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 O ALGORITMO DA POLÍTICA MUDOU  ! Fernando Henrique Cardoso

 O ALGORITMO DA POLÍTICA MUDOU  ! Fernando Henrique Cardoso | ENSAIOS | Scoop.it

Diversamente do progressismo do século XVIII, centrado no indivíduo, e do XIX, centrado na classe, o atual deve se centrar em pessoas que nascem e vivem “em redes”. Não repudiam o coletivo: querem existir dentro dele mantendo suas autonomias, sua liberdade de escolha. O algoritmo é outro. Há os interesses, mas os valores também contam.

Ihering Guedes Alcoforado's insight:
Das redes aos algoritmos, mas nada qualificado: muitos clichês e nada de sociologia. Com relação aos algorítimos enquanto mecanismo de tomada de decisão governamental, os valores dos que operam o sistema decisório  não mudaram: o  Gedel Vieira é a reencarnação do  Sérgio Motta e, os valores e os interesses deles e,  dos diversos segmentos sociais não se alteraram.    

A diferença fica por conta das novas possibilidades, não só de  expressar a indignação quando esses interesses e valores não são atendidos, mas principalmente de  mobilizar essa indignação   em atos "políticos" por fora dos canais tradicionais de expressão, a exemplo dos partidos e dos sindicatos..   
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O LUTO E OS ESPECTROS DO MARXISMO E DO SOCIALISMO ! Ihering Guedes Alcoforado 

O LUTO E OS ESPECTROS DO MARXISMO E DO SOCIALISMO ! Ihering Guedes Alcoforado  | ENSAIOS | Scoop.it
By Ihering Guedes Alcoforado in Marxist Economics and Post-Marxism.
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
Um artigo programático no qual trato da apropriação burguesa dos espectros do marxismo e do socialismo, ao tempo que chamo atenção para necessidade da esquerda reapropriar-se destes espectros como subsidio ao redesenho da sua estrategia.  
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O DILEMA DA LEGALIDADE: Direito Consuetudinário vs. Direito Codificado Ihering Guedes Alcoforado.

O DILEMA DA LEGALIDADE: Direito Consuetudinário vs. Direito Codificado Ihering Guedes Alcoforado. | ENSAIOS | Scoop.it
A Câmara aprovou nesta quinta-feira (24), urgência para a tramitação de projeto que anistiará o caixa 2, ou seja, isentará políticos corruptos de serem punidos
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
A votação da urgência para anistia ao Caixa 2 desvela a realidade política brasileira. 
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A RECONSTRUÇÃO DO BRASIL: Uma Nota sobre a Formulação e Coordenação das Políticas Macro e Microeconômicas  ! Ihering Guedes Alcoforado de Carvalho 

A RECONSTRUÇÃO DO BRASIL: Uma Nota sobre a Formulação e Coordenação das Políticas Macro e Microeconômicas  ! Ihering Guedes Alcoforado de Carvalho  | ENSAIOS | Scoop.it
"Existe interesse do investidor estrangeiro? Sim, mas, como se diz, o diabo está nos datalhes. Tem de ver qual é o programa, quais são os ativos, os mecanismos de leilão e também, volto a insistir, tem de ver a questão do setor privado e da Lava Jato. Há ativos muito interessantes para o investidor estrangeiro no setor privado, mas que estão contaminados pela questão jurídica da Lava Jato. Há ativos muito atrativos, mas alguns projetos poderiam morrer no departamento de compliance." Paulo Leme
Ihering Guedes Alcoforado's insight:

SUPERSALÁRIOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS


"Enquanto se discute um pente-fino sobre os supersalários dos servidores públicos, a remuneração média desses funcionários chega a ser dez vezes superior ao que recebem os trabalhadores da iniciativa privada. De acordo com o IBGE, o rendimento médio do trabalhador brasileiro é de R$ 2.015. No topo do Executivo, estão os servidores do Banco Central, que ganham, em média, R$ 22.406. Nos ministérios, a média de salários é de R$ 9.963; nas autarquias, R$ 9.859; nas empresas públicas, R$ 11.454 e, nas companhias de economia mista (como o Banco do Brasil), R$ 9.757. No Judiciário, o valor médio é de R$ 17.898. No Legislativo, R$ 15.982 e, no Ministério Público da União, R$ 15.623."[ALVES, 2016a]


A discrepância é ainda mais gritante em relação às aposentadorias. Enquanto o benefício médio pago pelo INSS é de R$ 1.862, um aposentado do Congresso ganha, em média, R$ 28.527, e do Judiciário, R$ 25.832. Entre os três poderes, a menor aposentadoria média é a dos funcionários do Executivo, R$ 7.499 – os militares ganham, em média, R$ 9.479 de aposentadoria."[ALVES, 2016a]

"Quando se analisa só os maiores salários mensais médios registrados no ano passado, porém, o destaque é para o poder Legislativo do Pará. Dois agentes de saúde pública, um assistente administrativo e três dirigentes de órgão lideram o ranking dos supersalários entre funcionários públicos no ano passado. Eles receberam remuneração média entre R$ 114 mil e R$ 118 mil mensais em 2015." [BUGARELLI & MENDES, 2016]

UM CASO EMBLEMÁTICO NO RIO

"Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio com apenas sete meses de magistratura, Marianna Fux, empossada em abril passado no cargo, já em maio recebia vencimentos que “estouravam” o teto do salário bruto de R$ 33.670. Depois de estrear na carreira recebendo R$ 18 mil (porque tomou posse o cargo no meio do mês), ganhou R$ 39 mil no mês seguinte e, entre junho e agosto, último dado disponível para 2016, ela recebeu R$ 46.830,15 mensais. Somadas ao salário base de R$ 30.471,11, ela ganha mais R$ 6.202 a título de “indenizações” e R$ 10.157,04 por “vantagens eventuais" [THOMÉ, 2016]


"O texto que está com o presidente Michel Temer promove a convergência das regras dos trabalhadores da iniciativa privada com as dos servidores públicos"[ALVES, 2016a]

"O encolhimento da economia brasileira, combinado com os reajustes concedidos nos últimos tempos aos servidores públicos, fez com que o peso das despesas pagamento de pessoal da União como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) batesse recorde. De todas as riquezas produzidas pelo País, 5,7% são consumidos para honrar o contracheque do funcionalismo dos três poderes. Trata-se do maior valor desde 1995, quando tem início a série histórica do Ministério do Planejamento. Para efeito de comparação, é mais do que o dobro do déficit da Previdência do INSS previsto para este ano, estimado em 2,4% do PIB."[ALVES, 2016B]




[BUGARELLI & MENDES, 2016][BUGARELLI & MENDES, 2016][BUGARELLI & MENDES, 2016]

BUGARELLI, Rodrigo & MENDES,  Carlos., Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo 27 Novembro 2016 | 05h03http://migre.me/vB2XT

REFERÊNCIA

TOMÉ, Clarissa, No Rio, só um de 861 juízes ganhou menos que o teto em agosto in ESTADO DE SÃO PAULO. 27 Novembro 2016 | 05h03 http://migre.me/vB2L4

