Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Gestão da Educação a Distância e da Inovação Educacional

Capítulo publicado no livro "Caminhos da educação a distância: uma década de democracia, aprendizagem e experiência." Organizadora: Adriana Barroso de Azevedo

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Handbook Blended Synchronous Learning 

Handbook Blended Synchronous Learning  | Inovação Educacional | Scoop.it

The Blended Synchronous Learning Handbook is the primary output of the Blended Synchronous Learning Project. It includes the summative findings of the Blended Synchronous Learning case studies, a Blended Synchronous Learning Design Framework, and a range of other resources and information to support blended synchronous learning design research and practice.
The Blended Synchronous Learning Handbook can be downloaded from here (4.77 MB).

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Ações de tecnologia e saúde são aposta em bolsas globais

Ações de tecnologia e saúde são aposta em bolsas globais | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma série de ações de novos setores, produtos e tecnologias podem se consolidar como boas opções de investimento nos próximos anos. Três grandes instituições financeiras internacionais - o banco americano Goldman Sachs, o suíço UBS e o espanhol Santander - fizeram projeções sobre as melhores aplicações em ações globais ao redor do mundo. Dentre os destaques estão papéis de empresas dos setores de tecnologia e saúde.
A maior parte dessas ações já é negociada ou virá a ser transacionada nas bolsas de valores americanas, que reúnem uma ampla oferta de papéis de empresas de diferentes segmentos da economia. No caso da bolsa brasileira, há poucas ações dos setores de tecnologia e saúde. O Ibovespa tem grande participação de companhias ligadas ao setor de commodities e ao segmento financeiro.
Na área de tecnologia, o Goldman Sachs aposta nas companhias que investem em negócios envolvendo a moeda virtual bitcoin. De acordo com os analistas Robert Boroujerdi e Christopher Wolf, em relatório distribuído para clientes, os fundos de "venture capital" aumentaram os investimentos em empresas de "bitcoins" de US$ 2 milhões em 2012 para US$ 482 milhões no ano passado. Esses fundos fazem investimentos de alto risco. A recomendação dos analistas é apostar em ações de companhias "startups", que estão desenvolvendo protocolos para a utilização do bitcoin.
Outro setor cujas ações podem se destacar nos próximos anos é o de negócios espaciais. Os analistas do Goldman Sachs avaliam que deve haver um crescimento na comercialização de satélites nos próximos anos. Além disso, o aumento da tensão geopolítica pode fazer com que os Estados Unidos aumentem a militarização do espaço aéreo, reinventando uma indústria que estava estagnada há décadas. "Vai aumentar a demanda por serviços como GPS, internet por satélite e mapas de precisão", escrevem no relatório.
Uma área com potencial de crescimento nos próximos anos é a das companhias que investem em cursos online. Cerca de 30% dos estudantes de graduação americanos já participaram de Moocs (os cursos abertos online).
Além disso, muitas empresas, como Google, AT&T e Facebook, desenvolvem cursos específicos de formação profissional para seus funcionários. Os estudantes americanos têm um débito de mais de US$ 1 trilhão em financiamento estudantil universitário e em uma economia com crescimento mais fraco, muitos podem não conseguir quitar a dívida ou decidir não cursar a universidade. Cursos online, portanto, podem ser uma alternativa interessante.
Os analistas do banco americano afirmam que a geração nascida a partir de 1998 é a primeira totalmente digital. Essa geração deve ser a mais influente nas decisões de compras e de investimentos nos próximos anos. As empresas que desenvolverem produtos destinados a esse público devem ver suas ações valorizadas em bolsa.
Nos próximos anos, o uso do petróleo como combustível deve sofrer alterações e um dos elementos que pode substituí-lo é o lítio. "O lítio pode ser a solução para os carros elétricos e o substituto da gasolina", escrevem os analistas do Goldman em relatório. As companhias que exploram e comercializam o produto podem ter boa performance financeira.
Na área de saúde, os analistas do Goldman Sachs consideram que o sequenciamento do DNA e a intensificação das pesquisas médicas usando recursos tecnológicos devem estabelecer um novo paradigma para o tratamento do câncer. Eles afirmam que boas apostas para investimento são as ações de empresas de diagnóstico, serviços de tecnologia para assistência médica e integração de sistemas tecnológicos para colaboração de diagnósticos.
As ações de empresas da área de saúde também são uma aposta do banco suíço UBS. Em relatório distribuído a clientes, o analista Lachlan Towart escreve que nos próximos 15 anos o envelhecimento da população deve fazer com que aumentem os casos de câncer. Atualmente, a indústria de medicamentos para o combate ao câncer movimenta US$ 100 bilhões e esses valores devem aumentar. De acordo com ele, várias novas drogas estão sendo estudadas e podem contribuir para que a primeira onda de imunooncologia se estabeleça no mercado. "No longo prazo, uma carteira diversificada entre ações de empresas farmacêuticas e de biotecnologia podem ter crescimento rápido nos lucros e dividendos", escreve o analista.
Para o diretor de equity do Santander, André Rosenblit, a capacidade de inovação da indústria farmacêutica deve garantir sólidos resultados nos lucros, permitindo uma boa performance das ações ligadas a este setor. Na área de tecnologia, segundo ele, houve um grande avanço nas comunicações entre pessoas por meio de celulares, e-mail, mensagens eletrônicas e redes sociais. "Acredito que nos próximos anos haverá uma grande mudança na mobilidade das pessoas, com o uso de aplicativos como Waze e Uber, ou aparelhos como drones e carros teleguiados, entre outras tecnologias que até recentemente eram vistas como utopias futurísticas e hoje se aproximam da realidade", diz.
Essas novas ações podem representar volatilidade extra para o mercado, segundo Rosenblit. Da mesma forma que a aposta em uma nova empresa de tecnologia pode fazer com que o preço dos papéis dispare, a percepção de que o negócio ou produto não seria viável pode fazer com que os preços recuem até valores mínimos. Para evitar esse tipo de volatilidade, ele recomenda uma cesta de ações globais, na qual a diversificação traz mais proteção.
"Recomendamos uma cesta de ações com papéis de empresas que estudam a cura do câncer, o combate a doenças hepáticas e cardiovasculares, e companhias que investem no mercado de beleza", diz. Ele também recomenda o investimento em companhias que vão colaborar com os avanços tecnológicos nos próximos anos. Em 2020, cerca de 90% da população global estará conectada de maneira online. "Essa tendência irá mudar a forma de comprar e vender mercadorias, bem como a forma de criar e manter relacionamentos, investir, assistir televisão, e por aí vai", diz.

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Ser contrata advogados para combater fusão entre Kroton e Estácio, diz fonte

A Ser Educacional, terceira maior empresa de educação do país, contratou advogados para fazer lobby contra a fusão das duas maiores rivais, segundo fonte com conhecimento do tema.

A empresa contratou advogados do escritório de advocacia Sampaio Ferraz Advogados para tentar impedir a fusão, disse a fonte em condição de anonimato, porque o assunto é particular.

A fonte disse anteriormente à Reuters que a Ser planejava usar todos os meios legais para garantir que a fusão, envolvendo Kroton Educacional e a Estácio Participações, vá de encontro às regras antitruste.

Um porta-voz do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) disse que ainda precisa ser formalmente notificado da fusão.

