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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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A tecnologia vai ceifar empregos. A educação precisa mudar

A tecnologia vai ceifar empregos. A educação precisa mudar | Inovação Educacional | Scoop.it

A evolução da tecnologia, como ocorreu no século 19, vai eliminar postos de trabalho. O remédio é uma transformação radical da educação

Os otimistas têm o passado a seu favor. Até hoje, o progresso tecnológico só se transformou em avanço, gerando e distribuindo riqueza. Graças às máquinas, uma parcela significativa da humanidade teve corpo e mente libertados e passou a viver mais e melhor. Ninguém com o juízo em ordem pode ser contra isso.

E ninguém, por mais que deseje, vai conseguir deter as transformações que a tecnologia provocará nos próximos anos. A questão é que estamos numa fase desconfortável desse processo, e muitos mortos — leia-se empregos — ficarão pelo caminho. Resta saber quantos.

Dias atrás, Bill Gates, fundador da Microsoft, previu que a robotização da economia eliminará milhões de postos de trabalho, sobretudo nos países desenvolvidos, nos próximos 20 anos. Máquinas, segundo ele, tomarão lugar de garçons, motoristas e enfermeiros — um movimento rápido, que gerará pressões sociais e que vem sendo negligenciado pela maioria dos governos.

Hoje, mesmo nas nações mais ricas, esses garçons, motoristas e enfermeiros não estão preparados para assumir novas funções, em outros setores da nova economia. O conselho dado pelo homem mais rico do mundo para superar essa fase: congelar o salário mínimo e eliminar encargos trabalhistas, de forma que a contratação de humanos se mantenha mais atraente do que a introdução de novidades tecnológicas.

Pegou mal para Gates, sobretudo em um momento em que o aumento da desigualdade de renda entre os mais ricos e os mais pobres provoca polêmica em sociedades como a americana.

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Tipo de inteligência artificial, algoritmo define o que você vê na tela

Tipo de inteligência artificial, algoritmo define o que você vê na tela | Inovação Educacional | Scoop.it

Recomendar produtos interessantes, mostrar as notícias mais importantes, sugerir restaurantes, mostrar a nova foto do amigo. Todas essas ações rotineiras da internet alimentam um mesmo gigante: o chamado algoritmo.

Não é você, usuário, que decide o que vai enxergar na tela, mas sim esse tal algoritmo, uma sequência de comandos capaz de definir critérios de relevância para o serviço que você usa, seja ele um sistema de buscas ou a página de uma rede social.

Segundo o cientista da computação Luiz Camolesi Jr., da Faculdade de Tecnologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o algoritmo precisa traduzir a linguagem e o pensamento humano para a máquina.

"No caso de sites de compra, por exemplo, o algoritmo é feito para 'pensar' como um amigo real do usuário. Ele considera idade, perfil, hobby e gostos do cadastrado para sugerir uma compra."

Já se o exemplo for o Facebook, o comando tem como meta filtrar as 300 publicações mais importantes do dia, dentre as cerca de 1.500 disponíveis, em média, segundo dados da própria empresa.

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MEC credencia UNA para cursos EAD

Inicialmente instituição oferecerá 6 cursos de graduação, bacharelado e tecnológico com foco em gestão.

Com o objetivo de oferecer uma modalidade online de ensino voltada para a qualificação profissional de alto padrão, o grupo Anima, gestora de 3 centros universitários e 1 universidade em Minas Gerais e São Paulo, acaba de receber autorização do Ministério da Educação (MEC) para lançar o UNA Virtual, cursos de ensino a distância (EAD). 

A partir do primeiro semestre de 2015, o Centro Universitário UNA, de Minas Gerais, terá as primeiras turmas EAD em 6 cursos de graduação, bacharelado e tecnológico com foco em gestão. A instituição possui 14 polos com abrangência no sudeste e nordeste do Brasil. 

