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Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Pensadores da Educação

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Tão antigo quanto a Filosofia, o pensamento educacional se desdobra em várias correntes. Clique nas imagens para conhecer séculos de reflexões sobre o ofício de educar

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Uso exagerado das 'telinhas' pode insensibilizar crianças

Uso exagerado das 'telinhas' pode insensibilizar crianças | Inovação Educacional | Scoop.it

Um estudo da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, indica que o uso exagerado de equipamentos digitais pode atrapalhar a capacidade de crianças em reconhecer emoções de outras pessoas.
Pesquisadores do departamento de psicologia observaram 105 alunos de 11 e 12 anos, divididos em dois grupos, e perceberam que depois de cinco dias sem acesso às telas de celulares, tablets ou televisores, eles passaram a identificar emoções muito melhor.

No estudo publicado na revista especializada "Computers in Human Behaviour", os psicólogos afirmam que o efeito da mídia digital pode ser muito mais danoso que se imagina. "Muitos olham para os benefícios da mídia digital na educação, mas não há muitos que estudam o custo disso", afirmou uma das autoras da pesquisa, Patricia Greenfield. "Sensibilidade reduzida diante de sinais emocionais, ou uma certa perda da capacidade de entender as emoções dos outros, é um deles", disse. Ela diz ainda que a troca da interação interpessoal pela interação via telas parece estar reduzindo o "traquejo social".
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Faculdade pagou R$ 26 mi por imóvel em S.Bernardo

Faculdade pagou R$ 26 mi por imóvel em S.Bernardo | Inovação Educacional | Scoop.it

Valor do metro quadrado foi de R$ 9.300, mais que o dobro do praticado pelo mercado

A Faculdade das Américas comprou por R$ 26 milhões o imóvel onde pretende instalar campus para oferecer curso de Medicina sem autorização do MEC (Ministério da Educação) em São Bernardo. O valor do metro quadrado pago pelo local foi mais que o dobro do praticado pelo mercado.

O Diário teve acesso à matrícula do imóvel número 13 da Avenida Wallace Simonsen, no bairro Nova Petrópolis, onde funcionava colégio particular. O documento mostra que a área foi adquirida pelo grupo Crefipar Participações e Empreendimentos S/A junto à empresa Vetor S/A Administração e Participações por R$ 26 milhões no dia 21 de maio. A Crefipar e a Faculdade das Américas têm como proprietário o casal Leila Mejdalani Pereira e José Roberto Lamacchia. Leila detém 13 companhias e patrimônio de R$ 2,1 bilhões.

A área total do local é de 2.770,47 metros quadrados, ou seja, pagou-se R$ 9.384 por cada metro quadrado. Em consulta a imobiliárias com atuação em São Bernardo, foi constatado que o preçomédio do metro quadrado de imóveis comerciais no Nova Petrópolis é de R$ 4.000. 
Segundo a matrícula, a Crefipar pagou R$ 10 milhões à empresa Vetor de maneira antecipada. Os R$ 16 milhões restantes serão diluídos em 11 prestações, sendo dez de R$ 1,5 milhão e uma de R$ 1 milhão.

O documento apresenta que a compra do imóvel foi feita apenas dois meses antes da publicação da portaria 399 da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, vinculada ao MEC, que autorizou a Faculdade das Américas a instalar curso de Medicina “exclusivamente” em endereço na Capital.

A entidade dribla o MEC ao usar o aval de execução do curso em São Paulo para operar em São Bernardo. De acordo com informações da Crefipar, a disciplina de Medicina ocorrerá nos dois municípios, sendo que as aulas teóricas serão ministradas na Capital e práticas, na região. O futuro campus passa por reforma. A previsão de início das aulas é fevereiro.

De acordo com o MEC, a Faculdade das Américas não tem autorização para implantar o curso em São Bernardo, porém, destacou que a cidade participa de pré-seleção para sediar entidade que ofereça a disciplina de Medicina. Disse também que o edital será lançado nas próximas semanas, mas sem previsão.

Procurada, a Faculdade das Américas não se pronunciou. 

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Ferramentas de busca garantem bons retornos

Faz diferença estar entre os primeiros nas ferramentas de busca na internet

Garantir um lugar de destaque entre os primeiros resultados das ferramentas de busca pode fazer muita diferença nos rumos de um negócio. Para se diferenciar e aumentar as vendas, um número crescente de empresas têm buscado consultorias especializadas em SEO (sigla em inglês de otimização para mecanismos de pesquisa). Essa estratégia de marketing digital promove a visibilidade nas buscas orgânicas, aquelas que geram resultados naturais, isto é, não-pagos. Estudos indicam que sete em cada dez usuários preferem clicar nestes resultados, em vez de escolher links patrocinados.

"O SEO vem ganhando relevância porque as pessoas têm cada vez menos paciência de pesquisar produtos na rua", diz o sócio da Flexy Negócios Digitais e diretor da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Cristiano Chaussard. Ele ressalta que aparecer bem nos resultados de busca é vantajoso também para as varejistas convencionais: "Nos Estados Unidos, 53% das vendas nas lojas físicas começaram em pesquisas na internet".

O empresário lembra que investimento inicial em SEO é alto, de retorno demorado e deve ser compreendido como um conjunto de ações, não como uma ação isolada. "Em geral uma boa agência cobrará uns R$ 10 mil por dez meses de trabalho e levará esse tempo para atingir um resultado consistente", diz. "Depois disso passa a ser barato, uma vez que seu conteúdo estará ranqueado naturalmente pela sua relevância, dispensando então investimentos em mídia e links patrocinados".

Chaussard faz algumas recomendações para quem deseja investir em SEO. "Em primeiro lugar, a tecnologia de e-commerce da empresa tem que ser compatível com as regras dos buscadores", diz. O Google Brasil lidera a lista dos buscadores mais utilizados no país, com 93,7% das preferências, conforme pesquisa da Serasa Experian. Outra dica é produzir conteúdos originais e relevantes para os clientes. Isso destaca a empresa nas buscas, pois textos e imagens copiados de outras fontes têm menos prioridade nos mecanismos de pesquisa.

Também se deve investir em uma assessoria técnica que programe as páginas do website de maneira que os buscadores as entendam. E compartilhar conhecimentos que vão além do foco do negócio. "Não publique informações apenas sobre o seu produto", orienta o especialista. Ele sugere a criação de conteúdo que apoie o consumidor no seu dia a dia - por exemplo, uma página de receitas para quem atua com alimentos. "Isso ajuda o site a ser posicionado como referência naquele assunto".

O investimento em SEO serve como mecanismo de proteção do empreendedor contra a concorrência e também como um ativo do negócio, lembra André Siqueira, diretor de marketing da Resultados Digitais, que fornece soluções para marketing na internet. Ele também reforça a importância de produzir conteúdo original de qualidade para conquistar o reconhecimento dos consumidores: "É mais fácil copiar um produto que a reputação".

"Ser encontrada dentro do Google é muito mais efetivo que qualquer tipo de publicidade", afirma Thiago Bacchin, fundador e CEO da Cadastra, agência pioneira em marketing de performance no Brasil, há 14 anos no mercado. Ele conta que a busca orgânica junto com o acesso por meio de links patrocinados podem representar, em alguns casos, mais de 50% da receita de um empreendimento.

"A construção de uma boa cadeia de relacionamento na internet é vital para se destacar nos resultados de busca", diz Marcelo Berwanger, diretor da agência de consultoria em e-commerce ADMT. Um caminho é investir no "link building", o trabalho de conseguir links relevantes. Ao hierarquizar as páginas em uma busca, o Google leva em conta diversos fatores, entre eles o contexto em que o link aparece e a autoridade do site que faz a referência.

