Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Innovations in online education

Innovations in online education | Inovação Educacional | Scoop.it

How can you recognize an acid? Where do you assign charges to balance ionic compounds? What did I do wrong on problem 25? These are the standard kinds of questions all instructors face in introductory chemistry courses. But instructor Mitzy Erdmann, Ph.D., fields them in a unique way during office hours for her online Chemical Problem Solving (CH100) course in the UAB College of Arts and Sciences Department of Chemistry.
It’s kind of like a call-in show — for equations. Digital marker in hand, Erdmann sketches out the answers to practice problems on the Lightboard in the Digital Media Studio in UAB’s Hulsey Center. Her students, watching the broadcast live with GoToMeeting software, “can stop me and ask questions about the problem — or anything — through an earpiece I wear,” she says. Or they can type queries into a chat window, which are relayed to Erdmann by Digital Media’s Chris Humphries or Duncan McCrary.

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Fies sofrerá revisão total após custo chegar a R$ 32,2 bi

Fies sofrerá revisão total após custo chegar a R$ 32,2 bi | Inovação Educacional | Scoop.it
Com custo alto para os cofres públicos e inadimplência crescente - que bateu 53% em janeiro -, o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) será completamente revisto pelo governo. Apenas em 2016 o custo global do Fies para o Tesouro Nacional chegou a R$ 32,2 bilhões, de acordo com informações obtidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.
O diagnóstico do rombo causado pelos benefícios não quitados deve ser divulgado na próxima semana pelo Ministério da Educação (MEC). Novas regras de acesso e pagamento das mensalidades estão prometidas para primeira quinzena de abril.
A conta total inclui o funding (obtenção de recursos) das mensalidades pagas às universidades privadas, os subsídios que barateiam o preço repassado aos estudantes e as taxas pagas aos bancos que operacionalizam o programa.
Pelo Fies, os estudantes do ensino superior têm cursos bancados pelo governo e começam a devolver o dinheiro emprestado, em prestações, um ano em meio após o fim do curso de graduação. Mas a conta não tem fechado porque mais da metade dos alunos formados está inadimplente. Como o fundo garantidor com recursos das instituições de ensino só cobre até 10% dos calotes, os débitos restantes oneram ainda mais o orçamento federal.
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‘Big Data’: antídoto contra a corrupção?

‘Big Data’: antídoto contra a corrupção? | Inovação Educacional | Scoop.it
A tomada de decisões na esfera pública pode se apoiar em dados e algoritmos para evitar arbitrariedades e erros humanos, mas enfrenta o problema da privacidade
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Operação Carne Fraca: bastou um fiscal falar para tudo ruir

Operação Carne Fraca: bastou um fiscal falar para tudo ruir | Inovação Educacional | Scoop.it
Há dois anos, ao sentir-se perseguido, um servidor público contou à Polícia Federal o que sabia. A investigação descobriu um universo de corrupção
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Os "Intelectuais" Homologados

Os "Intelectuais" Homologados | Inovação Educacional | Scoop.it

Não é de hoje que os intelectuais passaram a exercer uma função midiática para além das antigas aparições públicas, nas quais a fala do acadêmico se apresentava como um diferenciador no âmbito do debate público. Entre a tagarelice das opiniões de pouca solidez, porém repetidas como se certezas fossem, a figura do conhecedor, do estudioso, ou mesmo do especialista surgia como um tipo de freio às vulgarizações e distorções do cotidiano. Não que isso representasse uma alta consideração e respeito da mídia hegemônica em relação ao conhecimento acadêmico, uma vez que a fala do intelectual ao se inserir em um debate cujas regras lhes são alheias facilitava a distorção de suas falas, todavia mantinha-se a diferença explícita entre o conhecimento e a simples informação.
Ademais, a identificação dos intelectuais com certas causas os afastavam do centro do poder e de seus bajuladores: os donos da mídia. Tal representava um entreve por princípio. Era melhor não chamá-los a ocupar um espaço voltado para um público amplo. Entre uma fala e outra surgiria a criticidade que a mídia hegemônica procurava “amansar”. Quando era inevitável ceder-lhes espaço, suas falas nunca poderiam ser identificadas com a informação, nem apresentada na forma da informação. Isto era o signo divisor, como que dizendo: “não liguem muito, é coisa de intelectual (…)”. Nos últimos anos, contudo, essa diferença (entre conhecimento e informação, entre o papel do intelectual e a função midiática) não apenas se esgarçou, como se tornou quase nula. Por isso, hoje estamos diante de um novo tipo de intelectual: o intelectual homologado.
Este tipo de intelectual surge nos espaços da mídia hegemônica como uma espécie de adendo à informação, um plus, pois o saber, representado pela sua presença, que supostamente emprestaria prestigio às notícias é dado sempre na forma da informação, portanto descaracterizando os elementos que constituem qualquer tipo de conhecimento. Ou seja, sobre critérios que fazem do saber um não saber. Dilui-se na torrente informacional midiática o tempo demandado e o esforço necessário exigidos pelo trabalho do pensamento, em favor da rapidez e do simplismo. Porém, tais aspectos, embora importantes, não configuram o fator determinante da homologação.
Estes intelectuais são homologados na medida em que suas falas públicas têm aparente criticidade e profundidade. Em verdade, nunca dizem algo que seja contra os interesses dos meios midiáticos que lhes dão guarida, nunca fazem um crítica profunda que mexa com as estruturas mais acomodadas do seu público, pois este já não é mais uma plateia que dá ouvidos às palavras do homem de saber, mas um grande fã-clube que ele não pode jamais desapontar. A formação deste fã-clube impede a autonomia que caracteriza o sujeito de saber. Desse modo, não se estabelece, de fato, uma relação que enseja conhecimento, mas uma relação de poder, na qual o liame é a dependência entre os ditos e gestos e a obediência na forma do consentimento Tanto é assim que nos raros momentos em que o fã-clube do intelectual homologado se volta contra ele, o objeto da “revolta” não é de cunho teórico, ou seja, não é um debate sobre suas obras ou suas ideias, porém diz respeito a um fato de sua vida privada. Seus fãs exercem uma vigilância policialesca, como os fãs de qualquer astro pop, pois a relação se, por um lado, exige o consentimento, por outro lado, faculta a vigilância aos que consentem. A figura do intelectual homologado traz consigo uma legião de homologados intelectuais. Ora, não foi isto que ocorreu nos últimos dias, com a pantomima em torno de uma foto postada nas redes sociais pelo nosso mais bem acabado exemplo de intelectual homologado?