De acordo com Pedro Cunha, diretor de educação a distancia da Anima Educação, esta nova modalidade de ensino é resultado de mais de 2 anos de investimentos do grupo. “Aplicamos recursos em sistemas, competências e já temos expertise em algumas disciplinas à distância dos cursos presenciais”, diz. 

O executivo acredita que a tendência é ampliar a cada semestre o catálogo de cursos oferecidos à distância. “A instituição pretende oferecer a qualidade e padrão Anima de educação e atendimento para que o aluno EAD tenha todo o suporte dos professores e equipe da faculdade”, pontua.

Sobre a Anima
A Anima atua há mais de 10 anos no setor de ensino superior, contando com a recém adquirida Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo, três centros universitários, dois no estado de Minas Gerais (Una e UniBH) e um em São Paulo, na cidade de Santos (Unimonte), duas faculdades, nas cidades de Betim e Contagem (Minas Gerais). A empresa conta ainda com uma participação de 50% na HSM, referência em gestão, promoção de eventos e educação executiva.

O propósito da companhia é transformar o país pela educação, com práticas inovadoras de aprendizagem, respeito à pluralidade, valorização das pessoas e compromisso com o desenvolvimento sustentável.

A empresa é listada no Novo Mercado da BM&FBovespa, o nível mais elevado de governança da bolsa.

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Sites com bolsas de até 80% são opção para quem ficou fora do ProUni

Sites com bolsas de até 80% são opção para quem ficou fora do ProUni | Inovação Educacional | Scoop.it

Alunos que não conseguiram nota alta o suficiente no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para obter bolsas de estudo ou financiamento nos programas ProUni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) estão encontrando descontos de até 80% em sites que reúnem vagas remanescentes de universidades particulares.

Max Douglas, de 17 anos, concluiu o terceiro colegial no ano passado e imediatamente ingressou no curso de gestão de turismo da Faculdade Carlos Drummond de Andrade pagando mensalidade com desconto de 65%. A oportunidade foi encontrada na plataforma Quero Bolsa.

— Terminei o ensino médio e fiz o Enem no ano passado. Como tive média baixa, não consegui uma bolsa no ProUni.  Um amigo me falou sobre o Quero Bolsa e me ensinou a preencher os campos do site. Foi assim que consegui o desconto inicial de 60%.

O aluno conta que participou do processo seletivo levando um cupom que imprimiu após pagar uma taxa de R$ 76. Ao fazer o vestibular, ele conseguiu mais 5% de desconto. O curso, que originalmente tem mensalidade de R$ 739, sai por R$ 290 para Max.

— Sem o desconto não conseguiria pagar a faculdade porque trabalho como entregador em um restaurante do Itaim Paulista e ganho R$ 400 por mês. Mesmo com a bolsa preciso da ajuda do meu pai para arcar com a mensalidade.

 

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Política industrial ajuda fabricação de biossimilares

Laboratórios contam com compra do SUS para produzir medicamentos biossimilares

Para os laboratórios que encararam o desafio de construir fábricas de medicamentos biossimilares - feitos a partir de células vivas - o apoio do governo é fundamental para tirar projetos do papel. A garantia de venda ao Sistema Único de Saúde é o principal atrativo. "Estamos começando do zero. Sem uma política industrial que sinalize demanda, não seria possível", admite Odnir Finotti, presidente-executivo da Bionovis.

Resultado da união de quatro produtoras brasileiras de medicamentos (EMS, Ache, Hypermarcas e União Química), a Bionovis vai produzir medicamentos biotecnológicos com foco em doenças degenerativas e autoimunes. A primeira etapa do projeto prevê investimentos de R$ 540 milhões em cinco anos, incluindo a construção de uma fábrica no Estado do Rio de Janeiro. Desse total, R$ 200 milhões virão de aportes das empresas sócias, e R$ 340 milhões serão captados no mercado, incluindo linhas de fomento à inovação e crédito subsidiado.

