Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Marcas com ‘causa’ podem cobrar mais

Marcas com ‘causa’ podem cobrar mais | Inovação Educacional | Scoop.it
Uma pesquisa que ouviu mil consumidores brasileiros chegou à conclusão de que existem três grupos de marcas. O primeiro é formado por aquelas que costumam gastar muito em propaganda, mas têm uma relação puramente comercial com seus consumidores. O segundo é das marcas que conseguem fidelizar e oferecer benefícios claros aos clientes. E o terceiro é aquele que, além de atender bem o consumidor, cria uma relação genuína com ele, geralmente adotando uma causa. As empresas que pertencem ao terceiro grupo têm mais sucesso em convencer os clientes a pagar mais por seus produtos.
Segundo Ana Couto, presidente da Ana Couto Branding, empresa que fez o levantamento – que incluiu consultas com consumidores e entrevistas com especialistas em marketing –, as respostas demonstraram que os clientes estão atentos aos recados das marcas. E sabem diferenciar movimentos verdadeiros do mero discurso.
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Universidade oferece bolsas de graduação e pós em Portugal 

Universidade oferece bolsas de graduação e pós em Portugal  | Inovação Educacional | Scoop.it
O Instituto Politécnico de Leiria está com inscrições abertas para seus cursos de pós-graduação e graduação. Para todos, há possibilidade de bolsa de estudo de 50% no valor total da anuidade – que já é significativamente mais baixo que as taxas de outros países europeus.
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Mudança climática tem efeito multiplicador em conflitos, dizem especialista 

A mudança climática tem um efeito multiplicador nos conflitos armados, advertiu nesta sexta-feira um painel de especialistas durante o último dia da segunda Assembleia das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (UNEA, na sigla em inglês) realizada em Nairóbi, capital do Quênia.
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Indústria 4.0 | Portal da Indústria

Indústria 4.0 | Portal da Indústria | Inovação Educacional | Scoop.it
O uso de tecnologias digitais na indústria brasileira é pouco difundido. Do total das indústrias, 58% conhecem a importância dessas tecnologias para a competitividade da indústria e menos da metade as utiliza. O foco tem sido melhorar o processo de produção, aumentar a produtividade. Trata-se de um foco positivo, porém limitado, pois deixa em aberto oportunidades na etapa de desenvolvimento da cadeia produtiva e na exploração de novos modelos de negócios.
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Alinhar expectativas entre universidade e empresa é principal desafio para startups - Inovação

Alinhar expectativas entre universidade e empresa é principal desafio para startups - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it
A dificuldade dos NITs (Núcleos de Inovação Tecnológica) para atrair investidores para startups nascidas dentro da universidade e o descompasso entre as expectativas do setor empresarial frente às da academia na hora de firmar uma parceria de P&D ou até mesmo um licenciamento foram temas abordados por Erik Sander, diretor do Instituto de Inovação da Faculdade de Engenharia da Universidade da Flórida, durante o workshop “Atração de investidores para startups, uma visão internacional”, ministrado entre os dias 19 e 20 de maio, na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). A capacitação integra o projeto Inova Capacita.

Durante o encontro, Sander buscou esclarecer onde estão esses gargalos, com base em sua experiência nos Estados Unidos.

Um fôlego a mais para as startups

A busca por investidores é um dos grandes desafios dos empreendedores, principalmente no início. Segundo Sander, é necessário que as startups tenham foco em algumas ações para tornarem-se atrativas para os investidores. E isso não cabe a elas apenas. “Existe um papel fundamental das instituições de pesquisa nesse processo”, afirmou.

De acordo com o palestrante, ao avaliarem seu interesse em uma startup de base tecnológica, os investidores levam em conta sua proposição de valor, as habilidades da equipe, o tamanho do mercado, quem são seus competidores, suas estratégias de marketing e vendas e seu plano financeiro. “Durante uma apresentação inicial, o investidor quer ver, de maneira clara, quais são as vantagens e os riscos envolvidos na oportunidade”, explica.
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Em operação em mais de 15 estados, Escola Digital chega à rede de ensino do Espírito Santo

Em operação em mais de 15 estados, Escola Digital chega à rede de ensino do Espírito Santo | Inovação Educacional | Scoop.it
Em operação em mais de 15 estados do país, por meio de parcerias com secretarias estaduais ou municipais de educação, a plataforma Escola Digital, que permite a customização de conteúdos pedagógicos para redes educacionais, continua se expandindo e alcançando novas regiões. A parceria mais recente foi iniciada com a Secretaria de Estado de Educação (Sedu), no Espírito Santo, onde a versão customizada da ferramenta recebe o nome “Currículo Interativo Digital”.

Fruto de uma iniciativa conjunta da Fundação Telefônica Vivo, Instituto Natura e Instituto Inspirare, a plataforma reúne originalmente mais de 4 mil Objetos Digitais de Aprendizagem (ODAs), entre animações, jogos, simuladores, aplicativos e outros tipos de mídia, que cobrem todas as disciplinas da educação básica, em um acervo gratuito e aberto à customização.

No contexto do Espírito Santo, o ambiente virtual foi inaugurado com 1,3 mil conteúdos selecionados pela equipe da Sedu, que poderão ser utilizados dentro e fora da sala de aula, alcançando a mais de 300 mil alunos, 20 mil educadores e 502 escolas urbanas e rurais. Alguns deles podem ser modificados ou baixados para uso off-line. Além disso, professores poderão formar turmas para facilitar a dinâmica da aprendizagem de seus alunos na plataforma. Será possível acompanhar se o aluno estudou ou não e qual o seu desempenho, além da possibilidade de criar gincanas, por exemplo.

