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Curso de pedagogia não é reconhecido pelo MEC em Boituva, SP

Aproximadamente 60 estudantes universitários buscam na Justiça uma solução sobre a falta de reconhecimento do curso de pedagogia em uma faculdade em Boituva, SP. Após concluírem o curso, descobriram que não era reconhecido pelo MEC.

A estudante Gabriela Policeno Pereira conta que foram três anos de estudos em vão. O sonho de ter um diploma, virou pesadelo. Ela contou que começou o curso em 2005 pela Faculdades Integradas de Boituva (FIB). No final do primeiro ano, os universitários chegaram a realizar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), que é um dos procedimentos de avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.

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Google Launches $50 Million Effort on the Future of Work

Google Launches $50 Million Effort on the Future of Work | Inovação Educacional | Scoop.it

The nonprofit, philanthropic arm of online-services giant Google announced this week a new two-year, $50 million initiative "to help people prepare for the changing nature of work."
The effort will focus on connecting job seekers with jobs, improving job training, and improving job quality for low-wage workers, according to a blog post from Google.org President Jacquelline Fuller.
Fuller wrote that the organization recognizes "that the way we work is changing, and we want to make sure that as many people as possible can make the most of the new jobs, industries, and opportunities that are emerging."
The future of work is an increasingly hot topic. Automation and the rise of industrial robots have already had a major impact on the U.S. labor market, resulting in millions of manufacturing job losses and impacting everyone from farmers to paralegals to radiologists. 
With the rise of artificial intelligence and the declining cost of hardware and software, such trends appear likely to accelerate rapidly. Anywhere between 9 percent o 47 percent of jobs in developed countries are at risk of being lost to automation in the coming decade or so, according to researchers from OECD and Oxford University. And the nature of just about every job will change somehow, according to the McKinsey Global Institute, which published a recent analysis of the extent to which various "constituent activities" of different jobs (such as data processing, and routine physical tasks) are subject to automation.
Google.org's initial grants will go to other nonprofits who are working in the field. Among them:
Code for America, which has "created new technologies that help job-seekers more easily use government services for help in finding jobs," according to Fuller's blog post.
Social Finance, which Fuller wrote is "looking at which youth-training programs most effectively use contributions from trainees, governments and future employers to give people the best chance of success."
The National Domestic Workers Alliance, to expand a service through which low-wage domestic workers can pool money that can be used by injured members to survive financially while taking time off to recover.

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Estresse: quando a faculdade vira “máquina de moer gente”

Estresse: quando a faculdade vira “máquina de moer gente” | Inovação Educacional | Scoop.it

Pesquisas sobre o tema apontam quase a totalidade de estudantes como portadores de alguma forma de exaustão, o que pode afetar muito mais que somente seu desempenho acadêmico, como também levar a pessoa a desistir do curso e ter problemas para realizar atividades simples de rotina.
Um trabalho do Hospital Universitário (HU) da USP adentrou esse universo nas instituições particulares. Ao se deparar com 102 alunos da uma das maiores universidades privadas do Estado de São Paulo, o pesquisador Felipe Moretti percebeu que somente um dos indivíduos que participaram do estudo não sofria de algum tipo de estresse.
“É preocupante que somente um dos pesquisados não tenha apresentado nenhuma forma de estresse”, declara Moretti. “Fomos atrás de mais membros para a pesquisa e o resultado foi ainda mais alarmante. Cerca de 90% do grupo sofria de algum tipo de estresse que pudesse ser perigoso à saúde.”

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Cidades unidas - Campinas

Em número crescente ao longo dos últimos anos, os prefeitos dos 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e representantes de secretarias estaduais participam das reuniões mensais promovidas pela Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp) para debater e resolver problemas em comum. “Os prefeitos adquiriram mais consciência regional, porque a realidade tem mostrado a necessidade da governança metropolitana”, observa Ester Viana, diretora-executiva da Agemcamp, autarquia estadual criada em 2003 para promover ações de interesse comum dos quase 3 milhões de moradores da segunda maior região metropolitana do estado. Centro produtor de café no século XIX e hoje um dos principais polos industriais e tecnológicos do país, a RMC é superada apenas pela de São Paulo, com 39 municípios e 21 milhões de pessoas.

Ester Viana afirma que alguns problemas estão mais bem equacionados, como o transporte público, suprido por uma empresa que cobre quase todos os municípios da região, mas ainda há outros para serem resolvidos, como o descarte de resíduos sólidos e o saneamento. Um acordo de ação integrada entre as polícias civil e militar e as guardas municipais está em fase avançada e deve ser aprovado até o final do ano. A agência elabora no momento o plano de desenvolvimento urbano integrado (PDUI), com apoio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), que deve estar pronto no próximo ano. O objetivo é integrar os planos diretores dos municípios com diretrizes a serem seguidas por toda a região. As decisões são implantadas por meio do Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (Fundocamp), formado por recursos do estado e dos próprios municípios.

A RMC é hoje uma mancha urbana contínua, com uma intensa circulação de pessoas entre os municípios, justificando as ações de integração dos serviços públicos. “Quase metade da população economicamente ativa de Hortolândia trabalhava em Campinas em 2010”, exemplifica o demógrafo José Marcos Pinto da Cunha, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e pesquisador do Núcleo de Estudos de População (Nepo), ambos da Unicamp. Pesquisador também do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiados pela FAPESP, ele coordenou o atlas Campinas metropolitana: Diversidades socioespaciais na virada para o século XXI, lançado em formato eletrônico em julho deste ano.

Elaborado com base nos Censos Demográficos de 2000 e 2010, o atlas evidenciou a intensificação das relações e do trânsito dos moradores entre os municípios da RMC. Motivado pelo fato de o município de residência ser diferente do do trabalho, o deslocamento frequente entre as cidades, chamado movimento pendular, passou de 176 mil pessoas de 2000 para 312 mil em 2010 (ver mapas). Esse movimento pode ser ainda mais amplo, conectando os moradores das regiões metropolitanas e aglomerados urbanos do estado de São Paulo e formando a Macrometrópole Paulista, que abrange 173 municípios, desde a região de Piracicaba até o Vale do Paraíba, e abriga 73% da população do estado. Em 2010, 2,9 milhões de pessoas transitavam com frequência entre as cidades em que moravam e as cidades em que trabalhavam, de acordo com um estudo de Cunha e outros pesquisadores da Unicamp e da Emplasa publicado em 2013 na revista Cadernos Metrópole.

Com base na intensa movimentação de pessoas e na integração territorial, Cunha considera o morador dessas regiões como “um cidadão metropolitano, cujo espaço de vida é muito mais amplo que o município onde mora”. Para ele, o morador de uma cidade não deveria gastar mais tempo em trânsito, no carro ou no ônibus, apenas porque mora em uma cidade diferente da cidade em que trabalha. “É importante assegurar o acesso a serviços públicos de qualidade, como saúde, transportes, entre outros, não apenas no município onde mora, mas também nos vizinhos”, diz. Uma das linhas de trabalho da Agemcamp é justamente um cartão de saúde, ainda sem previsão para ser implantado, para facilitar o acesso aos serviços médicos em qualquer município da RMC.
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Soumitra Dutta: O jogo global da inovação

Soumitra Dutta: O jogo global da inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

