em busca desse alcance. Além de minha carreira como nadador, eu trabalho muito próximo a crianças, nossos futuros atletas olímpicos, sobre a importância da segurança na água e como ter uma vida mais ativa. Quando trabalho com eles, sempre lhes digo que podem conquistar qualquer coisa em que se empenhem, só é preciso estabelecer metas e trabalhar para cumpri-las, com a crença e confiança que poderão atingi-las.”

 

*Pesquisa realizada em julho de 2011.

** 325 atletas olímpicos participantes nesse Relatório são uma amostra representativa dos esportistas que estarão presentes nos jogos.

 

As 10 principais estatísticas do Relatório da Psicologia do Sucesso:

1. 70% dos atletas olímpicos indicaram que o incentivo dos fãs foi uma parte importante de sua rede de apoio;

2. 86% dos esportistas interrogados indicaram que o incentivo dos fãs teve influência positiva no nível de confiança pré-evento;

3. 83% dos atletas concordaram com o mantra “apoio é igual a sucesso”;

4. 60% dos olímpicos questionados concordaram com a afirmação “Um atleta tem mais chance de vencer quando compete em casa”;

5. Quase metade (48%) dos esportistas admitiu ter um ritual pré-evento;

6. 41% deles se sentiam despreparados quando não eram capazes de realizar um ritual pré-evento;

7. O atributo mais popular para “tornar alguém campeão” seria “ímpeto ou ambição” – indicado por 29% dos atletas entrevistados;

8. O talento natural foi somente escolhido por 8% dos participantes da entrevista como o fator mais importante para tornar alguém um vencedor;

9. 66% dos atletas pesquisados entre 20 e 29 anos checava suas páginas na mídia social, no mínimo, uma vez na semana para receber incentivo dos fãs, enquanto 30% o faziam isso diariamente;

10. Na faixa dos 20 a 29 anos, amplos 91% deles informaram que as mensagens dos fãs lidas nas redes sociais aumentavam sua confiança.

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A importância da ciência do esporte na formação de Atletas Olímpicos

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O corpo humano é uma máquina surpreendente! Se você levantar, passar pela porta e caminhar em torno do quarteirão, quase todos seus sistemas serão acionados, ocorrendo incontáveis eventos fisiológicos coordenados pelo cérebro controlando a passagem do estado de repouso ao exercício.

 

Criando a rotina de se exercitar diariamente, durante semanas ou meses, e aumentar gradualmente a duração e a intensidade de sua caminhada, você verá uma melhora do desempenho do organismo. Com isso, pode-se afirmar que o treinamento é sempre gradativo, levando o organismo a se adaptar a estímulos cada vez mais fortes, seja nível de volume ou de intensidade do treinamento.

 

Chegar ao nível olímpico não é tão simples. Por trás da formação de um atleta olímpico existe uma equipe formada por uma série de profissionais competentes que intervêm em vários aspectos como os nutricionais, técnicos, táticos, psicológicos, fisiológicos e biomecânicos. Para chegar ao nível que os atletas olímpicos atingiram, a ciência do esporte refinou seus saberes em relação aos conhecimentos gregos do passado. Os cientistas do esporte e técnicos têm hoje um conhecimento muito mais aprofundado e fundamentado em pesquisas científicas para ajudar atletas a controlarem seu desenvolvimento muscular e metabólico nas 29 modalidades praticadas nas olimpíadas.

 

O acesso a tecnologias mais avançadas, como tênis que realizam uma série de cálculos por segundo para adaptar o pé ao solo em que se encontra, roupas que diminuem o atrito com a água ou ar e várias outras novas tecnologias empregadas, melhoram a performance do atleta durante a prova. Outro fator muito importante é sem dúvida a parte psicológica do atleta, a qual estudos já comprovaram ser fundamental para a realização no rendimento do atleta durante a competição. Psicólogos do esporte hoje têm o conhecimento de que qualquer fator psicológico pode mudar o rendimento de um atleta durante a prova, como a ansiedade gerada por uma noite mal dormida ou a motivação para a final do dia seguinte.

 

Os atletas olímpicos também contam com profissionais da área de biomecânica, engenheiros e técnicos para poderem alcançar marcas jamais alcançadas antes, chegar a vitórias e superar recordes. Nesse aspecto, o Brasil conta com Centros de Excelência Esportiva (Cenesp), que são laboratórios destinados ao estudo dos esportes e é onde os cientistas dão suporte científico para a melhoria do treinamento do atleta. Um deles está localizado na Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB). ??Esses laboratórios contam com uma série de aparelhos que diagnosticam a performance do avaliado.

 

Um exemplo é o ergoespirômetro, que tem como função avaliar índices fisiológicos como limiares ventilatórios, capacidade cardiopulmonar e tolerância do esforço máximo. Esses instrumentos de alta precisão tecnológica, como ergômetros para braços e pernas, medidor de ácido lático sanguíneo, analisadores dos gases expirados e outros equipamentos portáteis são utilizados para avaliação em laboratório e no campo, respeitando a especificidade da modalidade praticada. Após a realização de testes, perguntamo-nos como essa “parafernalha tecnológica” ajudará atletas olímpicos a superar seus índices?

 

A evolução da ciência do esporte contribuiu imensamente para o desenvolvimento tecnológico de equipamentos de avaliação e acessórios esportivos, suplementos alimentares proporcionando o desenvolvimento científico de informações importantíssimas para que o técnico realize o melhor tipo de treinamento para seu atleta alcançar níveis de rendimento máximo. Esse casamento entre a ciência e a prática faz com que o cientista do esporte e o técnico tornem-se aliados na criação de um atleta de ponta.

 

Existem estudos que mostram o crescente interesse de pesquisadores e profissionais na busca de evidências do método Pilates aplicado em diversos âmbitos par auxiliar os atletas olímpicos. Desde a determinação do custo energético de sessões de Pilates (OLSON et al., 2004), registro da atividade eletromiográfica de músculos envolvidos em seus exercícios específicos (ESCO et al., 2004), comparação entre os seus efeitos sobre a força, flexibilidade e composição corporal aos de um programa de treinamento contra resistência convencional (OTTO et al., 2004), mapeamento de respostas cardiovasculares em alguns de seus exercícios (SCHROEDER et al., 2002), ação sobre o equilíbrio (HALL et al., 1999), efeitos sobre a dor lombar (GRAVES et al., 2005), até mesmo seus efeitos sobre a velocidade de atletas (SEWRIGHT et al., 2004), capacidade e habilidade de salto em ginastas de elite (HUTCHINSON et al., 1998) e postura de bailarinas (MCMILLAN et al., 1998) são alguns dos exemplos dos diversos estudos que têm sido empreendidos.

 

Ainda assim, há uma enorme lacuna que somente será preenchida com o investimento em novos estudos. Considerando a expansão do método no ambiente fisioterapêutico, do condicionamento físico e do treinamento de atletas, necessário se faz a determinação de meios de melhor controle e do estabelecimento de cargas, caracterização da ação e do envolvimento muscular nos seus diversos exercícios, efeitos de um programa básico, intermediário e avançado sobre parâmetros da aptidão física, atuação sobre desvios posturais, dentre diversos outros.