Conhecer bem o público é fundamental, não só para se destacar na análise dos mecanismos de busca, como para disputar espaço em um ambiente de negócios onde há pesados investimentos dos grandes players em marketing.

"O pequeno empresário precisa ser muito focado e não pode querer abraçar o mundo, senão acaba não atendendo ninguém bem", afirma o sócio da D Loja Virtual, Márcio Eugênio. "Não é feio ser pequeno, ter uma pessoa com nome para atender o cliente do outro lado da linha".

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Pesquisa on-line é caminho sem volta

Pesquisa on-line é caminho sem volta | Inovação Educacional | Scoop.it

Em poucas horas, empresas ficam sabendo com precisão tudo sobre a preferência do consumidor

Há pouco menos de cinco anos, pensar em fazer uma pesquisa de mercado com abrangência nacional era um evento oneroso para as empresas. Além do custo elevado, a empreitada tinha de considerar, por exemplo, o tempo de campo ocupado pelos pesquisadores, a tabulação dos dados para, só então, analisar os resultados e colocar a mão na massa. Com a expansão da internet, a tarefa tornou-se mais fácil e ágil. Em poucas horas o fabricante consegue saber, por exemplo, se a maioria dos consumidores prefere eletrodomésticos brancos ou coloridos, ou se o brasileiro está disposto a pagar mais por um produto ecologicamente correto, entre milhares de outras possibilidades.

Foi na Europa e nos Estados Unidos que as pesquisas on-line começaram a ganhar espaço há cerca de uma década. Conquistaram a preferência das empresas e, hoje, já recebem 35% de tudo o que é gasto com pesquisa no mundo, segundo a European Society for Opinion and Market Research (Esomar). "O mercado vive um momento de consolidação na Europa e nos Estados Unidos, enquanto no Brasil ainda é muito novo", afirma Bruno Baro, sócio da NetQuest, startup de origem espanhola, com escritórios instalados em oito países e uma subsidiária no Brasil. Realiza uma média de dois mil estudos por ano, com mais de 3 milhões de entrevistas.

A NetQuest Brasil foi aberta em 2010, quando quase ninguém apostava no modelo de negócio por aqui. "Nosso grande desafio foi, e ainda é, convencer o cliente de que é possível fazer pesquisa com dados reais, mesmo sem a figura do pesquisador", diz Baro. "Muitos dos nossos clientes acreditavam que a maioria das pessoas poderia mentir diante do computador."

Quebrar paradigmas continua sendo o grande desafio dos empreendedores que apostam nesta ferramenta, segundo informa Duílio Novaes, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep). "Tudo ainda é muito novo, porém, não terá mais volta. As empresas tradicionais terão de se adaptar e adotar a tecnologia para manter suas participações no mercado", adverte. "A pesquisa convencional, entretanto, não irá acabar. Isso ocorre porque algumas das avaliações, tais como sabores, cheiros e test drive ainda exigem o olho no olho". Atualmente, mais de 30% das pesquisas realizadas na Europa e Estados Unidos são online. No Brasil, segundo Novaes, esse percentual não ultrapassa os 4%, tendo muito a crescer em um futuro próximo.

Foi de olho nesse crescimento e no farto banco de pessoas dos mais variados perfis que havia armazenado quando monitorava informações para os sites de e-commerce, que a empresária Daniela Daud Malouf decidiu transformar a QualiBest, empresa especializada em pesquisa de mercado, em um instituto de pesquisa on-line. O ano de 2008 marcou a virada, caracterizando a empresa como uma das pioneiras de um mercado que naquela ocasião era nascente. Desde, então, soma mais de 250 mil usuários cadastrados em todo o país, interessados em compartilhar opiniões e a ajudar a melhorar os produtos e serviços.

A QualiBest já realizou mais de 2.500 estudos, para uma carteira de cerca de 400 clientes corporativos, de pequenas empresas a multinacionais. "Nos últimos seis anos, não paramos de desenvolver ferramentas e tecnologias que ajudassem a agilizar as informações e a segmentar o público-alvo de cada um dos mercados estudados", afirma Daniela. "Assim, conseguimos oferecer não apenas pesquisas sob-medida para as empresas. Também fazemos levantamentos sobre determinados nichos, atendendo pedidos até mesmo dos próprios institutos de pesquisa."

Com um faturamento estimado de R$ 4 milhões este ano, a QualiBest deu um passo à frente aos modelos tradicionais de pesquisa. Para atrair mais respondentes, a empresa usa várias metodologias que englobam desde a publicação de posts dentro dos grupos selecionados para determinado painel até introdução de filmes, realização de tarefas e o uso de recursos multimídias que permitem a simulação de uma gôndola de supermercado, onde os produtos podem ser observados por todos os lados. "A evolução da pesquisa online é montar painéis especiais para os clientes", diz Daniela. "Realizamos um sobre o tema 'caspa' para a indústria da beleza, levamos seis meses conversando com as pessoas em formato de diário. Não há mais barreiras, a ordem é ser criativo na hora de lidar e apresentar o conteúdo ao cliente".

No caso da QualiBest os respondentes constituem uma rede fechada, onde cada membro entra por indicação. Na maioria das agências de pesquisa on-line, contudo, o banco de respondentes é criado a partir do cadastramento voluntário. "O respondente precisa ser atraído para responder a qualquer pergunta de maneira ágil e eficiente", afirma Lucas de Melo, sócio da MeSeems, startup de pesquisa online, aberta em abril. "Nós adotamos a técnica da 'gamificação' com bonificação. Quanto mais interações, indicações de amigos, respostas e feedbacks ele nos dá, mais pontos acumula", diz o empresário. "Os pontos são convertidos em prêmios como recarga de celular, entrada de cinema e até doações para algumas entidades assistenciais".

Se por um lado é preciso compensar os participantes, por outro, os contratantes conseguem obter resultados muito rápidos de regiões muito específicas ou do país como um todo. "Essa talvez seja a grande vantagem de se optar por uma pesquisa online", avalia Felipe Schepers, COO da Opinion Box, startup mineira, resultado da associação entre a Expertise, empresa de pesquisa e inteligência de mercado, e a Pentagrama, focada em tecnologia da informação. Segundo ele, a média de entrega dos resultados é de 48 horas, a preços que começam a R$ 4 por entrevista.

Batizado de Heap Up, o painel online da Opinion Box entrou em operação em 2012. A ferramenta foi utilizada nos primeiros 15 meses em mais de 150 projetos, com um total de 230 mil entrevistas, 110 mil respondentes e 400 clientes em carteira. O grande diferencial, segundo Schepers, é a integração da plataforma de criação das questões com a de respostas dos participantes, permitindo que os usuários acompanhem os resultados em tempo real. Com um faturamento estimado de R$ 1,6 milhão para este ano, a start up lançou em junho aplicativos para IPad, IPhone e Androide, a fim de que as pessoas possam responder às pesquisas a qualquer hora e de qualquer lugar.


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Grande ABC soma 2,7 milhões de habitantes

Região cresce 0,67% entre 2013 e 2014; País chegou a 202,7 milhões de moradores

O Grande ABC chegou a 2.702.071 habitantes, segundo estimativa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre 2013 e 2014, as sete cidades registraram crescimento de 0,67%, menor que o verificado no País, cuja população aumentou 0,86% e atingiu 202,7 milhões de moradores. Os dados foram calculados até o dia 1º de julho.

Proporcionalmente, o município do Grande ABC que mais cresceu no período foi Rio Grande da Serra, que aumentou em 1,25% o número de moradores, passando de 47.142 em 2013 para 47.731 neste ano. Em contrapartida, o que menos cresceu foi Santo André, cuja variação foi de 0,38%, passando de 704.942 para 707.613 habitantes.

