Inovação Educacional
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Rede de Educação Adventista lança site para auxiliar comunidade

Rede de Educação Adventista lança site para auxiliar comunidade | Inovação Educacional | Scoop.it

Inovação faz parte do lançamento da Campanha de Matrículas para 2014 em todo o Brasil.

Entrou no ar a página institucional da Educação Adventista que vai facilitar ao público em geral o acesso às informações sobre a rede de escolas no Brasil. A inovação faz parte do lançamento da Campanha de Matrículas para 2014.

O site desenvolvido pela equipe de programadores e designers da editora Casa Publicadora Brasileira está dividido em cinco seções: ‘Conheça ‘Mais – informações gerais sobre a rede’; ‘Ensino – proposta educacional e os níveis oferecidos pelas unidades’; ‘Recursos – serviços on-line disponibilizados às escolas, estudantes, pais e professores’; ‘Blog – espaço com artigos e notícias de interesse da comunidade escolar’ e ‘Onde Estudar – guia para localização de escolas pertencentes à rede adventista’.

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Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Educação de má qualidade mata lentamente

Educação de má qualidade mata lentamente | Inovação Educacional | Scoop.it
Quem tem filhos, sobrinhos ou crianças próximas já se pegou dizendo: onde você aprendeu isso? Essa perplexidade é tão comum porque realmente é surpreendente para nós, adultos, a capacidade de aprendizagem das crianças. Pode ser uma música em inglês cantarolada pela casa, a afirmação de que os seres vivos vieram do pó das estrelas, uma palavra não muito coloquial (a minha filha mais velha sempre usa "entretanto", em vez do simples "mas"). Quando começam a ir para a escola, a dormir na casa dos amigos, a circular pelo mundo sem a nossa presença, as surpresas aumentam ainda mais. A cada dia surge um monte de aprendizados, perguntas e coisas novas.

Aprender é natural. Nem se quiséssemos poderíamos evitar. É como respirar.

Até dentro da barriga da mãe o bebê já está aprendendo. Toda criança aprende, pode aprender, vai aprender.

Então, por que convivemos com tanta naturalidade com o fato de algumas crianças aprenderem e outras não? Por que nos indignamos tão pouco com o fato de apenas metade das crianças estarem alfabetizadas aos 8 anos de idade? Por que aceitamos tão facilmente que as crianças mais pobres são aquelas que recebem as piores condições para aprender?

Por que não exigimos diariamente que todas as crianças tenham o aprendizado a que elas têm direito?

Mais ainda, por que insistimos em um modelo de ensino que, quando massificado, não funciona, não garante que todos aprendam?
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Conselho Nacional de Educação é órgão independente; entenda a função

O presidente interino Michel Temer revogou a nomeação de 12 integrantes do Conselho Nacional de Educação (CNE). O decreto, assinado em conjunto com o ministro da Educação, Mendonça Filho, foi publicado nesta terça-feira (28), no Diário Oficial da União, e é mais uma ação do governo interino relativa à revisão dos últimos atos assinados por Dilma Rousseff. Os conselheiros foram nomeados no dia 11 de maio, um dia antes da votação no Senado que afastou a presidenta por até 180 dias.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) alega que a renovação desses integrantes deve obedecer a prazos previstos em lei e que Dilma, ao a renovar 12 dos membros do CNE antes de seu afastamento, não teria seguido os prazos.
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Sem dinheiro para inovação, parceria entre ciência e indústria é desafio

Sem dinheiro para inovação, parceria entre ciência e indústria é desafio | Inovação Educacional | Scoop.it
Fazer com que pesquisas científicas desenvolvidas nas universidades se tornem produtos e cheguem ao mercado e à população é um desafio para o Brasil, que investe pouco em inovação.

O governo federal afirma que, em 2013, foi destinado 1,24% do PIB para pesquisa e desenvolvimento (P&D). Este é o último número atualizado. Em países desenvolvidos, o volume chega a 3,5%.
 
Um programa realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostra que o diálogo entre a academia e o mercado é possível.

O Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar aumentou em uma tonelada por ano a produtividade do estado. O programa é desenvolvido há 25 anos.
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IBGE lança Atlas Nacional Digital do Brasil 2016 com mapas interativos e caderno temático sobre indígenas

O IBGE lança hoje (27/06/2016) o Atlas Nacional Digital do Brasil 2016. Trata-se de um atlas que incorpora, em ambiente interativo, as informações contidas no Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, publicado em 2010, acrescidas de 170 mapas com informações demográficas, econômicas e sociais atualizadas e um caderno temático sobre a população indígena no Brasil. Com isso, faz um mapeamento inédito sobre a localização dessa população dentro e fora das Terras Indígenas, segundo dados do Censo Demográfico 2010.
Este Atlas revela as profundas transformações ocorridas na geografia brasileira, acompanhando as mudanças observadas no processo de ocupação do território nacional na contemporaneidade, e se estrutura em torno de quatro grandes temas: o Brasil no mundo; Território e meio ambiente; Sociedade e economia; e Redes geográficas.
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10 Top UK Universities for Distance Learning

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Distance education is the solution to the stringent need for education of those who cannot commit to classical student life, so let's have a look at 10 top Universities that could help you get ahead in your career. These Universities offer all types of programmes that might interest you, from Bachelor, Master and PhD. programmes, to Short Courses.
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Conquistas na área da educação estão em risco, diz especialista

Conquistas na área da educação estão em risco, diz especialista | Inovação Educacional | Scoop.it
Mexer na regra constitucional que vincula os gastos públicos a um percentual mínimo da receita pode trazer retrocesso, na visão do educador Mozart Neves Ramos, diretor de inovação do Instituto Ayrton Senna e interlocutor do ministro da Educação, Mendonça Filho, com quem atuou na gestão de Jarbas Vasconcellos (PMDB), em Pernambuco. Na prática, a medida pode reforçar uma tendência que já existe entre muitos gestores locais, principalmente nos Estados e municípios mais pobres: a de tirar dinheiro da educação para colocar em obras mais visíveis no curto prazo, a tempo das eleições.

A regra que impõe um teto de gastos em educação atrelado à inflação, e não mais a um percentual fixo da receita pública, aumenta a disputa orçamentária e reforça um "DNA" natural dos gestores com visão de curto prazo: a tendência de "usar os recursos em ações que dão mais votos e visibilidade, mas que comprometem o futuro", afirma o pernambucano de 61 anos, cuja longa carreira em educação inclui a experiência como secretário de Educação de Pernambuco entre 2003 e 2006. "Em educação você faz investimentos que só aparecerão no médio e longo prazo". A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo governo interino de Michel Temer muda a regra constitucional que prevê um gasto mínimo em educação de 18% dos impostos federais. Os gastos mínimos em educação, pela proposta, serão corrigidos pela inflação do ano anterior.

Para Ramos, a medida preocupa em um momento que já era grave. O Plano Nacional de Educação acaba de completar dois anos com espaço "espremido" no debate público - e descumpriu praticamente tudo o que estava previsto para 2016. O PNE tem 20 metas previstas até 2024. "Há conquistas, que já são tão poucas na educação, que estão sob o risco de se perder", diz Mozart que, embora defenda que é preciso melhorar a gestão do dinheiro público, se diz radicalmente contrário ao corte de gastos em educação. O caminho para que o governo volte a ter as contas públicas em ordem, afirma, é responsabilizar o uso dos recursos, atrelando a distribuição a resultados e impacto, por exemplo.

Sondado em maio para ocupar o cargo de ministro da Educação do governo interino de Michel Temer, Mozart preferiu continuar no Instituto Ayrton Senna. O momento de crise, afirma, exige que o comandante da pasta seja mais político que educador, requisito cumprido na escolha de Mendonça Filho (DEM).

"Eu estaria no lugar certo, na hora errada", diz o doutor em química pela Unicamp e pós-doutor pela Politécnica de Milão. "É um momento que exige muita musculatura política". Fora o cargo de ministro, Mozart já fez de tudo um pouco em educação. Foi professor, pesquisador, reitor da Universidade Federal de Pernambuco e secretário de educação do Estado - e acumulou a experiência de demandar e gerir recursos. "Vivi os dois lados da moeda", afirma.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

Valor: 2016 era um ano de grande expectativa para a educação. O que sobrou?