Por traz de um grande atleta existe muita tecnologia, ciência e pesquisa.

 

Fonte: saudeesportiva.com.br, efdeportes.com e Keila Elizabeth Fontana

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Raí lança livro para incentivar prática esportiva;

Raí lança livro para incentivar prática esportiva; | Formação de atletas | Scoop.it

Campeão mundial com o São Paulo e com a seleção brasileira, o ex-jogador Raí se aventurou pela literatura - ele lança nesta quinta-feira, com direito a noite de autógrafos em São Paulo, o livro Como Gostar de Esporte, em parceria com a revista Saúde, da Editoria Abril, que também edita VEJA (confira a seguir, com exclusividade, um dos capítulos). Na obra, ele fala sobre a importância da prática esportiva e apresenta histórias de sua infância para explicar como o esporte sempre foi muito presente em sua vida - antes de se tornar jogador de futebol profissional e depois de sua aposentadoria. "Jogo tênis, corro, tento praticar esporte pelo menos três vezes por semana. O que mais sinto falta quando fico sem jogar, depois de ter parado, não são os campeonatos, e sim o prazer de brincar, de jogar bola. É uma coisa que eu quero fazer com mais frequência", diz Raí.


Irmão caçula entre seis homens - o mais velho e mais famoso foi Sócrates, morto em dezembro de 2011 -, Raí conta episódios marcantes de sua infância, a maioria deles, diz o ex-craque, pouco ou nada conhecidas do público. De acordo com ele, as atividades que adotou desde sua despedida dos campos (especialmente na Fundação Gol de Letra, que comanda em parceria com o amigo Leonardo, e no grupo Atletas pela Cidadania) foram a origem de sua ideia de escrever sobre a ligação antiga que ele tem com o esporte - afinal, nas duas entidades, ele tenta incentivar a prática do esporte entre crianças. "Aos poucos me dei conta de todas as faces do esporte, e comecei a perceber que muitos pais não sabem como incentivar os filhos, como facilitar o contato deles com a atividade física. Daí surgiu uma das ideias para fazer o livro: contar uma parte da minha vida que as pessoas não conhecem, e mostrar como minha paixão pelo esporte vem muito antes de me tornar jogador profissional, além de mostrar os benefícios que ele trouxe à minha vida."

 

Como Gostar de Esporte, de Raí (Revista Saúde/Editoral Abril, R$ 25,90). Noite de autógrafos: nesta quinta-feira, a partir das 18h30, na Livraria Cultura (Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2.073, 1º piso).


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Já andou de skate? Pedro Barros e Mineirinho dão dicas aos iniciantes

Já andou de skate? Pedro Barros e Mineirinho dão dicas aos iniciantes | Formação de atletas | Scoop.it

Você já andou de skate alguma vez na vida? Sabe qual é o melhor shape para quem está começando? Já tentou andar em um bowl? O Eu Atleta traz para você dicas fundamentais para começar a praticar a modalidade. Além de informações sobre acessórios e peças do skate, você vai conferir as dicas de dois grandes nomes no mundo das rodinhas: Sandro Dias, o Mineirinho, um dos principais skatistas do Brasil e hexacampeão mundial, e Pedro Barros, de apenas 17 anos e campeão do último Mundial de Skate Vertical, realizado no Rio de Janeiro. 

 

O skate surgiu na California, nos Estados Unidos, na década de 1960 e chegou no Brasil em 1965. No começo, andar de skate era uma atividade voltada para o lazer, sem pretenção de se transformar em prática esportiva. Com o aumento do número de adeptos em todo o país, o primeiro Circuito Brasileiro profissional surgiu em 1989, na categoria street style. Hoje, além de diversos campeonatos em diferentes regiões, a Confederação Brasileira de Skate (CBSK), com sede na capital paulista, cuida de todos os eventos relacionados à modalide.

 

O Brasil, aliás, está logo atrás dos Estados Unidos, como a segunda maior potência na modalidade. De acordo com a Confederação Brasileira de Skate (CBSK), entre homens e mulheres, existem cerca de 10 mil competidores amadores e 300 profissionais em terras brasileiras. Confira abaixo as dicas para começar a andar de skate e dê seu primeiro passo para uma vida mais saudável.

 

PRIMEIRO PASSO
Comprar um skate. Essa é a primeira atitude tomada por quem está começando a praticar a modalidade. Mas, cuidado, pois existem vários tipos de shapes, rodas e todos os outros acessórios que envolvem a montagem de um skate. Veja abaixo cada peça e monte o seu skate.

 

MODALIDADES
Existem diferentes modalidades e estilos de manobras no mundo do skate. O Eu Atleta traz para você as três modalidade mais comuns no Brasil. Confira abaixo as dicas de cada uma delas e comece a praticar.


- Street: é a modalidade mais conhecida no Brasil. Praticada na rua e em pistas, seu maior objetivo é passar por obstáculos, tais como bordas, corrimões, paredes inclinadas, saltar gaps e escadarias.

 

- Vertical: é praticada em uma pista em forma de U, que é chamada de half-pipe e pode ser feita de madeira ou concreto. Por seu formato, permite que o skatista realize manobras incríveis, como os giros de 540º e 720º.

 

-Downhill: para quem pratica essa modalidade, o que importa é a velocidade. O atleta desce ladeiras ou mini rampas fazendo manobras em alta velocidade. Os skatistas estão sempre equipados de capacete e outros itens de segurança, já que existem ladeiras em que os atletas atingem mais de 110km/h.

 

ACESSÓRIOS DE SEGURANÇA
Antes de sair por aí com seu skate, fique atento: a sua segurança está em primeiro lugar. Assim como qualquer outro esporte radical, o skate pode trazer riscos para quem o pratica. Por isso, o uso de acessórios de segurança é essencial para todos os skatistas. São quatro itens básicos que podem evitar graves acidentes: capacete, joelheiras, cotoveleiras e luvas.

 

lém dos acessórios, é preciso tomar cuidado com as pessoas e o trânsito em volta. Andar de skate e escutar música ao mesmo tempo pelas ruas pode causar graves acidentes. Outro cuidado a ser tomado, são os passeios noturnos, é sempre recomendado utilizar acessórios reflexivos e roupas brancas, alaranjadas, amarelas ou em tons flúor.

 

PAPO DE PROFISSIONAL
Sandro Dias e Pedros Bastos: dois nomes importantes do skate atual. Respectivamente, um traz na bagagem a experiência de ter conquistado seis campeonatos mundiais e ser um ídolo para muitos jovens. O outro, com apenas 17 anos, comemora seu primeito título no Mundial de Skate Vertical e passa a influenciar a nova geração de skatistas brasilerios.

 

- Primeiro é muito importante saber que o skate é antes de tudo uma diversão e que jamais deve ser influenciado ou iniciado para uma carreira profissional. Sabendo disso, fica muito mais fácil de aprender e se divertir - aconselhou Pedro Barros.