O plano de negócio completo - com tempo estimado em dez anos - totaliza R$ 1,3 bilhão em investimentos "O projeto é ambicioso, mas acreditamos que o momento é favorável", diz Finotti.

A instalação da fábrica será feita com a aquisição e transferência de tecnologia para a produção de biossimilares. "É o jeito mais rápido de dominar o meio de produção. A partir disso, vamos ter capacidade de criar medicamentos e inovar de fato", afirma o executivo. Ele explica que a tecnologia já existe, o Brasil ficou mais de 30 anos sem investir na modernização da produção de medicamentos e não seria inteligente tentar "inventar" uma rota brasileira. "A prioridade é entender como funciona, internalizar as técnicas e desenvolver pesquisas a partir do conhecimento acumulado", comenta.

Enquanto põe em pé uma fábrica moderna para ter produção 100% brasileira em até três anos, a Bionovis já investe em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos. "O processo de inovação é demorado, temos de fazer tudo junto". Entre as verbas para financiar os estudos, estão R$ 11,8 milhões de subvenção econômica da Finep.

A Libbs Farmacêutica também toca um projeto de porte em biotecnologia. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 250,8 milhões para a empresa, que pretende construir uma fábrica de biofármacos com foco na produção de medicamentos biotecnológicos para tratamento de câncer e doenças autoimunes. O projeto também envolve aquisição e transferência de tecnologia para o Brasil. "Além do domínio do processo de fabricação, o país ganha com a formação de mão de obra. Estamos participando da criação de uma nova cadeia produtiva, que vai promover um salto na biotecnologia brasileira", destaca Márcia Martini Bueno, diretora de Relações Institucional da Libbs.

Ela diz que a tecnologia também será transferida para os laboratórios públicos, ampliando o alcance a medicamentos modernos e mais eficazes. "Será possível produzir no Brasil remédios para as mais diferentes patologias, cuja administração não é coberta pelo sistema de saúde". A pesquisa e desenvolvimento de medicamentos contam com R$ 10 milhões em subvenção da Finep.

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Municípios prometem cumprir Lei do Piso

Municípios prometem cumprir Lei do Piso | Inovação Educacional | Scoop.it

Três cidades planejam mudanças para garantir a docentes atividades extraclasse

Pelo menos três das sete cidades da região planejam se adequar à Lei do Piso, que determina que professores destinem um terço de sua jornada de trabalho para atividades extraclasse até 2015. Santo André, São Bernardo e Diadema informaram que estão trabalhando para equacionar questões como contratação de docentes ou aumento de jornada de trabalho para se adequar à regra.

A Lei Nacional do Piso do Magistério (11.738) foi promulgada em 2008, no entanto, municípios e Estados ainda destacam dificuldade para cumprir a determinação. De acordo com a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), apenas Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins cumprem a medida na totalidade – pagam no mínimo R$ 1.697 para o professor de nível médio com jornada de 40 horas semanais e garantem 33% das horas de trabalho para atividades de formação.

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Maioria das escolas não atinge meta no Idesp no Grande ABC

Maioria das escolas  não atinge meta no Idesp no Grande ABC | Inovação Educacional | Scoop.it

No Ensino Médio, 63,84% não apresentaram o resultado esperado individualmente

Mais da metade das escolas do Grande ABC não atingiram suas metas no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) em 2013 nos anos finais dos ensinos Fundamental e Médio. É o que mostra levantamento feito pelo Diário nos relatórios de desempenho de 327 unidades de ensino, divulgados pela Secretaria Estadual da Educação nesta semana.

No 9º ano do Ensino Fundamental, 56,35 % das escolas tiveram desempenho inferior ao projetado, enquanto no Ensino Médio, 63,84% não apresentaram o resultado esperado individualmente.