ALVES, Murilo Rodrigues., Despesas com servidores batem recorde. in ESTADO DE SÃO PAULO. 27 Novembro 2016 | 05h04. http://migre.me/vB2vI

ALVES, Murilo Rodrigues., Média salarial chega a ser dez vezes a do setor privado IN ESTADO DE SÃO PAULO 27 Novembro 2016 | 05h00 http://migre.me/vB2nV
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A AÇÃO CORPORATIVA DOS JUDICIÁRIOS ESTADUAIS: Uma nota sobre suas implicações econômicas

A AÇÃO CORPORATIVA DOS JUDICIÁRIOS ESTADUAIS: Uma nota sobre suas implicações econômicas | ENSAIOS | Scoop.it
By Ihering Guedes Alcoforado in Corporativism and Public spending. Trata de algumas implicações politicas da ação corporativa do judiciário.
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
Trato  das implicações políticas da ação corporativa do judiciário.
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A CHANTAGEM CORPORATIVISTA  DOS JUDICIÁRIOS ESTADUAIS:  ! Ihering Guedes Alcoforado

A CHANTAGEM CORPORATIVISTA  DOS JUDICIÁRIOS ESTADUAIS:  ! Ihering Guedes Alcoforado | ENSAIOS | Scoop.it

"A sensibilidade dos deputados ao judiciário estadual é que uma condenação em segunda instância os torna inelegíveis para concorrer.       Isso é problema grave porque a gente tem a Câmara na mão do Judiciário estadual. "  [amuel Pesso



Ihering Guedes Alcoforado's insight:
 A crise fiscal dos Estados evidenciou múltiplos problemas estruturais nos gastos governamentais. Entre outros destaco o   dos salários do judiciário, tanto na esfera estadual como federal, não apenas pelo acinte de estar  acima do teto constitucional, mas principalmente pela forma e as implicações institucionais desses privilégios.

Reportagem do GLOBO constatou que 89,18% dos juízes no âmbito federal ganham mais que os R$ 33.763, estando na mesma situação 76,48% dos magistrados que atuam no nível estadual.

Enfim, temos  a manifestação de um dos mais graves problemas institucionais, dado que o segmento da sociedade responsável pelo cumprimento da Letra lei a descumpre de forma generalizada. E, como se não bastasse a gravidade do problema, ele é magnificado por ações concertadas deste mesmo judiciário entre as quais sublinho a sua atuação política, enquanto uma corporação, atuando em  interesse próprio, que subtraindo-se ao legisltivo, que interferindo politica na própria ação legisltiva. Uma exemplar do que não se deve fazer. 

No primeiro caso, temos o problema da  blindagem do Judiciário a  ação normativa  do legislativo, dado se arvorar o direito de legislar em causa própria, o que acontece com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em vigor desde 1979, que não só  fixa uma série de privilégios para a magistratura,  como estabelece o Supremo com o Órgão responsável por  sua atualização

Mas, o  problema mais grave não é a excepcionalidade da LOA, mas o que foi é evidenciado em  entrevista ao Estadão por Samuel Pessoas que nos  chama atenção para uma uma instrumentalização política de um  "um efeito colateral ruim da lei da ficha-limpa": a vulnerabilidade dos parlamentares, por meio de uma a chantagem corporativas de segmentos dos judiciários estaduais.   

Uma  ação corporativa velada  do judiciário   no jogo político nacional  pode   se  configurar como uma  "chantagem corporativista"  sobre os parlamentares, com graves implicações nas votações do Congresso Nacional envolvendo gastos públicos.  

Esta pratica corporativa pode  se aproveitar do fato que  "  Tem muito deputado que está para ir para segunda instância do Judiciário estadual.  Esses caras estão na mão do Judiciário e morrem de medo. Juízes, promotores, defensoria pública das Justiças estaduais pressionaram os deputados [...] [PESSOA, 2016]

O que torna esses deputado por sua vez,  muito sensíveis as pressões corporativas d o judiciário estadual, dado que em algum momento sua carreira política poderá depender dele, isto porque   " [...]uma condenação em segunda instância os torna inelegíveis para concorrer".    Enfim, isto pode vir a configurar  um problema político porque a Câmara fica  vulnerável as pressões corporativas dos  Judiciários estaduais.

Mas, como se não bastasse o  problema político se torna num problema econômico  porque o  resultado da chantagem corporativista dos judiciários estaduais na sua demanda por privilégios, introduz nas regras dos jogos procedimentos que levam ao descontrole dos gastos com pessoal.         


 Neste sentido, é emblemático o que  aconteceu  na  negociação do projeto de lei complementar de negociação de dívidas estaduais:      "[..]  governos federal e estaduais colocaram no projeto um item que exigia a definição, com toda clareza, do que era gasto com pessoal para efeito de enquadramento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas isso tudo caiu na Câmara, por pressão dos legislativos e judiciários estaduais. A razão: efeito colateral ruim da lei da ficha-limpa".     O resultado é a atual crise  generalizada dos Estados, decorrente em boa parte do descontrole com gasto de pessoal 

Dai um desafio político: Como eliminar o efeito colateral ruim da lei da ficha-limpa. Daí uma lição: a evidenciação da necessidade imperativa de analise ex ante dos efeitos indesejáveis das mudanças institucionais. E, tudo isso tendo como pano de fundo uma população desinformada e, facilmente  manipulada por um  corporativismo do judiciário que avança de mãos dados com o ativismo judiciário.







REFERÊNCIA

GLOBO/OPINIÃO. Privilégios criam injustiças e distorcem gastos públicos. 26/11/2016 | O Globo | Opinião | BR. http://migre.me/vAHdO ;

SALOMÃO, Alexa., 'A PEC do Teto vai forçar o País a fazer reformas', diz pesquisador IN http://migre.me/vAwxX

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GEORGE AKERLOF As Garantias Como Uma Agenda de Pesquisa

GEORGE AKERLOF As Garantias Como Uma Agenda de Pesquisa | ENSAIOS | Scoop.it
By Ihering Guedes Alcoforado in Grants and Garantias. Extrai algumas virtualidades da proposta de G Akerlof de usar as garantias como enfrentamento do problema de assimetria de informações nos mercados, a partir do que traça os contornos de uma
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MAZZUCATO: A Política Tecnológica Como "Clichê" ! Ihering Guedes Alcoforado

MAZZUCATO: A Política Tecnológica Como "Clichê" ! Ihering Guedes Alcoforado | ENSAIOS | Scoop.it
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ALT RIGHT: We the Vanguard Now by Richard B. Spencer 

ALT RIGHT: We the Vanguard Now by Richard B. Spencer  | ENSAIOS | Scoop.it
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Ihering Guedes Alcoforado's insight:
"The Alt Right is deeply connected to Trumpian populism in intellectual, spiritual, and visceral ways [...] Before Trump, the Alt Right could be criticized for being a “head without a body”; it was engaged in meta-political and scientific discussion, but lacked a real connection with practical politics and the hopes and dreams of average Americans. In turn, Trump’s populism—with its half-baked policy ideas and sketchy vision of the future—could be criticized as a “body without a head. [...] Now we are the whole man. The Alt Right and Trumpian populism are now aligned" Richard B. Spencer
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A Crisis Of Representation, Not Of The Constitution

A Crisis Of Representation, Not Of The Constitution | ENSAIOS | Scoop.it
The failure to offer a serious alternative to the current maladies of capitalism should not be construed as a constitutional crisis.
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
CONSTITUTIONAL CRISIS VS.  CRISIS OF REPRESENTATION


"What happened in the US elections does not represent a constitutional crisis. It is rather what the Italian social theorist Antonio Gramsci in the 1920s described as a “crisis of representation,” one in which the links between parties and their putative/real constituencies break down. Whether there is a larger ”crisis of hegemony” lurking as well, one in which state institutions no longer accomplish core functions, remains to be seen. The latter could in turn precipitate a constitutional crisis."


