Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Perda de empregos foi maior nos serviços

Maior empregador da economia brasileira, o setor de serviços teve em 2016 o seu pior ano da história no mercado de trabalho formal, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Foram eliminadas 390 mil vagas com carteira assinada no setor, o pior resultado desde 2002, quando foi iniciada a série histórica do ministério. Foi o único setor de peso em que o saldo negativo de vagas foi maior do que em 2015.
Considerando todos os setores, o Brasil perdeu em 2016 1,32 milhão de postos de trabalho formais, resultado pior somente do que em 2015, quando foram cortadas 1,54 milhão de vagas.
Indústria, comércio e construção civil tiveram o segundo pior ano da história, eliminando, respectivamente, 323 mil, 359 mil e 204 mil vagas formais. Nos três casos, saldos negativos menores do que no ano anterior.
"Indústria e construção começaram a piorar antes, em 2014, quando o resultado geral ainda ficou positivo porque comércio e principalmente serviços mais que compensaram a queda", disse Thiago Xavier, da consultoria Tendências. "O setor de serviços sentiu só em 2016 todo o impacto da crise econômica".
Dentro de serviços, os segmentos que tiveram o pior desempenho foram os ligados a comércio, administração, imóveis e serviços técnicos, com a eliminação de 178 mil vagas com carteira assinada.

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Inovação Educacional, um imperativo pessoal, institucional e social

Semana Pedagógica 2017 no Colégio Metodista em São Bernardo do Campo (SP). 19/01/2017
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Descubra quais os cursos técnicos mais valorizados

Descubra quais os cursos técnicos mais valorizados | Inovação Educacional | Scoop.it
A qualificação técnica é considerada o grande gargalo e, ao mesmo tempo, é uma das possibilidades de aumentar a produtividade e a qualificação da mão-de-obra no País. Os cursos técnicos oferecem habilidades práticas e teóricas com o objetivo de preparar o aluno para o mercado de trabalho.
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Capes divulga números de 2016

m 2016, a Capes recompôs o orçamento destinado aos programas e bolsas no país, aumentando os recursos em R$ 401 milhões disponibilizados para os cursos de pós-graduação no Brasil, 16% a mais em relação ao orçamento de 2015. Esses recursos possibilitaram a continuidade de ações de apoio aos programas de pós-graduação e concessões adicionais de bolsas e recursos de fomento (custeio e capital), totalizando um investimento de R$ 2,9 bilhões. Um montante de R$ 30 milhões em recursos de capital foi destinado ao Programa de Excelência Acadêmica (Proex) e ao Pró-Equipamentos e outros R$ 23,1 milhões às ações do Portal de Periódicos.
Foram concedidos também R$ 80,5 milhões adicionais de custeio para a recomposição do orçamento do Proex, do Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), dos Programas de Indução e Inovação, Doutorados Interinstitucionais (Dinter) e acordos com as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs). Além dessas ações, por meio do Programa de Apoio a Eventos no País (Paep), foram apoiados 1.501 eventos científicos no país, com investimento de R$ 35 milhões. Em 2016, foi realizada também uma importante ação de redução de assimetrias regionais, com a concessão adicional de 554 bolsas para instituições da região Norte. A média de cobertura de bolsas em relação ao alunado da região foi elevada de 27% para a média nacional de 31%.
Com a recomposição orçamentária, além das ações mencionadas, foi possível manter o investimento em bolsas dos principais programas de fomento à pós-graduação, tendo sido concedidas, no ano, um total de 100.385 bolsas no país, sendo 50.273 de mestrado, 43.045 de doutorado e 7.067 de pós-doutorado.

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Como a Lego está construindo um império imaterial - Inovação

Como a Lego está construindo um império imaterial - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

A Lego, fabricante dinamarquesa de brinquedos fundada há 84 anos, mais conhecida por seus blocos de encaixar, permitindo assim que crianças e adultos produzam suas próprias criações, decidiu agora dar o passo mais importante em muitos anos para garantir um lugar no mundo dos videogames online. A empresa planeja lançar o Lego Worlds, um novo videogame, em 21 de fevereiro de 2017. (O jogo está em fase beta desde junho de 2015).
Para uma empresa de brinquedos que está tentando pôr para decolar um negócio não físico, o Lego Worlds é uma das várias investidas entre outras, como parques temáticos, filmes, playgrounds internos e experiências com tecnologia digital. A Lego se beneficiaria do seu modelo de desenvolvimento terceirizado para o Lego Worlds, além de outros empreendimentos, para impulsionar as vendas dos seus brinquedos, porém seus filmes deverão ser mais lucrativos, prevê David Robertson, professor de prática de gestão de operações e informações da Wharton. Robertson é coautor do livro Brick by Brick: How LEGO Rewrote the Rules of Innovation and Conquered the Global Toy Industry. [Bloco a bloco: como a Lego reescreveu as regras da inovação e conquistou a indústria mundial de brinquedos].
Aprendendo com os erros do passado, em que a empresa assumiu sozinha os riscos financeiros, desta vez a Lego decidiu terceirizar o desenvolvimento do Lego Worlds, embora preservando o controle criativo e uma parte dos lucros. Ele foi também projetado para jogadores individuais, evitando alguns dos perigos próprios dos jogos feitos para vários jogadores. O parceiro de desenvolvimento da empresa é a TT Games Publishing, de Londres. Um de seus fundadores e diretor gerente é Tom Stone, ex-designer da Lego.
A Warner Bros comprou a TT Games em 2007 para ter acesso a uma fração da indústria de videojogos. O Lego Worlds é a mais nova de várias diversificações em anos recentes, como a série da Lego Movie que inclui as franquias Star Wars e Batman, programas de TV, parques temáticos e outros produtos. Tudo isso representa uma recuperação dos dias difíceis pelos quais a empresa passou no idos de 2003-2004, quando quase faliu sob o peso de decisões equivocadas, especialmente a que determinou a gestão dos parques temáticos pela empresa.

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Indústria paulista fechou 152,5 mil postos de trabalho em 2016, diz Fiesp

O nível de emprego na indústria paulista registrou queda de 6,58% em 2016, com fechamento de 152,5 mil vagas, informou o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) nesta quinta-feira, 19.
O resultado de dezembro contribuiu com a retração de postos de trabalho na indústria paulista, com declínio de 1,62% ante novembro, na série sem ajuste sazonal. No último mês de 2016, 35,5 mil vagas foram fechadas, segundo a pesquisa.
O gerente do Depecon, Guilherme Moreira, ressalta que o encerramento de postos de trabalho foi generalizado em 2016, pois ocorreu em 21 dos 22 setores acompanhados pelo levantamento, refletindo a crise econômica. Mas ele vê uma tendência de estabilização em 2017.
"O emprego na indústria veio se ajustando à queda da produção. Mas acreditamos que o período agora seja de estabilização, com retomada mais intensa de vagas apenas a partir de 2018", observa Moreira.
Segundo a pesquisa, a indústria carrega no acumulado desde 2011 um saldo negativo de empregos. Ao longo desse período, foram encerradas 609 mil vagas, sendo 518 mil baixas registradas entre 2014 e 2016.