Na região, 136 instituições que oferecem Ensino Médio não alcançaram a meta traçada. Entre 2012 e 2013, as sete cidades apresentaram queda no desempenho dos alunos no último ciclo de aprendizagem.  Já entre as escolas que ofertam segundo ciclo do Ensino Fundamental, 133 apresentaram resultados insatisfatórios. Neste caso, apenas Rio Grande da Serra declinou. No Estado, o índice no Ensino Fundamental se manteve estável (nota 2,50), mas houve queda no desempenho dos estudantes de Ensino Médio – passou de 1,91 para 1,83.

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UnCollege chega ao Brasil para ‘hackear’ a educação

UnCollege chega ao Brasil para ‘hackear’ a educação | Inovação Educacional | Scoop.it

Com duração de um ano, primeiro programa Gap Year na América Latina irá guiar jovens pelo jornada do autoaprendizado

O movimento UnCollege, criado pelo norte-americano Dale Stephens, ganhará mais adeptos em terras latino-americanas. O programa, que ajuda jovens a desenvolverem a sua capacidade de autoaprendizado de maneira livre e independente, dará início a uma turma de Gap Year no Brasil. A iniciativa será implantada com o apoio de jovens brasileiros interessados em desenvolver projetos de unschooler no país. “O Brasil possui um mercado emergente que está bastante aberto a novas possibilidades e propostas”, defendeu Giovana Moraes, integrante da equipe UnCollege Brasil.

“O jovem está buscando novas formas de aprender. Ele já tem se questionado se deseja mesmo seguir pelo caminho tradicional”, apontou Lucas Coelho, co-fundador do UnCollege Brasil. Motivado pela própria experiência de abandonar a universidade para aprender de forma independente, Coelho começou a fazer pesquisas sobre projetos que trabalhavam com propostas de “hackear” a educação. Foi aí que ele conheceu o movimento UnCollege e, após trocas de e-mails e conversas com Stephens, surgiu a ideia de expandir o movimento para o Brasil.

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Incubadora da Unicamp realiza Café Tecnológico para empreendedores

O próximo Café Tecnológico, evento realizado mensalmente pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp) com o intuito de reunir empreendedores da região para discutir assuntos relacionados aos desafios do empreendedorismo, será realizado no próximo dia 25 de julho, a partir das 15h30, no auditório da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp).

O evento vai contar com a presença de Daniel Duft, um dos finalistas do Inovativa Brasil - programa de capacitação e aceleração do governo federal e que está com edital aberto - do ano passado, que vai contar sobre sua experiência e tirar dúvidas dos interessados em se inscrever para esta edição. Além disso, o Café Tecnológico dará sequência ao treinamento com profissionais do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação (Nagi), da Universidade de São Paulo (SP).

A próxima apresentação do treinamento NAGI, que divide-se em quatro módulos e é voltado para empreendedores e interessados no tema, abordará a gestão de incertezas: conceito e tipos, fontes de valor e abordagens de incertezas em ecossistemas empreendedores com o foco corporativo.

Interessados em participar do evento, que é gratuito e tem vagas limitadas, podem se inscrever no endereçohttp://www.inova.unicamp.br/evento/3132.

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Poli-USP-LGI realiza seminário sobre gestão da inovação radical

No dia 6 de agosto, das 9h às 12h, será realizado no Auditório do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP o seminário “Gestão da Inovação Radical em Empresas”, que contará com a participação da professora Gina O´Connor, do Rensselaer Polytechnic Institute (RPI), instituição de ensino situada na cidade de Troy, em Nova Iorque (EUA).

Gina O´Connor é Professora Titular, Vice-Diretora da Lally School of Management and Technology do RPI, coordenadora do principal grupo mundial de gestão da inovação radical e autora de importantes trabalhos sobre o tema, como: “Grabbing Lightining: building a capability for breakthrough innovation”, “Commercializing discontinuous innovations: bridging the gap from discontinuous innovation project to operation”, entre outros.

Em sua apresentação, a pesquisadora falará sobre as formas para estabelecer a função inovação nas empresas, os desafios para a criação e a capacitação em inovação radical, para que esta seja perene, e as possibilidades de gerenciamento de projetos envoltos em alta incerteza.