Em junho, a Ordem dos Advogados do Brasil fez uma queixa contra o acordo, dizendo que a companhia empresa teria muito poder de mercado. Alguns dias após a Estácio aceitou a oferta da Kroton, avaliada em cerca de 5,5 bilhões de reais, rejeitando a oferta da Ser, de 590 milhões de reais e uma troca de ações.
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Para jovens brasileiros, corrupção é o maior problema, diz pesquisa

Para jovens brasileiros, corrupção é o maior problema, diz pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it

A frustração com a corrupção generalizada no país e o impacto da tecnologia na criação de emprego nos próximos anos são as principais inquietações de jovens brasileiros entre 18 e 35 anos ouvidos numa pesquisa publicada hoje pelo Fórum Mundial de Economia, em Genebra.
Nada menos de 80% dos brasileiros que responderam à Global Shapers Annual Survey 2016 consideram que o maior problema afetando o Brasil é a corrupção, falta de transparência e de prestação de contas por parte das autoridades governamentais em todos os níveis.
Em segundo lugar, apontam falta de acesso à educação, com 65% das respostas, seguido de problemas de bem-estar e no sistema de saúde, com segurança pública em quarta colocação.
Quando indagados sobre o que os frustram mais em relação aos líderes governamentais (presidente, ministros, governadores, prefeitos etc.), 80% dos brasileiros ouvidos apontam a corrupção e o abuso de poder.
Mais de 40% reclamam de falsidade e desonestidade dos líderes políticos, outros 30% acham que eles não representam a sociedade. Cerca de 25% dos respondentes reclamam dos salários e benefícios recebidos pelos políticos, além de outros privilégios.
A pesquisa publicada pelo Fórum de Davos mostra que os brasileiros estão preocupados com o impacto do desenvolvimento da tecnologia sobre seus empregos e carreiras nos próximos dez anos.
A pesquisa foi feita junto a mais de 26 mil participantes de 181 países. O número de brasileiros representou 3,1% do total ouvido.
Globalmente, a frustração com o nível de corrupção nos governos (58%) domina a inquietação da juventude, seguida de burocracia (30%) e falta de prestação de contas. A falta de honestidade e integridade é a quarta resposta mais escolhida em todas as regiões.
Quando indagados sobre possíveis remédios contra a corrupção e como criar transparência, boa parte defende punições mais severas para governantes e funcionários públicos, seguido de independência dos tribunais e mais diálogo com os cidadãos.
Em todo caso, o Fórum de Davos observa que 70% dos respondentes veem o mundo cheio de oportunidades e 50% acreditam que podem ativamente contribuir na tomada de decisões em seus países.

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Veículos autônomos pedem hiperconexão

Veículos autônomos pedem hiperconexão | Inovação Educacional | Scoop.it
Novas tecnologias de mobilidade estão provocando uma revolução sem precedentes na indústria automotiva. Os veículos autônomos, que até há pouco tempo só existiam na ficção científica, devem ganhar as ruas em poucos anos. Com eles, vem a promessa de uma forte queda no número de acidentes fatais, em sua maior parte provocados por falhas humanas. Os carros elétricos também devem gerar grandes impactos sociais e ambientais. No novo paradigma da internet das coisas, o automóvel deixa de ser um dispositivo mecânico isolado para se transformar em objeto inteligente e conectado.

Segurança, eficiência energética e conectividade são os pilares que têm orientado as montadoras de automóveis nos esforços de inovação. A Volvo anunciou que em 2017 vai testar carros que se movem sozinhos nas ruas de Gotemburgo e lançou a meta de "Morte Zero" em acidentes com seus veículos até 2020. Em abril, o grupo sueco firmou parceria com Google, Ford, Uber e Lyft, formando uma coalizão para promover a segurança dos carros autônomos.

Em julho, a BMW formalizou aliança com a israelense Mobileye e com a Intel para lançar um carro autônomo em cinco anos.

"Hoje, 1,2 milhão de vidas se perdem por ano em acidentes de carro", diz Eduardo Peixoto, executivo-chefe de negócios do Cesar. "Daqui a uma década, esse número deve cair para 200 mil", afirma. Localizado em Recife, o centro privado de inovação fornece tecnologia embarcada à Fiat. "Caminhamos para um modelo em que o carro vai ser uma plataforma de serviços", resume. Peixoto acredita que as montadoras passarão a ter papel secundário no negócio e devem reduzir o volume de produção, diante da tendência de uso do automóvel como serviço compartilhado. "Provavelmente, a escolha de um carro no futuro será feita pelo sistema operacional."

Em parceria com outras instituições de pesquisa, o Cesar lançou recentemente uma proposta estratégica para auxiliar os tomadores de decisões a desenvolver políticas públicas do Brasil para a IoT. O documento, denominado Poetas.IT (Políticas e Estratégias para Tecnologias, Aplicações e Serviços para a Internet de Tudo), defende que o país priorize o setor de serviços.

Conforme o Centro de Pesquisas sobre Energia Solar e Hidrogênio da Alemanha, mais de 740 mil carros elétricos estavam na estrada, em todo o mundo, no início de 2015. Os três maiores mercados são Estados Unidos, Japão e China, com participação crescente da Europa. A frota brasileira tem 3 mil veículos elétricos e híbridos. Como são modais mais "limpos", eles contribuem para redução da poluição atmosférica. Estudos indicam que 46% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa são emitidas pelo setor de transportes.

Uma das dificuldades para a popularização desses veículos é o preço final elevado, principalmente pelo alto custo das baterias, explica o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Guggisberg. "Outros desafios são a falta de uma política pública com regras que estimulem o consumo, baixem os impostos e regulem os serviços de infraestrutura", diz. Ele ressalta que, no Brasil, as perspectivas são de crescimento tanto de mercado quanto em desenvolvimento tecnológico.

A Portaria 97 da Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu o imposto de importação, estabelecendo percentuais que variam conforme a eficiência energética e podem chegar a zero. Sete Estados concederam isenção do IPVA (MA, PI, CE, RN, PE, SE e RS) e outros três reduziram o tributo (MS, SP e RJ). No município de São Paulo, uma lei incentiva o uso de veículos movidos a energia elétrica, híbridos e a hidrogênio, isentando-os do rodízio e da parcela municipal do IPVA.

Um novo desafio para as montadoras será validação dos veículos à infraestrutura brasileira, diz o engenheiro eletrônico Ricardo Takahira, da Comissão de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE Brasil. O professor de engenharia de computação do Instituto Mauá de Tecnologia, João Carlos Lopes Fernandes, diz que a ampliação da infraestrutura de comunicação de dados é fundamental para a difusão da IoT. Ele prevê que crescerá a demanda por profissionais contratados pelas empresas para descobrir e corrigir vulnerabilidades em seus sistemas.
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Certificações valorizam as habilidades do candidato

Cada vez mais valorizadas pelos contratantes, as certificações na área de segurança da informação são uma chancela do conhecimento do profissional em um mercado que valoriza habilidades específicas. Apesar de não serem consideradas garantia de empregabilidade, elas enriquecem o currículo e abrem portas para movimentações dentro da área.

Empresa de consultoria de segurança da informação, a Clavis identificou uma lacuna do mercado em formação para esse segmento e passou a investir também em treinamento - um braço que hoje representa 15% do faturamento da companhia, segundo o sócio-diretor Bruno Salgado. A demanda pelos cursos para certificação vem aumentando, segundo ele, mas varia de acordo com cada perfil de profissional. "Para um time executivo mais senior ou de gestão, por exemplo, as certificações mais importantes são a Certified Information Security Manager (CISM) e a Certified Information System Security Professional (CISSP)" afirma.

Outra área que vem se desenvolvendo é a de segurança ofensiva, graças a uma tendência de mercado em formar times especializados para testar o negócio, atacando sistemas para identificar vulnerabilidades e riscos. Nesse contexto, a Certified Ethical Hacker (CEH) é uma das mais valorizadas.

As certificações consideradas de entrada como a Information Security Foundation da Exin e a Comptia Security Plus, porém, são as mais procuradas. "Vale ressaltar que a certificação não é uma garantia de empregabilidade ou vivência, é uma referência para validar o profissional. Há quem estude só para tirá-la sem necessariamente ter o conhecimento", explica Salgado.

O headhunter Diego Mariz, da Michael Page, afirma que as certificações são um complemento importante no currículo do profissional, mas a sua falta não o exclui de um processo de contratação. "O conhecimento técnico e prático sempre será mais importante, mas a certificação é um balizador e que mostra que o candidato se preocupa em evoluir".

Paulo Breitenvieser Filho, diretor de segurança da Cisco, destaca a demanda pela certificação CCIE Security, que vem sendo reformulada pela companhia para ganhar um escopo mais amplo de atuação. Segundo ele, a certificação vem ganhando aspectos de arquitetura de segurança, uma demanda do mercado para uma cobertura integrada do negócio.