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Brasil tem dificuldade de formar e reter talentos

Brasil tem dificuldade de formar e reter talentos | Inovação Educacional | Scoop.it

O Brasil está atrás de seus principais concorrentes dos Brics e da América Latina na capacidade de formar, atrair e reter talentos no mercado de trabalho da nova economia global. Um ranking de competitividade em capital humano, elaborado pelo grupo suíço Adecco e pela escola de administração Insead, coloca o Brasil na 81ª posição entre 118 países.
Suíça e Cingapura lideram o ranking, divulgado em Davos à margem do Fórum Econômico Mundial. Latino-americanos como México, Colômbia, Argentina, Peru e Uruguai figuram melhor na lista do que o Brasil. É o caso de outros três países dos Brics: China (54ª posição), Rússia (56ª) e África do Sul (67ª). Somente a Índia (92º lugar) está mais mal avaliada.
Para chegar a essas conclusões, o relatório compila indicadores que vão da qualidade de universidades à proporção de cientistas e engenheiros, além da força de trabalho com educação superior e os investimentos em pesquisa.
"O rápido avanço da automação e da inteligência artificial é fonte das mudanças mais transformadores da nossa era, no sentido de como vivemos e trabalhamos. A transição será dura. Por isso, governos e empresas precisam agir", disse o presidente da Adecco, Alain Dehaze. "Reformas na educação são urgentemente necessárias para prover as habilidades certas."
Do lado dos trabalhadores, segundo Dehaze, isso requer comprometimento para continuar aprendendo ao longo da vida. Em termos de políticas de emprego, ele observa que empresas e governos precisam ter em mente que as pessoas precisam de maior proteção social, além de flexibilidade na gestão do seu tempo.

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Gerar mais e melhores empregos é o desafio - Inovação

Gerar mais e melhores empregos é o desafio - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

O desempenho econômico de um país pode ser medido de múltiplas formas, sendo a geração de emprego quase sempre um dos mais relevantes indicadores, por ser um dos principais objetivos de qualquer sociedade organizada. Em termos agregados, a geração de emprego é essencial para que uma economia atinja seu pleno potencial. O aumento da mão de obra induz ao crescimento econômico, mesmo quando o crescimento em produtividade está menor do que o desejável.
Com menos pessoas empregadas, além das tristes consequências imediatas para os desempregados e seus familiares, não apenas cai a produção de bens e serviços, como há menos dinheiro para consumir e poupar. Justamente por isso, um país que enfrenta uma redução de sua mão de obra empregada, a exemplo do Brasil, terá importantes desafios para equilibrar demandas econômicas e sociais nos próximos anos.
Mas a pura geração de emprego não é suficiente. A qualidade das vagas oferecidas está na essência do processo de desenvolvimento e do bem-estar social. É preciso não apenas elevar a produtividade em todos os setores, mas também a proporção de trabalhadores em empregos de alta produtividade. Assegurar a eliminação da informalidade do mercado de trabalho é outro ponto importante, ainda que possa elevar os custos para os empregadores. Ignorar a informalidade traz impactos relevantes, como as distorções produzidas pela concorrência desleal ou a existência de trabalhadores desprotegidos ou em condições análogas às da escravidão.
Mesmo com a retomada do nível de atividade, não se recuperam todos os empregos perdidos
O Brasil apresenta um péssimo desempenho em seu mercado de trabalho. Entre agosto e outubro do ano passado, o número de desempregados no país chegou a 12 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o rendimento médio real da população caiu 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior: de 2.052 reais para 2.025 reais. A qualidade do emprego também vem caindo. Depois de quase uma década de crescimento em números absolutos, o Brasil fechou 531.765 vagas formais no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Um desempregado leva hoje, em média, oito meses para se recolocar no mercado.
Como se não bastasse, algumas projeções com credibilidade sugerem que os indicadores de emprego tendem a piorar antes de melhorar. Isso porque, historicamente, a reação do mercado de trabalho é posterior à melhora da atividade econômica. O quadro reflete a dinâmica perversa por meio da qual a crise econômica que provocou o corte de vagas acaba se agravando em decorrência do desemprego e da diminuição da renda dos trabalhadores. Além disso, durante os períodos de crise, as empresas são forçadas a aprender a operar com número menor de empregados. Mesmo com a retomada do nível de atividade, não se recuperam todos os empregos perdidos.
Mas não são só fatores conjunturais que impõem desafios para a geração de emprego de qualidade no Brasil e outros países. Há também questões estruturais, com destaque para a redução da participação da indústria na geração de empregos e o impacto da digitalização na atividade econômica.
A criação de vagas no setor industrial caiu em setembro pelo 20º mês consecutivo e tem hoje o pior patamar em 12 anos - mais de 1,4 milhão de vagas foram fechadas no primeiro trimestre de 2016, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Se por um lado isso pode ser interpretado como a evolução natural do estágio de desenvolvimento das economias, no caso brasileiro a 'desindustrialização' do emprego se deu mais rapidamente do que em outros países que passaram pelo mesmo processo e segue em ritmo acelerado. Além disso, resulta em uma participação do emprego industrial inferior ao de economias que servem como referência. Entender as causas do problema e propor medidas que possam desacelerar ou reverter essa tendência é importante não só pela qualidade do emprego industrial, como pela importância estratégica do setor para a economia como um todo.
Estudos realizados recentemente nos EUA, Europa e Brasil constatam que a digitalização pode contribuir de forma expressiva para acelerar o crescimento do PIB, e que um dos principais mecanismos pelos quais isso ocorre é o melhor funcionamento do mercado de trabalho. A digitalização permite trazer para a força de trabalho pessoas que, de outra forma, não o fariam. Também contribui para reduzir o tempo de busca por emprego e para alinhar o perfil de um trabalhador com as vagas disponíveis. Por outro lado, a digitalização traz também uma grande ameaça: o potencial de automação eleva significativamente o risco de perda de emprego. Mesmo que o impacto econômico final seja bom, a transição para as pessoas envolvidas certamente será difícil.
A recuperação dos níveis de emprego e a melhoria de sua qualidade no Brasil representam desafios agudos de política econômica. Um pré-requisito é a retomada do crescimento econômico, sem o qual não se abre espaço no curto prazo para a reposição de vagas perdidas, nem, em longo prazo, para a ampliação de vagas em atividades de alta produtividade. Mas outras medidas podem ser tomadas para melhorar o desempenho de uma economia - e não só a brasileira - na geração de empregos.
Dentre elas, pesquisa do McKinsey Global Institute destaca: iniciativas que contribuam para adequar as capacitações dos trabalhadores às necessidades de uma economia em evolução (como a 'educação para o emprego', a exemplo da Aliança Europeia para Aprendizagem, adotada pelos países do continente com o objetivo de garantir o êxito dos programas de aprendizagem e melhorar a qualidade e a oferta de estágios); políticas que aumentem a competitividade para elevar a participação em mercados globais (como investimentos em infraestrutura); ações que desacelerem/revertam a queda na participação do setor industrial e a remoção de obstáculos ao empreendedorismo (como a burocracia que atravanca a abertura de empresas).