Um estudo que analisa o grau de inovação de 140 países mostra que o Brasil ocupa a 69ª posição, ficando atrás de outras economias emergentes, como Índia e China. A queda no ranking é significativa: em 2011, o país ocupava a 47a posição. Para o pesquisador indiano Soumitra Dutta, o governo brasileiro precisa encontrar estratégias para incentivar a inovação no setor privado, ainda que o cenário seja de recessão econômica e crise política. “A prioridade para o governo e para os negócios é investir em inovação. Existem diversas maneiras de fazer isso e conceder isenções fiscais a empresas privadas é uma delas”, defende.
Considerado uma das principais autoridades em inovação no mundo, Dutta é reitor da Escola de Negócios da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e responsável por desenvolver, desde 2007, o Índice Global de Inovação – um dos principais indicadores para comparar o grau do progresso científico e tecnológico entre países. O pesquisador fez uma apresentação no 6º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, realizado entre os dias 26 e 28 de junho, em São Paulo, e lançou a edição de 2017 do relatório. Em entrevista a Pesquisa FAPESP, Dutta falou sobre as principais novidades do documento e os desafios enfrentados pelo Brasil para alavancar a inovação.
Quais são as principais conclusões do Índice Global de Inovação 2017?
A primeira é que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) não estão acompanhando a recuperação da economia global. Em segundo lugar, observamos que há um grupo de países que vai muito bem, algo típico das nações mais ricas e líderes em inovação, como Suécia e Noruega. Percebemos ainda que a diferença entre essas nações e o resto do planeta é muito grande. A terceira conclusão é que existem alguns poucos países que estão conseguindo quebrar essa barreira. Um bom exemplo é a China, que se aproxima dos líderes em inovação. Uma quarta descoberta é que a diferença entre países de baixa renda e os de renda média está realmente diminuindo, porque os países de baixa renda estão alcançando os de média.
O que os líderes têm feito para permanecer no topo do ranking?
Países como Suíça e Noruega investem em toda a cadeia de inovação. Isso significa ter instituições de pesquisa, capital humano e infraestrutura de boa qualidade. Tudo isso precisa ser forte e bem articulado. São países que têm excelentes universidades que, por sua vez, mantêm parcerias robustas com o setor privado. Além disso, esses países apostam na atração de talentos e têm um mercado muito sofisticado, incluindo uma parte de finanças bem desenvolvida. Portanto, são vários elementos que precisam estar em sintonia e em convergência. Para o Brasil reduzir o fosso com o resto do mundo, é necessário investir mais nas instituições de pesquisa e, ao mesmo tempo, em infraestrutura.
Houve surpresas positivas este ano?
Sim. Um exemplo é a Índia. Em 2015, o país havia sofrido uma queda no ranking. Após mudanças no governo, foram instituídas novas políticas para o meio ambiente e a inovação, que estão contribuindo para a sua recuperação (ver quadro). O setor de tecnologia da informação (TI) se concentrou no mercado externo, mas muitos outros setores voltaram-se para o mercado interno. Hoje, o mercado doméstico da Índia está crescendo.
O que explica o avanço da China?
Trata-se do único país em desenvolvimento entre os 25 países mais inovadores. O que se vê é que a China investe em várias frentes, como infraestrutura, indústrias nacionais e capital humano. Nos últimos anos, a pesquisa desenvolvida no país tem sido direcionada a gerar muitas patentes e publicações. A China é o segundo país que mais depositou patentes no mundo nos últimos anos e isso é possível graças a um ambiente favorável para a colaboração entre universidades e empresas.
Mas a política econômica chinesa também contribuiu para esse ambiente favorável, como a desvalorização cambial promovida há alguns anos…
A China está mudando seu modelo econômico, porque os custos de fabricação estão se tornando mais altos. O país está deixando de ser um local de produção de baixo custo. Para se manterem competitivos no futuro, os chineses sabem que precisarão agregar valor por meio da inovação. O movimento, portanto, tende a substituir o modelo baseado em manufatura pelo de inovação. Essa é uma das razões pelas quais o país tem investido mais em ensino e pesquisa.
Quais são os principais critérios usados para definir que um país é mais inovador que outro?
Isso depende do nível econômico do país analisado. Se falamos de países de baixa renda, os mais inovadores serão aqueles que investirem mais nas instituições de pesquisa, na formação de capital humano e em infraestrutura. Esses três fatores ajudam alguns entre os países mais pobres a se destacarem. No caso das nações mais ricas, o que faz a diferença é o foco na sofisticação empresarial. Os países ricos já dispõem de boa infraestrutura de ensino e pesquisa, então para eles o desafio é saber como reverter os investimentos na pesquisa em lucro por meio do desenvolvimento de novas tecnologias.
No Brasil, várias empresas de base tecnológica, como as startups, não sobrevivem por muito tempo.
Esse é um problema muito comum não só no Brasil. Crescer é realmente difícil. Mas a boa notícia é que o Brasil é um país grande e tem um imenso mercado interno. Países grandes como China e Estados Unidos primeiro desenvolveram o mercado interno, para depois fazer com que suas empresas fossem ganhar o mundo. Penso que no Brasil as empresas precisam ganhar o mercado interno, para depois se arriscar no mercado externo. Ocorre que muitas empresas brasileiras não vão para fora. Existem poucas marcas do Brasil lembradas no exterior, como Natura, Embraer, Stefanini. Ainda assim, não são marcas extremamente conhecidas em outros países.
O senhor costuma citar a Embraer como um caso de sucesso que deveria ser multiplicado no Brasil.
É um bom exemplo. O Brasil não tinha tradição em indústria de aviação. O que ocorreu foi que houve investimentos não só em pesquisa, mas na criação de parcerias entre cientistas e fornecedores. Esses atores uniram diferentes conhecimentos e estabeleceram uma verdadeira rede que extrapolou o contexto local. Se não houvesse conexão com o mundo, o talento local não teria sido suficiente.
O Brasil também se destaca na pesquisa com biocombustíveis. O avanço dos carros elétricos pode desencorajar projetos nessa área?
Acredito que não. É difícil prever qual tipo de tecnologia vai prevalecer. Haverá várias delas em prática no mundo e não apenas uma dominante. Acho que o Brasil precisa entender como investir em biocombustíveis para torná-los de fato mais eficientes e econômicos, ou seja, uma tecnologia capaz de competir com outras. O problema é que o país tem dificuldade de olhar para fora, devido a diferentes fatores, como o tamanho de sua economia e a barreira da língua, o que complica a interação mesmo com países da América Latina. Vejo o Brasil como uma grande ilha. E ser uma grande ilha não é bom.
Esse isolamento é um problema da pesquisa brasileira?
Depende. No setor de TI [tecnologia da informação] observamos que as empresas brasileiras não conseguiram ir para o exterior, embora haja um imenso mercado internacional nessa área. É preciso mais ambição global. No Global Fortune 500 de 2016, uma classificação das 500 maiores corporações do mundo, há, se não me engano, sete empresas brasileiras, enquanto a China tem 130 companhias na lista. Ser grande significa participar do jogo global.
É possível inovar em momentos de recessão econômica e crise política?
Acho que a prioridade para o governo e para os negócios deva ser investir em inovação. O governo nunca terá, sozinho, recursos suficientes, por isso existem outras maneiras de incentivar a inovação em empresas. O governo pode, por exemplo, conceder isenções fiscais a empresas privadas. Ao favorecer grandes empresas, o governo indiretamente ajuda as pequenas empresas que atuam como fornecedoras das maiores.
Qual é a importância da formação de clusters tecnológicos, a exemplo do Vale do Silício, para alavancar investimentos em inovação?
Os clusters funcionam. Para isso, precisam ser capazes de atrair capital humano e empresas. Se as empresas certas não estiverem lá, se as pessoas certas não estiverem lá, não haverá sucesso. A chave para o Brasil é que o país precisa se tornar o destino da inovação na América Latina. O que faz o Vale do Silício ser bem-sucedido é a densidade de talentos e de redes de pesquisadores e empresas. Isso é tão forte lá que as ideias são basicamente capazes de atrair os melhores cérebros e promover as melhores colaborações. No Brasil, alguns clusters são bem-sucedidos, como a região de Campinas. Alguns são conduzidos por condições de exportação, como a Zona Franca de Manaus. A China explorou bem as chamadas zonas livres de comércio.

Muitas empresas afirmam que investem em inovação, embora várias delas na verdade façam isso de maneira incremental. Como mudar essa mentalidade?
As empresas precisam de apoio para assumir riscos. A oferta de recursos não reembolsáveis, voltados a apoiar projetos disruptivos, é uma maneira de incentivar as empresas a arriscar. Mas de nada vale fazer isso se não houver uma política capaz de promover a internacionalização das empresas. A Alemanha, por exemplo, conta com uma rede de escritórios em mais de 100 países. A função deles é prestar apoio às empresas alemãs na exportação a esses países e mapear potenciais clientes. O governo alemão está ajudando ativamente o setor privado ao criar escritórios desse tipo. Por isso, não se pode esperar que uma empresa cresça e ganhe dimensão internacional mantendo-se enraizada em Campinas, por exemplo.

A chamada economia criativa, baseada em uma economia do conhecimento, também contribui para a inovação, certo?
Os serviços criativos são muito importantes na geração de inovação. Esse setor inclui a produção de filmes, séries televisivas, jogos de videogame e outras formas de entretenimento. São áreas que demandam avanços tecnológicos e, portanto, pesquisa científica de um jeito diferente. Muita pesquisa tecnológica é direcionada para o entretenimento. Por exemplo, quando estabeleço diálogo com a NBA, a liga norte-americana de basquete, e pergunto qual é o principal desafio deles no momento, a resposta é tecnologia. Isso ocorre porque a NBA quer que o telespectador assista aos jogos em casa tendo a sensação de que está no ginásio. Para reproduzir esse tipo de experiência há uma necessidade grande de novas tecnologias multimídia. É preciso entender, no entanto, que inovação são todas essas novas ideias, novas maneiras de se expressar e também de divertir o outro. Filmes e até mesmo novelas podem ser inovadores. Olhe para Hollywood. Trata-se de uma indústria enorme, que movimenta bilhões de dólares e depende de inovação tecnológica. Há também a indústria da música, que é gigante. Na Índia, a indústria cinematográfica está concentrada em Bollywood, e também é grande. Os filmes produzidos na Índia estão participando de festivais nos Estados Unidos, seguindo uma meta de globalização desse produto. Isso é um exemplo da importância de se construir um mercado global para seu produto.

De que maneira empresas como a Amazon estão mudando a forma de se pensar inovação?
O que está acontecendo é que os negócios estão se tornando híbridos. São reais e, ao mesmo tempo, virtuais, como é o caso da Amazon. Começou virtual e hoje tem lojas, escritórios. Esse tipo de mistura é o futuro. Todos os negócios terão combinações físicas e virtuais. A empresa Airbnb oferece serviço on-line de reserva de acomodações no mundo inteiro sem nunca ter sido dona de um quarto ou apartamento sequer. Somente agora a empresa está começando a investir na compra de redes hoteleiras. Nesse sentido, acho que a digitalização dos negócios vai continuar e a questão é: quem vai ganhar? Será o Airbnb ou a rede de hotéis Hilton? A Amazon ou a rede de supermercados Walmart? O fato é que todos estão convergindo para o mesmo lugar, ou seja, o hibridismo. Nos Estados Unidos, o varejo movimentou cerca de US$ 4 trilhões no ano passado. Desse total, o componente on-line representa apenas US$ 350 bilhões. Ou seja, aproximadamente 10% dos produtos comprados estavam on-line. O que quero dizer, portanto, é que se a Amazon permanecer puramente virtual, não terá tantas vantagens, pois as compras on-line são apenas 10% do mercado. Por isso a combinação é importante.

Estudos de inovação auxiliam governos, empresas e investidores. Qual é a utilidade, na sua opinião, dessas pesquisas em áreas como sociologia da ciência? Elas fornecem novas pistas sobre a relação entre ciência, tecnologia e sociedade?
Essa dimensão dos estudos de inovação está começando a ser mais explorada somente agora. Dados gerados em relatórios como o Global Innovation Index certamente podem ser aproveitados em estudos que analisam a relação entre inovação e criatividade ou inovação e sociedade, e algumas pessoas já estão explorando isso. Há pesquisadores que recorrem a essas informações mais concretas para desenvolver teses de doutorado mais teóricas. Espero que isso continue sendo feito com mais vigor, embora eu mesmo não o faça.

Como o senhor vê os impactos iniciais da gestão de Donald Trump no sistema de inovação dos Estados Unidos?
O país corre um sério risco se Trump permanecer no poder durante os próximos quatro anos. Sou um imigrante nos Estados Unidos, vim da Índia e passei pela França. Se a política anti-imigração proposta por Trump vigorar, o sistema de ciência, tecnologia e inovação do país sofrerá consequências lastimáveis no longo prazo. Mas ainda é cedo para desenvolver uma análise mais concreta.