"The failure to offer a serious alternative to the current maladies of capitalism should not, then, be construed as a constitutional crisis. That those who come to power as a result of such a failure have a lesser regard for the constitution is, however, worrisome enough."







"Trump was elected by an angry and disheartened majority and not, as much of the liberal media would have it, by a racist minority and yahoo blue-collar losers. He was elected in the same country and to a considerable extent by the same electorate that voted twice for an African-American president in large numbers. (In fact, outside the old Confederacy, Obama won a bigger share of the white vote than either Kerry or Gore.) Pollsters could not see and pundits did not take seriously the extent of anger and frustration in the US (and beyond). Embedded in the liberal cosmopolitan establishment, they could not imagine that there was a strong countercurrent roiling the Zeitgeist.

From within the system it is hard to see that this anger is not just understandable but also justified. This is why Clinton’s counter to Trump’s “Make America Great Again” was a total flop: “America Is Great” is not very sympathetic to the 99%. "

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The Internet May Be Changing Your Brain In Ways You’ve Never Imagined

The Internet May Be Changing Your Brain In Ways You’ve Never Imagined | ENSAIOS | Scoop.it
Five years ago, journalist Nicholas Carr wrote in his book The Shallows: How The Internet Is Changing Our Brains about the way technology seemed to be eroding his ability to concentrate. "Once I was a scuba diver in the sea of words," he wrote. "Now I zip along the surface like a guy on a Jet Ski." In the book, which became…
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Lula - Coletiva dos advogados de Lula para a imprensa... | Facebook

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Coletiva dos advogados de Lula para a imprensa internacional sobre a ação da ONU
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Virtual Competition — Ariel Ezrachi, Maurice E. Stucke | Harvard University Press

Virtual Competition — Ariel Ezrachi, Maurice E. Stucke | Harvard University Press | ENSAIOS | Scoop.it
Ariel Ezrachi and Maurice Stucke take a hard look at today's app-assisted paradise of digital shopping. The algorithms and data-crunching that make online purchasing so convenient are also changing the nature of the market by shifting power into the hands of the few, with risks to competition, our democratic ideals, and our overall well-being.
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
COMPETIÇÃO VIRTUAL
Uma Nota Sobre a Problemática Concorrencial das Algorithm-Driven Economy)

Ihering Guedes Alcoforado de Carvalho


"The future of virtual competition isn’t necessarily bleak. The transformative innovations from machine learning and big data can lower our search costs (whether we’re finding a raincoat or a parking spot), lower entry barriers, create new channels for expansion and entry, and ultimately stimulate competition. But these welfare gains aren’t automatic. Much depends on how the companies employ these technologies and whether their incentives are aligned with their customers’ and society’s interests."



Nesta nota trato a partir do livro de Virtual Competition de Ariel Ezrachi  Maurice Stucke (2016a) das implicações da competição virtual (virtual competition) que se institui a partir da difusão das compras digitais ( digital shopping) baseada em aplicativos ( app-assisted), tendo em vista evidenciar alguns problemas em latência.   

A premissa básica posta por Ezrachi & Stucke (2016b) é que 

"[...] Data-driven online markets will not necessarily correct themselves, nor will the anticompetitive effects be obvious. Dominant firms can be a step ahead in developing sophisticated strategies and technologies that distort the perceived competitive environment. Even with evidence that the markets aren’t behaving competitively, antitrust, while not obsolete, may prove unwieldy at times to apply. Without evidence of anticompetitive agreement or intent, an engaged competition agency will be hamstrung. So, our current antitrust laws may not deter some of the collusion scenarios we identify."


A partir do que ressalto  alguns problema posto em evidência pelos autores aludidos.  O primeiro problema  é   resultado do uso dos sofisticados "data-drive algorithms"  com os "data-crunching".       Os  "data-drive algorithms" monitoram os preços dos competidores, ao tempo em que  ajustam  os seus, enquanto que   "data-crunching" disponibilizam os  dados de forma a torná-los útil na tomada de decisão, o que resultado é que:   




Data-driven online markets will not necessarily correct themselves, nor will the anticompetitive effects be obvious. Dominant firms can be a step ahead in developing sophisticated strategies and technologies that distort the perceived competitive environment.  [STUCKE & EZRACHI, 2016b)


  

Em outras palavras, o  problema consiste na     mudança na natureza da competição nos mercados e, nem sempre para melhor, já que a ação concertada referida acima pode prejudicar os consumidores.

O segundo perigo vejo na possível  descriminação comportamental ( behavioral discrimination) já que a empresa dispõe de informações sobre o consumidor podendo induzi-lo a comprar pelo  preço mais elevado que ele estar disposto a pagar., . 

O terceiro perigo identifico na ascensão das  super-plataformas que controlam o sistema operacional dos smart phones e suas relações amigo/inimigo ("frenemy") com os desenvolvedores independente de aplicativos, dado que   passam a operar como um monopólio  (data-driven monopolies) associado ao fluxo de dados pessoais o que lhes permite determinar quem  poderá explorar as oportunidades de negócios.


