Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Technology in Education: A Future Classroom

Created by Daniel Nemroff (class of 2015)
(click 'Show more' for full credits)
Officially chosen for the 2014 White House Student Film Festival

Directed/Written/Edited/Visual Effects by Daniel Nemroff

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Aulas inspiradoras

Aulas inspiradoras | Inovação Educacional | Scoop.it

A postura do educador influencia na motivação de seus alunos e em seu impacto na comunidade, através das aulas e da unidade de visões com a instituição.
Somos seres biopsicossociais e nos mostramos como nos mostramos diante de um contexto que nos inspira, ou nos pira. Em ciências humanas, nada pode ser entendido como "todo mundo", "ninguém" ou "nunca", pois essa atitude generalizadora não leva em conta o ser como indivíduo. É por isso que dizemos que não há determinismo nesse campo de conhecimento.
E a sua aula? Ela produz o quê em seus alunos? Na mesma escola em que certos professores saem da sala de aula cabisbaixos, pois "nada funciona" e "eles (alunos) não querem nada com nada", há sempre alguns educadores que se comprometem de uma maneira diferente e que conseguem criar relações sadias e produtivas com os (mesmos) alunos e estes educadores saem com uma sensação boa no peito, de que são importantes, que suas matérias são assimiladas e que sua vida tem valor. Ora, na mesma escola acontecem fenômenos tão diferentes, por quê? Pois não são os mesmos alunos. Uns são ´pirados´, outros inspirados. O que nos interessa é encontrar caminhos para alcançarmos a excelência em nossas aulas.

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Metodista promove debate sobre análise de retorno de investimentos das organizações em Comunicação e Marketing

Cerca de 50% dos investimentos em comunicação e marketing não dão resultado algum e continuam sendo feitos porque as organizações não sabem o que de fato não está funcionando. Por questões como esta, a Universidade Metodista de São Paulo realiza, no dia 27 de outubro, o evento interdisciplinar “Analise de retorno de investimento em Comunicação e Marketing”, promovido pelo Programa de Pós Graduação em Administração e pelo Programa de Pós Graduação em Comunicação da Metodista.
O evento acontecerá no auditório Sigma da Metodista, a partir das 8h, e contará com as palestras do Mestre em Comunicação pela ECA-USP e Economista pela PUC-SP, Ubaldo Crepaldi e o Mestre e Pesquisador pela ECA-USP, Leandro Key Higuchi Yanaze.
Os palestrantes abordarão também questões como, se as organizações valorizam ou não os profissionais de Comunicação e Marketing e como justificar numericamente investimentos na área, além de apontar caminhos por meio de casos reais aplicados por eles em grandes organizações globais.
As palestras darão uma introdução ao debate, mediado pelo diretor de Inovação e Marketing da Metodista, professor Luciano Sathler, que será realizado sobre o tema, com os participantes do evento.

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Encontro discute novas práticas de ensino para melhorar a educação no Rio

No próximo dia 23 de outubro acontece o Encontro 'Diálogo dos Saberes' no Instituto Superior de Educação do Estado do Rio de Janeiro (ISERJ). O evento reunirá professores, gestores de escolas e estudantes em educação, para refletir sobre o papel do professor na sociedade, na perspectiva de uma formação humana. Em pauta também estarão as novas práticas de ensino que buscam ampliar o diálogo entre escolas e territórios, relacionando saberes populares aos currículos escolares. 
O encontro é organizado pela Arte de Educar e o ISERJ, com o patrocínio da Petrobras. Uma das palestrantes é a professora Marta Relvas, especialista no país na articulação entre a prática de ensino e as contribuições no conhecimento da neurociência para uma educação de qualidade.
 "O entendimento sobre o funcionamento do cérebro dos estudantes facilita o trabalho de educadores e pode revolucionar a atuação em sala de aula", explica Marta Relvas.  A nova prática de ensino ganha cada vez mais adeptos e os poucos projetos existentes, apresentam bons resultados no desempenho escolar.

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Kubitschek: conheça famosos que já fizeram cursos a distância

Kubitschek: conheça famosos que já fizeram cursos a distância | Inovação Educacional | Scoop.it

Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil entre 1956 e 1961, responsável pela construção de Brasília
Sem dinheiro para terminar o "secundário" (que corresponde ao atual ensino médio), estudou a distância na biblioteca de Diamantina (MG), para depois prestar os exames oficiais em Belo Horizonte. Com diploma na mão, foi estudar medicina

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MEC promete programa de estudo computadorizado para Enem em 2014

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou que os inscritos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2013 poderão treinar para a prova em uma plataforma interativa, o Geekie Games. A parceria foi anunciada na tarde desta segunda-feira (9) em São Paulo.
Segundo o ministro, a plataforma será oferecida a todos os estudantes de escola pública -- a efetivação dessa proposta dependerá da adesão das secretarias estaduais de educação. Atualmente, o Geekie Games cobra pelo serviço e o alcance para o público da escola pública é limitado.
O ministro indicou ainda que haverá premiação para as melhores escolas e para os melhores desempenhos individuais, mas não detalhou como isso vai ocorrer.

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Escola pobre do Piauí tem 153 medalhas de matemática. Quer saber como?

Escola pobre do Piauí tem 153 medalhas de matemática. Quer saber como? | Inovação Educacional | Scoop.it

À primeira vista, parece que uma coisa não combina com a outra. Cocal dos Alves, cidade do interior do Piauí, está entre as 30 cidades com o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. De 0 a 1, o município tem índice 0,498, na posição 5.535, entre 5.565 cidades.
Ao mesmo tempo, Cocal dos Alves possui uma das mais premiadas escolas públicas do país, campeã em diversas olimpíadas do conhecimento e com inúmeras aprovações em vestibulares de universidades públicas do Piauí. A escola de ensino médio Augustinho Brandão foi considerada a instituição estadual com a maior média no Enem 2012 em todo o Estado -- o resultado do Enem 2013 por escola ainda não foi divulgado.
Como pode uma escola pública ter tantos casos de sucesso em olimpíadas e vestibulares em um local tão carente e desprovido de ajuda? Assim como tudo nesta história, a resposta é ao mesmo tempo simples e um tanto complexa. No caso da escola Augustinho Brandão bastou juntar um grupo de professores cheios de vontade de mudar uma cruel realidade social.
"São 12 anos de estrada. Em 2003, éramos um grupo de jovens professores que simplesmente começou a trabalhar de maneira séria", explica a atual diretora da escola, Aurilene Vieira Brito.

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Os desafios da escola 2.0

Os desafios da escola 2.0 | Inovação Educacional | Scoop.it

Cada vez mais cedo, computadores, celulares, tablets e outros aparelhos digitais fazem parte da vida de crianças e adolescentes brasileiros. No País, a idade do primeiro acesso à internet é, em média, entre 9 e 10 anos. Metade dos jovens afirma conectar-se à rede diariamente. Os dados são da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2012, elaborada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), que analisou o uso da web entre jovens de 9 a 16 anos e seus impactos sociais.
“A rapidez com a qual crianças e jovens estão obtendo acesso a tecnologias virtuais, convergentes, móveis e interconectadas não encontra precedentes na história da inovação e difusão tecnológica”, indica no estudo Sonia Livingstone, diretora da rede EU Kids Online e professora no Departamento de Mídia e Comunicação da London School of Economics and Political Science. “Essas mudanças apresentam aos pais, aos professores e às crianças o importante desafio de adquirir, aprender a usar e definir objetivos para o uso da internet em suas vidas diárias.”
Nesse panorama, as duas principais instituições responsáveis pela formação das novas gerações – família e escola – ganham responsabilidades imensas, mas ainda se encontram perdidas diante dos desafios da inclusão e orientação digital. “Elas estão perplexas ante crianças e jovens cada vez mais informados, participantes e conscientes (mesmo que confusamente) de seus direitos, além de serem digitalmente competentes e de se mostrarem totalmente à vontade diante dessas novas tecnologias”, aponta Maria Luiza Belloni, doutora e mestra pela Universidade de Paris-Sorbonne e pós-doutora em Comunicação Política.
No ensino, fica evidente o descompasso entre o que os alunos têm nas mãos e a capacidade da escola de usar as novas tecnologias com propósitos pedagógicos. “Enquanto os alunos levam seus celulares para a sala, os professores muitas vezes não têm à disposição computadores e conexão para a realização de tarefas básicas como a busca de informações na internet”, alerta Maria Paulina de Assis, doutora em Educação pela PUC-SP.
Além disso, a falta de infraestrutura tecnológica, dificuldades de gestão escolar e problemas com a própria ação pedagógica, a dificuldade dos professores para adotar novas tecnologias, aparecem como grandes desafios. No ensino público, destaca-se também a fragilidade da implementação das políticas públicas. “A escola pública tem sempre projetos a serem implementados, e a inserção das novas tecnologias para o uso pedagógico acaba sendo muitas vezes atropelada por necessidades mais imediatas. Dessa forma, a presença de tecnologias na escola acaba sendo geradora de problemas e não de soluções”, destaca Maria Paulina.
O estudo TIC Kids Online Brasil 2012 também mostra como as novas tecnologias e a internet podem se transformar em potencial para inovações educativas, trazendo mais motivação para a aprendizagem na sala de aula e além dela. Para isso, entretanto, fica clara a necessidade de uma abordagem pedagógica que extrapole o uso dessas tecnologias pelos professores apenas como recurso para estratégias didáticas convencionais.
“A inclusão digital de jovens não depende da aplicação da tecnologia a políticas pedagógicas somente. É possível até mesmo dizer que nisto não há muita diferença entre escolas públicas e privadas, pois as privadas podem até estar mais à frente no sentido de ensinar os alunos a manipular o computador, mas também não utilizam os recursos digitais para criar novas propostas de ensino, como utilizar um game para resolver uma equação de segundo grau”, explica Regina de Assis, mestre e doutora em Educação pela Universidade de Harvard e pela Universidade de Colúmbia e consultora em mídia e educação.
A pesquisadora Ellen Helsper, doutora da London School of Economics, chama ainda a atenção para o que considera um equívoco das escolas, que é fazer uma divisão entre o universo online e o mundo real. “Esses dois campos são uma coisa só: a vida do aluno. Na escola, os piores lugares para se aprender a mexer no computador são as salas de informática, justamente porque configuram ambientes não familiares, estranhos, separados da vivência cotidiana dos jovens.”
Segundo Maria Paulina, as novas tecnologias devem ser integradas ao currículo por meio de uma pedagogia voltada para o aluno, tendo as motivações para a aprendizagem como centro da atenção do professor. Dessa forma, as dificuldades do professor em apropriar-se das novas tecnologias deixam de ser um problema, pois ele passa a atuar mais como mediador e orientador do conteúdo obtido através dessas interfaces.
“Assim, o professor fica mais atento aos objetivos de aprendizagem, à provisão de informações e orientações quando necessário, ao acompanhamento dos resultados, à avaliação, à observação de comportamentos e atitudes dos alunos que necessitam de intervenção, tendo um papel mais de mediador da aprendizagem do que de transmissor de conhecimentos”, explica.