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Ensino a distância 100% virtual amplia opções, mas desafio aumenta

Ensino a distância 100% virtual amplia opções, mas desafio aumenta | Inovação Educacional | Scoop.it

No modelo de educação a distância que os brasileiros têm hoje, todo aluno precisa ir ao polo de sua escola de vez em quando para fazer prova e atividade laboratorial ou assistir a alguma aula.
Isso vai mudar em breve. Entrou em vigor uma portaria do MEC, publicada em maio, permitindo que o ensino superior a distância seja ofertado sem atividades presenciais. Poderão existir universidades brasileiras cem por cento virtuais.
As regras foram flexibilizadas. Eliminou-se a exigência de autorização prévia, pelo ministério, para abertura de polos. Agora, instituições autorizadas a dar cursos a distância terão autonomia para abrir seus centros físicos. O decreto prevê, porém, que a expansão dependerá dos indicadores de qualidade.
Instituições privadas de ensino enxergam nisso uma modernização. Nessa visão, o leque de cursos deve ser ampliado, gerando mais competição e mais diversidade.
É claro que nem todas as graduações poderão dispensar encontros presenciais. Em engenharia, biologia, química ou educação física são exigidas atividades práticas.
A necessidade ou não dessas atividades depende das Diretrizes Curriculares Nacionais de cada curso. Portanto, para oferecer o portfólio completo da graduações que têm, grandes grupos devem aproveitar as novas regras para expandir o número de polos, não para aboli-los.
"Acredito na tecnologia, mas há limites", diz Josiane Tonelotto, reitora da EAD Laureate, rede de ensino virtual para 12 instituições. Ela lembra que alguns cursos são mais viáveis no formato cem por cento a distância, como os de gestão, que não exigem práticas sob tutela direta.
"Sinto que nada mudou com a portaria. Continuo precisando ter bons polos e atender requisitos de qualidade."
A legislação veio a reboque de avanços tecnológicos que já permitem a muitos cursos prescindir do espaço físico.
"Antes tínhamos aulas ao vivo transmitidas pelo polo. Hoje, entregamos o curso diretamente ao estudante, no aparelho que ele preferir", diz Flávio Murilo de Gouvêa, diretor de educação a distância do grupo Estácio.
BARREIRAS
Gouvêa aponta uma barreira a ser vencida: a cultural. "No EaD o estudante está fisicamente sozinho, por mais suporte e ambientes virtuais colaborativos que tenha", diz. Para minimizar isso, a Estácio oferece no primeiro ano atividades extra, presenciais.
Na hora da prova, as barreiras são metodológicas, diz o diretor. "Já há tecnologias que reconhecem a identidade pelo padrão de teclagem; é como impressão digital", afirma, sobre métodos usados para avaliar estudantes ao redor do mundo. "O desafio é saber como o aluno poderá ter um aprendizado mais cooperativo, de forma que a avaliação individual fique em segundo plano e todo o percurso seja avaliado."
MODELO HÍBRIDO
Muitos alunos não abrem mão dos encontros presenciais. Como Douglas Oliveira, 32, que está no último semestre de desenvolvimento de sistemas na Universidade Cruzeiro do Sul. Por trabalhar nove horas por dia e querer passar um tempo com os filhos, ele não teria como fazer curso convencional. Optou pelo semipresencial.
"Estudo em casa todo dia e, aos sábados, tenho aula no polo." Assim, mantém contato com colegas e tutores.
Na contramão da tendência, a PUC-Rio deixou de oferecer graduações a distância. "Apostamos num modelo híbrido: uma parte a distância e uma parte com o aluno na sala", diz Gilda Helena Bernardino de Campos, coordenadora de EaD na instituição.
Segundo ela, um bom curso virtual demanda muitos tutores bem formados, o que implica alto custo. "Não pode ser só vídeo e questionários. A faculdade tem que formar do ponto de vista do cidadão, dos princípios."
O grande risco da nova portaria seria promover a massificação do ensino superior. "Democratizar é abrir a possibilidade para que todos tenham formação completa. A massificação é só abrir vaga".
A pesquisadora Raquel de Almeida Moraes, coordenadora do EaD da UnB (Universidade de Brasília), não acredita que um curso totalmente virtual promova a mesma qualidade daquele com alguns encontros presenciais.
Moraes defende que haja sempre o apoio de um polo. "Evita que as pessoas fiquem lunáticas, que se desconectem da realidade", afirma.
Na experiência da estudante Ariane Castro, 38, a conexão com o mundo real pode se dar mesmo sem haver espaço físico, com atividades práticas ocorrendo diretamente na comunidade. Ela cita como exemplo um projeto que implantou com colegas, em uma casa de apoio a crianças com HIV.
Para essa estudante, que é psiquiatra em Salvador e cursa pedagogia na Unifacs é possível estabelecer "relacionamentos profundos" com colegas e professores ainda que toda a comunicação seja feita por meios virtuais.
DEMOCRATIZAÇÃO
As novas regras de educação a distância -que dão liberdade para instituições abrirem seus polos e permitem a criação de universidades cem por cento digitais- tem como objetivo aumentar o acesso ao ensino superior.
Para a pesquisadora Raquel de Almeida Moraes, coordenadora de educação a distância da UnB, há experiências de universidade totalmente digitais, mas não é o melhor formato para a aprendizagem. "Estudos comparativos mostraram que o melhor modelo é o híbrido", diz.
Segundo ela, a portaria atende a demandas do setor privado, deixando questões educacionais em segundo plano. "A EaD no Brasil virou negócio muito lucrativo."
Henrique Sartori, secretário de regulação e supervisão da educação superior do Ministério da Educação, defende que a mudança não deve interferir na qualidade.
"Muitos países do mundo já fazem assim. As ferramentas tecnológicas mudaram nos últimos 20 anos. A nova regra é uma atualização para o momento atual", afirma.
Sartori destaca que uma graduação só poderá ser oferecida totalmente a distância quando as Diretrizes Curriculares Nacionais permitirem. "Se a norma exigir que certa disciplina seja prática, com laboratório real, aquele curso precisará ter aulas presenciais."
Caso não haja tal exigência, serão avaliados pelo órgão itens de infraestrutura como títulos da biblioteca on-line e laboratórios virtuais. "O rigor é igual ao do presencial", diz o secretário.
Na avaliação de Cosme Massi, presidente do conselho da consultoria educacional Hoper, a mudança no modelo é positiva.
"A gente tem que pensar na necessidade presencial de cada atividade. Se tem que dissecar um bicho, será preciso fazê-lo na prática do laboratório. Mas não se deve exigir isso de todos", diz.
EM BUSCA DA EXCELÊNCIA
Como escolher um curso a distância
DADOS OFICIAIS
Consulte se o curso tem autorização do MEC em: emec.mec.gov.br. Veja também qual foi a nota dos alunos do curso no último Enade (portal.inep.gov.br/conceito-enade)
REPUTAÇÃO
Leia sobre a história da faculdade, veja se tem tradição e reconhecimento no mercado. Procure pessoas que estudam ou já estudaram na instituição e peça a opinião delas
ATIVIDADES EXTRA
Escolha graduações que oferecem aos alunos opções de atividades extra, como participação em projetos interdisciplinares e programas de pesquisa
METODOLOGIA
Dê preferência para cursos com metodologias ativas, que façam os alunos colocar a teoria em prática. Cheque quais são os canais de comunicação com tutores e professores e confira se o atendimento é rápido
2.070
cursos a distância existem no Brasil hoje; há dez anos, eram apenas 18
317
escolas são credenciadas para oferecer EaD -cerca de 11% do total de instituições registradas no Sistema Federal de Educação Superior do MEC

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Concorrência no ensino a distância obriga educador a virar 'showman' 

Concorrência no ensino a distância obriga educador a virar 'showman'  | Inovação Educacional | Scoop.it

Entre professores e tutores, 48 mil pessoas trabalham com o ensino a distância no Brasil, número que cresceu 67% de 2014 para 2015, segundo dados do setor. A escalada acompanha o aumento na quantidade de alunos e cursos da modalidade.
A concorrência para trabalhar na área também subiu. Um edital para contratação de tutores realizado no ano passado pela Universidade Cruzeiro do Sul recebeu mais de 3.000 candidaturas para apenas 25 vagas.
Muitos concorrentes chegam com cursos na área, mestrado e até doutorado. "Como o mercado evoluiu, pedimos experiência", diz Carlos Fernando de Araújo Júnior, pró-reitor de educação a distância da Cruzeiro do Sul.
A maioria dos profissionais que trabalham com ensino a distância é tutor (61% do total). É ele que faz o acompanhamentos das atividades, virtualmente ou nos polos. O professor fica a cargo de planejamento, escrita e gravação do material das aulas.
"Já temos dois tutores com doutorado", diz Carlos Eduardo Garcia, coordenador de EaD do curso de ciências biológicas da Universidade Cruzeiro do Sul.
Mais ainda é cobrado dos professores. Profissionais com especialização na área contam pontos na avaliação do MEC, explica Alcir Vilela Junior, gestor de ensino superior EaD no Senac. Para preencher essa lacuna, as instituições capacitam aqueles que mais se encaixam no perfil da modalidade.
Aposentado depois de 40 anos como docente da USP, o matemático e professor da Univesp Claudio Possani, 61, diz que a maioria dos seus colegas de geração "não entraram nessa proposta de novas tecnologias".
Para ele, a migração foi natural. Começou gravando suas aulas na USP e disponibilizando-as em vídeo pela Univesp, há mais de três anos. Deu tão certo que, em sua última turma presencial, os alunos lhe pediram que parasse de fazer chamada, porque preferiam assistir ao conteúdo pela internet.
"No dia em que isso aconteceu, me convenci de que em um futuro próximo teria que mudar a forma de trabalhar." Hoje, só leciona a distância.
A resistência de profissionais mais velhos atrapalha as contratações na área. "As instituições precisam de professores que saibam lidar com tecnologia. Quem não tem Facebook e odeia WhatsApp não deve ir para a educação a distância", diz Janes Fidélis Tomelin, conselheiro da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).
Os professores que decidem investir na modalidade não precisam deixar as aulas presenciais de lado. Como a maior parte do trabalho na EaD acontece com antecedência, há tempo para se dedicar a outras atividades.
O advogado Everton Zadikian, 38, trabalha na secretaria municipal do meio ambiente de São Paulo, mas também é professor de três cursos preparatórios para a prova da OAB, dois a distância.
"O conteúdo que eu daria em dez horas presenciais consigo passar em sete horas gravadas, por não haver interrupções", diz. A hora/aula também é mais valiosa: Zadikian recebe 50% a mais.
ESPECIALIZAÇÃO
Há muitos cursos para se especializar na área. Só o Senac oferece cinco pós-graduações em EaD, como "Elaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos".
Formações que vão além da pedagogia, como teatro e locução, ajudam quem quer seguir na área a ficar a vontade diante das câmeras. Zadikian fez um curso livre de "Apresentação de Programas de Variedades". "Me ajudou a perceber vícios corporais e de linguagem."