 

 

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Kaic Araujo de Souza's curator insight, September 12, 2013 6:58 PM

Para andar de Skate precisa de equipamentos de sugurança ...

 

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Atividade física ajuda a estimular o cérebro e a concentração

O esporte faz bem à saúde e os benefícios podem ir muito além da parte física. O que a ciência agora quer mostrar mais claramente é que o exercício feito ao longo da vida traz benefícios não apenas à parte física, mas também à mental. No interior de São Paulo, pesquisadores estão trabalhando nesta hipótese. "Há cerca de um ano que a Faculdade de Educação Física da Unicamp começou a desenvolver uma pesquisa sobre o cérebro humano. E os resultados são surpreendentes. Foram escolhidos 12 alunos sedentários. Primeiro, passaram por testes de raciocínio e concentração. Depois, treinaram por um mês e repetiram os testes. Dos 12 participantes, onze obtiveram melhores notas, como informa André Luís Ferreira, especialista em Pilates.

 

A aluna de Doutorado Rosária de Digangi, uma das participantes da pesquisa, comenta: "posso comparar o meu cérebro com e sem o exercício. Após um tempo fazendo o exercício, recebi nota 8,5, e antes era 6. O especialista conta que, quando o indivíduo estiver dirigindo, executando qualquer atividade, a concentração também é melhorada. O que os estudos têm investigado é a relação desses resultados ao estímulo dos neurônios. Na estrutura cerebral, eles são responsáveis por transmitir informações para o corpo todo. Com o exercício físico, acontece algo semelhante. O esporte seria uma forma de também melhorar as conexões entre os neurônios.

 

Segundo André, no laboratório de Neuroimagem da Unicamp é possível enxergar como o cérebro é influenciado, como o cérebro é ativado e durante um exercício físico. "Pela primeira vez – de forma pioneira – colocou-se em uma máquina de ressonância magnética um equipamento que permita um exercício", conta.

Para o esporte fazer bem ao cérebro, é preciso ter rotina e sempre buscar melhor desempenho. Essa ginástica cerebral deve começar desde cedo. "Se a criança começa a investir na sua saúde corporal como um todo, mas que também tem hoje repercussão no cérebro, ela vai ter uma reserva, uma poupança cerebral, muito mais alta do que aquela pessoa que começa mais tarde", esclarece o especialista.

 

O Pilates é uma atividade que promove o equilíbrio entre o corpo e a mente e pode ser uma sugestão para a pessoa que quer começar uma atividade física. A prática exige que o aluno tenha uma concentração e atenção redobradas, já que se trata de uma atividade com instabilidade frequente. "A execução dos movimentos só será eficaz com a conexão mente e músculo, promovendo maior recrutamento de unidades motoras através da concentração", explica André.

 

Um dos motivos associados a esse benefício é a melhoria da condição cardiovascular, que aumenta o fluxo sanguíneo e a oxigenação do cérebro. "Para melhor aproveitamento dos benefícios do Pilates recomendo a prática dos exercícios em ambiente silencioso e harmonioso, em aulas com pequenos grupos. O método Pilates prima pela concentração toda vez que o aluno executa o movimento. E o papel do instrutor é essencial no estímulo dessa concentração. Para que essa comunicação flua melhor, é preciso estimular o cérebro com diferentes trabalhos, seja com a leitura, a música ou as palavras cruzadas", orienta o especialista.

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Esporte Escolar X Esporte Rendimento

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O principal equívoco histórico do entendimento do esporte-educação é a sua percepção como um ramo do esporte rendimento. Nesta percepção equivocada, as competições escolares, que deveriam ter um sentido educativo, em vez disto, simplesmente reproduzem as competições de alto nível, com todas suas características, inclusive com seus vícios deformando qualquer conceituo de educação. A educação, que tem um fim eminentemente social, ao compreender o esporte como manifestação educacional, tem que exigir do chamado esporte-educação um conteúdo fundamentalmente educativo.


Na argumentação de que o esporte na escola pode ser um dos meios mais efetivos de formação de jovens, a prática esportiva como educação social será indispensável nos seus processos de emancipação. Embora exista literaturas ( Kunz, 2004, Bracht, 2003, Tubino,2001 ) na defesa o esporte-educação desvinculado de padrões de rendimento e somente com compromisso educativo, as experiências ainda são escassas. Uma das experiências aceita nesse sentido foi a desenvolvida no Brasil,em 1989,nos Jogos Escolares Brasileiros, com cerca de aproximadamente 3600 estudantes participantes, sob responsabilidade do próprio autor, que na ocasião dirigia a antiga secretaria da Educação Física e Desportos, ligada ao Ministério da Educação. Naquela oportunidade, juntamente com educadores brasileiros, foi possível desenvolver aqueles jogos, com referência em cinco princípios sócio-educativos que foram: o princípio da participação,o principio da cooperação, o princípio da co-educação, o princípio da integração e o principio da co-gestão ou da responsabilidade.


Desta maneira podemos registrar que, o esporte-educação com sua responsabilidade de conteúdo no sentido de formação, já é uma questão sócio-educativa que cada dia passa a receber e provocar discussões mais profundas.O Programa Segundo Tempo se encaixa no esporte educação e tem como públicoalvo crianças, adolescentes e jovens expostos aos riscos sociais. Promover encontro de abrangência nacional dos parceiros do Ministério do Esporte no Programa Segundo Tempo, com vistas a aprofundar os debates sobre o esporte como fator de inclusão social, discutir os procedimentos de implantação, desenvolvimento e gestão.

 

OBJETIVOS
a) Fortalecer o envolvimento e o compromisso de gestores e coordenadores-gerais com o Programa Segundo Tempo;
b) Promover a reflexão como referencial para intervenção na realidade;
c) Promover a difusão do conhecimento e conteúdos do esporte;
d) Qualificar recursos humanos para coordenar e ministrar as atividades esportivas;
e) Difundir a proposta pedagógica, visando sua observância e o controle social;
f) Realizar debates abordando as temáticas transversais ligados ao esporte educacional;
g) Propor Plano de Capacitação Descentralizado, definindo metas para o exercício de
2007;
h) Desenvolver o estimulo a atividades produtivas e dedicação a uma aprendizagem
continuada;
i) Favorecer a interatividade com os outros atores do Programa Segundo Tempo;
j) Tornar o gestor bem preparado para enfrentar os desafios da gestão de convênios,
melhorando a qualidade e eficiência dos serviços prestados à sociedade.