Todos os problemas referidos acima convergem na configuração de uma nova problemática no âmbito da competitividade dos  mercados a qual se estabelece a partir da consolidação da era dos "big data" e da "big analytics":

"But ensuring competition today means looking at its next frontier: our online e-commerce environment. It means understanding the shift from competition as we know it to the era of big data and big analytics, which is radically changing our markets and competitive ecosystem." [STUCKE & EZRACHI, 2016b)

Esta nova problemática se manifesta de forma efetiva como o que os autores chamam de "colusão algoritimica (algorithmic collusion) um novo desafio a política anti-trust:

"[...]  Pricing algorithms don’t have the capacity to trust. Nonetheless, by increasing the speed at which price changes are communicated, detecting any cheating or deviations, and punishing those deviations, algorithms can foster new forms of collusion that are achieved through subtler means, that do not amount to a hard-core cartel, and that are beyond the law’s reach.[STUCKE & EZRACHI, 2016b)

A colusão algorithmica pode se dar em vários cenários:

" The first scenario, messenger. concerns humans agreeing to collude and using computers to execute their will. One recent example involves posters sold through Amazon Marketplace [...]  Our second scenario, hub and spoke, is more challenging. Here we consider the use of a single pricing algorithm to determine the market price charged by numerous users. Uber illustrates this framework [...]  The third scenario, the predictable agent, is even more challenging. In this new world there is no agreement among competitors. .... The result  is algorithm-enhanced conscious parallelism — or, as we call it, tacit collusion on steroids. [...]  Finally, in the most challenging collusion scenario, digital eye, we consider how two technological advancements can amplify tacit collusion, creating a new level of stability and scope..[STUCKE & EZRACHI, 2016b]


Em função do exposto acima, o arremate final é que 

"Accordingly, businesses and competition authorities must better understand how the rise of sophisticated computer algorithms and the new market reality can significantly change our paradigm of competition — either for better or for worse. We should explore new legal safeguards to promote competition in this new competitive environment. Otherwise, we will likely experience durable forms of collusion that are beyond enforcers’ reach, sophisticated forms of price discrimination, and an array of abuses by data-driven monopolies that, by controlling key platforms like smartphone operating systems, can dictate your company’s future." [STUCKE & EZRACHI, 2016b]





 REFERÊNCIAS

STUCKE, Maurice E. & EZRACHI, Ariel, (2016a)  Virtual Competition The Promise and Perils of the Algorithm-Driven Economy. Cambridge: Harvard University Press. 

STUCKE, Maurice E. & EZRACHI, Ariel,    (2016b) How Pricing Bots Could Form Cartels and Make Things More Expensive http://migre.me/vqC5a (Disponibilizado em 26/10/2016 e consultado em 05/11/2016)




PRILUCK, Jill, When Bots Collude   http://migre.me/vqD3N Disponibilizado em 25/04/2016 e consultado em 05/11/2016)  http://www.newyorker.com/business/currency/when-bots-collude

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PENSAR:  Forma Histórica vs. Forma Não Histórica Ihering Guedes Alcoforado 

PENSAR:  Forma Histórica vs. Forma Não Histórica Ihering Guedes Alcoforado  | ENSAIOS | Scoop.it
Discurso íntegro de la historiadora británica en el teatro Campoamor de Oviedo
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
Nesta nota trato das implicações de duas formas de relacionamento com o passado: trágica e a XXXXX. O objetivo é estabelecer uma compreensão do papel da história na comtempraneidade. 

 "[...] (L)a   historia no es simplemente sobre el pasado. Como conversación entre el presente y el pasado, tiene tanto que ver con nosotros. Ahora bien, no quiero decir con esto que podemos aprender lecciones directamente de la historia (la historia no es un libro de respuestas a los problemas actuales). Pero sí nos enseña acerca de nosotros mismos, desafiando nuestras certidumbres culturales y abriendo nuestros ojos a distintas perspectivas. Y alienta una cierta humildad cultural."[BEARD, 2016]

A pretexto da conduta da Geração Milênio com relação ao legado histórico,  Demi Getschko, nos chamam atenção que eles 

"[...] fazem uma leitura quase que superficial do passado, que passa a ser considerado como algo imposto, inadequado e até "politicamente incorreto", cujo conhecimento é de "menor importância para nós", pari passu ao "empoderamento" de que a nova geração desfruta. [GETSCHO, 2016]


É por isto que se manifesta uma hipertrofia do futuro:

" É mais simples olhar para o futuro descompromissados com o passado, que é obra de obscuros antecedentes, cheios de erros, preconceitos e, inclusive, limitações. G. K. Chesterton, em O que há de Errado com o Mundo (1910, pré-história, diriam!), define: "O futuro é um refúgio onde nos escondemos da competição feroz de nossos antepassados. São as gerações passadas, não as futuras, que vêm bater à nossa porta. O futuro é uma parede branca na qual cada homem pode escrever seu próprio nome tão grande quanto queira. O passado já está abarrotado de rabiscos ilegíveis de nomes como Platão, Isaías, Shakespeare, Michelangelo, Napoleão. Posso moldar o futuro tão estreito quanto eu mesmo. Já o passado tem por obrigação ser tão amplo e turbulento quanto a humanidade. E o resultado dessa atitude moderna é este: os homens inventam novos ideais porque não se atrevem a buscar os antigos. Olham com entusiasmo para a frente porque têm medo de olhar para trás."[GRETSCHKO, 2016]

Por outro lado, preocupa-me pensar que a Internet poderia tornar-se uma nova Revolução Francesa, aquela da "liberdade, igualdade e fraternidade" mas, também, do período do terror. Estaremos em breve guilhotinando pessoas em praça pública? -- Para a 'geração do milênio', rede e conectividade são pressupostos inalienáveis. [GRETSCHKO, 2016]


TRAGICO: Somos Produto do Nosso Passado


Em oposição frontal a negação do passado da Geração do Milênio alinha-se o pensamento trágico e sua premissa que somos produto de nosso passado, o que é bem expresso de forma genérica por  Critchley: 



" Me interesa la tragedia, no por su oscuridad o "pesimismo," sino porque la visión trágica está basada en la noción de que somos producto de nuestro pasado, un pasado del que no podemos deshacernos. Estamos insertos en sistemas familiares, lingüísticos, políticos que no controlamos pero de los cuales somos cómplices. Lo trágico es que el pasado no es pasado, tiene una dimensión fatídica contra la que es imposible luchar, como en el caso de Edipo. Lo que nos queda es aceptar la facticidad, nuestro "estado de arrojados en el mundo", como diría Heidegger, y buscar maneras de articularla. Si uno lo piensa, hay algo jovial en la adopción de una sensibilidad trágica. Por el contrario, el optimismo desatado no lleva sino a la desesperación.[CRITCHLEY, 2016]

E ilustrada por Marx em o 18 BRUMÁRIO DE LUIS BONAPARTE: :

 "Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade, e sim segundo as escolhas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mor tas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. A Revolução de 1789-1814 vestiu-se alternadamente como a República Romana e como o Império Romano. O principiante que aprende um novo idioma, traduz sempre as palavras deste idioma para sua língua natal; mas só quando puder manejá-lo sem apelar para o passado e esquecer sua própria língua no emprego da nova, terá assimilado o espírito desta última e poderá produzir livremente nela". "[GRETSCHKO, 2016 apud Karl Marx]




ESPAÇOS POLÍTICSO: História vs. Filosofia"En cuanto a la creación de espacios políticos que actúen contra el sistema desde el sistema, soy realista y creo que es la historia y no la filosofía la mejor aliada de la política. Me siento más cerca de Tucídides que de Platón en ese sentido, más cerca de Rorty que de Rawls." [CRITCHLEY,2014]

 OCCUPY  "[...] creo que hay momentos en la historia en que lo improbable sucede y nos sorprende [...] Lo más interesante para mí del movimiento (oCCUPY) fue el mero hecho de que existió, de que sucedió, y de que sucedió en espacios rigurosamente vigilados. Es cierto que no produjo cambios estructurales, así como la Primavera Árabe no produjo emancipación, pero la gente se autoconvocó, el fenómeno existió y tuvo ciertos efectos."