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Inovação - Executivos experientes trocam múltis por startups

A profissionalização nos últimos anos das pequenas e médias empresas e o surgimento de um elevado número de startups no país - que chegam ao mercado com produtos e serviços inovadores e conquistam uma soma relevante de aportes de capital - estão ampliando o leque de possibilidades dos executivos.
De acordo com especialistas em gestão de carreira, embora esse mercado ainda seja pouco explorado pelos profissionais, trocar multinacionais por equipes de negócios menores tem se tornado mais comum. "Migrar para uma pequena ou média empresa é saudável e uma estratégia recomendada em alguns momentos", afirma Rafael Souto, CEO da Produtive, consultoria especializada em planejamento e transição de carreira.
Em sua opinião, a mudança pode ser interessante, por exemplo, para uma pessoa que já vem de uma trajetória em uma grande organização e quer acelerar a carreira verticalmente - subindo na hierarquia. "Nas companhias maiores, de forma geral, há uma curva mais lenta de desenvolvimento", explica.
Ir para uma pequena ou média empresa também é um movimento indicado para quem quer atuar mais com gestão, aumentar o escopo de atuação e desenvolver-se mais perto da liderança - o que atrai profissionais com perfil mais empreendedor. "É como se a pessoa deixasse de ser um peixinho em um oceano para ser um tubarão em um aquário", compara Mara Turolla, diretora de coaching, mentoring e counseling da Career Center, consultoria que auxilia profissionais em transição de carreira.
Segundo ela, a mudança pode ser motivada também por uma identificação com a causa da empresa, do produto ou serviço ofertado por ela - ou ainda por conta do momento pessoal do profissional. "A multinacional muitas vezes demanda viagens e há fases da vida que a pessoa não está disposta a se ausentar tanto."
A decisão da publicitária Paula Crespi de trocar a Whirlpool, maior fabricante mundial de eletrodomésticos, pelo GuiaBolso, uma startup de finanças pessoais fundada em 2012 com sede em São Paulo, levou em conta alguns desses aspectos.
Após seis anos e meio na Whirlpool e um MBA na Universidade de Stanford, onde teve um contato bem próximo com o ambiente das startups do Vale do Silício, Paula decidiu que queria trabalhar em um negócio menor. "Queria testar coisas novas e de forma rápida", conta. Segundo a executiva, embora a Whirlpool seja uma empresa inovadora, tem todos os processos de uma grande companhia, o que reduz a velocidade de tomadas de decisão e inovações.
Paula passou, então, a procurar não apenas por uma empresa onde pudesse se desenvolver mais rapidamente e adquirir novas competências profissionais, mas que oferecesse um produto em que acreditasse. Quando conheceu o GuiaBolso, logo se identificou com a proposta da startup, que ajuda seus usuários a organizar a vida financeira e a planejar os gastos futuros - tudo pela internet. "Eu já usava o Mint [plataforma semelhante ao GuiaBolso criada em 2005] quando morei nos Estados Unidos e via como a ferramenta impactava a vida das pessoas."
Também pesou na decisão dela de deixar o cargo de gerente de inovação na Whirlpool, em janeiro deste ano, o fato de o GuiaBolso ter uma "equipe com profissionais sérios e dedicados". Ela se refere, entre outros executivos, aos fundadores Thiago Alvarez, que foi gerente sênior da consultoria McKinsey por mais de quatro anos, e Benjamin Gleason, que tem um mestrado em finanças pela Wharton School e trabalhou sete anos como consultor financeiro na Hyperion e na McKinsey. Desde sua fundação, o GuiaBolso já recebeu aporte de três fundos de investimento: o brasileiro e.Bricks, o americano Valor Capital e o fundo latino-americano Kaszek Ventures.
A mudança também mexeu com seus ganhos financeiros, pois, embora continuasse com o mesmo salário, tinha perdido uma série de benefícios. "Mas a expectativa é ganhar mais no futuro com opções de ações da empresa", afirma a executiva, que calcula ter reduzido o total de sua remuneração entre 30% e 40% ao deixar a multinacional.
Indo para o GuiaBolso, Paula teve um ganho de cargo, pois passou a ser diretora de marketing da startup. Pouco tempo depois ganhou mais funções e hoje é diretora de marketing, produto e atendimento ao cliente - e viu sua equipe triplicar de tamanho. "Tenho muito mais responsabilidades e participo de todas as decisões da empresa. Sinto que estou 100% envolvida com o negócio, o que é extremamente motivador."
Movimento semelhante ao de Paula fez a engenheira Adriana Avó, que, apesar da formação acadêmica, sempre trabalhou em áreas de relacionamento com o cliente. Em 2012, após cinco anos na incorporadora e construtora Gafisa, a executiva deixou o cargo de gerente para assumir o posto de diretora de atendimento ao cliente em uma startup que estava abrindo as portas - a loja online de móveis Mobly, que tem como principal investidor o fundo alemão Rocket Internet. "Foi uma junção de várias coisas", diz Adriana sobre a decisão de deixar uma grande empresa por um negócio ainda em formação. "Nunca havia planejado sair do ambiente controlado de uma grande empresa, mas fiquei encantada com a possibilidade de criar algo do zero."
A entrevista de emprego na Mobly virou uma reunião de trabalho sem que ela se desse conta. Depois de conversar com o fundador da startup - "um menino que chegou de calça jeans e camiseta branca, enquanto eu estava toda arrumada, no melhor estilo ambiente corporativo" -, Adriana, já de saída da sala, foi chamada por dois executivos da loja virtual para dar sua opinião sobre a criação do site da Mobly. "Fiquei mais de três horas ali e saí deslumbrada. Não era preciso marcar reuniões e reuniões para aprovar as ideias. A velocidade e a facilidade de tomar decisões, aliadas à falta de hierarquia, contribuíram para eu aceitar a vaga", conta.
Para Adriana, o ambiente ágil da startup trouxe mais responsabilidades e aprendizado profissional. "Ajudei a construir a cultura da empresa e hoje lidero uma equipe de 122 pessoas. Até o fim do ano serão 158 funcionários trabalhando comigo."
No outro lado da equação, a executiva teve que aceitar reduzir seus ganhos financeiros para encarar a nova experiência. Ao fazer a transição, o salário fixo permaneceu o mesmo, mas o variável caiu de forma drástica. Na Gafisa, ela ganhava de seis a doze salários a mais por ano, dependendo das metas alcançadas. Na Mobly não haveria um salário extra sequer. "No segundo ano na empresa, porém, já recebi três salários a mais por conta do crescimento da startup. De qualquer forma, ainda é uma aposta", afirma a executiva, que tem uma participação na empresa.
Além da disponibilidade de abrir mão de um salário polpudo, trabalhar em uma pequena empresa requer autoconhecimento. Mara, da Career Center, afirma que o profissional terá atividades mais amplas em um negócio menor. "Todo mundo se junta para resolver um problema. Por isso, é preciso ser multifunção", diz. Em muitos casos, também será necessário lidar diretamente com o dono da empresa, o que pode interferir na forma de fazer negócios. "Quando o dono está presente, ele administra também com o emocional, não só com o racional. É preciso compreender esse cenário."
A passagem por uma pequena ou média empresa, além de trazer benefícios para o desenvolvimento profissional, também é bem vista pelo mercado. Souto, da Produtive, ressalta que a lógica da carreira é que vai ser avaliada. "Se o executivo saiu de uma multinacional e foi para um negócio menor para ganhar função, responsabilidades e ampliar seu escopo de atuação, a mudança é vista como um crescimento profissional", diz. "A coerência da trajetória é mais importante que o porte da empresa", corrobora Mara.
Esse pensamento também é compartilhado pelo administrador Ricardo Marconatto, diretor executivo da consultoria de marca GAD'. Depois de anos trabalhando em empresas líderes de mercado, como Coca-Cola e Telefônica, ele migrou para um negócio menor e passou por outras três experiências em empreendimentos de médio porte. "Sou um profissional orientado por desafios. Ao aceitar um novo emprego não é o tamanho da empresa que levo em conta, mas sim o momento estratégico do negócio e como aquilo vai contribuir para o desenvolvimento da minha carreira", afirma.
Na consultoria onde atua desde janeiro do ano passado, Marconatto chegou em meio a uma importante transição. "Eram cinco unidades de negócios e entrei para promover a integração e reestruturar o portfólio", diz. Para ele, em uma empresa média o executivo tem poder de transformação e suas decisões têm impacto maior nos negócios e para os acionistas - o que é altamente motivador. Marconatto ressalta, porém, que isso só fez sentido para ele após suas passagens por grandes empresas. "As multinacionais são verdadeiras escolas."
Para Souto, da Produtive, o ideal é equilibrar empregos em grandes ou pequenas empresas ao longo da carreira. "Isso é valorizado pelo mercado, pois o executivo leva com ele o melhor de cada lugar."