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Xi defende globalização e alerta contra risco de guerra comercial

Xi defende globalização e alerta contra risco de guerra comercial | Inovação Educacional | Scoop.it

O presidente da China, Xi Jinping, fez uma forte defesa da globalização e alertou que ninguém ganha numa guerra comercial, sob aplausos de executivos de grandes companhias internacionais na abertura do Fórum Econômico Mundial, nos Alpes suíços.
Xi deixou claro, em Davos, que a China está aberta para ocupar os espaços vazios deixados pelos EUA de Donald Trump. Enquanto o futuro líder da maior economia do mundo denuncia a globalização, o da segunda maior economia disse que vai seguir adiante. Segundo Xi, a globalização tem problemas que precisam ser resolvidos, mas não se pode esquecer proporcionou crescimento e oportunidades para 700 milhões de chineses saírem da pobreza.
O discurso de Xi sinalizou uma China mais segura, que se sente capaz de navegar nas dificuldades de uma economia global turbulenta e que contrasta com a insegurança e imprevisibilidade dos EUA sob Trump, como destacaram alguns participantes.
A mensagem sobre a política chinesa também contrasta com retóricas do novo ocupante da Casa Branca e tem mais importância depois que o presidente eleito americano deu entrevistas chamando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a aliança militar do ocidente) de obsoleta e prevendo a dissolução da União Europeia. Enquanto Trump denuncia acordos internacionais e a ordem mundial, a China diz que está abrindo os braços ao mundo.
Sem mencionar uma só vez o nome de Trump, o líder chinês afirmou que, em vez de responsabilizar a globalização por todos os males e atacar o vizinho, o que se deve fazer é combater as desigualdades, a ignorância e a pobreza.
"Devemos dizer não ao protecionismo, [porque] promover o protecionismo equivale a se fechar numa sala escura, que parece proteger do vento e da chuva, mas também bloqueia o sol", disse Xi, advertindo que "ninguém sai vencedor em uma guerra comercial". Ele afirmou que a China não vai procurar se beneficiar de uma desvalorização de sua moeda ou de uma "guerra cambial", mas tampouco mencionou se o yuan vai ser valorizado.
Considerou que qualquer tentativa de restringir fluxos de capital, mercadorias, pessoas entre as economias - assim como canalizar as águas do oceano em lagos isolados - é impossível, e seria contrário a tendências históricas.
Xi destacou que a China se beneficiou da globalização, mas também contribui com 30% do crescimento mundial.
Ao cobrar maior participação na governança global, Xi procurou mostrar uma postura de líder de uma potência mundial que tem responsabilidades que vão além de seus interesses imediatos. Foi enfático na defesa do Acordo de Paris sobre mudança climática, que Trump igualmente quer desmantelar.
Insistiu que a China se engajou em reformas e de abertura, pelas quais assegurou que todos sairão ganhando. Destacou que "não há almoço grátis neste mundo e nada vem do céu, o desenvolvimento vem do esforço de suas próprias sociedades".
Apesar do discurso pró-globalização e abertura, a China é um país que restringe os investimentos estrangeiros no país e resiste em permitir uma maior liberação dos fluxos de capital. Pouco antes do discurso do Xi em Davos, em Pequim, o Gabinete chinês anunciou oportunamente que vai adotar medidas para reduzir os limites sobre investimentos em bancos e outras instituições, mas sem dar detalhes sobre quais serão essas mudanças e prazo de implementação.
Mesmo assim, para alguns participantes, foi um discurso histórico em Davos, e o tipo de mensagem que se deveria esperar até recentemente de um líder americano e não chinês.
Em um dia carregado de discussões sobre o gigante asiático, coube ao presidente da China Electronics Corporation, Liu Liehong, lembrar um dado que ilustra o crescente peso geopolítico de Pequim: o investimento chinês no exterior já supera o volume de investimentos estrangeiros no país. E o perfil tem mudado, com projetos que não se restringem mais a recursos naturais. "Nós mesmos temos quatro fábricas na América Latina e na África", disse Liu.
Apesar dos indícios de diversificação, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Alicia Bárcena, ressaltou que apenas quatro produtos dominam a pauta de exportações latino-americanas à China - minério de ferro, soja, cobre e petróleo. Mesmo assim, o comércio bilateral aumentou 23 vezes desde 2000. Quanto aos investimentos, disse que começa a perceber uma mudança de sentimentos da região sobre a chegada de capitais chineses. "No início, havia medo de que fossem comprar tudo e explorar todos os nossos recursos naturais. Pouco a pouco, essa percepção está mudando."
Na avaliação do economista Nouriel Roubini, da Universidade de Nova York, está em curso uma redefinição do papel da China no mundo. Para ele, esse processo é apoiado por novos fundos de investimentos, bancos de desenvolvimento e acordos comerciais. "A China está construindo uma relação cada vez maior com Ásia, África e América Latina", observou Roubini.

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Em dez anos, qualidade de ensino melhora na 5ª série

Em dez anos, qualidade de ensino melhora na 5ª série | Inovação Educacional | Scoop.it

Levantamento divulgado pelo movimento Todos pela Educação aponta que, em uma década, caiu expressivamente o percentual de municípios em que aprender o conteúdo esperado na quinta série do ensino fundamental era praticamente impossível para a maioria dos alunos da rede pública.
Os dados mostram avanço menor entre os municípios mais pobres, o que reforça uma correlação conhecida: quanto maior o PIB per capita, maior tende a ser a qualidade do ensino. "É como se, em dez anos, a fotografia da educação brasileira no quinto ano mudasse completamente", diz Priscila Cruz, fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação. "Isso significa que a melhora dos resultados nacionais não tem sido puxada só por poucos municípios".
Em português, no retrato de 2005, a grande maioria dos municípios, 62,6%, só conseguia garantir para menos de 25% dos alunos a aprendizagem adequada na quinta série. Dez anos depois, apenas 13,7% dos municípios continuavam na mesma situação. Apenas 2,5% dos municípios ofereciam o aprendizado adequado a mais da metade dos alunos em 2005. Dez anos depois, o percentual subiu a 44,8%.
Em matemática, o retrato era ainda pior em 2005: em 86% dos municípios, menos de um quarto dos alunos aprendia o conteúdo adequado. Em 2015, tal percentual caiu para 30% dos municípios.
O levantamento do Todos Pela Educação foi feito a partir da análise dos dados da Prova Brasil, aplicada a escolas da rede pública pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que avalia a qualidade do ensino a partir de testes padronizados e questionários socioeconômicos.
Os dados reforçam a análise de que o país aprendeu a avançar em qualidade nos anos iniciais da educação básica (primeira à quinta série, etapa em que um só professor ministra todas as disciplinas), mas não consegue acertar nos anos finais do ensino fundamental (sexta à nona série, quando cada disciplina tem um professor diferente), que preparam para o ensino médio. No nono ano do ensino fundamental, só 0,1% dos municípios garantem aprendizado adequado em português a mais de 75% dos alunos.
Os dados mostram também uma queda consistente na proporção de municípios em que menos de 10% dos alunos tem aprendizado adequado, principalmente em português na quinta série, em que o percentual caiu de 22,1% para 0,8% entre 2005 e 2015.
Outra boa notícia é que aumentou o percentual de municípios em que o nível adequado de aprendizagem era observado entre mais de 75% dos alunos da rede pública; subiu de 0,1% em 2005 para 8,4% em 2015 em português e de zero para 4,2% em matemática no mesmo período.
"Não é que invertemos totalmente a situação, mas estamos em uma trajetória de inverter mesmo. Temos maioria de municípios nos quais entre 50% e 75% dos alunos têm aprendizagem adequada, e isso é bastante", comemora Priscila.
Entre os fatores que causaram a melhora, ela destaca principalmente a aprovação da Emenda Constitucional 59 em 2009, que tornou obrigatória a matrícula de todas as crianças de 4 e 5 anos de idade no ensino infantil, além do foco na alfabetização de crianças, em vez de adultos e jovens. "Antes a gente tinha muita criança que chegava no fundamental sem ter nunca pisado em uma escola", diz.
Os dados mostram que, em média, os municípios com piores desempenho têm um PIB per capita abaixo da média nacional. A maior parte dos municípios com pior desempenho tem PIB per capita inferior a R$ 10 mil.
A especialista destaca que, embora haja casos de melhora da qualidade com gestão em municípios pobres, a pobreza e a desigualdade social são fatores determinantes". "Quando a gente olha a média da Prova Brasil, metade da proficiência do aluno é o que ele aprendeu na vida, e metade, a escola", diz. "No Brasil, a desigualdade social arrasta a educação."
Tal quadro, diz, só poderia ser revertido com medidas compensatórias que garantam escolas melhores aos mais pobres, que "não têm livro em casa, não têm cinema, não têm diálogo com pai e mãe, onde se aprende vocabulário novo. Mas em regra, na educação, a gente dá mais para quem tem mais, e menos para quem tem menos", afirma Priscila.