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Com educação a distância, detento descobre vocação para professor

Com educação a distância, detento descobre vocação para professor | Inovação Educacional | Scoop.it

Foi atrás das grades que Luciano Cabral da Silva, 42, descobriu sua vocação: a pedagogia. Condenado por assalto à mão armada, ele é um dos três detentos que fazem faculdade a distância dentro da penitenciária 1 de Serra Azul, na região metropolitana de Ribeirão Preto (SP).
Desde 2010, o presídio, com 1.875 detentos, tem convênio com o centro universitário Claretiano. Das 168 unidades prisionais do Estado de São Paulo, 3 têm projetos de ensino superior a distância –apenas masculinas. Hoje, cinco presos são atendidos.
Fui preso pela primeira vez em 1994 na cidade de Cravinhos (292 km de SP), onde nasci. Cumpri três anos por tráfico de drogas, e, quando saí, minha mente ainda era a mesma. O crime tinha se tornado a minha vida.
Passei pela prisão outras duas vezes, por tentativa de furto e, de novo, tráfico. Mas o ano mais crítico para mim foi 2007, quando pratiquei vários roubos para sustentar o meu vício em cocaína e crack.
Fui preso de novo, abracei a fé em Deus e consegui me livrar das drogas. Dois anos depois, deixei o presídio disposto a mudar de vida. O problema é que as condenações pelo que eu tinha feito não pararam de chegar.
Faz quatro anos e cinco meses que estou na penitenciária 1 de Serra Azul. Minha pena total é de 53 anos.
Logo que vim para cá, já procurei trabalho. Depois de passar pelo açougue e pela fábrica de sacolas de papel, consegui uma vaga na faxina da escola do presídio. Quando sobrava tempo, aproveitava para ler na biblioteca.
Só tinha feito até a sétima série. Os estudos eram um assunto encerrado na minha vida. Mas o ambiente escolar despertou em mim a vontade de aprender mais.
Descobri que, dentro da penitenciária, podia fazer provas para concluir o ensino fundamental e o médio –o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos) e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Estudei com os livros didáticos da biblioteca e, em 2014, consegui ser aprovado nas duas provas. Então, surgiu uma vaga de monitor na escola e, junto com isso, a oportunidade de participar do projeto da faculdade a distância, que funciona aqui dentro da unidade, em parceria com o centro universitário Claretiano.
O curso que me ofereceram foi o de pedagogia. Decidi aceitar, mesmo sem saber direito do que era. Nunca tinha pensado em fazer faculdade, nem sabia o que escolher.
Mas, aos poucos, fui me identificando. Hoje, fico tão envolvido com as matérias que às vezes até esqueço que estou preso. É como se estivesse debaixo d'água e conseguisse dar uma saidinha para respirar.
A sala em que eu e outros dois colegas fazemos EaD tem três computadores. A gente tem acesso só à plataforma da universidade. Por mensagens, consigo tirar as minhas dúvidas com o tutor da faculdade, que vem até aqui aplicar as provas uma vez por semestre.
Recebemos uma bolsa de 50% de desconto na mensalidade. O resto é pago com o meu salário de monitor.
De segunda a quinta, dou um curso que trabalha o desenvolvimento pessoal, profissional e social dos detentos. A ideia é que eles tenham novos comportamentos para que não sejam mais excluídos pela sociedade.
O que eu aprendo na faculdade, coloco em prática na sala de aula. Até agora já consegui melhorar muito a minha didática.
Assim que sair daqui, quero dar palestras em casas de recuperação, igrejas e escolas sobre o perigo das drogas e a força da educação. Quando estava no mundo do crime, não enxergava outra alternativa. Hoje, me vejo capaz de fazer algo útil para as outras pessoas.
Eu nasci para ser pedagogo, só não sabia disso.

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Taxa de evasão em cursos on-line chega a 50% e desafia instituições

Taxa de evasão em cursos on-line chega a 50% e desafia instituições | Inovação Educacional | Scoop.it

Em 2015, a analista de comunicação Patrícia Golini, 30, matriculou-se num curso on-line de gestão de comunicação e marketing na USP. Sua experiência com educação a distância já somava duas tentativas frustradas.
"Tinha começado curso de inglês e de especialização, mas não levei adiante", diz.
Depois de três meses, ela deixou de acompanhar as aulas pelo computador e no fim do primeiro semestre tinha acumulado matérias.
"A solução foi trancar a matrícula, guardar dinheiro e fazer uma pós-graduação presencial." Hoje, ela está a poucos meses de concluir sua especialização.
A experiência de Golini ilustra um dos grandes desafios da educação virtual. Segundo o último censo realizado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância, em 2015, a maior fatia das instituições que oferecem cursos regulamentados totalmente on-line apresentam taxas de evasão de até 50%. Nos cursos semipresenciais e presenciais, esse número é de 25%.
Os principais motivos para a desistência dos alunos são falta de tempo, questões financeiras e dificuldade de adaptação à modalidade.
"O Brasil tem problemas de evasão em todos os níveis de ensino e ainda engatinha quando o assunto é EaD", diz Renato Bulcão, conselheiro da Abed e professor da Unip (Universidade Paulista). Segundo ele, países como Canadá e Austrália, referências no assunto, utilizam essa metodologia há mais de 50 anos.
No Brasil, a EaD foi regulamentada pelo Ministério da Educação no fim de 2005.
Carlos Bernardo, professor do curso de Turismo e Hotelaria das faculdades Anhembi Morumbi e Senac, diz acreditar que o estudante brasileiro está se adaptando ao sistema. "Sinto que o interesse de boa parte dos alunos em sala de aula é maior do que o daquele que está atrás do computador. On-line, a adesão a atividades extracurriculares também é menor."
SUPORTE
Para Pedro Regazzo, diretor de EaD do Ibmec, a diferença no perfil do aluno de graduação e de pós-graduação influencia nos índices de evasão. "O jovem que entra na faculdade acabou de sair do ensino médio, está mais acostumado à sala de aula e precisa de mais suporte."
Nas especializações e MBAs, o aluno tem mais facilidade de levar o curso até o fim. "Ele já está no mercado e precisa dessa formação para alavancar a carreira."
No Hospital Israelita Albert Einstein, que oferece cursos de especialização para médicos, enfermeiros e técnicos, a evasão gira em torno de 13%.
"Nossa principal estratégia para diminuir o afastamento do aluno está na metodologia, que tem conteúdo interativo e depende de uma integração entre estudantes e professores", afirma Sandra Oyafuso Kina, gerente de ensino a distância e tecnologia educacional da instituição.
A dificuldade de atrair o estudante para as atividades virtuais não existe apenas em cursos de graduação ou pós. A rede de ensino de inglês Cultura Inglesa utiliza o ambiente virtual como complemento das aulas. A ferramenta só passou a ter uma adesão maior quando começou a ser oferecida em tablets e smartphones.
"Após essa migração, 70% dos alunos começaram a acessar o conteúdo de forma online", diz o gerente acadêmico Vinícius Nobre.

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Losing their religion? These are the world’s most atheistic countries

Losing their religion? These are the world’s most atheistic countries | Inovação Educacional | Scoop.it

China is the world’s least religious country, according to a survey by WIN/Gallup International. Only 9% of the country considers itself religious, while 67% claims to be atheist - more than twice the amount of any other country.
The data, which is based on a survey of more than 66,000 people in 68 countries, suggests a further 23% of Chinese people are non-religious. The results reflect attitudes towards religion in the country, as education rules introduced in China last year said parents should not promote hardline religious beliefs in children or make them dress in specific clothing. The new regulations also banned any form of religious activity in schools.

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The Future of Executive Education is Here

The Future of Executive Education is Here | Inovação Educacional | Scoop.it

Disruption is everywhere. So, NBCUniversal is investing in its people — strategically. Led by Rebecca Romano, vice president of talent development, and a small team of learning professionals, they have created NBCUniversal’s Talent Lab. The talent lab represents the company’s new mindset regarding the interplay between talent and innovation and includes a high-tech physical space to match.
The talent lab isn’t the typical corporate university. It includes tiered programs specifically designed for all levels of the organization as well as key phases of employee and professional development. That involves everything from the company’s 80-year-old NBCUniversal Page Program for early-career media professionals to programs for senior leaders who are close to transitioning to the executive suite.
It’s called a lab because it’s just that — a space where people come together, cross-fertilize ideas, and contribute to one another’s learning. In addition to facilitating professional development, the lab is a mechanism to promote NBCUniversal’s strategy of fostering a “symphony” — or strategic business synergies — across its various businesses and brands.

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Your next lawyer could be a machine

Your next lawyer could be a machine | Inovação Educacional | Scoop.it

Lawyers are the professionals everyone loves to loathe. Jokes about attorneys abound, and Shakespeare’s line from Henry VI remains a cultural favorite: ”The first thing we do, let’s kill all the lawyers.”
Soon, that dream may come true, and machines will be the ones to do it.
Academically trained attorneys are increasingly being replaced by technology to analyze evidence and assess it for relevance in investigations, lawsuits, compliance efforts, and more. Forty percent of more than 100 in-house attorneys in major American corporations told the industry publication Corporate Counsel, in a survey published on Jan. 23, that they rely on technology assisted review (TAR).

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Educação em alvo: os efeitos da violência armada nas salas de aula

Educação em alvo: os efeitos da violência armada nas salas de aula | Inovação Educacional | Scoop.it
O problema da violência no Rio de Janeiro é estrutural e afeta a qualidade de vida dos cidadãos de forma desigual, ou seja, existem áreas que concentram mais tiroteios que outras, influenciando o modo como as pessoas vivenciam a cidade. Soma-se a isso que o grau que a violência afeta potencialmente as pessoas  depende da proximidade da ocorrência e da idade do indivíduo em questão. Quanto mais próxima é a violência, e quanto mais novo é o indivíduo, maiores são os efeitos perversos da exposição à violência. Sendo assim, a população em condição de vulnerabilidade social é afetada de uma forma desproporcional por essa condição estrutural e isso tem consequências no potencial de habilidades desenvolvidas, particularmente em crianças e adolescentes em idade escolar.
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Is innovation severely lacking in online education?