Mozart Neves Ramos: Sobrou um profundo sentimento de preocupação. O problema não é o presente, é o legado. Nós vínhamos de uma expectativa de um Plano Nacional de Educação. Antigamente, havia a perspectiva de financiamento pelo pré-sal. E agora, na realidade, estamos nos deparando com situações dramáticas. Há conquistas, que já são tão poucas na educação, que estão sob o risco de se perder.

Valor: Que conquistas?

Mozart: O próprio Plano Nacional de Educação (PNE), que não é nenhum plano do século XXI. Mas se nós conseguíssemos ao menos cumprir as 20 metas, representaria um salto. Ainda temos problemas do século XIX a serem resolvidos, como a alfabetização das nossas crianças. É inadmissível nos depararmos com o quadro mostrado pela Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana): aos 8 anos de idade, 50% das nossas crianças não estão nos níveis 3 e 4, que são os esperados para a idade, ao final do ciclo de alfabetização. É uma preocupação, por exemplo, que não existe mais em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E o mais grave: quando se olha o quadro do analfabetismo, o que a gente vê é a desigualdade. O berço da desigualdade educacional, da desigualdade de oportunidades no Brasil, já começa na alfabetização.

"Antes, havia a perspectiva de financiamento pelo pré-sal. Agora estamos nos deparando com situações dramáticas"

Valor: Qual sua opinião sobre a proposta do governo Temer que muda a regra do gasto em educação?

Mozart: A minha visão é de preocupação. O pessoal entendia que a desvinculação daria mais flexibilidade ao uso do recurso. Mas o que eu aprendi na educação, conhecendo o perfil do gestor, principalmente o que não tem uma visão de longo prazo, é que ele quer ver ações de curto prazo, que deem voto. E em educação, muitas vezes você tem que tomar decisões de gastos e investimentos que só aparecem no médio e longo prazo. Quando você não vincula para que ele tenha que investir pelo menos 25% [da receita dos Estados e municípios] em educação, você está fortalecendo um DNA que este gestor já tem: o de transferir recursos para ações de curto prazo, por exemplo, muito mais ligadas à área de infraestrutura, do que o de investir na melhoria da escola, em professor, no que acontece dentro da sala de aula. Eu temo que, particularmente e principalmente nas áreas que exigiriam mais atenção em educação, teremos mais dificuldade em avançar na velocidade que o país precisa. Mas também não acho que seja só botar dinheiro que resolve. Precisaríamos também, além de vincular os 25%, melhorar a qualidade do uso desses recursos públicos da educação, com gestão de monitoramento de resultados.

Valor: Desvincular não é a saída?

Mozart : De forma nenhuma. Conhecendo exatamente municípios que são mais vulneráveis socialmente e que deveriam, portanto, receber mais atenção, sei que os prefeitos vão procurar usar os recursos em ações que deem mais votos, mais visibilidade, mas que comprometem o futuro. Eles estão muito mais vendo a situação de preservar o poder, do que uma visão de estadista. O próprio Executivo, que repassa os recursos, devia fazer esse repasse de forma mais eficiente. O Ceará tem um belo exemplo no campo da alfabetização. O Estado redistribuiu o ICMS e determinou que o repasse do imposto aos municípios seja feito em função dos resultados obtidos na Educação, pelo número de alunos matriculados. E passaram a fazer essa redistribuição também com base no número de crianças alfabetizadas na idade certa. Consequentemente o Ceará deu um salto na alfabetização e tem índices similares à região Sul e Sudeste. Por que? Porque atrelou-se a resultados. Desvincular neste momento, em que o país é desigual, acho que pode ser um fator de retrocesso. E acrescento: não é só manter a vinculação. Deveríamos ter feito um aprimoramento também, que não foi feito até aqui, da qualidade desses recursos. O fracasso escolar que decorre da má alfabetização tem levado o Brasil, entre abandono escolar e reprovação, a uma perda de R$ 23 bilhões, tanto no ensino fundamental quanto o ensino médio.

Valor: O sr. foi sondado para ser ministro da educação do governo Temer, e não aceitou. Por quê?

Mozart: Em primeiro lugar, foi uma sondagem, não um convite. O [José] Serra estava com uma perspectiva de ir para o MEC, mas foi para as Relações Exteriores. O que as pessoas me disseram, e o argumento que me foi colocado, é que ele queria indicar uma pessoa para a Educação, e me ligaram perguntando se eu toparia ser a pessoa indicada. E eu disse que não, por dois motivos. Primeiro, foi o fato de eu estar muito bem onde estou. Não nego que ser ministro da Educação por mérito - porque eu nunca fui filiado a nenhum partido e nem pretendo ser - deveria ser, a priori, o auge para quem passou a vida lutando pela educação. Mas só que agora é um momento muito político. O país está absolutamente polarizado e é um momento que exige muita musculatura política para que as coisas aconteçam. Eu não me sentia preparado politicamente para o momento em que estava, ajudar o país. E tive que fazer essa escolha de forma racional, e não emocional. Acho que agora está a pessoa certa. Eu conheço o atual ministro, o Mendonça Filho, eu fui secretário [da Educação] de Jarbas, quando ele era o vice-governador, na segunda gestão de Jarbas.

Valor: Nesse caso, ministro com perfil político é uma vantagem? Costuma ser uma crítica.

Mozart: Todos os ministros [de Temer] têm perfil político. O problema é que Temer precisa de apoio político no Senado e no Congresso, ter representatividade partidária. Senão não adianta ser bom presidente.

Valor: A educação perdeu espaço na agenda da sociedade?

Mozart: Eu me lembrei agora de uma pesquisa, feita quando eu estava no Todos pela Educação, em que saúde disparava como a prioridade das pessoas. E fomos tentar qualificar um pouco, por que isso acontecia. E o que respondiam é: em primeiro lugar, eu tenho que estar vivo (risos)! Eu acho o momento que estamos vivendo agora é parecido com essa resposta. Se vivemos de um percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, o PIB é um fermento. O ideal seria uma pactuação: descolar dos problemas políticos e, independentemente disso, voltar a crescer. Recuperar a confiança do investidor, da população. Se não fizermos isso, nenhuma outra coisa, educação ou saúde, vai acontecer. O Meirelles é uma pessoa que é quase uma unanimidade. Do ponto de vista da confiança nacional, ninguém melhor do que ele. Com alguns dos projetos que ele tenha na cabeça eu talvez possa não concordar, como esse da desvinculação. Mas é o momento em que se tem que salvar a economia e temos um condutor. Alguns erros foram cometidos nesse início de governo, o que é natural em todo início de governo. Fui secretário da educação e cultura, e são agendas completamente diferentes. Fechar o ministério [da Cultura] foi um erro, faltou visão. E gente da área de cultura tem capacidade muito forte de influenciar a sociedade, formar opinião. Eu preferiria mostrar à sociedade: o ministério custa tanto. Com melhora da gestão, eu vou reduzir para tanto.

Valor: Para reativar a economia, vale cortar gastos em educação?

Mozart: Acho que dá para fazer diferente. Será que é só colocar mais dinheiro? A maioria dos municípios, 60%, vivem do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundeb. Simplesmente injetando dinheiro nesses municípios, sem ter gente qualificada para tocar...

"É inadmissível o quadro da avaliação da alfabetização: aos 8 anos, 50% das crianças não estão nos níveis esperados"

Valor: Mas vale cortar gastos?

Mozart: Vou chegar lá. O repasse hoje é federal, que manda recursos para o município. Por que não estabelecer uma ação territorial? Em vez de passar o dinheiro para o município A, ou B, C, D, que não vão ter quadros técnicos para executar aquele serviço. Isso está no PNE. É o conceito de trabalhar os municípios em rede, estabelecendo prioridades para esses municípios e trazer quadros técnicos pagos pelo MEC para coordenar aquela área técnica. Ia economizar muito, é como fazer uma compra em escala. Outro exemplo: ciência e tecnologia, área em que o Brasil está na 13ª posição no ranking da produção científica mundial. Sabe quem está colado com o Brasil? A Coreia do Sul, em 12ª. Por que o Brasil hoje é liderança em formar 14 mil doutores por ano, 40 mil mestres por ano e ao mesmo tempo é um país que tem uma educação básica tão ruim? Porque em ciência e tecnologia se fez um modelo de gestão diferente: utilizar editais em rede. Eu, como pesquisador, tinha que pedir o aporte do CNPQ ou da Capes como meu, Mozart. Tive que passar a pedir com outros pesquisadores do meu departamento. Por que não mudar o modelo?