O diretor da Cisco explica que algumas empresas vêm investindo na qualificação e certificação em segurança de seus colaboradores de tecnologia, mesmo os provenientes de setores não correlatos como o de desenvolvimento. "É comum que profissionais com perfis mais comunicativos e que trabalham com áreas mais próximas do negócio sejam importados para a área de segurança, recebam formação e retornem para seu departamento de origem", afirma. Nesse segmento, há até uma certificação específica, a Exin Secure Programming. "O mercado vem se convencendo que é mais barato investir em segurança preventiva, treinando o desenvolvedor e fazendo auditorias, do que depois corrigir um sistema ou software que não observou requisitos de segurança".

Os órgãos públicos estão entre os que mais investem em formação e estão entre os maiores clientes da Clavis nos cursos presenciais, que custam de R$ 5 mil a R$ 7 mil. Na formação on-line, o público é formado por profissionais do setor privado, subsidiados pela empresas, e pessoas físicas.
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Internet das coisas abre as portas para uma nova série de ameaças

Internet das coisas abre as portas para uma nova série de ameaças | Inovação Educacional | Scoop.it

A internet das coisas, globalmente conhecida por IoT, é o que os especialistas chamam de ponto de inflexão na história da tecnologia. Graças a esse conceito, 21 bilhões de dispositivos, como televisores, refrigeradores, automóveis, medidores de água, luz e gás, equipamentos médicos e também sensores ligados a máquinas usadas no campo pelo setor de agribusiness, devem estar conectados até 2020, com potencial impacto econômico de US$ 2 trilhões.
Ao mesmo tempo que IoT cria novas oportunidades de negócios e inovações tecnológicas, sua expansão gera complexidades para a área de segurança de TI das empresas. Brechas surgem, abrindo a porta para ameaças invisíveis. "Quando comparado aos projetos comuns de TI, os custos e riscos relacionados a IoT são mais amplos", alerta Saniye Alaybeyi, diretora de pesquisas do Gartner.
Isso explica o tamanho que o mercado de segurança em IoT deverá atingir em 2020, quando alcançará US$ 840,5 milhões, segundo previsões do instituto de pesquisa. O crescimento anual será moderado, devendo registrar vendas aceleradas a partir de 2020, auge da popularização do conceito.
Prover segurança aos dispositivos de IoT e às redes que eles acessam é desafiador, uma vez que esses pontos de acesso são móveis e fazem uso de diferentes padrões, sistemas (muitas vezes abertos) e recursos. Os executivos de TI precisam se preocupar com os vários lados do problema. Desde a segurança física dos aparelhos, que é um assunto crítico em caso de roubo ou perda, e também com tudo que poderá ser enviado e recebido a partir deles. Daí a necessidade para a emissão segura de dados e processamento de certificados.
No mundo da IoT, não é apenas o smartphone que se conecta à internet e às redes corporativas, mas, principalmente, os equipamentos em operação em hospitais, laboratórios e centros de diagnóstico e uma série de sensores e leitores usados amplamente pelas utilities, as empresas fornecedoras de serviço de água, gás e energia elétrica.
Saniye explica que as empresas precisam levar em consideração o crescimento na adoção desses dispositivos para montar suas estratégias de segurança em TI. Ao mesmo tempo em que as organizações precisam tornar seus negócios mais digitais, elas devem ser rápidas para identificar ameaças e se preparar para lidar com o aumento de riscos.
Como o conceito é algo recente, muitos fornecedores tradicionais de segurança de TI estão tentando se posicionar como fornecedores de segurança da internet das coisas. Nem todos estão realmente preparados para prover os melhores produtos e serviços, o que abriu espaço para o nascimento de startups focadas em segurança de internet das coisas. A expectativa é que, em um futuro não muito remoto, algumas dessas empresas sejam absorvidas pelas maiores em processos de fusão e aquisição.
Embora a internet das coisas ainda seja nova, já há casos concretos de seu uso, inclusive no Brasil. Na área de saúde, o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, é um exemplo, graças à adoção, dentro de sua já informatizada estrutura, de equipamentos eletromédicos como ventiladores, sistemas de controle de frequência cardíaca, pulsação e temperatura, que analisam o paciente e inserem as informações sobre ele no prontuário eletrônico. Isso acontece em áreas críticas como centro cirúrgico, UTI e pronto atendimento.
Ricardo Santoro, diretor de TI do Einstein, conta que o hospital também faz uso da tecnologia de RFID, de identificação por radiofrequência, que ajuda a encontrar mais rapidamente macas de transporte e cadeiras de roda. O RFID também é utilizado para controlar a temperatura das geladeiras de medicamentos e administrar o trajeto dos recém-nascidos. Ambos recebem uma pulseira e, se o sistema não identificar as duas juntas, as portas do Einstein simplesmente são travadas para saída.
Nenhuma tecnologia ou dispositivo, no entanto, foi adotado sem olhar para a questão da segurança, assegura Santoro.
Antes de adoção dessas novas tecnologias, Santoro montou no Einstein uma rede dedicada para realização de testes e protótipos. Ela passa por todo crivo de segurança, aplicação com critérios e dupla autenticação antes de entrar em produção. Isso permite inovar sem por a segurança em risco.

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Em breve, ser dono de carro pode virar coisa do passado

Em breve, ser dono de carro pode virar coisa do passado | Inovação Educacional | Scoop.it

Henry Ford era um homem inteligente, mas ele nunca fez as contas antes de dizer que fabricaria um carro para cada família americana.
Um século depois do Ford T, o mundo enfrenta um problema com os carros. Os Estados Unidos e a China vão comprar cerca de 40 milhões de automóveis em 2015, de acordo com a empresa americana de pesquisas e análises IHS Inc. No mundo todo, o número deve chegar a 100 milhões de veículos em 2020.
É uma inundação de carros diante da qual tanto legisladores quanto cidadãos comuns tem se mostrando impotentes. Mesmo na superpoluída Pequim, o apetite pelo automóvel — um símbolo de status e de sucesso pessoal na frágil mentalidade pós-colonial — não está diminuindo, apesar de limites à propriedade e o crescente alarme do governo.
O absurdo dessa velha abordagem à mobilidade é capturado nas estatísticas. Nos EUA, por exemplo, a taxa de utilização dos carros é de cerca de 5%. Para os restantes 95% do tempo, os carros dos americanos simplesmente ficam parados, queimando dinheiro.
Mas, e se esses carros pudessem ser compartilhados? E não me refiro ao consumo colaborativo no transporte do tipo da Uber — simbólico e transitório e que deve durar somente até que a automação total aconteça e o motorista se torne desnecessário.

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Mercados emergentes animam investidor estrangeiro

Mercados emergentes animam investidor estrangeiro | Inovação Educacional | Scoop.it

Muitos gestores globais de dívida estão migrando para os mercados emergentes porque vários de seus clientes institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, têm restrições sobre quanto podem investir em dívida com juros negativos. Esses investidores precisam de dinheiro para pagar compromissos vigentes e também de investimentos que produzam renda.
Os fundos globais de títulos de dívida elevaram suas posições nos mercados emergentes para 10,6% do portfólio na primeira semana de agosto, ante 9,8% em fevereiro. Este é o maior nível registrado em cerca de um ano, segundo o Instituto de Finanças Internacionais. A máxima registrada nos últimos anos foi de 14%, em 2013. Embora pequena em percentual, essa alta representa a entrada de dezenas de bilhões de dólares nos mercados emergentes.

