Inovação Educacional
213.3K views | +10 today
Follow
Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Projeto Instrucional

Projeto Instrucional | Inovação Educacional | Scoop.it
Quatro personagens são de grande importância no ensino a distância:
1- O professor conteudista que é responsável pelo conteúdo do curso que será oferecido no ambiente virtual.
2- O Designer Instrucional no ensino a distância. É ele quem vai transformar o material, o conteúdo do curso, fornecido pelo professor conteudista, em material instrucional para o ensino a distância. Se for o próprio professor quem vai realizar este trabalho, neste momento ele é o Designer Instrucional.
3- O tutor que pode ser o próprio professor conteudista ou uma outra pessoa com conhecimento na matéria do curso. A responsabilidade do tutor dentro do ensino a distância é muito grande, pois é ele que vai ter o contato direto com o aluno. Ele vai acompanhar os acessos do aluno ao curso, dia, hora, tempo que ficou em cada módulo. Sua interação com os colegas. É o tutor quem vai incentivar o aluno, para mantê-lo motivado a continuar o curso.
4- O aluno que é a meta final de todo o trabalho do professor, designer instrucional e tutor. No ensino a  distância o aluno precisa ser disciplinado, pois terá que deixar de lado outras atividades ou lazer para fazer o curso. Na EaD o aluno não consegue ficar escondido "no fundo da sala de aula".
 Muitos consideram que disponibilizar o conteúdo de suas aulas em um site ou via email, para download dos alunos, é o suficiente. Esta ação lembra o ensino por correspondência, entregue via correios. Este ainda existe e é o único meio de formação profissional de muitos brasileiros.
A propósito é bom lembrar que as fases do ensino a distância sempre surgiram depois de uma nova tecnologia. Ele não criou a tecnologia, mas utiliza as tecnologias que vão de cada época. As estradas de ferro nos Estados Unidos, o rádio, a televisão, o cinema e a internet. O ensino a distância sempre aproveitou estas tecnologias, em suas respectivas épocas.
Estamos na era da internet, da globalização, da informação em tempo real, da união das tecnologias de informação e comunicação, do hipertexto, da hipermídia... O ensino a distância sai do papel, da apostila impressa, do livro e vai para o mundo digital, virtual.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Avião movido a energia solar completa volta ao mundo

Avião movido a energia solar completa volta ao mundo | Inovação Educacional | Scoop.it
Como o Solar Impulse 2 não utiliza combustível, suas asas possuem um total de 17.248 células solares para alimentar quatro baterias de lítio que controlam todos os seus sistemas. Ele tem uma envergadura (distância entre a ponta de cada asa) de 72 metros, maior que a de um Boeing 747 (68,5 metros). Por outro lado, pesando 2,2 toneladas (contra 153 toneladas do Boeing 747), ele é um avião "superleve".

De acordo com o Guardian, as baterias da aeronave permitem que ela voe ininterruptamente. O único impedimento para isso, contudo, é o piloto. O piloto deve usar um traje especial que se acopla ao assento da aeronave, permitindo que ele ingira alimentos e água por canudo e realize suas necessidades fisiológicas sem se levantar.

A cabine não tem nenhum sistema de ar condicionado ou aquecimento, para economizar energia, mas é isolada termicamente para proteger o piloto das temperaturas externas, que variam entre -40ºC a 38ºC. Para manter a aeronave no ar, os pilotos podiam tirar apenas cochilos curtos durante viagens de múltiplos dias. Durante a maior perna da viagem, entre o Japão e o Havaí, o piloto André Borschberg voou por mais de 5 dias e quebrou o recorde de maior jornada ininterrupta da história da aviação.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Curso a distância: quando vale a pena apostar nesse formato?

Curso a distância: quando vale a pena apostar nesse formato? | Inovação Educacional | Scoop.it

O Jornal O Estado de S. Paulo publicou uma matéria sobre as vantagens e desvantagens do ensino a distância (EAD). A flexibilidade do horário de estudo e não ter a necessidade se locomover até outro local é algo positivo mas, por outro lado, existe a dificuldade  de organizar uma rotina de estudo, não ter feedbacks rápidos e lidar com o preconceito no mercado de trabalho.
Mesmo com o auxílio dos tutores e professores, é necessária muita dedicação do aluno que pretende estudar a distância. Muitos profissionais optam por esse tipo de ensino devido a falta de tempo ou horários de trabalhos variados e, aos poucos, o EAD recebe cada vez mais interessados, conquista espaço e reconhecimento no mercado.
A quantidade de profissionais capacitados conquistando o mercado faz com que o preconceito pela modalidade perca a força. Assim como os cursos presenciais, o EAD também deve ser escolhido com atenção e em boas instituições.
Saiba mais sobre as vantagens e desafios do EAD. Leia a reportagem completa neste link.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Instituição aponta cinco cidades do Brasil com maior potencial para inovação

Instituição aponta cinco cidades do Brasil com maior potencial para inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

m estudo feito pela organização Endeavor, referência no apoio a empreendedores, apontou Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS) como as cidades brasileiras com maior vocação para receber investimentos em inovação. O levantamento adotou parte do modelo criado pelo Global Innovation Index (GII), onde a medição da inovação pode ocorrer com a análise de dois conceitos: os inputs (insumos para a inovação acontecer) e os outputs (resultados da inovação).
Os insumos são todos os inputs capazes de proporcionar um ambiente fértil à inovação em uma região, ou seja, tudo o que demonstra quanto uma cidade está preparada para produzir inovação, como a infraestrutura tecnológica, os recursos de financiamento para o setor, os recursos humanos qualificados e capacitados a inovar. Já os outputs são indícios de que existe um mercado de inovação sendo criado por esses insumos: indústrias inovadoras, patentes, produtos de pesquisa e inovação (P&I), novas empresas de tecnologia e a economia criativa.
Em todas as cidades listadas a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) está presente. Nesses municípios, a entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) já fechou 41 projetos de inovação em parceria com empresas privadas, em valores que somam R$ 116,8 milhões. Até abril deste ano, a Embrapii contabiliza 109 projetos em desenvolvimento, no valor total de R$ 178,6 milhões.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