Quem mais ganhou moradores no prazo de um ano foi São Bernardo, com acréscimo de 5.594 habitantes, de acordo com o IBGE. Apesar de ter registrado o maior crescimento percentual, Rio Grande da Serra foi a que menos ampliou o número, com 589 pessoas a mais, conforme o levantamento. Nas sete cidades, o acréscimo foi de 18.005 habitantes no período do estudo (veja informações sobre as sete cidades abaixo).

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Quem disse que jovem não lê?

Na trilha aberta pela série 'Harry Potter', sagas atraem adolescentes com suas longas histórias fantásticas vividas por protagonistas com a mesma idade que os seus milhões de leitores

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Samsung passa a fazer games em Manaus

Estúdio de jogos eletrônicos, apresentado ontem, é o primeiro da empresa fora da Coreia do Sul, onde fica sua sede. Laboratório de Manaus tem 23 profissionais, entre programadores, designers e cientistas da computação.


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Escolas públicas de qualidade

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Robô camareiro começa a ser testado em hotel dos EUA

Robô camareiro começa a ser testado em hotel dos EUA | Inovação Educacional | Scoop.it

Atendentes robóticos com rodas são projetados para transportar itens até os quartos e retirar a roupa para lavanderia, entre outros serviços para os hóspedes

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Robôs já não ameaçam empregos

Robôs já não ameaçam empregos | Inovação Educacional | Scoop.it

Estudioso diz que a ‘falta de bom senso das máquinas’ vai garantir que os computadores não substituam os humanos em todas as funções

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Não por e-mail

Não por e-mail | Inovação Educacional | Scoop.it

Com o objetivo de aumentar a interação faculdade-estudante, professora proíbe alunos de lhe enviarem mensagens eletrônicas

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'Não haverá reforma eficiente na educação sem melhorar o salário do professor'

'Não haverá reforma eficiente na educação sem melhorar o salário do professor' | Inovação Educacional | Scoop.it

A afirmação é de Claudia Costin, diretora do Banco Mundial para Educação Global; segundo ela, profissionais precisam de melhores salários e de respeito social pelas práticas didáticas

Desde que assumiu o novo posto no Banco Mundial, Claudia, que já foi secretária municipal de Educação, no Rio de Janeiro, disse que tem investido na nova estratégia da entidade para renovar sistemas de ensino, principalmente nos países em desenvolvimento.

Diretora-sênior do Banco Mundial para Educação Global, Claudia diz que chegou a hora de se repensar a questão do salário de professores em todo o mundo. Segundo ela, os professores não devem ser tratados como vítimas. "É preciso haver mais respeito da sociedade pela função do mestre", diz.

Dignidade

"É muito importante revisitar a questão dos salários dos professores. Certamente não vai ser da noite para o dia, mas é importante valorizar socialmente o professor. A sociedade considerar que o professor não pode ser tratado como uma vítima. E nem ele deve se ver como uma vítima. Ele tem que se tratado como um profissional com dignidade. Isso não quer dizer não só um salário contente, como quer dizer também respeito social pelas suas práticas."

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Revista Brasileira de Inovação publica documento histórico da política científica norte-americana

Revista Brasileira de Inovação publica documento histórico da política científica norte-americana | Inovação Educacional | Scoop.it

O mais recente número da Revista Brasileira de Inovação, publicado em julho, traz a íntegra do documento Science The Endless Frontier, elaborado nos Estados Unidos na década de 1940 e que forneceu as bases para a organização do sistema de pesquisa norte-americano.

Com grande impacto na comunidade científica global, o documento foi utilizado por pesquisadores brasileiros nas propostas à Assembleia Constituinte de 1947 que resultaram na criação da FAPESP.

O texto de apresentação da edição da revista, assinado por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, destaca a relevância atemporal do documento, preparado por Vannevar Bush, então diretor do Escritório de Pesquisa Cientí?ca e Desenvolvimento (Office of Scientific Research and Development) dos Estados Unidos, para o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt.

Em carta entregue a Bush um ano antes, Roosevelt revelava preocupações que apontavam para a necessidade de se organizar um sistema de ciência e tecnologia mais moderno e estruturado do que aquele que havia no país antes da guerra.

Foi formulada, então, uma proposta legitimada por debates entre reconhecidas lideranças da pesquisa acadêmica e industrial nos Estados Unidos em torno de ideais de liberdade acadêmica, valorização da pesquisa básica e autonomia da agência de financiamento.

“O fato é que o sistema de pesquisa nos EUA e na maior parte dos países do mundo era pouco estruturado antes da Segunda Guerra Mundial. Raros países tinham agências nacionais de fomento à pesquisa e poucas universidades se envolviam em pesquisa”, explica Brito.

O documento formulado por Bush também reconhece certa urgência por autonomia na pesquisa norte-americana em relação à europeia no pós-guerra. “Não podemos mais contar com a Europa, destruída, como fonte de ideias fundamentais”, alertava.

Diante disso, foi sugerida a organização do sistema de pesquisa envolvendo indústrias, universidades, laboratórios e o governo – este como planejador e financiador, mas destacando que “a liberdade de pesquisa deve ser preservada”.

O documento apresenta definições e orientações que fundamentaram a política científica dos Estados Unidos, valorizando a pesquisa básica, definindo as universidades e os laboratórios governamentais como suas principais sedes, reconhecendo o papel da indústria, defendendo incentivos fiscais e patentes e propondo um sistema de bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação, com foco na seleção por mérito e em melhoramentos no ensino de ciências.

Science The Endless Frontier propôs ainda a criação de uma “National Research Foundation” para apoiar a pesquisa básica em Medicina e Ciências Naturais e o treinamento de pessoal em pesquisa, defesa nacional e cooperação científica internacional – ideias que encontraram terreno fértil nas transformações pelas quais o mundo passava.

“O relatório Bush formulou muito do que estava acontecendo, mas as condições objetivas estavam dadas para o desenvolvimento do apoio governamental à ciência em quase todo o mundo. Nos Estados Unidos, o advento da guerra fria acelerou fortemente o protagonismo governamental e, com isso, a pesquisa básica, a pesquisa aplicada, o desenvolvimento tecnológico e a inovação se desenvolveram a uma velocidade nunca antes vista em outros países”, considera Brito.

A apresentação do contexto histórico e social do relatório Science The Endless Frontier e a íntegra do documento (em inglês) podem ser acessadas na página da Revista Brasileira de Inovação, assim como os artigos e demais conteúdos da edição.

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Ensino a distância é alternativa para quem tem pouco tempo

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Aceitação de cursos é cada vez maior em diferentes áreas. Flexibilidade de horários é aliada

Voltar à sala de aula depois de adulto não é tarefa fácil, especialmente quando é necessário começar muito da base e para aqueles que têm de conciliar a necessidade de trabalhar com o ensino. "Pessoas com baixa escolaridade se sentem marginalizadas, há preconceito, e voltar para o banco escolar é difícil", aponta a vice-presidente do Instituto Monitor, Elaine Guarisi. Neste sentido, o EAD (Ensino a Distância) aparece como um grande aliado das pessoas que querem uma formação profissional, mas que não querem ou não podem voltar para a sala de aula. Nos cursos a distância, 50% dos alunos têm até 32 anos de idade, 25% têm até 26 e 25% têm mais de 40.