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Monsanto investe em tecnologia de dados e quer ser a Amazon da agricultura

Monsanto investe em tecnologia de dados e quer ser a Amazon da agricultura | Inovação Educacional | Scoop.it

A Monsanto Co. está ampliando suas apostas nos serviços computadorizados para lavouras, numa tentativa de atrair agricultores desejosos de aumentar a produtividade em meio aos baixos preços das commodities agrícolas.
A gigante americana das sementes biotecnológicas afirmou que pretende expandir sua subsidiária Climate Corp., que usa modelos computacionais para ajudar os produtores a gerenciar suas plantações e lidar com as condições meteorológicas. A meta é transformar a unidade numa rede on-line semelhante à Amazon.com Inc., com a criação de uma plataforma na internet para que os agricultores possam pagar por serviços e compartilhar dados com a Monsanto e outras empresas.
A Monsanto está adotando a iniciativa mesmo tendo obtido resultados limitados com seus serviços digitais para a agricultura até agora. A empresa montou a divisão por meio de aquisições que totalizaram mais de US$ 1 bilhão nos últimos quatro anos, afirmando que poderia transformar a agricultura usando técnicas de análise de dados, ao estilo do Vale do Silício, para orientar os agricultores sobre como elevar a produtividade e reduzir custos desnecessários.

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Vídeo ajuda empresas a acelerar seleção e contratação de empregados

Vídeo ajuda empresas a acelerar seleção e contratação de empregados | Inovação Educacional | Scoop.it

Para candidatos a emprego que querem causar uma boa primeira impressão, uma câmera de vídeo e uma sala arrumada podem ter o efeito ideal.
Numa época em que as empresas cada vez mais usam entrevistas de vídeo para reduzir custos e acelerar o recrutamento, muitas delas estão indo além, adotando o vídeo para ajudar a selecionar os melhores candidatos já na primeira etapa do processo de contratação.
Empresas americanas como a seguradora de saúde Cigna Corp., o banco Goldman Sachs Group Inc. e a gigante da tecnologia International Business Machines Corp. estão entre as que hoje pedem que alguns candidatos acessem um site e respondam a perguntas num vídeo, em vez de serem entrevistados por uma pessoa.
O uso do método tem crescido nos últimos anos, já que praticamente todo mundo tem acesso a um laptop ou smartphone com câmera frontal. As empresas afirmam que ele é eficiente, justo e uma forma barata de avaliar centenas de candidatos.

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É a tecnologia! - Inovação

É a tecnologia! - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

"É a economia, estúpido!", foi a explicação dada por James Carville, assessor da campanha de Bill Clinton, para a surpreendente vitória sobre George Bush (o pai), que gozava de alta popularidade pelo recente sucesso na primeira Guerra do Golfo, na eleição presidencial norte-americana de 1992.
Hoje, 24 anos depois e às vésperas de outra eleição com uma Clinton concorrendo à Presidência dos Estados Unidos, o mundo vivencia grandes questionamentos ao seu modelo político-representativo. A resposta pode estar debaixo dos nossos olhos, na palma de nossas mãos.
Pela internet milhões de cidadãos podem dar sua opinião sobre qualquer assunto na velocidade de um clique
Naquela época, o telefone celular e a Internet eram meios de comunicação incipientes, com acesso restrito a poucos. Ao longo de duas décadas e meia, a combinação dessas tecnologias mudou a forma como a população mundial desempenha suas tarefas cotidianas.
É de se espantar que a sociedade ainda não tenha percebido o impacto que essas tecnologias têm trazido e podem trazer para a qualidade de seus governos.
Entre 2005 e 2014, a arrecadação dos tributos sobre a renda da pessoa física teve crescimento de 3 vezes em valores correntes1.
Mais que a criação de novos impostos ou o aumento de suas alíquotas, a maior parte desse crescimento pode ser explicada pela melhoria da eficiência arrecadatória. E esse ganho se deu fortemente ancorado em tecnologia. Somente a Receita Federal investe por ano cerca de R$ 1,5 bilhão em tecnologias da informação e das comunicações (TIC). A declaração do imposto de renda 100% digital, o cruzamento de recibos reportados por pacientes e médicos ou dos valores declarados por inquilinos e locatários são apenas alguns exemplos de como a tecnologia tem permitido ir se fechando o cerco aos sonegadores.
Mais recentemente, a aplicação massiva de tecnologia tem revolucionado outra esfera da atuação estatal. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público são cada vez mais apoiadas (e dependentes) de ferramentas de big data, business intelligence e analytics. Operações como a Lava-Jato contam com ferramentas que cruzam grandes bancos de dados, gerando novas revelações a cada conjunto de dados agregado, como no desenrolar de um novelo que ameaça relevantes segmentos políticos e empresariais.
Estamos diante de uma oportunidade de mudar radicalmente a relação entre Estado e sociedade a partir da incorporação de tecnologias já disponíveis. O conceito de governança digital, propagado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) estabelece que as TIC devem ser utilizadas para atender a três pilares: prestação de melhores serviços, maior acesso à informação e mais participação da sociedade nas políticas públicas.
Essa proposta já vem sendo adotada por países como Estônia, Israel, Coreia do Sul e Nova Zelândia e foi o fundamento que inspirou o Decreto nº 8.638, de 15 de janeiro de 2016, que institui a Política de Governança Digital da Administração Pública Federal.
Na prestação de serviços, o emprego de tecnologia traria não só mais eficiência à atuação estatal, como também mais conveniência ao cidadão. Apenas como exemplo, estudo recente2 mostrou que cada atendimento presencial em uma agência do INSS custa, em média, R$ 67,10. Se o cidadão pudesse ter suas necessidades atendidas eletronicamente, sem precisar se deslocar, esse custo cairia a poucos centavos.
O governo economizaria, teríamos menos deslocamentos, com impactos positivos para o trânsito e para o meio ambiente, o cidadão teria mais tempo para se dedicar ao trabalho e à família, aumentando a produtividade da economia brasileira. Importante passo nesse sentido foi dado com o Decreto nº 8.789, de 29 de junho de 2016, que obriga os órgãos públicos (exceto a Receita Federal) a compartilharem seus dados.
A tecnologia é também o principal instrumento de transparência do Estado. Como avanços dos últimos anos, podemos citar os Portais da Transparência e a Lei de Acesso à Informação. Contudo, ainda exploramos pouco o potencial da abertura de dados em formato bruto, consumível e processável por máquina.
Além de possibilitar análises por acadêmicos, organizações não governamentais e imprensa, os dados abertos governamentais são também importantes instrumentos de geração de novos negócios, com potencial de alavancar emprego e renda. Estudo da consultoria McKinsey 3 estima que a abertura de dados pelos governos pode gerar um impacto econômico de US$ 3 bilhões.
Mas há um aspecto ainda mais revolucionário das tecnologias que é pouco debatido: a participação direta das pessoas nos processos decisórios. Na Grécia Antiga, os cidadãos se reuniam em praça pública para debater os problemas da polis e encaminhar suas soluções.
No Estado Moderno, com o crescimento da população e a expansão do conceito de cidadania (que passou a englobar mulheres, pobres, antigos escravos, analfabetos, etc) surgiu a necessidade de eleger representantes que falassem em nome do povo. Hoje, porém, a internet nos possibilita resgatar o conceito de democracia direta, em que literalmente milhões de cidadãos podem expressar sua opinião sobre determinado assunto na velocidade de um clique.
As manifestações de junho de 2013 e toda a turbulência política vivenciada no nosso país mostram que a população tem questionado o sistema vigente. "Não me representam" é frase recorrente, mesmo que todos os parlamentares e chefes do Poder Executivo tenham sido eleitos pelo voto direto.
A sociedade quer participar cotidianamente, tanto das deliberações, como também de sua execução, monitoramento e avaliação. Precisamos de um Estado permeável, que governe com (e não apenas para) a população. Antes da sociedade dizer "que se vayan todos", nossos governantes devem dizer "que vengan todos" (os cidadãos) participar do processo político. A tecnologia está aí para isso.