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Disputas também chegam a associações e universidades

Além de desafios criados por empresas, há competições globais organizadas por universidades e associações de classe que movimentam estudantes em todo o mundo e também buscam atrair jovens profissionais para áreas de atuação às vezes pouco representadas em cursos de graduação.
A Global Marketing Competition, organizada pela escola de negócios espanhola Esic, é uma "simulação de negócios" e atrai 60 mil estudantes anualmente para um concurso on-line de dois meses que pode resultar em uma participação presencial em Madrid. A americana Hult International Business School foca no empreendedorismo social, e os participantes que avançam na competição recebem a chance de apresentar suas ideias de negócios com impacto social a investidores ou receber aportes de uma aceleradora do próprio prêmio.
Organizado por uma associação austríaca para a promoção da arbitragem comercial, o Vis Moot reúne todos os anos em Viena estudantes de direito para competir em casos de arbitragem. A competição deste ano, que acontece em abril, vai usar o regulamento do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC), no que será a primeira vez que o concurso, criado na década de 90, usa um regulamento de uma instituição brasileira.
A CAM-CCBC também patrocina a participação de equipes brasileiras, formadas por alunos de universidades como a USP e a PUC. Segundo Carlos Forbes, presidente do CAM-CCBC, garantir que alunos de direito considerem a arbitragem comercial como uma possibilidade de carreira é um dos principais objetivos tanto da competição quanto do envolvimento da Câmara no processo.
Embora o Vis Moot se concentre em uma semana em Viena, a preparação para o concurso é longa e demanda bastante esforço dos participantes, que se reúnem regularmente para estudar casos, participam de "pre moots", competições locais que simulam a oficial, e precisam entender profundamente de processos de arbitragem, uma disciplina que ainda não ocupa muito espaço nos currículos das faculdades brasileiras.
Forbes explica que justamente por isso a competição é um espaço para escritórios de advocacia, empresas e entidades como a própria CAM-CCBC encontrarem jovens talentos da área. "Quando se fala de talento, estamos falando efetivamente daquele que se destaca dos seus pares, e você sabe que o aluno que faz uma competição internacional vai ser um bom estudioso e advogado. Ele tem um selo de qualidade", diz.
Foi esse selo que garantiu a Rodrigo Diniz, que participou do Vis Moot em 2013, um emprego como assessor da secretaria geral do CAM-CCBC. Logo após ser selecionado para o time da USP, ele conta que já recebeu uma proposta de estágio em um escritório de advocacia, onde atuou por dois anos antes de ir trabalhar no CAM-CCBC. A preparação foi intensa - reuniões muitas vezes diárias, longas horas de estudo em casa e participação em "pre moots" no Brasil e no exterior.
"Neles, havia advogados e sócios de escritórios participando como treinadores e assistindo aos times se apresentarem, então a possibilidade de networking é muito boa", diz. A rotina não parou depois da competição: hoje Diniz é treinador da equipe da USP. No ano passado, o time orientado por ele chegou ao top 8 da competição, que reúne cerca de 300 universidades.

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Ciee lança curso on-line gratuito para quem deseja falar em público

Dominar a habilidade de falar em público, um dos maiores medos dos jovens, é diferencial que conta pontos para o sucesso profissional e até na vida pessoal. Com o objetivo de auxiliar os jovens a desenvolver habilidades para fazer apresentações para pequenos e grandes públicos, como reunião de negócios, palestras, contatos com clientes ou trabalhos acadêmicos, o CIEE o curso on-line gratuito Técnicas da Expressão Verbal.
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Prefeitura do Recife inscreve para quatro cursos gratuitos de tecnologia à distância

Prefeitura do Recife inscreve para quatro cursos gratuitos de tecnologia à distância | Inovação Educacional | Scoop.it

Até a segunda-feira (27), estão abertas as inscrições para cursos gratuitos de tecnologia ministrados na modalidade à distância e oferecidos pela Secretaria de Educação do Recife. As vagas, que são ilimitadas, são para as aulas de editor de texto e apresentação, editor de planilhas eletrônicas (básico), Introdução à Animação Digital e Mapa Conceitual: Aprendizagem Significativa em Educação à Distância.

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What happens in the brain when you learn a language?

What happens in the brain when you learn a language? | Inovação Educacional | Scoop.it

The Swedish MRI study showed that learning a foreign language has a visible effect on the brain. Young adult military recruits with a flair for languages learned Arabic, Russian or Dari intensively, while a control group of medical and cognitive science students also studied hard, but not at languages. MRI scans showed specific parts of the brains of the language students developed in size whereas the brain structures of the control group remained unchanged. Equally interesting was that learners whose brains grew in the hippocampus and areas of the cerebral cortex related to language learning had better language skills than other learners for whom the motor region of the cerebral cortex developed more.
In other words, the areas of the brain that grew were linked to how easy the learners found languages, and brain development varied according to performance. As the researchers noted, while it is not completely clear what changes after three months of intensive language study mean for the long term, brain growth sounds promising.