A proposta é enriquecer e dinamizar as práticas pedagógicas, tornando a escola mais atrativa para jovens cada vez mais conectados, apoiar alunos que queiram aprofundar os estudos e ainda incentivar a participação da família na vida escolar dos filhos.
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15 finalistas participam da etapa de Incubação do programa Pense Grande. Confira!

15 finalistas participam da etapa de Incubação do programa Pense Grande. Confira! | Inovação Educacional | Scoop.it
Já pensou em ter um grupo de mentores apoiando o seu projeto de vida? Em ter o suporte técnico e financeiro para impulsioná-lo e ainda garantir a dedicação do seu time? Saber que não estão sozinhos é o sonho de muitos empreendedores. E realizá-lo faz parte da fase Apoio a Empreendimentos do Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo que tem como objetivo desenvolver o empreendedorismo social entre os jovens.

Neste ano, o edital de seleção foi ampliado e aberto a jovens de 15 a 29 anos, residentes em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Santarém, Santa Cruz Cabrália e Vale do Jequitinhonha. Dentre as 86 iniciativas inscritas, 50 foram escolhidas para a etapa seguinte: um mês de capacitação online, com entregas de desafios, acompanhadas por assessoria para resolver dúvidas. A partir daí, uma banca composta pela Aliança Empreendedora e pela Fundação Telefônica Vivo, parceiras na execução do projeto, selecionou 15 iniciativas para participar da Incubação 2016.

Com duração de 10 meses, esta etapa oferece aos jovens empreendedores: sessões semanais de assessoria online, envolvendo tanto temas transversais a todos como atendimento a necessidades particulares; imersões para a construção de rede entre eles, com formações e dinâmicas para desenvolver competências empreendedoras (visão de futuro, autoconhecimento, mão na massa etc.); assessorias presenciais, nas quais o assessor visita o negócio in loco, e mentorias.
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Cambridge disponibiliza conteúdo on-line grátis para você aprender inglês

Cambridge disponibiliza conteúdo on-line grátis para você aprender inglês | Inovação Educacional | Scoop.it
Departamento da Universidade de Cambridge dispõe de conteúdo para ensinar inglês.
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“A criatividade não é uma coisa que acontece, ela depende de muito trabalho”, diz Facundo Guerra

O atual cenário de crise exige de empresários e executivos foco total na resolução de problemas. A opinião é do empreendedor que vem transformando a noite paulistana, Facundo Guerra. O sócio do Cine Joia, PanAM Club, Riviera e outros empreendimentos participou na terça (17/5) do "Coquetel de Networking – Criatividade voltada para resultados", na sede da Amcham Brasil, em São Paulo.

Guerra conta que para driblar a crise, deve-se “procurar o caminho mais barato e mais rápido para solucionar um determinado problema”. Esse caminho passa pela mente criativa do empreendedor, porém ele ressalta que é necessário uma preparação prévia. “A criatividade não é uma coisa que acontece, ela depende de muito trabalho, de conhecimento de causa, de conhecimento do produto e tudo mais. Então, no meio da crise quando você precisa resolver um determinado problema, soluções mais simples e mais absurdas, vão acabar surgindo”.
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Enem dá ânimo a ensino privado

Enem dá ânimo a ensino privado | Inovação Educacional | Scoop.it

O crescimento de 9,4%, para 9,2 milhões de pessoas, no total de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio 2016 (Enem), anunciado esta semana pelo Ministério da Educação (MEC), foi visto como um sinal positivo para os grupos de ensino superior privado, em especial para os localizados nas regiões Norte e Nordeste, segundo analistas de bancos de investimento.
"Vemos o crescimento de 9,5% como um vento positivo para o ensino superior, uma vez que os alunos que se inscrevem no exame geralmente têm interesse em se matricular em cursos de graduação", afirmaram os analistas Rodrigo Gastim e Gustavo Cambauva, do BTG, em relatório a investidores.
Do total de inscritos, levantamento do Santander estima em 4,8 milhões de alunos o público alvo das instituições. Para chegar a esse número, o banco partiu de um universo de 7,3 milhões de estudantes que já concluíram o ensino médio ou vão se formar neste ano. A partir daí, foram descontadas as abstenções e uma projeção dos que não devem pagar a taxa de inscrição de R$ 68. "Assumindo que 92% paguem a inscrição e uma taxa de abstenção de 28% (em linha com a média dos anos anteriores), chegamos a um mercado alvo potencial de 4,8 milhões de candidatos, que é 1,7 vez maior que as captações do setor em 2014 e 2,2 vezes maior em relação ao número de formados no ensino médio", destacam Bruno Giardino e Leonardo Olmos, analistas do Santander, em relatório.
Segundo estimativas do BTG, cerca de 700 mil alunos não devem quitar a taxa de inscrição do Enem, cujo vencimento foi na quarta-feira. Com isso, a quantidade de pessoas cadastradas para realizar o exame ficaria em 6,6 milhões.
Os analistas do BTG também destacam em seu relatório o maior crescimento de inscritos no Enem nas regiões Norte e Nordeste, cujo aumento foi de 15,6% e 9,4%, respectivamente. Gastim e Cambauva pontuam que o desempenho nessas duas praças pode beneficiar a Ser Educacional que tem forte presença nos Estados do Norte e Nordeste. "O ciclo de admissão no processo seletivo pode ser melhor do que estão esperando, com uma demanda de alunos que não ingressaram nas universidades públicas", segundo os analistas do BTG.
Apenas três Estados registraram queda no número de inscritos: Mato Grosso (-10%), Rio Grande do Sul (-1%) e Rio de Janeiro (-1%).
Desde 2015, para ser elegível ao programa de financiamento estudantil do governo federal, o Fies, o aluno precisa obter no mínimo 450 pontos no Enem e não zerar em redação. Antes, o estudante só precisava ter realizado o Enem para se candidatar ao crédito.