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Investimento-anjo no Brasil - Inovação

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Com a sanção da Lei Complementar nº 155 de 27 de outubro de 2016, a qual altera a Lei Complementar nº 123 de 14 de dezembro de 2006 (Lei do Simples Nacional), um novo modelo de investimento foi inserido no ordenamento jurídico brasileiro, visando fomentar o ecossistema de inovação nacional. Trata-se do investimento-anjo em startups.
Não que se trate de tema realmente novo. Startups de grande sucesso no mundo e também no Brasil já vêm contando com investimento-anjo no início de suas trajetórias há um bom tempo.
Em geral, pode-se definir o investimento-anjo como aquele realizado nos primeiros estágios de desenvolvimento de uma startup. Para a maior parte dessas empresas, a obtenção de um investimento nessa fase é fator determinante para seu sucesso, permitindo que a Startup possa atravessar os difíceis anos iniciais da existência de um negócio inovador.
Mesmo no bojo do novo mecanismo, há espaço para construções jurídicas adicionais a fim de atender a particularidades
A regra brasileira, que passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano, definiu o investimento-anjo como sendo aquele feito por pessoa física ou jurídica (inclusive fundos de investimento) em uma empresa optante do Simples Nacional, mediante a assinatura de um contrato de participação que tenha por finalidade o fomento a inovação e investimentos produtivos.
A grande novidade trazida pela lei é que este investimento não integrará o capital social da empresa investida, ou seja, o investimento-anjo não fará com que o investidor se torne sócio efetivo da startup.
A principal consequência disto é que, não sendo sócio do negócio, o investidor-anjo não ficará exposto ao risco de uma possível desconsideração da personalidade jurídica da empresa, algo que, como se sabe, tornou-se rotineiro nos tribunais pátrios, em especial no âmbito da Justiça do Trabalho - e uma grande preocupação para todo investidor.
O texto da lei, inclusive, expressamente estabelece a não aplicação ao investidor-anjo do artigo 50 do Código Civil, o qual prevê o instituto da desconsideração da personalidade jurídica.
Sem dúvida, o risco do negócio sempre foi um dos grandes entraves para uma atuação mais robusta de investidores-anjo no Brasil. Isto porque startups, por natureza, almejam ultrapassar a barreira do senso comum em seus mercados e, infelizmente, nem sempre logram sucesso.
Como resultado, este tipo de empresa apresenta alto nível de "mortalidade". Alie-se a isto a forma como a legislação brasileira está estabelecida e a jurisprudência consolidada, com a ampla aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica, para chegarmos a um cenário adverso para investimentos-anjo, dado o risco de o patrimônio do investidor ser afetado diretamente por um negócio mal sucedido.
Deve-se destacar, no entanto, que, se de um lado a nova regra oferta maior proteção ao investidor-anjo, ela também traz algumas limitações, visando amparar o criador da startup. Desta forma, no novo mecanismo o empreendedor manterá para si o controle e a gerência de sua empresa, sendo certo que o investidor-anjo não deterá sequer direito a voto.
Ademais, a lei limitou os contratos de participação a um prazo máximo de sete anos, sendo que durante os dois primeiros anos, o investidor-anjo não poderá auferir qualquer retorno de seu investimento. Restringiu-se, também, a remuneração do investidor-anjo a 50% dos lucros obtidos pela startup durante a vigência do contrato.
Deve-se notar que os modelos de investimento-anjo já usualmente utilizados no Brasil, como contratos de mútuo conversíveis em participação societária, continuarão a ser viáveis e, por vezes, poderão até mesmo se mostrar mais vantajosos, a despeito das limitações da legislação civil brasileira acerca dos juros remuneratórios em contratos de mútuo.
Aliás, mesmo no bojo do novo mecanismo de investimento-anjo, há também espaço para construções jurídicas adicionais a fim de atender as particularidades e os interesses de cada caso, como a outorga de opções de compra de quotas, por exemplo, que possa dar o direito ao investidor-anjo de converter seu investimento-anjo em investimento direto no capital social da empresa. Desta maneira, o investidor passaria a sócio efetivo da empresa, assumindo mais riscos, porém buscando um maior retorno.
Enfim, muita discussão jurídica acerca do novo instituto ainda virá para melhor estabelecer seu conceito. Com o tempo, o mecanismo também certamente será colocado à prova junto aos tribunais nacionais, consolidando ou relativizando a regra expressa da não inclusão do investidor-anjo em eventos de desconsideração da personalidade jurídica, ainda que seja literal a previsão legal quanto ao tema.
De toda sorte, a recente regulamentação já traz novo ânimo para o mercado de startups nacional, podendo servir como propulsor para uma significativa melhora no ecossistema de inovação brasileiro.

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6 falsas premissas que impulsionam a desigualdade

6 falsas premissas que impulsionam a desigualdade | Inovação Educacional | Scoop.it