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More Than 90 Percent Of College Students Prefer Reading Paper Books Over E-Books

More Than 90 Percent Of College Students Prefer Reading Paper Books Over E-Books | Inovação Educacional | Scoop.it

Researchers asked more than 420 university students from the U.S., Slovakia, Japan and Germany in 2010 and 2013. They found that 92 percent preferred paper books instead of e-books. The survey was part of the book research from American University's linguistics professor Naomi Baron who penned Words Onscreen: The Fate of Reading in a Digital World.
In 2010, the team found that 92 percent of college students in the U.S. favored the paper book version over the e-book version. About 95 percent of German students and 77 percent of Japanese student said the same.
The team also found that the main reason why students used e-books was because they were cheaper than the traditional paper book versions. It wasn't always because it was easier to use or lighter to carry but some of the survey's open answers included space saving reasons and convenience. When it comes to preference, paper trumps the screen.
The team got the same figures in its 2013 survey. Researchers found that if paper books and e-books for leisure cost the same. About 80 percent across the three countries (U.S., Japan and Germany) will still prefer the paper book variant. As for the academic paper books and e-books, about 94 percent of university students in Germany would go for the paper version if the prices are the same.
Those who preferred the digital versions said they were concerned about the environmental consequences that paper books carry, for instance, cutting down trees for the books' raw materials. In 2010, 21 percent of the participants said being eco-friendly was their main reason for getting the digital version.
Baron's new book looks into technology's impact on reading and learning habits around the world. In her interview with New Republic, reporter Alice Robb asked her why she thinks young people still prefer paper books when this demographic is the most adapted to doing things on screen.
Baron said young people are resistant to e-books because they say they are distracted and they had to deal with headaches and physical discomfort such as eyestrain when reading e-book versions of college books.
When her team surveyed Slovakian students, one out of ten said they enjoyed the smell of books when reading in hard copy. There were also other student show said they get this sense of accomplishment when they finish reading a paper book and they want to see it on the bookshelf.
"There really is a physical, tactile, kinesthetic component to reading," said Baron during the New Republic interview.
When it comes to light reading, such as news and other feature articles wherein visual components cover most of the pages, reading on screen seems to be the better choice. However, when it comes to reading best sellers or academic books for school papers, traditional paper text books still rule.

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Sustentabilidade da marca requer inovação

Sustentabilidade da marca requer inovação | Inovação Educacional | Scoop.it
Em tempos de crise e crescimento da audiência nos meios digitais, investir na sustentabilidade da marca é praticamente um mantra que os especialistas em recuperação de instituições sob estresse econômico e consultores de mercado financeiro cantam para os empresários. Na fórmula para retomar o crescimento, que inclui corte de custos e aumento do faturamento, buscar a inovação traduzida em novas formas de manter a marca viva na cabeça do consumidor é o grande desafio do segmento corporate.

Wilbert Sánchez, CEO da TCP Latam, boutique de investimento em gestão, explica que, no universo de empresas sob estresse, em busca da recuperação, a retomada do faturamento não pode estar dissociada de um investimento constante e inovador na marca. Sánchez diz que lida com muitos clientes da área de varejo, segmento em que se torna vital o cuidado com a marca para atrair o consumidor, sobretudo, em momentos de orçamento reduzido.

"Numa situação de estresse, o que traz uma redução geral do orçamento, é preciso avaliar os investimentos em campanhas de marketing, mudar o foco do institucional, investir mais em ações específicas voltadas prioritariamente para o produto, produzindo um efeito mais imediato com o cliente final. O proibido é matar o valor da marca no mercado", diz Sánchez.

Para o CEO da TCP Latam, a inovação e o desenvolvimento de estratégias em redes sociais são ferramentas essenciais. "É preciso experimentar novas estratégias, testar sempre. Com um orçamento mais restrito, deve-se avaliar a redução de atividades como participação em eventos, que são válidos para relacionamento, mas não necessariamente rendem negócios. O foco é no produto e em ações de marketing que tragam fluxo para os pontos de varejo", afirma.

"Temos clientes que fazem investimentos altos em edições impressas de luxo, o que exige um desembolso constante para manter profissionais especializados e serviços de gráfica. Mas, por outro lado, é preciso avaliar se essas peças institucionais sofisticadas ainda têm o mesmo alcance e efeito que uma campanha bem estruturada com blogueiras do segmento de marcas de luxo", afirma.

Enrique Campos, responsável pela área de funding e captação do BNP Paribas para a América Latina, também chama a atenção para a mudança da personalidade dos consumidores brasileiros, que estão mais criteriosos com relação aos valores atrelados às marcas. "As empresas precisam ter consciência de que o consumidor paga um prêmio adicional em função do comportamento das empresas. Valores, responsabilidade social e investimento em funcionários são tópicos que estão na avaliação do consumidor", diz Campos.

Na avaliação de Campos, os produtos hoje são commodities, tornando o mercado mais competitivo. "As empresas precisam mostrar que há um valor agregado ao seu produto, seja no processo de produção, nas relações de trabalho ou no comprometimento de longo prazo com o país. Não bastam apenas boas ideias, é preciso cuidar para que a imagem esteja atrelada a uma mensagem positiva e socialmente responsável", completa.
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Projeto de inovação com contrapartida privada tem mais êxito

As empresas que recebem recursos públicos e privados voltados para projetos de inovação têm mais possibilidade de realizar a inovação. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que 61% das empresas fluminenses que receberam recursos públicos e privados inovaram, percentual que cai para 45,2% quando as empresas recebem apenas dinheiro público. Na média, 54,2% das companhias inovaram.

A pesquisa foi realizada com 72 empresas do Rio que receberam recursos para inovação do BNDES, da Finep e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Janeiro (Faperj). Foram analisados projetos aprovados entre 2010 e 2014. Das 72 empresas, 77,8% tomaram recursos junto à Faperj, 19,4% na Finep e 2,8% no BNDES.

Para Bruno Gomes, diretor de inovação do Sistema Firjan, a pesquisa mostra que a contrapartida privada pode ser um bom canal para aumentar o comprometimento das empresas com a inovação contratada. Segundo ele, a maior parte das contrapartidas privadas veio de recursos próprios das companhias. "Se o recurso é escasso, a chance de sucesso é maior com a contrapartida privada", diz Gomes.

Mais da metade das companhias apontou dificuldade em pelo menos uma etapa do processo e o maior gargalo citado foi o efetivo recebimento dos recursos devido ao atraso na liberação das parcelas. Na fase da submissão, os principais entraves são a documentação exigida e o prazo para receber a notícia de que o projeto foi aprovado pelo órgão de fomento. O levantamento mostra ainda que um terço das empresas teve dificuldade devido ao atraso no pagamento de parcelas do financiamento.

Gomes frisa que os editais para inovação são pensados para empresas grandes, consolidadas, nos moldes de editais de outras formas de financiamento. O especialista da Firjan pondera que essa é uma mudança necessária, já que muitas start-ups precisam de recursos para realizar processos inovadores, mas ainda não têm robustez para encarar a burocracia do processo, que demanda muitos documentos e tempo de análise. Das 72 empresas pesquisadas, 52% são micro, 30,6% são pequenas e 16,6% são médias e grandes.

Neste sentido, lembra que o tempo médio imaginado pelas empresas para liberação dos recursos era de 3 a 4 meses, mas que na prática esse tempo dobrou. "Para uma start-up, a velocidade no recebimento do recurso é fundamental", diz Gomes.

Outro ponto criticado é o volume de recursos. Segundo a pesquisa, 73,4% das empresas receberam parte do valor solicitado. E em 51,5% das companhias que receberam parte do valor, o volume não foi suficiente para a execução do projeto. "Essa é uma discussão pertinente. Há [distribuição de recursos] para muitos projetos e a efetividade não tem sido grande", destaca. "Poderíamos ter menos projetos, mas com resultado melhor".
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Mantida indenização por uso indevido de software de ensino a distância

Uma perícia estimou em 43 o número de utilizações indevidas. Com base nesse valor, foi calculada a multa de R$ 178.467.720,55 para o pagamento da indenização, já incluída a correção monetária.  O TJSP, no entanto, com base no princípio da livre convicção e nas demais provas colhidas nos autos, reduziu o número utilizações indevidas do software e estabeleceu novo valor indenizatório. 
Inconformada com a definição desse novo montante, a fabricante recorreu ao STJ, cabendo a relatoria do caso ao ministro Villas Bôas Cueva, da Terceira Turma, especializada em direito privado. Na sua decisão, o relator manteve a decisão do TJSP. 
Durante o julgamento, o ministro Moura Ribeiro discordou do relator, em seu voto-vista, por considerar prejudicado o recurso especial da fabricante. Segundo ele, teriam sido ajuizadas duas ações pedindo indenização pelo mesmo ato ilícito.  
Villas Bôas Cueva pediu vista regimental para melhor análise do caso. Na retomada do julgamento, o ministro apresentou voto ratificando seu entendimento anterior, mantendo a indenização fixada pelo TJSP e afastando a tese levantada por Moura Ribeiro.
 