Este seminário é uma das atividades desenvolvidas pelo Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação (NAGI), projeto realizado pelo Laboratório de Gestão da Inovação da Poli-USP (LGI-USP) que possui o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e conta com a parceria de importantes organizações. O NAGI visa capacitar e apoiar empresas brasileiras na introdução ou no aprimoramento do sistema de gestão da inovação, estando inserido no esforço do país para aumentar a competitividade destas através de maior inovação.

O evento é aberto ao público (sujeito à lotação do espaço) e também será transmitido, ao vivo, pelo IPTV-USP (iptv.usp.br). Não haverá tradução simultânea. As inscrições devem ser feitas até o dia 5 de agosto, pelo email: alvaro.marques@vanzolini.org.br.

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Inovação e produtividade

Empresas inovam como parte de sua estratégia empresarial. Muitas vezes, ações nesse sentido dependem de um ambiente institucional propício, formado por um conjunto de leis e regulamentos, incentivos, centros de pesquisa, universidades, laboratórios e fontes de financiamento. Também são necessárias políticas que estimulem educação de qualidade, pesquisa científica e capacidade de gestão, que, combinadas, resultem na geração e na transformação do conhecimento em riqueza para a sociedade.

Conheça as propostas da indústria para estimular a inovação e a produtividade:

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Brasil e China firmam acordos em tecnologia da informação e espaço

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo Coelho, firmaram no dia 17 de julho três acordos com empresas e o governo da China, em cerimônia de assinatura de 32 atos de cooperação entre os dois países, no Palácio do Planalto, durante visita do presidente chinês, Xi Jinping.

Dois acordos definem a instalação de centros globais de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das companhias chinesas Baidu e Huawei no Brasil. “Essas parcerias vão aumentar as atividades dessas empresas por aqui e também o intercâmbio de pesquisadores”, explica o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida. “A China já é o maior parceiro comercial do país e agora procuramos ampliar as cooperações intelectuais, em áreas avançadas de ciência e tecnologia, e esses são dois exemplos concretos disso.”

Campolina e o presidente executivo da Baidu, Robin Li, assinaram um memorando de entendimento sobre a cooperação técnica e científica entre o MCTI e a empresa responsável pelo maior serviço de busca na internet do país asiático. A parceria tem objetivo de promover o desenvolvimento dos serviços e da tecnologia de internet no país e, na opinião de Virgilio Almeida, pode ajudar a diversificar a oferta de ferramentas de busca ao público nacional. “Como a Google tem o domínio completo do mercado, a vinda da Baidu é importante para atrair competição”, diz. “A partir de agora, o buscador chinês vai oferecer interface em português, desenvolver produtos e ter mais a ‘cara’ do Brasil.”

De 2014 a 2017, a Baidu planeja investir cerca de R$ 120 milhões na implantação de um centro de P&D, a ser iniciado com o sétimo laboratório avançado de internet da empresa no mundo. Atualmente, a companhia possui três unidades na China, uma no Vale do Silício, nos EUA, uma em Cingapura e outra no Japão. No Brasil, as atividades devem se concentrar em mineração de dados, aprendizado de máquina e personalização de produtos e serviços.

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10 tendências para a EAD

10 tendências para a EAD | Inovação Educacional | Scoop.it

Nesta seção, você encontra artigos, infográficos e conteúdos diversos que servirão de auxílio para o projeto de e-Learning da sua organização.

O e-Learning está passando por transformações rápidas e sem precedentes, seguindo os imensos avanços tecnológicos e digitais das últimas décadas. A antiga educação a distância hoje é on-line, acessível e cada vez mais próxima do dia a dia das pessoas por todo o mundo.

A Ciatech – uma empresa UOL Educação – encomendou o estudo que resultou no Tendências EaD 2014. São 10 tendências de Educação On-line, descritas, detalhadas e sobre as quais fazemos uma reflexão sobre seus impactos no mercado de Educação Corporativa no Brasil.