1 - O mercado está sempre certo e o papel dos governos deve ser minimizado
A crença inabalável no poder do mercado, aliada a uma visão negativa do papel do Estado na economia, é o alicerce do neoliberalismo. Na verdade, diz o relatório, não existe confirmação de que o mercado seja o melhor meio de organização para a vida em sociedade. Ao contrário. Para a Oxfam, os mercados precisam ser cuidadosamente geridos, a fim de proteger os interesses das pessoas.
"Vimos como a corrupção, o favorecimento ou o nepotismo distorcem os mercados em detrimento de pessoas comuns e como o crescimento excessivo do setor financeiro exacerba a desigualdade", diz o estudo, lembrando da crise financeira de 2008.
Além disso, existem exemplos práticos de como a privatização de serviços considerados essenciais, como a saúde, a educação ou o abastecimento de água, acaba por prejudicar os mais pobres, em especial, as mulheres. 
2 - Nas empresas, o lucro e o retorno para os acionistas deve estar acima de tudo 
A minimização de custos fiscais e trabalhistas e a maximização da receita são consideradas a fórmula para melhorar a rentabilidade das empresas e torná-las mais "eficientes".
No entanto, a busca pelo lucro acima de tudo e pelos maiores retornos possíveis aos acionistas acaba por aumentar, de maneira desproporcional, a renda dos que já são ricos, ao mesmo tempo em que pressiona negativamente trabalhadores, fornecedores, comunidades e o meio ambiente.
O estudo pede que as empresas busquem um "capitalismo sustentável", com geração de lucros razoável e uma remuneração mais justa para os trabalhadores. 
3 - A riqueza individual extrema é sinal de sucesso
O estudo defende que a concentração de renda nas mãos de poucos indivíduos é "economicamente ineficiente, politicamente corrosiva e prejudicial para o nosso progresso coletivo". Embora existam evidências contrárias, afirma a Oxfam, muitos ainda acreditam que chega-se ao topo da pirâmide trabalhando duro e contando com uma boa dose de talento. Outra falsa premissa é que os super-ricos contribuem para o crescimento econômico.
Dados do FMI citados pelo estudo revelam, porém, que países menos desiguais crescem mais e por mais tempo. Por outro lado, países com muitos bilionários crescem mais lentamente. 
4 - O crescimento do PIB deve ser o principal objetivo econômico 
Considerada a ferramenta padrão para se dimensionar a economia de um país, a soma de todos os bens e serviços produzidos por empresas, governos e indivíduos, isto é, o Produto Interno Bruto (PIB) foi classificado pela revista The Economist como um "indicador de prosperidade problemático".
Por ser uma média, o índice não leva em consideração a desigualdade e, além disso, não computa o trabalho doméstico não-remunerado realizado por uma enorme quantidade de mulheres no mundo todo. O estudo cita a Zâmbia, cujo PIB está crescendo a taxas elevadas, justamente quando o número de pessoas em situação de pobreza aumentou. 
5 - Nosso modelo econômico é neutro em relação ao gênero
Outra premissa falsa é a de que não existem diferenças de classe, raça e gênero dentro do modelo econômico vigente. Dentro desta lógica, os resultados alcançados por indivíduos são determinados exclusivamente por suas habilidades e esforços. Essa linha de pensamento, afirma a Oxfam, leva, entre outros, à perpetuação das distorções e das desigualdades de gênero. 
"Modelos econômicos neoliberais não somente ignoram essas barreiras, mas também prosperam graças às normas sociais que enfraquecem as mulheres. Países com grandes setores orientados para a exportação são particularmente beneficiados por uma grande força de trabalho pouco qualificada e sem voz. Muitos desses trabalhos são reservados às mulheres devido à sua “desvantagem competitiva”, afirma o estudo.
Além de tradicionalmente ocuparem cargos e funções com remuneração mais baixa, as mulheres recebem, em média, salários 23% menores do que os dos homens na mesma função e são massivamente responsáveis pelo trabalho doméstico não-remunerado - "que não é contabilizado no PIB, mas sem o qual as economias não funcionariam". 
Segundo a ActionAid, as mulheres que vivem nos países em desenvolvimento poderiam somar 9 trilhões de dólares a suas rendas caso seu salário e acesso a trabalho remunerado fossem iguais aos dos homens
Além disso, cortes nos serviços públicos, na segurança no emprego e em direitos trabalhistas costumam afetar a força de trabalho feminina de maneira desproporiconal. 
6 - Os recursos do nosso planeta são ilimitados
As consequências negativas do modelo econômico atual não atinge apenas a raça humana. Tal modelo, baseado na exploração sem limites do meio ambiente, parte da premissa de que os recursos naturais são ilimitados e devem ser explorados ao bel-prazer de empresas e governos. No entanto, esse modelo "colabora intensamente" para a ocorrência de mudanças climáticas descontroladas.
"A ênfase cada vez maior na maximização dos lucros e retornos de curto
prazo agrava a cegueira ambiental das nossas economias, uma vez que qualquer perspectiva de longo prazo é suprimida", diz o relatório. 
Segundo estimativas da Oxfam, os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por metade de todas as emissões globais de gases que agravam o aquecimento global. No entanto, as consequências mais graves das mudanças climáticas (como eventos extremos) serão sentidas pelas comunidades mais pobres.

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Novas tecnologias aplicadas ao modelo de aprendizagem 70/20/10

Novas tecnologias aplicadas ao modelo de aprendizagem 70/20/10 | Inovação Educacional | Scoop.it

A tecnologia vem transformando todos os momentos de nossa vida, tanto pessoal quanto profissional. Naturalmente, ela apresenta novos rumos também para o mercado de educação corporativa. Ela influencia, inclusive, algumas fórmulas consideradas eternas, como o Modelo de Aprendizagem 70/20/10. Segundo a metodologia, 70% do que aprendemos é decorrente da prática do nosso dia a dia, 20% ocorre graças à interação com outras pessoas e 10% vem da educação formal, com aulas, livros e professores.
Esse modelo foi desenvolvido na década de 80, graças às pesquisas dos professores Morgan McCall, Robert Eichinger e Michael Lombardo, do Centre for Creative Leadership, uma instituição sem fins lucrativos localizada na Carolina do Norte (EUA). O modelo nasceu da pesquisa que buscava mostrar quais são os principais pontos de desenvolvimento de experiências dos gestores de sucesso.
O 70/20/10 vem se mostrando compatível com a realidade dos profissionais. A prática é sim responsável pela maior parte do aprendizado, deixando a interação e a educação formal em segundo e terceiro lugar.
Mesmo com a Internet e todas as possibilidades das novas tecnologias, este modelo se mantém atual. Hoje temos novas ferramentas de aprendizagem, que tornam o conteúdo mais interessante e as interações mais ricas, aproximando-as cada vez mais da realidade sem interferir na qualidade do trabalho oferecido. Se pararmos para observar cuidadosamente, temos ferramentas que podem ser aplicadas em todas as categorias deste modelo, sempre de maneira vantajosa.

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Brief interventions help online learners persist with coursework

Brief interventions help online learners persist with coursework | Inovação Educacional | Scoop.it
Millions of people have taken free massive open online courses, or MOOCs, which have been touted as democratizing access to educational opportunities around the world. But whether learners are likely to succeed in a MOOC largely depends on where they live, according to new Stanford-led research.
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Confira as datas do Sisu, ProUni e Fies, processos seletivos que usam o Enem

O Ministério da Educação (MEC) anunciou hoje (18) o calendário dos processos seletivos que utilizam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para acesso ao ensino superior. Os processos são todos online e podem ser acessados a partir do site do MEC. Para participar de todos eles, o estudante precisa pelo menos não ter zerado a redação.
O primeiro processo seletivo a ser aberto é o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cujas inscrições serão de 24 a 27 de janeiro. O Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. Nesta edição serão ofertadas 238 mil vagas em 131 universidades federais e estaduais e institutos federais e instituições estaduais. A partir de amanhã (19), as vagas estarão disponíveis na internet para consulta.
O Programa Universidade para Todos (ProUni) abre o processo seletivo no dia 30 de janeiro e encerra no dia 2 de fevereiro. O ProUni oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições particulares de ensino. É exigida também a nota mínima de 450 pontos na média das provas do Enem.
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terá as inscrições abertas entre 6 e 9 de fevereiro. O Fies oferece financiamento em instituições particulares a estudantes que obtiveram pelo menos 450 pontos na média do Enem e não zeraram a redação.

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Por que a educação acadêmica é gratuita na Alemanha?

Por que a educação acadêmica é gratuita na Alemanha? | Inovação Educacional | Scoop.it

A combinação de educação de alta qualidade e quase sem custo algum tem atraído estudantes do mundo todo à Alemanha. Em 2014, o país aboliu as mensalidades no ensino superior para nativos, europeus e estrangeiros. Isto significa que qualquer pessoa pode cursar um bacharelado na Alemanha de graça. O propósito principal é oferecer educação de qualidade para todos, independente da renda familiar e condição financeira.
A maioria das universidades alemã recebe financiamentos consideráveis do governo. Os bacharelados são gratuitos em instituições públicas, enquanto os mestrados costumam ser pagos; no entanto, mesmo assim, eles são mais baratos do que em outros países considerados potências educacionais.