A média de idade das pessoas que fazem cursos a distância é 33 anos, enquanto a de pessoas nos cursos presenciais é de 26 anos. "Antes existia muito preconceito em relação ao ensino a distância e muitos consideravam que só era possível para cargos de gerente para a frente, porque a linha de frente não conseguiria se adaptar", afirma Juliano Magalhães, diretor-executivo da Líteris. "Mas isso está mudando e a aceitação é cada vez maior em diferentes áreas de atuação", afirma Magalhães, ao comentar que a Líteris treina cerca de 80 mil pessoas por ano, sendo que cada uma realiza cerca de três atividades de treinamento anualmente.

A aceitação pelo ensino a distância é cada vez maior. De acordo com informações do Censo EAD.BR 2012, realizado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), o total de matrículas em 2012 foi de 5,7 milhões, aumento de 52,5% na comparação com 2011, últimos dados divulgados pela Abed.

Além disso, conforme o Censo da Educação Superior de 2010, as matrículas nos cursos a distância chegam a 14,6% do total de matrículas dos cursos de graduação no Brasil. Desta percentagem, 45,8% se encontram nos cursos de licenciatura, 28,8% nos cursos de bacharelado e 25,3% nos cursos tecnológicos, enquanto no ensino presencial a maior parte dos alunos frequenta curso de bacharelado.

A expansão EAD ocorre, entre outros fatores, devido à flexibilidade de horários, já que o aluno não fica preso a horários estipulados pela instituição, pois as aulas são moldadas pelos alunos.

O EAD, conforme informações de seu portal, pode ser dividido em três gerações. A primeira foi caracterizada pelos cursos por correspondência. Neste tipo de curso, o aluno recebia o material solicitado em casa, com conteúdos e exercícios a respeito do tema que seria estudado. Um bom exemplo desta geração é o Instituto Universal Brasileiro, que utilizava as correspondências para ensinar e treinar os alunos para o mercado de trabalho. O Instituto Monitor também se destaca neste quesito. Fundado em 1939, conta com cinco milhões de alunos matriculados ao longo deste tempo. "Temos também curso presencial, mas a educação a distância é a principal fatia do nosso mercado", diz Elaine. A segunda geração se deu a partir dos anos 1970, quando o foco principal ainda eram os materiais impressos, mas também fitas de vídeo, programas da televisão, entre outros. O Telecurso é um programa que exemplifica essa geração. Nesse período, na Europa e nos Estados Unidos já surgiam as primeiras universidades abertas. A terceira e última geração é classificada pelos dias atuais, pela expansão do EAD, na qual a tecnologia está totalmente integrada.

O Senac também oferece cursos a distância em todos os níveis - técnico, graduação, pós-graduação e de extensão. "É uma opção que agrada muito, especialmente aos que têm dificuldade em conciliar os horários", afirma a coordenadora de educação do Senac-SP, Ana Kuller. Um desafio para os educadores a distância é a evasão. "O índice de desistência é alto: 40%", afirma Elaine. "Mas quem passa pelo segundo mês do curso tende a ir até o fim", finaliza.

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Programa legal - Conteúdo nacional

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Dois anos após a adoção de um marco regulatório, a TV paga tem o dobro de programas brasileiros levados ao ar

A TV paga tem se transformado em um espaço privilegiado de renovação e qualidade e pode estar em processo de equiparação com o cinema na elite do entretenimento. Séries como "Breaking Bad", "House of Cards", "True Detective", "Mad Men", "Boardwalk Empire", "Dexter", "Downton Abbey", entre outras, não só conquistaram prestígio como audiência, além de altos orçamentos. Passaram a influenciar os mercados de diversos países, construíram novas referências e consolidaram o que alguns qualificam de nova fase de ouro da TV - especialmente nos Estados Unidos. "Este é um momento maravilhoso para trabalhar na televisão", disse Vince Gilligan, criador de "Breaking Bad", na segunda-feira, quando ganhou o Emmy de melhor série dramática (leia texto na pág. 21).

Nesta nova fase, o sonho dourado do jovem roteirista ou diretor em fazer um longa-metragem para o cinema cada vez mais tem cedido espaço para a televisão. "Até há poucos anos, os alunos mais ativos saíam do curso com um projeto de longa. Agora, em grande parte, eles se juntam em grupos, formam pequenas produtoras e montam projetos de séries para TV", diz Giba de Assis Brasil, sócio da Casa de Cinema de Porto Alegre e professor no Curso de Realização Audiovisual da Unisinos.

Esse é um dos sinais de que, no Brasil, também sopram os bons ventos na TV fechada. Para alguns, um novo capítulo desse enredo começou a ser escrito a partir de setembro de 2012, quando entrou em vigor a lei que, desde sua gestação, em 2007, prometia revolucionar o campo audiovisual brasileiro. Sancionada em 2011, a Lei nº 12.485, conhecida como Lei da TV Paga, abriu o setor para as teles e impôs cotas de programas e canais brasileiros. "Acabou um pouco o comodismo. O mercado se tornou supercompetitivo e os canais, atualmente, precisam se preocupar com a audiência", diz Rogério Gallo, vice-presidente do grupo internacional Turner. A contratação de Gallo, executivo que lançou a MTV no Brasil e passou pela Rede Globo, pelo SBT e pela Rede Bandeirantes, é simbólica dessa mudança de rumo. "Dirigir uma televisão sem ficar de olho na audiência seria, para mim, como dirigir um carro sem olhar para o velocímetro."

Alberto Pecegueiro, diretor-geral da Globosat, relativiza o impacto da Lei da TV paga, já que a companhia que dirige sempre foi "a maior contratadora de produção independente do país". Em sua análise, a televisão nacional sempre teve um padrão de qualidade alto e em consonância com a produção internacional. "No caso do panorama da mídia brasileira, a presença livre dos maiores grupos da mídia mundial já provocava esse alinhamento."

Desde o ano passado - quando a vigência das cotas passou a ser plena -, os canais exibem 3h30 por semana de programas nacionais em horário nobre e as operadoras carregam um canal nacional para cada três estrangeiros. As exigências fizeram que, de 2012 para 2013, o volume de produção nacional na televisão praticamente dobrasse. Enquanto em 2011 tinham sido emitidos 1,9 mil Certificados de Produto Brasileiro (CPB) para filmes, seriados e programas na TV por assinatura, em 2013 esse número saltou para 3,3 mil.

Não foi só na tela que o milagre da multiplicação se fez. Houve uma redução no preço dos pacotes e maior adesão dos consumidores da classe C ao serviço. Há dez anos, o universo de assinantes não chegava a 4 milhões. Até o fim do ano, estima-se que a TV paga esteja em 20 milhões de domicílios - o correspondente a 60 milhões de pessoas. A previsão é de que, em 2019, o serviço esteja presente em 31,4 milhões de lares.

Ao longo de 20 anos de existência, a O2 Filmes, uma das maiores produtoras do país, tinha feito quatro séries televisivas. Desde a criação da lei, emplacou dez. "É um mercado que começa finalmente a existir", afirma Andrea Barata Ribeiro, sócia dos cineastas Fernando Meirelles e Paulo Morelli. "Como não tínhamos onde exibir, não ficávamos fomentando ideias. Agora, é o contrário. Estamos sempre atrás de bons projetos, de bons roteiristas." No dia 24, estreia no GNT a primeira temporada da série "Lili, a Ex", baseada nos quadrinhos de Caco Galhardo, produzida pela O2 e uma das apostas da temporada. A jovem Lili (Maria Casadevall), com muito humor e certo grau de loucura, atormenta a vida do ex-marido, Reginaldo (Felipe Rocha).