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Ensino a distância leva educação para áreas remotas

Ensino a distância leva educação para áreas remotas | Inovação Educacional | Scoop.it
Todo mundo certamente já ouviu falar no ensino à distância. Ele é mais barato, mais acessível, e tem um alcance muito maior do que o ensino presencial tradicional. Apesar disso, existe muito preconceito diante dessa ideia de professores ensinarem alunos virtualmente, sem contato pessoal. Mas como os estudantes podem fazer perguntas aos professores? Como serão feitas as avaliações? O aluno não conseguirá consultar, na internet, as respostas das provas que precisa resolver? São muitas as perguntas, e uma certeza: o ensino à distância no Brasil não para de crescer.

De acordo com dados da consultoria Hoper Educação, de 2010 a 2014 a taxa de crescimento das matrículas na educação superior presencial está na média dos 4,6%. Já as do ensino à distância apresentaram, no mesmo período, crescimento de cerca de 12,6% ao ano, atingindo picos de até quase 19% (registrado no ano de 2014). As projeções da Hoper para o ano passado e 2016 apontam que o EaD crescerá 15% em cada um dos anos e, o ensino presencial, influenciado principalmente pela crise econômica brasileira, deverá apresentar queda de mais de 7,5% em 2015 e neste ano (veja no gráfico). Além disso, a Hoper também indicou que a média de idade dos alunos da modalidade presencial é de 26 anos, e a dos estudantes do EaD é de 33. O curso a distância mais popular é o de Pedagogia, representando 25% do total, seguido por Administração (14%) e Serviço Social (8%).

Alguns fatores podem explicar o crescimento dessa modalidade de ensino. As dimensões continentais do Brasil impedem muita gente de acessar a educação – um direito de todos, previsto na Constituição. Só que, em algumas regiões do país, os alunos têm grande dificuldade para chegar às escolas.

O ensino à distância se apresenta como alternativa para que estudantes deixem de perder tempo nesses trajetos e passem a usá-lo para assistir aula com computadores conectados à internet. O problema é que muita gente não tem recursos nem para ter computador, nem para pagar pela internet. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad, realizada pelo IBGE, mostrou que, em 2014, pela primeira vez na história, a internet chega a mais da metade dos lares brasileiros, e que o principal meio de acesso à rede não é o computador, e sim o celular.

Segundo a professora e doutora Stela Piconez, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, o EaD surgiu como resposta a uma mudança do estilo de vida das pessoas: com a modernidade, ninguém tem mais tempo pra nada – nem pra estudar. Ela acredita que a USP deveria expandir essa modalidade de aprendizagem, mas que “a tradição do ensino acadêmico subestima o autodidatismo dos estudantes, como se eles não fossem competentes para os novos modos de aprender e também para os novos modos de ensinar”, justifica. O governo estadual possui a Univesp, Universidade Virtual do Estado de São Paulo, que possui programação na TV e via internet composta por aulas e entrevistas que visam a educação do público.

A diferença entre o EaD e o ensino presencial não se resume pela distância entre os alunos e o professor. Para Stela, o ensino à distância vai muito além dessa questão. Os novos comportamentos de ensino de aprendizagem tem que ser cuidadosamente planejados de forma diferente das estratégias desenvolvidas para a educação universitária convencional. “Há necessidade de uma complexidade e envolvimento de muitos profissionais, como web designer, web developer, web writer, programador de computadores, desenvolvedor de softwares, professores de conteúdos específicos dos cursos, pedagogos especializados na didática EaD com visão diferenciada do processo de avaliação, o tratamento metodológico inter, intra e transdisciplinar”, explica Stela.


Tabela com Perfil dos Estudantes de Ensino à Distância (EAD)
Muitas universidades particulares acabaram adotando a estratégia de compor cursos híbridos (meio presenciais, meio à distância). Essa estrutura permite que as instituições de ensino gastem menos dinheiro – mas não deixa os alunos muito satisfeitos, já que quem se matricula no curso presencial quer ter sempre aulas em salas, com a presença do professor. Além disso, como disse a professora Stela, os cursos EaD e presenciais devem ser planejados de formas independentes por possuírem objetivos igualmente distintos.

Classificar qual é a melhor modalidade de ensino é uma tarefa muito difícil – e nem é esse o objetivo dos educadores. EaD e ensino presencial têm objetivos diferentes, e são pensados de formas diferentes para atender a diversos públicos. Mas o principal diferencial do ensino à distância é o de levar a educação a todos, independentemente dos locais onde as pessoas se encontram.
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A lamparina dos desgraçados

A lamparina dos desgraçados | Inovação Educacional | Scoop.it
ontrapesos políticos à instabilidade intrínseca aos mercados globalizados são importantes para a resiliência e para a segurança social da população, sobretudo em períodos de transição e de construção de novos tempos.

Eles também permitem que a riqueza das nações não se fie, exclusivamente, na capacidade de comando do Estado nacional. E ainda contribuem para a elaboração de uma espécie de máquina de desenvolvimento capaz de se atualizar ciclicamente, sem desperdiçar o saldo anterior. A democracia catalisa esse sistema mais geral de amortecedores e contrapesos políticos.

O sólido arcabouço de políticas sociais existente hoje em dia no Brasil agrega densidade ao diálogo entre a democracia e o mercado, funcionando como um filtro das linhas de passagem entre o esgotamento de um ciclo e o degrau ascendente do próximo.

Programa social é salvaguarda especialmente importante nas transições de ciclo econômico, em que todas as classes sociais devem ser consideradas, com vistas à construção de uma sociedade mais segura e pacífica

Ademais, tais políticas vão ao encontro de compromissos internacionais fundamentais, como a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas em setembro último.