Valor: Mas vale cortar gasto em educação ou não?

Mozart: Não é corte.

Valor: Mas houve cortes...

Mozart: Já vinha se cortando antes. Em março de 2015 houve um corte de R$ 9 bilhões. Fora o corte silencioso, que é a redução do PIB.

Valor: Houve cortes de programas, Fies, Ciência Sem Fronteiras, bolsas da Capes... vale?

Mozart: Não. O que eu estou tentando mostrar é que se pode usar melhor o dinheiro.

Valor: Mas são duas discussões diferentes.

Mozart: Por outro lado, veja programa como o Fies, de dar dinheiro público a universidade privada. Se fôssemos construir universidades, o custo seria muito maior. E as universidades federais não teriam fôlego para ter 14 milhões de alunos daqui a dez anos. Agora, se continuar cortando o Fies como vem cortando, não alcançaremos a meta 12 [que prevê elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50%]. A mesma coisa para o Pronatec. Se fosse redesenhado, integrando melhor a cadeia produtiva local à demanda, traria melhor resultado. O que se precisa é saber o que é relevante e o que não é relevante para o futuro da educação. Cortar o que é relevante é cortar o osso, e pode ser irreversível. Sou absolutamente contrário a cortes. Por outro lado eu acho que o governo anterior não fez uma coisa que era muito importante: medir impacto de resultados. Eu gosto do Pronatec, mas ele cresceu sem se medir impacto. Você não começa algo pequeno e estoura como o Fies, que cresceu de R$ 1 bilhão para R$ 14 bilhões em quatro anos, sem medir o impacto.

Valor: A solução para esses programas não era cortá-los?

Mozart: Cortar na educação? A educação não é gasto, é investimento no futuro. Se recuperar a economia e eu não tiver gente qualificada para tocá-la, morro mais adiante. Então cortar [gastos] em educação é cortar o futuro. Há outras formas de trazer recursos sem precisar cortar em educação e saúde. A reforma fiscal, por exemplo, é uma medida redistributiva. Ninguém pode negar que o Ciência sem Fronteiras é um belíssimo programa. Mas conheço alunos que aproveitaram a experiência e o tempo fora - temos dois aqui no Instituto - que amadureceram, mudaram sua visão de mundo. Mas também conheço alguns que fizeram turismo. Podemos fazer mais e melhor.

Valor: Quando a sociedade estiver pronta para voltar a falar de educação, vai dar tempo de salvar o Plano Nacional de Educação?

Mozart: O PNE é uma lei. Eu disse ao próprio Mendonça Filho que o PNE não é de governo, é de Estado. Foi muito debatido, tem alguns 'senões', alguns criticam que olha muito para o retrovisor, o que é verdade. Mas ele tem coisas muito boas. Estratégias que, se executadas bem, podemos dar um salto a outro patamar. Talvez eu entenda que, as 20 metas precisem ser priorizadas neste momento. Quando, em nossas próprias casas, a gente tem um momento apertado, o que faz? Reúne a família e diz: eu queria ir para um show, mas não vou, vou ter que cortar. A gente faz escolhas. O que não pode ser deixado de fazer agora, sob pena de impactar todo o resto? Não tendo dinheiro para fazer tudo o que se pensava há três, anos, atrás, vamos precisar priorizar.

Valor: E o que é prioridade?

Mozart: Eu, ministro, em primeiro lugar, focaria em fechar a torneira do analfabetismo. E para isso, um professor de alfabetização não pode ganhar uma bolsa de R$ 200 neste país. Para mim, o alfabetizador neste país deveria ser a pessoa mais bem paga; mas atrelando a resultados. Ele teria um fixo e um percentual pela capacidade de alfabetizar as crianças. Esse negócio e só colocar dinheiro sem cobrar resultados não dá mais. Todo mundo tem que ter responsabilidade pelo dinheiro público. Desde o secretário, até o ministro. O que não pode é colocar o alfabetizador como a pessoa, talvez, menos importante da cadeia.

Segundo: a questão da atratividade pela carreira do magistério. Se a gente não começar a atrair jovens para a carreira do magistério, não vai ter jovem que aprenda. E incluir uma formação mais sólida e cobrar das nossas universidades. Eu sentei dos dois lados do bureau: fui reitor, presidi os reitores, e fui secretário, presidi os secretários. Vivi os dois lados da moeda. A universidade tem que colocar como prioridade a formação dos professores. Abriria um edital para dar dinheiro às federais que quisessem colocar como prioridade a questão dos licenciandos. Mudar completamente a licenciatura que a gente tem hoje. A licenciatura que a gente tem hoje é um currículo em que é um bacharelado disfarçado, com cinco ou seis disciplinas de pedagogia. Muita teoria, o menino não sabe nem pegar em uma caneta na lousa, que dirá enfrentar uma sala com 40 alunos. O professor de educação básica entra pela porta dos fundos das universidades, tem que se reconhecer isso. Quando o professor que ensina o bacharelado entra em uma escola pública para dar uma aula? Mas e quando chega um pesquisador de renome, que ele traz com dinheiro público? Ele está lá no aeroporto, leva no hotel, no dia seguinte a sala dele já está lá com ar condicionado ligado, tapete vermelho. Pergunta quem quer dar aula pra licenciatura à noite? A gente valorizou muito a pós-graduação e a pesquisa. Que bom, foi assim que a gente chegou onde chegou. Palmas. Mas tem outro lado, que a gente não conseguiu fazer: uma política de valorização para a educação básica.
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Biotecnologia produz novos medicamentos e milionários - Inovação

Paul A. Friedman, como muitos outros viajantes obrigados a passar pelas filas da segurança dos aeroportos, algumas vezes sonha em ter um avião privado.

Friedman é médico e um dos felizardos que poderiam ter um. Nos últimos anos, o ex-professor associado da Faculdade de Medicina de Harvard vendeu US$ 146,1 milhões em ações da farmacêutica Incyte Corp. Ele foi o diretor-presidente da firma americana desde os tempos das vacas magras até o bem-sucedido lançamento de um remédio para um tipo raro de câncer.

Apesar do dinheiro que ganhou, ele continua dirigindo um Audi 2009. "Moramos na mesma casa, minha mulher e eu", diz o médico de 73 anos, que se aposentou do cargo de diretor-presidente em 2014, mas permanece como membro do conselho de administração.

Novos medicamentos que prolongam ou melhoram a qualidade de vida de milhões de pessoas - e o potencial de outros ainda em desenvolvimento - elevaram o valor das ações das empresas de biotecnologia que os produzem e criaram uma nova classe de milionários, composta por muitos dos cientistas, médicos e investidores que estão por trás dessas firmas.

Líderes do setor de biotecnologia se uniram a executivos de fundos de hedge e de empresas de tecnologia no círculo de vencedores dos Estados Unidos, beneficiando-se do sucesso de novos remédios caros e do entusiasmo dos investidores por negócios de alto risco. Alguns compraram casas luxuosas. Outros, como Friedman, dizem que pouco mudou desde o tempo em que viviam num laboratório.

O químico orgânico Norbert W. Bischofberger, há muito tempo diretor de pesquisa e desenvolvimento da farmacêutica Gilead Sciences Inc. - e um dos inventores do famoso remédio para gripe Tamiflu, comercializado no Brasil pela Roche -, vendeu US$ 320,3 milhões em ações da empresa até 2015. Ainda assim, sua esposa teve que chamar um guincho para rebocar seu carro velho e substituí-lo por um Toyota novo. "A conversa", lembra ele, "foi algo assim, Esposa: 'Nós deveríamos comprar um carro novo para você.' Eu: Não tem nada errado com o meu.

Medicamentos criados em laboratórios de biotecnologia avançaram no tratamento de doenças como hepatite C, fibrose cística e alguns cânceres. Muitos surgiram de novos conhecimentos sobre as causas genéticas e os processos biológicos das doenças, auxiliados por anos de pesquisas feitas pelo governo americano e pela iniciativa privada.