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Formação em outra área amplia visão do negócio

Se na hora de prestar vestibular e escolher qual carreira seguir existe uma divisão clara entre as áreas de exatas, humanas e biológicas, no mercado de trabalho atual conseguir transitar entre especialidades diversas é uma vantagem competitiva para executivos - sobretudo em um cenário econômico em que as oportunidades estão mais restritas.
Profissionais com boa capacidade analítica, por exemplo, têm ocupado vagas em áreas que originalmente concentram pessoas de humanidades, como os engenheiros que são cada vez mais frequentes no comando de departamentos de recursos humanos. "Eles enxergam soluções de maneira mais racional e prática. Entendem a lógica dos perfis e analisam padrões de comportamento", afirma Daniela Ribeiro, gerente sênior da empresa de recrutamento Robert Half.
A especialista ressalta que não se trata de substituir alguém com capacidade de avaliação mais voltada para aspectos emocionais e psicológicos, e sim complementar esse tipo de visão com um olhar mais frio e objetivo. "É uma função híbrida, que comporta executivos com grande bagagem em exatas", afirma.
O caminho contrário também ganha força. Atividades antes estritamente técnicas como as do setor de tecnologia agora exigem outras habilidades, que não são aprendidas nos cursos. "É essencial que esse profissional saiba se relacionar e se comunicar bem, pois ele vai precisar interagir com diversas áreas da empresa."
Finanças e marketing também têm multiplicado seus pontos de intersecção, uma vez que o caráter analítico da formação no campo financeiro é bastante útil para quem necessita de uma abordagem estatística de seu público-alvo. Outro movimento que tem se tornado comum, na percepção de Daniela, é o da migração da área de vendas para a de marketing. Nesse caso, a vantagem é que o profissional, ao atuar na linha de frente da comercialização de produtos ou serviços, passa a ter uma visão mais ampla do perfil do consumidor e a entendê-lo melhor - o que se traduz em competência na hora de trabalhar estratégias mercadológicas.
Essa transição foi apenas um entre os muitos passos que o engenheiro químico André Marques deu em sua carreira. "Muitas vezes, a melhor forma de atingir um objetivo é tentar se moldar para seguir caminhos não tão convencionais", afirma. Ele conta que, ao se formar, no início dos anos 2000, o mercado não era favorável para a engenharia. Foi o que o impulsionou a trabalhar em projetos estratégicos e de "downsizing" em uma empresa de consultoria, beneficiado por seu pragmatismo na leitura de cenários e de processos que configuram, a seu ver, transformações tanto no universo da química quanto no dos negócios.
No setor bancário, colaborou com BankBoston, Santander e American Express, onde passou a cuidar da área de inteligência de negócio e, em seguida, a gerir operações de venda. "Tornei-me gerente de marketing e mudei para a área de emissão de cartões", lembra. Em 2006, foi para a Credicard, onde exercitou seu caráter profissional mais híbrido. Ali, foi o responsável por projetos, processos e o planejamento dos orçamentos de todos os canais de venda. "Aprofundei minhas habilidades comerciais, de negociação e de alianças com outras empresas para fazer os canais crescerem". Passar por várias áreas, segundo ele, foi um movimento planejado. "Em cada uma delas, fiquei tempo suficiente para entregar resultados e adquirir conhecimento e experiência."
Ao final de 2011, foi procurado pela Englishtown, empresa de cursos de inglês on-line, que buscava alguém com competências comerciais para assumir o negócio como diretor geral. De acordo com o executivo, a receita cresceu quatro vezes em dois anos. "Ganhamos eficiência em operações de venda e processos internos. Tenho uma visão muito detalhada e muito próxima de todas as áreas devido à minha experiência", diz. Para Marques, as empresas têm trabalhado com recursos muito controlados e precisam de profissionais versáteis, de perfil mais generalista.
Murillo Marques, gerente de recursos humanos da Delta Air Lines, enfatiza que muitos processos seletivos ainda dão preferência para perfis tradicionais e buscam profissionais especializados para os departamentos de RH. No entanto, ele também já participou de processos seletivos em que ser mais generalista e ter competências distintas era uma vantagem.
Formado em economia, o executivo exerceu as funções de auditor e de gerente administrativo-financeiro em empregos anteriores. Tais habilidades, em sua avaliação, o ajudam a enriquecer as análises das opções estratégicas. Em sua opinião, uma pessoa de RH "puro" teria dificuldades para lidar com a parte de números, análise de orçamento, partilha dos lucros e resultados, acordos coletivos e o impacto dos benefícios no negócio.
Para Murillo Marques, não se pode pensar apenas em nichos - é necessário "ver as coisas na transversal e construir um cenário mais macro". O executivo conta que, em sua trajetória, sempre foi movido pela curiosidade de buscar novos conhecimentos, como ao fazer um MBA e um mestrado em psicossociologia. "É preciso ter um olhar multifacetado para o negócio. Analisar o presente e a estratégia para o futuro com base nos dados, mas de diferentes ângulos, colocando-se no lugar do acionista, dos clientes e dos funcionários."
Contudo, há ocasiões em que desenvolver um perfil híbrido é uma necessidade específica da companhia, que leva o profissional a adquirir competências que o credenciem a atuar em áreas diversas. Para Carlos Alberto Bitinas, sócio da Voc Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, em uma fase de crescimento da empresa, por exemplo, funcionários da área de produtos, mais técnicos, terão de migrar para a de negócios e passar a lidar com atendimento a clientes.
"Às vezes, a companhia passa a atuar em um novo segmento e remodela sua estrutura. Os profissionais precisam estar preparados para esses tipos de movimento", diz. Desse modo, é essencial que os funcionários tenham interesses que não sejam apenas os de suas profissões. "Especialistas devem ampliar seu campo de visão. Isso os dará 'insights' para lidar com um ambiente em mutação", aconselha. Os gestores das corporações, porém, não podem perder de vista os pontos fortes de seus talentos ao promover mudanças.
No hotel Grand Hyatt São Paulo há a preocupação de municiar profissionais de diferentes departamentos com conhecimentos de outros, com o objetivo de facilitar o fluxo de trabalho como um todo. Durante um período - previsto inicialmente para ser de um mês, mas que poderá chegar a dois ou três -, o diretor de alimentos e bebidas, Reinaldo Queija, e a diretora de hospedagem, Alexandra Bueno, vão trocar de funções entre si.
Segundo Thierry Guillot, gerente-geral do Grand Hyatt SP, é uma oportunidade de desenvolver competências de liderança, mais que se aprofundar em especificidades técnicas. "Quando o líder não conhece bem uma área, tem que confiar em seus colegas e gerentes e escutá-los", diz. Alexandra enfatiza que a intenção é aprimorar ambas as áreas, adquirindo uma visão mais holística do funcionamento do hotel e discutindo sobre o que pode ser mudado para melhor. "O conhecimento técnico será importante, mas vamos focar o movimento de gestão de pessoas e de desenvolvimento de talentos", complementa Queija.