Como se sabe, a Agenda 2030 estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, entre eles erradicar a pobreza extrema e a fome em 15 anos, reduzir desigualdades e garantir educação de qualidade, apenas para mencionar alguns deles.

O papel moderador das políticas sociais não inibe o futuro, mas retém conquistas indispensáveis que o crescimento sozinho não garante - e até mesmo pode destruir.

Em três décadas de redemocratização, a sociedade brasileira soube construir, aperfeiçoar e colher os frutos de um arcabouço de políticas emanadas da Constituição Cidadã de 1988, que Ulysses Guimarães batizaria de "a Lamparina dos Desgraçados".

Evoluções históricas - por certo inconclusas - foram aceleradas nos últimos anos associadas à erradicação da fome, à diminuição da pobreza, ao recuo da desigualdade e à drástica redução da miséria extrema, sobretudo no campo.

Não por acaso, o interesse por políticas públicas como o Fome Zero, o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) extrapolou as fronteiras internas, para se tornar referência internacional na luta pelo desenvolvimento sustentável.

Em virtude do grande interesse da comunidade internacional pelas ações e políticas sociais brasileiras, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) decidiu facilitar o conhecimento dessas práticas reunindo-as em uma publicação didática e informativa.

As políticas que contribuíram para tirar o país do Mapa da Fome da FAO estão reunidas sob o tema: "A superação da fome e da pobreza rural: iniciativas brasileiras". A publicação ressalta a seriedade e o alcance das transformações em curso.

Desde 2003, o Brasil já retirou 36 milhões de pessoas da extrema pobreza - 22 milhões desde 2011. Em 2014, o país saiu do mapa da fome da FAO e superou a meta de redução da mortalidade infantil.

A taxa nacional de extrema pobreza caiu de 7,6%, em 2004, para 2,8%, em 2014; e beneficiou principalmente crianças até 5 anos de idade.


A taxa de pobreza caiu de 22,3% para 7,3% no mesmo período. O índice de Gini, para a desigualdade de renda dos domicílios, caiu de 0,535 para 0,494, nesse intervalo. Os 10% mais pobres, fortemente concentrados no universo rural, figuram entre os mais beneficiados nessa década: a pobreza rural extrema caiu 65,2%; e a pobreza geral foi reduzida em 58,7%.

Um elemento central para o sucesso e a eficiência das políticas brasileiras foi a consolidação de um Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que permitiu que o pobre passasse a ter "rosto, nome, endereço e características conhecidas pelo Estado', como disse a presidenta Dilma Rousseff.

O CadÚnico tornou-se a porta de entrada para mais de 20 políticas que usam seu registro como referência. Além do Bolsa Família, ele é obrigatório para o acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica, ao Minha Casa Minha Vida, à Aposentadoria para Pessoas de Baixa Renda, ao Telefone Popular, Água para Todos, Programas Cisternas, Programa Bolsa Verde, Programa Nacional de Reforma Agrária etc.

Em novembro do ano passado, o CadÚnico reunia 27,1 milhões de famílias: cerca de 1,9 milhão pertencentes a grupos tradicionais ou em situações específicas de risco.

No ambiente rural, o cadastramento conta com um refinamento: a Declaração de Aptidão ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP), que reúne 5 milhões de unidades familiares ativas, ademais de 600 mil agricultores e agricultoras associados.

A DAP é o portal de acesso a outras 16 políticas públicas, entre as quais: o crédito do Pronaf; o Programa Garantia-Safra, Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar; serviços de assistência técnica e extensão rural; programas de compras públicas de alimentos, assistência técnica etc

Foi graças a esse amplo radar social que o Estado brasileiro pode montar um plano ousado, agora mais pertinente que nunca. Após constatar, em 2010, que restavam 16,2 milhões de pessoas em pobreza extrema no país - um núcleo duro especialmente incrustrado nas áreas rurais, nasceria o "Brasil sem Miséria".

Trata-se de uma salvaguarda especialmente importante nas transições de ciclo econômico, em que todas as classes sociais devem ser consideradas, com vistas à construção de uma sociedade mais segura e pacífica, em que ninguém pode ser deixado para trás.
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Realidade virtual permite aprendizado pela exploração de cenários

Realidade virtual permite aprendizado pela exploração de cenários | Inovação Educacional | Scoop.it
A visita de campo começa à beira de um córrego. Entulho, lixo, pneus e água parada formam o cenário perfeito para a proliferação do Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como a zika, dengue e chikungunya. Enquanto caminham pelo local, os estudantes são convidados a identificar possíveis criadouros do mosquito. E ao contrário do que se possa imaginar, a exploração acontece sem sair da sala de aula.

Com o uso de óculos especiais e vídeos interativos, a experiência integra uma das aulas do Na Real Educação Imersiva, um conjunto de roteiros pedagógicos desenvolvidos pela Positivo Informática Tecnologia Educacional. Lançados na última semana, em São Paulo, durante a Bett Brasil Educar, os materiais utilizam a realidade virtual para aproximar alunos dos anos finais do ensino fundamental de temas relacionados a meio ambiente, consumo e questões sociais.
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É preciso legislar em favor da inovação

É preciso legislar em favor da inovação | Inovação Educacional | Scoop.it
Recentemente foi lançado também um edital, o Chamada Universal, promovido ainda pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que deve disponibilizar recursos para projetos de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico nos próximos dois anos, em qualquer área, no valor de R$200 milhões. Isso pretende dar à comunidade pesquisadora brasileira mais liberdade para expandir suas áreas de conhecimento, com menor interferência de burocracias e barreiras.