"Em termos de adequação à lei, não houve impacto, já que o investimento do GNT sempre foi na produção nacional. Com isso, o canal não precisou fazer nenhuma alteração na sua grade de programação", diz Mariana Novaes, gerente de marketing do canal. "Seguimos o caminho da produção nacional e da produção independente há mais de 20 anos e esse sempre foi o nosso diferencial." No entanto, Mariana afirma que é inegável o aquecimento do mercado, com mais profissionais e mais projetos. "Estamos todos aprendendo na prática. É por isso também que, em março, lançamos um site para melhorar o fluxo de recebimento de projetos. O volume é grande e buscamos estreitar a relação com o mercado independente." O site é globosat.com.br/produtoras.

Desde a aprovação da lei, a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Televisão (ABPITV) registrou aumento de 200% no número de associados. A lei contaminou o mercado audiovisual como um todo, diz Marco Altberg, presidente da entidade. A Quanta, maior empresa de locação de equipamentos e estúdios do país, há dois anos registra expansão anual de cerca de 10% no uso de seus estúdios, localizados em São Paulo. Hoje, as séries dominam o cenário, mas antes da lei boa parte do movimento cabia à publicidade. "Enquanto as equipes de um comercial ficam de 5 a 15 dias no estúdio, as de séries de TV locam o espaço por pelo menos três meses", conta José Alexandre Silva Filho, gerente-comercial da Quanta. "Com isso, tem sido cada vez mais difícil agendar estúdios aqui."

Nesses dois anos da adoção do novo marco regulatório, porém, não foram poucos os nós surgidos no enredo. "Estamos cooperando com a Ancine no sentido de diminuir os atritos provocados pela inevitável introdução de requisitos burocráticos", diz Pecegueiro. A TV paga agora entrou na fase das correções de rumo. As produtoras independentes, inicialmente eufóricas com a possibilidade de emplacar produtos na TV por assinatura, mostram-se mais cautelosas. As programadoras e operadoras cumprem a cota e criam estruturas para moldar-se às novas exigências do mercado. "Tivemos o tempo dos conflitos, das altas temperaturas, mas a lei foi construída ao longo de cinco anos e, quando nasceu, nasceu com uma alta taxa de consenso", diz Manoel Rangel, diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine). "Foi visível o esforço das programadoras para cumpri-la."

Apesar de, durante os embates em torno da lei, alguns canais terem dito que não se responsabilizavam pelo conteúdo exibido, o tempo mostrou que, por mais difícil que seja cumprir a cota, não dá para correr riscos de perder espectadores e anunciantes. "Pelo que vejo, os canais não têm levado ao ar produtos que não sejam condizentes com a qualidade e as características da programação", observa Denise Gomes, sócia da BossaNovaFilms, produtora de programas como "3 Teresas" (GNT) e "Tabu Brasil" (Nat Geo). "Mesmo quem não tem condições de adquirir produtos 'premium' busca qualidade dentro de seus padrões."

Rogério Gallo, que tem de preencher a grade de seis canais - TNT, Warner Channel, Space, TCM e TBS -, mostra o outro lado da moeda: "Já levamos ao ar programas que, não fosse a necessidade de cumprir cota, não teriam entrado". O executivo garante, porém, que isso não o aflige. Fazendo coro com boa parte do setor, ele afirma estar seguro de que da quantidade sairá a qualidade: "Estamos passando por um processo natural de depuração".

Se, inicialmente, se bateu muito na tecla da qualidade, hoje os problemas que realmente inquietam programadoras e produtoras são outros. Uma queixa comum diz respeito à demora na liberação dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), fonte de financiamento governamental.

No fim do ano passado, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, anunciou que o FSA tornaria disponíveis R$ 400 milhões para o audiovisual. Mas produtoras e programadoras são unânimes em dizer que, até conseguir receber o dinheiro, enfrentam um calvário. "Os prazos da burocracia são incrivelmente longos para os prazos da televisão. A TV exige uma agilidade muito grande", diz Denise. São comuns os casos de produtoras que tiveram de usar o próprio capital de giro para adiantar os recursos do fundo. Outras, menores, acabam, simplesmente, não cumprindo os prazos estabelecidos com os canais - para pleitear os recursos, o produtor precisa ter um acordo de exibição.

O diretor-presidente da Ancine não nega a demora, mas afirma que, apesar de a agência se esforçar para tornar os trâmites mais eficazes, a liberação de recursos públicos deve obedecer a um rito. "O fundo é uma forma de ajudar o setor e, de fato, boa parte do que está no ar foi produzido com esse dinheiro. Vamos procurar melhorar, mas não vejo como negativo que as produtoras adiantem recursos. Isso faz parte da vida empresarial", assinala. "Também esperamos que o setor utilize mais recursos próprios nas produções."


Oscar Simões, presidente da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (Abta) pondera, porém, que o volume de recursos que as programadoras têm para investir está diretamente ligado ao valor que o assinante paga. "É o dinheiro das assinaturas que alimenta a cadeia, e os preços não podem subir mais", afirma. Diferentemente da TV aberta, cuja fonte de receita é, primordialmente, a publicidade, na TV fechada as fontes são várias: mensalidade, serviços de banda larga e telefonia e, em menor proporção, a publicidade. "Esse é um negócio de escala e de capital intensivo", observa Simões. "A estrutura toda é muito cara, desde a infraestrutura até o investimento para atrair novos assinantes. A grande discussão é como equacionar quantidade, custo e qualidade."

Michela Giorelli, vice-presidente de produção e desenvolvimento da Discovery Networks Latin America, defende a ideia de que chegou o momento de avaliar como tornar a lei economicamente sustentável. "Hoje, para os canais de grande distribuição, já é oneroso produzir no volume exigido", nota. "Para canais menores e com gêneros mais específicos, como é o caso do Investigação Discovery, a oferta limitada de conteúdo cria uma grande pressão econômica para o cumprimento da cota."

As produtoras, por sua vez, ficam espremidas entre os custos de produção e aquilo que os canais podem, ou estão dispostos a, pagar. "Há dois anos, colocamos o pé no acelerador, mas agora estamos mais cautelosos", diz Gil Ribeiro, diretor-geral da Conspiração Filmes, atualmente com sete séries em produção. Entre elas, "A Segunda Vez", série baseada no livro "A Segunda Vez Que Te Conheci", de Marcelo Rubens Paiva, que será exibida no Multishow. "O mercado virou muito comprador, ou seja, há grande demanda, e a mão de obra e os custos estão inflacionados."

Enquanto produtoras e canais insistem que a mão de obra ficou cara e pedem que o governo invista na formação de profissionais - de roteiristas a técnicos -, quem está no lado da criação tem outra versão da história. Na visão do roteirista Newton Cannito - "9MM: São Paulo", "Cidade dos Homens" -, a despeito do boom, o setor passa por um processo de precarização do trabalho. "Produtoras querem roteiristas, mas não querem pagar muito; querem pessoas que trabalhem, mas não querem dar poder criativo para elas", afirma. "Quem aceita isso são, geralmente, os jovens, e nem sempre o resultado é bom."

Outra dificuldade enfrentada pelas programadoras é que, em um ano, o produto perde a validade, ou seja, não serve mais para o cumprimento de cota. "Você paga caro pela produção e, depois, só pode exibir durante um ano? Isso é um tiro pela culatra, porque tende a fazer que os canais reprisem ao máximo, durante um ano, aquilo que produziram", reclama Gallo.

A exigência é mais complicada para os chamados canais brasileiros de espaço qualificado, como o Canal Brasil e o Curta. Para entrar nessa categoria, um canal precisa exibir, no mínimo, 12 horas diárias de produção nacional. A Ancine garante estar estudando a flexibilização da exigência. "É o momento oportuno para os primeiros ajustes no regulamento. Ao longo dos próximos dois meses, tomaremos medidas pontuais", informa Rangel.