Uma análise de documentos apresentados aos reguladores realizada pelo The Wall Street Journal revelou que executivos e conselheiros das 100 maiores empresas de biotecnologia dos EUA venderam ações no valor de US$ 8 bilhões durante a alta das bolsas no ano passado.

Essas cifras embolsadas marcam um salto dramático numa indústria que, até cinco anos atrás, estava em dificuldades, com investimentos de capital de risco e ofertas públicas iniciais de ações próximas a mínimas recorde. Conselheiros e executivos de empresas de tecnologia venderam, em média, US$ 1,2 bilhão em ações por ano entre 2004 e 2011, ajustados pela inflação, avançando para uma média anual de US$ 2,3 bilhões de 2012 a 2014.

A média anual do valor de mercado das empresas de biotecnologia que fazem parte do índice de ações S&P Composite 1500 mais do que triplicou: de US$ 180 bilhões em 2010 para US$ 594,2 bilhões neste ano, segundo dados da S&P Dow Jones Indices.

O setor de biotecnologia foi ajudado pelos juros baixos nos EUA, que atraíram investidores para negócios mais arriscados e de retornos mais altos.

O ano de 2015 registrou um recorde no valor das fusões e aquisições e os acionistas de empresas de biotecnologia adquiridas estão entre os que receberam as maiores quantias. Robert W. Duggan, ex-diretor-presidente da Pharmacyclics Inc., ficou no topo da lista: ganhou US$ 3,46 bilhões em dinheiro e ações quando a firma foi comprada pela AbbVie Inc. por US$ 21 bilhões.

Em 2013, a Pharmacyclics recebeu aprovação da FDA, agência que regula alimentos e remédios nos EUA, para produzir seu primeiro medicamento, o Imbruvica, que desde então se tornou um tratamento popular para o tipo mais comum de leucemia em adultos. Estudos mostraram que a droga retarda o progresso da doença com menos efeitos colaterais que outras.

A um custo anual de cerca de US$ 100 mil por paciente, as vendas globais do Imbruvica atingiram US$ 548 milhões em 2014, o primeiro ano completo do medicamento no mercado, e subiram para mais de US$ 1 bilhão no ano passado.

"Mostra que, se você acertar e fizer um investimento modesto, pode se sair muito bem", diz Duggan, que colocou cerca de US$ 50 milhões no negócio.

Na Receptos Inc., cujo remédio mais promissor ainda não passou dos estágios finais de pesquisa, 14 executivos e conselheiros receberam um total de US$ 540,5 milhões por suas ações quando a empresa foi comprada pela Celgene Corp., no ano passado, por US$ 7,2 bilhões.

Sheila Gujrathi, ex-diretora médica da Receptos, recebeu US$ 75 milhões por suas ações quando o negócio foi fechado. Gujrathi, que tem 45 anos, foi uma das poucas mulheres entre os que mais ganharam dinheiro no setor de biotecnologia em 2015.

Você não entra na medicina "achando que pode ficar multimilionário", diz ela. "Ficar numa situação em que tenho uma riqueza substancial é, sim, surpreendente e transformador."

A biotecnologia é diferente do software e de outras áreas da tecnologia porque geralmente são necessários centenas de milhões de dólares e dez anos ou mais para saber se um novo medicamento funciona. O custo de desenvolver, digamos, um aplicativo de smartphone é tão baixo que qualquer pessoa com conhecimento de programação pode fazer isso e vender um app.

Após anos de investimentos, mesmo um remédio promissor pode fracassar durante as fases avançadas de testes, e a maioria das empresas de biotecnologia prevê anos de prejuízos.

A Regeneron Pharmaceuticals Inc., sediada no Estado de Nova York, foi fundada em 1988 e acumulou prejuízos de US$ 1,27 bilhão antes de receber aprovação da FDA, em novembro de 2011, para fabricar o medicamento Eylea, para a perda de visão associada ao envelhecimento. O tratamento custa hoje entre US$ 11 mil e US$ 16 mil por ano. As vendas do Eylea nos EUA alcançaram US$ 2,68 bilhões no ano passado.
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"Nunca deixei de me divertir", diz aprovado em 12 faculdades dos EUA

"Nunca deixei de me divertir", diz aprovado em 12 faculdades dos EUA | Inovação Educacional | Scoop.it
Se passar em uma universidade já é gratificante, imagine em 12. Essa "numerosa" conquista foi fruto de muito estudo e esforço do brasiliense Pedro Farias, 17, de Brasília (DF). E ele já escolheu seu destino: Harvard, em Cambridge.

Quem pensa que o estudante deixou o lazer de lado para estudar está enganado. "Sempre achei importante viver de forma balanceada", acredita. O morador do Distrito Federal conta que não deixava de sair aos finais de semana com amigos, ou de ir para a academia e, ainda, de participar de atividades extracurriculares, como simulações da ONU.

"Sempre fui grande fã da internet. Vejo vários programas de televisão online, às vezes jogo no computador ou videogame. Assim, a rotina não fica repetitiva e mais divertida. Nunca deixei de me divertir", diz.
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Cidades amigas para quem tem mais de 60 anos

Nova York, nos Estados Unidos, Barcelona, na Espanha, e Ottawa, no Canadá, são exemplos de cidades que adotaram o modelo de cidade amiga do idoso de acordo com os parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - um conjunto de políticas públicas que visam o bem-estar da população acima de 60 anos em todas as áreas, como saúde, transporte, lazer e assistência social.

"O Canadá é um dos melhores exemplos. Cerca de 900 cidades ou comunidades adotaram o protocolo da OMS, cobrindo praticamente todo o país", diz o médico Alexandre Kalache. Em Nova York, explica, um dos programas é da empresa amiga do idoso, que envolve desde os pequenos comércios locais até grandes corporações, como a Microsoft. Já em Cingapura, as ações procuram utilizar a tecnologia como aliada dos programas de auxílio à terceira idade.

A tecnologia, por sinal, será uma das grandes aliadas nos projetos de apoio à terceira idade. "Não se trata de sistemas tecnológicos sofisticados. Um andador para uma pessoa com dificuldades de locomoção é algo revolucionário. Uma cadeira de rodas elétrica é fantástica", diz Kalache.

No Brasil, um dos grandes exemplos é Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que recebeu o título de cidade amiga do idoso em outubro do ano passado. A cerimônia contou com um representante da OMS para a entrega do título e deu destaque a projetos desenvolvidos na capital gaúcha.

Segundo informações da prefeitura, os idosos têm, por exemplo, direito a 20% das consultas diárias das unidades de saúde de Porto Alegre. Na área de habitação há prioridade para as pessoas de terceira idade nos projetos habitacionais. O município foi uma das primeiras capitais brasileiras a adotar a política de transporte coletivo para pessoas com mais de 60 anos.

No Rio de Janeiro, um projeto bem-sucedido é o de capacitação de porteiros. A cidade concentra grande número de idosos, principalmente em bairros como Copacabana, onde muitos idosos moram sem companhia em apartamentos. Desde 2010, o Grupo Bradesco Seguros desenvolve, em parceria com o Senac-RJ, o programa "Porteiro Amigo do Idoso", que já capacitou mais de mil profissionais.

"É uma tranquilidade para os moradores e para as famílias", diz Kalache. Ele lembra que, em pesquisas feitas em Copacabana durante a elaboração do guia da OMS, muitos idosos davam a seguinte resposta à pergunta sobre quem eram seus amigos: o porteiro do prédio.

"O objetivo do programa é fazer com que os porteiros se tornem ainda mais amigos e possam entender o processo de envelhecimento em todos os seus aspectos", explica Eugênio Velasques, diretor da seguradora. Nas aulas, os alunos são orientados sobre as consequências da velhice, aprendendo a lidar com todo tipo de situação que envolva os idosos. Devido à boa aceitação, o programa, que é totalmente gratuito, foi levado para outras cidades, como São Paulo (SP), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG).