No cenário que estamos vivenciando atualmente no Brasil, além da instabilidade política e econômica, sabe-se que investimentos em pesquisa e desenvolvimento estão cada vez mais escassos. É uma das primeiras coisas a serem cortadas do orçamento, seja ele público ou privado (como já estamos vendo). Mas o que o momento pede é exatamente o contrário, ou seja, que a inovação seja vista como fundamental, já que as empresas que não inovarem,  em curto espaço de tempo, deverão ser esmagadas pelas que incorporarem essa visão em sua execução.
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Cursos online gratuitos que ensinam inglês e mais 10 idiomas

Cursos online gratuitos que ensinam inglês e mais 10 idiomas | Inovação Educacional | Scoop.it
Quem quer praticar ou mesmo se aventurar nos primeiros fonemas de um novo idioma encontra vasto material online e gratuito pela internet. De aplicativos  já bastante populares como o Duolingo - com cursos em português para quem quer aprender inglês, francês , espanhol ou alemão - a sites de universidades, passando  por  plataformas de cursos online, o conhecimento se faz disponível para quem se interessar.

Conteúdos gratuitos para iniciantes são mais fáceis de encontrar, mas há cursos para quem já tem nível intermediário e avançado idiomas como inglês, francês, alemão, entre outros. É claro que conquistar fluência estudando só pela internet é difícil, mas não é impossível com as ferramentas certas e atitudes recomendadas pela neurociência.
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Escravidão moderna atinge 45,8 milhões de pessoas no mundo

Escravidão moderna atinge 45,8 milhões de pessoas no mundo | Inovação Educacional | Scoop.it
Cerca de 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo estão sujeitas a alguma forma de escravidão moderna. A estimativa é do relatório Índice de Escravidão Global 2016, da Fundação Walk Free, divulgado nesta terça-feira (30).

Segundo o documento, 58% dessas pessoas vivem em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Uzbequistão. Já os países com a maior proporção de população em condições de escravidão são a Coreia do Norte, o Uzbequistão, o Camboja e a Índia. De acordo com a Walk Free, o Brasil tem 161,1 mil pessoas submetidas à escravidão moderna - em 2014, eram 155,3 mil.

A escravidão moderna ocorre quando uma pessoa controla a outra, de tal forma que retire dela sua liberdade individual, com a intenção de explorá-la. Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta.
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Pesquisa inédita da CNI mostra cenário da indústria 4.0 no Brasil - Inovação

Pesquisa inédita da CNI mostra cenário da indústria 4.0 no Brasil - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) concluiu a primeira pesquisa nacional sobre a adoção de tecnologias digitais relacionadas à era da manufatura avançada, a chamada indústria 4.0. O termo se refere à integração digital das diferentes etapas da cadeia de valor dos produtos industriais, desde o desenvolvimento até o uso. Além disso, envolve a criação de novos modelos de negócio, produtos e serviços a eles atrelados. A pesquisa – realizada com 2.225 empresas de todos os portes entre 4 e 13 de janeiro de 2016 – identificou a adoção de dez tipos de tecnologias digitais pelas empresas e seu uso em diferentes estágios da cadeia industrial. 
A maior parte dos esforços feitos pela indústria no Brasil está na fase dos processos industriais. Setenta e três por cento das que afirmaram usar, ao menos, uma tecnologia digital o fazem na etapa de processos. Outras 47% utilizam na etapa de desenvolvimento da cadeia produtiva e apenas 33% em novos produtos e novos negócios.

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Para o Google, o Brasil ainda pode ser grande em tecnologia - Inovação

Para o Google, o Brasil ainda pode ser grande em tecnologia - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it
Para Glasberg, o Brasil tem um bom histórico em criar empresas de tecnologia, mas é preciso fazer mais. “O que o Brasil está fazendo hoje e o que fará nos próximos anos no setor de tecnologia será decisivo para o futuro de sua economia”, diz.

Exame - A crise econômica e política do Brasil é uma barreira para as startups de tecnologia?

Glasberg - Seria bom para as pequenas empresas se a situação econômica estivesse melhor. Mas as crises não são exclusividade do Brasil. Nasci e cresci em Israel. Lá também tivemos grandes desafios. Nem por isso o setor de tecnologia deixou de avançar. A diferença é que hoje os líderes israe­lenses já entendem que o desempenho da economia depende cada vez mais das startups. Tomara que o Brasil consiga superar seus problemas logo, porque cada vez mais viveremos em uma economia de startups.

Exame - Quais são as evidências de que isso vai ocorrer?

Glasberg - Se você olhar para as empresas americanas que mais geram crescimento — de empregos, lucro e valor de mercado —, todas são do setor de tecnologia e foram startups um dia.
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Escolas Rurais Conectadas: uma plataforma sobre a educação do campo conectada e inovadora

Escolas Rurais Conectadas: uma plataforma sobre a educação do campo conectada e inovadora | Inovação Educacional | Scoop.it