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Inovação - Indústria do lápis busca relevância na era do tablet

Fabricantes de lápis e canetas estão voltando à escola para aprender a vender ferramentas para a escrita na era dos smartphones, tablets e laptops.
Alguns, incluindo a americana Crayola LLC e a alemã Staedtler, estão abraçando a revolução digital com produtos eletrônicos. A Digitools da Crayola - uma gama de instrumentos de plástico com ponta de borracha - permite que as crianças "carimbem", "desenhem" e "pintem" em um tablet através de um aplicativo gratuito da Crayola que acompanha o produto.
A Staedtler lançou a Digital Pen 990, que opera como uma caneta esferográfica normal mas converte simultaneamente tudo o que é escrito em arquivos digitais. Um receptor preso ao caderno copia e armazena cerca de cem páginas escritas em até 30 línguas.
Mas nem todo mundo no setor está com pressa para abraçar a tendência.
A alemã Faber-Castell, a fabricante de lápis mais antiga do mundo, só neste mês deu o primeiro passo em direção a produtos com interface digital. A empresa, que também vende borrachas, apontadores e artigos para a produção artística, acabou de lançar um lápis com uma ponta de borracha para ser usado como "stylus" de tablets e smartphones.
Outras empresas, como a francesa Bic e a alemã Schwan- Stabilo, estão na frente da Faber- Castell ao unir o velho e o novo. A caneta Cristal Stylus, da Bic, e a Smartball, da Stabilo, parecem e funcionam como as canetas clássicas, mas uma ponta acolchoada pode ser utilizada para navegar em telas sensíveis ao toque.
A Faber-Castell, no entanto, ainda espera que os lápis de madeira continuem representando cerca de 33% de sua receita no longo prazo. "Se olharmos para a revolução digital, presumimos automaticamente que nosso negócio vai encolher", diz o conde Anton-Wolfgang von Faber-Castell, diretor-presidente da empresa que leva seu nome. Mas ele descreve a ideia de escritórios e escolas sem papel e caneta como uma "ilusão -não aconteceu".
As vendas globais de lápis e caneta estão crescendo, e o crescimento deve continuar por pelo menos cinco anos, de acordo com o Euromonitor International. As vendas de lápis devem crescer 4% este ano, para cerca de US$ 2,7 bilhões, enquanto as de canetas avançarão 4,9%, para US$ 8,5 bilhões, mostram os dados da empresa de pesquisa.
A fonte desse crescimento está, contudo, mudando. Os mercados emergentes são cada vez mais importantes para os fabricantes de lápis e canetas graças ao aumento de renda e das taxas de escolarização. Países em desenvolvimento na Ásia e na América Latina são grandes motores de crescimento. Na Ásia, as vendas de lápis devem crescer 5,4%, para US$ 1 bilhão, neste ano e na América Latina o crescimento será de 7%, para US$ 526 milhões, segundo o Euromonitor.
Essas regiões representam para a Faber-Castell cerca de 65% das vendas e a empresa espera mais crescimento nesses mercados, apesar da forte competição de rivais locais de menor preço. Para ganhar clientes, a empresa de 253 anos promove seu histórico de oito gerações como empresa familiar e seus métodos de produção e corte de madeira ambientalmente sustentáveis.
A Bic, maior produtora mundial de lápis e canetas por vendas, afirma que consegue superar produtores de baixo custo nos países em desenvolvimento porque entrou nesses mercados cedo.
"Nós vendemos bem na África e na América do Sul porque chegamos há cerca de 50 anos e oferecemos produtos de qualidade a preços baixos", diz Benoît Marotte, diretor da divisão de artigos de papelaria da Bic.
A Bic, que produz lápis mecânicos e canetas descartáveis, assim como lâminas de barbear e isqueiros, informa que seu segmento de artigos de papelaria cresceu em 5% a 10% em países em desenvolvimento no ano passado, comparado com alta de menos de 5% em economias avançadas.
No geral, as vendas de lápis e caneta na América do Norte e Europa estão estáveis ou crescendo ligeiramente, segundo a Euromonitor. Nos Estados Unidos, as vendas de lápis se recuperaram depois de uma queda em 2010.
"As pessoas estão redescobrindo a sensação de um lápis recémapontado", diz Lori Booker, portavoz da Dixon Ticonderoga, com sede nos EUA, conhecida por seus lápis amarelos "Número-Dois".
E elas estão optando por produtos melhores. O valor total das vendas está subindo enquanto o total de lápis e canetas vendidos não está, porque os consumidores ocidentais têm migrado para produtos de melhor qualidade.
A Faber-Castell tenta tirar proveito dessa tendência. Sua linha de instrumentos de escrita de luxo, chamada "Graf von Faber- Castell", é vendida principalmente na Alemanha, Itália e França. O "lápis perfeito" banhado em platina e que possui apontador e borracha embutidos custa cerca de 200 euros (US$ 255). Uma versão com diamante incrustado sai por cerca de 10.000 euros.
Felix Stöckle, especialista em marketing da consultoria Prophet, em Berlim, diz que a demanda por lápis e canetas não morrerá como consequência do boom digital. "Temos smartphones, mas existem momentos em que procuramos dar uma pausa nisso", diz ele.

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Economia da longevidade

Economia da longevidade | Inovação Educacional | Scoop.it

O Brasil sempre se enxergou como um país jovem. No imaginário coletivo, o retrato de sua demografia está a fotografia icônica da mãe, principalmente nordestina, seguida de filhos com alturas bem próximas um do outro a formar uma "escadinha". A última Pnad, no entanto, confirma, mais uma vez, o envelhecimento de nossa sociedade. O próximo mandato presidencial (2015-2018) entregará um Brasil com mais de 14% (hoje são 13%) da população com idade acima de 60 anos, isto é, atingiremos o parâmetro internacional que define as sociedades como envelhecidas. Mesmo se adotarmos a referência dos países ricos, 65 anos, serão mais de 10% nessa faixa etária. A principal constatação dessa dinâmica, porém, é o seu ritmo cada vez mais acelerado em razão do aumento da expectativa de vida simultaneamente à redução brusca da taxa de fecundidade - atualmente em 1,8 filho por mulher. O que o Brasil tem feito para frear ou mitigar o envelhecimento populacional? Nada.
É quase unânime entre os economistas de várias escolas e tendências que o crescimento econômico do país depende, na lista de fatores principais, da demografia. Com baixa produtividade, educação ainda precária e redução da população em idade ativa, a tendência é uma pressão sobre salários e, consequentemente, baixo investimento, baixo crescimento e inflação. No entanto, pouco se faz para buscar um equilíbrio populacional. É necessária uma ampliação do escopo na discussão sobre o envelhecimento populacional. O tema, até agora, está aprisionado no debate exclusivo sobre a questão da Previdência Social. Claro, esse é um ponto muito importante. Mas há outras implicações que desafiam as políticas públicas. O Brasil precisa começar a pensar o envelhecimento populacional dentro da perspectiva de uma "economia da longevidade", como já ocorre atualmente em todo o planeta, isto é, muito além da previdência. Um dos pontos cruciais, nessa perspectiva, para desbravar o crescimento econômico, é a taxa de fecundidade.
Por sete anos, em palestras, artigos e entrevistas sobre o envelhecimento populacional, venho apresentando a ideia de que o Brasil precisava adotar, imediatamente, políticas de estímulo ao segundo filho, como fazem os países europeus. Nas previsões da Organização das Nações Unidas (ONU), há duas décadas, só atingiríamos a atual taxa de fecundidade na metade do século XXI. Muitos economistas apostavam, com otimismo exagerado, no chamado bônus demográfico para catapultar nosso PIB. Atualmente, demógrafos reconhecem que o país já colheu mais de 90% desse momento favorável, quando a população tem mais trabalhadores ativos do que dependentes (idosos e crianças). A economia conta, assim, cada vez menos, com o incentivo da tal "janela de oportunidade" - amplamente prejudicada pelo nosso baixo nível educacional. Resta, agora, preparar o ambiente para um certo futuro, que está bem próximo.
Felizmente, alguns economistas e sociólogos começam a concordar com a ideia. No 11º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, há poucos dias, um dos temas que apareceram no debate sobre produtividade e custo do trabalho foi justamente o porquê de o Brasil, até agora, ignorar a adoção de tais incentivos para ampliar o número de filhos por mulher. Até agora, foi mais discutido entre economistas o fato de a redução da entrada de jovens no mercado de trabalho ajudar a manter a taxa de desemprego baixa. Por outro lado, poucos se dão conta de que a demografia contribui para manter a correção dos salários acima da produtividade. Isso porque a demografia está reduzindo bastante a margem das empresas brasileiras para promoverem uma rotatividade do trabalho sob critério de idade. Ou seja, demitir o trabalhador maduro - a partir dos 45 anos - e substituí-lo pelo "jovem talento" de custo mais baixo.
Esse fenômeno, pouquíssimo pesquisado no Brasil, tem seu papel quando se discute produtividade. Em que pese o custo de demissão (sobretudo com o acréscimo de mais 10% de multa sobre o FGTS), esse "jovem talento" desapareceu em quantidade, por efeito da baixa fecundidade, e em qualidade, por efeito da baixa educação da geração que chega hoje ao mercado de trabalho (um jovem de 20 anos, portanto, nascido em 1994, entrou na escola quando o país iniciava a universalização do ensino, algo concretizado apenas em 2000).
Produtividade depende, como se sabe, de investimento, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, saúde entre tantos fatores, mas também de quantidade de oferta de trabalho. Se a população economicamente ativa diminui, se a população em idade ativa encolhe, quem produz precisa produzir mais e melhor. Os países europeus, envelhecidos na década de 1970, enfrentam esse desafio com alguma flexibilidade na imigração e estímulos à taxa de fecundidade, com licença-maternidade maior, subsídio à escola do segundo filho, entre outras políticas. Em alguns casos, mesmo com esses incentivos a fecundidade permanece baixa, como na Alemanha.
Um dos argumentos daqueles que são contrários aos estímulos à fecundidade é o ambiente. Uma população menor, asseguram esses críticos, demandaria menos recursos naturais do planeta. Não é verdade. De acordo com o Banco Mundial, de 2000 para 2010, a população dos países em desenvolvimento cresceu de 83% para 85% da população mundial, enquanto o consumo saltou de 18% para 30%. Seria legítimo concluir que o prejuízo ecológico maior está relacionado mais aos hábitos e valores e menos à quantidade.
É preciso investigar a consequência econômica futura do desaparecimento daquela mãe nordestina com muitos filhos. O Nordeste não é mais nossa maior taxa de fecundidade. E os casais mais pobres da população também estão reduzindo o número de filhos. Atualmente, nossa maior taxa de fecundidade está na Região Norte (o Acre é o campeão, com 2,7 filhos por mulher). Nos Estados de maior população, no Sudeste e Sul, a taxa de fecundidade e de 1,6 filho por mulher, praticamente a mesma dos países mais envelhecidos do planeta, Japão, Alemanha e Itália. O Brasil, assim como o mundo, vive um grande paradoxo: se o homem do século XXI vive mais e melhor, por que, afinal, está deixando esse legado a cada vez menos descendentes? Por que estamos tendo menos filhos? São questões de respostas complexas. Uma certeza é que as políticas de estímulo à fecundidade, em muitos países, demoram anos e até décadas para apresentar resultados. E a economia paga um preço alto por isso.