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Pesquisa aponta que 90% dos brasileiros fariam cursos online

Pesquisa aponta que 90% dos brasileiros fariam cursos online | Inovação Educacional | Scoop.it

Seguindo a tendência da utilização das mídias digitais para resolver assuntos do dia a dia, como serviços bancários, agendamentos, compras, dentre outros, a área da educação a distância também vem conquistando adeptos. No entanto, a desconfiança por parte do público quanto à qualidade dos cursos online ainda limita o crescimento do setor. É o que apontou uma pesquisa feita pela NZN Intelligence, empresa de pesquisa e inteligência, que administra os sites Baixaki, Mega Curioso e Click Jogos.
De acordo com o estudo — antecipado ao site de VEJA e que será divulgado em breve –, 90% das pessoas afirmaram que fariam um curso online em algum momento da vida, sendo que 61% delas já realizaram alguma aula na web. A pesquisa se baseou na coleta de respostas de usuários das páginas da NZN. 
Os dados ainda apontaram os desafios da profissionalização online. Entre aqueles que jamais se aventurariam em uma jornada de ensino a distância, 45% apontaram desconfiança acerca da qualidade do ensino como o principal motivo.
A pesquisa ainda mostrou quais as aulas preferidas dos usuários. Cursos de idioma são, disparados, os mais procurados na internet, com 59% de preferência, seguido por Engenharia (25%) e Administração (22%). Confira, no gráfico, a lista completa:

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Água, um bem público e finito

Água, um bem público e finito | Inovação Educacional | Scoop.it

Basta haver uma crise hídrica, cada vez mais frequente em qualquer região do país, e a luta contra o desperdício recai sobre a educação. As criancinhas já estão cansadas de repetir as lições que os adultos não ouvem. Esperar que elas cresçam e, mais conscientes, não repitam os erros de seus familiares, pode nos levar ao caos.
Cerca de 20% da população mundial não têm acesso a água potável. Não estão apenas nos países africanos e asiáticos, distantes de nós. Estão aqui, no Nordeste castigado por secas prolongadas e em outros pontos do país. Quem diria que, um dia, o Rio Piracicaba poderia secar? Quem diria que o rico Vale do Paraíba teria sua paisagem ameaçada pela estiagem, como ocorreu dois anos atrás?
O lixo despejado nos rios, córregos e nascentes deixa marcas por onde passa. Os resíduos químicos de empresas poluidoras causam desastres ambientais desmedidos, como o de Mariana. Haverá um futuro para o Rio Doce e a população que vive às suas margens, em pequenos vilarejos, mas também em grandes cidades de Minas Gerais e Espírito Santo?
As matas ciliares das margens dos rios e dos lugares onde brotam as nascentes são a proteção natural de águas limpas. Jamais poderiam ser arrancadas e, onde isso aconteceu, agricultores devem, com urgência, cuidar do replantio, sob pena de eles serem as primeiras vítimas da falta d"água em suas terras.
A água reflete o que somos. Enquanto cultivamos o desrespeito em todos os níveis, as questões públicas parecem ser dos outros. Onde não há saneamento básico, higiene, e um mínimo de conscientização sobre um bem natural ao qual todos têm direito, as fontes vão secar.
O saneamento é responsabilidade dos governos e cabe a nós, que elegemos tantos para nos representar, cobrar que assumam a responsabilidade e executem as tarefas básicas para que a população tenha água limpa e saúde.
O combate ao desperdício doméstico é desafio para cada um de nós. Não basta você fechar a torneira. É importante que passe a mensagem adiante para as demais pessoas do seu convívio, em casa e no trabalho.

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Canadense é eleita melhor professora do mundo e ganha prêmio de US$ 1 milhão

Canadense é eleita melhor professora do mundo e ganha prêmio de US$ 1 milhão | Inovação Educacional | Scoop.it

A professora canadense Maggie McDonnell conquistou neste domingo (19) o Global Teacher Prize, prêmio de US$ 1 milhão oferecido anualmente pela Fundação Varkey ao melhor professor do mundo. A cerimônia que aconteceu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, teve a presença do professor brasileiro Wemerson da Silva Nogueira, um dos dez finalistas, que já escreveu sobre seu projeto de escuta de alunos ao Porvir. O anúncio da vitória de Maggie foi feito pelo astronauta francês Thomas Pasquet em uma mensagem por vídeo enviada da Estação Espacial Internacional.
Nascida na província da Nova Escócia, Maggie passou cinco anos trabalhando na África Sub saariana em ações de prevenção à AIDS logo após conseguir o diploma de bacharelado. Quando voltou ao Canadá, obteve o título de mestrado e descobriu que o país começara a debater abusos cometidos contra povos indígenas, incluindo a exploração predatória do meio ambiente e a grande desigualdade socioeconômica. Diante desse cenário, aproveitou a oportunidade para começar a lecionar para comunidades indígenas e, ao longo dos últimos seis anos, tornou-se professora de uma cidade da província de Quebec com 1.300 habitantes da população Inuit chamada Salluit, localizada no Ártico canadense, que é acessível somente por transporte aéreo e convive com temperaturas de -25º C no inverno.

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Como a sala de aula pode enfrentar a onda de notícias falsas

Como a sala de aula pode enfrentar a onda de notícias falsas | Inovação Educacional | Scoop.it

Na era do uso massivo das redes sociais e de aplicativos de comunicação que facilitam espalhar informações a centenas de usuários com apenas um dedo na tela ou clique no mouse, nada tem se espalhado mais rápido do que as notícias falsas.
O tema foi inclusive alvo de um alerta em carta escrita pelo físico britânico Tim Berners-Lee, que idealizou e inventou a World Wide Web há 28 anos. Para ele, o hábito de se informar pela internet e o uso de algoritmos acabam favorecendo a desinformação. “O resultado é que esses sites nos mostram conteúdo que acreditam que nós vamos querer clicar – o que significa que desinformação ou “notícias falsas” (as chamadas fake news), que têm títulos surpreendentes, chocantes, criados para apelar aos nossos preconceitos, podem se espalhar como fogo”.
Para Tai Nalon, diretora do Aos Fatos, site brasileiro que faz a checagem de notícias, uma regra importante é desconfiar sempre. “Os algoritmos são de certa forma recompensadores, para estimular que o usuário fique mais tempo na rede social. Tudo foi feito do ponto de vista de tornar aquilo mais convidativo e não necessariamente verídico”, explica.