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Procura por cursos na área de Segurança da Informação aumenta na área com ênfase na pós-graduação

Procura por cursos na área de Segurança da Informação aumenta na área com ênfase na pós-graduação | Inovação Educacional | Scoop.it

A procura por cursos na área de segurança da informação é crescente nas escolas ouvidas pelo Valor. Isso porque profissionais que já trabalham com TI, mas não são especialistas no assunto, sabem que há vagas no setor e, em contrapartida, há pouca gente capacitada para atuar com o tema.
Estudo recente da consultoria de recrutamento Robert Half mostrou que, para 93% dos diretores de tecnologia brasileiros, suas empresas enfrentarão mais ameaças nos próximos cinco anos por falta de profissionais qualificados em segurança da informação. Na mesma pesquisa, 47% dos entrevistados relataram ser difícil encontrar o perfil desejado.
"As recentes tecnologias levantam novas preocupações com segurança. Essa tendência resultou num déficit de competências em segurança de TI, pois o conhecimento disponível não manteve o ritmo com as ameaças em evolução", disse o diretor de operações da Robert Half Brasil, Fernando Mantovani, sobre as conclusões da pesquisa.
Atento a essa necessidade de mercado, a Kroton Educacional lançou, neste ano, o MBA em Gestão de Tecnologia da Informação, cuja base é composta por disciplinas ligadas à segurança da informação. "Vemos demanda por esse tipo de qualificação", afirma Anderson Paulo da Cruz, coordenador de pós-graduação da Faculdade Pitágoras, da Kroton.
A primeira turma do curso na Faculdade Pitágoras em Belo Horizonte teve a concorrência de 12 candidatos por vaga e uma segunda leva começa neste segundo semestre. "Trabalhamos com cenário de uma turma por semestre, mas não descartamos abrir mais se for necessário".
Na Fiap, o MBA em Gestão de Cibersegurança existe há oito anos, mas foi reformulado três anos atrás, quando ganhou o atual nome - antes chamava-se MBA em Segurança da Informação. "Hoje o foco do programa é trabalhar a segurança da área de tecnologia, não só da informação", diz Eduardo Endo, diretor acadêmico dos cursos de MBA da Fiap. Desde a reformulação do programa, a escola só vê a procura pelo MBA aumentar. Em 2016, o crescimento foi de 30% e a Fiap abriu uma turma adicional, chegando a três grupos.
Segundo Endo, falta mão de obra especializada em cibersegurança. Muitas empresas arcam com os gastos do curso para que seus profissionais se capacitem. Na Fiap, cerca de 70% dos alunos do MBA em Gestão de Cibersegurança têm alguma ajuda financeira do empregador para fazer o curso.
Na Estácio, a pós-graduação em segurança da informação existe desde 2014 e neste ano a procura pelo programa aumentou 40% na comparação com 2015. Por ano, cerca de 600 alunos ingressam no curso. "A demanda de mercado chama atenção sempre", diz a professora Simone Markenson. "Hoje não se consegue pensar em informação sem pensar em meio digital e quanto mais digitais nós ficamos, maior é a demanda por segurança", afirma.
Entre os alunos da pós da Estácio, a maioria já trabalha, mas busca uma especialização em segurança. Essa, aliás, é a trajetória mais comum. "Quem faz uma graduação na área de TI normalmente já sai empregado e depois de um tempo busca a especialização", diz Simone. No caso da pós da Estácio, os alunos têm, em média, cinco anos de mercado.
Exceção a essa trajetória são os alunos que cursam o programa de segurança da informação da Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo), pois já saem do curso superior especialistas na área. Trata-se de um tecnólogo de três anos com carga horária total de 2.800 horas formatado em 2012. Segundo Adilson Ferreira da Silva, coordenador do curso na Fatec São Caetano, a taxa de empregabilidade entre os formados fica em 95%. "Com a popularização da internet, aumentou a preocupação com a segurança dos dados e isso se reflete no mercado de trabalho", diz.
De acordo com Silva, os alunos do curso da Fatec já conseguem emprego no primeiro ou segundo semestre do programa. Talvez por isso a procura seja tão grande. "Foi o curso mais concorrido da Fatec São Caetano no segundo semestre de 2016", diz Silva. Para as 40 vagas do turno da manhã, a relação candidato-vaga ficou em 3,68. Para as 40 vagas do noturno, a mesma relação ficou em 6,38.
Ao concluir o tecnólogo da Fatec, o profissional está apto a realizar análises de riscos, administrar sistemas de informações, projetar e gerenciar redes de computadores seguras, realizar auditorias, planejar contingências e recuperação de informações. Além disso, consegue atuar nos aspectos lógicos e físicos, controlando os níveis de acesso aos serviços dos sistemas operacionais, bancos de dados e redes de computadores. "Nosso curso tem uma grade equivalente à dos programas de pós-graduação na mesma área", conclui Silva.
No primeiro semestre de 2017 o Senac São Paulo prevê lançar uma pós-graduação a distância em segurança da informação. A mensalidade do curso deverá ficar em R$ 311,00.

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Descoberta de falha vale prêmios em concursos - Inovação

Descoberta de falha vale prêmios em concursos - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

