Inovação Educacional
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A diferença começa na escola

Com 120 bilhões de reais a mais e 5 milhões de estudantes a menos, o Brasil terá, nos próximos dez anos, uma oportunidade histórica para tirar o atraso na educação básica e garantir que nossa economia de fato decole.

O papel do governo federal de um país continental como o Brasil é reconhecer as melhores práticas em educação e dar escala a elas. “O Brasil não faz isso bem”, diz o alemão Andreas Schleicher, diretor-geral de educação na OCDE. Organização dos países mais ricos que estuda o desenvolvimento econômico. Com mais dinheiro para a educação, o Brasil terá urna chance de dar um salto na qualidade Os futuros royalties do pré-sal podem gerar incremento de 120 bilhões de reais no orçamento da educação até 2022, segundo projeção do Ministério da Educação. Ao mesmo tempo, a transformação da pirâmide demográfica aponta uma queda no número de pessoas com idade escolar – cerca de 5 milhões de alunos a menos no período. Nesse cenário, segundo cálculo do economista Jorge Arbache, professor da Universidade de Brasília e assessor especial da presidência do BNDES, se nos próximos dez anos a economia brasileira crescer apenas 2% ao ano, como tem acontecido no governo Dilma, o investimento por aluno aumentará 42%. Se a média de expansão do NB for de 4% ao ano, o incremento por aluno será de 67%. Como aproveitar o dinheiro extra? “O Brasil tem de estabelecer os padrões de qualidade da educação que quer alcançar e ajustar o gasto conforme a demanda”, diz Arbache. Na última década, os gastos com educação no Brasil saíram de 4,5% do PIB para 6%. O país praticamente universalizou o acesso ao ensino fundamental. Agora é preciso manter crianças e adolescentes na escola e garantir que aprendam. “O grande desafio do Brasil é elevar a qualidade da educação”, diz Schleicher.

O que poderá fazer diferença, sobretudo, é uma boa gestão dos recursos. Como ilustra o exemplo do ganho de produtividade da Grendene, reformas educacionais bem-feitas e com continuidade geram resultados expressivos na economia em tempo mais curto do que se pensa. Na mesma década em que Sobral deu um salto, uma reforma ainda mais impressionante estava tomando forma a 8500 quilômetros de distância: na Polônia. O país do Leste Europeu foi o único a não sofrer recessão de 2009 para cá na União Europeia. Isso tem a ver com as fábricas que se instalaram lá, vindas de outros países. menos produtivos. Só as empresas lideradas por italianos na Polônia são quase 750 – a Itália vive urna fuga de investimentos em decorrência da baixa produtividade e do sistema educacional que não melhora A Fiat tem uma linha de montagem na cidade de Tychy, no sul da Polônia. Lá produz seu compacto Fiat 500. “A qualidade da educação se reflete na capacidade de um país de atrair investimento”, diz Cledorvino Belini, presidente da Fiat no Brasil. “Há uma dificuldade maior para implementar medidas de aumento de eficiência quando não se tem uma mão de obra qualificada. ” A Fiat está há 35 anos em Betim, Minas Gerais, mas continua precisando treinar a mão de obra para coisas básicas, como conceitos elementares de matemática e língua portuguesa.

 

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A view from China on the future of innovation and education

A view from China on the future of innovation and education | Inovação Educacional | Scoop.it
Many years ago, I sat in a classroom at Tsinghua University, staring at Euler's formula on the blackboard and marvelling at its mathematical beauty. This is a formula that relates mathematics’ most famous constants (pi, zero, Euler’s number “e”, and imaginary number “i”) in one equation; its beauty lies in the infinite possible functions and exponents that can be created.

Today, I came across this formula once again, after years of engagement in promoting innovation in technology, industry, and culture. I now understand the parallel between Euler’s formula and human life; just as bringing mathematics’ important constants together can create endless possible functions and exponents, uniting humanity’s most promising gifts can create boundless potential for human progress.

We have been blessed with nature’s resources and a strong innovative spirit; these things have enabled all of our scientific, technological and social progress, leading us to a tomorrow of infinite possibilities. In tangible form, this can be seen in our high-speed railways, our colossal cruise ships, our instantaneous communication systems and our artificial intelligence.

Leonard Euler lived in the midst of Europe's Enlightenment, at which point the gifts of the Renaissance and the scientific revolution had begun to introduce to human history a tide of modernisation that eventually made way for the industrial revolution. The beginning of the 16th Century birthed many important scientists, philosophers, and inventors. From the age of discovery through to the information age, human development and scientific innovation have merged together to form the thriving glory that is modern life. ​
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Why disappearing jobs keep students out of college

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After states suffer significant job losses, college attendance drops among the poorest students of the next generation, a new study suggests.
As a result, states marked by shuttered factories or dormant mines also show a widening gap in college attendance between rich and poor, the study’s authors write.
Yet simple economics aren’t the only factor at play, the authors write. Poor students in economically stricken states don’t avoid college simply because they can’t afford it. Instead, widespread job losses trigger adolescent emotional problems and poor academic performance, which, in turn, puts college out of reach, say the authors.

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Education must foster creativity - and fight inequality

Education must foster creativity - and fight inequality | Inovação Educacional | Scoop.it

The causes of the widening social gap are various: globalization, the financial system, political policies, and, the most important one, the replacement of workers by automation.
As AI becomes more advanced, it is expected that it will replace more and more jobs now done by humans, increasing joblessness and social inequality.
These problems are not easy to solve.
Social welfare can help people survive, but it cannot help create hope.
Education as key
If countries cannot make proper preparations for these challenges, they may face extremely difficult challenges in having to deal with joblessness and social crises.
Only education can provide the tools to tackle the problem of inequality in the future.