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Dicas para você se decidir sobre o curso de MBA

Dicas para você se decidir sobre o curso de MBA | Inovação Educacional | Scoop.it
A decisão entre fazer um Master in Business Administration (MBA) ou outro curso pode ser confusa para muitos, principalmente para aqueles que não são formados em Administração de Empresas. Paula Braga, coach pessoal e profissional, sócia da Ikigai, explica que as decisões de carreira precisam ser tomadas com base no perfil de cada aluno. Portanto, não há “fórmula mágica” para o melhor caminho a ser tomado.
Entretanto, alguns pontos - como a melhor instituição para cada profissional ou a época certa para começar a se preparar - podem ser decididos com base em dicas práticas. À frente do blog MBA de A a Z, no Estado, Paula esclarece a seguir algumas dúvidas bem comuns entre profissionais que se interessam em fazer um curso de MBA.
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Robots Are Slashing U.S. Wages and Worsening Pay Inequality

Robots Are Slashing U.S. Wages and Worsening Pay Inequality | Inovação Educacional | Scoop.it

Robots have long been maligned for job-snatching. Now you can add depressing wages and promoting inequality to your list of automation-related grievances. 
Industrial robots cut into employment and pay for workers, based on an new analysis of local data stretching from 1990 and 2007. The change had the biggest impact on the lower half of the wage distribution, so it probably worsened America's wage gap. 
Today's economic research wrap also looks at labor market slack, student loan defaults in times of crisis, and where rates might be headed in coming years. Check this column every week for new and interesting studies from around the world. 

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Elon Musk cria empresa para transferir pensamentos para máquinas

Elon Musk cria empresa para transferir pensamentos para máquinas | Inovação Educacional | Scoop.it
Longe da ficção científica por enquanto, companhia de bilionário da tecnologia pode ajudar a melhorar capacidade cognitiva humana
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Banda larga no Brasil

Banda larga no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Mapa mostra a faixa de velocidade predominante em cada cidade;
internet no Brasil completa 20 anos em maio
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Jovens competem para ganhar a atenção do mundo corporativo

Jovens competem para ganhar a atenção do mundo corporativo | Inovação Educacional | Scoop.it

Durante um mês, em julho do ano passado, o estudante de engenharia de produção Flávio Toni, de 23 anos, acompanhou de perto o trabalho do presidente da consultoria em recursos humanos Adecco no Brasil, Sean Hutchinson, 49. De conversas com clientes a uma reunião estratégica com o executivo-chefe regional, o estudante passou, na estimativa de Hutchinson, quase 80% do tempo do comandante da empresa na sua "cola".
Toni foi selecionado pela Adecco no concurso "CEO por um mês", um programa global no qual estudantes e recém-formados se candidatam para ganhar a oportunidade de participar de um estágio remunerado de um mês na companhia do principal executivo da empresa em seu país. Se forem selecionados posteriormente, também passam um período trabalhando com o CEO global, em Zurique. O processo seletivo que escolheu Toni entre quase 500 inscritos brasileiros envolveu testes on-line, dinâmicas de grupo e uma entrevista final com o próprio CEO.
Competições como a da Adecco, voltadas para estudantes ou jovens profissionais, são cada vez mais adotadas como estratégia para atrair talentos em grandes empresas. Assim como programas de trainee, elas buscam apresentar a marca da companhia para universitários - Toni conta que nunca havia considerado trabalhar em uma consultoria de RH até receber o anúncio do concurso por e-mail - e atrair talentos jovens que apresentem algumas das características mais desejadas por recrutadores, como pró-atividade, motivação e a disposição para fazer mais do que o esperado. Para os estudantes, além dos prêmios oferecidos pelos concursos, o esforço pode levar a ofertas de emprego ou, ao menos, um diferencial no currículo. Mas é importante estar atento aos regulamentos para entender as exigências das empresas.
No caso de Toni, que ainda vai se formar no seu curso do Centro Universitário FEI no fim do ano que vem, a experiência levou a um emprego na Adecco, em uma vaga da área de inteligência de mercado na qual ele se reporta diretamente ao CEO brasileiro. Além do trabalho direto com Hutchinson durante o mês de programa, contou a favor do futuro engenheiro um projeto de otimização de processos desenvolvido em paralelo durante o período. "O programa deu uma visibilidade grande de toda a operação no Brasil, porque eu ia junto a reuniões em filiais, clientes e até na reunião de 'operation review' com o CEO da América Latina. E participei não só como ouvinte, mas a todo momento me perguntavam o que eu achava", diz Toni.
Para Hutchinson, a formação do estudante ajudou nesse processo, por trazer para à consultoria de RH um background de engenharia e de vendas técnicas, adquirido em seu emprego anterior. Assim, o executivo-chefe diz que não foi só o jovem profissional que aprendeu com a experiência. "CEOs não têm a resposta para tudo, e foi bom ter outra pessoa para trocar ideia, principalmente alguém jovem, que pode ver as coisas por outro ângulo", diz.
Globalmente, a competição está na quarta edição. No Brasil, ela acontece pela segunda vez este ano. A seleção já está sendo realizada para escolher uma nova "sombra" para Hutchinson. O CEO diz que a possibilidade de o estudante ser efetivado após o estágio será estudada durante o programa.
Sofia Esteves, presidente do grupo DMRH, que inclui a Cia de Talentos, de recrutamento de jovens, considera a participação neste tipo de programa um diferencial no currículo, uma vez que as empresas cada vez mais observam a "história de vida" dos profissionais. "Ajuda a mostrar pró-atividade e iniciativa, além de dar todo um repertório que pode ser contado em um processo seletivo", diz. O fato de muitas dessas competições envolverem o contato com altos executivos dá a oportunidade de "deixar uma boa marca" e ser considerado para vagas, mas também pode ajudar o jovem a ter mais desenvoltura em futuras entrevistas de emprego.
Ela percebe mais empresas apostando em desafios tanto como forma de gerar um relacionamento com jovens quanto para buscar visões de fora da empresa - muitos são voltados para inovação e desenvolvimento de produtos, que podem ser aproveitados pelas companhias. Há o já conhecido "Brandstorm", da empresa de cosméticos L'Oréal, que neste ano ampliou o escopo para incluir projetos de profissionais da área de tecnologia, e que dá prêmios em dinheiro para as equipes vencedoras da etapa global. Voltado para estudantes de engenharia, o concurso global "Go Green in the City", da Schneider Electric, seleciona ideias para gerenciamento de energia e premia a equipe vencedora com uma oferta de emprego.
Concursos que julgam ideias de produtos, no entanto, muitas vezes exigem que os participantes abram mão da propriedade intelectual do projeto apresentado não só em caso de vitória, mas em qualquer etapa da competição. A professora da pós-graduação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Maria Cristina Barboza explica que essas exigências podem impedir que a obra seja usada pelo aluno no futuro. "O participante deve observar com atenção o edital ou regulamento, verificar se o mesmo atende os requisitos legais e, principalmente, atentar-se às condições de participação, que podem incluir a cessão de vários direitos como os autorais e de imagem", diz.
A 3M organiza um desafio de inovação há quatro anos globalmente e três no Brasil, país que recebeu o recorde de inscrições no ano passado, com mais de 700 interessados. Ao invés de julgar ideias dos participantes, o "Invent a New Future Challenge" seleciona 15 estudantes para passar um dia na operação da 3M no Brasil e resolver um "business case" da própria empresa, terminando por apresentá-lo para a diretoria. Cada país seleciona um vencedor, que participa de um processo similar na matriz, nos EUA. A equipe ganhadora do desafio global recebe um programa de mentoring de seis meses com um alto executivo da companhia no seu país.
Segundo o diretor de RH da 3M no Brasil, Fernando do Valle, o objetivo é conhecer mais os jovens profissionais e fazer com que eles conheçam a empresa em mais profundidade. Os 15 finalistas também ganham a possibilidade de pular a primeira etapa da seleção para o programa de trainee da 3M. Do grupo que participou no ano passado, quatro se tornaram trainees em 2017. Outros dois profissionais, de anos anteriores, hoje trabalham na companhia. "É uma forma muito legal de aproximação e de a empresa mostrar a marca e, assim, criar atratividade", diz.