Empresas da área de pagamentos e de tecnologia, como PayPal, Apple e Facebook, criam concursos internacionais para identificar falhas em seus sistemas e reforçar o combate a hackers. Para atrair especialistas em informática e pesquisadores independentes, oferecem prêmios em dinheiro, de US$ 100 a até US$ 50 mil, por bug detectado. O valor depende da importância do software afetado e do impacto da vulnerabilidade na imagem das companhias. 
Globalmente, o PayPal, do setor de pagamentos digitais, recompensa quem garimpa brechas em seus sistemas desde 2012. No Brasil, a iniciativa Programa Caça Bugs começou em julho de 2014, segundo a diretora de estratégias Beth Cannon, baseada na Califórnia. Desde que o programa foi lançado no país, 33 bugs já foram descobertos.
"Ao longo desses quatro anos, tivemos mais de 1,5 mil participantes, de mais de 80 países", diz. "Uma vez notificados sobre um problema, trabalhamos com o especialista que o descobriu para compreender o potencial da falha. Isso significa dizer que podemos corrigir um erro antes de ele ser explorado". Um pesquisador pode receber recompensas em dinheiro da empresa se for o primeiro a isolar uma falha, diz Cannon. Normalmente, são US$ 10 mil por erro constatado. "Já demos mais de US$ 2 milhões em prêmios, desde 2012".
Este mês, a Kaspersky Lab, do setor de segurança de TI, anunciou seu programa global de caça aos bugs, em parceria com a empresa HackerOne, válido também para o Brasil. Com duração de seis meses, oferece US$ 50 mil em recompensas. Segundo Fábio Assolini, analista sênior da Kaspersky Lab, a ação cobre sistemas operacionais como o Windows 8.1, que rodam as principais soluções da marca. Cerca de uma semana após o anúncio do concurso, no início de agosto, um usuário já foi premiado.
"Essas iniciativas são importantes para as empresas porque, além da equipe de engenheiros que testam as soluções nas corporações, a comunidade de programadores independentes é grande e forte", diz. "É mais uma forma de fortalecer a batalha contra os cibercriminosos".
Frequentador assíduo dessas batalhas desde 2011, o paulista João Lucas Melo Brasio, diretor da consultoria de segurança White Hat Hackers, já detectou falhas em softwares de grupos como PayPal, Google e Facebook. Em 2013, identificou vulnerabilidades para dois programas de recompensas. No Facebook, reportou um deslize que permitia que um usuário mal intencionado alterasse as senhas de internautas. "Pouco tempo após o envio da identificação da falha, o time de segurança da companhia publicou uma correção para todos os seus data centers, mitigando os riscos", lembra.
Para o Google, detectou um bug que dava acesso ao navegador Chrome das vítimas, revelando o histórico de navegação e senhas salvas. Como recompensa, Brasio já recebeu dinheiro, eletrônicos, viagens internacionais e teve seu nome gravado nos "halls da fama" dos sites das empresas. "Em 2014, a soma dos prêmios que ganhei passou de R$ 1 milhão", afirma.
Para o especialista, com a proliferação das buscas aos bugs, algumas companhias estão iniciando concursos sem estrutura. "Elas não conseguem absorver o enorme volume de relatórios recebidos, o que causa demora nas correções das falhas", analisa. Outro problema no setor são as organizações com times de segurança pouco capacitados, que não entendem as pesquisas que recebem dos "caçadores". "Isso pode acabar com a credibilidade dos programas".
Reginaldo Silva, engenheiro de segurança do Facebook no Brasil, começou a participar do programa de bugs da empresa em 2013, quando trabalhava como engenheiro de software. Depois, foi contratado pelo time de segurança da rede social e hoje participa da organização do concurso. "Uma das falhas que reportei ainda é uma das maiores já encontradas", diz. Em 2014, Silva ganhou R$ 79 mil do Facebook por localizar um defeito que permitia passe livre aos dados dos internautas.
Este ano, a companhia de Mark Zuckerberg, que mantém ações de identificação de riscos desde 2011, pagou US$ 10 mil para um finlandês de dez anos de idade que expôs uma falha no aplicativo de compartilhamento de fotos Instagram, adquirido pela empresa em 2012. O nome completo do garoto não foi divulgado. O erro indicado permitia apagar comentários no app.
Recentemente, a Apple lançou seu primeiro programa no setor, mas para apenas 24 especialistas convidados, com prêmios de US$ 200 mil. Em 2015, a Microsoft, que criou seus primeiros concursos de procura de falhas de sistemas em 2013, aumentou o valor dos prêmios para os pesquisadores, de US$ 50 mil para US$ 100 mil.

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Especialização tem demanda em alta

Especialização tem demanda em alta | Inovação Educacional | Scoop.it
Área em franca expansão no Brasil, a segurança da informação vem enfrentando o desafio de encontrar profissionais com boa formação, experiência e certificações específicas. A despeito do crescimento das oportunidades e dos salários competitivos, são poucos os profissionais qualificados no mercado - e a demanda tende a aumentar de forma contínua nos próximos anos.

"O perfil do bom profissional de segurança da informação está calcado em quatro pilares: formação, experiência, certificação e indicação. Mesmo assim, não são raros os especialistas da área que possuem lacunas em pelo menos um desses pontos", afirma Bruno Salgado, sócio-diretor da Clavis Segurança da Informação, empresa de consultoria e treinamento.

Ele explica que, mesmo na crise, a demanda por esse profissional não parou de crescer, motivada pelo aumento da exposição das companhias a ameaças externas e internas e pela conscientização do mercado sobre a necessidade de prevenção. "Nos últimos cinco anos, vem ganhando força a cultura de que segurança é item obrigatório e não opcional. Não investir na gestão desse risco hoje é como comprar um carro sem freios", compara.

Diego Mariz, gerente da divisão de tecnologia da empresa de recrutamento Michael Page, diz que a valorização dos profissionais de segurança cresce conforme as empresas investem em soluções on-line e mobile. "Setores com interface digital direta com o consumidor como mercado financeiro, varejo e telecomunicações têm formado equipes mais estruturadas", diz. A demanda mais intensa é por analistas, especialistas, coordenadores e gerentes - nesse último nível, o salário médio é de R$ 15 mil.

A formação acadêmica nem sempre é o ponto mais importante no perfil desse profissional, explica Mariz. Egressos da área de engenharia e ciências da computação são os candidatos mais frequentes, mas, como é comum na área de tecnologia, a vivência e o perfil são mais valorizados do que a educação formal.

"Não adianta só a formação e as certificações sem experiência", diz Paulo Pagliusi, diretor de cyber risk services da Deloitte. Com uma equipe de 160 colaboradores no Brasil e demanda crescente de clientes, ele explica que a atuação desse profissional deve ser holística e seu time, diverso. Além de especialistas em tecnologia, há também necessidade de pessoas de áreas complementares como gestão da mudança, compliance e jurídico.

Com um PhD em segurança da informação pela Universidade de Londres e mais de 20 anos na área como oficial da Marinha, Pagliusi acompanha a evolução da área desde "os primórdios" e vê um grande potencial para esses profissionais no país. "Ainda estamos aquém da Europa e Estados Unidos em gestão do risco cibernético. Há espaço para amadurecer, apesar de muitas indústrias como a de serviços financeiros, infraestrutura e telecomunicações já estarem investindo em inteligência", diz.

Diretor de segurança da Cisco, Paulo Breitenvieser Filho explica que o perfil profissional puramente técnico ficou no passado. "É preciso mais do que o geek que vigia para ver se um hacker vai acessar a rede. A necessidade hoje é por pessoas com conhecimento em áreas de negócio para poder contextualizar a segurança", afirma.

Ele explica que as empresas vêm se conscientizando do caráter estratégico desse especialista e os incluindo no planejamento de suas políticas. Nesse novo panorama, o profissional envolvido com a vigilância das "bordas" continua existindo, mas as organizações abrem portas também para um trabalho preventivo e consultivo. "São pessoas que começam a educar internamente os funcionários da empresa sobre riscos e processos, o que amplia muito o escopo da segurança da informação", diz.

Até mesmo o organograma da área vem mudando, afirmam os especialistas. Antes um departamento subordinado à diretoria de TI, a segurança da informação ganhou força e independência e vem se reorganizando como um setor específico de risco e, em muitos casos, com reporte direto ao CEO da empresa.
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Segurança avança nas estruturas organizacionais