G1 entra em escolas ocupadas em Porto Alegre e relata rotina de alunos

G1 entra em escolas ocupadas em Porto Alegre e relata rotina de alunos | Inovação Educacional | Scoop.it
A ocupação de escolas por estudantes se aproxima da quarta semana no Rio Grande do Sul. Para a organização do movimento, são mais de 160 instituições ocupadas, enquanto a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) estima 120. O G1 foi a três instituições de ensino onde existe mobilização permanente em Porto Alegre nesta última semana para mostrar o dia a dia dos alunos que pedem melhorias na educação estadual (confira as visitas às escolas no vídeo acima).
A reportagem esteve na Escola Emílio Massot - primeira a ser ocupada - no Colégio Protásio Alves, ambas no bairro Azenha; e na Escola Padre Reus, no bairro Tristeza. A reportagem tentou ainda conversar com os alunos do Colégio Estadual Júlio de Castilhos e da Escola Dom Henrique, mas eles não aceitaram participar.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Ensino superior sofre com crise, Fies e inadimplência

Ensino superior sofre com crise, Fies e inadimplência | Inovação Educacional | Scoop.it

No Paraná, após um crescimento de 23,9% no número de matrículas de cursos presenciais entre 2009 e 2014 – um pouco abaixo da média registrada no Brasil nesse período, que foi de 25,8% –, as instituições de ensino superior privadas no estado registraram uma queda em 2015, que persiste em 2016, segundo o Sinepe-PR, sindicato das empresas, que não divulgou dados mais concretos.
As causas para esse cenário são principalmente duas: as consequências da crise econômica e a redução do financiamento público das mensalidades realizada por meio do Fies. Os números são expressivos: em 2014 eram 732 mil vagas pelo programa; em 2015 apenas 278 mil foram beneficiados. Em 2016, a previsão do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) é que os estudantes com Fies não passem de 222 mil.
A crise também é responsável por outro efeito negativo sobre o faturamento das instituições, a inadimplência, que cresceu em 2015 e, no caso das mensalidades, ficou acima da taxa média de pessoas físicas medida pelo Banco Central. Enquanto 6,2% das famílias tiveram que atrasar o pagamento das contas por mais de 90 dias no ano passado, dentro do ambiente universitário esse número chegou a 8,8%. Ou seja: é mais comum deixar para depois a mensalidade do curso do que outras obrigações financeiras.
Houve um aumento de 12,9% na inadimplência em faculdades, universidades e centros universitários de 2014 para 2015. Neste ano, a previsão é de estabilidade: conforme o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), responsável pela pesquisa, essa taxa deve ficar em 9% em 2016.
O aperto nas contas significa que a construção de novos campi, a oferta de mais cursos e a revitalização de laboratórios, entre outros planos, acabaram ficando para depois – quando não são cancelados. Neste contexto, prédios deixam de ser erguidos, salas não passam por reformas, e profissionais ficam sem promoção. “No Paraná, muitas instituições de ensino tiveram uma contenção de gastos; continuaram a investir apenas as que tinham caixa”, disse Jacir Venturi, presidente do Sinepe-PR.
A crise atinge o bolso de todos. Para professores, que veem menos turmas sendo formadas, a quantidade de horas/aula diminui, o que tem influência direta nos salários. Para os estudantes, cada vez mais preocupados com as contas, o aproveitamento também pode cair e resultar em um período maior até a graduação.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Fuga das universidades

Fuga das universidades | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma pesquisa do Instituto Data Popular mostra que a maioria dos alunos que terminou o ensino médio recentemente não pretende fazer curso superior. Apenas 37% pretendem ingressar na faculdade ainda neste ano. A pesquisa ouviu 800 estudantes da classe C, com renda per capita entre R$ 340 e R$ 1,2 mil. Outros 10% gostariam de fazer um curso superior, mas adiaram o sonho em razão, principalmente, das restrições aos financiamentos estudantis – Fies e Prouni. Se a diminuição na procura tivesse como motivo a entrada desses jovens no ensino técnico, que tem um foco mais profissionalizante, a nação poderia até beneficiar-se, mas não foi o caso.  
O país está, portanto, distanciando-se de solucionar os graves problemas da educação, pela falta de definição de prioridades. A queda de 22,4% no número de matrículas no ensino superior no último ano é um indício da necessidade dos jovens de entrar mais cedo no mercado de trabalho, deixando os estudos em segundo plano.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Uninter: kits de elétrica para EAD

A partir de agosto, os estudantes da instituição começarão a realizar experimentos em casa com itens como multímetro (aparelho para realizar medições elétricas) e osciloscópio (instrumento utilizado para analisar sinais eletrônicos).
Segundo Neil de Carvalho, diretor da Escola Superior Politécnica da Uninter, nos cursos de engenharia elétrica e engenharia da computação, existe a necessidade colocar o aluno para manipular componentes eletrônicos, por isso existem dúvidas sobre como realizar essas aulas à distância.
O diretor da Uninter ressalta que em disciplinas como circuitos elétricos e análise de circuitos é necessário fazer simulações que, até então eram apenas virtuais. 
“O aluno já tem acesso a um laboratório virtual com um roteiro de experimentos para física mecânica, física termodinâmica, física ótica, além de um laboratório de eletricidade e de química”, explica.
Carvalho comenta que, agora, com os kits oferecidos sem custo adicional aos alunos, a os estuantes vão poder montar um laboratório com todos os componentes, equipamentos e ferramentas para aprendizagem prática do conteúdo. 
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

The Learning House 5 Myths about Online Higher Education Examines

Learn why students choose the online modality, how student demographics are changing, most popular fields of study and more.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