UTOPISMO: Situações Impossíveis vs. Possibilidade do Excepcional  - " El utopismo que me interesa no es el que imagina situaciones imposibles, sino el que postula la posibilidad de que los seres humanos, actuando en conjunto, pueden lograr que lo excepcional suceda."  [CRITCHLEY,2014]

ORIGEM DA FILOSOFIA: Assombro vs. Desilusão.   "Para los presocráticos, la filosofía comenzaba en el asombro. Me parece fantástico creer que el universo es asombroso, maravilloso, etcétera. Pero no creo que esto rinda cuenta de la insatisfacción fundamental que nos lleva a hacernos ciertas preguntas que están en la base de lo que llamamos filosofía. La desilusión tiene que ver con una relación con el mundo en la que se exacerba la sensación de ausencia de algo, de carencia. Nos cuesta encontrarle sentido al mundo, vemos que suceden cosas horribles, no entendemos el porqué y esto nos lleva a preguntarnos por la justicia, por el sentido de la vida. Es cierto que ésta es una idea moderna, la naturaleza ya no está encantada ni ordenada por una mano divina. La naturaleza para nosotros es un espacio abierto, caótico, confuso, un vacío al que podemos aproximarnos mediante ciertos métodos (como la física o la geometría), pero no es un espacio que nos revelará ningún tipo de sentido. El sentido hay que buscarlo en otro lado y el combustible que nos guía en esa búsqueda es la desilusión, una desilusión positiva, por decirlo de alguna manera, no un cinismo corrosivo." [CRITCHLEY,2014]


TAREFA DO INTELECTUAL: Pensar  o Futuro vs. Mirar para o Passado. 

"Le digo más, la tarea del intelectual para mí es que la gente deje de pensar en el futuro y vuelva la mirada hacia el pasado. El futuro es ideología y amnesia. El intelectual debe accionar lo que Benjamin llama "el freno de emergencia" y cultivar la memoria. La educación en las humanidades es, básicamente, la manera de establecer una comunicación con el pasado, con los muertos. La tendencia global a desestimar la importancia de la historia, de las humanidades, es un síntoma de esta incapacidad de lidiar con la realidad de la muerte. Esto es mucho más que un gravísimo error: es grotesco."  [CRITCHLEY,2014]

ACERCA DA MORTE E A RELAÇÃO COM O PASSADO

" Piense usted en el tabú de la muerte que tenemos en Occidente, sobre todo en Estados Unidos y Europa occidental, donde ya no se sabe qué hacer cuando alguien muere. Hemos perdido los rituales de la muerte, las formas, las prácticas que hasta hace no mucho, aunque uno no creyera en ellas, se respetaban y expresaban, y que eran características, me parece, de una cultura más honesta respecto de la realidad irrevocable de la muerte. Hasta no hace mucho, cuando uno veía pasar un cortejo fúnebre, se detenía, inclinaba la cabeza, quizás automáticamente, pero era algo. Hoy, cuando nos enteramos de que alguien ha muerto, no sabemos qué hacer, nos hemos quedado sin formas, sin protocolos. La muerte nos parece una abominación, algo sorprendente, impensable. Esto es un fracaso fundamental de nuestra civilización. La salud de cualquier civilización en cualquier momento de la historia, retrocediendo hasta hace seis mil, siete mil años, está fundada en la relación con los antecesores, con los muertos.  [CRITCHLEY,2014]

"-Hasta el siglo XIX las cosas eran distintas. En mi país, los victorianos tenían una cultura de la muerte muy robusta y quizás -esto es discutible- problemas con el sexo. Hoy pareciera que tenemos el problema opuesto: un deseo inagotable de hablar de sexo, creyendo que eso nos libera, y un tremendo tabú con la muerte. Me parece que el gran cambio se produjo después de la Segunda Guerra Mundial, cuando advino y se consolidó esta cultura de la negación de la muerte. Tiene que ver con la desintegración de ciertas formas tradicionales de la vida en sociedad, con la falta de conexión con nuestros ancestros, el olvido de nuestros mayores, y con cambios en la forma en que educamos a nuestros hijos. Por algún motivo hemos decidido que hay que proteger a los chicos de la realidad de la muerte a toda costa, y eso me parece un error basado en nuestro propio miedo a la muerte, más que en lo que la idea pueda producir en el chico. Me resulta absolutamente desconcertante esto porque no sólo revela este infantilismo negador respecto de la muerte, sino que también es evidencia de una carencia aún mayor: la incapacidad de hacer luto, de lamentar, de manifestar dolor."[CRITCHLEY,2014]


[GROSSI,2010] [GROSSI,2010] [GROSSI,2010] [GROSSI,2010]  [GROSSI,2010] [GROSSI,2010] [GROSSI,2010] [GROSSI,2010]


[CRITCHLEY,2014]

REFERÊNCIAS

CRITCHLEY, Simon "Es la historia y no la filosofía la mejor aliada de la política" Entrevista a Pablo Maurette. IN  LA NACION,  27/06/2014.  http://migre.me/vEn4U

GETSCHKO, Demi., Que Detém o Futuro http://sco.lt/8g1G53

GROSSI, Paolo, O direito entre poder e ordenamento. Belo Horizonte: Del Rey, 2010

ROSSI, Paolo, Las Araña y las Hormigas. Barcelona: Editorial Crítica, 1990


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Subsídios bilionários à Boeing são condenados by Jamil Chade

Subsídios bilionários à Boeing são condenados by Jamil Chade | ENSAIOS | Scoop.it
As principais e as últimas notícias do Brasil e do mundo com credibilidade na informação sobre política, economia, esportes, cultura, tecnologia, estilo de vida e muito mais.
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
GENEBRA - Na maior disputa comercial dos tribunais da Organização Mundial do Comércio (OMC), a entidade condena os subsídios recebidos pela Boeing para desenvolver seu modelo 777X e agora europeus querem convencer os fabricantes americanos a negociar um novo acordo, 25 anos depois do primeiro entendimento entre Boeing e Airbus.

 Segundo o Estado apurou, um entendimento que tenta costurar Bruxelas pode envolver até mesmo a Embraer e a Bombardier, diante da constatação das empresas do setor aéreo de que a frequentes disputas estão minando o potencial das construtoras e abrindo espaço para a entrada em alguns anos de fabricantes chineses, até agora fora do mercado. 

 Diplomatas admitem que um dos maiores obstáculos, porém, deve ser o comportamento de Donald Trump. Ele terá a possibilidade, em janeiro, de recorrer da decisão da OMC e arrastar o caso por anos. Com um discurso que insistia na defesa dos empregos nos EUA, observadores acreditam que dificilmente os americanos abririam mão de um recurso. 

 Na disputa mais cara e mais longa da historia do sistema do comércio internacional moderno, Boeing e Airbus já foram condenadas mutuamente por atividades ilegais nos últimos doze anos. O que está em jogo, segundo os analistas de mercado, são contratos avaliados em US$ 2,2 trilhões até 2021 para a indústria aeronáutica. 