Vídeo apresentado em conferência na UNESCO contextualiza o programa criado pela Fundação Telefônica Vivo.
Em um universo de 50 milhões de alunos matriculados, é um dado importante que 12% deles estejam em área rural. Pensar a educação brasileira é pensar a educação do campo, e como as particularidades educacionais de uma região de acessos complexos, aulas multisseriadas e histórico de movimentos sociais funcionam.
A inovação na educação não pode ser privilégio dos contextos urbanos. Projetando quão ricas as experiências do campo se tornam quando aliadas à tecnologia que a Fundação Telefônica Vivo mantém o programa Escolas Rurais Conectadas. Respeitando o contexto de salas multisseriadas e com um número diminuto de professores e infraestrutura à disposição, o programa se apoia em três eixos para conectar as instituições com o mundo: a Conexão, a Formação e os Laboratórios.
A Telefônica Vivo leva conexão 3G às escolas do campo: já foram conectadas aproximadamente 15 mil escolas em 9 estados brasileiros. Para experimentar o uso de novas tecnologias em diferentes formatos e contextos educacionais, a Fundação implementou os laboratórios de Viamão (RS) e Vitória de Santo Antão (PE).
O eixo de Formação oferece uma gama de cursos online, onde o educador pode se inscrever para dar continuidade a sua formação pedagógica, com um conteúdo preparado para as particularidades da educação do campo. Por ser online, o curso tem maleabilidade de alcançar e conectar professores de vários cantos do país, que o fazem de acordo com suas afinidades e dificuldades enfrentadas individualmente em cada sala de aula.
Foi o que aconteceu na escola E. E. M. Dr. Matos, na cidade de Italva, interior do Rio de Janeiro. “A nossa escola é na zona rural, multisseriada, e sempre tivemos muita dificuldade com formação continuada”, explica Isabel Cristina Souza, diretora e professora da escola. A plataforma de Escolas Rurais Conectadas trouxe tudo aquilo o que precisavam: conhecimento de maneira adaptável ao contexto da escola. Os cursos oferecidos pela plataforma, como o TIC nas Escolas: Nível Básico, diminuem o abismo entre a tecnologia a educação, criando amplas possibilidades pedagógicas

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Conheça os cursos on-line gratuitos oferecidos pelo ITA

Conheça os cursos on-line gratuitos oferecidos pelo ITA | Inovação Educacional | Scoop.it
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), criado em 1950, oferece 10 cursos gratuitos por meio da plataforma de ensino on-line Coursera.  O serviço conta com 12 milhões de usuários e dispõe de mais de mil cursos de instituições renomadas do mundo todo.

Os professores que comandam as aulas virtuais são todos do ITA, instituto de ensino superior do Comando da Aeronáutica (COMAER), localizado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
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Workshop - Educação e Tecnologia: Desafios e Oportunidades de um Futuro que já é Presente

O que se pensava em ser a "educação do futuro", já é nossa realidade atual na Educação.
Entretanto, a adaptação à imensa, e crescente, quantidade de tecnologias
que se apresentam é contrastante com o desenvolvimentos de metodologias para o uso efetivo
das mesmas como ferramentas pedagógicas efetivas.
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Amcham lança dia 31/5 relatório de avaliação empresarial sobre as atividades do INPI

Amcham lança dia 31/5 relatório de avaliação empresarial sobre as atividades do INPI | Inovação Educacional | Scoop.it
Para discutir avanços em propriedade intelectual no País, a Amcham lança na próxima terça-feira (31/5), às 8h, na sua sede, em São Paulo, relatório de avaliação empresarial sobre atuação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial/INPI. A sede da Amcham fica na Rua da Paz, 1.431, Chácara Santo Antônio, zona sul.

A entidade ouviu 151 diretores e executivos sobre o processo de concessão de marcas e patentes, avaliando entraves, avanços e possíveis modernizações. A CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, apresentará o resultado do estudo fruto do trabalho da Força Tarefa de Propriedade Intelectual da Amcham, composta por executivos e diretores de pesquisa e desenvolvimento de empresas dos mais variados portes e segmentos.

O relatório da Amcham será divulgado na presença do presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, que comentará o resultado e os pontos avaliados. O evento Amcham intitulado “Avanços em Propriedade Intelectual Brasil” contará ainda com painéis de debate reunindo especialistas e a iniciativa privada.

O painel “A Importância da Proteção da Propriedade Intelectual para a Inserção Brasileira no Comércio Global” reunirá Gianna Sagazio, diretora de Inovação da CNI, Marcos Troyjo, co-diretor do BRICLab da Columbia University, e Welber Barral, presidente do comitê de Comércio Exterior da Amcham e ex-secretário de Comércio Exterior do MDIC.
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Tenha sucesso nos estudos, usando métodos de aprendizagem do ensino presencial no EAD

Tenha sucesso nos estudos, usando métodos de aprendizagem do ensino presencial no EAD | Inovação Educacional | Scoop.it
Engana-se quem pensa que estudar a distância é muito mais fácil do que o ensino presencial. O EAD exige concentração e muita disciplina
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O sucesso não vem do acaso

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Que tal um café com um ambiente tão agradável que se torne a primeira opção de escolha, depois da casa e do trabalho das pessoas? E um aparelho que agregue todos os eletrônicos de sua vida e seja fácil de usar? Uma empresa resolvedora de problemas e necessidades das indústrias, então? Se essas histórias parecem familiares e até meio óbvias é porque, hoje, elas existem. Foi a partir desses objetivos que Starbucks, Apple e a chinesa Haier se tornaram verdadeiramente grandes. Só que, entre deixar o campo dos sonhos décadas atrás e virar histórias bem-sucedidas, muitos concorrentes com planos tão bons quanto esses foram abatidos pelo caminho.

Os relatos sobre as frustrações dos executivos que tentam levar adiante estratégias bem pensadas são muitos e variam de dificuldades em engajar os funcionários a erros de execução. Levantamento global feito pela consultoria Strategy& PwC com mais de 700 executivos seniores, por exemplo, mostrou que só 8% dos líderes superavam as expectativas tanto em montar estratégias quanto em executá-las. Em outra pesquisa da mesma consultoria, feita com 4,4 mil profissionais com o mesmo perfil, metade achava que não tinha uma estratégia vencedora. Já quatro, de cinco executivos, admitiam que a estratégia não era bem entendida por toda a companhia. Outros indicadores seguiam a mesma linha.