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Inovação abre espaço na agenda

Dirigentes de corporações como Ericsson, Avaya, Algar e Cremer estão reservando mais espaço em suas agendas para fermentar ações de inovação no dia a dia dos negócios. O objetivo é abrir as portas das empresas para iniciativas inovadoras em rotinas de trabalho, serviços para clientes e produtos. Para isso, costuram parcerias com universidades brasileiras, investem em capital humano e no fluxo de novas ideias entre funcionários e parceiros. "Programas internos de geração de projetos foram responsáveis pela criação de 800 ações, que resultaram em negócios de R$ 300 milhões", diz Luiz Alexandre Garcia, CEO do Grupo Algar, durante o painel Inovação e Gestão de Qualidade, realizado na Futurecom 2014, em São Paulo.
Segundo Jesper Rhode Andersen, diretor de marketing para a América Latina da Ericsson, a empresa investiu R$ 800 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) nos últimos 12 anos no Brasil. Este mês, a fornecedora do setor de telecomunicações contratou 60 novos profissionais que se somarão aos 400 especialistas em inovação que mantém no país. O reforço vai atuar no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), em parceria com a Fundação de Ciência e Tecnologia (Fitec). A organização mantém uma aliança com a Ericsson desde 2008, em projetos de TV e propaganda móvel.
"Para acelerar mais ações de inovação, temos parcerias com oito universidades brasileiras", diz. Cada projeto pode durar de dois a três anos. Desde 2012, a Ericsson trabalha com a Universidade Federal do Ceará em pesquisas sobre a rede 5G. Segundo a empresa, com a proliferação de smartphones e tablets, gerações atuais de internet sem fio, como 3G e 4G, não serão suficientes para atender as necessidades dos usuários.
Na catarinense Cremer, de produtos descartáveis para o setor de saúde, a linha de produção ganhou um choque de inovação há cinco anos. "A inovação se transformou em uma meta corporativa. Em 2009, não tínhamos produtos inovadores", diz o CEO Leonardo Byrro, de 34 anos, considerado um dos mais jovens presidentes de empresas listadas pela Bovespa.
O desafio da companhia de sete mil funcionários e faturamento de R$ 800 milhões foi implantar uma cultura de inovação que atraísse capital humano especializado. "Ao contrário das startups do setor, o mercado não nos via como uma organização inovadora". Hoje, o próprio Byrro se responsabiliza pelos processos de recrutamento em universidades. "A seleção de novos talentos não é delegada para consultorias de recursos humanos. Vou a todas as entrevistas".
O alvo do executivo são enfermeiros para desenvolvimento técnico, médicos e engenheiros. Uma das novidades da marca são gazes com microchips, para impedir que o material seja "esquecido" nos pacientes depois das cirurgias. Segundo Byrro, uma intervenção hospitalar pode consumir até 600 compressas.
Garcia, do grupo Algar, afirma que a inovação deve estar na agenda dos comitês corporativos para ser usada no aumento da competitividade. O conglomerado investe em dois programas de gestão na área, focados em ideias (PGI) e projetos (PGP). A meta é direcionar iniciativas para o aperfeiçoamento de processos, produtos e serviços. A marca incentiva equipes a sugerir melhorias e distribui bônus correspondentes a uma parte dos resultados financeiros obtidos com as ações. "Em 14 anos, os programas foram responsáveis pela criação de 800 projetos, que resultaram em R$ 300 milhões em novos negócios". Com receita de R$ 3,8 bilhões, o Algar também atua no agronegócio, aviação e hotelaria.
A Avaya, de sistemas e serviços para comunicação empresarial, também estimula funcionários e parceiros com premiações dadas a projetos reconhecidos pelos clientes. "A gestão da qualidade e da inovação tem de estar associada à forma de melhorar os nossos negócios", diz o presidente da empresa americana no Brasil, Nelson Campelo. "Conseguimos diminuir o tempo médio de entrega de propostas em 40%, com um aumento médio de 20% no fechamento de contratos". O segredo? Atração e retenção de talentos, ligadas a métricas de qualidade nos serviços prestados.
De acordo com Carlos Américo Pacheco, reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), do total de egressos do ensino superior no Brasil, apenas 5% são diplomados como engenheiros. "É difícil ser um país inovador sem esses profissionais", diz. O ITA diploma 120 engenheiros ao ano.

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Quantas universidades você visitou antes de escolher a sua?

Já me fizeram essa pergunta algumas vezes: quantas universidades você visitou antes de escolher a instituição na qual estudou? No meu caso, assim como acontece com a maioria dos brasileiros, a resposta não tem rodeios: nenhuma.
Fui estudar em uma universidade pública do interior de São Paulo sem saber o que o curso oferecia, como era o campus, quais eram as perspectivas de trabalho após formada e como a universidade estava colocada em relação às demais do país. Foi uma decisão completamente às escuras, com altíssima chance de dar errado. Por sorte, deu certo.
Aqui nos Estados Unidos, onde estou nesse momento, um estudante de uma universidade de grande porte visita, em média, estima-se, de dez a 20 universidades antes de escolher onde estudar. Avalia tudo: o campus, a moradia estudantil, formas de financiamento (aqui todas as instituições são pagas) e até o perfil do egresso.
Isso é importante porque cursos iguais podem ter focos completamente diferentes dependendo da instituição.
Quer um exemplo? Os cursos de engenharia de Yale (Connecticut), Carnegie Mellon (Pitttsburgh) e Santa Clara (Califórnia), por exemplo, são completamente diferentes. O primeiro tem um foco mais executivo –saem de Yale grandes líderes de empresas  (e, de vez em quando, algum presidente dos EUA, como George W. Bush). Carnegie Mellon tende a formar aqueles que vão encabeçar pesquisa e desenvolvimento no setor privado. Já Santa Clara, sob o slogan “engenharia com uma missão”, tem um foco mais social e passagem obrigatória pelo Frugal Lab, que desenvolve projetos inovadores de baixo custo em países em desenvolvimento.