 O novo caso contra a Boeing havia sido iniciado pela Airbus no ano passado e envolvia o maior programa de um estado norte-americano de apoio à empresa de aviões, avaliado em US$ 9 bilhões. A empresa americana rejeita o valor e diz que recebe apenas US$ 50 milhões por ano. 

O modelo 777x entrará em serviço em 2020, com capacidade para mais de 400 passageiros. Empresas como a Emirates Airline e Lufthansa já acumulam mais de 300 encomendas, numa ofensiva que tem deixado a Airbus em uma posição delicada. Mas, de acordo com os árbitros da OMC, o estado de Washington forneceu subsídios proibidos e "criou distorções comerciais". 

O subsídio previa que, em troca de desenvolver seu novo modelo no estado americano, a Boeing receberia um apoio financeiro. Para a OMC, esse mecanismo é ilegal e proibido. "Esperamos que os EUA respeitem a decisão, promovam uma concorrência legal e retirem esses subsídios sem demora", disse a comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström. Os europeus haviam questionado sete programas diferentes que beneficiavam a industria americana. Mas apenas um - e o mais relevante - foi condenado. "Esses subsídios precisam ser imediatamente retirados", declarou Tom Enders, CEO da Airbus Group. Em 2012, a OMC já havia condenado os americanos por conta de subsídios também para a Boeing. De acordo com os europeus, a Boeing já soma US$ 26 bilhões em subsídios condenados ao longo dos anos. No total, a Airbus estima que os subsídios condenados trouxeram prejuízos de US$ 50 bilhões para suas vendas e, desde o início das disputas, a empresa já teria perdido US$ 95 bilhões diante da concorrência desleal dos americanos. Fabrice Brégier, presidente da Airbus, insistiu que, apesar das condenações anteriores, a empresa americana e seu governo continuaram a subsidiar ilegalmente a produção nos EUA. "A série 777x não vai custar à Boeing um centavo sequer para ser desenvolvido, graças à ajuda dos contribuintes do estado de Washington", disse. "Isso não pode continuar", defendeu. Segundo a empresa europeia, o dinheiro dado pelo governo estadual nos EUA teria sido suficiente para cobrir todo o custo de desenvolvimento do novo avião. Embraer - Agora, a Airbus insiste que apenas um novo acordo pode interromper a guerra entre as empresas que, juntas, controlam grande parte do mercado mundial. "Esperamos que esse resultado leve a Boeing a reconsiderar a disputa e abrir negociações", indicou Enders. Um acordo já havia sido fechado entre as duas empresas em 1992, estipulando os níveis de subsídios que seriam autorizados. Mas, em 2004, a guerra nos tribunais começou. Ao Estado, advogados envolvidos na disputa indicaram que querem conduzir as empresas do setor fora da Europa, inclusive a Embraer, a negociar um acordo. 

 Além da disputa entre Boeing e Airbus, a Embraer se queixou na OMC contra os subsídios dados pelos canadenses para sua empresa, a Bombardier. A queixa, feita em outubro na OMC, ainda não foi transformada em uma disputa nos tribunais. Mas, ao denunciar mais de US$ 2,2 bilhões em subsídios dados pelo Canadá à principal rival da Embraer, o Itamaraty ganhou um apoio do governo de Barack Obama nos EUA, que declarou sua simpatia à iniciativa brasileira. 

De acordo com os diplomatas americanos, a Casa Branca está "preocupada" com o apoio dado pelas autoridades canadenses para as exportações de seus jatos da Bombardier e para o desenvolvimento de novos modelos. Washington também indicou estar "preocupada" com declarações de Ottawa de que novos aportes públicos serão feitos. Para os EUA, o Canadá precisa garantir que o envolvimento do governo não signifique a distorção dos mercados e que estejam de acordo com as regras da OMC. 

 O Brasil alega que os subsídios bilionários dos canadenses não tem sequer sido alvo de notificações oficiais por parte do Canadá. Pelas regras, o governo é obrigado a dizer à OMC o que tem feito em relação ao financiamento de produção e exportação. "Por que o Canadá não notificou US$ 350 milhões em subsídios para lançamento, US$ 1,8 bilhão em subsídios do Quebec e outros apoios para os jatos C-Series da Bombardier ao Comitê de Subsídios da OMC ? ", questionou o Brasil.

 O Itamaraty ainda pressionou o Canadá a dar uma resposta sobre recentes comentários do governo federal de que mais um aporte de US $ 750 milhões estaria sendo considerado. Segundo o Brasil, teriam sido esses apoios que garantiram que a empresa pudesse vencer contratos com a Air Canada, Delta e Air Baltic, em detrimento das vendas da Embraer.

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo 28 Novembro 2016 | 14h01
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QUEM DETÉM O FUTURO Demi Getschko 

QUEM DETÉM O FUTURO Demi Getschko  | ENSAIOS | Scoop.it
Ihering Guedes Alcoforado's insight:

 


O  futuro passa pela "geração do milênio", aquela que nasceu depois da popularização da internet. Para essa geração, a rede, a conectividade e a interação virtual é pressuposto integrante e inalienável do cotidiano. Mas, afinal, a que vem essa geração, e que metas tem? 

 Confesso que não me é simples entender a sua forma de pensamento, e isso é certamente falha minha. Há uma característica que me incomoda, e talvez mereça alguma análise: fazem uma leitura quase que superficial do passado, que passa a ser considerado como algo imposto, inadequado e até "politicamente incorreto", cujo conhecimento é de "menor importância para nós", pari passu ao "empoderamento" de que a nova geração desfruta. Comparativamente, penso ser inédita a autonomia de que gozam os mileniais, seja na família, na escola ou na sociedade. 

 O outro lado da mesma moeda é uma aparente vontade de continuarem indefinidamente adolescentes. 

 Num vídeo, feito por um milenial e comentando mileniais, há um bom argumento para ater-se à luta pela eterna juventude: "se hoje o poder está em nossas mãos, porque o abandonaríamos decaindo a uma categoria de status inferior, como a dos adultos?". 

 É mais simples olhar para o futuro descompromissados com o passado, que é obra de obscuros antecedentes, cheios de erros, preconceitos e, inclusive, limitações. G. K. Chesterton, em O que há de Errado com o Mundo (1910, pré-história, diriam!), define: "O futuro é um refúgio onde nos escondemos da competição feroz de nossos antepassados. São as gerações passadas, não as futuras, que vêm bater à nossa porta. O futuro é uma parede branca na qual cada homem pode escrever seu próprio nome tão grande quanto queira. O passado já está abarrotado de rabiscos ilegíveis de nomes como Platão, Isaías, Shakespeare, Michelangelo, Napoleão. Posso moldar o futuro tão estreito quanto eu mesmo. Já o passado tem por obrigação ser tão amplo e turbulento quanto a humanidade. E o resultado dessa atitude moderna é este: os homens inventam novos ideais porque não se atrevem a buscar os antigos. Olham com entusiasmo para a frente porque têm medo de olhar para trás.