Is innovation severely lacking in online education? | Inovação Educacional | Scoop.it

Online education programs are seeing steady growth, though lower tuition and the use of innovative technologies and tools seem to be lagging, according to the Changing Landscape of Online Education (CHLOE).
CHLOE is a new survey of chief online officers at community colleges and four-year public and private nonprofit institutions and focuses on the management of online education as it becomes more mainstream at U.S. institutions.
The emergence of the chief online officer position at many institutions is strong evidence that online education is becoming more mainstream, and the CHLOE survey draws upon feedback from 104 chief online officer responses to inform its report on current online education trends, including resource allocation, emerging tools, instructional innovations, and more.
Fully-online education enrollment is growing strongly in the U.S., especially at the graduate level. This growth prompts more institutions to launch online education programs, and the CHLOE survey plans to track this program growth and policy in the coming years.

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O que o mercado tem a dizer para a academia: startups e empreendedorismo

De acordo com especialistas que saíram da academia para criar seus próprios negócios, empreender, especialmente no Brasil, é uma atividade que exige foco, preparo e persistência. Eles falaram na última semana para uma plateia lotada, durante a 69ª Reunião Anual da SBPC

O empreendedorismo acadêmico cada vez mais se torna uma tendência global, à qual os jovens pesquisadores devem estar atentos. No entanto, empreender, especialmente no Brasil, é uma atividade desafiadora, que exige foco, preparo e persistência, de acordo com especialistas que saíram da academia para criar seus próprios negócios. Eles falaram para uma plateia lotada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na última semana, durante a 69ª Reunião Anual da SBPC, na mesa-redonda “O que o mercado tem a dizer para a academia: startups e empreendedorismo”.

Fabrício Pamplona, co-fundador da empresa Mind the Graph, foi enfático em seu conselho para os jovens pesquisadores que desejam empreender: “atacar problemas reais, problemas que doem. Vocês devem abrir mão de projetos muito ideológicos, sonhadores, para fazer coisas que as pessoas precisam”.

Criada em 2014, a Mind the Graph é uma plataforma “faça você mesmo” de infografia que oferece uma combinação de modelos, gráficos e ilustrações para que profissionais da saúde melhorem suas apresentações e as tornem mais atrativas. “Observamos que 80% das pesquisas que existem publicadas hoje são na área de saúde. E vimos ali uma carência muito grande de comunicar a ciência de forma mais atrativa. Você consegue disseminar mais informação com um aspecto visual mais chamativo”, afirmou.

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Sinodal será a escola do 1º bairro-cidade privado gaúcho - Colégio Sinodal

É oficial: o primeiro bairro-cidade privado gaúcho terá uma unidade do Colégio Sinodal dentro de sua propriedade. Localizado em Gravataí, próximo ao trevo de acesso à GM, na Freeway, no Km 68, o Prado Bairro-Cidade assinou neste mês com o Colégio Sinodal o acordo para a escola construir uma unidade no local e ser a única instituição de educação Infantil, Fundamental e Médio no local que deverá, nos próximos anos, abrigar aproximadamente 25 mil pessoas em terrenos de 600 a 1.000 metros quadrados, atendendo  uma das melhores relações de morador x m² do mundo: 40 habitantes por hectare. Atualmente, o Sinodal possui unidades em São Leopoldo (fundada em 1936) e Portão (fundada em 2008) e é líder no Enem entre as escolas privadas gaúchas, desde que o exame nacional é aplicado no Brasil.   
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PIPE 20 anos - Inovação

PIPE 20 anos - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it
Um marco no apoio a empresas de base tecnológica no país foi celebrado em São Paulo no final de junho. O programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da FAPESP, completou 20 anos de existência com 1.788 projetos contratados e um investimento que alcançou mais de R$ 360 milhões. O Pipe dá suporte a empreendedores que querem transformar conhecimento em novos produtos ou serviços e, com frequência, fomenta a inovação em uma etapa crucial e de alto risco, que é o seu nascimento. A cada três meses, um novo edital é lançado pela Fundação, em busca de projetos em fases iniciais do desenvolvimento tecnológico.

Na fase 1, são contempladas propostas de pesquisa de caráter inicial, voltadas para demonstrar a viabilidade técnica e comercial de inovações que despontam a partir da solução de um problema de pesquisa – o limite de financiamento é de R$ 200 mil por até nove meses. Já a fase 2, com até dois anos de duração, destina-se ao desenvolvimento da proposta de pesquisa propriamente dita, podendo chegar, por exemplo, à construção de um protótipo – e oferece até R$ 1 milhão por iniciativa. A fase 3, de que a FAPESP participa com parceiros – até hoje, com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) –, tem como objetivo o desenvolvimento final da inovação e sua comercialização pioneira. “O Pipe é o maior programa de apoio a startups do Brasil. Combina inovação e meritocracia e criou um grande aquário no qual os investidores querem pescar, conforme disseram técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES] que nos visitaram recentemente”, disse José Goldemberg, presidente da FAPESP, na solenidade que marcou o aniversário do programa no dia 30 de junho.

Em 2016, o programa investiu R$ 56 milhões e contratou 228 projetos, o maior número de sua trajetória (ver quadro). “Foi praticamente um projeto inovador contratado a cada dia útil”, observa Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, que ressalta o empenho da Fundação em ampliar o programa na contramão da crise financeira do país e de seus reflexos no orçamento da FAPESP. O Pipe já apoiou empresas de 125 municípios paulistas, mas a maior parte deles está concentrada em cidades como São Paulo, Campinas, São Carlos, São José dos Campos ou Ribeirão Preto, onde estão sediadas grandes universidades e institutos de pesquisa. “Inovação com base em tecnologia surge naturalmente ao redor de boas instituições de pesquisa”, disse Brito Cruz.

Entre as mais de 1.100 empresas com propostas aprovadas, um dos casos de maior sucesso é o da Griaule. Nascida em 2002 numa incubadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolveu algoritmos e softwares para reconhecimento de impressões digitais, como os utilizados nas urnas eletrônicas do Brasil, além de sistemas de identificação de voz e da face humana. A Griaule foi contemplada com três projetos Pipe. “Eles foram um acelerador do nosso crescimento. Com as bolsas de pesquisadores vinculadas aos projetos, conseguimos reunir massa crítica para aperfeiçoar algoritmos que são o nosso diferencial”, diz Alexandre Creto, gerente de produto da Griaule. Dois pesquisadores que atuaram como bolsistas no último Pipe, concluído em 2011, foram contratados e seguem na Griaule até hoje. A empresa, que começou com cinco pessoas em 2003 e um faturamento de R$ 100 mil, tem hoje 40 funcionários – a metade trabalhando em pesquisa e desenvolvimento (P&D) – e faturou R$ 40 milhões em 2016.

Outro exemplo bem-sucedido é a Promip Manejo Integrado de Pragas, sediada em Limeira, que teve aprovado um projeto Pipe em 2006, quando estava instalada na incubadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). A pesquisa gerou dois produtos biológicos contendo ácaros predadores para controle do ácaro rajado, uma praga das hortaliças. “Não era um desafio simples. O produto biológico não existia e o produtor ainda não enxergava sua importância na redução do uso de inseticidas químicos”, lembra Marcelo Poletti, que fundou a empresa com dois sócios após terminar o doutorado em entomologia na Esalq. Outros projetos Pipe ajudaram a criar produtos baseados em diversos tipos de ácaros e insetos predadores e a desenvolver kits para monitorar a resistência de mosquitos Aedes aegypti a inseticidas químicos. Hoje, a Griaule investe 8% de suas receitas em P&D. Com 100 colaboradores, faturou R$ 10 milhões no ano passado.

A Promip comercializa cinco produtos e há outros cinco em desenvolvimento. Seu perfil inovador habilitou-a a receber em 2014 um aporte de R$ 4 milhões do Fundo de Inovação Paulista, criado pela agência Desenvolve São Paulo, em parceria com a FAPESP, a Finep, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), além de investidores privados. “A FAPESP investiu R$ 10 milhões no fundo para serem destinados a empresas filhas do Pipe”, explica Francisco Jardim, gestor do Fundo de Inovação Paulista. “Isso tem sido feito por nós com muita empolgação, porque há negócios com grande capacidade de promover a inovação de forma sistemática. Estamos nos preparando para dobrar nossas apostas em alguns deles.” Outros clientes do Pipe, como a Nexxto e a Inprenha Biotecnologia, receberam apoio do fundo. “O programa Pipe, com a avaliação rigorosa que faz das propostas e a forma como orienta os empreendedores, preenche uma lacuna importante. Os fundos podem ajudar as startups a disputar mercados e a resolver problemas de gestão, mas não conseguem avaliar bem o potencial de pesquisas que podem render inovações”, afirma. Segundo Jardim, o fundo tem estimulado outras empresas apoiadas, como a InCeres, de agricultura de precisão, e a Ventrix, da área da saúde, a apresentarem projetos para o Pipe. “A capacidade de fazer P&D internamente multiplica as chances de sobrevivência de uma startup.”

© EDUARDO CESAR
Compostos de micropartículas produzidos pela Nanox, de São Carlos
O Fundo Pitanga, criado em 2011 com R$ 100 milhões em recursos de empresários brasileiros de grupos como Natura e Itaú, passou dois anos analisando 700 candidatas a um aporte. Em 2013, escolheu a primeira startup de sua carteira de investimentos, a I.Systems, fundada em Campinas há 10 anos por quatro engenheiros da computação formados na Unicamp. Ela fornece a grandes clientes, como Coca-Cola, Braskem, Ambev, Suzano e Raízen, softwares que utilizam inteligência artificial para controlar processos industriais. Seus programas são capazes de monitorar um amplo conjunto de informações e tomar decisões que reduzem entre 2% e 10% os custos de produção. Segundo Igor Santiago, o presidente da empresa, dois projetos Pipe, aprovados em 2009 e em 2012, foram importantes para desenvolver o protótipo do primeiro produto, o programa Horus, e oferecer a tecnologia no mercado. “Teria demorado muito mais se fôssemos depender apenas de recursos próprios”, afirma. Em 2015, a empresa recebeu apoio do Pipe para desenvolver um produto novo, chamado Leaf Captação, na área de saneamento básico: ele controla a vazão das bombas de captação de água dos rios para abastecimento das cidades, racionalizando o consumo de energia. O carro-chefe da I.Systems é um tipo de software em que não se apostava muito inicialmente, o Leaf para Windows, que roda em computadores de grande porte utilizados por indústrias. A I.Systems cresceu 100% ao ano nos últimos quatro anos.