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Enem passará a ser exclusivo para acesso às universidades

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será usado exclusivamente para o acesso à educação superior. A novidade foi anunciada nesta quarta-feira, 18, pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, durante coletiva para a divulgação dos resultados do Enem de 2016 e anúncio de outras mudanças. A mudança valerá já para a próxima edição do exame.
Com a mudança, o exame deixa de ser instrumento de certificação de ensino médio para maiores de 18 anos. A partir de agora, essa atribuição será do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que hoje é direcionado a estudantes do ensino fundamental em idade irregular (a partir de 16 anos). Dos 8,6 milhões de inscritos no último Enem, cerca de 1,2 milhão queriam somente a certificação do ensino médio e poucos mais de 7,7% deles conseguiram a nota mínima.
“Não dá mais para aplicar uma avaliação tão abrangente, que exige mais do que o necessário, àqueles que têm objetivos distintos, impondo um ônus para quem não pensa no ensino superior”, disse. “A gente vai buscar algo mais enquadrado na demanda e estender aos apenados nas penitenciárias, assunto que levei à presidente do STF [Supremo Tribunal Federal], ministra Carmem Lúcia.”

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Apenas 77 pessoas, de mais de 6 milhões, tiraram nota máxima na redação do Enem

Apenas 77 pessoas tiveram nota mil, a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme balanço divulgado hoje (18) pelo Ministério da Educação (MEC). O número de notas máximas foi bem abaixo das 104 registradas em 2015. De acordo com o MEC, 6,1 milhões de estudantes fizeram o exame em 2016.
Os temas das redações do Enem foram "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, nos dias 5 e 6 de novembro, quando a maior parte dos candidatos fez a prova; e “Caminhos para combater o racismo no Brasil”, nos dias 3 e 4 de dezembro. Em 2016, devido às ocupações de escolas e universidades por grupos contrários a mudanças educacionais no Brasil, o Enem foi adiado para alguns participantes.
“Acho que é algo absolutamente esperado. Como tem populações diferentes todos os anos fazendo o Enem, essa comparabilidade de medias tem que ser cuidadosa porque as populações são diferenciadas”, ponderou em coletiva de imprensa a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.
Para a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, o desempenho na redação está também ligado ao desempenho em linguagens. A prova de linguagens, no Último Enem, registrou a menor nota mínima (287,5) e a menor nota máxima (846,4). “Há, claramente, um desempenho mais insuficiente em linguagens do que nas outras áreas, o que reforça o que as avaliações nacionais já indicam, que é a enorme dificuldade de leitura e escrita dos nossos alunos”, segundo a secretária.
A prova de redação é a única de caráter subjetivo no Enem. Os estudantes são avaliados, entre outros critérios, quanto ao domínio da escrita formal da língua portuguesa, à compreensão e aplicação de conceitos nas áreas de conhecimento, à organização e interpretação de informações e à elaboração de proposta de intervenção.

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Há quem vá longe demais no faz de conta da internet. Para muitas dessas pessoas, a casa (virtual) já caiu

Há quem vá longe demais no faz de conta da internet. Para muitas dessas pessoas, a casa (virtual) já caiu | Inovação Educacional | Scoop.it
“Usamos as redes sociais para sermos nós mesmos, mas essas performances ganham vida própria. Às vezes, as vemos como nossas melhores versões”, resume a psicóloga e socióloga Sherry Turkle, responsável por um departamento que estuda identidade e tecnologia no MIT (sigla em inglês para Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Em seu livro “Alone Together” (“Sozinhos Juntos – Por Que Esperamos Mais da Tecnologia e Menos dos Outros”, em tradução livre), ela é categórica ao dizer que a tecnologia tem impacto em quem somos.
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Cidades são fundamentais

Cidades são fundamentais | Inovação Educacional | Scoop.it

As cidades globais não são apenas a forma dominante de organização social no século XXI, elas são também a solução para muitos dos desafios mais difíceis do planeta. Afinal, mais da metade da população mundial já vive em cidades, e são elas que geram quatro quintos do PIB mundial. O número espantoso de 2.100 cidades conta com uma população de 250 mil pessoas ou mais, entre elas um número crescente de megacidades e aglomerados urbanos de pelo menos 10 milhões de habitantes.
A crescente influência das cidades não é apenas resultado da demografia e da economia. Também tem a ver fundamentalmente com política, incluindo um renascimento da governança democrática em escala urbana. Muitas cidades estão prosperando e gerando mudanças positivas enquanto os estados caem em impasses e na desordem. Como mostrou amplamente a corrida presidencial deste ano nos Estados Unidos, em que mesmo os estados-nação mais poderosos do mundo podem ser paralisados pelo populismo reacionário, pela polarização e por escândalos.
Ao mesmo tempo que alguns líderes políticos falam em levantar paredes, as cidades estão ficando conectadas umas às outras. Em um mundo globalizado interconectado, as cidades são as entidades políticas mais interdependentes. Elas são transacionais, orientadas ao comércio, abertas e definidas por pontes físicas, intelectuais e digitais e não por fronteiras. Ligadas pelo denso intercâmbio de ideias, capitais e pessoas enfrentam desafios comuns, como a mudança climática, a migração, a desigualdade e o terrorismo. As redes de cidades são o novo normal.
O futuro cenário internacional será marcado pela volatilidade e incerteza. Não há soluções simples. A verdade é que o caminho para democracia, sustentabilidade e estabilidade não passa pelos estados-nação, mas pelas cidades
Para que possam realmente resolver alguns dos problemas mais difíceis do mundo, as redes de cidades precisam fazer mais do que intercâmbio de ideias e melhores práticas. Para que a governança urbana geral prospere, as cidades precisarão desenvolver parcerias proativas além das fronteiras nacionais e internacionais. Existem centenas, até milhares, de cidades em rápido crescimento na África, Ásia e Américas que estão literal e figurativamente fora da rede. Cidades globais arquetípicas, como Londres, Nova York, Paris e Tóquio, estão desviando nosso olhar dos municípios no hemisfério sul que estão lutando para se manterem funcionando.
Cidades e bairros pobres em rápida expansão nos países em desenvolvimento estão precisamente onde, na prática, vai ocorrer todo o futuro crescimento populacional. Muitos deles, que estão batalhando para atrair e reter investimentos e talentos sofrem de extrema desigualdade e desvantagens concentradas. Se de um lado as cidades bem-sucedidas estão reescrevendo seus contratos sociais, as cidades mais frágeis estão assistindo de forma impotente ao desmantelamento de seus contratos sociais.
Uma maneira de ajudar a garantir que metrópoles de todos os tamanhos e condições possam se beneficiar com a revolução urbana é construindo novos modos de colaboração entre cidades e fronteiras. Algumas cidades já estão refazendo agressivamente suas redes. Tomemos o caso da United Cities and Local Governments (UCLG) que surgiu após a Primeira Guerra Mundial a fim de facilitar o intercâmbio de pesquisas e melhores práticas. Existem dezenas de outros consórcios de cidades, entre eles Metropolis e a rede C40 Climate Cities que ajudaram a defender o acordo sobre o clima em Paris, conhecido como CoP-21.
Mesmo assim, ainda não há nenhuma plataforma legítima e eficaz para promover a ação coletiva das cidades e resolver os problemas mais difíceis. Se os prefeitos desejam reduzir as emissões de carbono ou criar maneiras mais inteligentes para lidar com a migração, precisam elaborar novas formas de trabalhar e projetar soluções juntos. Coletar dados, compartilhar lições e se aproximar de instituições globais são os primeiros passos. Tão importante quanto isso é tentar influenciar instituições internacionais, definindo regras para identificar prioridades comuns, prestar serviços aos cidadãos e manter uma boa governança.
Os críticos dirão que se já é bem difícil chegar a um consenso entre menos de 193 estados-nação, o que dizer no caso de milhares de cidades? Parte da resposta se resume à natureza intrinsecamente colaborativa das cidades. Estados-nação são independentes, competitivos e separados por limites territoriais, enquanto cidades são interdependentes, cooperativas e estão cada vez mais forjando mais parceiras positivas em que todos os lados ganham. Com o advento do Brexit e dos movimentos populistas na Europa, os estados-nação estão começando a parecer paroquiais; já um número crescente de cidades está se tornando cosmopolita e universal em seus valores.
É urgentemente necessário ter um corpo de governança global, construído propositadamente para e pelas cidades, um Parlamento Global de Prefeitos. Isso não é uma construção teórica - já está em curso. Em setembro passado, um grupo de mais de 70 prefeitos e representantes de mais de duas dúzias de redes de cidades se reuniram em Haia para estabelecer um pacto. Na reunião inaugural, cidades completamente diversas como Buenos Aires, Cidade do Cabo, Nova Delhi e Paris abordaram prioridades comuns relacionadas à mudança climática, imigração, governança e segurança pública.
O futuro cenário internacional será marcado pela volatilidade e pela incerteza. Há uma reordenação sísmica da ordem internacional em andamento que se estende dos Estados Unidos e Europa ao sul e leste da Ásia. Não há soluções simples e existem muitos pontos potenciais de conflito. A verdade é que o caminho para democracia, sustentabilidade e estabilidade não passa pelos estados-nação, mas pelas cidades. Em vez de ficarem parados, os moradores das cidades já estão levantando as mangas para realizar algo. Agora é hora de capacitar os prefeitos para erguer esses esforços a um patamar global.
Esse cenário que descrevemos é o tipo de solução criativa que a Global Challenges Foundation está buscando ao lançar o New Shape Prize, que premiará os novos modelos de cooperação global capazes de lidar com as mais sérias ameaças à humanidade. Acreditamos que ele pode ser um incentivo para inspirar o pensamento visionário sobre essa questão vital em vários continentes.