Depois de mais de dez anos acompanhando de perto os dois lados dessa realidade, Paul Leinwand, diretor global da Strategy&, e Cesare Mainardi, ex-CEO das consultorias Booz & Company e Strategy&, identificaram pontos em comum nas práticas das empresas que criam e executam estratégias bem-sucedidas. Surpreendentemente, elas fogem de condutas convencionais e do senso comum, ensinadas nas escolas e aplaudidas pelo mundo dos negócios. Escreveram, então, o livro "Strategy that Works - How Winning Companies Close the Strategy-to-Execution Gap" (Harvard Business Review Press), lançado no Brasil, ainda na versão em inglês, na semana passada. Com a publicação, também entrou no ar um site com textos, vídeo e teste para identificar o nível em que a empresa está em relação a essa teoria (http://pwc.to/1UlJGnN).

No livro, Leinwand e Mainardi destrincham as histórias de 14 empresas de alto desempenho e diferentes indústrias - entre elas a brasileira Natura -, mapeando cinco atos que as permitiram ser bem-sucedidas. "A mais essencial, entre essas cinco atitudes, é comprometer-se com sua própria identidade", diz Leinwand, por telefone, de Boston. "É muito fácil pensar que o objetivo da empresa é o crescimento e ficar preso numa armadilha de faturar mais e mais a qualquer custo."

Na verdade, ele afirma, as companhias bem-sucedidas na execução de seus planos focaram esforços em arenas nas quais sabiam estar equipadas para vencer, aproveitando e se diferenciando com o que já faziam excepcionalmente bem. O faturamento maior - e a maior resistência às intempéries no longo prazo - vieram como consequência.

Assim, a pergunta a ser feita é "como eu crio valor para meus clientes?", em vez de "aonde vou avançar para crescer?". A resposta, alertam os autores, não pode ser genérica e leva tempo para ser construída. Às vezes, décadas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Apple, que, com o sucesso do Macintosh, havia se tornado apenas uma fabricante de computadores pessoais e lutava para se diferenciar da concorrente Microsoft. Ao reassumir o comando da empresa, no fim dos anos 90, Steve Jobs percebeu que computadores, celulares, câmeras digitais e outros aparelhos eletrônicos tornariam as pessoas conectadas. "A Apple se tornou a empresa que deu vida ao hub digital", escrevem os autores. Para isso, foi preciso ter clareza sobre quem ela era e o que a tornava especial - bem como ficar atento a esse propósito e não se desviar pelo caminho.

Tão difícil quanto achar essa identidade é o segundo ato praticado pelas empresas coerentes: traduzir a estratégia em ações do dia a dia. Aqui também entra outro argumento que vai contra o conhecimento convencional - tirar o foco da busca pela excelência funcional ou pelos "benchmarks". Para os autores, eles só levam a empresa ao mesmo lugar onde os competidores estão. Assim, é preciso detalhar de três a seis capacidades que a companhia precisa desenvolver, construí-las e fazê-las acontecer em grande escala.

Relacionado a essas iniciativas e sempre pontuado com exemplos práticos, o terceiro ato é colocar sua cultura para trabalhar, sem brigar com ela. Já que não há ambiente de trabalho perfeito, o truque é identificar e aprimorar as atitudes que vão ao encontro do objetivo, em vez de ficar reorganizando indefinidamente a empresa para tentar conseguir mudanças.

O quarto ato talvez seja o que fale mais perto aos empresários brasileiros, que atravessam a grave crise econômica atual: saber cortar. Os autores identificaram que de 20% a 40% do orçamento é desperdiçado em iniciativas distantes da estratégia. "Muitas empresas [quando querem entrar nesse tipo de planejamento] começam pelo corte de custos para depois avançar nos outros atos", afirma Leinwand, que elenca no livro algumas ferramentas para alinhar gastos com estratégia. Nos casos práticos citados, as empresas conseguiram encontrar o dinheiro para investir em atividades essenciais cortando gastos em outras áreas.

Ao tornarem-se coerentes, o quinto ato - desenhar seu próprio futuro - torna-se quase uma consequência. As empresas viram supercompetidoras, determinando os rumos do mercado, em vez de apenas reagir às mudanças. Num mundo em que a maioria dos setores enfrenta inovações disruptivas na tecnologia ou na competição, conduzir essas mudanças é sinônimo de ser bem-sucedido. "Para criar a demanda é preciso ir além de ouvir o consumidor", afirma Leinwand. "É preciso tentar entender o que acontecerá no futuro, quando se atende a suas necessidades."

O resultado, mostram os autores, aparecem nos números - até mesmo nos países emergentes, nos quais as dificuldades são maiores por conta da instabilidade. "Num país como o Brasil, conhecido mais pela agilidade na tomada de decisão do que pelo planejamento de longo prazo, é comum que se pense apenas no agora", diz Ivan de Souza, sócio da Strategy&. "Mas é na hora da crise que a estratégia faz a diferença."

Num levantamento feito com as cem maiores empresas brasileiras, aquelas que apresentavam alta coerência de acordo com os critérios do livro (18% do total), se recuperaram mais rápido na retomada e sofreram menos na crise. Elas também cresceram três vezes e lucraram duas vezes mais do que suas competidoras da mesma área, entre 2007 e 2015. O retorno sobre o patrimônio e o múltiplo valor de mercado sobre patrimônio líquido foram três vezes maiores do que o das empresas de baixa coerência entre planejamento e execução, no mesmo período. "Nos mercados emergentes, nos quais as oportunidades são férteis, essa coerência é ainda mais importante", diz Souza. "À medida que os setores vão amadurecendo, essas empresas tendem a se diferenciar e se tornar competidores mundiais fortes."
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McKinsey agora concorre com escolas de negócios

McKinsey agora concorre com escolas de negócios | Inovação Educacional | Scoop.it
As companhias que se mudam para o espaço compartilhado de escritórios WeWork, em Manhattan, estão alugando a parafernália habitual usada por startups. Mesas rústicas de madeira dão um toque industrial e os inquilinos podem fazer uma pausa para tomar uma cerveja ou bebericar um café "micro-torrado". No banheiro, uma frase no enxaguante bucal incita você a "adotar uma ideia refrescante".