Justificativa
O Ministério do Esporte, ao implantar o Programa Segundo Tempo como uma de suas linhas prioritárias, pretendeu democratizar o acesso à prática esportiva por meio de atividades realizadas no contra-turno escolar com a finalidade de colaborar para a inclusão social, bem-estar físico, promoção da saúde e desenvolvimento de crianças e adolescentes, portadores de necessidades especiais, comunidades indígenas, quilombolas e afro-descendentes que encontram-se dentro e fora da escola, principalmente em situação de vulnerabilidade social. Essa é uma tarefa de grandes dimensões, porque passa pela mudança de conceito sobre o papel que a atividade esportiva e de lazer desempenham. Trata-se de quebrar mitos e preconceitos e de assegurar maior transparência e participação popular no processo da gestão governamental.Para que o esporte educacional seja valorizado é preciso identificar e integrar os agentes nas esferas federal, estadual e municipal, definir seus papéis e suas responsabilidades, como também integrar no processo as escolas, empresas, entidades de classe, ONGs e as entidades gestoras do esporte.


Esportes participação
O Esporte-participação ou popular tem relações íntimas com o lazer e o tempo livre. Esta manifestação, que ocorre em espaços não comprometidos com o tempo e fora de obrigações da vida diária, de modo geral, tem como propósitos a descontração, a diversão, o desenvolvimento pessoal e as relações entre as pessoas. Também oferece oportunidades de liberdade a cada praticante, a qual inicia na própria participação voluntária. A outra face de notável relevância social do esporte-participação é relativa à questão da participação, considerada como um aspecto essencial de democratização. O esporte-participação como a própria denominação sugere, ao promover a participação e ao obter sucesso neste seu objeto principal, pode-se afirmar, equilibra o quadro de desigualdades de oportunidades esportivas, encontrado na dimensão do esporte rendimento. Enquanto o esporte-rendimento só permite sucesso aos talentos ou àqueles que tiveram condições, o esporte-participação, ao contrário, favorece o prazer a todos que dele desejarem tomar parte.

 

Exemplos são os projetos políticos sociais se engajam na demanda sócio-esportiva do país, firmando novas parcerias com os mais diversos setores, que juntos visam contribuir efetivamente para o combate das mazelas de nossa sociedade, e que conseqüentemente irão agregar valores inestimáveis às suas marcas, e inerentes a essa ação, como: Responsabilidade Social, Sustentabilidade e Governança.


A parceria firmada entre o Ministério do Esporte e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - CONANDA, possibilita a captação de recursos incentivados junto a pessoas físicas e jurídicas, as quais poderão direcionar suas doações aos Projetos Esportivos Sociais aprovados de sua preferência, por meio de depósitos em conta específica no Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente, conforme disposto no Art. 260 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA. Ressaltamos que as doações realizadas por pessoas jurídicas não têm influência nas aplicações feitas às leis de incentivo à cultura, ou seja, Lei Rouanet e Áudio-visual. Diante de um país em que os problemas sociais devem ser a principal preocupação dos governantes, temos o dever moral e ético de exercermos a Responsabilidade Social, principalmente no que tange à democratização do acesso ao esporte e ao lazer para a infância e a adolescência. Tais conceitos estão presentes no Art. 227 da Constituição Federal, no Art. 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, e na Carta dos Direitos da Criança no Esporte - Avignone. Reconhecido sua importância, esse tema é constante nas discussões entre o Governo Federal e organismos internacionais como a Unesco, Unicef e ONU. É sabido que as classes menos favorecidas sempre viram o esporte como uma forma de galgar posições na vida, de superar barreiras da ascensão social e de, potencialmente, obter sucesso. Comprovadamente, na atualidade, sabemos que é muito mais que isso... Fazer e produzir esporte é gerar mais saúde, mais equilíbrio, e é principalmente um importante instrumento para capacitar pessoas a ingressarem construtivamente na sociedade. A Ação Projetos Esportivos Sociais dá oportunidade para ampliarmos o atendimento.


Esportes Rendimento
Dimensão social do esporte que exerce efeitos importantes na sociedade. Por exigir uma organização complexa de investimento, o esporte rendimento, cada vez mais, passa a ser de responsabilidade de iniciativa privada. Traz consigo o propósito de novos êxitos esportivos, a vitória sobre os adversários nos mesmos códigos, e é exercido sob regras preestabelecidas pelos organismos internacionais de cada modalidade. O que impede de ser considerada uma ação democrática, é que ele tem uma tendência natural para que seja praticado principalmente pelos chamados talentos esportivos.

 

É no esporte rendimento que se encontra a crítica aguda ao esporte, principalmente pelos autores que combatem o capitalismo, que consideram parte da competição e suas vinculações com negócios financeiras sintomas evidentes de um capitalismo exacerbado. Como exemplo do esporte rendimento apresentamos a rede CENESP que é composta pelas estruturas físicas e administrativas, recursos humanos e materiais existentes nas instituições de ensino superior, onde os centros ou núcleos estão implantados. Cada CENESP é formado em estreita parceria com a Secretaria Nacional de Esporte, o Comitê Olímpico Brasileiro, o Comitê Para olímpico Brasileiro, com as entidades de administração do desporto em nível local, estadual e nacional, e com a iniciativa privada, como prestadores de serviços à comunidade esportiva em geral. O processo de implantação abrange todas as regiões geográficas, respeitando-se suas
peculiaridades.


Fonte: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1878-8.pdf

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Rio de Janeiro é Campeão das Paralimpíadas Escolares

Rio de Janeiro é Campeão das Paralimpíadas Escolares | Formação de atletas | Scoop.it

Após três dias de disputas em 10 modalidades, as Paralimpíadas Escolares 2012 já tem seus vencedores. A competição, que começou oficialmente no dia 16 – com a cerimônia de abertura – e terminou nesta sexta-feira, 19, teve como destaque as delegações do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, maiores pontuadores na classificação geral.


Considerado o maior evento esportivo do planeta para atletas em fase estudantil, as Paralimpíadas Escolares reuniram em São Paulo mais de 1200 competidores de 24 estados e Distrito Federal. “Nas Paralimpíadas Escolares temos a oportunidade de identificar novos talentos, já pensando também nos Jogos Rio 2016. Além disso, o maior legado das Paralimpíadas Escolares é uma geração de jovens que acreditam no esporte como forma de exercer sua cidadania. Nesta edição tivemos ótimas surpresas, que contribuirão com a renovação do alto rendimento. Parabenizo a todos os estados que se esforçaram para estarem aqui e aos atletas que fizeram o seu melhor seja em quadra, no campo, na piscina ou na pista”, afirmou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

 

Para o coordenador técnico nacional da Natação, Murilo Barreto, os atletas evoluíram com relação ao ano passado. “Pudemos perceber que a Natação continua evoluindo não só na quantidade de atletas participantes, mas principalmente em qualidade. Destaco as classes que estavam em déficit em termos de qualidade, como a S13 e a S14, nas quais posso citar os paulistas Felipe Caltran e o Guilherme Batista Silva, respectivamente. Entre outros atletas, eles são boas promessas para a nossa modalidade”, revelou.