Por meio de seus programas de incentivo, a CPFL Energia também tem apoiado ações em diversos municípios, por meio dos conselhos municipais de idosos. Cidades como Campinas (SP), Jaguariuna (SP) e Veranópolis (RS) são alguns dos municípios cujos programas receberam incentivos da companhia de energia.
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Conselho da Estácio prepara resposta final e quer oferta melhor da Kroton

Conselho da Estácio prepara resposta final e quer oferta melhor da Kroton | Inovação Educacional | Scoop.it
O conselho de administração da Estácio está disposto a não recomendar a fusão com Kroton na condição proposta, ainda que isso não evite a transação. A união das empresas tem apoio de parte importante dos acionistas de ambas. Diante de uma negativa do conselho da Estácio, Rodrigo Galindo, presidente da Kroton, terá uma decisão a tomar até a meia-noite de amanhã: partir para uma oferta hostil nos termos atuais ou aceitar que a fatia da Kroton na companhia resultante da fusão seja reduzida entre 1,20% e 1,80% - da proposta atual que lhe garante 80,8%.

É essa diferença de diluição extra que Galindo está protegendo e que separa a Kroton de obter um parecer favorável do conselho de administração da Estácio, para uma combinação amigável das companhias (ver tabela).

A união de Kroton e Estácio é dada como certa. Na mesa, estão as condições e o modelo - amigável, numa condição superior a atual, ou hostil com o preço mantido.


O conselho da Estácio tem até o fim da quinta-feira para se posicionar sobre a oferta da Kroton que está na mesa: 1,25 ação de sua emissão para cada papel detido da rede carioca. A reunião definitiva do colegiado só ocorre no próprio dia 30. Nessa proporção, Estácio representaria 19,2% da empresa final.

O Valor apurou que não há conforto dos conselheiros com o preço atual. Uma proposta entre 1,35 e 1,40 os deixaria mais confortáveis em relação aos seus deveres fiduciários.

O motivo vem do histórico da relação entre o preço das companhias. A média de 12 meses é de 1,36 ação de Kroton para cada uma de Estácio. Considerando todo o período da Kroton após a combinação com a Anhanguera, essa proporção é de 1,49.

Em boa parte, era por conta disso que o conselho sinalizava que a proporção ideal seria 1,50 de Kroton a cada ação de Estácio.

Paralelamente à negociação com Kroton, Chaim Zaher, o acionista mais ruidoso e atual presidente-executivo da Estácio, prepara-se para uma prometida oferta pelas ações da companhia até que ele detenha no mínimo 50,13% do capital - caso a negociação com a Kroton não chegue a termos consensuais.

Zaher tem 14,13% do capital da rede carioca e pretende lançar uma oferta de aquisição por mais 36%. Afirmou suas intenções em fato relevante publicado à revelia do conselho de administração. Zaher disse ao Valor que já obteve a disposição de bancos e fundos para financiar R$ 2 bilhões para sua empreitada. A estrutura da compra seria a tradicional de casos como esse: o ofertante capta os recursos e, após obter o controle, transfere a dívida para a empresa.

O empresário afirmou ainda que está "totalmente alinhado com o conselho de administração" e observou que não há conflito de interesses com a sua posição. Mesmo assim, pessoas próximas à administração acreditam que ele pode renunciar ao cargo nos próximos dias, para se preparar para a potencial oferta.

A iniciativa de Zaher adicionou tumulto à guerra de nervos da negociação, justamente em seus momentos finais. Por ser presidente da Estácio - e antes disso, membro do conselho de administração - sua oferta deve vir acompanhada de um laudo de avaliação a valor econômico (conforme artigo 8º da Instrução 361 da Comissão de Valores Mobiliários). O objetivo é proteger o mercado, já que se trata de pessoa com mais informação que os demais acionistas.

Nas viagens internacionais que fez para falar com os acionistas, o comitê de negociação da Estácio - que ainda tinha Zaher como membro - indicou que a companhia não poderia ser avaliada por menos do que o equivalente a R$ 20 por ação. Essa análise deve constar, portanto, do laudo.

Quando propôs 1,25 como relação de troca, a Kroton afirmou que o valor implícito naquele momento era de R$ 16,41.

Galindo, segundo o Valor apurou, está disposto a levar a oferta de incorporação da Estácio diretamente aos acionistas, mesmo sem apoio da administração da empresa - o que caracteriza uma oferta hostil. Ele conta com a aprovação dos acionistas das duas companhias.

Ambas não possuem controlador e têm um grupo comum de poucos fundos que concentram parte relevante do capital: 56% da Estácio e 36% da Kroton. Em termos absolutos, a exposição do grupo é maior na empresa de Galindo: R$ 7,9 bilhões ante R$ 2,8 bilhões.

Os fundos estão dispostos a fazer a fusão pela proposta atual de Galindo, de 1,25, e é nisso que o executivo se apoia.

A administração da Estácio, segundo fontes ligadas à operação, tem consciência que a fusão pode ocorrer a 1,25 e a sua revelia.

Recados trocados e ameaças sutis devem marcar os dois próximos dias. A pior consequência para a Kroton, numa oferta hostil, seria falta de colaboração da atual administração para a defesa no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Sem informações precisas e detalhadas, pode ficar exposta a sanções maiores. Apetite para isso não falta na concorrência. Segundo o Valor apurou, ao mesmo tempo que fala em melhorar sua oferta, a Ser prepara seus argumentos para levar ao regulador da concorrência.

Alguns dos fundos que estão nas duas companhias estão pressionando o conselho da Estácio a aceitar a operação tal como está. O sul-africano Coronation, terceiro maior acionista da rede carioca com 11% do capital, foi um dos mais contundentes. O fundo enviou carta aos administradores da Estácio, com cópia para Galindo, na qual diz aceitar 1,25 mesmo ciente que essa proporção deveria ser maior em favor da rede do Rio.

No documento, conforme o Valor apurou, o Coronation diz ao conselho da Estácio que poderia até apoiar uma batalha em busca da relação de 1,50 desde que tivesse certeza de que a fusão não seria colocada em risco. O fundo deixou a administração da Estácio ciente de que, em caso de uma negativa do comitê de negociação, está disposto a ele próprio convocar a assembleia para avaliar a fusão. A Lei das Sociedades por Ações garante essa possibilidade no artigo 132: qualquer acionista pode chamar a assembleia caso o conselho de administração não atenda seu pedido em prazo de oito dias.

Dificilmente, um movimento será feito antes do término do prazo. Todos devem guardar suas armas até a última hora.
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Brasil precisa 'fechar a torneira' do analfabetismo, diz Mozart Neves Ramos

Brasil precisa 'fechar a torneira' do analfabetismo, diz Mozart Neves Ramos | Inovação Educacional | Scoop.it

Educador diz que momento exige que ministro da Educação tenha 'musculatura política'

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Apenas 4,5% das escolas públicas do país têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei

Apenas 4,5% das escolas públicas do país têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação. As condições de infraestrutura são mais críticas no ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 9º ano: 4,8% das escolas possuem todos os itens. No ensino médio, a porcentagem sobe para 22,6%.

O levantamento foi feito com base no Censo Escolar de 2015 e levou em consideração o acesso a energia elétrica; abastecimento de água tratada; esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos; espaços para a prática esportiva e para acesso a bens culturais e artísticos; e, equipamentos e laboratórios de ciências. Foi considerada ainda a acessibilidade às pessoas com deficiência.

Entre os itens mais críticos estão o laboratório de ciências – presente em apenas 8,6% das escolas públicas de ensino fundamental e 43,9% de ensino médio – e a quadra esportiva – presente em apenas 31% de todas as escolas públicas. Fatores básicos, como acesso à água tratada e esgoto sanitário, ainda não são universais, sendo verificados, respectivamente, em 91,5% e 37,9% das escolas públicas.

"O percentual de escolas bem equipadas é super baixo. Em muitos casos estão questões básicas como água potável e esgotamento. Esse percentual não melhora notavelmente. O investimento nas escolas sem dúvida vai estar prejudicado com crise econômica", diz a superintendente do Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco.

Os itens são determinados no PNE, Lei 13005/2014, que estabelece metas e estratégias a serem cumpridas pelo país da educação infantil a pós-graduação, até 2024. O PNE estabelece também uma estratégia intermediária, de dois anos de vigência (prazo que terminou na última sexta-feira), quando o país deveria ter definido parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica. Esses parâmetros seriam utilizados como referência para infraestrutura das escolas, recursos pedagógicos, entre outros insumos relevantes, bem como instrumento para adoção de medidas para a melhoria da qualidade do ensino. No entanto, isso não foi feito.