“Nosso modelo curricular é ultrapassado, enciclopédico e nada flexível”

“Nosso modelo curricular é ultrapassado, enciclopédico e nada flexível” | Inovação Educacional | Scoop.it

Os desafios do ensino médio são muitos, estruturais e começam nas etapas iniciais de ensino. A avaliação é do superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, em entrevista ao Centro de Referências em Educação Integral, na qual avalia os problemas do ensino médio e a importância da gestão escolar para superá-los.
“Fortalecer a gestão das escolas públicas, de forma articulada com a melhoria da gestão da rede de ensino, tende a gerar impacto significativo na qualidade, aumentando a aprendizagem e reduzindo as desigualdades entre os estudantes”, afirmou.
Ele defendeu mudanças estruturais no currículo do ensino médio por acreditar que existem muitas disciplinas obrigatórias que tornam nosso modelo “ultrapassado, enciclopédico, com excesso de disciplinas obrigatórias, nada flexível e desconectado do mundo do trabalho e das demandas da sociedade contemporânea”. Leia a entrevista na íntegra.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Os escandinavos e o sonho americano

Os escandinavos e o sonho americano | Inovação Educacional | Scoop.it

Nesta semana, Hillary Clinton discursará perante a Convenção Nacional Democrata na Filadélfia para aceitar a indicação presidencial por seu partido e apresentar sua plataforma. Quando isso acontecer, ela definirá sua visão sobre, entre outras coisas, o contrato social nos EUA.
Será um momento crucial. A relação entre os americanos e seu governo é uma questão candente, agora, e dois dos colegas candidatos de Hillary - Donald Trump, indicado para a disputa pelo partido republicano, e Bernie Sanders - a têm, cada um à sua maneira, contestado.
Quando Sanders defendeu o Estado de bem-estar social dinamarquês durante um debate nas primárias democratas, em outubro de 2015, Clinton ironizou, "nós não somos a Dinamarca". É verdade que os EUA não são a Dinamarca. Mas Sanders não estava errado em indagar o que torna as economias de bem-estar escandinavas tão bem-sucedidas, e o que os americanos podem aprender com elas.
O que torna as economias de bem-estar escandinavas tão bem-sucedidas é que elas proporcionam a seus povos empregos que pagam um salário suficientemente decente para sustentar uma vida saudável e feliz, satisfatória.
A resposta, essencialmente, é que os países escandinavos proporcionam a seus povos empregos que pagam um salário suficientemente decente para sustentar uma vida saudável e feliz, satisfatória. Não é preciso ser economista para compreender que a riqueza de um país depende, em grande medida, da proporção da população engajada em trabalho produtivo em empregos de alto valor.
De acordo com as classificações de países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) por nível de emprego, os sete países mais bem posicionados no mundo têm economias de bem-estar social. Quatro deles são países nórdicos: Islândia, Suécia, Noruega e Dinamarca (os outros três são a Suíça, Nova Zelândia e Alemanha). Além disso, em apenas cinco membros da OCDE mais do que 70% das mulheres participam do mercado de trabalho: os quatro países nórdicos e a Suíça.
Especificamente, as economias de bem-estar foram bem sucedidas na expansão do campo de abrangência do trabalho e do mercado de trabalho, tornando empregos disponíveis a segmentos da população que, alternativamente, não teriam acesso a empregos bem remunerados. Algumas iniciativas dão aos trabalhadores mais oportunidades; outras garantem que os trabalhadores sejam liberados para engajarem-se nessas oportunidades.
Por exemplo, países praticantes de economias de bem-estar social oferecem educação gratuita a todos e treinamento de capacitação para qualquer idade, para que os trabalhadores possam ascender na cadeia de valor do mercado de trabalho; seguridade social para os desempregados, de modo que uma perda de trabalho temporário não se transforme num evento pessoalmente catastrófico; e sistemas extremamente aperfeiçoados de atenção focados nas crianças, idosos e membros vulneráveis da sociedade, de modo que os trabalhadores não tenham de optar por trabalhar ou cuidar de seus entes queridos.
A capacidade dessas economias de disponibilizar trabalho não é prejudicada por suas fortes redes de segurança social. Ao contrário, precisamente porque o desemprego temporário não é um desastre para aqueles assim afetados, o mercado de trabalho é mais flexível e previsível. Isso torna mais fácil, para os empregadores, contratar e demitir, e resulta mais fácil, para os empregados, buscar o melhor trabalho pela melhor remuneração.
Esse mercado de trabalho baseado em "flexisegurança" é uma defesa fundamental contra os efeitos da globalização e das fronteiras abertas. Pode muito bem ser verdade que o pleno intercâmbio de bens e serviços beneficie uma economia como um todo; mas a experiência de décadas recentes mostra que, na maioria dos países, os benefícios não são distribuídos uniformemente. Esse sentimento de injustiça vem alimentando crescente descontentamento e frustração entre aqueles que viram seus salários reais caírem, seus empregos desaparecerem e os seus benefícios sociais encolherem devido a fraudes ou a um contingente maior de beneficiários que inclui os imigrantes.
E agora, essa ira ante os efeitos da globalização está fervendo e abalando os alicerces das sociedades ocidentais. Visto por este prisma, o Brexit, o crescimento de partidos populistas em toda a Europa e a onda de apoio a Trump e Sanders nos EUA não deveriam constituir surpresa. Afinal de contas, uma virtude da democracia é que aqueles que sofrem com a crescente desigualdade e o sumiço de oportunidades possam expressar suas queixas em eleições.
As sociedades de bem-estar escandinavas não são imunes a populismo, nacionalismo ou nativismo, e cada país tem seus extremismos políticos. Mas com nível mais elevado de emprego e menor desigualdade, os desafios para o próprio contrato social [na Escandinávia] são muito mais raros do que em outros países - especialmente os EUA.
Claro, os sistemas de assistência social amplos exigem impostos mais altos para financiar um setor público maior, cujo âmbito e alcance é debatido incessantemente. Mas os eleitores nesses países geralmente apoiam a ideia central - e o fazem por uma boa razão. Esses sistemas nivelam o campo de jogo e permitem que as pessoas persigam seus sonhos. É por isso, fundamentalmente, que tantos escandinavos têm empregos e por que tantos querem manter o sistema atual.
O sistema de bem-estar social faz com que o sonho americano torne-se realidade. Hillary Clinton deveria reexaminar a questão; ela poderia, afinal de contas, aprender algo com a Dinamarca.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Anprotec lança ebooks sobre empreendedorismo