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Recuo pode criar desigualdade na educação, diz especialista

A decisão do governo federal de não incluir os servidores de estados e municípios da reforma da Previdência pode aumentar a desigualdade na carreira dos professores. Segundo Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, haverá uma concentração dos melhores profissionais em certas regiões onde o salário é mais alto.
— A única atratividade da carreira de docente é a aposentadoria ser diferenciada, já que os salários são muito baixos. Então, qualquer mudança atrapalha e tem impacto direto na educação. Hoje, já há a concentração de bons profissionais em certas regiões porque o salário é mais alto, e essa transferência do poder de decisão sobre os regimes para estados e municípios só potencializa esse problema. Vai aumentar a concentração de bons profissionais em municípios com orçamento e receita maiores porque terão condições de oferecer regimes mais benevolentes e atraentes.

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MEC anuncia adoção da modalidade de doutorado profissional

MEC anuncia adoção da modalidade de doutorado profissional | Inovação Educacional | Scoop.it

O Ministério da Educação anunciou, nesta sexta-feira (24), a adoção da modalidade de doutorado profissional, no sistema nacional de educação, no âmbito da pós-graduação stricto sensu.
Até então, no Brasil, só existia a modalidade de mestrado profissional, que teve início na década de 1990 e, atualmente, conta com 718 cursos em funcionamento. A portaria com a decisão foi publicada no Diário Oficial.
De acordo com o órgão, a medida visa qualificar profissionais para atender a demandas sociais, promover o desenvolvimento nacional, a inovação e aumentar a produtividade em organizações públicas e privadas.

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Nem os CEOs de empresas podem escapar de perder seu emprego para robôs e algoritmos.

Nem os CEOs de empresas podem escapar de perder seu emprego para robôs e algoritmos. | Inovação Educacional | Scoop.it

Mas, apesar da ascensão dos robôs, o estudo afirma que a relação entre homens e máquinas não será de conflito. Ao contrário, isso porque menos de 5% das atividades humanas podem ser totalmente automatizadas, segundo a consultoria. Cerca de 60% de todas as ocupações têm ao menos 30% de atividades que podem ser feitas por máquinas. Ou seja, mais profissões serão modificadas do que extintas.
O relatório da McKinsey afirma também que o uso de robôs ainda melhora a performance dos negócios ao reduzir erros e elevar a produtividade, atingindo patamares que a capacidade humana não seria capaz de alcançar. Para se ter uma ideia, o estudo estima que a automação tenha potencial para elevar o PIB global entre 0,8% e 1,4% anualmente.
Os efeitos da automação também não ficarão restritos ao chão de fábrica. Segundo a McKinsey, até os CEOs terão seu trabalho afetado: a análise de relatórios e dados para tomar decisões, por exemplo, poderá ser realizada por algoritmos. Ao todo, um quarto do trabalho dos CEOs poderá ser automatizado.

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Miligramas por vaga - Jovens movidos a drogas para o vestibular

Miligramas por vaga - Jovens movidos a drogas para o vestibular | Inovação Educacional | Scoop.it
Mas tomar remédios para estudar, seja necessário ou não, está longe de ser um fenômeno recente. Segundo Henrique Carneiro, professor da USP (Universidade de São Paulo) especializado na história de álcool e drogas, nos anos 1960 e 1970 era comum entre jovens o uso de prometazina, ou Preludin, uma anfetamina utilizada para aumentar a concentração e desempenho. Em Portugal, o fenômeno ganhou até um termo: “sabedoria das anfetaminas”.
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Sala de aula sem professor?