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Crise e redução do Fies pesam sobre matrículas no 1º semestre

Crise e redução do Fies pesam sobre matrículas no 1º semestre | Inovação Educacional | Scoop.it
Muitas delas optaram por adiar o início das aulas para a segunda quinzena de março com objetivo de estender ao máximo o prazo para inscrições e realizar novos vestibulares para completarem turmas desfalcadas, afirmaram representantes do setor.
"Até o momento percebemos que a captação de forma geral (para o primeiro semestre) está caindo cerca de 25 por cento" sobre o mesmo período ano passado, disse à Reuters o analista da Hoper, consultoria especializada no mercado de educação, Pedro Mena Gomes. "O ingressante está adiando de uma alguma forma ou procurando outras opções, cursos mais baratos, ensino a distância ou adiando um pouco sua matrícula por causa da situação econômica", acrescentou.
No ano passado, as mudanças do Fies resultaram em evasão escolar, uma vez que as regras foram alteradas repentinamente e muitos alunos continuaram frequentando as aulas achando que conseguiriam o financiamento. Mas, sem o Fies, acabaram desistindo do curso. Já em 2016, com a situação definida sobre a quantidade de vagas, cerca de 250 mil para o primeiro semestre, o impacto está sendo sobre as matrículas, disse a diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios.
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Com ajuda de blocos de montar, Google quer ensinar programação para crianças

Com ajuda de blocos de montar, Google quer ensinar programação para crianças | Inovação Educacional | Scoop.it
Ensinar programação para crianças com a ajuda de blocos de montar, que podem assumir diferentes combinações em ordem para criar brincadeiras variadas. Essa é a premissa por trás do Projekt Bloks, plataforma em código aberto lançada pelo Google nesta segunda-feira, 27, em parceria com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

“É difícil ensinar programação para crianças usando instrumentos criados para adultos, como telas e mouses. Os blocos podem levar a criança a um aprendizado lúdico de conceitos complexos de explicar na tela”, diz João Wilbert, brasileiro que trabalha no projeto dentro do laboratório Google Creative Labs. 

Projeto de pesquisa iniciado há três anos pelo Google, o Bloks é uma iniciativa para inspirar desenvolvedores, designers e educadores a tentar criar novas formas de explicar a programação para as crianças. “Queremos ser o primeiro passo da programação, antes mesmo do Scratch”, explica Wilbert, fazendo referência à linguagem de código que ensina comandos básicos com a ajuda de um simpático gatinho.
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What the Bot Revolution Could Mean for Online Learning

What the Bot Revolution Could Mean for Online Learning | Inovação Educacional | Scoop.it
What are bots?

The bots I’m referring to are the so-called chat-bots. They’re “smart” programs that you can have a conversation with, and get help from, via the messaging app of your choice. This could be a bot that sends out a survey to your team and then sends you a recap (check out the bot How.dy for Slack). Or it could be a bot serving you with the best personalized news via Facebook Messenger (check out CNN’s bot for Facebook).

How bots can change online learning.

When we first founded Daily Bits Of in 2014, our idea was to create a simple format that would help busy people like ourselves to work on their personal development. We knew that there must be curious people out there who felt frustrated about not having enough time to learn new things. We built a simple format where experts easily could turn their knowledge into bite-sized learning chunks. We then distributed the lessons to these people via a platform we knew they used obsessively: email.
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Plasticidade cerebral: um conceito que pais, alunos e professores deveriam conhecer

Plasticidade cerebral: um conceito que pais, alunos e professores deveriam conhecer | Inovação Educacional | Scoop.it
A compreensão de que o cérebro é capaz de remodelar suas próprias estruturas e funções a partir de estímulos externos enterrou o deterministo biológico no funcionamento da mente. Já está na hora de aplicar este conhecimento na educação
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Gartner enfatiza poder dos algoritmos na definição do futuro dos negócios

Gartner enfatiza poder dos algoritmos na definição do futuro dos negócios | Inovação Educacional | Scoop.it
Prepare-se para mais e mais decisões do seu dia a dia serem tomadas por (ou com ajuda de) algoritmos. O funcionamento das empresas e da sociedade será cada vez mais automatizado, primeiro nos aspectos mais simples e repetitivos e, progressivamente, também nos mais complexos e sutis.

Por isso, o Gartner defende que os líderes empresariais e de TI devem desenhem em conjunto os novos modelos de negócios baseado em algoritmos. Única forma de elevar ao patamar mais alto o potencial da empresas, a partir do uso das tecnologias digitais. ​ ​

”A consequência do desenvolvimento e da proliferação de máquinas inteligentes será a fácil utilização dos algoritmos nas organizações”, defende Steve Prentice, vice-presidente do Gartner. “Na atualidade, já é possível ver o impacto dos algoritmos no nosso mundo, mas ainda existe muito trabalho por desenvolver para aproveitar todas as oportunidades, e gerir os desafios”, ressalva.
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Países emergentes crescem em patentes - Inovação

Países emergentes crescem em patentes - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it
Há dias foi divulgada a lista de patenteadores no USPTO (sigla em inglês do escritório americano de marcas e patentes) referente ao ano de 2015. É uma oportunidade para se avaliar o ocorrido nos primeiros 15 anos deste século. Inicialmente, cabe explicar que a patente tem valor apenas no país que a concede. Portanto, não existe uma patente mundial. A saída, embora não seja o ideal, é avaliar e comparar a concessão de patentes no seu maior mercado, ou seja, nos Estados Unidos.

A patente como medida do desenvolvimento de inovações tecnológicas não é um indicador ideal, mas é o único quantitativo com correlação direta. Ou seja, o desenvolvimento tecnológico acarreta mais patentes, mais competitividade e o crescimento da economia. Exemplos desse processo serão vistos nesse artigo e esse é o principal interesse dessa análise.

Se tivéssemos usado a subvenção econômica da Lei de Inovação certamente estaríamos entre os que crescem

Vemos que o número de patentes dobrou nesse período, mas os crescimentos não foram iguais. Os EUA tiveram outorgadas 141 mil patentes no ano de 2015, crescendo 66% no século. Os demais países passaram a 157 mil nesse ano, crescendo 118% no período, ou seja, há uma progressiva dispersão da geração e controle da tecnologia. Entre os países desenvolvidos que tiveram concedidas mais de 2.000 patentes em 2015, os destaques são o Canadá, Holanda e Suíça, todos com crescimento acima de 90% no período. Japão, Alemanha, França, Inglaterra e Suécia ficaram em torno dos 70%, enquanto a Itália teve o pior desempenho, apenas 56%, reflexo de sua persistente crise econômica.

O grande destaque, porém, foram os países orientais emergentes. Mesmo os emergentes há mais tempo engajados em uma política de geração de tecnologia própria, e que por isso crescem há mais tempo, ainda assim mostram um desempenho extraordinário, quando comparados aos países tradicionais já desenvolvidos: a Coreia do Sul, do tamanho de Pernambuco e com pouco mais de 40 milhões de habitantes, multiplicou por 5,4 vezes as patentes no período, alcançando 17,9 mil, superando a Alemanha e consolidando-se como o terceiro patenteador, abaixo apenas do Japão (52,4 mil) e EUA. E mesmo Taiwan, uma ilha com cerca de 22 milhões de habitantes, multiplicou as patentes por 2,5 vezes chegando a 11,7 mil, o quinto patenteador.


Seria de se esperar que a China (incluindo Hong Kong) mostrasse a sua inexorável marcha para o domínio tecnológico, porém o seu avanço é surpreendente. Chegou a 8,7 mil patentes em 2015, que cresceram 29 vezes no período e a levaram à sexta posição, bem à frente do seguinte, o Canadá. A Índia, porém, ficou no mesmo patamar, pois cresceu suas patentes 26 vezes.

E o que há em comum entre esses países para esse notável aumento das patentes? Ambos estabeleceram políticas públicas de fomento ao desenvolvimento tecnológico de inovações para alcançar competitividade e crescer. A China, começando em 1980, optou pela indústria de manufaturas. A Índia, começando em 1996 bem após a China, deu ênfase a alguns setores industriais, mas principalmente a diversos tipos de serviços de elevados conteúdos tecnológicos como os desenvolvimentos de programas computacionais (software), química de medicamentos e ensaios clínicos, cirurgias programadas e até o próprio desenvolvimento de inovações tecnológicas para empresas de outros países.