Os cariocas provaram ser bons de bola ao conquistarem o título no Futebol de 5 e Futebol de 7. Na modalidade para paralisados cerebrais (Fut 7), o Rio garantiu o tricampeonato, e no Fut 5 (deficientes visuais), a vitória veio pelo saldo de gols. “Tivemos algumas boas revelações e vimos novos talentos surgindo. Destaco o Julio Cesar, goleiro de Santa Catarina, e o Thiago Leonardo, jogador de Mato Grosso do Sul. Todos os atletas que estiveram aqui estão sendo observados e, claro, os melhores podem ter chance na Seleção Brasileira”, disse Paulo Veiga Cabral, coordenador técnico nacional do Futebol de 7.
Para encerrar o evento, após a cerimônia de premiação dos estados vencedores da edição de 2012, a festa foi animada pelas Viva Noite – do Programa Pânico – e Restart , que fez um show exclusivo .


As Paralimpíadas Escolares contaram com a realização do CPB em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência; e a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Secretaria Municipal dos Transportes, Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Cultura.


Classificação final geral:

1º Rio de Janeiro – 80 pontos
2º São Paulo – 69 pontos
3º Santa Catarina – 35 pontos


Confira os três melhores por modalidade:
ATLETISMO
1º São Paulo – 448 pontos
2º Paraná – 470 pontos
3º Minas Gerais – 427 pontos

 

BOCHA
1º Mato Grosso do Sul – 48 pontos
2º Santa Catarina – 43 pontos
3º São Paulo – 39 pontos

 

FUTEBOL DE 5
1º Rio de Janeiro – 10 pontos
2º Maranhão – 7 pontos
3º São Paulo – 5 pontos

 

FUTEBOL DE 7
1º Rio de Janeiro – 10 pontos
2º Mato Grosso do Sul – 7 pontos
3º Distrito Federal – 5 pontos

 

GOALBALL
1º Rio de Janeiro – 15 pontos
2º São Paulo – 14 pontos
3º Distrito Federal – 11 pontos

 

JUDÔ
1º Rio de Janeiro – 125 pontos
2º São Paulo – 42 pontos
3º Espírito Santo – 29 pontos

 

NATAÇÃO
1º São Paulo – 801 pontos
2º Rio de Janeiro – 428 pontos
3º Santa Catarina – 341 pontos

 

TÊNIS DE MESA
1º São Paulo – 88 pontos
2º Santa Catarina – 52 pontos
3º Minas Gerais – 46 pontos

 

TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS
1º Rio de Janeiro – 40 pontos
2º Goiás – 30 pontos
3º Distrito Federal – 18 pontos

 

VÔLEI SENTADO
1º Pará – 10 pontos
2º Rio de Janeiro – 7 pontos
3º Minas Gerais – 5 pontos
Com informações Comunicação CPB

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O tempo de jogo e a formação do elenco

O tempo de jogo e a formação do elenco | Formação de atletas | Scoop.it

A formação de uma equipe para a disputa de uma competição ou temporada basicamente é feita da seguinte maneira:

 

Detecção dos atletas remanescentes da temporada anterior;

Promoção de atletas das categorias de base do clube;
Contratações diversas (de jogadores de “peso”, de carências, de indicados por empresários, de indicados pela comissão ou de indicados pela diretoria).

 

Com o elenco formado, a expectativa administrativa é que a relação custo x benefício obtida para cada atleta seja favorável. Um controle de competição que pode servir como uma ferramenta para o desenvolvimento da referida relação é o Controle de Tempo de Jogo. Nele, o departamento administrativo do clube tem dados interessantes para cruzar com as demais informações de cada jogador e, dessa forma, ser mais assertivo em decisões futuras relativas à formação do elenco.

 

No Controle de Tempo de Jogo, diversas classificações podem ser feitas por quem gerencia a planilha. Como sugestão, quatro classificações são estabelecidas de acordo com o percentual jogado referente ao tempo total da competição. São elas:

 

De 0% a 25% – Participação pequena;
De 25% a 50% – Participação média;
De 50% a 75% – Participação alta;
Acima de 75% – Participação muito alta.


No clube que trabalho atualmente, mais de 76% da competição já foi disputada, o que permite uma análise prévia dos dados. Dos 32 integrantes do elenco, a quantidade de atletas para cada uma das classificações segue indicada abaixo:

 

Participação pequena – 15 atletas (46,8%);
Participação média – 8 atletas (25%);
Participação alta – 4 atletas (12,5%);
Participação muito alta – 5 atletas (15,6%).


Para efeito de comparação, abaixo os dados de uma equipe sub-17 no ano 2011, com 34 atletas:

 

Participação pequena – 19 atletas (55,8%);
Participação média – 4 atletas (11,7%);
Participação alta – 5 atletas (14,7%);
Participação muito alta – 6 atletas (17,6%).


Como último exemplo, o Controle do Tempo de Jogo de uma equipe sub-15 no ano de 2010, com 29 atletas:

 

Participação pequena – 15 atletas (51,7%);
Participação média – 1 atleta (3,4%);
Participação alta – 7 atletas (24,1%);
Participação muito alta – 6 atletas (20,6%).


Estes dados interpretados isoladamente possibilitam algumas análises. Entre elas, que grande parte do elenco tem uma atuação inferior a ¼ da competição. Dado pobre se não for cruzado com outras informações.

 

Então, para um cruzamento que proporcione informações importantes à diretoria, mais uma sugestão é apresentada: a partir da quantidade de jogadores para cada classificação do Tempo de Jogo, a definição técnico-administrativa da expectativa de desempenho para cada atleta. Voltando para o elenco profissional que trabalho, na quarta divisão do futebol paulista (sub-23 com limite de três jogadores acima dos 23 anos, por jogo), os dados técnicos são os seguintes:

Dos 15 atletas com pequena participação:

 

8 atletas têm entre 18 e 19 anos e era sabido que o tempo de participação na competição seria bem reduzido. Desses 8 atletas, 5 não atuaram, 2 atuaram tempos insignificantes e 1 atuou por 262 minutos;


3 atletas têm 20 anos, ou seja, idade de juniores. Desses, 2 atletas têm potencial e estão se adaptando a filosofia de trabalho e 1 atleta operou de uma lesão crônica;


3 atletas têm 21 anos. Com esta idade, podem jogar por mais dois anos esta divisão. Dos 3 atletas, 2 são reservas imediatos de jogadores de linha que, hoje, compõem a “espinha dorsal do elenco” (5 atletas com participação muito alta) e 1 é reserva imediato do goleiro. Os três atletas já atuaram por 297, 485 e 370 minutos;


1 atleta tem 26 anos. Atleta acima da idade limite e contratado ao longo da competição para suprir uma carência da equipe. Há 11 jogos na competição, desde que foi contratado atuou por 401 minutos.