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JC Debate sobre atitudes para mudar a educação

Movimento todos pela educação lança um conjunto de iniciativas focadas em 5 atitudes para melhorar a educação

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Debate na FGV discute projetos para a educação

O ministro da Educação, José Henrique Paim, e a ex-secretária de Educação do Estado de São Paulo Maria Helena Guimarães de Castro debateram hoje (21) projetos e programas para a Educação. O evento foi organizado pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio) e pelo movimento Avaaz, que constatou em pesquisa online feita com 80 mil membros da comunidade que a educação é uma área prioritária para 96% dos participantes.
Entre os temas específicos, Paim e Maria Helena concordaram que o ensino médio precisa ser reformulado para tornar a escola mais atrativa para os jovens. Para a ex-secretária, é preciso mudar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que “engessa” o sistema e o currículo.
“A nossa proposta prevê uma flexibilização do currículo e a possibilidade do jovem não ter que cursar tantas disciplinas obrigatórias.  Você pode ter um currículo mais enxuto, que o jovem curse em um ano, um ano e meio, e depois ele pode aprofundar áreas ou pode fazer um ensino técnico sem ter que cursar três anos de ensino médio. Para isso o Enem não pode ser único, nós estamos imaginando que o Enem teria uma parte obrigatória de português e matemática e as outras provas flexíveis de acordo com as áreas de opção dos alunos”, disse Maria Helena. Segundo ela, também está sendo estudada a possibilidade de se fazer o Enem pelo menos duas vezes por ano.
O ministro Paim informou que o Enem cresce 20% por ano e defendeu que o exame seja feito da forma como está, com segurança para continuar sendo o “grande instrumento de democratização de acesso à educação”. Quanto ao ensino médio, o ministro ressaltou que agora que os recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] garantiram as matrículas, a complementação para o pagamento de professores, alimentação, material didático e transporte também para o ensino médio, é possível discutir os problemas de aprendizagem e a qualidade, em três eixos principais.

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Mito ou verdade: Especialistas esclarecem 11 dúvidas sobre ensino a distância

Mito ou verdade: Especialistas esclarecem 11 dúvidas sobre ensino a distância | Inovação Educacional | Scoop.it

Cursos idealizados e formatados somente com videoaulas são ruins. VERDADE: Apesar de exemplos bem-sucedidos de tutoriais e aulas em vídeos, como a Khan Academy para os alunos da educação básica, cursos mais complexos perdem qualidade se forem dados apenas com a exposição de vídeos e animações que explicam o conteúdo escolar. "O melhor formato é aquele baseado em 'comunidades de aprendizagem', com interação entre alunos e com professores", diz Athil Pulino, professor da UnB

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Professor carioca populariza matemática no YouTube

Professor carioca populariza matemática no YouTube | Inovação Educacional | Scoop.it

Pensando em tornar o aprendizado da matemática mais acessível e divertido, o professor carioca Rafael Procopio, 30, levou o conteúdo da sala de aula para a internet. Na foto, o professor grava para o YouTube EDU, plataforma que reúne conteúdos educativos em português para estudantes e professores

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Mestrado profissional a distância está em alta na rede pública

Mestrado profissional a distância está em alta na rede pública | Inovação Educacional | Scoop.it

Após o êxito na matemática, a UAB (Universidade Aberta do Brasil), rede que sistematiza cursos a distância e semipresenciais oferecidos por instituições federais, expande a oferta de mestrados profissionais para outras áreas. As formações, voltadas a professores de escolas públicas, chegaram às áreas de física e letras no ano passado e devem atender ao ensino de artes e história já em 2014.
A principal diferença dos mestrados profissionais para os acadêmicos, modalidade mais tradicional, é que esses cursos de pós-graduação se concentram menos na pesquisa e investem na capacitação para a prática. Quando começaram a se consolidar no Brasil, no início da década passada, havia resistência acadêmica ao formato. Hoje já existem mais de 500 no país.
No sistema UAB, que funciona desde 2007, os mestrados profissionais foram criados há três anos na área de matemática (ProfMat). A opção pela universidade aberta atendeu à demanda, grande e distribuída, e facilitou o acesso. Cada universidade parceira tem um polo de coordenação, que orienta os estudantes da região e dá aulas presenciais uma ou duas vezes na semana. Os alunos ganham bolsa mensal de R$ 1,5 mil.

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Arte moderna liberta a criatividade dos alunos

Arte moderna liberta a criatividade dos alunos | Inovação Educacional | Scoop.it

Pinturas, gravuras, desenhos e esculturas produzidos por crianças, misturadas a páginas de livros e fotografias decoram as paredes do antigo laboratório de ciências da Escola Municipal Valéria Junqueira Paduan, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. Esse é o espaço de trabalho da professora de educação artística Maria da Paz Melo: uma sala de aula da imaginação e de fantasia ativa.
Nem um eco das aulas de arte tradicionais, pelas quais passaram gerações de alunos, com desenhos iguais para colorir, ilustrações para copiar ou lembrancinhas em série para o dia das mães. No verso de cartazes de filmes de uma locadora, em sobras de papel que uma gráfica iria jogar fora ou com sucatas de uma empresa recolhidas pela mãe de um aluno, as crianças fazem e desfazem, desenham, pintam, riscam, rasgam, saem das duas dimensões do papel. Usam todo tipo de material para criar arte contemporânea e , sem buscar a perfeição do desenho, expõem sua personalidade

Maria da Paz quer montar um portfólio dos alunos, expor na cidade e também dar aulas para professores, com a intenção de estimular um ensino com mais criatividade e sensibilidade, influenciando o que as crianças forem fazer em várias áreas da vida:  estudos, trabalho, relações com os outros. “Muita gente pesquisa sobre criatividade, mas ninguém tem a resposta”, ponderou. Uma aproximação de resposta talvez esteja naquilo que Jorge Mautner viu: “Beleza são coisas acesas por dentro”. Beleza que acende as crianças livres, inventivas, naturais, de Santa Rita do Sapucaí.

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Ricardo Semler: 'A educação brasileira está obsoleta'

Ricardo Semler: 'A educação brasileira está obsoleta' | Inovação Educacional | Scoop.it

Ricardo Semler ganhou projeção no mundo empresarial ao fazer da sua companhia, a Semco, um laboratório de experiências em democracia na gestão de negócios, tornando-se uma referência em inovação.
Na Semco, uma fabricante de máquinas industriais, não há departamento de recursos humanos ou sequer uma sede.Os funcionários escolhem seus chefes, decidem o quanto ganham e quando irão trabalhar.Reuniões são voluntárias, e dois assentos do conselho da companhia são reservados para os primeiros empregados que comparecerem à reunião.Todos os salários são públicos assim como as finanças da companhia.Mais recentemente, ele levou este pensamento para a educação com a escola Lumiar, que funciona no interior de São Paulo e é mantida pela fundação criada por Semler.Na Lumiar, os alunos e professores tomam as decisões mais importantes em conjunto, do que será servido no lanche ao conteúdo que será lecionado em cada bimestre.Em 2007, a Lumiar foi eleita pela Microsoft e pela Universidade de Stanford como uma das 12 mais inovadoras do mundo.Este histórico lhe rendeu um convite para dar uma palestra no TED Global, conferência de ideias e projetos inovadores em curso no Rio de Janeiro.A BBC Brasil conversou com exclusividade com Semler durante o evento.A seguir, ele explica por que considera o modelo educacional no Brasil obsoleto.Também afirma que o empresariado brasileiro precisa se renovar e abandonar modelos que estão ultrapassados.

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Inovação - Universidade Minerva recebe novo aporte