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Como a morte dos shoppings vai mudar a cara dos Estados Unidos

Como a morte dos shoppings vai mudar a cara dos Estados Unidos | Inovação Educacional | Scoop.it

O Credit Suisse chamou a atenção recentemente ao prever que 20% a 25% dos grandes shoppings centers fechados dos Estados Unidos devem encerrar operações no espaço de 5 anos.
Isso significaria o fim de 240 a 300 dos cerca de 1.200 shoppings existentes hoje no país. Os números são do CoStar Group, fornecidos pelo Conselho Internacional de Shopping Centers.
Um podcast do início de junho com analistas do banco americano Goldman Sachs debateu o que está mudando no cenário de varejo e como isso deve mudar o cenário urbano norte-americano.
Para Kathy Elsesser, co-diretora de varejo e consumo global da banca de investimentos, “os melhores shoppings continuam a ter uma boa performance, e os que não estão tão bem vão evoluir”.
Mas de forma geral, veremos alugueis em queda e “de-gentrificação, por falta de um termo melhor”.
Em outras palavras: acabou a época em que lojas menores e locais eram empurradas para fora dos shoppings e de áreas nobres por não conseguirem competir em preço com as grandes redes nacionais e internacionais.
Gentrificação é o processo urbano em que áreas antes populares são “revitalizadas” com novos negócios e infraestrutura, gerando especulação imobiliária e fuga dos antigos moradores.
A reversão deste processo em certas áreas favoreceria a volta de negócios de posse e controle local, que não são franquias e guardam maior relação com a comunidade.

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Por uma especialização com sotaque

Por uma especialização com sotaque | Inovação Educacional | Scoop.it

Para estudar design de bolsas e calçados, Livia Grotto, de 31 anos, pesquisou cursos na Europa. Mas foi a Europa que chegou até ela. Em vez de viajar, a administradora se matriculou em uma escola de origem italiana no Brasil. Instituições estrangeiras nas áreas de Artes, Design e Publicidade que fincaram pé no País atraem profissionais brasileiros interessados em especializações globais com toque tupiniquim.
“A gente traz a visão internacional, o modo de fazer, para agir localmente”, explica José Carlos Carreira, diretor acadêmico do Istituto Europeo di Design (IED), onde Livia concluiu o curso Shoes & Bags - Design and Business. O IED, com sede em Milão, tem mais 11 unidades espalhadas por Itália, Espanha e Brasil, onde se instalou em São Paulo e Rio.
“A escola viu no Brasil um campo muito grande para o design. Acreditamos em um design do Brasil para brasileiros e para o mundo. A proximidade com a Itália e a Espanha nos dá esse know-how de enxergar o design brasileiro”, afirma Carreira. Para Livia, foi exatamente essa ponte o que mais chamou a atenção no curso. “Ao mesmo tempo em que vimos as tendências internacionais, também vimos o que estava acontecendo no Brasil. Era um paralelo.”

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Como está a briga do Sci-Hub, o ‘Robin Hood da ciência’, com as grandes editoras

Como está a briga do Sci-Hub, o ‘Robin Hood da ciência’, com as grandes editoras | Inovação Educacional | Scoop.it
Grupo Elsevier vence ação nos Estados Unidos que obriga plataforma de livre acesso a artigos científicos a pagar US$ 15 milhões
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Dono da Gama Filho é preso por desvio de R$ 90 milhões

Dono da Gama Filho é preso por desvio de R$ 90 milhões | Inovação Educacional | Scoop.it

O dono da Universidade Gama Filho (UGF), Paulo Cesar Ferreira da Gama, foi preso temporariamente na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal. Juntamente com outras 46 pessoas, ele é investigado pelo desvio de recursos dos fundos de pensão Petros (Petrobras) e Postalis(Correios), que causou um prejuízo superior a R$ 90 milhões aos dois institutos de previdência. Além de Gama, foram presos o ex-diretor financeiro do Postalis, Adilson Florêncio da Costa, e o advogado da família Gama Filho, Roberto Roland Rodrigues da Silva.
Outros quatro envolvidos tiveram a prisão decretada, mas como não foram localizados, são considerados foragidos da Justiça. São eles: o advogado Márcio André Mendes da Costa, fundador e ex-presidente do Grupo Galileo; Ricardo Andrade Magro, dono da Refinaria de Manguinhos e ex-diretor da Galileo, Carlos Alberto Peregrino da Silva, ex-diretor da Galileo, e Luiz Alfredo da Gama Botafogo Muniz, dono da UGF.
Além dos mandados de prisão, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio, São Paulo e Brasília. Segundo o procurador Paulo Gomes, do Ministério Público Federal, a Justiça também bloqueou os bens dos 46 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, no valor de R$1,3 bilhão.De acordo com a investigação, que já dura dois anos e meio, os investigados arquitetaram um plano criminoso para desfalcar os fundos de pensão e usaram a UGF para essa finalidade.
Em 2011, Márcio André fundou a Galileo Administração de Recursos Educacionais para captar recursos no mercado e salvar a Gama Filho da falência. O plano consistia no lançamento de R$ 100 milhões em debêntures, que logo foram adquiridas pelos dois fundos de pensão. O Postalis ficou com 75% (investiu mais de R$ 80 milhões) e o Petros, 22%. Entretanto, o dinheiro foi usado para abastecer a conta dos acusados.
O golpe culminou com o descredenciamento da Gama Filho, em janeiro de 2014, prejudicando cerca de nove mil alunos e dois mil profissionais da Educação. Piedade, subúrbio do Rio, onde funcionava a UGF, praticamente virou um bairro fantasma.
Os nomes de vários políticos apareceram no decorrer das investigações como beneficiários do golpe, mas como têm prerrogativas, serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dentro dos recursos obtidos, o pouco investido na Gama Filho foi usado para trazer notáveis para dar palestras na faculdade, como os hoje ministros do STF, Ricardo Lewandosvki e Dias Tofoli, que deram aula magna no local em 2012.
Caçada a dois no exterior
O delegado federal Tácio Muzzi, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), afirmou que dois investigados que tiveram a prisão decretada estão fora do Brasil. São eles o dono da Refinaria de Manguinhos, Ricardo Magro, e o fundador do Grupo Galileo, Márcio André Mendes da Costa. O delegado disse que caso não se apresentem em breve, vai emitir um alerta vermelho para que sejam presos pela polícia do país onde estão se escondendo.
Muzzi suspeita que antes da fundação da Galileo, sob a alegada intenção de salvar a Gama Filho da bancarrota, os envolvidos já teriam acertado o golpe com os diretores do Postalis e do Petros. “É possível por conta de somente dois fundos de pensão de estatal terem investido seus recursos num negócio relativamente arriscado. A falta de análise de investimento mais aprofundada ficou patente”, ressaltou.