Anprotec lança ebooks sobre empreendedorismo | Inovação Educacional | Scoop.it

Com o apoio do Sebrae, a Anprotec lança nesta segunda-feira (25/07) dois ebooks dedicados a apresentar tendências relacionadas ao empreendedorismo e à inovação no Brasil e no mundo. As publicações oferecem informações relevantes para gestores de ambientes de inovação, empreendedores e gestores públicos.
Um dos ebooks, intitulado “Dos parques científicos e tecnológicos aos ecossistemas de inovação”, é de autoria do presidente da Associação, Jorge Audy, em parceria com o vice-presidente da International Association of Science
Parks and Areas of Innovation (IASP), Josep Piqué. Com ampla experiência na área, os autores refletem sobre a evolução dos ambientes de inovação
no contexto da sociedade do conhecimento.
O outro ebook é de autoria do vice-presidente da Anprotec, José Alberto de Sampaio Aranha, e tem temática complementar. Intitulada “Mecanismos de Geração de Empreendimentos Inovadores”, a publicação trata das mudanças na organização e na dinâmica dos ambientes de inovação e do surgimento de novos atores nesse segmento.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Investing in Young Children : An Early Childhood Development Guide for Policy Dialogue and Project Preparation

Investing in Young Children : An Early Childhood Development Guide for Policy Dialogue and Project Preparation | Inovação Educacional | Scoop.it
Investing in young children is the
responsible thing to do. All children deserve a chance to
grow into healthy, educated, and competent people, no matter
where and when they were born. While parents bear most of
the responsibility for raising their children, especially in
the early years of life, governments also have an important
role during this critical time of human capital
accumulation. For example, governments can ensure that all
expectant mothers and young children have access to quality
health services and nutrition. They can support parents and
other caregivers in providing a positive and stimulating
environment for children from birth on by promoting
parenting information programs, investing in direct services
such as home-based visits, funding daycare centers and
preschools, or providing financial incentives to access good
quality programs for infants and children. This Early
Childhood Development (ECD) guide presents lessons and
experiences that have been useful in informing the policy
debate about ECD interventions and the design of such
programs across the world. Whether the user of this guide is
at the initial stage of deciding whether to expand an ECD
portfolio or already in the program design stage, the
content offers a range of evidence- based options to inform
policy and investment choices.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Youtubers tomam lugar dos escritores como principais destaques da Bienal

Youtubers tomam lugar dos escritores como principais destaques da Bienal | Inovação Educacional | Scoop.it
A organização da 24ª Bienal Internacional de São Paulo, que acontece entre os dias 26 de agosto e 4 de setembro no pavilhão de exposições do Anhembi, realizou hoje pela manhã um encontro no qual anunciou como será a edição deste ano do evento. Na ocasião, Luis Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, ressaltou que a crise financeira que o país vive é inegável e que, neste momento, é imprescindível apostar nos jovens, o grande público consumidor de livros no país. Juntando essas duas frentes, o que teremos será uma Bienal na qual as principais atrações não serão os escritores, mas sim estrelas da internet.

Nomes como Lucas Rangel, Kéfera Buchmann (foto acima), Jout Jout e PC Siqueira, os youtubers, atraem milhões de jovens para seus canais de vídeos na rede. Pela força mercadológica que se transformaram, acabaram sendo chamados por editoras para que publicassem livros, quase sempre somente adaptando o conteúdo apresentado na web para linguagem escrita. São eles que hoje encabeçam as listas dos mais vendidos no país.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Fab labs crescem no Brasil – e prometem ser valiosa ferramenta de inovação

Fab labs crescem no Brasil – e prometem ser valiosa ferramenta de inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

São Paulo inaugurou oficialmente, em dezembro passado, o primeiro Fab Lab Livre, uma iniciativa da prefeitura para oferecer aos estudantes da rede pública acesso a máquinas de produção digital, como impressoras 3D, para desenvolver protótipos de novos produtos. A promessa é que sejam, ao todo, 12 unidades espalhadas pela capital, atendendo 1.500 estudantes por mês.
Um fab lab (de fabrication laboratory) é um espaço compartilhado, composto, basicamente, por ferramentas eletrônicas e softwares, impressoras 3D, cortadoras laser e fresadoras. Trata-se de uma rede que se estende por mais de 70 países e já contabiliza cerca de 560 laboratórios pelo mundo. No Brasil, eram apenas 12 antes da iniciativa, localizados em São Paulo, Recife, Brasília, Rio de Janeiro, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.
O crescimento segue uma tendência global da chamada cultura maker e influência dos movimentos open source (código aberto) e open design (design aberto) –, que permitem o licenciamento livre e participação coletiva na construção de um programa ou design. A ideia é compartilhar ferramentas e processos, sempre focando em pesquisa e inovação. O conceito começou a tomar corpo há 15 anos, quando o diretor do Center of Bits and Atoms do MIT, Neil Gershenfeld, criou o curso How to make (almost) everything (como fazer quase tudo, em inglês), que foi um sucesso e atraiu jovens que queriam fazer suas próprias coisas, fossem games, animação, ou mesmo móveis e bicicletas.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Sob medida – Cursos Tecnólogos