Sala de aula sem professor? | Inovação Educacional | Scoop.it

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, morto em janeiro deste ano, afirmou em um de seus escritos que o papel das universidades era formar mísseis inteligentes, ou seja, pessoas capazes de mudar de ideia, rever decisões, tomar decisões – habilidades ausentes nos mísseis teleguiados.
A citação é lembrada pelo pró-reitor acadêmico do Centro Universitário Belas Artes, Sidney Ferreira Leite, ao ser indagado sobre o papel do ensino superior. A reportagem conversou com ele e com outros educadores em busca de uma resposta para essa difícil questão, que ronda a cabeça de gestores e professores. É uma indagação que resulta das pressões que hoje incidem sobre as instituições de ensino. Quando se fala que o país precisa de mais empreendedores, que falta inovação nas empresas, que os avanços tecnológicos são tímidos, que faltam pesquisas de ponta, que a produtividade dos profissionais é baixa, todos se voltam para as universidades. São elas que deveriam solucionar esses problemas, na visão da maioria das pessoas.
Outra questão importante – e, de certa forma relacionada com a do papel do ensino superior – diz respeito às mudanças que precisam ser feitas para melhorar a formação dos jovens. Uma vez entendido que os estudantes não estão suficientemente engajados no processo de ensino e aprendizagem e que a dinâmica das aulas está ultrapassada e descolada da realidade, surge a dúvida: como mudar? Para qual direção caminhar?
Desconstrução ou inovação?
Em 2013, um bilionário francês das telecomunicações fundou uma instituição de ensino superior totalmente diferente: a Universidade 42. Sediada em Paris, a escola é voltada para a formação de programadores e desenvolvedores de software, basicamente. O que chamou a atenção do mundo foi o seu modelo sem livros e sem professores. Os estudantes aprendem entre si – a partir da metodologia peer to peer instruction – e com informações que buscam na internet. A sala de aula é uma ampla área preenchida com longas mesas e dezenas de computadores. Os alunos fazem as atividades quando querem: a escola fica aberta 24 horas por dia, ininterruptamente. Em linhas gerais, eles trabalham por projetos; há uma sequência de atividades obrigatórias e outra opcional, elegível conforme os interesses de cada um. Como o ritmo da realização dos projetos é ditado pelo próprio aluno, o tempo de conclusão do curso varia de dois a cinco anos.
Recentemente, a instituição abriu uma unidade nos Estados Unidos, especificamente no Vale do Silício. Assim como na França, não há cobrança de mensalidades. Os alunos são selecionados a partir de um teste de lógica e de um desafio. Xavier Niel, seu fundador, declarou em entrevistas que seu objetivo era identificar programadores talentosos, independentemente de qualquer outra habilidade. Assim, pouco importa o nível de proficiência em linguagens ou matemática ou a bagagem cultural dos jovens candidatos, que devem ter entre 18 e 30 anos.
A instituição é financiada pelo empresário. Suas motivações são retribuir à sociedade uma parte da riqueza que amealhou no mundo dos negócios e melhorar a formação dos profissionais que atuam no setor de TI. Em sua avaliação, as universidades públicas não conseguem formar os profissionais que o mercado deseja e as particulares, embora estejam mais conectadas com a realidade, são inacessíveis para grande parte da população.
Se a extinção de livros e professores parece radical demais, imagine a eliminação completa da universidade. Essa é a proposta do americano Dale Stephens, de 25 anos, que fundou o movimento Uncollege, presente no Brasil, inclusive. Nas palestras que apresenta ao redor do mundo, Stephens diz que o ensino superior não deve ser a única trilha de aprendizado para aqueles que desejam acessar o mercado profissional. O conhecimento, as habilidades e as competências podem ser adquiridos em meios informais, e complementados com estágios e intercâmbios. Para alguns, o programa proposto – que dura um ano – pode servir de preâmbulo para o curso superior. Mas, para outros, a experiência pode se encerrar ali mesmo.
O surgimento desses e outros modelos alternativos se deve ao fato de que a estrutura convencional ruiu, acredita Ismael Rocha, diretor de extensão acadêmica da graduação da ESPM. “Os jovens não aguentam mais aquele modelo de ensino organizado por disciplinas, com currículo fechado, as avaliações de sempre, o professor falando por uma hora e meia com a ajuda de um power point… Essa estrutura explodiu”, analisa.
Citando outro exemplo inovador, ele fala do caso da Tiimiakatemia, uma instituição de ensino superior que conheceu na Finlândia. “Não tem estudantes, não tem classe, não tem professor, não tem controle. Eles trabalham por projetos em uma estrutura muito parecida com a da 42”, relata. Além de cumprir os projetos, que são realizados em grupos, os alunos também têm de atingir uma determinada pontuação de leitura. No último ano – são quatro, no total –, os alunos partem para o exterior para realizar estágios.
Repensar o modelo
O ato de repensar a escola não é exatamente uma novidade. O século 20 é marcado por diversas experiências nesse campo, como a Escola da Ponte, em Portugal, Summerhill, na Inglaterra, e os Ginásios Vocacionais, no Brasil. A diferença é que hoje há uma rede poderosa de informações que faz com que esses modelos alternativos seduzam de forma mais efetiva os jovens, acredita Rocha.
Assim como seus colegas, ele reconhece que a universidade precisa mudar, de fato. Mas não concorda que ela deva ser extinta, como propõe Dale Stephens, ou se transformar radicalmente a ponto de excluir alguns de seus elementos centrais, como o professor.
Para Sidney Ferreira Leite, o modelo da Universidade 42 pode até funcionar em outros contextos, mas dificilmente daria certo no Brasil em função dos déficits de aprendizado apresentados pelos egressos de ensino médio. A falta de autonomia dos universitários seria outro entrave. Os alunos que entram nas universidades, conta, são muito dependentes das referências do professor, dos registros em sala de aula, dos apontamentos. “Eles cobram, pedem aula e fazem tudo isso porque precisam. Seria uma atitude precipitada abrir mão desse mediador entre o conhecimento consolidado e o conhecimento em formação. O professor continua sendo uma figura indispensável”, declara.
“Universidade sem professores e livros é como um jogo de futebol sem bola e sem gols”, sentencia Walter Omar Kohan, professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Para ele, os alunos podem aprender todas as habilidades do mundo, mas isso não é o mais importante. “A universidade é um espaço para se pensar juntos a sociedade que se habita e como torná-la mais justa a partir do que se tenha escolhido como curso. Isso só é possível se há um professor que coordena o processo coletivo e individual. Quanto aos livros, ainda não inventamos uma tecnologia mais bonita para se formar”, completa
Dificilmente os alunos também poderiam adquirir uma formação humanística sólida sem a presença de um docente, acredita Rocha, que lembra que mesmo na Universidade 42 e na instituição finlandesa há, ao menos, tutores. “O professor continua sendo fundamental, porque ele tem um olhar mais crítico e, quando consegue dialogar com os alunos, ele se torna referência. Mas ele precisa se reciclar, precisa entender que não existe mais ‘eu ensino e você aprende’. Existe ensino e aprendizagem”, pondera.
Feitas essas ressalvas, os especialistas acreditam que a utilização de metodologias ativas em sala de aula – como o peer to peer instruction – e a abertura das instituições para as situações informais de aprendizagem são elementos que podem sim ser incorporados.
Os espaços informais de aprendizagem aliás, adquiriram na sociedade contemporânea um lugar significativo no processo de formação e consolidação de habilidades e competências. Eles são muito eficazes, principalmente para adquirir conhecimento prático, concreto e aplicável. No entanto, esse conhecimento precisa se conectar com os saberes que circulam nos espaços formais de aprendizagem, acredita o pró-reitor do Belas Artes: “A formação de um estudante é mais sólida quando existe uma dialética entre a universidade e a vida prática. Um fica mais forte quando está numa situação de diálogo com o outro”.
Uma forma de viabilizar isso é desafiar os alunos a resolver problemas reais, que podem inclusive ser apresentados por empresas parceiras, como exemplifica James Wright, diretor da Faculdade da Fundação Instituto de Administração (FIA). Para ele, as IES têm de interagir mais com a sociedade, uma vez que 30% do conhecimento que os estudantes precisam adquirir vem dessa interação. O que impede que isso aconteça com mais frequência é a forte tradição academicista das universidades brasileiras, analisa. “Existe uma ideia de que a interação da universidade com a economia, com o mundo dos negócios, é algo pernicioso.”
Wright, que também é coordenador do Profuturo, na FIA, ainda critica a valorização dos contratos de dedicação exclusiva para os docentes. “A crença de que o ideal é o professor de tempo integral, que não tenha nenhuma interação com a prática, com o ambiente econômico, com o ambiente de negócios, com o ambiente de saúde, é uma ideia absurda”, aponta.
O lugar da prática
A importância de estreitar o relacionamento com a sociedade é fundamental para atingir a tão desejada melhoria na formação dos jovens. Desse avanço depende a evolução de uma série de indicadores, como os econômicos. O Brasil precisa dobrar a produtividade média de seus profissionais em 30 anos para alcançar o nível de renda per capita de Portugal ou Grécia, menciona Wright. E isso só será possível com trabalhadores mais qualificados, mais bem treinados.
Ter isso em mente, contudo, não implica direcionar todos os esforços para o mercado. É nesse ponto que a discussão volta para a pergunta sobre o sentido do ensino superior. “Um papel importante, não só da universidade, mas de todo o sistema educacional, é formar cidadãos conscientes, capazes de opinar sobre os rumos do país de maneira estruturada, bem pensada e calcada em valores sólidos”, resume o diretor da FIA.
Seria até inviável assumir como missão a formação exclusiva de profissionais, opina Leite, do Belas Artes. Com a velocidade das transformações sociais e com a profusão de informações em circulação, dificilmente as instituições dariam conta de acompanhar esse fluxo e colocar no mercado um profissional já pronto. Além disso, o diploma não tem mais o mesmo poder de antigamente, quando sua conquista vinha invariavelmente acompanhada por bons empregos e conquistas pessoais. “Os desafios se tornaram mais agudos na sociedade contemporânea”, analisa.
Nesse contexto, cabe às instituições promover uma espécie de abertura mental na vida dos estudantes, para que eles, “uma vez iniciados na vida profissional, apresentem diferenciais como seres humanos, diferenciais competitivos, habilidades e competências que ampliem o horizonte de entendimento não só da atividade profissional, mas do lugar no mundo desses seres humanos”, explica Leite.
Outra função é desenvolver pesquisas de ponta em todos os campos. “As grandes rupturas de paradigmas na ciência, nas ciências exatas, nas ciências humanas nasceram nos laboratórios das universidades”, enfatiza. Àqueles que vão discordar lembrando dos casos de Bill Gates e Steve Jobs, que não concluíram os estudos de nível superior, o pró-reitor do Belas Artes enfatiza que eles, e tantas outras personalidades de biografia semelhante, sempre estiveram cercados por egressos de cursos superiores.
Já para o diretor de extensão acadêmica da graduação da ESPM, o importante é formar pessoas críticas, cidadãos capazes de entender o mundo à sua volta. Em outras palavras, não basta apenas a formação técnica, como a que a Universidade 42 oferece. “Eu preciso entender o que o mercado demanda, mas preciso olhar a sociedade como um todo. A universidade não pode ter um sentido utilitarista, ela tem de ter um sentido reflexivo”, analisa. E esse princípio vale para instituições de todo porte e para todos os perfis de alunos.
Sem essa perspectiva, dificilmente o país será berço de serviços inovadores, opina. “Se perdermos de vista a formação de cidadãos, seremos um país de terceiro mundo para sempre. O único jeito de rompermos essa barreira é trabalharmos o pensar livre, o pensar descomprometido.” É dessa capacidade de pensar livremente, de forma disruptiva, que depende o surgimento dos próximos Airbnb e Uber, para citar alguns exemplos. As pessoas que criaram esses serviços certamente não estavam pensando em como se adaptar ao mercado, diz Rocha.
São diversas as funções do ensino superior, concorda Walter Omar Kohan, da UERJ. Mas a principal delas em sua visão é consolidar a formação dos jovens para construir uma sociedade mais justa.
Portanto, a despeito de todas as mudanças que se queiram fazer, o ensino superior continuará existindo e exercendo papel de grande relevância. A agenda do século 21 – pautada pela busca de uma sociedade mais equânime, pela busca de mecanismos que garantam ao homem mais qualidade de vida, por exemplo – não será cumprida sem a atuação de protagonismo das universidades, acredita Leite. “O século 21 também será o século das universidades, do ensino superior”, finaliza.