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Caminhos para inovar a Educação

Caminhos para inovar a Educação | Inovação Educacional | Scoop.it

A revolução educacional passa por um pouco de tecnologia, muita capacitação de professores e muita gestão. Já não é nenhuma novidade que nosso modelo escolar e universitário predominante — que já tem quase 200 anos com poucas modificações — está ultrapassado e é responsável por salas de aulas apinhadas de estudantes desmotivados e sujeitos a evasão escolar, além de professores submetidos a uma rotina repetitiva de transmissão de informações, muitas vezes desatualizadas.
Há aqueles que defendam essa escola tradicional, caracterizada pela padronização e disciplina, mas de forma geral a insatisfação com o modelo educacional corrente é regra, não exceção.
A causa disso? Em minha opinião, todos nós já fomos estudantes e sofremos de alguma forma com as “deformidades” da escola tradicional, seja na educação básica ou no ensino universitário. Talvez a maior delas seja exatamente a padronização.
Em um vídeo que já circula pela internet há algum tempo, o rapper americano Richard Williams conhecido como Prince EA, coloca o sistema educacional e sua obsessão pela padronização em julgamento, fazendo uso de uma frase dita por Albert Einstein. A frase, uma crítica profunda à padronização de qualquer tipo de avaliação ou julgamento, descreve que ao se julgar um peixe pela sua capacidade de subir em árvores, este passará a vida inteira pensando que é estúpido.

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O que o submundo pode ensinar sobre o futuro e a inovação

O que o submundo pode ensinar sobre o futuro e a inovação | Inovação Educacional | Scoop.it
Alexa Clay é pop. A americana, de 33 anos, mesmo assim, transita bem no mundo acadêmico e corporativo mais tradicional. Seu livro "A Economia dos Desajustados" (editora Figurati), escrito em parceria com Kyra Maya Phillips, é um best-seller entre jovens e executivos atrás de alternativas informais para um mundo em crise. Traduzido para mais de 15 idiomas, ele rendeu às autoras um programa na NatGeo, artigos na "Harvard Business Review" e o crédito do Fórum Econômico Mundial como um dos melhores livros de negócios da atualidade. Desde o lançamento em 2015, ela tem viajado o mundo dando palestras e workshops em empresas globais, universidades, ONGs, feiras e festivais de inovação como o SXSW.

Esta semana, Alexa esteve em São Paulo em um evento da Cia de Talentos para falar para mais de 200 executivos interessados em entender as transformações do mundo atual. Em seu livro, ela pesquisa como as companhias podem aprender a promover inovação usando a sabedoria informal dos hackers, traficantes, falsificadores, gangsters e 'outsiders', em geral. Um submundo, que, segundo ela, movimenta mais de US$ 10 trilhões na economia informal. "São exemplos de empreendedores à margem da sociedade que precisaram burlar leis para desenvolver seus negócios e que acabam sendo bastante inovadores em seus métodos e práticas de gestão."

Filha de antropólogos, ela começou cedo a viajar e a conhecer outras culturas. Com o pai, que trabalhava em uma ONG que luta pelos direitos dos povos indígenas, ela veio para o Brasil e passou um tempo na Amazônia. Com a mãe, que era assistente de um professor da área de psiquiatria da Universidade de Harvard - cujo trabalho era investigar pessoas que diziam ter sido abduzidas por extraterrestres- ela viajou por quase todo o mundo. Dessas experiências, herdou o lado investigativo e o gosto pelos estudos sociais.

Formou-se em etnografia pela Universidade de Brown e fez o mestrado em ciências econômicas e sociais na Universidade de Oxford. Estudou também escrita criativa, especializou-se na obra do porta Robert Creeley e na filosofia dos séculos 18 e 19. Embora represente bem a sua geração, estando conectada a coletivos, programas sociais e tenha uma rede ampla de contatos com organizações ligadas à subcultura mundo afora, ela é um tanto cética quanto ao uso exagerado da tecnologia. "Hoje as pessoas ficam muito tempo nos celulares e não conseguem mais ler livros porque eles requerem um tipo de atenção que não traz uma compensação imediata. Existe uma grande dependência tecnológica", disse em entrevista ao Valor.

Alexa acredita que as lições do submundo, que ela pesquisou viajando para 20 países, valem tanto para os "cowboys das startups do Vale do Silício" quanto para as companhias mais "tradicionais e burocráticas". "Os jovens, que não estão em empregos tradicionais, precisam criar coisas novas o tempo todo, do nada, em uma velocidade incrível e vivem desafios incríveis de gestão. Se eles pudessem olhar para os piratas e entender como eles fazem seus negócios ilegais crescerem e como envolvem as pessoas, talvez isso os ajudasse em muitas questões."

Ela conta que ao pesquisar o comportamento de gangsters, percebeu o quanto eles eram capazes de criar uma cultura à qual as pessoas querem pertencer, enquanto muitas empresas gastam fortunas tentando obter esse nível de engajamento dos funcionários sem sucesso. Alexa diz que muitas organizações clandestinas experimentam novas formas de gestão naturalmente, como por exemplo, as estruturas mais horizontais. "Um exemplo são os coletivos formados por hackers, como o Anonymous", diz. "Não existe um líder."