Sob medida – Cursos Tecnólogos | Inovação Educacional | Scoop.it
A tão falada crise político-econômica brasileira, além de todos os efeitos sociais perversos, tem também alimentado um movimento que pode dificultar a retomada das atividades produtivas no país. Afinal, o aumento do desemprego, combinado com a expressiva diminuição do crédito estudantil, tem levado muitos dos 39 milhões de potenciais candidatos ao ensino superior, segundo números da recente pesquisa Semesp/Data Popular, a adiar o projeto de obtenção de um diploma.
Com a retração de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 – e a previsão de uma nova queda igual ou pior para 2016 – o governo federal reduziu o orçamento para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), políticas que davam fôlego à expansão do ensino superior privado no país.
Nesse cenário, o aumento da oferta de cursos superiores de tecnologia pode ser estrategicamente importante para as faculdades e universidades particulares e também para aqueles que buscam melhorar suas qualificações profissionais para retornar ao mercado de trabalho.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Fapesp e IBM lançam chamada de propostas

Serão apoiados projetos de pesquisa que gerem conhecimento em computação cognitiva; propostas serão recebidas até 16 de setembro

A Fapesp e a IBM anunciam a primeira chamada de propostas no âmbito do acordo de cooperação entre as instituições.

Serão apoiados projetos de pesquisadores de instituições de ensino superior ou de institutos de pesquisa do Estado de São Paulo que levem ao desenvolvimento de inovação na área de computação cognitiva.

O foco principal da chamada está em sistemas computacionais capazes de processar e integrar diferentes tipos de dados, aprender em grande escala, tirar conclusões lógicas com propósito e interagir com seres humanos de forma natural.

Os temas de interesse definidos por IBM e Fapesp para a chamada são:

  • Teoria da inteligência artificial e suas aplicações para computação cognitiva
  • Processamento de linguagem natural, compreensão e geração, incluindo texto e fala
  • Representação do conhecimento, grafos de conhecimento e ontologias
  • Planejamento e raciocínio de bom senso
  • Raciocínio probabilístico, aprendizado de máquina e redes neurais
  • Processamento de imagens e visão computacional
  • Robótica incorporando cognição
  • Designde interação e avaliação de sistemas de computação cognitiva
  • Computação afetiva e tecnologias persuasivas
  • Análise visual e compreensão visual
  • Aceleradores dehardware e software para computação cognitiva
  • Big data analytics, incluindo aceleração dehardware e software
  • Plataformas desoftware e middleware para computação cognitiva
  • Tópicos relacionados em inteligência artificial e análise de dados avançados
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Crise reduz em até 30% matrículas em universidades

Crise reduz em até 30% matrículas em universidades | Inovação Educacional | Scoop.it

Embora a educação seja vista quase que por unanimidade como a principal ferramenta para a formação do cidadão, a recessão econômica do País teve peso significativo num processo que vai contra essa ideia. É o que mostram os números das matrículas realizadas nos últimos anos em instituições privadas do Paraná, conforme levantamento do Sinepe/PR (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná).
Até 2013, dado mais recente do sindicato, 238.596 estudantes estavam matriculados em instituições de ensino privadas na modalidade presencial, e representavam 54,6% do total das matrículas do Estado. O restante dividia-se entre as instituições estaduais (15,4%), federais (11,9%) e municipais (0,6%). Para o período, dos 436 mil alunos que estariam aptos a entrar em uma universidade, cerca de 82% seguiram para o ensino superior. Em um período de 10 anos, o acréscimo chega a quase 40%. Já na modalidade de ensino à distância, no mesmo período 68.228 estudantes estavam matriculados em todo o Paraná.
Conforme o presidente do Sinepe/PR, Jacir Venturi, o que se vê hoje, no entanto, é uma inflexão destes números. Ele explica que tanto na educação básica quanto na superior houve crescimento significativo até 2014. “Porém, a partir de 2015 a curva mudou, perderam-se alunos por conta de algumas restrições impostas pela União ao acesso principalmente às universidades”, relata. De acordo com o Sinepe/PR, até 2013 a região Oeste possuía 25.211 alunos matriculados em universidades privadas.  
Restrições
Uma delas e talvez a que trouxe os maiores prejuízos aos futuros acadêmicos foram os cortes ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), programa instituído pelo governo federal em 2001, por meio da Lei 10.260, e que em 2010 apresentou novo formato, com taxa de juros menores, ofertando ainda mais vagas a quem pretendia cursar uma graduação. A inflexão destacada por Venturi é sentida quando se deixa de oferecer aproximadamente 730 mil contratos novos - como ocorreu em 2014 - para menos da metade no início de 2015. “Isso impactou nas matrículas do ensino superior, caindo a demanda em todo o Brasil”, diz.
A estimativa que ainda não foi confirmada pelo Inep, mas que demonstra, segundo o Sinepe, o real cenário das instituições privadas nacionais é uma queda entre 20 e 30% nas matrículas. Esses números, de acordo com Venturi, representam também as perspectivas paranaenses. “É um índice muito alto, que foi impulsionado também pela percepção de que a economia não anda bem. Se deslumbrava desde o ano passado uma crise, e a partir do momento em que a população teve consciência de que a política econômica dava sinais de refreamento, houve uma redução desta procura”, comenta Venturi.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

LeBron James doa US$ 41 milhões de dólares para enviar 1100 jovens para a universidade

LeBron James doa US$ 41 milhões de dólares para enviar 1100 jovens para a universidade | Inovação Educacional | Scoop.it

Agora atleta profissional de elite, James quer ajudar os outros. E, ele provou o quão leal é para a comunidade que o criou, doando uma quantia importante de dinheiro para ajudar as crianças de Akron ir para a faculdade.
A ESPN.com relata que o astro de Cleveland, que muitas vezes se refere a si mesmo como "só uma criança de Akron", fez uma parceria com a Universidade de Akron para garantir bolsas de estudo de quatro anos para a faculdade, para estudantes que se qualificarem e estiverem em seu programa de caridade "I Promise".
A bolsa ofertada cobre a taxa de matrícula e a taxa de serviço geral da universidade, cerca de US$ 9.500 dólares por ano. No total, a bolsa de estudos deve cobrir os custos de 1.100 crianças, o valor total estimado que fundação ajudará será de US$ 41,8 milhões de dólares.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Realidade virtual toma a sala de aula em colégios de São Paulo