Uma avaliação de 214 projetos Pipe desenvolvidos entre 1997 e 2006, feita pelo Grupo de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (Geopi), vinculado à Unicamp, mostrou que o programa teve impacto em várias frentes (ver Pesquisa FAPESP nº 147). Cerca de 60% dos projetos avaliados geraram inovações tecnológicas, um índice considerado satisfatório. Isso representou 111 inovações, sendo 59 consideradas novidades no país e 17 novidades em âmbito mundial. “Foram inovações de base tecnológica, como é a proposta do programa”, diz Sérgio Salles-Filho, professor da Unicamp e um dos coordenadores do Geopi. Os projetos ajudaram a criar empregos qualificados: nas empresas avaliadas, o crescimento do contingente de funcionários com nível de graduação foi de 60% e o de profissionais com doutorado, de 91%. Um artigo publicado em 2011 na revista Research Evaluation, cujo autor principal foi Salles-Filho, mostrou que cada R$ 1 alocado pela FAPESP no programa gerou R$ 10,50 de retorno. Uma nova avaliação, com base no período de 2007 a 2016, está sendo feita pelo Geopi, comparando os resultados dos projetos com os de programas de países como Estados Unidos, França e Japão. “O Pipe também passará a ser monitorado continuamente, com coleta de dados após o encerramento do projeto e dois anos mais tarde”, afirma Salles-Filho.

Investidores-anjo
A XMobots, de São Carlos, que fabrica veículos aéreos não tripulados, os drones, e fatura mais de R$ 7 milhões por ano, conseguiu montar seu primeiro drone para testes após ter um projeto Pipe fase 1 aprovado em 2009. “Até então, dependíamos do empréstimo de equipamentos de laboratórios da USP em São Paulo para trabalhar”, diz o engenheiro Giovani Amianti, um dos fundadores. “O apoio do Pipe mostrou que nossa ideia tinha potencial. Em outros países, investidores-anjo é que cumprem esse papel, ajudando a transformar uma boa ideia da academia em um negócio nascente”, observa Amianti, cuja empresa hoje comercializa três tipos de drones e emprega 40 pessoas, 10 delas engenheiros da equipe de P&D.

Gustavo Pagotto Simões, presidente da Nanox, startup de São Carlos que produz micropartículas com propriedades bactericidas, chama a atenção para uma peculiaridade do Pipe: com quatro editais lançados por ano, a iniciativa da FAPESP tornou-se um esteio para empreendedores do estado. “Sempre que precisamos, estava aberta a oportunidade de submeter uma proposta ao Pipe. Essa regularidade não é tão comum em outras fontes de financiamento”, reconhece Pagotto, que já recebeu recursos da Finep, BNDES, Sebrae e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Nanox teve uma dezena de projetos Pipe, mas dois foram mais importantes. “O primeiro, em 2005, foi fundamental: aqueles R$ 70 mil permitiram que testássemos nossa tecnologia com clientes”, conta Pagotto, que abriu o negócio com dois colegas de pós-graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara. Em 2006, a Nanox recebeu um aporte do fundo Novarum. Seu crescimento acelerou: o faturamento em 2010 foi de R$ 2,3 milhões, ante R$ 1,3 milhão em 2009.

Outro projeto marcante viria em 2012, quando a Nanox já produzia de 2 a 3 quilos de micropartículas de prata por dia e queria multiplicar por 10 a operação. “A FAPESP e a Finep lançaram um edital para fase 3 do Pipe, e graças a ele conseguimos ampliar nossa capacidade produtiva e fabricar 20 quilos de micropartículas por dia”, conta Pagotto – a produção atual é de 60 quilos diários. Hoje, os aditivos à base de prata estão integrados a caixas de leite, filmes de PVC e instrumentos odontológicos.

Vários beneficiários do Pipe multiplicaram seu faturamento, mas essa não é a única medida de sucesso do programa. Segundo Sérgio Queiroz, professor da Unicamp e coordenador adjunto da área de Pesquisa para Inovação da FAPESP, há vantagens indiretas que resultam da implantação de uma cultura de inovação nas empresas. Um exemplo disso é a Apis Flora, de Ribeirão Preto, especializada em produtos e medicamentos feitos de mel e própolis. Fundada em 1983, a empresa reforçou nos últimos 10 anos sua estrutura de P&D em busca de produtos inovadores. O primeiro Pipe foi aprovado em 2009, para desenvolver uma biomembrana de celulose que, associada a própolis, seria aplicável em feridas de difícil cicatrização. “Meu doutorado havia demonstrado que o material é útil no tratamento de queimaduras”, lembra Andresa Berretta e Silva, gerente de P&D e inovação da Apis Flora. Em 2010, uma proposta buscou obter um gel à base de própolis para combater a candidíase vaginal. “Com esse projeto, nosso laboratório de biotecnologia deu um salto imenso.”

Os investimentos feitos a partir de 2009 resultaram em cinco produtos inovadores, sendo quatro medicamentos, que ainda não chegaram ao mercado. Ainda assim o faturamento cresceu de R$ 7 milhões há 10 anos para R$ 38 milhões atualmente. Uma das razões do desempenho foi a capacidade desenvolvida pela empresa de produzir um extrato de própolis em forma de micropartículas, usado como insumo de medicamentos. Essa competência, criada em pesquisa financiada pelo CNPq, habilitou a empresa a exportar o insumo para a China e fez a diferença no faturamento. Outro fruto do esforço foi a criação de uma startup, a Eleve Pesquisa e Desenvolvimento, incubada na Apis Flora, que já tem dois projetos Pipe aprovados, voltados para desenvolver um medicamento contra leishmaniose e um modelo de pele que substitua animais em testes de cosméticos.

A In Vitro Brasil, de Mogi Mirim, multiplicou seu faturamento depois que começou a investir em P&D, a ponto de se tornar a responsável por mais da metade da produção mundial de embriões bovinos in vitro – e ser comprada em 2015 pela norte-americana ABS Global, a maior companhia de genética de touros do mundo. A In Vitro foi fundada em 2002 e só alguns anos mais tarde começou a produzir inovação. Segundo Andrea Basso, coordenadora de pesquisa da empresa, dois projetos Pipe resultaram em abordagens inovadoras no mercado internacional. Um deles mostrou que era viável a produção de embriões utilizando bezerras em vez de vacas adultas, com a coleta de óvulos sendo feita por videolaparoscopia após estimulação hormonal. O outro projeto desenvolveu um método de análise genética que permitiu selecionar embriões antes da transferência para vacas receptoras. “Até então, a genotipagem era usada na seleção de animais recém-nascidos para serem utilizados como reprodutores. O que propusemos foi avaliar geneticamente uma amostra de células embrionárias, congelá-las e depois de concluída a análise escolher qual animal iria nascer”, diz Andrea. A empresa hoje tem mais de 160 funcionários, ante 30 empregados de 10 anos atrás. Criou uma rede de 33 unidades laboratoriais que produziram 450 mil embriões em 2016. Faturou no ano passado R$ 28 milhões, cem vezes o valor obtido em 2007. A In Vitro Brasil gerou uma startup que permanece brasileira e da qual Andrea é uma das sócias, a In Vitro Brasil Clonagem Animal. Ela acaba de ser contemplada com um projeto Pipe fase 1, para produção de uma proteína com papel-chave na coagulação sanguínea.

O Pipe foi a primeira modalidade de financiamento no Brasil a investir recursos não reembolsáveis em pesquisa em empresas. “Com a Lei de Inovação, de 2004, outras agências passaram a destinar dinheiro a fundo perdido em inovação no setor privado. Mas em 1997 isso era quase um tabu e enfrentamos muitas resistências para implementar o programa”, recorda-se o físico José Fernando Perez, diretor científico da FAPESP quando o programa foi lançado. Segundo Perez, o Pipe foi inspirado nos programas SBIR (Small Business Innovation Research), que existem nas agências de fomento norte-americanas com orçamento superior a US$ 100 milhões. “Quando conhecemos os programas SBIR, vimos que se encaixavam no que queríamos implantar na FAPESP, com a pesquisa sendo feita dentro da empresa e resultando em produto, processo ou serviço inovador”, afirma Perez. Um dos argumentos contrários ao programa, diz o físico, era o de que a escassez de candidatos transformaria a iniciativa em um fiasco. Mas decidiu-se correr o risco e, na primeira chamada, houve 79 propostas, das quais 30 foram selecionadas.