Para a autora, questionar a dinâmica do poder é importante para derrubar as trincheiras erguidas por sistemas muito hierárquicos que acabam tornando difícil gerar criatividade e inovação. "As pessoas estão muito menos abertas para colaborar em uma cultura de medo e punição", afirma.

Outra lição importante da subcultura para as empresas, segundo ela, é a transparência. "Os grupos de ativistas são especialmente bons nisso. Eles são transparentes com as finanças, mostram tudo o que gastam, quanto as pessoas ganham e os participantes ainda podem questionar a aplicação do dinheiro", diz. Ela cita também a eficiência dos orçamentos coletivos e os sistemas de crowdfunding.

Dos fanáticos e provocadores que ela ouviu em seu estudo, Alexa traz ensinamentos de liderança; das gangues de rua, exemplos de recrutamento e da construção de um senso de propósito. "Na favela, por exemplo, um pequeno negócio na marginalidade funciona na base da palavra e da construção de uma reputação", diz. Ela acredita que todos podemos lançar mão de nossa porção "desajustada" para nos arriscarmos mais no que fazemos. "É preciso ter coragem para fazer as coisas de um jeito diferente e resiliência para levar adiante."

Mas embora defenda as inovações, Alexa acredita que a nova geração pode ser muito arrogante e não perceber a sabedoria nos sistemas antigos. Segundo ela, é preciso entender que, em algum momento, eles representaram a vanguarda, o novo. "Adam Smith, de algum modo, já foi um radical e agora é visto como um super conservador", dia. Para a pesquisadora, existe o risco de você sempre querer criar o novo e montar sistemas que ignoram as coisas que funcionaram no passado.

Em sua busca pela estratégia dos desajustados, Alexa conversou com líderes de gangues hispânicas, piratas da Somália, falsificadores da China e até heremitas, que, segundo ela, têm uma qualidade que falta aos administradores atuais, que é a capacidade de se isolar para pensar. "Muitas vezes é preciso silêncio para se chegar a ideias inovadoras."

Uma cultura que a impressionou entre os 'outsiders' foi a Amish, tanto pela organização comunitária baseada em princípios morais como pelos negócios socialmente responsáveis. Foi então que decidiu criar uma personagem chamada Rebecca, que ela classifica como "Amish Futurista". Vestida à caráter, ela frequenta reuniões nas startups no Vale do Silício para fazer provocações socráticas sobre o uso da tecnologia e a ganância dos novos empreendedores, que na pressa nem sempre entregam produtos de qualidade.

Alexa participa de outros projetos que questionam o modus operandi dos negócios, como o "Wisdon Hackers", incubadora de questões filosóficas e a "The League of Intrapreneurs", rede global que busca soluções inovadoras conectando profissionais de diversas indústrias e países. A trilha sonora dos vídeos de seus produtos é tão diversificada quanto seu público e vai da combativa M. I. A. no teaser do livro à bucólica Vashit Bunyan na apresentação da "Amish Futurista".

Em setembro, Alexa se prepara para lançar um guia sobre comunidades utópicas. São startups de idealistas que, segundo ela, conseguem ter sucesso sem conhecimento formal sobre administração. "São ecovilas, coletivos de hackers, entre outras comunidades", diz. Serão 50 pessoas, de diversos países, dando dicas de como fazem a gestão de seus negócios. Ela avisa: "vou incluir qualquer pessoa que queira mudar o mundo."
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MEC amplia oferta de cursos de educação a distância

Nova norma também vai permitir credenciamento de instituições para cursos de educação a distância sem credenciamento para os presenciais
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35% dos professores de educação infantil não têm diploma; entenda a importância da formação em pedagogia

35% dos professores de educação infantil não têm diploma; entenda a importância da formação em pedagogia | Inovação Educacional | Scoop.it
Especialistas comentam a relevância dessa etapa de ensino para as crianças e explicam por que a graduação é fundamental para a qualidade do trabalho desenvolvido na escola.
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Plano Nacional de Educação completa três anos com apenas 20% das metas cumpridas

Após três anos de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE), apenas seis das 30 metas e estratégias que deveriam ter sido cumpridas até 2017 foram alcançadas total ou parcialmente. O número representa 20% do total, o que significa que quatro em cada cinco metas não foram atingidas. O balanço é do Observatório do PNE (OPNE), uma plataforma formada por 24 organizações parceiras, coordenada pelo movimento Todos Pela Educação.
O PNE é uma lei federal, sancionada em 2014, que prevê metas para melhorar a qualidade do ensino brasileiro em um prazo de dez anos, desde a educação infantil até a pós-graduação. As estratégias preveem aumento do investimento, melhorias em infraestrutura e valorização do professor. O texto estabelece 20 metas para serem cumpridas até 2024, das quais oito têm prazos intermediários, que já venceram. A lei também aponta 254 estratégias relacionadas a cada uma das metas e 14 artigos que definem ações a serem realizadas no país.
Na avaliação da presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, o principal entrave para o cumprimento do PNE é a falta de um plano estratégico que estabeleça uma ordem de execução das metas. Para ela, os governos federal, estaduais e municipais deveriam ter traçado uma estratégia de execução para definir o que deve ser feito primeiro.

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Cursos online gratuitos com certificado grátis para imprimir

Cursos online gratuitos com certificado grátis para imprimir | Inovação Educacional | Scoop.it

A grande procura também motivou instituições renomadas no Brasil a também oferecerem cursos online de diversas áreas totalmente gratuitos e de início imediato.
Além das instituições brasileiras, também temos opções de Universidades internacionais, que oferecem cursos online grátis em 5 áreas. Os cursos variam entre aulas e aprimoramentos de habilidades em negócios e finanças, marketing, liderança, carreira e empreendedorismo.