Realidade virtual toma a sala de aula em colégios de São Paulo | Inovação Educacional | Scoop.it
Para alguns pais é difícil entender como um jogo com gráfico pixelado, que lembra games dos anos 80, faz com que crianças fiquem horas em frente ao computador como se estivessem em outro mundo. Elas estão, na verdade, construindo a própria realidade virtual, com paisagens, navios e castelos. Cientes da atração que o jogo exerce e do estímulo à criatividade que ele pode proporcionar, escolas de São Paulo estão utilizando o Minecraft em aulas de Matemática, Ciências, Artes e Filosofia.
No Colégio Ítalo Brasileiro, em Moema, o jogo está nas aulas de Artes. Os alunos dos 3.º, 4.º e 5.º anos do fundamental estudaram o impressionismo e a cultura afro-brasileira e reproduziram algumas das obras no Minecraft. “Eles fixaram muito mais o conteúdo porque pesquisaram sobre os artistas e fizeram uma análise minuciosa do detalhe das obras para reproduzi-las o mais fielmente possível”, contou Sabrina Quarentani, professora de Artes.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

New Research From Learning House and Aslanian Market Research Debunks Online College Student Myths

New Research From Learning House and Aslanian Market Research Debunks Online College Student Myths | Inovação Educacional | Scoop.it
The Learning House, Inc. ("Learning House"), a leading technology provider of solutions that enable universities to thrive in today's competitive higher education landscape, and Aslanian Market Research, the leading organization dedicated to online and adult market research, today unveiled findings from the fifth annual Online College Students 2016: Comprehensive Data on Demands and Preferences report. In addition to evaluating the demographics of the students pursuing fully online college degrees, the report explores what students are looking for in their programs and why they choose to enroll in them.
The report found that online college education has expanded access to students who previously might not have attended; this was primarily due to issues around time and finances. Of note, 50 percent of online college students reported that they "would not," "probably would not," or were "unsure" whether they would have pursued higher education had their program not been offered online. The researchers also found that potential students are choosing their schools faster, and limiting the number of institutions they consider, with many selecting the first program that engages with them. The expectation of rapid communication translates to all materials they submit, including those related to financial aid and transfer credit eligibility.
"This research demonstrates the important access that online higher education provides to students, while also highlighting the competitive and rapidly growing nature of the industry," said David Clinefelter, Chief Academic Officer of Learning House, and one of the study's authors. "Current estimates place the number of students working towards their degrees online at 3.5 million; we expect that number to grow to 5 million by 2020. Institutions of higher learning cannot afford to ignore this population, nor can they resist catering to their needs and inclinations when it comes to choosing the program that is right for them."
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

UnB sobe em rankings, mas sofre com estrutura e falta de verbas

UnB sobe em rankings, mas sofre com estrutura e falta de verbas | Inovação Educacional | Scoop.it
Um dos principais indicadores positivos obtidos pela UnB entre 2011 e 2015 foi o conceito máximo (5) no Índice Geral de Cursos do Ministério da Educação. A avaliação arredonda qualquer resultado decimal para cima – a nota "real" da UnB, em 2015, foi 4,015.
“Devemos satisfação ao MEC, que é quem financia a universidade, e passamos para a nota 5. Mas ainda está muito perto da nota 4, ainda tem espaço para crescer muito. A meta é ser a melhor universidade da América Latina, mas não é algo de curto prazo, e sim para dez anos", afirma Camargo.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Crise de identidade leva Yahoo de líder a derrotado do mundo digital