Começamos a compartilhá-las, semanalmente, aqui:

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Ciência ao sabor do dinheiro

Enquanto cortes nos gastos públicos resultam na desativação de laboratórios, na demissão de cientistas e no cancelamento de projetos, uma profunda mudança está ocorrendo na forma como a ciência é bancada e praticada.

"Para o bem ou para o mal", disse Steven Edwards, da Associação Americana para o Progresso da Ciência, "a prática da ciência no século 21 está sendo moldada menos pelas prioridades nacionais ou por grupos com revisão entre pares e mais pelas preferências particulares de indivíduos com grandes quantidades de dinheiro."

A ciência está cada vez mais se tornando um empreendimento privado. Do Vale do Silício a Wall Street, a filantropia científica está na moda, pois muitos magnatas buscam se reinventar como patronos do progresso social por meio da pesquisa científica.

Mais de uma década atrás, Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft, criou um instituto de ciências do cérebro, para o qual doou US$ 500 milhões. Fred Kavli, bilionário dos setores imobiliário e tecnológico, fundou então três institutos cerebrais. Foi essa pesquisa ricamente financiada pela iniciativa privada que deu origem àquilo que o presidente Barack Obama chamou em abril passado de "o próximo grande projeto americano" -uma iniciativa de US$ 100 milhões para sondar os mistérios do cérebro humano.

Os muito ricos também montaram uma guerra particular contra doenças, com novos protocolos que derrubam as paredes entre a academia e a indústria, transformando descobertas básicas em tratamentos eficazes. Eles estão financiando a caçada a ossos de dinossauros e a criaturas marinhas gigantes. Começam até a desafiar Washington nos grandes projetos científicos, desenvolvendo navios inovadores, equipamentos submarinos e telescópios gigantes -bem como a primeira missão privada para as profundezas do espaço.

São pessoas como Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York (e fundador da empresa de mídia que leva seu nome), James Simons (investidor de fundos hedge) e David Koch (petróleo e produtos químicos), entre centenas de doadores ricos. Têm especial proeminência, porém, alguns dos maiores nomes do mundo da tecnologia, entre eles Bill Gates (Microsoft), Eric E. Schmidt (Google) e Lawrence Ellison (Oracle).

Esses doadores se dizem impacientes com o ritmo deliberado, e muitas vezes politizado, da ciência pública. Eles estão dispostos a assumir riscos que o governo não consegue ou simplesmente não cogita assumir.

No entanto, essa definição pessoal de prioridades é precisamente o que preocupa alguns no "establishment" científico. Muitos dos patronos, dizem eles, estão ignorando a pesquisa básica para privilegiar um amontoado de campos populares e "alto astral", como estudos ambientais, a exploração espacial e, como no caso do russo Dmitry Itskov, ex-magnata da mídia, avatares com consciência humana.

A "Nature" alertou que, embora "aplaudamos e apoiemos inteiramente a injeção de mais dinheiro privado em ciência", o financiamento poderia também "distorcer a pesquisa" para campos mais em voga do que cruciais. "A física não é charmosa", disse William Press, assessor científico da Casa Branca.

Está em questão, dizem os críticos, o contrato social que cultiva a ciência pelo bem comum. Eles temem que os bilhões da filantropia tendam a enriquecer universidades de elite à custa das mais pobres e a minar o apoio político à pesquisa patrocinada pelo governo e seus esforços para promover uma maior diversidade de oportunidades -geográfica, econômica, racial- entre pesquisadores científicos.

Mas Martin Apple, ex-chefe do Conselho de Presidentes de Sociedades Científicas, disse que, inicialmente, também viu os doadores como diletantes super-ricos. Agora, acredita que eles estão ajudando a acelerar a ciência. O que o fez mudar de ideia, afirmou, foi vê-los perseverar, ano após ano, em busca de objetivos ambiciosos. "Se eles têm como alvo a poliomielite, vão atrás até conseguir -e ninguém mais tem como fazer isso" disse. "Na verdade, eles têm o poder de liderar onde o mercado e a vontade política são insuficientes."