Seria difícil associar a presença da McKinsey a essas imediações, no entanto, o produto que a tradicional consultoria de estratégia vem desenvolvendo tem o potencial genuíno de reformular o mercado de ensino de negócios.

O espaço WeWork ajudou a incubar a McKinsey Academy, um serviço on-line de treinamento que coloca a companhia em concorrência direta com as escolas de negócios, os provedores tradicionais do ensino executivo.

"Somos uma fábrica de lideranças", declara Charlotte Relyea, consultora sênior da McKinsey, com MBA por Harvard. Cerca de 400 ex-funcionários da McKinsey lideram organizações com mais de US$ 1 bilhão em receitas, acrescenta ela. Eles incluem Jim McNerney, hoje na Boeing, Tidjane Thiam do Credit Suisse, Oliver Bäte da Allianz e Vittorio Colao da Vodafone. (A fábrica também produz líderes defeituosos como Jeff Skilling da Enron e Rajat Gupta, ex-presidente da McKinsey preso por 'insider trading').

A consultoria já trabalha com desenvolvimento de liderança há duas décadas, mas o atual esforço data de 2013, com a criação da plataforma on-line McKinsey Academy - uma versão personalizada do software edX, desenvolvido pelo MIT e Harvard. O serviço está sendo oferecido para atuais clientes e empresas que nunca trabalharam com a McKinsey. Para os primeiros, ele é vendido como uma maneira de se certificar que a estratégia da cúpula será implementada mais abaixo na hierarquia. Para os últimos, é como uma degustação.

Um curso típico da McKinsey Academy pode treinar o usuário nos "10 testes atemporais" para planejar estratégias corporativas ("Sua estratégia se baseia em conhecimentos privilegiados?", pergunta o teste número 5, enquanto o 10 indaga: "Você transformou sua estratégia em um plano de ação?"). O aluno também pode experimentar um estudo de caso fictício envolvendo um fabricante de equipamentos que perdeu a mão do negócio e que precisa fazer as vendas voltarem a crescer.

O conteúdo tende a ser desmembrado em fragmentos de três a cinco minutos, refletindo o fato de os participantes provavelmente não terem tempo - há até mesmo a opção de assistir os vídeos em velocidade acelerada. Os consultores da McKinsey atuam como "assistentes de ensino" e os melhores alunos são recompensados com um lugar no quadro de liderança. Há também um elemento de "trabalho em grupo" em que os participantes são divididos em equipes.

As escolas de negócios estão observando de perto a ascensão desse novo concorrente. "Quando as pessoas me perguntam onde está a minha concorrência, respondo que a McKinsey Academy está na lista", diz Glenn Hubbard, reitor da Columbia Business School. Mas a McKinsey não está sozinha. Consultorias com iniciativas parecidas incluem a Korn Ferry e a PwC, diz Dominique Turpin, presidente da escola de negócios suíça IMD. Entre os outros novatos nos cursos de treinamento corporativo estão a Lynda.com, do LinkedIn, e uma aliança entre o "Financial Times" e a escola de negócios espanhola IE.

Embora admita que a entrada das consultorias na área de treinamento reflete a demanda do mercado, Turpin afirma que alguns clientes podem temer que a participação em um curso de uma consultoria a leve a tentar vender outros produtos e serviços: "As consultorias não são vistas como tão neutras quanto as escolas de negócios."

Josep Valor comanda os programas personalizados de ensino executivo da escola espanhola de negócios Iese, que lidera o ranking do "Financial Times". Valor é mais sincero sobre a incursão da McKinsey do que o líder típico de uma escola de negócios. Ele afirma, inclusive, que ela poderá prejudicar os clientes da McKinsey que aderirem. Se uma companhia está recebendo de uma consultoria aconselhamento estratégico, diz ele, pode ser arriscado demais a mesma companhia treinar os escalões inferiores.

"Você pode acabar sendo algemado por esses caras. Muitas grandes organizações se sentem assim", afirma ele. "Se esses sujeitos cometem um erro, você está morto." Mas mesmo criticando os novatos, Valor diz que a capacidade da McKinsey de unir executivos-chefes de diferentes companhias e setores é igual ao poder agregado das escolas de negócios, onde o networking é uma parte importante da oferta de ensino executivo.

Charlotte Relyea é firme ao afirmar que a McKinsey não enfrenta um conflito de interesses, alegando que seu ensino é personalizado para refletir a estratégia do cliente, em vez de apenas a da consultoria. "O fato de os conhecermos tão bem torna a personalização mais eficiente." Ela também nega qualquer sugestão de que a McKinsey possa estar usando o ensino executivo como chamariz para conseguir contratos de consultoria. A McKinsey vê as escolas de negócios mais como parceiras do que concorrentes, diz. Na verdade, ela já trabalha com elas quando recruta profissionais dos cursos de MBA.

O conselho consultivo da McKinsey Academy inclui professores das escolas de negócios MIT Sloan e Rotman, assim como Sir John Hood, ex-vice-presidente da Universidade de Oxford. Nitin Nohria, reitor da Harvard Business School, tem uma postura parecida com a de Relyea, sugerindo que o mercado é grande para acomodar novos concorrentes.

Ele também observa que as revistas e sites "formadores de opinião" criados pelas consultorias são mais um sinal de como estão ficando nubladas as fronteiras entre as escolas e as editoras, como a da "Harvard Business Review". Ao que parece, no mínimo, a reviravolta no mercado tem todos os ingredientes de um bom estudo de caso para as escolas de negócios.
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