Parte do mercado se mobiliza também para que formatos internacionais produzidos no Brasil, por brasileiros, sejam aceitos, ao menos parcialmente, para cumprimento de cota. "Entendemos que as experiências compartilhadas com produtores internacionais ajudam no desenvolvimento do mercado audiovisual local e deveriam ser levadas em consideração", diz Michela, da Discovery Networks.

Um dos objetivos da lei é, porém, estimular o país a desenvolver formatos próprios. A paulistana Moonshot, que produz, aqui, séries importadas como "Sessão de Terapia" (GNT) e "O Desafio da Beleza" (GNT), é uma das que têm investido no desenvolvimento de ideias originais. Exemplo disso é o "reality" "Cozinheiros em Ação" (GNT), comandado por Olivier Anquier. "Se não fosse a exigência legal, não sei se os canais aceitariam um formato novo, já que se trata de uma aposta mais arriscada e mais cara que importar algo que já foi testado em outro país", diz Roberto d'Avila, diretor da Moonshot.

Todos os países que se tornaram exportadores de programas, como Argentina, Israel e Inglaterra, têm arranjos produtivos locais que permitem isso, lembra D'Avila. "As produtoras brasileiras só vão reverter o jogo se, ao invés de só comprar, passarem a vender ideias e viver também da propriedade intelectual."

A mesma lógica de fortalecimento das empresas nacionais está por trás da exigência de que os brasileiros sejam os detentores dos direitos patrimoniais das obras que cumprem cota. A regra faz, entretanto, que os canais se perguntem se vale a pena colocar recursos em projetos sobre os quais não têm o direito de distribuição em outros países. A resposta, até agora, tem sido não.

Em meio a queixas, perguntas e tropeços, das dez séries mais vistas na TV por assinatura, em 2013, cinco são brasileiras. Cabe observar, porém, que o canal que mais emplacou sucessos foi o Multishow, pertencente à Globosat - cuja estrutura de produção nacional é anterior à obrigatoriedade.

Entre as campeãs de audiência estão "Vai Que Cola", "Cilada", "Uma Rua sem Vergonha" e "Adorável Psicose". E coube a uma produção nacional, a comédia "Minha Mãe É Uma Peça" (2013), o primeiro lugar no ranking de filmes da TV fechada. A maior presença do cinema brasileiro na programação dos canais pagos é, aliás, uma das consequências mais visíveis da lei para o espectador.

"A lei facilitou a venda e melhorou as condições de negociação dos nossos longas-metragens", relata Giba de Assis Brasil. "Apesar de algumas restrições, uma vez que há contratos de distribuição com Columbia, Fox e outras empresas, nossos filmes nunca foram tão vistos como agora. Chegamos a receber reclamações do tipo todo dia passa 'O Homem Que Copiava' [de Jorge Furtado] em algum canal."

"A compra de acervos de filmes brasileiros foi realmente grande", afirma Débora Ivanov, sócia da Gullane Filmes. "Além disso, alguns canais, como HBO e Telecine, estão investindo na produção de longas-metragens." Outro efeito colateral positivo apontado por Débora é que a televisão aberta - que historicamente opta pela produção própria - passou a dar mais espaço para os independentes. Há 15 anos, quando surgiu, a Gullane tocava três projetos. Hoje, tem 35 em andamento. E não se trata de exceção.

Outra novidade que a lei impôs à paisagem audiovisual foi o surgimento de novos canais. A cota para brasileiros fez que canais que não conseguiam entrar nos pacotes básicos das operadoras passassem a ser carregados por diferentes empresas.

Exemplo disso é o Woohoo, que, quando nasceu, em 2006, tinha 6 mil assinantes. A partir da Lei nº 12.485, passou a ser distribuído por Net, Sky, GVT, Oi, Vivo e Claro. Soma, atualmente, 12,5 milhões de assinantes. "A cota para canais brasileiros e a entrada das teles no setor foram vitais para que atingíssemos esse tamanho", diz Antonio Ricardo, criador do canal de surfe, skate e comportamento.

A mesma lei que propiciou o salto ao canal lhe impôs, porém, uma limitação. No ano passado, para manter-se sob a rubrica de "superbrasileiro" - na classificação da Ancine, existem quadro gradações para canais brasileiros -, o Woohoo teve de abrir mão do acordo que mantinha, desde a origem, com a programadora internacional Turner.

O que ocorreu com o Woohoo é fruto dos limites impostos à propriedade cruzada, que impedem as prestadoras de serviços de telecomunicações de serem produtoras ou programadoras de conteúdos locais. Em maio, a Sky foi autuada pela Ancine por descumprimento da lei. Segundo a agência, a empresa estaria atuando irregularmente como programadora por meio do canal Sports+. Procurada pelo Valor, a Sky informou, por meio da assessoria de imprensa, que não se manifestaria sobre o assunto.

Apesar de haver arestas a aparar, é indiscutível que a lei não só "pegou" - para usar a terminologia tão tipicamente brasileira - como teve efeitos visíveis para o mercado e os espectadores. E, daqui para a frente, o que esperar? "O desafio é que, cumprida essa curva de aprendizagem, todo o esforço gere uma indústria audiovisual forte que seja de interesse do assinante, que é quem paga a conta", diz Simões, da Abta. "A gente espera que, no futuro, alguém assine um pacote para poder ver séries brasileiras."

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Desafio é humanizar o comércio pela internet

Desafio é humanizar o comércio pela internet | Inovação Educacional | Scoop.it

Tecnologia se une a hábitos individuais para fisgar o cliente

Tornar o comércio eletrônico mais humano é o grande desafio dos varejistas na internet. As empresas do ramo têm apostado na melhoria da experiência de compra como estratégia para conquistar e fidelizar clientes. Para isso, investem em tecnologias de processamento de big data (megadados) que permitem conhecer melhor as preferências individuais e hábitos de consumo. Outra tendência do setor é aprofundar o vínculo com o público por meio de ferramentas de estímulo ao engajamento e pelas redes sociais.

"O e-commerce busca hoje aumentar a taxa de conversão", diz o presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Maurício Salvador. Essa taxa, importante índice de desempenho do setor, é calculada dividindo-se o número de vendas pelo total de visitas a um ambiente on-line. No Brasil a média é de 1,5%, isto é, a cada mil acessos ocorrem 15 compras. Para concorrer com os grandes varejistas que investem em pacotes anuais de mídia no atacado, os pequenos e médios buscam alternativas como programas de afiliados e market places, espaços virtuais compartilhados.

Em 2013, o comércio eletrônico faturou R$ 31,1 bilhões no Brasil, 29% a mais que em 2012, segundo a ABComm. O ano fechou com 10 milhões de novos e-consumidores, totalizando 53 milhões, e 45 mil lojas virtuais com CNPJ. Em 2014, a estimativa é que o setor cresça 27% e fature R$ 39,5 milhões. Até 2016, o faturamento das pequenas e médias lojas virtuais deve triplicar, alcançando R$ 13,7 bilhões, por causa do foco em lojas virtuais de nicho. A participação das PMEs no mercado passou de 8% em 2010 a 16% em 2013 e deve chegar a 18% em 2014.

O segmento de moda e acessórios já lidera as vendas por e-commerce no país, tendo ultrapassado o de eletrodomésticos, conforme o e-Marketer. Um dos expoentes no mercado é a Dafiti, que nasceu em 2011 como loja de sapatos on-line, expandindo-se rapidamente para outros produtos. Com 50 milhões de visitas mensais, 2.200 funcionários e um portfólio de 125 mil itens de 2 mil marcas, a empresa tem hoje o maior portal de e-commerce de moda na América Latina.