Como seriam esses processos de crescimento tão bem sucedidos? Infelizmente é difícil a consulta às leis chinesas, além da enorme diferença de ambiente político e cultural. Com a Índia, porém, é bem mais fácil, pois devido à sua diversidade linguística as leis indianas são divulgadas em inglês. E o que nos diz a sua lei de fomento, nº 44, de 16 de dezembro de 1995? O artigo 6º que define seus objetivos é muito claro e simples, mostrando que se criou o Conselho de Desenvolvimento Tecnológico para prover capital de risco (equity capital, em inglês), bem como qualquer outro apoio financeiro, aos empreendimentos industriais que desenvolvam tecnologias próprias ou "adaptações" de tecnologias estrangeiras para quaisquer aplicações no país. O termo utilizado (adapted, em inglês) é claramente um eufemismo para a cópia, que assim ficou consagrada e incentivada. Hoje a Índia é o país que mais cresce. Cresceu 283% entre 1995 e 2014, enquanto que o Brasil só cresceu 80% no período.


Esses dois últimos países estavam atrás do Brasil, quando iniciaram a sua trajetória ascendente. O que aconteceu conosco? Alcançamos a aprovação de 323 patentes em 2015, um crescimento de 3,3 vezes nesses 15 anos. Mas isso não conta a verdade, pois ficamos parados por 10 anos e crescemos apenas nos últimos cinco anos porque tivemos os incentivos fiscais da Lei do Bem, ou seja, praticamos somente um pouco e por pouco tempo o que China e Índia fazem em larga escala, assim como ainda fazem Coreia e Japão.

Quando vamos nos desprover dos preconceitos e aprender que é a indústria permanentemente inovada (ou o serviço de alto conteúdo tecnológico) que fazem o crescimento aceleradamente, o verdadeiro PAC?

Mas há algo muito importante a lembrar: somente o compartilhamento do risco tecnológico entre Estado (através das suas agências ou órgãos) e a indústria vai viabilizar a necessária universalização do fomento à inovação. Após mais de 15 anos de insistência em financiamentos subsidiados, vemos que isso resultou em muito, muito pouco. O que valeu mesmo foi o incentivo do pequeno compartilhamento da Lei do Bem, e ainda assim restrito a grandes empresas.

Se tivéssemos usado amplamente o mecanismo da subvenção econômica criado pelo artigo 19 da Lei de Inovação (à semelhança da lei indiana) certamente estaríamos entre os que crescem. Temos a nossa chance agora com a mudança dos ventos. Vamos desperdiçá-la mais uma vez?
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Tecnologia vai facilitar novos estilos de trabalho

Tecnologia vai facilitar novos estilos de trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it
O custo de distância determinou, durante séculos, onde as empresas se instalariam, os empregos estariam e as famílias viveriam. Com a globalização e a ascensão de tecnologias como a internet de alta velocidade, a computação em nuvem e a mobilidade, os hábitos da população começaram a mudar gradativamente. De uns anos para cá, um fenômeno ganhou corpo nos Estados Unidos, devendo se alastrar pelo resto do mundo nos próximos anos. Muitos americanos têm deixado suas casas nas grandes cidades como Nova York, São Francisco, Los Angeles e Chicago em busca de uma melhor qualidade de vida e preços de moradia mais convidativos.

Isso não significa que as grandes metrópoles ficarão vazias. No entanto, suas taxas de crescimento cairão, conforme já vem ocorrendo. De 2000 a 2010, os Estados Unidos viram uma migração de 13 milhões de pessoas da área rural para a urbana. Desse total, seis milhões optaram por morar nos municípios menores. Na prática, isso significa que as grandes cidades vêm perdendo participação na população urbana.

Essa mudança deve atingir uma parcela importante da população mundial nas próximas duas décadas e, consequentemente, remodelar a economia global, aponta o estudo "Economia espacial: o custo em declínio da distância", conduzido pelo grupo de tendências macroeconômicas da Bain & Company.

O catalisador para essa mudança histórica é a tecnologia que tem reduzido o custo de distância. Além da internet que trouxe novos hábitos à população mundial, há investimentos bilionários em robótica, impressão 3D, drones de entrega de mercadorias como já vem fazendo a Amazon.com nos Estados Unidos, tecnologias de logística e veículos autônomos (que andam sem motorista).

Essas mudanças darão origem a novos mercados, empresas mais inovadoras, estilos de vida mais conectados ao bem estar e diferentes oportunidades de carreira. A transformação também deverá trazer riscos, como o fim de milhões de postos de trabalho tradicionais. Dos ganhos da chamada economia pós-urbana: será cada vez menos importante viver próximo ao local de trabalho ou perto de centros que concentrem edifícios comerciais.

Ao invés dessa "obrigação" de morar perto do emprego, as pessoas irão escolher onde viver com base nas características de estilo de vida e fatores como proximidade com espaços sócio-culturais e atividades esportivas e recreativas. Os imóveis maiores também são atrativos, uma vez que custam menos que os pequenos e caros apartamentos de metrópoles e bairros que são superhabitados.

A americana Karen Harris, diretora da Bain & Company's Macro Trends Group e responsável pelo estudo, conta que a geração millenium (ou Y, que designa aqueles nascidos entre os anos 80 e 90) busca espaços maiores para viver, o que os tem motivado a deixar as grandes e caras metrópoles. "É um fenômeno nos Estados Unidos como um todo. Muitas pessoas têm se mudado para cidades pequenas ou áreas menos populosas graças às possibilidades criadas pela tecnologia, que tende a acelerar esse processo", conta.

Os indivíduos conseguem viver em regiões menos populosas graças aos avanços da conectividade e também dos transportes - redução no custo por milha, uso de carros sem motoristas e de drones para fazer entregas. Os municípios distantes do centro também devem ganhar mais opções de emprego ou oportunidades para empreender.

Essa migração já começou, aponta estudo da Bain. No ano 2000, metade da população dos Estados Unidos (49,7%) vivia em um raio de 10 milhas de proximidade de um centro urbano. Em 2010, esse número havia caído para 47,5%. Até 2025, a estimativa é de 10 milhões a 25 milhões de moradores a menos que em 2010.

A Bain prevê que, em 2025, os americanos irão exigir conectividade de internet a 100 Mbps para atender suas demandas digitais. A procura por alta velocidade em regiões menos populosas já está levando gigantes como Iridium, Google e SpaceX a trabalhar em versões de terceira geração e também na formação de consórcios.

Mas e o Brasil? O país deve seguir essa tendência? Karen acredita que sim, e avalia que mercados emergentes sofrem dos mesmos males que as grandes cidades americanas, como custo de vida alto, trânsito caótico e população em busca de uma melhor qualidade de vida. "Se você olhar para 30 anos atrás, perceberá que municípios próximos à capital paulista, como Cajamar e Louveira, desenvolveram-se muito, atraindo manufatura, centro de distribuição e também empresas de serviço", observa Alfredo Pinto, diretor da Bain & Company em São Paulo.

Cidades menores no entorno de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, ganham infraestrutura e serviços, trazendo benefícios à qualidade de vida sem cobrar os preços muitas vezes exorbitantes das capitais.
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Mulheres recebem menos e têm jornada maior no Brasil

Mulheres recebem menos e têm jornada maior no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Os defensores de uma idade mínima de aposentadoria para mulheres menor que a de homens argumentam que elas trabalham mais –somando as tarefas domésticas– e recebem menos ao longo da vida profissional.

Por outro lado, a expectativa de vida delas é superior à dos homens (78,8 e 71,6, respectivamente). Logo, elas receberiam o benefício por mais tempo do que seus parceiros.

Pesquisa do IBGE mostra que, entre 2000 e 2010, a participação da mulher no mercado de trabalho e os salários pagos a elas cresceram, mas continuaram inferiores aos dos homens.

O rendimento médio real da população feminina passou de R$ 959 em 2000 para R$ 1.074 em 2010, enquanto o dos homens foi de R$ 1.471 para R$ 1.587, segundo o estudo Estatísticas de Gênero.