Criada há apenas dois anos, a Universidade Minerva, dos Estados Unidos, está recebendo seu segundo aporte, no valor de US$ 70 milhões. O interesse dos investidores é pelo modelo da Minerva: as aulas são on-line e não há salas, bibliotecas ou laboratórios próprios.
Setenta por cento do novo aporte vieram de um consórcio formado por três investidores chineses (a empresa de tutores Tal Education, o fundo ZhenFund e a holding Yongjin) e pelo fundo americano de venture capital Benchmark Capital. Este fundo já havia feito um aporte de US$ 25 milhões na Minerva em 2012 e também colocou dinheiro no Twitter e no eBay, entre outros.
Os demais 30% do aporte, anunciado ontem, virão de outros investidores cujas negociações devem ser concluídas em até quatro meses. Mesmo com a entrada dos novos investidores, o fundador da Minerva, Ben Nelson, continua sendo o maior acionista individual. O modelo pedagógico foi desenvolvido pelo neurocientista americano Stephen Kosslyn, que fez carreira em conceituadas universidades como Harvard e Stanford.
O interesse dos investidores é pelo modelo da Minerva, considerado inovador no setor de educação, que passando por grande transformação com a chegada da tecnologia.
Na Minerva, as aulas são on-line e não há salas, bibliotecas ou laboratórios próprios. Também não há cursos de engenharia, direito, medicina ou outra profissão específica. Seus alunos escolhem, no segundo ano do curso, uma entre cinco áreas que pretendem seguir: negócios, ciência da computação, ciência sociais, artes e humanidades ou ciências naturais. Após definir uma das áreas, há 25 especializações como economia e mercado, matemática, estatística, física aplicada, artes e comércio, psicologia e neurociência.
A premissa da Minerva é ser uma universidade menos teórica e mais voltada para o desenvolvimento de habilidades como raciocínio lógico, liderança, trabalho em equipe e tomada de decisão. Por isso, os alunos fixam residência em sete países diferentes durante o curso de quatro anos. As aulas da primeira turma - formada por 30 estudantes de 14 países, sendo um brasileiro - começaram em setembro em São Francisco (EUA). O processo seletivo recebeu quase 2,5 mil inscrições.
"Se eu tivesse que contratar um aluno de Harvard ou da Minerva, ficaria com o estudante da Minerva porque ele viveu em sete países, tem maduridade, suas habilidades cognitivas foram desenvolvidas", diz o argentino Alex Aberg Cobo, presidente da Minerva para América Latina. Cobo, que fez MBA em Harvard, trabalhou no Deutsche Bank, no Morgan Stanley e em gestoras de fundos.
Várias premissas são levadas em conta na seleção dos alunos. Há desde pessoas com QI acima da média até o caso de um rapaz que estudava de manhã e no restante do dia cuidava da mãe doente, sem tempo para atividades extracurriculares. "O senso de responsabilidade, maturidade e comprometimento desse jovem é elevado e este é um dos atributos necessários para a nova realidade do mercado de trabalho", disse Cobo.
O brasileiro aprovado foi o estudante Guilherme Nazareth, de 18 anos, que deixou o curso de engenharia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Os alunos da Minerva ficarão um ano em São Francisco, depois seguem para Berlim e Buenos Aires. Nova York e Londres devem fechar o curso. O Brasil foi um dos países pesquisados e ainda há possibilidades de a Minerva montar uma unidade por aqui. O custo anual para estudar na universidade é de cerca de US$ 28 mil.

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O colapso do apetite para liderar entre os mais jovens

Viver em um mundo corporativo sem pessoas interessadas em liderar é desesperançoso e preocupante para as nossas organizações.
Neste artigo quero demonstrar que estamos construindo esse mundo. Nossa forma de administrar empresas e pensar os negócios não estimula a formação de novos líderes. Essa caminhada inquietante rumo à extinção de gestores é um fenômeno em curso. A questão central está no declínio da atratividade da função de liderar.
No mundo do trabalho do século passado, nas turbulentas águas da falta de oportunidades e impossibilidade de pensar além do emprego, a ideia de ser chefe de alguma coisa era tentadora. Proporcionava status social e melhores ganhos financeiros. Na fase do emprego para a vida toda, aquele que era leal e atendia ao projeto empresarial tinha mais garantias de permanecer na organização e construir sua carreira. Era a troca possível: o indivíduo dava a sua vida e ganhava um trabalho que permitia pagar suas contas.
Esses executivos abriram mão da família, de seus desejos pessoais e de suas escolhas. Seus filhos cresceram vendo pais assustados e presos a um modelo de pouca felicidade no trabalho. E eles não querem mais esse projeto. A estabilidade da economia e o aumento de oportunidades permitiram que as pessoas pudessem escolher. Nessa reflexão sobre estratégias de carreira e felicidade, começam a questionar o peso da carreira executiva e o impacto disso no desenho de vida.
No último mês de setembro tivemos o caso de Mohamed El-Erian, CEO da empresa norte-americana PIMCO, que abandonou a posição após ter recebido uma carta da filha de dez anos listando momentos importantes em que ele não estava presente. No mês anterior Max Schireson, CEO da empresa de tecnologia MongoDB, abandonou a posição para ter mais tempo para a família.
São casos emblemáticos que revelam uma tendência.
Neste ano, completo 20 anos de trabalho com executivos em transição de carreira e percebo o aumento gradativo de pessoas que não querem assumir desafios de liderança ou pretendem abandonar a posição de comando. E, quando observo o ambiente, entendo a decisão. Líderes se tornaram o repositório de todas as coisas que ninguém consegue fazer.
O gestor precisa cuidar de sua equipe, motivar, pensar a carreira, planejar as demandas, ser amigo, psicólogo de plantão e, pasmem, dar resultados também. Além de suportar conselhos de administração que parecem jurados de programa de TV, mais preocupados em criticar do que ajudar a encontrar soluções. A missão beira o impossível.
O resultado está nas estatísticas médicas, com gestores tarja preta, cansados, exaustos do jogo e apenas controlando o saldo do bônus para ver se a equação fecha. Contabilizando-se o dinheiro, compensa tudo o que foi perdido. São guerreiros cansados.
Nesse contexto, não adianta promover seminários de preparação de líderes, contratar coaching ou palestras motivacionais. Isso soa como a música "She Talks to Rainbows", do Ramones. É como falar para o arco-íris, as pessoas observam o ambiente e percebem que não é aquilo que procuram. O treinamento é um mundo rosa que não combina com a realidade desestimulante da liderança contemporânea.
O encantamento pela vida executiva dura nos primeiros anos de trabalho. A visão idealizada do poder e a aspiração de construir algo significativo têm sido derrubadas pelo conflito com a vida pessoal e a sobrecarga de atividades que geram uma constante sensação de dívida, nada prazerosa.
Temos duas vertentes que deixam a escolha de liderar em uma encruzilhada. Os novos profissionais questionando se querem realmente isso para sua vida, e os líderes mais experientes repensando o interesse em seguir nessa corrida maluca.
A admiração pelo pensamento evolucionista me leva a citar o trabalho do britânico Richard Dawkins, autor do livro "Deus é um Delírio". Embora o ateu possa parecer frio e calculista, Dawkins tem uma visão poética digna de um Messias. Ele afirma que a vida é um conjunto perfeito de fatores que deram certo. É um grande presente estarmos nesse pequeno planeta azul. Muitas coisas aconteceram para termos a oportunidade de estar por aqui. Portanto, temos que aproveitar, esse momento mágico.
Os executivos e os jovens candidatos no mercado que estariam prontos para assumir a gestão de nossas empresas estão pensando nisso. Não querem mais dar a vida para ganhar um bônus ou reduzir os custos de produção de uma cervejaria. Querem uma causa que os inspire com equilíbrio no seu projeto de vida.
E não adianta irmos aos congressos de gestão reclamar da falta de líderes e da ausência de talentos, porque nós estamos matando o desejo de liderar.

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Jovens no mercado de trabalho

Jovens no mercado de trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it

O comportamento dos jovens no mercado de trabalho brasileiro tem atraído muita atenção recentemente, pois a sua taxa de participação tem recuado significativamente. Como a taxa de desemprego é calculada com base nas pessoas que querem trabalhar, essa queda na participação tem ajudado a manter a taxa de desemprego baixa, apesar da diminuição no ritmo de crescimento da economia e no processo de geração de empregos. Afinal, o que explica esse comportamento dos jovens no mercado de trabalho? O que podemos prever para o futuro próximo, com os primeiros sinais de desaquecimento na economia aparecendo no horizonte?
A figura ao lado mostra o que aconteceu com os jovens de 15 a 24 anos de idade que moram com os pais nas últimas duas décadas, tanto no mercado de trabalho como na escola. O comportamento dos jovens pode ser analisado através da porcentagem dentre eles que só estuda; que estuda e está na PEA ao mesmo tempo (trabalhando ou procurando emprego); os que estão somente na PEA e aqueles que no momento da pesquisa não estavam estudando nem trabalhando (nem-nem). Os resultados são bastante interessantes.
A década de 90 (1992 e 1999) foi o período de inclusão de jovens na escola. Assim, a porcentagem de jovens que só estava na PEA declinou de 44% para 33% em apenas 7 anos. Interessante notar que em 1999 metade dos jovens estudantes também estava na PEA, ao passo que a outra metade (mais rica) somente estudava. Entre 1999 e 2005 houve um aumento da taxa de participação no mercado de trabalho, com redução do percentual de estudantes que só estudavam e também entre os que estudavam e trabalhavam ao mesmo tempo.

Porém, entre 2005 e 2013 a taxa de participação começou a declinar significativamente, passando de 63% para 53%. Isso ocorreu principalmente entre os jovens que costumavam trabalhar junto com a escola e que agora podem dedicar-se somente aos estudos. O que aconteceu?

Em primeiro lugar, vale notar que esse fenômeno tem ocorrido principalmente (mas não exclusivamente) com os jovens que ainda moram com os pais (70% deles). A explicação parece estar no fato de que entre 2005 e 2013 o salário médio dos pais desses jovens aumentou 33%. Além disso, a taxa de desemprego dos adultos diminuiu substancialmente. Em contraposição, no período em que a participação dos jovens aumentou (1999 e 2005), o salário médio dos pais permaneceu estagnado, assim como a taxa de desemprego. Entre 1992 e 1999, quando a taxa de participação dos jovens também declinou, o salário dos pais também aumentou bastante.