Nos últimos cinco anos, o programa ganhou mais fôlego, tornando-se menos restritivo quanto ao tamanho das empresas – é possível apresentar uma proposta antes que a empresa seja constituída e formalizar sua criação mais tarde. Sempre que lança uma nova chamada, a FAPESP organiza um evento para esclarecer dúvidas de interessados, o Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa. “O evento tem sido importante para que os proponentes saibam exatamente o que é o programa e para garantir uma boa qualidade das propostas apresentadas”, diz Sérgio Queiroz. No dia 29 de julho, véspera da comemoração dos 20 anos do Pipe, o auditório da FAPESP estava repleto de empreendedores com interesse no próximo edital.
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O conhecimento multi, inter e transdisciplinar

As discussões acerca da interdisciplinaridade entendem as áreas da ciência como próprias de um conhecimento único e comum. Embora a ideia não seja nova, as abordagens conceituais em torno dela só ganharam destaque nos últimos 25 anos. Batizadas de multi, inter e transdisciplinares, essas práticas de conhecimento têm em comum o entendimento de que o saber não tem fronteiras. É essa a conclusão dos Acadêmicos Evando Mirra, Esper Cavalheiro e do sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) José Vicente Tavares dos Santos.
O time de intelectuais esteve reunido em palestra na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O encontro aconteceu na segunda-feira, 17 de julho, e fez parte das atividades da 69ª Reunião da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC). No auditório, professores, pesquisadores e estudantes interessados em descobrir um pouco mais sobre os novos caminhos trilhados pela interdisciplinaridade.
Professor emérito da UFMG, Evando Mirra mostrou como o princípio da complementaridade entre as ciências já estava presente no século 19, nos estudos do físico Niels Bohr, cujos trabalhos contribuíram para a compreensão da estrutura atômica e da física quântica. Ou ainda na arte, por meio do quadro do pintor e arquiteto italiano Giotto. "O mundo é mais rico do que é possível expressar a partir de um único ponto de vista. O quadro de Giotto, "Adoração dos Reis Magos", pode ser visto por diversos ângulos e estudado por diversas disciplinas", disse o engenheiro.
Segundo Mirra, a interdisciplinaridade é vista em duas vertentes: a transferência de métodos de uma disciplina para a outra e a a convergência fina de uma disciplina com outra. "A aplicação de radioisótopos na saúde, na agricultura e na indústria é um exemplo disso", ilustrou.
Para o Acadêmico, o conceito de transdisciplinaridade ganhou espaço importante a partir de Jean Piaget, o famoso epistemólogo suíço que influenciou as práticas de ensino e aprendizagem. Com o intelectual, as fronteiras entre as pesquisas deixaram de existir. "Não haveria um espaço de separação e sim de trocas", ressaltou Mirra.
O engenheiro também discutiu a ideia de circulação de conceitos, que acabou gerando novas disciplinas, conforme aponta Bernadette Vincent. "Temos a criação da Engenharia de Materiais, que combina propriedades químicas e físicas com demandas sociais e interesses industriais. Há ainda os chamados materiais inteligentes, que são estruturas cujas propriedades podem varia segundo mudanças naturais e operacionais", apontou.
Mirra mostrou ainda que as discussões sobre o tema transbordam os limites quando se pensa a área de economia, por meio dos estudos de Nicholas Roegen, fundador da bioeconomia. Ou ainda, através da pesquisadora Mieke Bal, cujo trabalho "In Travelling Concepts in the Humanities: A Rough Guide (2002)" explora o desenvolvimentos dos conceitos por meio de uma análise cultural interdisciplinar. "Esses autores nos mostram que fazer a leitura com o olhar do outro é um exercício acadêmico bastante prazeroso", afirmou o Acadêmico.
O professor da UFMG ressalta que a proposta transdisciplinar transborda as fronteiras das disciplinas. Isto é, ela reclama um trabalho coletivo aberto para o novo e o diverso. "Instiga a migração de conceitos, provoca circulações inesperadas", observou. "A prática da multi, inter e transdisciplinaridade exige um paciente aprendizado. Para que o diálogo seja fecundo, é preciso múltiplos quadros de referência e uma frequência de perguntas. Isso implica na pluralidade de visões, pautado no trabalho coletivo, e no aprendizado de construir visões convergentes", avaliou Mirra.
Após o panorama teórico sobre o saber sem fronteiras, foi a vez do também Acadêmico Esper Cavalheiro mostrar como o "conhecimento convergente" vem se apresentando nos dias de hoje no campo das ciências da saúde. Neurologista, Esper explicou que o conhecimento convergente é um conceito mais abrangente e que reúne as ideias de multi, inter e transdisciplinaridade. Tal conceito se apresenta claro em nosso dia a dia quando falamos sobre "convergência tecnológica", que é quando tecnologias que não convergem naturalmente são "forçadas" a interagir. Ou ainda na nanotecnologia (átomos), na biotecnologia (genes) e nas ciências cognitivas (neurônios).
"Essas áreas referem-se ao estudo das interações entre sistemas vivos e sistemas artificiais para o desenvolvimento de novos dispositivos que permitam expandir ou melhorar o ser humano", disse Cavalheiro.
Para o Acadêmico, do ponto de vista da clínica médica, a convergência de conhecimento tem produzido avanços significativos em algumas áreas. Entre elas, o pesquisador citou as pesquisas em clonagem de genes subjacentes aos principais distúrbios neurológicos, a identificação dos mecanismos de plasticidade neural, a neurofarmacologia, a neurogênese e a morte neuronal e, ainda, os estudos sobre o desenvolvimento normal do sistema nervoso.
"Entender como o cérebro funciona e produz atividade mental é um desafio para o século 21", salientou Cavalheiro. "Como a atividade cerebral pode gerar pensamentos, emoções e outros comportamentos? Como o cérebro pode se manter sadio, se desenvolver e se aprimorar. Há estudos que associam a neurociência à economia, como maximizar lucros e minimizar riscos?", acrescentou.
O Acadêmico ressaltou ainda que as grandes instituições universitárias de países do mundo vêm criando institutos de perguntas. "Entende-se que todas as questões humanas precisam de especialistas de diversas áreas, atuando em conjunto, a fim de fazerem uma aceleração de soluções", informou.
Antropólogo, o Acadêmico Otávio Velho fez uma interferência na fala do colega para lembrar que hoje o Brasil conta com mais de 400 programas de pós-graduação que se pretendem multidisciplinares ou interdisciplinares. "Precisamos tentar entender o que são esses cursos que vêm surgindo. Isso requer que a gente compreenda o que é a prática concreta desse conhecimento multi ou interdisciplinar", opinou o pesquisador.
Para o sociólogo José Vicente Tavares dos Santos, a possibilidade de se cunhar projetos híbridos de ciência é uma demanda própria da sociedade atual, que busca novas respostas a problemas sociais mundiais. "Temos hoje a sociologia da violência, as teorias do multicausal, a linguística computacional, a nanotecnologia, a teorias do caos, as redes neurais. Percebemos que um novo diálogo entre as ciências físicas e humanas vem se abrindo", avaliou o professor da UFRGS.
Santos ressaltou ainda que, com a computação, a produção do conhecimento se tornou quase simultâneo. Por isso, para ele, é preciso que a sociologia desenvolva também uma visão planetária, para interpretar essas novas relações em sociedade. "Vários autores têm mostrado que a sociedade contemporânea é a sociedade do conhecimento e da informação. A integração com novas tecnologias oferece uma plataforma digital para uma nova era, onde a abordagem interdisciplinar traz mais criatividade para o campo da experiência", apontou. Para o professor, diante desse novo mundo, a prática da ciência será sempre convergente, já que tudo é multi, inter e transdisciplinar.

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Formação semipresencial deve chegar a todos os cursos e instituições

Formação semipresencial deve chegar a todos os cursos e instituições | Inovação Educacional | Scoop.it

Nem o tempo inteiro em sala de aula, nem o tempo todo fora dela. Cresce no Brasil a oferta do ensino híbrido, formato em que o estudante de graduação presencial pode ter até 20% da carga horária total do curso cumprida na modalidade a distância.
O crescimento se dá por causa da portaria 1.134, publicada pelo Ministério da Educação em outubro de 2016. O texto atualiza um anterior, de 2004, e facilita a inserção do ensino não presencial.
"Antes, era preciso que a universidade tivesse o curso reconhecido leva dois anos após o início da oferta] para inserir os 20% da grade a distância. Agora, se a instituição já tem cursos reconhecidos, pode criar novos e já começar a oferta no modelo híbrido", diz Carlos Longo, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância.
Para o especialista, a alteração mostra que o Brasil começa a trilhar o rumo dos países mais avançados em educação, além de atender a peculiaridades do próprio público. "O estudante dos primeiros semestres de graduação nasceu com a internet e, para ele, o uso da tecnologia é quase óbvio.", diz.
Henrique Neto Alves, 19, começou no início deste ano o curso de administração na Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo. Logo no início, descobriu que três de suas disciplinas seriam no formato semipresencial: em uma semana a aula acontece no campus e, na seguinte, é feita a distância.
"É um estímulo para que a gente tenha mais autonomia de estudo, além de nos ajudar no preparo para o mundo corporativo, que cada vez mais incorpora o trabalho remoto", afirma. É a primeira vez que ele tem uma experiência de ensino formal fora da sala de aula.
A Universidade São Judas oferece disciplinas híbridas para calouros de 28 cursos. No total, mais de 5.000 alunos participam do modelo conhecido como sala de aula invertida, em que primeiro o estudante apreende o conteúdo por meio de fóruns, videoaulas, livros em PDF e mídias interativas e depois leva dúvidas e discussões a encontros presenciais.
"No ano passado, testamos com uma turma-piloto ao mesmo tempo em que formávamos professores. É um modelo novo e desafiador", afirma Mairlos Navarro, responsável pelo núcleo de educação a distância da instituição.
Na implementação do ensino híbrido, a tecnologia é o investimento mais barato e rápido. O maior desafio é mudar a cabeça dos docente para uma realidade em que o aluno depende cada vez menos do professor como repassador de conteúdo. Ele passa a ser um coach que estimula os estudantes e os orienta a buscar os caminhos.
"O professor precisa parar de achar que é o dono do conhecimento", diz o reitor da Universidade Anhembi Morumbi, Paolo Tommasini, onde as disciplinas EaD fazem parte do currículo de todos os cursos de graduação.
GESTÃO DO TEMPO
O fim da supremacia da aula expositiva deve alcançar todos os cursos e instituições. Na Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas, disciplinas como direito imobiliário e gestão de pessoas já são oferecidas no formato EaD.
"Isso atende à necessidade de nossos alunos gerenciarem o próprio tempo de aprendizagem", afirma Cristina Alves, coordenadora de ensino da unidade. "Quando ele está em intercâmbio, não precisa perder o contato com a escola. A mobilidade é um incentivo à formação.
Ferramentas usadas na educação a distância
Ambientes virtuais de aprendizagem (AVA)
Páginas on-line que o aluno acessa por meio de uma senha para assistir as aulas, realizar atividades e ter acesso a conteúdos
Vídeo e audioconferência
Permite o contato entre alunos e professores em tempo real. Normalmente, as atividades seguem um calendário da instituição
Chats e fóruns
Chats são usados para discussão em tempo real, com mediação. Já os fóruns não costumam acontecer em tempo real: há um prazo para postagem
Teleaula
É dada ao vivo pelo professor, mas acessada pelos alunos por meio de uma plataforma virtual. Pode ou não ter interação em tempo real
Jogos eletrônicos
A ferramenta permite que o aluno seja avaliado de acordo com a performance e o progresso em uma atividade lúdica

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Número de estudantes de pedagogia a distância supera presencial

Número de estudantes de pedagogia a distância supera presencial | Inovação Educacional | Scoop.it