A venda do Yahoo Inc. para a Verizon Communications Inc. coloca um ponto de exclamação em um turbulento período de 20 anos que começou com o Yahoo no bem-sucedido papel de organizador da internet, mas que terminou com uma série de líderes fracassados e erros estratégicos.
A agonia prolongada do Yahoo serve como caso clássico de uma empresa com uma dúvida existencial que seus inúmeros diretores-presidentes não conseguiram responder: O que é o Yahoo?
Criado em um dormitório da Universidade de Stanford, em 1994, o Yahoo passou seus primeiros dez anos ganhando escala como um portal de internet. Aí, tanto o Google Inc. como o Facebook Inc. - que quase foram comprados pelo Yahoo - criaram bases lucrativas com ferramentas de busca e redes sociais. O Yahoo, com isso, acabou ficando para trás na economia on-line em rápida transformação que ajudou a criar. Sua receita e o número de visitantes caíram, enquanto a empresa penava para inovar seus vários serviços.
"Se você é tudo, você é meio que nada", diz Brad Garlinghouse, um ex-executivo do Yahoo que, em 2006, escreveu o "Peanut Butter Manifesto" (Manifesto da Pasta de Amendoim, em tradução livre), um memorando interno criticando a empresa pelo excesso de diversificação. "A triste realidade [...] é que ele nunca resolveu sua crise de identidade."
Garlinghouse diz que as estratégias voláteis do Yahoo frequentemente deixavam os funcionários confusos. Ele se recorda de, durante um retiro organizado pelo Yahoo em 2006, ter perguntado a gestores qual a primeira palavra em que pensavam quando ouviam o nome de uma empresa. No caso do Google, eBay e outros, as respostas foram claras: "busca" ou "leilão". No do Yahoo, não. Eles disseram "e-mail", "notícias", "busca" e outras coisas.
Uma série de seis diretor espresidentes em 20 anos intensificou a confusão, num vaivém entre tecnologia e mídia.
Os fundadores Jerry Yang e David Filo inicialmente construíram um índice de sites de internet chamado "Guia para o World Wide Web de Jerry e David", enquanto adiavam o seu trabalho numa tese.
O primeiro diretor-presidente, um antigo roqueiro de cabelos grisalhos, Timothy Koogle, diz que entrou na empresa em 1995 sem nenhuma receita e com seis empregados que, segundo um recrutador, "precisavam urgentemente de supervisão de adultos".
No fim de 1997, o Yahoo estava entre os sites mais visitados. Ele listava 735 mil sites e oferecia gratuitamente e-mail, notícias, salas de bate-papo, atraindo 25 milhões de usuários únicos mensalmente. O salto explosivo no uso da internet alimentou o crescimento para 100 milhões de usuários, 2 mil funcionários e um valor de mercado de cerca de US$ 125 bilhões em 2000. Ao contrário dos rivais iniciais, o Yahoo já era lucrativo, em parte porque foi um dos pioneiros no uso da publicidade on-line.
Aí veio o estouro da bolha da internet. A partir de seu auge, em 3 de janeiro de 2000, as ações do Yahoo despencaram 93% em 20 meses. Koogle pediu demissão em 2001 e a firma começou sua primeira reestruturação.
O líder seguinte, Terry Semel, ex-executivo do estúdio W arner Bros., tentou transformar o Yahoo numa empresa de mídia. Ele queria cobrar mais tarifas por serviços premium, incluindo uma linha direta de astrologia que cobrava US$ 14,95 por pergunta. O Yahoo também parou de investir em sua ferramenta de busca, uma vez que seu índice de sites, que era gerenciado por pessoas, não conseguiu acompanhar a expansão da internet.
Enquanto isso, outra dupla de estudantes de Stanford construiu um motor de busca baseado em algoritmos, que chamaram de Google. Ela seria a ruína do Yahoo.
O Yahoo contratou o Google em 2000 para alimentar suas buscas, colocando o logotipo do Google em sua caixa de buscas. Semel discutiu a compra do Google com os fundadores Larry Page e Sergey Brin por US$ 1 bilhão, mas eles não chegaram a um acordo sobre o preço.
Em 2002, a grande presença do Google no comércio o n-line fez a sua receita disparar.
Semel mudou de estratégia. O Yahoo pagou US$ 1,9 bilhão por duas empresas de tecnologia de busca e começou a alimentar suas próprias buscas em 2004. Semel também perdeu outra aquisição que daria ao Yahoo uma presença forte nas redes sociais e atrairia a cobiçada audiência jovem. Em 2006, o Yahoo chegou a negociar a compra do Facebook por US$ 1 bilhão, mas novamente as conversas foram encerradas por divergências quanto ao preço. O valor de mercado do Facebook hoje supera US$ 340 bilhões.
O Yahoo nunca conseguiu se recuperar. Em 2007, quando Semel pediu demissão, as vendas do Google eram mais que o dobro dos US$ 7 bilhões registrados pelo Yahoo.
Semel e outros ex-diretor espresidentes do Yahoo não quiseram comentar ou não responderam a pedidos de entrevista.
O próximo diretor-presidente foi Yang, um dos fundadores, que se comprometeu a remodelar a empresa.
No início de 2008, a Microsoft Corp. fez uma oferta hostil para comprar o Yahoo por cerca de US$ 45 bilhões, um prêmio, na época, de cerca de 60%. Yang e o conselho rejeitaram as investidas da Microsoft por meses. Investidores irritados, incluindo o ativista Carl Icahn, tentaram tirar Yang do cargo e acabaram conquistando três assentos no conselho.
Questionado, em uma conferência do The Wall Street Journal, sobre como ele definiria o Yahoo, Yang teve dificuldade para dar uma resposta simples. "Eu penso no Yahoo como, nós temos que ser incrivelmente relevantes e significativos para os consumidores", disse ele. "E definimos isso como um ponto de partida. Nós queremos que você inicie seu dia no Yahoo." Em novembro, Yang pediu demissão.
Depois, vieram Carol Bartz, da Autodesk Inc., e Scott Thompson, do PayPal, que enfatizaram respectivamente os setores de mídia e de comércio eletrônico. Com a saída de Thompson, em 2012, o Yahoo voltou para suas raízes tecnológicas com Marissa Mayer, ex-gerente de produto do Google. Ela se concentrou na melhoria de produtos como e-mail e o site de compartilhamento de fotos Flickr, ao mesmo tempo em que ampliou os investimentos em software para celulares, vídeos on-line e ferramentas de busca. Em busca de talentos, ela também investiu cerca de US$ 2 bilhões na aquisição de mais de 50 startups.
A estratégia não conseguiu evitar a saída de profissionais talentosos e a queda de receita. Se ela fez algo, foi tornar clara uma verdade sobre o Yahoo: ele continua um portal de internet ambíguo.

Ex-empregados dizem que a origem do lento declínio do Yahoo é simples: ele perdeu os fenômenos das buscas on-line, redes sociais e celulares. "O que o Yahoo enfrenta hoje não se deve a decisões de três anos atrás", diz o investidor de capital de risco Andrew Braccia, ex-diretor de busca do Yahoo. "Deve-se a decisões tomadas há dez anos."