"Noventa por cento dos nossos produtos podem ser comprados com frete grátis e temos avaliações de clientes sobre as compras, o que reforça os laços de fidelidade", diz o fundador da empresa, Malte Huffmann.

"O momento é o de estreitar os laços humanos", opina o especialista em e-commerce Leandro Silva. "As empresas que têm conseguido fidelizar os clientes são as que conseguiram romper a barreira de impessoalidade existente no comércio eletrônico".

Na avaliação de João Pissutto, consultor da IBM na área de varejo, é fundamental criar condições tecnológicas e culturais dentro da empresa para que o consumidor possa ser tratado como indivíduo. Isso passa pela integração comercial e legal das atividades entre as lojas físicas e também na internet.

A Netshoes, varejista de calçados e artigos esportivos na internet, é uma das pioneiras no tratamento individualizado dos clientes. Seu portal conta com diversas ferramentas de interatividade e recebe 5 mil avaliações de compras por mês. "Às vezes as marcas não ficam tão felizes com os comentários, mas a nossa resposta a elas é: 'Melhore o seu produto'", diz o diretor de marketing Renato Mendes.

A empresa mantém um estúdio de fotografia, uma redação para descrever os itens à venda e um call-center próprio com 500 funcionários. Mais de 70% dos pedidos são feitos por clientes que já fizeram ao menos uma compra na empresa.

Referência em varejo on-line de informática e eletrônicos, a Kabum! investe forte no vínculo com os gamers. "É um público extremamente informado e exigente, o que demanda que tenhamos um portfólio atualizado, além da descrição detalhada dos produtos", diz Leandro Ramos, um dos fundadores.

A Kabum! é a primeira empresa brasileira a patrocinar um time próprio no League of Legends, o game mais popular do mundo em horas jogadas. Ramos estima que o faturamento deste ano irá crescer 50%.

Líder no mercado brasileiro de personalização para e-commerce, a Chaordic atende 15 dos 20 maiores players do ramo e processa mais de 30% das transações do varejo digital. "A venda personalizada é uma tendência sem volta", diz o responsável pelo setor de marketing, Roberto Kakihara. "Quando você começa a ofertar produtos personalizados, o consumidor se identifica com a loja". Um dos clientes da empresa é a Centauro, que em 2013 aumentou a taxa de conversão em 25% e as vendas em 32%.

Um sistema inovador de recomendações que coloca o cliente como líder do processo de venda é oferecido pela Myreks. "A gente olha a loja como um canal de entrega, pois quem faz as vendas são os recomendadores". É o que explica o CEO da empresa, Bruno Malhado. Os usuários com maior poder de influência recebem benefícios e prêmios, como medalhas e uma moeda virtual RekPoint, que o cliente pode usar para trocar por prêmios.

"Nós acreditamos que o futuro do varejo digital é o 'frictionless commerce', ou seja, o comércio sem atrito", afirma o diretor de marketing do Groupon Brasil, Tomás Penido. De acordo com ele, "o consumidor receberá ofertas selecionadas para seu perfil e comprará com apenas um clique em seu dispositivo móvel". A Groupon Brasil utiliza um sistema em seu portal para selecionar as ofertas que são mais relevantes para cada assinante das suas newsletters.



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Brasil, IDH e Terceiro Setor

Brasil, IDH e Terceiro Setor | Inovação Educacional | Scoop.it

As melhoras em nossa sociedade passam também pelar profunda revisão do nosso papel no sistema, saindo do individualismo para atitudes coletivas.

Em julho, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou o relatório contendo a versão mais atualizada do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede o desempenho de cada nação em temas como saúde, educação e desigualdade. De acordo com a ONU, o Brasil apresentou melhoras consistentes. Ainda assim, estamos muito aquém de gerar condições de vida dignas para todos os cidadãos e cidadãs do nosso país. Nesse sentindo, além do governo, a sociedade civil pode contribuir muito.

Embora tenhamos subido uma posição, ocupando agora um intermediário 79º lugar entre os 187 países do índice, a desigualdade ainda é o principal entrave para a melhora da nossa situação. Se temos um escore geral de 0,744, cuja nota máxima é 1, pontuamos míseros 0,542 na igualdade de distribuição de renda e acesso a serviços como saúde e educação, o que nos poria 16 colocações abaixo caso fosse considerado apenas esse quesito. As Nações Unidas destacaram que programas governamentais como o "Bolsa Família" e a política de cotas em universidades foram muito positivos, mas não tiveram maior alcance devido ao gigantesco passivo social brasileiro - que pode ser, em parte, suplantado por uma sociedade civil organizada.

Para não depender apenas do Estado, que vive cercado de outros interesses, as organizações não governamentais (ONGs) e negócios sociais, com ou sem fins lucrativos, têm crescido no país. Mas o desafio ainda é grande.

Uma barreira amplamente citada, e real, é a falta da capacidade de gestão. Embora bem intencionadas, a falta de preparo para a gestão econômico-financeira muitas vezes impede essas entidades de serem bem sucedidas em suas empreitadas. Aliado a esse ponto está a escassez de recursos - até mesmo para melhorar a gestão. Essa merece uma atenção especial, pois, embora seja um país de grande riqueza, o Brasil distribui seus recursos ainda de maneira extremamente concentrada. E a parcela mais rica da população pouco doa de suas fortunas e do seu tempo. O Brasil é apenas o 72º em doações entre os 146 países do World Giving Index (Índice Mundial de Doações, em tradução livre) que, além de medir doações financeiras a organizações sociais, também mede ajuda a terceiros e voluntariado.

Por fim, está o problema da pulverização das organizações: além de pequenas organizações locais efetivas precisamos organizações de grande porte, com sofisticação estratégica, gerencial e operacional, capazes de dialogar e articular com as organizações menores, evitar a duplicação de esforços e fazer frente aos enormes desafios do país.

Doações podem ser classificadas de acordo com o horizonte de alcance. Elas podem ter um viés de imediato, ajudando em casos urgentes - a ocorrência de desastres naturais, semelhantes aos que ocorreram na serra do Rio de Janeiro, por exemplo. Também podem ser de médio prazo, como os chamados recursos "não carimbados", ou seja, sem fim definido, passíveis de serem utilizados pelas organizações para fortalecer sua gestão, ou de longo prazo, ajudando a mudar a estrutura que gera os problemas, apoiando organizações intermediárias que criam soluções para o setor social como um todo. Esses três horizontes - simplificados em dar o peixe, ensinar a pescar e mudar a infraestrutura da indústria da pesca - são complementares e mostram que as doações não se reduzem àquela visão vertical de simples atos de caridade pontuais, de cima para baixo.

Embora destacada no nosso país, a ausência de uma cultura de doação não passou despercebida em outros países. Na verdade, tornou-se tão evidente, que a própria sociedade civil tem se organizado em torno desta causa. Há três anos, iniciou-se um movimento nos EUA chamado #GivingTuesday. A ideia central é utilizar a retórica dos dias de consumo desenfreados, como a "Black Friday" e a "Cyber Monday", que seguem as festas norte-americanas do Dia de Ação de Graças, e utilizá-la para marcar um dia de doações. O #GivingTuesday se tornou um movimento global, chegando a dezenas de países e neste ano chega ao Brasil em parceria com o #diadedoar (em 2014, será no dia 2 de dezembro).

Existem também iniciativas nacionais interessantes de incentivo às doações. A campanha "Doe Mais, Doe Melhor" reúne histórias e ações de pessoas que já doam recursos. O objetivo da iniciativa não é destinar dinheiro para uma instituição específica e, sim, inspirar outros a fazerem o mesmo, criando uma atmosfera de solidariedade onde cada um encontra maneira de contribuir para mudar o setor social brasileiro.