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Cursos de formação de professores mudam currículo e usam novas metodologias

Cursos de formação de professores mudam currículo e usam novas metodologias | Inovação Educacional | Scoop.it

Com uma matriz curricular baseada em competências, os cursos organizam seus módulos semestrais em torno de projetos integradores. Dentro dessa proposta, os estudantes devem propor soluções para os problemas observados na sua área de atuação. “Antes os alunos saiam formados para criticar modelos educacionais com base em teorias ensinadas. Hoje eles conseguem propor uma solução para essas questões”, avalia Thuinie Daros, coordenadora do curso de pedagogia.
Os exemplos de projetos desenvolvidos pelos estudantes são inúmeros: da criação de um aplicativo para facilitar a gestão escolar ao acompanhamento do processo de alfabetização de crianças. Como estratégia para garantir que os universitários tenham contato com a prática profissional, no curso de pedagogia, por exemplo, esses trabalhos também simulam a construção de uma startup educacional. “Nós chamamos gestores e mantenedores de escolas do setor público e privado para avaliarem os nossos produtos e o resultado de cada projeto integrador”, conta Thuinie.
Entre outras mudanças realizadas na pedagogia, ela também menciona a adoção de novas metodologias, que incluem o ensino híbrido, a gamificação e o uso tecnologia. Junto com tudo isso, os estudantes também são incentivados a refletir sobre projeto de vida para fazer gestão de carreira e compreender a profissão de maneira ampla. “Nós fizemos um exercício conjunto de perceber quais eram as competências necessárias para atuar dentro dos problemas educacionais atuais”, diz.