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Montadoras pedem ajuda para encurtar jornada

Montadoras pedem ajuda para encurtar jornada | Inovação Educacional | Scoop.it

Montadoras e metalúrgicos do ABC decidiram unir-se para pedir socorro ao governo. Esperam a mão do poder público para encolher jornadas já reduzidas e, assim, segurar trabalhadores especializados até as vendas melhorarem. A crise se estendeu mais do que o previsto e já não basta trabalhar um dia a menos por semana. Mas ao contrário de outros momentos ruins, desta vez não adianta só esperar mudanças pontuais, como o aumento da oferta do crédito. A recuperação econômica ajudaria a resolver os problemas de hoje. Mas o futuro exige uma indústria afinada com novas tendências de locomoção em centros urbanos que já colocam em xeque a opção do carro como transporte individual.
Montadoras e autopeças operam com 52% de ociosidade. Na indústria de caminhões, sobra 75% da capacidade. O governo já acenou com apoio. Recentemente o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, anunciou a intenção de tornar permanente o Programa de Proteção ao Trabalho, uma reivindicação dos fabricantes de veículos. A crise não foi tão passageira como se pensou em novembro de 2015, quando o chamado PPE foi criado para durar só até dezembro de 2017.
PPE e "lay-off" são as ferramentas mais usadas para evitar ou adiar demissões na indústria automobilística hoje. Ambos usam recursos públicos, do Fundo de Amparo ao Trabalhador, para completar salários do empregado que é obrigado a ficar em casa. No "lay-off" o trabalho é suspenso temporariamente enquanto que no PPE reduz-se a jornada em um dia por semana.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, espera que o governo também aumente a quantidade de dinheiro publico na complementação salarial caso seja preciso diminuir ainda mais a jornada. É uma necessidade que ele tem percebido nas conversas com empresários. Desde 2011, a base que Marques comanda diminuiu de 107 para 79 mil metalúrgicos. "A crise foi uma paulada no emprego", diz.
Hoje 26 mil empregados da indústria automobilística participam de PPE ou "lay off". Equivale a mais de 23% de todo o efetivo do setor. "Evitamos dispensar mão de obra especializada porque apostamos na recuperação", diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. Por enquanto, o consumidor tem evitado dívidas. Total de 48,2% dos carros novos vendidos no país em junho foram pagos à vista.
Para driblar a ociosidade, a Ford optou por uma saída inédita no setor. Nos próximos dias, vai juntar operários da linha de carros com os de caminhões. As duas equipes da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) serão treinadas para produzir automóveis numa parte da semana e veículos pesados na outra. Já a Volkswagen abriu programa de demissões voluntárias. Há um excedente de 3,6 mil empregados, mais de 30% do seu efetivo no ABC, segundo o sindicato.
A crise não é, porém, o único obstáculo no caminho das montadoras. Uma clara mudança de hábitos, sobretudo nos centros urbanos, reduz cada vez mais o uso do carro para o transporte individual.
O professor titular da Universidade de São Paulo, Glauco Arbix, decidiu deixar seu carro na garagem no dia a dia e passou a usar o uberPOOL, uma versão do uber que permite dividir viagem e custos com outras pessoas que vão na mesma direção.
"Essa indústria enfrenta obstáculos de naturezas distintas. O mais sensível é o desaquecimento da economia. Mas há um mais recente, flagrante e menos compreendido pelo setor, que é o surgimento de novas alternativas de locomoção", afirma Arbix, pesquisador do Observatório da Inovação.
Para ele, empresas gigantescas, determinantes na política industrial do século XX, se deparam hoje com um consumidor disposto a compartilhar viagens e que se pergunta se vale a pena investir na compra de um carro veloz para circular em cidades congestionadas.
"Além disso, se observarmos quem está na vanguarda do desenvolvimento de softwares para os carros que funcionam sem motorista, encontraremos empresas que nada têm a ver com a indústria automobilística, como Google ou Facebook ", diz.
Recentemente a Fiat Chrysler associou-se à Google para desenvolver um carro autônomo. A montadora entregará à empresa de tecnologia 100 unidades da versão híbrida da minivan Pacifica, que será testada para funcionar sem motorista. O presidente da Fiat Chrysler Brasil, Stefan Ketter, diz que o grupo aposta na união com quem já entende desse tipo de tecnologia. "Desse jeito ambos ganhamos", destaca.
O presidente da Anfavea concorda que existe uma tendência mundial de o carro ganhar mais importância pelo uso e menos como propriedade. Para Megale, falta, porém, ainda muito tempo para o consumidor perder o prazer em dirigir. "E mesmo quando a tendência do compartilhamento se confirmar alguém terá de produzir os veículos", diz. O dirigente discorda que as montadoras precisam aproximar-se das empresas de tecnologia. "Temos gente para desenvolver inovações", afirma.
O professor titular do departamento de engenharia de produção da USP, Mario Salerno, diz que o Brasil está pouco envolvido nas pesquisas que tendem a transformar o carro numa integração eletro-eletrônica, o que agrava as dificuldades do setor no país. "Além de ter muitas marcas, muitos modelos e muitas fábricas, o que reduz escala, o Brasil está fora da pesquisa do carro elétrico, que domina metade do desenvolvimento mundial dos veículos hoje", diz.
Ninguém põe em dúvida o peso de uma indústria que emprega 9 milhões de pessoas em todo o mundo. Por outro lado, o papel do carro nunca foi tão questionado. A crise estrutural pode deixar marcas muito mais profundas do que a desaceleração econômica em um país como o Brasil, sétimo mercado de veículos do mundo. As palavras de um executivo revelam que no fundo os dirigentes do setor estão preocupados: "antigamente era só pedir redução de IPI e as coisas se resolviam…..."

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Unifesp abre Concurso para Professor Adjunto em São Paulo

Unifesp abre Concurso para Professor Adjunto em São Paulo | Inovação Educacional | Scoop.it

Duas vagas para Professores Adjuntos estão abertas no campus Reitoria, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os profissionais vão atuar na área de Multidisciplinar/ Interdisciplinar, em regime de 40 horas semanais com Dedicação Exclusiva e salário de R$ 8.639,50.
Para participar é preciso apresentar graduação em qualquer área do conhecimento e doutorado nas áreas de Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas I e II, Ciências Humanas, Linguistica, Letras e Artes, Sociais e Humanidades e Engenharia/ Tecnologia/ Gestão.
O prazo de inscrição segue de 1º de agosto de 2016 a 29 de setembro de 2016, na Coordenadoria de Gestão de Vagas e Concursos, situada na Rua Sena Madureira, nº 1.500, Vila Clementino, São Paulo - SP, com o pagamento da taxa de R$ 215,99.

more...
No comment yet.