Para aqueles que podem contribuir financeiramente, a doação pode ser vista de outra maneira dentro do sistema que vivemos: como o melhor investimento disponível. Se bem aplicada, tem como retorno o desenvolvimento humano e a felicidade de quem mais precisa de um sorriso e representa uma retribuição ao papel - muitas vezes subestimado - que cada um tem hoje na sociedade e ao potencial que cada ser humano carrega de transformar a vida dos outros. Doar seu tempo ou habilidades também não pode, de maneira alguma, ser considerado inferior.

As melhoras em nossa sociedade passam por um Estado focado nos interesses do povo, empresas com verdadeira responsabilidade social - muito além de financiar ações externas com um olho no seu retorno para a empresa - e uma profunda revisão do nosso papel no sistema, saindo do individualismo para atitudes coletivas. Doar pode não resolver tudo e ser visto como um gesto pequeno comparado à imensidão dos problemas que temos em frente. Mas é por meio dessas atitudes sutis que, em conjunto, podemos mudar o mundo. E, convenhamos, é bem melhor do que não fazer nada.

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UFABC repensa campus Mauá

Reitor Klaus Capelle priorizará instalação de polo de atividades ao longo do próximo ano

Prometida desde 2008 pelo ex-prefeito Oswaldo Dias (PT), a construção de campus da UFABC (Universidade Federal do ABC) em Mauá está sendo repensada pela instituição federal de ensino. Em café da manhã realizado ontem com jornalistas, o reitor Klaus Capelle admitiu que a instalação de nova estrutura física não é uma prioridade de sua gestão, iniciada em fevereiro. Ao invés disso, a ideia é viabilizar ao longo do próximo ano a implementação de polo avançado na cidade, com oferta de cursos e atividades culturais para a comunidade.

“Nosso projeto para Mauá não é duplicar, mas avançar com outras atividades. Não diria (que o projeto de instalação de campus está) abandonado, mas não é nossa prioridade. Nosso foco hoje é investir no polo, porque eleva as atividades acadêmicas num futuro bem próximo. Acho que isso é o que a população de Mauá deseja”, argumenta o reitor.

A proximidade da unidade mauaense com os campi já existentes – em Santo André e São Bernardo – também foi citada por Capelle como ponto para reflexão. “Mauá fica a menos de dez quilômetros de São Bernardo e a menos de sete quilômetros de Santo André, então, temos que pensar bem antes de duplicar a estrutura que já temos aqui.”

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A indústria que queremos

Rapidamente vão se esgotando os instrumentos com que o governo tenta promover o desenvolvimento industrial. Desde o início da crise mundial, em 2008, a indústria acumula queda de quase 5% da produção e encolhe a sua presença no cenário internacional.


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Extrovertidos e meticulosos acima dos 30 anos ganham mais, aponta estudo

Extrovertidos e meticulosos acima dos 30 anos ganham mais, aponta estudo | Inovação Educacional | Scoop.it

Traços específicos de personalidade podem ter grande impacto na renda dos trabalhadores após os 30 anos de idade.

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Ateus dos EUA se organizam para influenciar política

Em contraposição à crescente direita religiosa, céticos tentam promover candidaturas com uma visão de Estado mais secular

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Será que os robôs vão roubar seu emprego?

Será que os robôs vão roubar seu emprego? | Inovação Educacional | Scoop.it

Especialistas ouvidos em pesquisa sobre futuro da automação imaginam aumento na desigualdade de renda, massas de pessoas excluídas do mercado de trabalho e o colapso da ordem social

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A reinvenção da música

Parte do charme retrô do filme Guardiões da Galáxia vem do walkman (daqueles antigos, de fita) que o protagonista carrega. O cassete sempre presente no tocador traz sucessos dos anos 1970 selecionados pela mãe de Peter Quill, também conhecido por Star-Lord. Ele ouve a fita em suas viagens espaciais como uma forma de se conectar com o passado terrestre.

São memórias de uma época em que música era um bem escasso. As pessoas gravavam cassetes com seleções de faixas dos discos de vinil (ou de outras fitas) e repassavam para os amigos. A internet mudou isso. Legal ou ilegalmente, as pessoas passaram a ter acesso a todas as canções que quisessem, e a música perdeu um pouco desse lado social.

Mas começou uma nova mudança. No ano passado, pela primeira vez, as vendas mundiais de músicas por download caíram. Apesar de ainda representarem dois terços dos US$ 6 bilhões que a música digital movimentou no ano passado, o faturamento com faixas em MP3 caiu 2%.

O modelo está se deslocando da posse para o acesso. Os serviços de streaming (em que as pessoas ouvem as músicas sem ter de baixá-las) renderam, também pela primeira vez, mais de US$ 1 bilhão, com um crescimento de 51%, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica.

“Mais da metade foi o Spotify quem pagou”, afirma Gustavo Diament, diretor geral da empresa para a América Latina, com quem conversei semana passada. Desde seu lançamento em 2008, na Suécia, o Spotify pagou quase US$ 1 bilhão em royalties, sendo mais da metade em 2013. “No ano passado, tínhamos em média 24 milhões de usuários. Hoje, temos mais de 40 milhões. A curva para a indústria é exponencial.”

Disponível no Brasil desde o fim de maio, o Spotify é uma das principais alternativas de serviço de streaming. Por aqui, tem concorrentes como o Rdio, parceiro da Oi, e o Napster (hoje totalmente legal), parceiro da Vivo. Outros rivais são empresas como Deezer, Pandora e, principalmente, YouTube, que, apesar de ser um site de vídeos, é um dos principais destinos para quem quer ouvir música de graça na rede.

O Spotify oferece tanto a modalidade gratuita, com anúncios, quanto um pacote pago, que permite baixar as músicas no dispositivo móvel ou PC. Segundo Diament, os serviços de streaming acabam por reduzir a pirataria: “Estamos trazendo dinheiro novo ao mercado”.

Em 1999, o Napster surgiu e acabou transformando o mundo da música. As pessoas começaram a baixar arquivos piratas da internet, sem que houvesse uma alternativa dentro da lei. O efeito foi devastador. Somente com o iTunes, da Apple, lançado dois anos depois, as gravadoras encontraram um modelo viável de vendas pela rede. Da mesma maneira que substituiu o CD, o download está sendo substituído pelo streaming.

Coletâneas

Da mesma forma que a mãe do guardião da galáxia Star-Lord gravou uma fita cassete com as músicas que marcaram a sua adolescência, hoje, com os serviços de streaming, é possível criar seleções especiais. Existem listas prontas para as mais diversas ocasiões. Para malhar, para descansar, para estudar. Você escolhe as músicas, a ocasião, e o nome da playlist. Pode selecionar músicas alegres e colocá-las numa lista chamada “Candy Pink Stove”. Ou criar uma lista chamada “All I wanna do”, para quem você gosta. A experiência da música volta a ser ao mesmo tempo pessoal e social.

Modelo

Atualmente, um quarto dos usuários do Spotify contrata o serviço pago. Eles são, no entanto, responsáveis por 80% do faturamento da companhia. “Temos o privilégio de ter um modelo híbrido”, afirma Diament.

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Ministro da Educação e reitores discutem a educação básica 

Ministro da Educação e reitores discutem a educação básica  | Inovação Educacional | Scoop.it

O ministro da Educação, Henrique Paim, recebeu na última terça-feira (26) os membros do Crub (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras) na sede do Ministério da Educação, em Brasília. O encontro teve como eixo principal o debate da participação das universidades brasileiras no fortalecimento da educação básica (educação infantil ao ensino médio).

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