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Como fazer sua própria checagem de fatos e detectar notícias falsas

Como fazer sua própria checagem de fatos e detectar notícias falsas | Inovação Educacional | Scoop.it

Na semana passada, Aos Fatos assinou uma carta endereçada ao Facebook ao lado de duas dezenas de organizações jornalísticas de checagem de fatos para ajudar a combater a disseminação de notícias falsas na rede social. É com base nesse princípio, que elencamos seis diretrizes básicas para auxiliar quem duvida e, sobretudo, quem não questiona o que é distribuído nas redes.
1 BUSQUE FONTES CONFIÁVEIS
Por mais que você possa ter suspeitas sobre o posicionamento da dita imprensa tradicional, veículos conhecidos, como jornais, revistas e sites de grandes empresas são fontes legítimas de informações factuais. Eles são capazes de bancar uma estrutura física mínima com jornalistas preocupados com procedimentos técnicos básicos com os quais se faz jornalismo.
No entanto, nas redes, não basta apenas ver o nome e o logo do veículo — é preciso checar também o endereço. Folha Política, por exemplo, é muito diferente de Folha de S.Paulo. Isso acontece porque é muito fácil replicar a identidade visual de qualquer veículo. É assim que muitos golpes online acontecem.
2 QUESTIONE
Não é raro que veículos jornalísticos usem dados de instituições e estudos pouco confiáveis. As motivações podem ser diversas: as informações podem revelar fatos curiosos, podem confirmar teses que o veículo apoia, podem aumentar a audiência, podem ser resultado de erro.
Um documentário lançado em 2014, chamado “O Abraço Corporativo” , trata exatamente disso. Ele conta a história de um professor que inventou a “teoria do abraço” — e a imprensa aceitou esse “pesquisa” como verdade. No fim, o professor era apenas um ator.
Se você se deparar com algo do tipo, pesquise e questione: a informação tem como fonte uma instituição de credibilidade? Vem de um instituto ou de uma universidade de renome? Vem de um órgão do governo que desenvolve políticas públicas bem sucedidas, com reconhecimento internacional? O veículo deixa claro qual foi a metodologia usada para chegar àquele resultado? Tente responder a perguntas do tipo antes de apertar o botão de compartilhar no Facebook.
3 CERTIFIQUE-SE DE QUE NO TEXTO HÁ REFERÊNCIAS
Vários veículos independentes têm surgido no Brasil nos últimos anos, o que é bom para a pluralidade de opiniões e de narrativas. É comum, entretanto, que muitos deles usem sua popularidade nas redes para advogar por causas específicas, baseando-se mais em opiniões incendiárias do que em fatos.
Foi o caso, por exemplo, do site “Desacato”, que anunciou em sua página que o governo federal buscava o “fim da licença maternidade remunerada”. Preocupante, não?
Uma das formas de avaliar a qualidade da informação é procurar saber se o autor do texto atribui uma fonte àquela apuração. Se houver algum link externo, que leve para a fonte original, melhor.
Nesse caso em específico, percebemos que o texto não traz dados que subsidiam sua afirmação: sem atribuição inclusive ao autor, o material traz apenas adjetivos que criticam a política de Michel Temer.
No fim das contas, o que existe é um projeto para mudar a carência do benefício de licença maternidade, aumentando de um para 10 meses o tempo exigido de contribuição de INSS, no caso de o segurado perder essa condição junto ao Regime Geral da Previdência Social. Se isso é bom ou ruim, é outro caso.
4 OLHO NA LINGUAGEM
Textos com linguagem carregada de adjetivos ou conotação pejorativa tendem a trazer informações falsas ou distorcidas.
Insultar adversários e utilizar adjetivos como “petralha”, “coxinha”, “golpista” pode funcionar para exprimir seu ponto de vista pessoal, mas não é linguagem usada em apurações factuais jornalísticas sérias.
Isso sempre deve levantar uma bandeira vermelha na hora de acreditar se aquela informação realmente é procedente. Na dúvida, recorra a fontes de informação que utilizam linguagem mais equilibrada.
5 VEJA SE O TEXTO ESTÁ ASSINADO E SE É POSSÍVEL CONTATAR O VEÍCULO
O ato de assinar um texto é mais do que mera vaidade de um jornalista: ao lado do veículo para o qual trabalha, ele também está assumindo responsabilidade pelo conteúdo produzido.
Alguns veículos não usam esse recurso, como a revista britânica The Economist — ou até mesmo o Aos Fatos no começo de sua trajetória. Nesse caso, se você confia no veículo, atribui-se a ele, institucionalmente, toda a responsabilidade.
Confira também se há referências ao expediente do veículo em sua página na internet e outros mecanismos de contato, como e-mail, endereço físico, telefone. No caso de Aos Fatos, mantemos uma página permanente com informações relevantes sobre nossos colaboradores.
6 REDES SOCIAIS SÃO UM COMEÇO, MAS NÃO A MELHOR FONTE
O simples fato de uma pessoa articulada publicar alguma opinião ou comentário nas redes sociais não faz dela uma especialista. Por isso, é sempre bom lembrar: internet não é fonte; é meio.
No jargão jornalístico, fonte é a pessoa ou instituição que presta uma informação qualificada — e que, a depender de sua relevância e de sua experiência, merece ou não ser reproduzida em reportagem.
As redes sociais podem ser bons ponto de partida para a sua pesquisa, mas certamente não é bom acreditar em tudo o que se publica nesses portais pelo valor de face. Na dúvida, não compartilhe.

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