O impacto dessas pessoas tende a crescer. Os cerca de 40 mais ricos doadores para a ciência que firmaram um compromisso de destinar a maior parte das suas fortunas à caridade possuem, conjuntamente, ativos que superam US$ 250 bilhões.

Um novo modelo

Quando Ellison ouviu um biólogo ganhador do Nobel dar uma palestra sobre inteligência artificial, ficou hipnotizado. Era o início dos anos 1990, e a ideia de aplicar computadores rápidos para charadas genéticas era nova.

Ele convidou esse cientista, Joshua Lederberg, da Universidade Rockefeller, em Nova York, para visitá-lo em sua propriedade na Califórnia. Em 1997, a amizade deu origem à Fundação Médica Ellison. Centenas de biólogos já foram beneficiados, e três deles ganharam prêmios Nobel. Até agora, Ellison, listado pela revista "Forbes" como o quinto homem mais rico do mundo, já doou cerca de meio bilhão de dólares para a ciência. Não é que Ellison seja o maior ou o mais visível dos filantropos (Bill Gates já doou cerca de US$ 10 bilhões para a saúde pública global). Mas o seu trabalho serve como paradigma da nova ciência privada.

No mundo tradicional da pesquisa patrocinada pelo governo, comissões de especialistas se debruçam sobre os pedidos de subvenção para decidir qual deles deve obter financiamento, pesando fatores como mérito intelectual e valor social. Por outro lado, a nova filantropia científica é pessoal, antiburocrática e baseada na inspiração.

Para Wendy Schmidt, a inspiração veio em 2009, de um recife de coral nas ilhas Granadinas, no Caribe. Foi seu primeiro mergulho autônomo e uma experiência que lhe abriu os olhos para a extravagância da natureza. Ela falou sobre isso com seu marido, Eric, presidente-executivo do Google, e os dois decidiram que a oceanografia precisava de mais recursos -a frota de pesquisa do governo dos Estados Unidos foi reduzida em cerca de um terço e está sujeita a mais cortes. Eles então montaram o Instituto Oceânico Schmidt, em Palo Alto, na Califórnia, onde despejaram mais de US$ 100 milhões.

George Mitchell, considerado o pai do processo de obtenção de petróleo e gás conhecido como "fracking" (ou fraturamento hídrico), doou cerca de US$ 360 milhões para campos como a física de partículas, o desenvolvimento sustentável e a astronomia -incluindo US$ 35 milhões para o Telescópio Gigante Magalhães, que está sendo construído por um consórcio de empresas privadas para ser instalado no topo de uma montanha no Chile.

Eli Broad, que ganhou dinheiro vendendo imóveis e seguros, doou US$ 700 milhões para uma parceria entre a Universidade Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para explorar a base genética de doenças.

Gordon Moore, da Intel, destinou US$ 850 milhões para pesquisas sobre física, biologia, ambiente e astronomia.

O investidor Ronald Perelman, entre outras doações, deu mais de US$ 30 milhões para o estudo dos cânceres que afligem mulheres.

Nathan Myhrvold, ex-diretor de tecnologia da Microsoft, gastou muito na descoberta de restos fósseis do Tyrannosaurus rex.

Para ajudar os cientistas a estabelecerem vínculos rapidamente com potenciais benfeitores, surgiu um pequeno setor que oferece oficinas, treinamento pessoal, exercícios de interpretação de papéis e produção de pedidos de patrocínio em vídeo. A Advancement Resources, de Cedar Rapids (Iowa), já realizou centenas de oficinas para cientistas, tratando daquilo que a empresa descreve como a arte de desenvolver doadores.