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Agropecuária vai ajudar a melhorar números do PIB

Vem do campo um dos mais sólidos motivos para se esperar que a economia deste ano seja melhor do que a dos dois últimos anos. A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) divulgou nova estimativa para a safra 2016/17, que deverá atingir o recorde de 215,3 milhões de toneladas, favorecida por boas condições climáticas em todo o país. A previsão é ligeiramente superior à feita em dezembro e estima uma colheita 15,3% maior do que a de 2015/16, quando chuvas em excesso no Sul e a seca no Centro-Oeste e no Matopiba fizeram a produção ficar em 186,7 milhões de toneladas.
A nova previsão para a safra embala a expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária poderá crescer 5% no primeiro e no segundo trimestres e até 7% a 10% no ano, conforme estimativa da LCA (Valor 16/1). Será uma reviravolta em comparação com 2016, que acabou se saindo muito pior do que o esperado. Houve uma quebra de cerca de 10% da safra no ano passado, apesar do ligeiro aumento da área plantada, com queda da produtividade e da compra de fertilizantes. Ao divulgar o PIB do terceiro trimestre de 2016, no fim de novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou uma forte revisão das contas. A queda do PIB agropecuário no 1º trimestre que era calculada em 3,7%, acabou sendo de 8,3%; e a do 2º, de 3,1% passou a 6,1%. No 3º trimestre foi de 1,4%, acumulando recuo de 5,6% em quatro trimestres. Uma das maiores frustrações foi a produção de milho que despencou 25,5%, cinco vezes mais do que os 5% esperados pelo IBGE.
A dramática mudança favorável vai ajudar a amenizar os resultados ainda fracos esperados para a indústria e o varejo, levando o PIB para terreno mais positivo; e colaborar para a expansão das exportações. O impacto não é maior porque a agropecuária tem um peso de apenas 5% no PIB total, inferior até à construção civil, que contribui com 5,9%. Mas a recuperação da agropecuária tem efeito multiplicador em outros setores porque expande a compra de máquinas e equipamentos, fertilizantes, transportes e, com o aumento da renda no campo, amplia a demanda por bens de consumo.
Um dos sinais mais positivos é que o aumento da previsão de safra pela Conab deve-se quase que exclusivamente à expectativa de aumento da produtividade uma vez que a área de plantio cresceu apenas 1,3%, para 59,1 milhões de hectares. A produtividade média prevista para todos os grãos em 2016/17 é de 3.644 quilos por hectare, 13,9% mais que em 2015/16. A soja, carro-chefe da agricultura brasileira, deve registrar produção recorde de 103,8 milhões de toneladas, 1,4% acima do previsto em dezembro e 8,7% mais 2015/16. A produção do milho da safra de verão deve crescer 9,9% e a do milho da segunda safra, que será semeado depois da colheita da soja, deve saltar 37,7%. O milho safrinha e o feijão foram as culturas que mais sofreram com problemas climáticos em 2016, o primeiro, prejudicado pela seca no Centro-Oeste; e o segundo pelas chuvas em excesso no Sul.
Por trás do aumento da produtividade, o Valor (2/1) detectou o movimento de retomada dos investimentos dos produtores rurais, animados pelos preços melhores das commodities e pela perspectiva de câmbio favorável às exportações, além da maior disponibilidade de recursos para investimentos. Foram liberados R$ 13,9 bilhões entre 1º de julho até o fim de novembro, 5,3% mais que no ciclo anterior, segundo o Banco Central, representado principalmente pelo Moderfrota, linha destinada à aquisição de máquinas agrícolas.
A venda de tratores e colheitadeiras aumentou quase 20% entre julho e novembro em relação ao mesmo período de 2015, segundo a Anfavea. A associação prevê que a recuperação terá prosseguimento, principalmente no segmento de colheitadeiras. Apenas no último trimestre de 2016 em comparação com igual período de 2015, as vendas de máquinas agrícolas saltaram 50%, e as de colheitadeiras, 80%, segundo a LCA. Também cresceram as vendas de fertilizantes, que chegaram a 31,4 milhões de toneladas de janeiro a novembro, 11,4% mais que no mesmo período de 2015.
A concretização dessas previsões otimistas depende da confirmação das expectativas climáticas. A aceleração do corte de juros também deve beneficiar os negócios. Mas certamente será melhor se o ajuste fiscal avançar e houver progresso na superação dos gargalos de logística.