A sofisticação de ameaças a ambientes mais digitais está colocando a preocupação com a segurança da informação na agenda de executivos de gestão e negócios das empresas. O cenário ainda é longe do ideal e foi refreado por restrições dos investimentos nos últimos dois anos. Mas cresce o interesse em estruturas organizacionais que alojem profissionais de segurança digital mais qualificados, independentes de áreas operacionais de tecnologia e mais próximos de gestores e conselhos de administração.
Pesquisa realizada pela PwC há dois anos mostrou que as mudanças na natureza dos ataques, hoje em boa parte orquestrados pelo crime organizado, fizeram a segurança digital ocupar mais espaço na avaliação de riscos das organizações e, entre 10 mil empresas consultadas, 54% contavam com especialista de alto nível no segmento (CISO, na sigla em inglês), dos quais 37% se reportando à presidência. "O crime cibernético é o crime econômico de maior impacto no Brasil, só perde para roubos de ativos", diz Edgard D'Andrea, um dos sócios da consultoria.
Um dos reflexos desse quadro é a maior contratação de segurança como serviço em substituição a técnicos internos, e o maior interesse da gestão em mais informações sobre o tema. Em muitos casos, o interesse surge em seguida a algum evento desafiador, como um ataque sofrido pela própria empresa ou por outras. As dúvidas envolvem o nível de exposição da empresa e suas possíveis consequências e o desenho ideal da estrutura para abrigar um CISO.
A mudança no perfil dos criminosos digitais é um dos primeiros itens na pauta. Nos últimos dez anos, hackers vaidosos foram substituídos por ativistas digitais bem preparados, ou criminosos e quadrilhas especializadas em fraude, chantagem e espionagem industrial, com capacidade de causar fortes prejuízos financeiros e reputacionais.
A retirada da segurança digital da tutela da TI é outro. "Manter a segurança sob a TI compromete a independência", diz o diretor executivo da Accenture, Walmir Freitas. Isso porque a natureza dos crimes exige mais do que a proteção mecânica tradicional apoiada por ferramentas como antivírus e firewalls. Demanda a monitoração de controles internos capazes de detectar ataques silenciosos, persistentes e pouco visíveis, e a exigência operacional que recai sobre as áreas de TI pode colocar a segurança em segundo plano.
Idealmente, o CISO deve responder a áreas de risco, responsáveis por controles internos e compliance. Segmentos maduros, como bancos e instituições financeiras, já adotam desenho deste tipo, seguidos por varejo e telecomunicações. Outros ainda deixam a desejar. "Das empresas com as quais nos relacionamos, só 30% contam com profissionais dedicados", estima Demétrio Carrion, sócio de consultoria em segurança cibernética da EY.
Uma das barreiras é a carência de profissionais com conhecimentos técnicos e de gestão e habilidades pessoais como capacidade de comunicação para usar linguagem de negócios em vez do "tecniquês", que repele as demais áreas da discussão e compromete o potencial de receita em segmentos como e-commerce. "A preocupação é grande em áreas mais relacionadas ao cliente, como marketing, controles financeiros e retenção de clientes", exemplifica o diretor da Tivit Fabiano Droguetti.
Rodrigo Sanchez, vice-presidente de gestão e estratégia de dados da Serasa Experian, área criada no fim do ano passado, é um dos que se prepararam para este diálogo. Com formação em tecnologia, administração de empresas e marketing, já passou pelas áreas de TI, gestão de produtos e negócios e tem como um de seus papéis estimular a cultura de segurança na empresa. "Os clientes também querem saber como cuidar da questão", aponta.
Outra dificuldade é descolar a questão da segurança digital de decisões mais pontuais de investimentos, trazendo para a pauta o tripé pessoas, processos e tecnologia como preocupação a perder de vista. "Sempre falo para os executivos que os planos de segurança têm começo e meio, mas não têm fim", resume Carrion, da EY.
O diretor da consultoria em serviços de riscos cibernéticos da Deloitte costuma chamar a atenção dos executivos para outros pontos. Além da autonomia, inclusive para agilizar a contratação de serviços ou equipes para responder a ataques, ele ressalta o perfil multidisciplinar da segurança como atribuição de toda a organização e a necessidade de observar impactos decorrentes de incidentes, como o aumento no custo de dívidas e no prêmio de seguros.

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‘Startups’ buscam novas formas de captação

‘Startups’ buscam novas formas de captação | Inovação Educacional | Scoop.it

Mark Hedlund e outros fundadores estão lançando uma empresa chamada Skyliner, semelhante a uma “startup” normal, mas com uma exceção importante.
Os fundadores são todos engenheiros e, coletivamente, veteranos de grandes empresas de tecnologia como Microsoft Corp., Yammer Inc., Etsy Inc. e Stripe Inc. A sede fica na área da Baía de San Francisco. E, como ocorre com muitas startups, os fundadores mantêm segredo sobre seus planos.
Mas a Skyliner difere em um aspecto: ela conseguiu evitar, até agora, algo que parece um pré-requisito para a inovação e o crescimento: o capital de risco.
O capital inicial de US$ 800 mil da Skyliner vem de outro tipo de fonte: a Indie.vc, comandada pelo investidor de risco Bryce Roberts.
Na segunda-feira, a Indie.vc, que conta com recursos de Pierre Omidyar, fundador do eBay Inc., e de Fred Wilson, da firma de capital de risco Union Square Ventures, anunciou seu segundo fundo de US$ 30 milhões.

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Em busca de lucro, fundos apelam para minissatélites

Em busca de lucro, fundos apelam para minissatélites | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma frota de mais de 50 satélites do tamanho de uma caixa de sapatos é a mais recente inovação tecnológica adotada por fundos de hedge para saciar sua fome de dados.
Lançados pela empresa Planet Labs Inc., os “cubesats” (satélites cúbicos, em tradução livre) podem transmitir imagens de locais economicamente sensíveis com muito mais frequência do que os satélites tradicionais. Entre esses locais estão estacionamentos de lojas e supermercados, tanques de armazenagem de petróleo e plantações agrícolas.
Fundada por três ex-cientistas da Nasa, a empresa fornece dados para a Orbital Insight Inc., que analisa imagens de satélite em busca de oportunidades de negócios para fundos de hedge.
Até agora, a Orbital dependia de imagens mensais ou quinzenais para suas análises. O acordo com a Planet Labs vai permitir, inicialmente, que ela receba imagens semanais. No próximo ano, se a Planet Labs tiver êxito no lançamento de mais 40 “cubesats”, a Orbinal vai ganhar acesso a imagens diárias de qualquer região da Terra.

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Após cinco anos sob a liderança de Tim Cook, Apple não é mais a mesma

Após cinco anos sob a liderança de Tim Cook, Apple não é mais a mesma | Inovação Educacional | Scoop.it

Agora, a Apple é a maior empresa do mundo em valor de mercado e continua sendo uma das mais influentes. Seu lucro líquido no ano passado, de US$ 53 bilhões, foi maior que o ganho combinado de várias gigantes da tecnologia, como Facebook Inc., Alphabet Inc., dona do Google, Amazon.com Inc. e Microsoft Corp. Recentemente, a Apple superou a marca de um bilhão de iPhones vendidos.
Ao mesmo tempo, o crescimento da Apple vem perdendo força, a cotação de suas ações está se estagnando e há mais preocupações do que nunca sobre seu futuro. O iPhone, lançado durante a era Jobs, gera ainda mais receita hoje e responde por cerca de 65% do faturamento total da empresa.
Mas é justamente esse sucesso estrondoso que agora está assombrando a Apple. Com as vendas do iPhone recuando, a empresa registrou dois trimestres consecutivos de queda na receita, interrompendo uma sequência de 13 anos seguidos de crescimento. O tablet iPad patinou nos últimos anos e o relógio inteligente Apple Watch não se tornou um campeão de vendas.
Na bolsa americana, a ação da Apple também fez a improvável transição de um investimento que gera crescimento para outro que gera valor, graças aos bilhões de dólares que a empresa gastou durante a administração de Cook para pagar dividendos a acionistas e recomprar ações.

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Os perigos econômicos de uma implosão das ‘megastartups’

Os perigos econômicos de uma implosão das ‘megastartups’ | Inovação Educacional | Scoop.it

“Este” é o estado das “megastartups” — as firmas de tecnologia de capital fechado conhecidas como “unicórnios” e avaliadas em mais de US$ 1 bilhão —, e dos termos pelos quais elas são financiadas. Olhando de fora, tudo parece ótimo — pelo menos 124 “unicórnios” estão, de acordo com seus financiadores, bastante saudáveis, ampliando sua receita agressivamente e, em alguns casos, até o lucro.
Mas com uma frequência e urgência cada vez maiores, um coro formado pelos mesmos investidores de capital de risco que estão apostando nessas empresas está soando o alarme, declarando não só que muitas delas, na verdade, valem menos que suas avaliações no papel, mas também que algumas delas podem deixar de existir por completo.
E embora essa “bolha” tecnológica possa ser diferente da que estourou em 2000, quando muitas startups abriram seu capital precocemente, o que está em jogo é muito mais do que apenas bilhões de dólares de firmas de private equity.
Isso porque, embora a derrocada dessas empresas de capital fechado possa não afetar diretamente o mercado acionário, acho que nós temos subestimado até agora o potencial impacto de uma implosão de companhias relativamente grandes, extremamente visíveis, que supostamente seriam a vanguarda da nossa nova e brava economia tecnológica.
No fim das contas, os investidores são como rebanhos de animais. As mesmas forças que atualmente estão levando investidores como Bill Gurley, da Benchmark, Michael Moritz, da Sequoia Capital, e Fred Wilson, da Union Square Ventures, a classificar a situação como exuberância irracional vão conduzir os recursos para investimentos menos arriscados quando o mercado inevitavelmente mudar — e isso vai acontecer não apenas no setor de tecnologia.

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