Ou seja, toda vez que o salário dos pais aumenta, a taxa de participação dos jovens diminui.

Desta forma, nos períodos em que o mercado de trabalha melhora para os pais, os filhos podem ser dedicar mais aos estudos, sem necessidade de complementar a renda familiar. Nos anos 90, esse fato, juntamente com as reformas educacionais introduzidas nesse período, permitiu que os jovens mais pobres alcançassem mais anos de escolaridade. Na primeira metade dos anos 2000, com a piora do mercado de trabalho, os jovens passaram a trabalhar mais e estudar menos. Porém, mais recentemente, quando o mercado de trabalho passou a melhorar significativamente, a porcentagem de alunos que estudavam e trabalham ao mesmo tempo declinou, assim como a dos que só trabalhavam.

Quais as consequências dessa dinâmica? Parece claro que toda a vez que o salário médio dos adultos aumenta, a oferta de trabalho dos jovens declina em sequência, o que faz com a taxa de desemprego entre eles também caia. Como os jovens (de 15 a 24 anos) representam 40% dos desempregados num dado momento do tempo, isso afeta a taxa global de desemprego.

Vale notar que 70% dos jovens desempregados ainda moram com os pais e que 50% deles nunca trabalharam antes. Desta forma, o aumento de renda dos pais evita que os jovens tenham que ingressar no mercado de trabalho para complementar a renda familiar.

Será que isso vai aumentar a produtividade futura desses jovens, já que agora eles têm mais tempo livre? Isso dependerá do que eles estão fazendo com esse tempo livre. Será que eles estão fazendo mais deveres de casa ou jogando mais futebol?

De toda forma, isso implica que se a situação se reverter e o salário dos adultos menos qualificados começar a declinar, os jovens irão retornar para o mercado de trabalho, o que vai aumentar novamente o desemprego e, portanto, a taxa agregada de desemprego rapidamente. Pelo andar da carruagem, isso deve começar a acontecer em breve. Veremos.

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Inovação - Quanto vale a informação coletada pelo big data?

O que você compra no supermercado, quais posts você "curte" no Facebook, como você usa o GPS no carro: há empresas baseando todo o seu modelo de negócios na coleta e vendas de dados como esses.
O problema é que ninguém sabe realmente quanto valem todas essas informações. Dados não são um bem físico como fábricas ou dinheiro, e não há nenhum método oficial para estimar o seu valor.
"É absurdo que as empresas tenham melhor controle contábil dos móveis de seus escritórios que de seus ativos de informação", diz Douglas Laney, analista da firma de pesquisa e consultoria de tecnologia Gartner Inc. "Você não pode administrar o que você não mede."
À medida que mais empresas manipulam informações e usam ferramentas de análise de grandes volumes de dados em busca de maneiras de gerar receita, a falta de normas para avaliar esses dados cria uma lacuna cada vez maior na nossa compreensão do mundo moderno dos negócios.
O total de dados e outros "ativos intangíveis" das empresas, como patentes, marcas registradas e direitos autorais, podem valer mais de US$ 8 trilhões, diz Leonard Nakamura, economista da regional do Federal Reserve, o banco central americano, na Filadélfia. O valor é quase igual ao produto interno bruto da Alemanha, França e Itália juntas.
Esses ativos intangíveis estão se tornando uma parte cada vez mais importante da economia global. O valor das patentes, por exemplo, vem sendo um dos principais motivadores tanto de fusões e aquisições quanto de ações judiciais por parte de gigantes da tecnologia como Google Inc., Apple Inc. e Samsung Electronics Co. Tais ativos, porém, não figuram nos balanços financeiros das empresas.
"Queremos algum tipo de informação contábil sobre isso para podermos ter uma ideia melhor de como as empresas estão investindo para crescer", diz Nakamura.
A questão não se limita ao setor de tecnologia. A Kroger Co., uma rede americana de supermercados, registra tudo que os clientes compram nas suas mais de 2.600 lojas e monitora o histórico de compras dos cerca de 55 milhões de membros do seu cartão fidelidade. A empresa analisa esses dados em busca de tendências e depois, por meio de uma joint venture, vende as informações para os fornecedores que abastecem suas prateleiras.
Fabricantes de produtos de consumo, como a Procter & Gamble Co. e a Nestlé S.A., estão dispostas a pagar por essas informações, que lhes permitem adaptar seus produtos e seu marketing às preferências do consumidor.
Laney e outros calculam que a Kroger fatura US$ 100 milhões por ano com a venda de dados, Mas os executivos da empresa não falam sobre o assunto.
A Kroger afirma que segue os princípios de contabilidade geralmente aceitos, que proíbem as empresas de tratar dados como ativos ou contabilizar o dinheiro gasto na coleta e análise de dados como um investimento e não um custo.
O Conselho de Normas de Contabilidade Financeira dos Estados Unidos (Fasb, na sigla em inglês) vem tendo dificuldade para ajustar suas regras a uma economia cada vez mais baseada na informação e propriedade intelectual. O Fasb debateu os ativos intangíveis duas vezes entre 2002 e 2007, mas abandonou a questão diante das complicações. Em setembro, o conselho consultivo do Fasb novamente recomendou o estudo dos intangíveis, diz Christine Klimek, porta-voz do órgão.
Entre as muitas dificuldades está a avaliação da vida útil e do valor futuro dos dados das empresas e o acompanhamento das alterações no valor deles. Calcular esses números seria relativamente fácil para um ativo físico como uma fábrica, mas no mundo nada sólido dos intangíveis há poucos precedentes para esses cálculos.
As discussões sobre as dificuldades de reconhecimento de ativos intangíveis também sempre estiveram presentes no cenário contábil do Brasil, sobretudo para aqueles ativos formados internamente na empresa e não em decorrência de uma aquisição, disse num e-mail a vice-presidente Técnica do Conselho Federal de Contabilidade, Verônica Souto Maior. O tratamento contábil que as empresas devem dar a recursos aplicados em intangíveis está na norma brasileira, que, ao contrário da americana, segue o padrão IFRS, do Conselho Internacional de Normas Contábeis (IASB, na sigla em inglês), acrescentou ela.
A falta de consenso sobre como mensurar o valor dos dados cria um grande ponto cego para os investidores de pesos pesados como Facebook, eBay e Google, cuja maior parte da receita vem dos dados que coletam.
"Muito do que acontece nas empresas não está sendo refletido nas divulgações públicas [de resultados] nem na contabilidade", diz Glen Kernick, diretor administrativo do banco de investimentos Duff & Phelps Co.
Subtraídas as dívidas, Facebook, eBay e Google possuem um total de US$ 125 bilhões em ativos. Mas o valor combinado das ações das três é de US$ 660 bilhões. A diferença reflete a consciência do mercado de que os ativos mais valiosos dessas empresas - como algoritmos de buscas, patentes e um enorme volume de informações sobre usuários e clientes - não aparecem nos seus balanços. Isso leva muitos investidores a avaliar as empresas com base em outros critérios mais voláteis, como fluxo de caixa e perspectivas econômicas.
De fato, muitos especialistas dizem que os investidores não precisam saber o valor específico de ativos intangíveis como dados, argumentando que a cotação da ação de uma empresa reflete a avaliação que o mercado faz desses ativos.
"Os dados não valem nada se você não souber como usá-los para ganhar dinheiro", diz Laura Martin, analista da Needham & Co., acrescentando que os dados perdem valor com o tempo e que por isso são mais difíceis de serem avaliados num dado momento.
Mas depender da sabedoria coletiva do mercado tem seus riscos, como mostrou, em 2000, o estouro da bolha das pontocom, a qual resultou da crença generalizada de que as métricas tradicionais de valor e risco não valiam mais na "nova economia".
Aquisições são uma das raras vezes que se atribui preços específicos aos dados. De fato, o valor dos dados a ser adquiridos está se tornando um fator importante na compra de empresas, diz Bruce Den Uyl, diretor administrativo da consultora AlixPartners LLP.
A Nielsen Holdings NV, que monitora o que as pessoas assistem na televisão e compram nas lojas, adquiriu a firma de monitoramento de audiência de rádio Arbitron Inc. por US$ 1,3 bilhão em setembro de 2013. Como parte do negócio, a Nielsen dividiu, no seu balanço, os ativos intangíveis que adquiriu, inclusive US$ 271 milhões em ativos "intangíveis relacionados a clientes".
O item abrangia o valor de longo prazo das relações com consumidores e as listas de clientes, mas a Nielsen não especificou quanto pagou por cada um.
A Nielsen, que não quis comentar, não atribui valor aos dados que ela mesma cria, mas avaliou em US$ 1,98 bilhão os intangíveis relacionados a clientes e em US$ 4,82 bilhões outros que adquiriu até o fim do primeiro trimestre.

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