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Education can't keep up with our fast-moving world. Here's what needs to change

Education can't keep up with our fast-moving world. Here's what needs to change | Inovação Educacional | Scoop.it

How do we plan for something we can't predict? This is the challenge facing the education field today.
From traditional school education to professional development and lifelong learning, governments and businesses need to prepare current and future generations for the Fourth Industrial Revolution (4IR). But it's clear that following the traditional path of transferring skills by means of education isn’t working anymore.
The skills needed to work today change so fast that no education system can keep up with the constant need to reinvent how we work and live together. Most importantly, the radical changes in our society mean that young people need new kinds of skills, many of which are not even fully understood or codified for learning. Today, the new fluencies we need include emotional intelligence, intercultural sensitivity, creativity, problem formulation (rather than problem solving), economic citizenship, empathy, adaptability and resilience.

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Could creativity drive the next industrial revolution?

Could creativity drive the next industrial revolution? | Inovação Educacional | Scoop.it

In the mid-17th century, the nature of work changed when rural, agrarian societies shifted to become urban and industrial. Economic growth meant going underground for energy and into factories for manufacturing. The detrimental effects to workers’ health in these industries are well documented: In the name of financial gain, miners and factory workers were subject to hazardous conditions that often resulted in illnesses, physical pain, and early death.
The first industrial revolution presented economic opportunities fraught with dangerous labor. The tradeoff of well-being for economic benefit was clear: Employers knowingly ran businesses that paid workers not just for their time, but also for their health.
Employers knowingly ran businesses that paid workers not just for their time, but also for their health. Over time, machines took over from humans in dictating the pace of production, and working hours soared. Rising demand outpaced supply, meaning that businesses could maximize profits by manufacturing around the clock. An extensive study by the International Labour Organization (ILO) into working hours explains how the concept of “working time” in early industrialization was based on the perception that hours spent outside work were regarded as “lost time.”
Through these developments, the perceived dichotomy of work and life emerged: Work is the time dedicated to economic gain, while life is the time spent on our mental and physical needs. Four hundred years later, our contemporary culture of “living for the weekend” is a reflection of how this form of exchange became an accepted aspect of our existence.
The fourth industrial revolution
Western countries now firmly in throes of the third industrial revolution successfully shifted from manual to skilled labor. Yet the mentality that time spent outside work is “lost” hasn’t changed. The ILO study points out that even a recorded decrease in working hours is shaky because of the institutionalization of overtime and out-of-office work, such as mindlessly replying to emails on your phone.
One example of how businesses and organizations are trying to create a more effective workforce is not actually based in work, but in the office spaces in which it is conducted. The new wave of “fun” workplaces that are now standard in high-tech companies is a continuation of finding solutions to the wrong problem; the aim of such designs is often to encourage longer work hours and company loyalty. Facebook went as far as offering workers $10,000 to live closer to the office.
However, the link between an employee spending more time in the office and being more productive with their time is rather tenuous. Workers might clock more hours and stay longer at a company if the surroundings are comfortable, but the assumption that this makes them better at what they do is unfounded.
Another design-based example is open-plan offices. In the push to lower overheads—and under the false assumption that it would encourage better working practices—private rooms were traded for non-divided workspaces. This resulted in environments that increase stress, particularly due to noise. Stress has become the dominant cost to human health at work. A 2016 report found that stress accounted for 37% of all work-related ill-health cases in the UK and 45% of all working days lost due to ill health.
Studies carried out as early as the 1970s have shown that stress can be beneficial for performing simple or familiar tasks, but detrimental to ones requiring complex, flexible thinking. The prefrontal cortex is an area of the brain associated with executive function, which contributes to decision making, predictions, and many of our highest cognitive processes related to learning and imagination. Increased levels of catecholamine released during stress harms the performance of the prefrontal cortex, including persistent loss of these functions from chronic stress. Naming just one aspect of how working conditions affect us cognitively, there are many more that stem from our environmental and social context.
As robots increasingly take on manual labor, we will need to foster what differentiates human from machine (at least for now): creativity. Evidence that psychological and physical well-being is paramount to creative thinking will turn the historic exchange of human health for economic growth on its head. As Klaus Schwab, founder of the World Economic Forum writes, “I am convinced of one thing—that in the future, talent, more than capital, will represent the critical factor of production.”

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China now produces twice as many graduates a year as the US

China now produces twice as many graduates a year as the US | Inovação Educacional | Scoop.it

A record-breaking 8m students will graduate from Chinese universities in 2017. This figure is nearly ten times higher than it was in 1997 and is more than double the number of students who will graduate this year in the US.
Just two decades ago, higher education in China was a rare privilege enjoyed by a small, urban elite. But everything changed in 1999, when the government launched a program to massively expand university attendance. In that year alone university admissions increased by nearly 50% and this average annual growth rate persisted for the next 15 years, creating the largest influx of university educated workers into the labour market in history.
Annual enrolment of new students in higher education institutions.Author provided
Growth in the number of engineering students has been particularly explosive as part of the government’s push to develop a technical workforce which can drive innovation. But overall student numbers have increased in all subjects – even in the humanities and social sciences. New universities have sprung up and student enrolment numbers have rocketed. The second most popular subject major is in fact literature – and the fastest growing is law.

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Online, MBA dá flexibilidade, mas cobra disciplina

Online, MBA dá flexibilidade, mas cobra disciplina | Inovação Educacional | Scoop.it