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A generalizada ineficiência brasileira

A generalizada ineficiência brasileira | Inovação Educacional | Scoop.it

O Brasil passou no pós-guerra por uma notável mudança setorial que teve efeitos expressivos sobre crescimento econômico. Esse processo se esgotou em meados dos anos oitenta. Não há evidência de que mudanças na composição setorial do país em direção a setores "modernos" teriam hoje impactos significativos no produto. O problema é que todos os setores da economia são muito pouco produtivos. A ineficiência é generalizada.
Entre 1950 e 1980 o Brasil experimentou um rápido aumento de seu produto por trabalhador, em torno de 4,5% ao ano. Embora a acumulação de capital tenha sido significativa no período, está bem estabelecido entre os pesquisadores que parte expressiva daquele crescimento adveio da elevação geral da eficiência produtiva da economia - Produtividade Total dos Fatores (PTF), no jargão dos economistas. Dependendo da metodologia utilizada, a maior PTF explicaria entre 45% a 70% do crescimento naqueles 31 anos.
Uma parte expressiva desse crescimento está ligada à transformação estrutural por que passou a economia brasileira, com redução da importância da agricultura, um setor então pouco produtivo, acompanhada de aumento da participação de setores urbanos mais produtivos, como indústria e serviços. Em pesquisa recente, Ferreira e Silva (BEMJ, 2015) estimam que a transformação estrutural tenha respondido por 45% do crescimento econômico no período. Mas trata-se de um ganho já alcançado, que não poderá ser repetido.
Em contraste, de 1980 até 2009, o produto por trabalhador brasileiro caiu em torno de 0,5% ao ano, enquanto a PTF diminuiu cerca de 2% ao ano. Isto significa que boa parte do esforço de acumulação de fatores - via melhoria da educação e acúmulo de capital físico - se perdeu devido à piora na eficiência geral da economia. No final do período, a baixa PTF explicava mais da metade da diferença de produtividade entre trabalhadores brasileiros e a dos países líderes. Dito de outra forma: o Brasil é pobre não tanto por insuficiência de capital físico, mas porque organiza muito mal sua produção.
Uma visão alternativa sustenta que, após um primeiro impulso positivo, mudanças setoriais teriam afetado negativamente o crescimento. Isto porque os trabalhadores majoritariamente já empregados em serviços e manufaturas teriam sido alocados em setores ou subsetores "errados", isto é, menos produtivos e tecnologicamente atrasados. Sob essa conjectura, a composição setorial brasileira estaria afetando negativamente a produtividade agregada do país.
O diagnóstico acima está na raiz de políticas industriais destinadas a promover setores "estratégicos" ou "dinâmicos", como as implantadas sob a Nova Matriz Econômica. Seus defensores sustentam que, mediante coordenação do Estado, boa parte da mão-de-obra ocupada em setores tradicionais e pouco produtivos poderia ser redirecionada a setores modernos e mais produtivos, aproximando a composição setorial brasileira daquela observada nos países ricos. Isto levaria a um notável aumento da produtividade e da renda brasileira.
Tal visão, entretanto, tem fraca aderência aos dados. Essa hipótese foi testada em artigo recente de Veloso, Matos, Ferreira e Coelho (O Brasil em Comparações Internacionais de Produtividade: Uma Análise Setorial, a ser publicado em livro editado pelo IBRE-FGV). Utilizando dados de 35 setores e 39 países, em sua maioria ricos ou de renda média, o artigo tenta identificar o que melhor explica a baixa produtividade brasileira. Esta decorreria do efeito composição - a mão de obra estaria concentrada em setores pouco produtivos -, ou do efeito nível - a produtividade seria baixa em todos os setores.
O Brasil é pobre não tanto por insuficiência de capital físico, mas porque organiza muito mal sua produção
Em dois exercícios contrafactuais avalia-se a importância de cada efeito. O efeito composição foi medido trocando-se o peso de cada setor no produto brasileiro pelas participações correspondentes nos EUA, mantendo-se constante a produtividade de cada setor no Brasil. O efeito nível foi calculado substituindo-se a produtividade de cada setor no Brasil pela produtividade nos EUA, mantendo-se inalteradas as participações setoriais observadas no Brasil. A tabela abaixo resume os resultados calculados:
Em 2009 a produtividade do trabalho brasileira, calculada partir da base de dados Socio Economic Accounts, era somente 16% da norte-americana. Quando se avalia o efeito composição, a produtividade brasileira salta para 27% da americana, um aumento significativo, mas que ainda deixa por explicar 73% da diferença de produtividade entre os dois países. A avaliação do efeito nível mostra um salto da produtividade agregada para 87% da americana, restando apenas 13% não explicado. Resultado semelhante se observa restringindo-se a análise ao setor de serviços ou à indústria de transformação.
Em outras palavras, os exercícios sugerem que o atraso brasileiro não se deva ao fato de o país ter se especializado em setores pouco produtivos, mas à dura realidade de que, em todos setores e subsetores, a produtividade do trabalhador brasileiro é muito inferior à observada nos Estados Unidos e demais países desenvolvidos.
Conclui-se que políticas que privilegiam setores específicos terão efeito mínimo sobre a produtividade e renda agregada, servindo apenas para transferir recursos públicos escassos a empresários bem relacionados em Brasília. Diante da generalizada baixa eficiência, somente políticas que atinjam todos os setores de forma horizontal - por exemplo, melhoria da educação, menores barreiras ao comércio de bens e serviços, reforma e simplificação tributária, reformas institucionais que aprimorem o ambiente de negócios, entre outras - poderão promover o crescimento sustentável.

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Em consulta on-line, MEC cogita fazer Enem em 1 dia e pelo computador

Em consulta on-line, MEC cogita fazer Enem em 1 dia e pelo computador | Inovação Educacional | Scoop.it

Em consulta popular aberta na internet nesta quarta-feira, o Ministério da Educação (MEC) cogita a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em apenas um dia, e não mais dois. Também há uma pergunta sobre a possível realização da prova no computador.
A consulta faz parte da estratégia do MEC para mudar o exame. Um dos objetivos do governo é reduzir os custos com a prova. Os participantes do Enem 2016 já podem consultar suas notas a partir desta quarta-feira.
O Enem foi criado em 1998 como uma avaliação do ensino médio e algumas instituições de ensino superior usavam o resultado como parte da nota de seus vestibulares. A partir de 2009, na gestão do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, o exame ganhou o formato atual e começou a ser adotado por universidades federais para selecionar seus alunos.
Com provas separadas por área (linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza, além da redação), o exame também passou a ser elaborado e corrigido pela Teoria de Resposta ao Item (TRI). Esse modelo matemático permite comparação entre provas diferentes por categorizar as perguntas em níveis de dificuldades. Por isso, a quantidade de acertos não define a nota - o valor de cada questão varia conforme sua dificuldade.
Com essas mudanças, o Enem virou uma espécie de vestibular nacional. As instituições que adotam o exame como vestibular disponibilizam as vagas em um sistema on-line, chamado Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A prova também passou a ser critério para certificação do ensino médio, uso de que deve ser descontinuado.
Após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a nova equipe do MEC passou a cogitar mudanças no exame. Mas a aplicação do Enem em apenas um dia e a possibilidade de fazer a prova pela internet já era cogitada pela equipe do MEC no governo do PT. A ideia inicial para o Enem, desde 2009, era ter mais de uma edição por ano - o que nunca saiu do papel
Não há perguntas na consulta sobre o fim da redação, medida já defendida por alguns especialistas. Além de perguntas sobre a aplicação do Enem em apenas um dia, o MEC pergunta se, caso a prova seja mantida em dois dias, quais datas seriam mais adequadas (domingo e segunda-feira, em dois domingos seguidos ou no formato atual, em um único fim de semana).
Ainda há um campo para que os participantes da consulta deixem um texto de sugestão para aprimoramento do exame.

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Oito homens têm a mesma riqueza que os 3,6 bilhões mais pobres do mundo

Oito homens têm a mesma riqueza que os 3,6 bilhões mais pobres do mundo | Inovação Educacional | Scoop.it
Relatório da Oxfam destaca a crescente concentração de renda no mundo, no qual 1% das pessoas tem o mesmo volume de recursos que os 99% mais pobres
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Cursos a distância ajudam a conseguir emprego - Rede TV, vídeo 2'17"

Cursos a distância ajudam a conseguir emprego - Rede TV, vídeo 2'17" | Inovação Educacional | Scoop.it

Cerca de dez milhões de brasileiros já recorreram a cursos pela internet para melhorar a qualificação e conseguir um novo emprego

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