O número de estudantes de pedagogia a distância não apenas cresceu nos últimos anos como ultrapassou, em 2014, os matriculados em cursos presenciais.
São 342 mil matriculados nas graduações EaD e 313 mil nas presenciais, de acordo com dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
A maior parte dos alunos, segundo as universidades, são profissionais da educação ainda sem curso superior que encontram na modalidade uma forma de conseguir o diploma, melhorar a atuação e ascender a outros postos na carreira, com melhores salários.
No Brasil, cerca de 40% dos professores de ensino médio e fundamental não têm formação adequada para a matéria que ensinam, segundo números do Inep.
"Precisamos melhorar esse índice, mas os profissionais não têm tempo para sentar no banco da universidade", afirma Josiane Maria de Freitas Tonelotto, reitora da EAD Laureate, rede que inclui instituições como FMU e Anhembi Morumbi.
Um curso a distância, com horários mais flexíveis, é a melhor oportunidade para esse público adquirir formação.
Outro atrativo, de acordo com Maria Alice Carraturi, presidente da Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), é a rápida absorção desse profissional pelo mercado de trabalho.
A Univesp, instituição que oferece cursos de graduação gratuitos em parceria com universidades estaduais como USP e Unicamp, dará início, em agosto, à graduação de pedagogia EaD em 83 polos presentes em 51 cidades do Estado de São Paulo.
O curso conta com o apoio das prefeituras, que montaram os centros presenciais.
A procura pelo vestibular, segundo Carraturi, foi alta, com concorrência que chegou a 33 candidatos por vaga em alguns polos. No total, foram abertas 4.220 vagas.
BARREIRA TECNOLÓGICA
Em um país onde as escolas ainda são tradicionais, e as tecnologias educacionais ficam do lado de fora de grande parte delas, como esse profissional, que tem uma formação virtual, vai trabalhar?
Segundo Willian Lazaretti, coordenador dos cursos de graduação do Senac EAD, esses professores ganham recursos para trabalhar com ferramentas digitais e superar o desafio de incluir tecnologia na sala de aula.
"Ele desenvolve familiaridade com o ambiente virtual para, por exemplo, criar um fórum de discussão ou postar atividades on-line para seus alunos", afirma.
Com polos longe de grandes centros, surge o desafio de promover um ensino que dê conta de diferentes realidades das escolas brasileiras.
"No ambiente virtual de aprendizagem, o aluno da Bahia interage com o do Rio Grande do Sul", diz Melina Klaus, gerente acadêmica da Kroton, grupo dono de universidades como Unopar e Anhanguera.
Para ela, se o curso tem conteúdos que englobam várias realidades, contribui para ampliar a visão do aluno.
"Está claro hoje que a modalidade EaD não têm nenhuma fragilidade em relação à presencial. A diferença está em como o conteúdo é disponibilizado", afirma Klaus.
Tonelotto acrescenta que esses cursos não podem ser apenas uma transposição da graduação presencial e devem estimular as discussões e o pensamento crítico.
"Se os alunos ganham autonomia, nunca vão parar de estudar e aprender", diz.

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Universidades estrangeiras investem em educação a distância no Brasil 

Universidades estrangeiras investem em educação a distância no Brasil  | Inovação Educacional | Scoop.it

O mercado de cursos a distância não está restrito a instituições brasileiras. Universidades estrangeiras têm investido em mestrados profissionais e MBAs, misturando videoaulas e outras atividades com imersões de duas a cinco semanas no campus principal, no exterior.
Além da tecnologia que permita o acesso ao curso em qualquer lugar, o desafio é oferecer metodologias pedagógicas que resolvam um dos principais problemas do modelo: o pouco contato do aluno com professores e colegas, segundo José Manuel Moran, especialista em educação e professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo).
"Deve-se criar um modelo mais participativo, com trabalhos em grupo e debates de estudos de caso nas aulas. A maioria das instituições ainda se fia em videoaulas e chats, que não estimulam essa proximidade", afirma.
A Universidade de Columbia, com sede em Nova York (EUA), é uma das que miram o Brasil: em 2015, criou um mestrado profissional remoto em administração pública.
Em paralelo às videoaulas, há encontros uma vez por mês, no polo da universidade no Rio de Janeiro, que focam uma abordagem mais prática, com debates de casos reais, como na maioria das escolas norte-americanas. O programa também conta com módulos nos EUA -tudo é ministrado em inglês.
A cientista social Clarissa Malinverni, 29, que fez o mestrado de Columbia, se surpreendeu com o método. "Foi um contraponto à forte formação teórica que recebi na graduação, na USP", conta. "Mas, mesmo com as aulas no Rio, senti falta de ter mais contato com os colegas."
A engenheira ambiental Juliana Cardoso, 28, diz que, sem uma parte presencial, o curso em Columbia não valeria a pena. "Acho fundamental viver a experiência da universidade em Nova York, com toda a rede de alunos e estrutura que ela oferece", diz.
Para estreitar o relacionamento, os alunos do Global MBA da espanhola IE Business School criam grupos em um aplicativo de mensagens, onde trocam referências e discutem os temas da aula.
O advogado e ex-aluno Antonio Peres Junior, 46, conta que isso ajudou a fazer amizade com os colegas. "No modelo convencional, quando a aula acaba, não penso mais na matéria. Mas passávamos o dia trocando mensagens. Foi vantajoso porque os outros alunos me estimulavam a participar, trocar ideias."
Esse tipo de curso é destinado a quem já tem anos no mercado e não pode deixar o país por tanto tempo, diz Daniela Mendez, diretora da IE no Brasil. Para que os alunos conheçam o campus, há pelo menos um módulo na sede, com carga mais pesada -por exemplo, uma matéria de um semestre é feita em um ou dois meses.
Para o futuro, o presidente de Relações Internacionais da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Stavros Xantophoylos, aposta no surgimento de cursos multi-institucionais, com parcerias entre escolas brasileiras e estrangeiras.
"Além das aulas on-line e do módulo presencial, as escolas podem viabilizar estágios curtos dos brasileiros no exterior e de estrangeiros no Brasil, que estimulem um networking internacional."
O Ministério da Educação não impede a criação de pós-graduações "lato sensu", como MBAs e mestrados profissionais, de instituições estrangeiras.
Mas, para formar os alunos sem a necessidade de revalidação do diploma, as universidades devem se credenciar junto à pasta.
Do contrário, é como se o aluno tivesse feito todo o curso fora. No caso das duas escolas, por exemplo, é preciso pedir equivalência.

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Here's what smartphone apps are really doing to your memory

Here's what smartphone apps are really doing to your memory | Inovação Educacional | Scoop.it

Smartphone apps allow us to outsource remembering appointments or upcoming tasks. It’s a common worry that using technology in this way makes our brain’s memory capacity worse, but the reality is not that simple.
In fact, these platforms can be useful, not only for people with memory impairments, but also the general population.
Over two studies, we set out to explore the potential of smartphones as memory aids by investigating how people with traumatic brain injuries (TBI) or with stroke use them.
We surveyed 29 people with TBI and 33 non-injured people for our TBI study. For the stroke study, we surveyed 29 participants with stroke and 29 with no history of neurological conditions.
We found that memory apps like calendars can be helpful for people with brain injuries. And while it was a small sample, we also found that for participants without brain injury, there was no relationship between memory app use and memory ability.

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Programa inédito no Brasil de aceleração para mestrado e doutorado é lançado na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Programa inédito no Brasil de aceleração para mestrado e doutorado é lançado na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência | Inovação Educacional | Scoop.it
No dia 18/07 foi lançado o edital FIEMG Lab Acelera Mestrado e Doutorado, durante a fala do Presidente da FAPEMIG, Professor Evaldo Vilela na conferência “Sistemas de Inovação e Startups: geração e transferência de tecnologia”, com participação do Fabio Veras, coordenador do programa.
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Telemedicina leva atendimento médico para lugares de difícil acesso

Telemedicina leva atendimento médico para lugares de difícil acesso | Inovação Educacional | Scoop.it

Parceria de médicos e hospitais atende pacientes sem saírem de casa. Até julho de 2017, oito mil pacientes foram atendidos à distância.

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Empresa dos EUA implantará chips nos funcionários para agilizar tarefas

Empresa dos EUA implantará chips nos funcionários para agilizar tarefas | Inovação Educacional | Scoop.it
Testes começam em 1º de agosto com 50 funcionários; chip será usado para abrir portas, acessar computadores, fazer cópias de documentos e compartilhar informação.
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Azul economizou cerca de R$ 1 milhão ao criar cursos online

Azul economizou cerca de R$ 1 milhão ao criar cursos online | Inovação Educacional | Scoop.it

Além do custo de produtividade e deslocamento, eles tinham de se ausentar de casa. “Gostamos de levar nossos funcionários para a UniAzul, mas a distância da família poderia ser incômoda para alguns deles”, diz o vice-presidente de clientes, Sami Foguel, responsável pela área de recursos humanos. Foguel queria melhorar a eficiência dos programas evitando ocupar a infraestrutura da instituição com questões básicas.
A solução
A saída foi a educação a distância. Uma equipe pedagógica analisou os cursos oferecidos pela UniAzul às áreas de aeroportos e de manutenção, a fim de identificar os conteúdos mais simples que poderiam ser ministrados virtualmente. Um fornecedor formatou os cursos online.
A implantação do ensino a distância mobilizou equipes de tecnologia, infraestrutura e manutenção, uma vez que salas com computadores foram montadas em 105 bases da Azul no país para que os profissionais fizessem os cursos durante o expediente.
Os primeiros módulos começaram em junho de 2015 para 4 000 funcionários. Para os técnicos de manutenção, o material online engloba processos de aspectos técnicos das aeronaves. Já para os funcionários dos aeroportos o foco são o atendimento aos consumidores e o uso de sistemas aeroportuários. Pelo computador, por exemplo, eles revalidam o que aprenderam no curso sobre artigos perigosos e de conscientização e sensibilização a clientes com necessidade de assistência especial.
Todos os treinamentos são mandatórios, e os empregados atestam o conhecimento em provas, com uma nota mínima para aprovação, após cada módulo. “Com essa metodologia, o material de aula chega às localidades de maneira ágil, padronizada e com a mesma consistência dos treinamentos ministrados presencialmente”, afirma Foguel, que considera o ensino a distância complementar aos treinamentos presenciais.

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