A primeira vez em que Antonio José Barata se matriculou em um MBA, acabou deixando o curso pela metade. “Recebi uma proposta de trabalho no exterior e tive de interromper o MBA”, conta. Passou oito anos fora do País, voltou ao Brasil, começou a empreender na área de energia solar e decidiu, mais uma vez, entrar em um MBA. “Mas agora preferi fazer em EAD. Assim, se aparecer alguma oportunidade de trabalho em outro lugar, não preciso largar o curso.”
Está fazendo gerenciamento de Projetos na Fundação Getulio Vargas (FGV) e não se arrepende da opção. “Vi ainda outras vantagens, como não perder tempo no deslocamento e ter a disponibilidade do professor a todo momento”, diz o empresário. O principal desafio foi estabelecer uma disciplina para os estudos. “De início tive dificuldade, até incorporar à rotina. A plataforma ajuda bastante porque vai acumulando dados sobre seus estudos, mostra suas estatísticas. É uma forma de avaliação de quanto você se dedica”, explica. 
Conseguir se organizar para estudar sem horário e local preestabelecidos é uma das grandes dificuldades de quem opta por se matricular em cursos a distância, em qualquer etapa da sua formação. Mas esse é um problema contornável, garante Gerson Lachtermacher, diretor de Programas e Processos Acadêmicos da FGV. “O controle do tempo e a concentração para o estudo são aprendizados também. No decorrer do curso online, os alunos aprendem essa competência importante, que vai ser muito útil no trabalho.”
Na visão de Lachtermacher, o aluno do EAD sai com competências extras, para além do que é aprendido no presencial. Mesmo o networking, que a princípio pode parecer comprometido, acaba se estabelecendo de outras maneiras entre os participantes do curso. “Hoje é possível contratar programadores na Índia porque sai mais barato. Você trabalha a distância, pode fazer networking a distância. E fica muito rico porque montamos grupos para trabalhos com pessoas espalhadas pelo Brasil, que trazem experiências diversas”, afirma.
Questões culturais
O gerente de projetos em Tecnologia da Informação (TI) José Freitas tem um horário flexível de trabalho e se adaptou bem ao MBA em EAD. Ele cursa Gestão de Projetos no Ibmec e conta que até agora só viu pontos positivos. “Às vezes tenho uma tarde livre, que eu aproveito para estudar. Se fosse no presencial, teria de esperar e me deslocar no horário determinado”, afirma. Outra grande vantagem para ele foi do ponto de vista financeiro. “A diferença de custo é bem grande.” 
Freitas sente, contudo, que alguns colegas ainda têm dificuldade com a modalidade. “Temos de participar, explorar todos os recursos que a instituição oferece. No grupo de WhatsApp da classe, estou sempre estimulando meus colegas a serem mais ativos”, conta o gerente de projetos. 
O diretor de ensino EAD do Ibmec, Pedro Regazzo, explica que a instituição oferece diferentes canais de interação, como fóruns sobre cada uma das aulas e momentos de encontros ao vivo, via internet, em que todos os alunos podem se ver e falar. “Pela plataforma é possível ter uma boa interação. Os alunos se conhecem, trocam ideias, e o professor atua como um mediador”, explica. 
Se a tecnologia cumpre o papel de quebrar as barreiras da distância física, o tempo tem ajudado a acabar com a barreira do preconceito com o EAD. “À medida em que o mercado percebe que o aluno do EAD tem o mesmo conhecimento e é ainda alguém mais disciplinado, as distinções entre as modalidades somem.” Além disso, a certificação é exatamente a mesma para o curso, independentemente de a modalidade escolhida ser presencial ou a distância. 

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‘A educação do futuro será a distância’

‘A educação do futuro será a distância’ | Inovação Educacional | Scoop.it

Hoje a Fundação Instituto de Administração (FIA) oferece 25 programas de MBA, todos presenciais. Mas, de acordo com Leandro Morilhas, coordenador de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da FIA, a instituição entrou com o processo de credenciamento no Ministério da Educação (MEC) e, se tudo seguir dentro do prazo esperado, lançará seu primeiro MBA a distância no início de 2018. Haverá ainda outras opções de pós-graduação em EAD. 
Por que a FIA decidiu entrar no segmento de MBAs em EAD agora?
Há motivos internos e externos à instituição. Internamente, temos tradição na formação executiva, começamos em 1993 com um programa de MBA e fomos ampliando o leque. Oferecer MBAs em EAD faz parte de uma expansão constante do portfólio de produtos. Já temos mais de 70 cursos a distância, em geral livres, mais curtos, além de algumas disciplinas da graduação. Agora estamos prontos para a entrada de cursos mais extensos em EAD, caso dos MBAs.
E quais são os motivos externos?
Analisando o mercado, enxergamos boas oportunidades. Há problemas no deslocamento nos grandes centros urbanos. Há também pessoas em outras partes do Brasil, fora das metrópoles, com interesse nesse tipo de formação. Além disso, é cada vez maior o número de profissionais buscando qualificação. A princípio vamos atuar no Estado de São Paulo, mas pretendemos ir a outras regiões. 
Qual a principal diferença entre oferecer um curso presencial ou em EAD?
O que oferecemos é ensino de qualidade. Esse é o fim. Ser presencial ou EAD é um meio. Posso também ter pós-graduação blended (misturada), com partes presenciais e outras online. O que muda é uma maior preocupação com aspectos tecnológicos, pensar em metodologias específicas e ter um bom suporte de tutores. 
O EAD vem crescendo de forma acelerada há mais de uma década. Ainda existe espaço para expansão?
Sim. Nosso modelo educacional clássico, centrado na figura do professor, teve origem na Idade Média. Está havendo uma mudança, com o processo mais centrado no aluno, algo que o EAD proporciona. Apostamos que a educação do futuro vai ser a distância. Hoje o estudante já pode ter a sala de aula na palma da mão. Mas vejo um crescimento com a tendência de oferecer conteúdos práticos, com foco em como fazer. Cursos engessados, em que o professor só joga apostila em PDF na internet, não vão longe. O modelo que vai crescer é um mais dinâmico, que leve o aluno a campo, que mostre como aplicar na prática as teorias.”