Dos 8 atletas com participação média:

 

5 atletas têm 20 anos. Desses, esperava-se maior atuação de um atleta, porém, por não ter se adaptado ao Modelo de Jogo perdeu a condição de titular. Dois são titulares atualmente e ganharam a posição ao longo da competição e os outros dois são reservas imediatos (1 já foi titular) de um dos meias e de um dos zagueiros. 2 atletas tem grande potencial de negociação, ou então, de serem parte da “espinha dorsal” na competição da próxima temporada;
2 atletas têm 21 anos. Atletas que sabidamente seriam suplentes. Atualmente, 1 deles tem condição de brigar pela titularidade. Conforme mencionado, ainda podem jogar por mais dois anos essa divisão;


1 atleta com 39 anos. Atleta de prestígio local e próximo de encerrar a carreira no clube em que foi projetado para o cenário nacional. Está fazendo sua última temporada e, pela idade elevada, era sabido que seu tempo de atuação seria reduzido. Atuou por 630 minutos.
Dos 4 atletas com participação alta:

 

2 atletas têm 20 anos e ambos possuem grande potencial de negociação. O percentual de participação de um está bem próximo da classificação “muito alta”. O outro atingiu a condição de titular na 8ª rodada e é o artilheiro da equipe;


1 atleta tem 21 anos e também possui grande potencial de negociação. Por opção tática tem sido frequentemente substituído, o que o exclui do grupo com maior participação;
1 atleta de 23 anos. Idade limite para jogar a competição e sua permanência está diretamente relacionada ao acesso. Como estava disputando outra competição, assumiu a titularidade quando chegou, após a 5ª rodada.


E, para finalizar, dos 5 atletas com participação muito alta:

4 atletas têm 21anos. Desses, 1 tem grande potencial de negociação e os outros 3 podem compor a equipe base da temporada seguinte. Esperava-se a regularidade de desempenho destes atletas;


1 atleta tem 23 anos. Joga esta competição como titular pelo 4º ano consecutivo (2009-2012), é o capitão da equipe e também era esperada esta regularidade. Sua permanência, porém, também está relacionada ao acesso à série A-3.


Como pode ser observado, somente alguns detalhes escaparam do planejamento inicialmente traçado. Resumidamente, da grande parte do elenco que não tem atuado, muitos são jovens com períodos de 2 a 5 anos para jogarem somente essa divisão caso o acesso não ocorra em 2012. Além disso, mesmo os jogadores titulares (salvo os atletas em idade-limite) poderão jogar esta divisão nas próximas temporadas. Sem contar o bom número de atletas do elenco com potencial de negociação.

 

Enfim, como tudo no futebol, a formação de um elenco é complexa e exige um bom número de decisões acertadas para ser mais uma das variáveis que apontam a favor do resultado positivo. É uma pena que muitas vezes essas decisões são banalizadas por “achismos”, opiniões sem embasamento e falta de critérios.

 

Os resultados desses equívocos todos nós sabemos: elencos “inchados”, caros, péssima relação custo x benefício para muitos jogadores em virtude dos altos salários para pouco tempo de atuação e, consequentemente, a mazela que atinge a grande maioria dos clubes brasileiros: as dívidas trabalhistas.

 

Parafraseando o executivo Ferran Soriano, ex-FC Barcelona e recém-contratado pelo Manchester City: “a bola não entra por acaso”…

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Desenvolvimento paralímpico: instituição completa 31 anos de apoio ao paradesporto

Desenvolvimento paralímpico: instituição completa 31 anos de apoio ao paradesporto | Formação de atletas | Scoop.it

As condições para o desenvolvimento do esporte paralímpico são imprescindíveis para a consolidação de um grupo forte, preparado para lutar e conquistar não apenas medalhas, mas uma posição de destaque em uma sociedade mais comprometida com o esporte e cidadania. Orgulhosa do título de maior centro de treinamento paralímpico da América Latina, a Andef (Associação Niteroiense de Deficientes Físicos), em Niterói, no Rio de Janeiro, é também uma das principais instituições de preparação para os paratletas.

 

- O nosso objetivo é oferecer aos atletas o melhor do alto rendimento. Aqui, eles podem se concentrar, treinar, ter acesso aos equipamentos de ponta e especialistas - conta em entrevista aoahe! Alaor Boschetti, gerente administrativo da Andef, completando que a sede está adaptada para acomodar 60 atletas em períodos de concentração.

 

A instituição serve de ponto de encontro e concentração para confederações de diferentes modalidades e é a sede oficial da seleção de goalball feminino e futebol de 5 masculino. Ela também abriga atletas de ponta que até o dia 9 de setembro vão lutar pelas medalhas douradas e pelo avanço no ranking da Paralimpíada, que em 2008, manteve o Brasil na nona colocação, com 47 medalhas.

 

Alguns deles são Vanderson Alves (do atletismo), Wescley Oliveira (vôlei sentado) e Clodoaldo Silva (natação), que se mudou para a região exclusivamente para treinar nas instalações, que contam com quadra de basquete, ginásio, campo de futebol, pista de atletismo, academia e piscina semiolímpica. A mesma estrutura que atende, inclusive, atletas de outras modalidades como rugby e tiro com arco.

 

- Os atletas paralímpicos precisam de uma estrutura como essa. Aqui, nós podemos fazer diversas atividades em um mesmo local e com o acompanhamento de profissionais. Isso aumenta o nosso nível na competição - diz ao ahe! Clodoaldo, dono de 13 medalhas em Paralimpíadas, que pratica exercícios na piscina e na academia, além de ser acompanhado por fisioterapeutas e profissionais da instituição.

 

Mais divulgação = mais chances de sucesso

 

O complexo esportivo de 26 mil m2 (que hoje completa 31 anos), traduz a necessidade e compromisso de incluir pelo esporte. Foi lá que nasceu, em 1995, a primeira sede - em uma salinha - do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), hoje em Brasília. A associação atende mais de 600 pessoas por mês, mas pode mais. No último dia 24, a Petrobras aprovou o projeto "Diferentes Talentos" pelo Programa Esporte e Cidadania. Graças ao apoio, nos próximos dois anos, serão abertas mais 500 vagas para atividades como tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, judô, basquete em cadeira de rodas, natação e futebol, algumas das modalidades que podem ser treinadas na sede.

 

Os patrocínios ajudam a manter a infraestrutura, a investir em torneios, atender mais pessoas e a desenvolver projetos com foco em alto rendimento. A performance paralímpica do Brasil também é um ponto forte que encoraja as pessoas com deficiência física a se empenharem no treinamento para serem medalhistas e heróis olímpicos. E não faltam exemplos para a sociedade. Clodoaldo Silva entrou para a história como o maior medalhista paralímpico e Daniel Dias foi eleito, no ano passado, o melhor nadador paralímpico do mundo.

 

- O Brasil vem descobrindo esse potencial e influenciando muitos futuros atletas. Oferecer uma boa infraestrutura e especialistas para atender essa parcela da população é essencial para formar cidadãos - afirma Alaor, sobre um contingente que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), representa cerca de 10% da população mundial. Mais de 80% dela está em países em desenvolvimento.

 

Por conta de o Brasil ser sede da próxima Paralimpíada, o país terá mais atletas (além dos 182 em Londres). Enquanto isso, é preciso treinar e descobrir talentos, como Yagonny Souza, de 20 anos, que alcançou o recorde mundial nos 800 metros da categoria T45 (para atletas biamputados nos membros superiores). Condições para ir a Londres, ele tinha, mas a estreia em Paralimpíadas será mesmo em 2016.