 Contraponto de KarlMarx, no 18 Brumário de Luis Bonaparte: "Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade, e sim segundo as escolhas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mor tas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. A Revolução de 1789-1814 vestiu-se alternadamente como a República Romana e como o Império Romano. O principiante que aprende um novo idioma, traduz sempre as palavras deste idioma para sua língua natal; mas só quando puder manejá-lo sem apelar para o passado e esquecer sua própria língua no emprego da nova, terá assimilado o espírito desta última e poderá produzir livremente nela".


 Por outro lado, preocupa-me pensar que a Internet poderia tornar-se uma nova Revolução Francesa, aquela da "liberdade, igualdade e fraternidade" mas, também, do período do terror. Estaremos em breve guilhotinando pessoas em praça pública? -- Para a 'geração do milênio', rede e conectividade são pressupostos inalienáveis 


Demi Getschko | Quem detém o futuro, 01:46:46 | 27/11/2016 | O Estado de S. Paulo |
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A MEDIDA PROVISÓRIA DAS CONCESSÕES - Os Contornos de um Novo Ambiente Institucional para as Concessões de Infra Estrutura

A MEDIDA PROVISÓRIA DAS CONCESSÕES - Os Contornos de um Novo Ambiente Institucional para as Concessões de Infra Estrutura | ENSAIOS | Scoop.it
By Ihering Guedes Alcoforado in Public Procurement and Public Private Partnerships.
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
Apresento as linhas gerais da Medida Provisória 752, conhecida com a MP das Concessões e ressalto que ela deve ser considerada a primeira iniciativa no sentido da criação de um ambiente institucional que crie as condições para o sucesso de tais iniciativas.  
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 CONCESSÕES DE INFRAESTRUTURA: Os Contornos de um Novo Ambiente  Institucional ! Ihering Guedes Alcoforado de Carvalho

Ihering Guedes Alcoforado's insight:
A Medida provisória das concessões buscam destravar os investimentos em concessões em infraestrutura em duas frentes: de um lado, resolvendo os problemas gerado pelas concessões do governo Dilma, e, do outro lado, evitando que surja novos problemas na operação dos contrato e, assim criar as condições para novas concessões.

 No primeiro caso busca resolver os problemas decorrentes das concessões problemáticas de rodovias e aeroportos assinadas durante o governo Dilma Rousseff, o que é proposto não por meio da  forma clássica, ou seja,  resolução dos problemas de desequilíbrio dos contratos, já que opta por uma alternativa heterodoxa, ou seja, a  “devolução amigável”com a compensação pelo investimentos já realizados, mas não amortizados. Esta  compensação deve ser assumida pelo novo concessionário.

 No segundo caso, a medida provisória se antecipa e busca evitar novos problemas, ao  permitir que as concessões rodoviárias já em andamento possam ter seus contratos renovados antecipadamente, em troca de investimentos adicionais.”, Procedimento que  enfrentou resistência do se comenta “[...] foi alvo de muita negociação do governo com o Tribunal de Contas da União (TCU), cuja ala técnica é contrária a essa possibilidade.

 Enfim, a grande novidade da MP é o inicio do processo de institucionalização   das câmaras de arbitragem, num primeiro momento na promoção da revisão dos contratos tendo em vista o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão, de forma a evita a judicialização e as longas batalhas judiciais, a via encontrada pelos concessionários para buscar, por exemplo, reajustes tarifários para reequilíbrio de contrato não autorizados pelas agências reguladoras. 


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A PEC 55:  A Geração de Problemas Como  Mecanismo de Indução às Reformas ! Ihering Guedes Alcoforado

A PEC 55:  A Geração de Problemas Como  Mecanismo de Indução às Reformas ! Ihering Guedes Alcoforado | ENSAIOS | Scoop.it
Para Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, as punições previstas em caso de estouro dos gastos vão obrigar o País a discutir como usar seu dinheiro
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
Samuel Pessoa em entrevista ao Estadão toma como premissa da sua análise da PEC do Teto que ela gerará um monte de problemas, e que estes problemas é que obrigarão a elaboração das reformas necessárias e, que, no momento,. não são politicamente viáveis: 

"Gera um monte de problemas. A ideia é que esses problemas vão construir na sociedade a defesa das reformas. Essa é a mecânica."

E avança chamando atenção para uma semelhança com o Plano Real:

"[...] ela tem uma semelhança com o Plano Real, ainda que numa dimensão totalmente diferente.    No Plano Real, você teve duas moedas, e a ideia era deixar a hiperinflação na moeda velha e não ter inflação na moeda nova.        A PEC tem a ideia de deixar o conflito distributivo mais agudo antes que o efeito colateral desse conflito, que é inflação, apareça.   A ideia é que a sociedade se mobilize para alocar os recursos dela de forma mais saudável"



SALOMÃO, Alexa, A PEC do Teto vai forçar o País a fazer reformas', diz pesquisador, http://migre.me/vAwrL

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LEILÕES DE TRANSMISSÕES DE ENERGIA: O Fatiamento do Objeto como Mecanismo de  Construção da Competição  ! Ihering Guedes Alcoforado  

LEILÕES DE TRANSMISSÕES DE ENERGIA: O Fatiamento do Objeto como Mecanismo de  Construção da Competição  ! Ihering Guedes Alcoforado   | ENSAIOS | Scoop.it
Ressalto a relevância da chamada de atenção João Manoel Pinho de Mello (INSPER) no seu artigo Façamos o mercado funcionar, pois preços não caem por decreto - (Folha,25/11/2016),   para as implicações econômicas da introdução de "lotes reduzidos" nos leilões de transmissão de energia elétrica.
Ihering Guedes Alcoforado's insight:

João Manoel Pinho de Mello nos chama atenção para o fatiamento do objeto dos leilões de transmissão de energia elétrica em  lotes reduzidos, o que segundo ele permitiu a entrada de novos competidores e, mesmo com o lance máximo mais elevado,  o deságio foi maior do que o aumento do lance máximo. . [PINHO DE MELLO, 2016]

Enfim, ainda segundo ele, "a nova equipe econômica apostou na competição e ganhou",   o que no entanto não o leva a " confiar cegamente na competição", já que defende que "a competição deve ser fomentada com desenhos adequados e protegida com a atuação antitruste vigilante."  isto porque, segundo ele, quando funciona, o que nem sempre acontece a exemplo do Petrolão "o mercado competitivo é o melhor mecanismo para descobrir quanto um serviço vale. Em vez de combatê-lo, façamos o mercado funcionar porque os preços não caem por decreto". [PINHO DE MELLO, 2016]

Da sua matéria tiramos o seguintes ensinamento: o funcionamento do mercado competitivo não é algo natural, deforma que para fazê-lo funcionar é necessário i) fomentar a competição com "desenhos adequados" dos mercados e ii) proteger a competição com a "atuação antitruste vigilante". Ensinamento esses que funciona como um estimulo a investigação teórica, dado que não trata (e não era esta sua p retensão) dos fundamentos teóricos do fomento e da proteção da competição.