Já a taxa de atividade –proporção de pessoas empregadas ou procurando colocação– das mulheres subiu de 50,1% para 54,6% no período, enquanto a dos homens caiu de 79,7% para 75,7%.

Ao mesmo tempo, a jornada total de trabalho delas –incluindo as atividades domésticas– soma 56,4 horas semanais, quase cinco horas superior à masculina, de acordo com dados do IBGE.
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População mais idosa demanda novas políticas

População mais idosa demanda novas políticas | Inovação Educacional | Scoop.it
Até 2050, o número de brasileiros com mais de 60 anos deve dobrar, passando dos atuais 12,5% para mais de 30% da população total. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os números sugerem, segundo especialistas, que as cidades brasileiras precisam desenvolver políticas públicas para garantir qualidade de vida aos idosos. Problemas como acessibilidade deficiente, insegurança e falta de opções de lazer devem ser enfrentados com propostas de projetos eficientes de infraestrutura urbana para atender a terceira idade.

"Teremos mais idosos no país e eles irão viver em zonas urbanas. Logo, teremos de procurar políticas que facilitem a vida dessa população", afirma o médico e gerontologista Alexandre Kalache, de 70 anos. Ex-diretor do departamento de envelhecimento e saúde da Organização Mundial da Saúde, ele foi o idealizador do Guia Global: Cidade Amiga do Idoso, lançado em 2008 pela OMS.

Segundo ele, os problemas de infraestrutura urbana começam em um equipamento básico: as calçadas. É muito raro encontrar nas vias brasileiras calçadas adequadas para a população mais idosa, sujeita a quedas em buracos e pisos com problemas.

"Conforme a gravidade, muitas vezes uma queda pode ser o começo do fim para um idoso", diz Kalache. Ele também cita a iluminação pública deficiente como um problema que compromete a segurança do idoso, tanto física como em relação a assaltos. "O idoso é um alvo fácil para criminosos."

No setor de transporte, mais problemas. Nem todos os ônibus possuem piso baixo para facilitar o ingresso de passageiros. A catraca é outro impedimento e são poucos os bancos disponíveis na parte da frente, obrigando muitas vezes o idoso a viajar em pé, sujeito a quedas e solavancos em freadas bruscas. "Uma boa política de envelhecimento depende de uma boa política de transporte público", afirma Kalache.

Questões envolvendo a zeladoria urbana são essenciais, afirma o diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, Valter Caldana. "Com o envelhecimento da população, a zeladoria urbana ganha uma dimensão muito importante. Uma calçada mal cuidada pode ser a diferença entre o idoso sair ou ficar em casa, pois a cidade passa a ser quase um obstáculo para ele", afirma Caldana.

O ambiente urbano, de acordo com Kalache, deve ser amigável para a população idosa. Os hospitais e postos de saúde, por exemplo, devem dar atenção especial às doenças crônicas que mais afetam a terceira idade, como diabetes e hipertensão. Isso evita que elas evoluam para doenças mais graves e comprometam ainda mais a saúde do paciente.

Um ponto destacado pelos especialistas é a atenção que deve ser dada aos equipamentos de lazer e de saúde, como aparelhos de ginástica instalados em parques, calçadões e praças. Além de lazer gratuito, esses equipamentos, que são de fácil instalação e manutenção, ajudam a manter a saúde do idoso. Entidades associativas, clubes e igrejas também podem contribuir com programações voltadas para a socialização da comunidade.

Obras voltadas para atender pessoas com deficiência física no espaço urbano contribuem também para a população idosa, como rampas nas calçadas e ao lado de escadas em locais públicos. "De alguma maneira as ações para os deficientes beneficiam também os idosos, principalmente na questão da acessibilidade", afirma o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), Gilberto Belleza.

O envelhecimento da população também desperta a atenção do mercado imobiliário. Na cidade de São Paulo, a Vitacon Incorporadora lançou um prédio focado em pessoas com mais de 60 anos e que querem viver de forma independente. Localizado no bairro de Perdizes, na zona oeste, o empreendimento oferece apartamentos de 50 m2 e conta com arquitetura especial, com regras de acessibilidade, farmácia, restaurante e equipe multidisciplinar, com cuidadores e fisioterapeutas, para ajudar os moradores do condomínio.

"Há uma tendência grande de empreendimentos voltados para idosos", diz o CEO da Vitacon, Alexandre Lafer. Além dos serviços oferecidos pelo edifício, o fato de estar localizado em uma região com boa infraestrutura, com hospitais próximos, por exemplo, é importante para os futuros moradores, diz. "Ele vai morar no bairro em que sempre morou, frequentar os mesmos lugares, a mesma padaria etc. Isso é muito importante para a pessoa de idade", diz Lafer.
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Grupo Anima compra Alis Educacional, que atua no interior de Minas Gerais

Grupo Anima compra Alis Educacional, que atua no interior de Minas Gerais | Inovação Educacional | Scoop.it
Em meio aos embates entre Estácio, Kroton e Ser Educacional, a Anima adquiriu a Alis Educacional por R$ 46 milhões. A transação envolve ainda um pagamento de até R$ 8 milhões referente a ganhos provenientes da expansão da instituição de ensino, que tem unidades no interior de Minas Gerais.

As conversas com a Alis começaram antes mesmo de a Anima abrir o capital, em 2013, e se aceleraram neste mês com suas concorrentes anunciando que pretendem uma fusão. "Muitas instituições que estavam postergando a venda ou pedindo múltiplos de três anos antes agora estão nos procurando. Essa procura aumentou muito após a possibilidade de uma fusão no setor", disse Daniel Castanho, presidente da Anima.

Com apenas 4,3 mil alunos e unidades em cidades mineiras pequenas como Bom Despacho, a Alis despertou o interesse da Anima, principalmente, devido ao modelo acadêmico com adoção de metodologias pioneiras como sala de aula invertida, sistemas de ensino voltado para graduação e uso de muita tecnologia - iniciativas que são recentes inclusive em outros países. Os executivos da Alis, Gustavo Hoffmann e Débora Guerra, permanecem na Anima.

Do valor da transação, R$ 20 milhões serão quitados à vista e R$ 26 milhões serão pagos em dez parcelas anuais corrigidas pela inflação. A primeira parcela vence um ano após a conclusão do negócio. Já o pagamento adicional de até R$ 8 milhões, a ser realizado entre 2018 e 2023, refere-se aos ganhos resultantes da abertura de quatro unidades no interior de Minas Gerais e em Goiás e desempenho do lucro antes de juros, impostos e depreciação e amortização (Ebitda).

No ano passado, a Alis Educacional registrou uma receita líquida de R$ 37,2 milhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 6,9 milhões. A margem Ebitda da Alis é de 19% e da Anima gira na casa dos 28%.

"Seguimos com a nossa estratégia de agregar ao grupo instituições comprometidas com a qualidade de ensino, ", disse Castanho. Com a aquisição da Alis, a Anima passa a ter 100 mil alunos matriculados e fortalece sua atuação no ensino a distância, segmento em que entrou há pouco tempo.

No primeiro trimestre, a receita líquida da Anima cresceu 7,9%, somando R$ 235,3 milhões.
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E-book traz a importância da família no desenvolvimento integral das crianças e adolescentes

E-book traz a importância da família no desenvolvimento integral das crianças e adolescentes | Inovação Educacional | Scoop.it
Qual é a importância das famílias no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes? Para tentar responder a essa pergunta, a Associação Cultural Casa das Caldeiras, em parceria com a Fundação Itaú Social, convidou diversas famílias para entender como elas enfrentam os desafios que perpassam a criação de seus filhos em pleno século 21.

O resultado dos encontros pode ser conferido no e-book “Manual da Família - A difícil arte de educar no século XXI”. Dividido em quatro capítulos – “Sou Família”, “Eu Sinto”, “Competências e Habilidades Socio-Relacionais” e “Eu Posso” -, o livro traz um histórico das transformações dos modelos familiares nas últimas décadas, assim como reflexões e dicas de como os pais podem participar mais ativamente da vida dos filhos. Dentre as opções para maior envolvimento entre as famílias, a importância da ocupação da cidade é uma das alternativas.
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5 Atitudes pela Educação - Orientações para Coordenadores Pedagógicos 

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