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Ministério do Esporte oferece cursos gratuitos e a distância

O Ministério do Esporte, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), oferece cursos de formação em educação a distância. Os cursos abordam conceitos e debates acerca do esporte e lazer, com duração de 30 ou 45 dias e certificação de 15 horas ou 30 horas pelo Ministério do Esporte e Universidade Federal de Minas Gerais. As vagas são limitadas.
Os cursos de formação em 15 horas são novidade para o ano de 2017: Esporte, Lazer e Adultos; Gestão de Espaços de Esporte e Lazer; Esporte, Lazer e Juventude. Para solicitar a inscrição, basta preencher os dados acessando o formulário no link: Clique aqui para solicitar sua inscrição – Entrada 24

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Diploma universitário dobra a renda do brasileiro

Diploma universitário dobra a renda do brasileiro | Inovação Educacional | Scoop.it

A renda média de pessoas com diploma universitário é pelo menos duas vezes maior quando comparado ao grupo daqueles que interromperam os estudos no ensino médio. Na faixa etária de 30 a 39 anos, o rendimento mensal das pessoas com ensino médio é de R$ 1,8 mil. Esse salário salta para R$ 4,7 mil quando se tem uma diploma de ensino superior, segundo informações do estudo "Valor Análise Setorial - Ensino Superior", que está sendo lançado hoje.
A renda dobra já nos primeiros anos da faculdade ou logo após a conclusão do curso. A grande diferença de salário entre as pessoas com e sem diploma universitário se mantém até a aposentadoria. Entre 50 e 64 anos, o rendimento das pessoas que se formaram atinge R$ 7 mil, quase três contra R$ 2,4 mil de quem só tem o segundo grau.
Segundo o Ministério da Educação (MEC) havia, em 2015, pouco mais de 6,6 milhões de universitários em instituições privadas e públicas no país. No entanto, apenas 34,6% da população com idade entre 18 e 24 anos têm diploma de ensino superior. Os percentuais mudam de acordo com a classe social. No grupo dos 25% mais ricos, 85% deles têm ensino superior. Já no grupo dos 25% mais pobres, somente 12,3% têm diploma universitário.
"Há uma demanda potencial de 10,341 milhões de alunos, sendo 2,2 milhões de estudantes que frequentam o ensino médio e mais 8 milhões com o ensino médio concluído", informa o estudo.

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Primeira faculdade de flores do Brasil abre inscrições para vestibular

Primeira faculdade de flores do Brasil abre inscrições para vestibular | Inovação Educacional | Scoop.it
á pensou em saber tudo sobre o mundo das flores? É o que está oferecendo a Faculdade de Agronegócio de Holambra (Faagroh), em Holambra, no interior de São Paulo. A instituição é a primeira voltada à educação, pesquisa e inovação nos setores de floricultura, horticultura e tecnologia de produção de sementes e mudas do país. As inscrições para o primeiro vestibular do curso de agronegócio com ênfase em horticultura estão abertas até o dia 1º de julho de 2017. Para se cadastrar, acesse o site: faagroh.edu.br
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Inep altera forma de divulgação dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior referentes a 2016

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fez melhorias na forma de divulgação dos Indicadores de Qualidade da Educação referentes a 2016, que serão divulgados este ano. Uma das principais novidades é que o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), antes um componente do Conceito Preliminar de Curso (CPC), passa a ser um indicador de qualidade. Assim, o IDD será divulgado no Diário Oficial da União (DOU), e-MEC e portal do Inep como os demais indicadores: o Conceito Enade, o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC).
Com o objetivo de facilitar a compreensão da comunidade em geral, o Inep disponibilizou, em seu portal, quatro Notas Técnicas que apresentam a metodologia do cálculo dos indicadores que será utilizada na edição 2016. Para facilitar a compreensão da comunidade em geral, a estrutura das notas técnicas contempla agora duas novas seções. A primeira enumera, de maneira mais objetiva, as informações utilizadas para o cálculo de cada indicador. A segunda apresenta as condições necessárias para que um curso ou uma instituição de ensino superior tenha o indicador calculado e divulgado.
Divulgação em etapas – Outra novidade é que o processo de divulgação dos indicadores, a partir da edição 2016, passa a ser dividido em duas etapas. O objetivo dessa divisão é conceder acesso de tais resultados à sociedade de maneira mais célere, conforme as bases de dados necessárias a cada cálculo se tornam disponíveis. Assim, o Conceito Enade e o IDD tem divulgação prevista para agosto de 2017, em conjunto com o Boletim de Desempenho Individual no Enade e os relatórios síntese de área. Já o CPC e o IGC tem divulgação prevista para novembro de 2017.
Os indicadores serão calculados para os cursos participantes do Enade 2016, que envolveu as áreas de Agronomia; Biomedicina; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Fisioterapia; Fonoaudiologia; Medicina; Medicina Veterinária; Nutrição; Odontologia; Serviço Social; Zootecnia; Tec. em Agronegócio; Tec. em Estética e Cosmética; Tec. em Gestão Hospitalar e Tec. em Gestão Ambiental.

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Wilhelm von Humboldt e a revolução da educação