 

- Em torneios do paradesporto, a categoria T45 pode ser compartilhada com outras como a T43 e T46, que reúne atletas com a deficiência em apenas um braço. Neste caso, o Comitê Paralímpico Brasileiro prioriza um atleta mais velho e que possa competir na categoria T46 - explica Danielle Lima, do Departamento de Comunicação da Andef, completando que Yagonny - que fez 2m01s06 no Circuito Caixa Brasil Paralímpico no ano passado, já é uma promessa para 2016.

 

O quadro de especialistas em diferentes modalidades e áreas da performance esportiva auxilia não apenas na reabilitação, mas na identificação de talentos. Danielle destaca que os profissionais trabalham ao encontro de habilidades e da modalidade de sucesso para o atleta. Apesar de não existir uma prioridade, os esportes mais praticados e treinados na instituição são os individuais, como natação e atletismo. Isso porque há mais barreiras nos coletivos, tais como: formar uma equipe para competir e investir em equipamentos caros para a prática do basquete, por exemplo (onde as cadeiras de rodas chegam a custar R$3 mil).

 

A reabilitação é a porta de entrada na associação, mas graças à divulgação e ao desenvolvimento do paradesporto, apesar de tardio no Brasil, muitas pessoas com deficiência física vêm descobrindo uma grande oportunidade profissional.

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A importância do Futsal na formação de atletas para o Futebol

A importância do Futsal na formação de atletas para o Futebol | Formação de atletas | Scoop.it

Sabemos que muitos jogadores profissionais de futebol, iniciaram suas carreiras quando criança no Futsal. Cito como exemplo os últimos jogadores brasileiros eleitos pela FIFA como melhores do Mundo (Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Ronaldo, Romário). E a nova geração de craques vem seguindo esse mesmo caminho, são os casos de Neymar, Paulo Henrique Ganso, Lucas, Marcelo, Philippe Coutinho, que também são oriundos do futsal.

 

Por conta desses fatos, na graduação e pós graduação, eu e meus amigos José Alexandre “Barata” e Renato Osis, decidimos estudar o assunto a fundo, que acabou virando tema das nossas conclusões de curso e também de palestras ministradas por nós.

 

Por isso, no link http://futsaltotal.com.br/artigos/136-serie-de-videos-a-importancia-do-futsal-na-formacao-de-atletas-para-o-futebol vocês encontrarão uma SÉRIE DE VÍDEOS, onde mostram que o Futsal contribui muito na formação de atletas para o futebol, com depoimentos de dirigentes, treinadores e jogadores profissionais, falando do benefício que o Futsal trouxe para suas carreiras no Futebol.

 

O Futsal é CONTRIBUINTE e não CONCORRENTE. Texto tirado do site: www.futsaltotal.com.br

 

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Pressão psicológica pode comprometer desempenho do atleta?

Pressão psicológica pode comprometer desempenho do atleta? | Formação de atletas | Scoop.it

Durante 15 dias foram disputados os Jogos Olímpicos de Londres. O evento que acontece de quatro em quatro anos reúne atletas do mundo inteiro que se enfrentam em diversas modalidades. Para esta Olimpíada em especial, o Brasil tinha grandes chances de medalhas em diversos esportes. Na natação, contávamos com o ouro de Cesar Cielo nos 50m nado livre, entretanto, o atleta conquistou a medalha de bronze. No atletismo tínhamos duas representantes de peso, Maurren Maggi no salto em distância e Fabiana Murrer no salto com vara. Ambas foram eliminadas ainda na fase de classificação, ficando fora da disputa de medalhas. Na ginástica, nossa maior esperança era Diego Hypólito, especialista no solo. A exemplo de Pequim, o ginasta caiu durante a apresentação e foi eliminado.

 

Entretanto, esses atletas foram muito abaixo das expectativas e não conseguiram trazer medalhas para o país. Com exceção de Cesar Cielo, que conquistou o bronze em uma prova que não era derrotado desde 2008.

 

Será que a pressão por bons resultados pode ter influenciado no desempenho destes atletas? O SRZD conversou com a psicóloga Vivina Rios Balbino, professora da Universidade Federal do Ceará, para saber até que ponto o fator psicológico pode afetar o rendimento de um atleta durante uma competição importante como os Jogos Olímpicos. De acordo com Vivina, a pressão psicológica pode influenciar no comportamento do atleta durante a competição.

 

"É importante dizer que o comportamento humano é extremamente complexo e que inúmeros fatores podem influenciar na nossa performance. A intensidade vivenciada pelo atleta pode variar dependendo da personalidade de cada um. Em alguns atletas, essa grande expectativa pode gerar maior segurança, confiança. Em outros, essa expectativa exagerada pode gerar muita tensão liberando exageradamente hormônios do estresse alterando a sua performance. Com certeza, a expectativa de alta performance em eventos esportivos mundiais assim tão competitivos gera tensão, isso é normal e dever ser bem administrada", explicou a psicóloga.

 

Vivina também explicou que é sempre importante que o atleta tenha um acompanhamento psicológico para manter o equilíbrio emocional em momentos de decisão: "Eu diria que no caso de atleta, não somente antes dos jogos e competições, mas durante todo o longo treinamento e preparação para o evento. Saber equilibrar as emoções e lidar bem com momentos decisivos são fundamentais para qualquer êxito ou sucesso na vida de qualquer pessoa", disse.

 

Em Londres-2012, dois atletas em especial surpreenderam o povo brasileiro. Foi o caso de Sara Menezes, campeã no judô, e de Arthur Zanetti, campeão nas argolas. Os dois atletas não foram citados como grandes favoritos para conquistar medalhas, o que acabou acontecendo. É provável que no Rio-2016 estes atletas estejam mais em evidência e assim pode ser criada uma grande expectativa por um bi-campeonato olímpico. Vivina Rios Balbino explicou que será difícil "blindar" esses atletas, entretanto, o segredo para vitória está no talento e no potencial para a vitória.

 

"Manter o equilíbrio emocional, a calma e sobretudo os bons treinamentos e práticas para aperfeiçoar o talento são fundamentais sem dúvida! E a psicologia também está aí para colaborar! Além do mais, o atleta deve ser melhor preparado para ter sempre segurança e confiança na sua boa ou excelente performance - ele de fato tem esse talento! Ter consciência de que se não tivesse essa alta performance não estaria no topo. Essa confiança no talento e no potencial próprio é fundamental para a vitória", concluiu a psicóloga.

 

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Sucesso nas Olimpíadas, Rússia colhe frutos do garimpo nas escolas

Sucesso nas Olimpíadas, Rússia colhe frutos do garimpo nas escolas | Formação de atletas | Scoop.it

Foram 82 medalhas nas Olimpíadas de Londres, 24 de ouro. E a expectativa é de um futuro ainda mais brilhante. A Rússia colhe os frutos do investimento no esporte desde os primeiros passos dos atletas. Aos sete anos, as crianças já começam a treinar e, quem se destaca, é convidado a ingressar em uma das 36 escolas de reservas olímpicas espalhadas pelo país.