Em resumo, nos coloca dois desafios estimulantes:    Como fomentar e proteger a competição ?, ao que agrego uma restrição: sem reduzir sua eficiência, tendo em conta que, estes desafios podem ser replicados em muitos outros setores nos quais,  as economias de escalas, e a consequente condições de possibilidades da implantação e operação eficiente,   podem colocar novos desafios não evidenciados na  sua análise do setor de  transmissão de energia elétrica.. 







REFERÊNCIAS  

PINHO DE MELLO, João Manoel, Façamos o mercado funcionar, pois preços não caem por decreto - 25/11/2016 - Colunistas - Folha de S.Paulo  http://migre.me/vAfa7
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A FIRMA COMO  ARTEFATO SOCIOLÓGICO - Um "Estranhamento"  Com o Legado Coseano Tardio ! Ihering Guedes Alcoforado

A FIRMA COMO  ARTEFATO SOCIOLÓGICO - Um "Estranhamento"  Com o Legado Coseano Tardio ! Ihering Guedes Alcoforado | ENSAIOS | Scoop.it
Academia.edu is a place to share and follow research.
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
Em oposição a problemática leitura da firma enquanto um artefato sociológico (Coase, 1999) como frame para explicar a dinâmica da firma, sugiro  ancorado em Coase (1937)  que a redução dos custos internos e aumento dos custo externos de coordenação tornam imperativo a integração dos ativos, ainda que não acompanhada necessariamente pela integração dos direitos de propriedade.   Este fato que  se revela de forma emblemática nas organizações hibridas fundada nos contratos que agasalham a produção integrada  explica a importância crescente das grandes empresas articuladas em redes sem a necessidade da hipótese sociológica.
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COMO A ´DIREITA´ SE APODEROU DA AGENDA DA ´ESQUERDA´: Uma Problematização Política da Globalização ! Ihering Guedes Alcoforado de Carvalho 

COMO A ´DIREITA´ SE APODEROU DA AGENDA DA ´ESQUERDA´: Uma Problematização Política da Globalização ! Ihering Guedes Alcoforado de Carvalho  | ENSAIOS | Scoop.it

"[...] how it came about that right-wing populism stole the Left’s own themes [...] Given this ironic reversal of the political agenda, the Left in Europe must ask itself why right-wing populism is succeeding in winning over the oppressed and disadvantaged for the false path of national isolation." [HABERMAS, 2016]

Ihering Guedes Alcoforado's insight:
A problemática política em curso não respeita fronteiras e manifesta-se tanto internamente como externamente, o que tem sido em boa parte debitado a globalização e que tem sido abordado não só  da perspectiva de uma crise das instituições, mas também de uma crise de representação, enquanto mediação de interesses.

A crise das instituições se revela na sua incapacidade  de debelar as crescentes desigualdades sociais e espaciais, tanto nos países centrais como nos países periféricos. Já a crise de  crise das representações que se revela por meio de duas faces de uma mesma moeda: i) a ausência de uma representação que faça a mediação dos interesses proativos dos perdedores, ou seja, que privilegie não as políticas de transferência de renda, seja o Bolsa Familia ou a Renda Universal, mas a inserção no próprio processo de geração de valor, o que tem levado ii) ao desencanto com a política e, consequentemente com o processo eleitoral, dado o aparente determinismo econômico.
 expresso no crescente absenteísmo eleitoral.

Ou seja, com a globalização dos mercados e dos processos de produção temos um conjunto de mudanças estruturais diante das quais não se pode diferenciar orientações políticas quando se toma como referência as representações políticas tradicionais, isto é, a esquerda social-democrata e a direita neo-liberal:

" [...] the left-wing pro-globalisation agenda of giving a political shape to a global society growing together economically and digitally can no longer be distinguished from the neoliberal agenda of political abdication to the blackmailing power of the banks and of the unregulated markets."[HABERMAS, 2016]

O resultado ainda, segundo Habermas são " Nationalistic reactions are gaining ground in those social milieus that have either never or inadequately benefited from the prosperity gains of the big economies because the ever-promised “trickle-down effect” failed to materialise over the decades."[HABERMAS, 2016]

Neste sentido é emblemático a topologia eleitoral que resultou na eleição de Donald Trump:

"Trump was elected by an angry and disheartened majority and not, as much of the liberal media would have it, by a racist minority and yahoo blue-collar losers. He was elected in the same country and to a considerable extent by the same electorate that voted twice for an African-American president in large numbers. (In fact, outside the old Confederacy, Obama won a bigger share of the white vote than either Kerry or Gore.) Pollsters could not see and pundits did not take seriously the extent of anger and frustration in the US (and beyond). Embedded in the liberal cosmopolitan establishment, they could not imagine that there was a strong countercurrent roiling the Zeitgeist.   [ABRAHAM, 2016]  


From within the system it is hard to see that this anger is not just understandable but also justified. This is why Clinton’s counter to Trump’s “Make America Great Again” was a total flop: “America Is Great” is not very sympathetic to the 99%. " [ABRAHAM, 2016]

Enfim, o que se torna  necessário é uma compreensão de "[...] how it came about that right-wing populism stole the Left’s own themes [...] Given this ironic reversal of the political agenda, the Left in Europe must ask itself why right-wing populism is succeeding in winning over the oppressed and disadvantaged for the false path of national isolation."[HABERMAS, 2016]





REFERENCIAS

ABRAHAM, David, A Crisis Of Representation, Not Of The Constitution IN Social Europe.  http://migre.me/vwIOG
Disponibilizado em 18/11/2016 e consultado em 18/11/2016

HABERAMS, Jungen,   For A Democratic Polarisation: How To Pull The Ground From Under Right-Wing Populism by Jürgen HabermasIN Social Europe.  http://migre.me/vwITZ Disponibilizado em 17/11/2016 e Consultado em 18/11/2016 


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INTRODUCTION TO DANCE -  Based Tutorials

INTRODUCTION TO DANCE -  Based Tutorials | ENSAIOS | Scoop.it
Ihering Guedes Alcoforado's insight:
Course Syllabus Time Table for Assignments Guidelines for Dance Critiques Guidelines for Video/Film Critiques Dance Class Observation Form Outline for Mid-Term Research Paper Performance Viewing Opportunities Dance Video/Film List The Early Moderns Web Tutorial Pitt Arts Performance Schedule Check here for Class Cancellation Due to Weather
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How We Broke Democracy (But Not in the Way You Think)

How We Broke Democracy (But Not in the Way You Think) | ENSAIOS | Scoop.it
The thing that has become the most clear to us this election year is that we don’t agree on the fundamental truths we thought we did. I went to college in the part of Pennsylvania that definitely…
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Professor de Harvard Mostra a Guerra Suja da Imprensa-Judiciário Contra o Presidente Lula

(( Inteligência brasileira )) http://inteligenciabrasileira.blogspot.com.br O Maior Advogado da Inglaterra mostra a Farsa das Denúncias contra o president
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