Wilhelm von Humboldt e a revolução da educação | Inovação Educacional | Scoop.it

Considerado o pai da universidade moderna, Wilhelm von Humboldt nasceu há 250 anos. Ele é injustamente menos conhecido que seu irmão, Alexander, pois sistema educacional que introduziu na Prússia foi modelo para o mundo.Nascido em Potsdam, na Alemanha, há 250 anos, em 22 de junho de 1767, Wilhelm von Humboldt ainda hoje seria o ministro da Educação perfeito: cosmopolita, poliglota, filósofo, estadista e escritor numa só pessoa. Ele dominava fluentemente as línguas mais importantes do novo e velho mundo, tendo vivido nos principais centros europeus da época: Paris, Roma, Londres, Viena e, por último, na metrópole prussiana, Berlim. Mesmo que na percepção pública ele assuma um papel menos importante do que seu irmão, o naturalista Alexander von Humboldt, seu trabalho não foi menos contundente.
Basicamente, toda a sua vida foi uma viagem educativa. Mesmo após a morte prematura do pai, um oficial prussiano elevado a camareiro da corte e proprietário de terras, Wilhelm von Humboldt pôde desfrutar na infância e adolescência uma excelente formação por meio de preceptores. A mãe, originária de uma abastada família de comerciantes protestantes, escolheu o melhor para seus dois filhos: filósofos, pedagogos reformistas e estudiosos universais que proporcionaram a Wilhelm e a Alexander uma visão de mundo além da educação escolar necessária.
Os dois irmãos logo se familiarizaram com o espírito de pesquisa, a curiosidade intelectual e a disciplina prussiana. Mais tarde, ambos deveriam realizar grandes proezas, cada um em sua área. Eles mantiveram contato estreito com grandes pensadores de sua época: com Schiller, Goethe, Fichte e Schleiermacher, estudando repetidamente a filosofia moderna de Kant. Graças à fortuna dos pais, eles foram financeiramente independentes e puderam perseguir livremente seus interesses pessoais.
Curiosidade científica e paixão pelas viagens
Aos 23 anos, Wilhelm entrou no serviço público prussiano, do qual logo se afastou devido à monotonia da vida burocrática em Berlim. Ele casou-se então com uma mulher um ano mais velha do que ele e proveniente de família abastada.
Para a época, os dois levavam uma vida matrimonial incomum: bem ao contrário do ideal prussiano-militar de masculinidade, Wilhelm cuidava dedicadamente dos filhos. Além de ousada, sua esposa, Caroline, possuía um elevado nível educacional. Durante as viagens, ela gostava de usar roupas masculinas, mais práticas para andar a cavalo.
Os dois viajaram intensamente pela França e pela Espanha, em parte através de regiões remotas e elevadas dos Pireneus, pouco frequentadas por viajantes, levando consigo seus três filhos, além do professor particular. Às vezes, o meio de transporte eram mulas, às vezes, cavalos do correio. O mais velho podia ir com a mãe - aventuras que uniam o casal.
Pesquisador independente e diplomata real
Wilhelm von Humboldt era guiado pela mesma curiosidade intelectual que seu irmão, Alexander. O jovem bem articulado logo dominou diversas línguas com a mesma fluência de seu idioma materno, sugando tudo que lhe era desconhecido em suas muitas viagens. Durante toda a sua vida, a formação intelectual prática e realista, a exploração de culturas estrangeiras lhe foram mais importante que o aprendizado de livros e teorias.
Em 1802, Wilhelm von Humboldt entrou pela segunda vez no serviço público prussiano. No entanto, com mais sorte: ele foi enviado como diplomata para Roma. Lá era bastante independente, circulando com escritores, estudiosos e artistas. No entanto, o feliz equilíbrio entre as preferências pessoais e os negócios do Estado logo terminou. Após a derrota nas Guerras Napoleônicas, a Prússia não havia fracassado somente política e militarmente, mas estava falida. A população sofria com a fome. A pobreza extrema e as duras consequências da guerra aniquilaram toda sua vitalidade.

Reforma do sistema educacional prussiano
Em meio a essa situação, Wilhelm von Humboldt foi chamado de volta a Berlim pelo rei, assumindo a chefia da administração do ensino e da cultura no país. A formação escolar na Prússia era totalmente rígida e irrealista. Não havia separação entre Igreja e Estado. O ensino era orientado por cânones rigorosos. Os alunos eram educados para serem súditos obedientes. As mulheres não podiam frequentar a educação secundária.
Humboldt deu início a uma nova era na educação. Ele reformou fundamentalmente o rígido sistema educacional prussiano. Em 1810, introduziu a educação em três níveis no país: a escola elementar, a "escola erudita" do ensino secundário, e a universidade. A fatal "pedagogia do treinamento", como ele chamava, foi abolida.
Criador da moderna universidade de pesquisa
Além disso, ele revisou o antiquado currículo: professores escolares e universitários deveriam tornar-se, dali por diante, "advogados da educação de jovens" e voltar-se para a vida prática. Para Humboldt, a aprendizagem sistemática e a educação integral por meio da arte e da música eram tão importantes quanto a matemática como treinamento da mente. Em sua opinião, também a capacidade de pensar criticamente faz parte disso. "Saber é poder, quem se educa é livre" era o seu lema.
Wilhelm von Humboldt estabeleceu as bases da moderna sociedade baseada na educação. Com sua reforma educacional, o filósofo e estudioso também modificou a paisagem universitária alemã. A "magnificência do professor" foi substituída por uma metodologia moderna de ensino.
Com a introdução de uma moderna universidade de pesquisa, o reino da Prússia recebeu o sistema educacional mais moderno da Europa. Hoje, a universidade fundada por Wilhelm von Humboldt na capital alemã em 1810 leva o seu nome. Por lá passaram cientistas como Albert Einstein e Max Planck, nela estudaram Karl Marx e Otto von Bismarck.

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Educação: um bem global e de todos

Educação: um bem global e de todos | Inovação Educacional | Scoop.it
No século 21, a Educação deixa de ser um mero instrumento de transmissão de informação e passa a ter a a responsabilidade de fomentar valores e habilidades que assegurem um futuro melhor para as pessoas e para o planeta, diz a Unesco
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Prêmio Inova de Iniciação à Inovação está com inscrições abertas

O Prêmio Inova de Iniciação à Inovação, que tem o objetivo de valorizar alunos e docentes da universidade que realizam pesquisas com potencial de geração de produtos para sociedade, está com inscrições abertas. Este prêmio, uma iniciativa da Agência de Inovação Inova Unicamp em parceria com a Reitoria, é voltado para os projetos PIBITI e também outros projetos de desenvolvimento tecnológico ou de inovação em colaboração com empresas.
Fique atento! Os responsáveis pelas pesquisas devem optar, no ato da inscrição no Congresso de Iniciação Científica, entre a submissão no Prêmio Inova de Iniciação à Inovação ou no Prêmio de Iniciação Científica. As inscrições podem ser efetuadas de 19 de junho a 03 de julho, pelo link.
Após inscrição, os trabalhos serão avaliados e pré-selecionados pelo Comitê Interno da Agência de Inovação Inova Unicamp. Os projetos finalistas serão avaliados pelo Comitê Externo, formado por profissionais com ampla experiência em empreendedorismo e inovação tecnológica expostos durante o Congresso de Iniciação Científica da Unicamp, que será realizado entre os dias 18 de 20 de outubro.

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