 

O "SporTV News" procurou uma das instituições, onde as promessas ganham moradia,

alimentação e treinamento de alto nível, tudo custeado pelo governo. Na escola de Moscou, que abriga 320 adolescentes, pelo menos metade já faz parte de uma seleção do país. Esse tipo de formação de atletas foi herdado da União Soviética e aperfeiçoado com o uso de muita tecnologia.


- São tecnologias modernas, avançadas. Se antigamente era só o treinador que avaliava o potencial de um estudante, agora não. Agora aparecem muitos equipamentos, tanto médicos quanto de treinamento, que ajudam a elaborar melhor esse processo e isso quer dizer que mudou o sistema de treinamento – disse Andrei Zakharov, diretor da escola de Moscou, lembrando que a Rússia não é o único país a adotar tal tipo de trabalho.

 

- É um sistema centralizado, utilizado em muitos outros países, inclusive na Alemanha e na China, que até o aperfeiçoou. Existe um centro de preparação olímpica como esse em diversos lugares lá, então pode-se dizer que não se tornou eficiente só para russos.
Bicampeã mundial de ciclismo e quarta colocada nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, Natalya Kyshuk agora ajuda como vice-diretora da escola de Moscou.


- Justamente nos anos de estudo aqui que eu consegui meus melhores resultados. Qualquer atleta olímpico tem que passar por essa fase de preparação. É difícil ganhar os Jogos Olímpicos sem passar por esses treinamentos – destacou a ex-ciclista.


A preocupação agora é renovar o quadro de técnicos, já que muitos trabalham desde a época da União Soviética. Nas universidades, os estudantes devem escolher uma modalidade logo no primeiro ano, para a qual dedicarão os quatro restantes estudando e pesquisando.

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A pedagogia da iniciação esportiva: um estudo sobre o ensino dos jogos desportivos coletivos

A pedagogia da iniciação esportiva: um estudo sobre o ensino dos jogos desportivos coletivos | Formação de atletas | Scoop.it

Nos dias atuais, temos observado um aumento considerável nas discussões sobre as metodologias de ensino-aprendizagem dos desportos; nos jogos desportivos coletivos, inúmeros são os assuntos a serem debatidos. Nossa intenção, neste capítulo, refere-se ao diálogo relacionado ao desenvolvimento esportivo, entendido como processo de ensino, que ocorre desde que a criança inicia-se na atividade esportiva, até sua dedicação exclusiva em uma modalidade. Objetivamos abranger os assuntos pertinentes ao ensino de habilidades e competências tático-cognitivas e também considerações sobre o desenvolvimento das capacidades físicas e dos jogos desportivos coletivos por intermédio dos estudos em pedagogia do esporte.

 

Os jogos desportivos coletivos são constituídos por várias modalidades esportivas - voleibol, futsal, futebol, handebol, pólo aquático, basquetebol - entre outros e, desde sua origem, têm sido praticados por crianças e adolescentes dos mais diferentes povos e nações. Sua evolução é constante, ficando cada vez mais evidente seu caráter competitivo, regido por regras e regulamentos (Teodorescu, 1984). Por outro lado, os autores da pedagogia do esporte também têm constatado a importância dos jogos desportivos coletivos para a educação de crianças e adolescentes de todos os segmentos da sociedade brasileira, uma vez que sua prática pode promover intervenções quanto à cooperação, convivência, participação, inclusão, entre outros.

 

A pedagogia do esporte busca estudar esse processo, e as ciências do esporte, em suas diferentes dimensões, identificaram vários problemas, os quais serão balizadores deste estudo: busca de resultados em curto prazo; especialização precoce; carência de planejamento; fragmentação do ensino dos conteúdos; e aspectos relevantes, que tratam da compreensão do fenômeno na sua função social. Assim sendo, o ensino dos jogos desportivos coletivos deve ser concebido como um processo na busca da aprendizagem. Esse pensamento faz-nos refletir acerca da procura por pedagogias que possam transcender as metodologias já existentes, a fim de inserir, no processo de iniciação esportiva, métodos científicos pouco experimentados. Dessa forma, é de fundamental importância discutirmos a pedagogia da iniciação esportiva, com o respaldo teórico de estudiosos do assunto.

 

Considerações finais

 

Acreditamos que a iniciação nos jogos desportivos coletivos deva ser entendida pelos agentes esportivos: técnicos, dirigentes, etc, como um processo que inicia-se logo que as crianças tem suas primeiras vivencias com os jogos até o final dos quatorze anos, período este que torna -se necessário a especialização em uma modalidade quando as vistas é a formação do atleta. Esse processo chamado de etapa de iniciação esportiva deve constituir-se de fases e sua constituição acontece com as experiências dos praticantes, aliada a um projeto pedagógico onde os conteúdos do ensino das habilidades e o desenvolvimento das capacidades motoras, ocorram de forma diversificada, motivadora oportunizando a participação e a aprendizagem do maior número possível de praticantes principalmente nas agencias formais de ensino, com base no método de jogo, dentro da especificidade de cada modalidade praticada pelas crianças e adolescentes, possibilitando um ótimo desenvolvimento da aprendizagem motora, dando bases para as futuras especializações nas modalidades escolhidas pelos próprios praticantes. Especialização esta que acontecerá após quatorze anos de idade.

 

Mais detalhes, acessar o link do artigo inteiro clicando no nome da notícia.

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Magic Paula - Educar para Crescer

Magic Paula - Educar para Crescer | Formação de atletas | Scoop.it
Maria Paula Gonçalves da Silva entrou para a história do basquete nacional como Magic Paula. Campeã mundial em 1994 e vice-campeã olímpica em 1996, começou muito cedo na carreira. Aos 12 anos se mudou da casa de seus pais, na pacata Osvaldo Cruz (SP), para integrar o time da cidade de Assis (SP). Apesar da distância, sua família jamais deixou de exigir bom rendimento escolar. “Hoje agradeço esta cobrança dos meus pais em relação aos estudos”, conta a ex-atleta.

 

Antes de integrar a seleção brasileira, Paula brilhou nas quadras defendendo o time da Unimep (Piracicaba – SP) onde também concluiu a graduação em Educação Física. A equipe foi pioneira

no Brasil ao atrelar o esporte à Universidade, nos moldes do ensino superior norte-americano.

 

Em 2004, fundou com a também ex-atleta Branca, o Instituto Passe de Mágica, um projeto que tem foco na educação pelo esporte. Para ela, as crianças tem trocado cada vez mais as atividades ao ar livre por horas na frente do computador ou da televisão. Reforçando sua ideia de que as brincadeiras de rua e o esporte são essenciais para a vida dos pequenos, Paula lançou em 2011 um livro sobre sua infância (Magic Paula, editora Callis).

 

Conversamos com Paula sobre sua infância, os sacrifícios e as lições que tirou de sua carreira no basquete, e o que pensa do esporte na Educação brasileira. Confira!

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