Até a "Nature" publicou um longo artigo dando dicas de como "vender a ciência" e "seduzir filantropos". Elas incluíam treinos para um "pitching de elevador" -um resumo de pesquisa interessante a ponto de atrair rapidamente a atenção de um doador.

Limites do financiamento privado

Mas Robert Conn, presidente da Fundação Kavli, que já destinou quase US$ 250 milhões para a ciência e é parte do esforço privado pelo aumento do financiamento à pesquisa básica, advertiu: "A filantropia não é um substituto do financiamento governamental. Não há como dizer isso em tom suficientemente alto".

O deputado americano Lamar Smith, republicano do Texas que cumpre o seu 14° mandato, discorda. "Devemos reconhecer melhor o que o setor privado pode fazer para auxiliar nossos esforços de proteger o mundo", afirmou ele no ano passado, depois que um meteoro explodiu sobre a Rússia, ferindo mais de 1.200 pessoas.

Smith, presidente da Comissão de Ciência, Espaço e Tecnologia da Câmara, disse que a instalação de novos sensores no espaço seria "fundamental para o futuro". Então, ele promoveu uma audiência para apresentar um telescópio, montado em um satélite, que varra o Sistema Solar em busca de rochas velozes que possam ameaçar o planeta. O dinheiro para a empreitada vem dos líderes de eBay, Google e Facebook.

Décadas atrás, essa tarefa teria cabido à Nasa. Mas, na audiência, o responsável pelo projeto, Edward Lu, ex-astronauta e hoje executivo do Google, declarou que o custo do aparelho espacial -US$ 450 milhões- seria aproximadamente metade do que o governo gastaria.

O diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), Francis Collins, disse que os filantropos são "incrivelmente importantes". Ainda assim, ele e outros especialistas são rápidos em acrescentar que a onda privada é pequena demais para substituir o financiamento público. Só o NIH tem um orçamento da ordem de US$ 30 bilhões -do qual metade vai para a pesquisa básica. Pelo menos por enquanto, disse Press, o assessor da Casa Branca, as doações privadas são ainda "uma gota no balde".

Enfoque nas doenças

Grande parte das verbas da ciência particular se destina a campanhas para alguma cura.

Essa guerra particular contra doenças resultou não só em avanços significativos nos tratamentos, mas também naquilo que especialistas descrevem como um grande avanço na forma como a pesquisa biomédica é feita. O método derruba bloqueios que tradicionalmente impediam descobertas básicas de serem transformadas em tratamentos eficazes -especialmente para doenças raras, que as companhias farmacêuticas evitam por falta de lucros em potencial.

O primeiro êxito veio na luta contra a fibrose cística, que surge quando um gene defeituoso entope os pulmões e o pâncreas com um muco pegajoso. As pessoas com fibrose cística sofrem de tosse, cansaço, má digestão e crescimento lento -e morrem relativamente jovens.

Por volta de 2000, uma onda de doadores ricos começou a fazer grandes contribuições para a Fundação da Fibrose Cística. Tom e Gina Hughes, de Greenwich (Connecticut), tiveram duas filhas com a doença e doaram milhões de dólares. No início de 2012, já havia surgido o primeiro tratamento para uma causa subjacente da fibrose cística. A droga controla uma mutação genética que responde por 4% dos casos nos Estados Unidos -cerca de 1.200 pessoas. O medicamento diluía o muco mortal, reduzindo drasticamente os sintomas e melhorando a qualidade de vida.

O sucesso gerou uma corrida mundial para transformar descobertas básicas em tratamentos, um campo agora conhecido como ciência translacional. Também inspirou doadores ricos a oferecerem mais dinheiro a pesquisas contra doenças.

Opções pessoais

Muitas dessas iniciativas estão profundamente enraizadas em traumas pessoais ou familiares. Uma análise dessas campanhas concluiu que, como no caso da fibrose cística, um número significativo de doações se destina a doenças que afetam desproporcionalmente as pessoas brancas.

O câncer de ovário atinge e mata as mulheres brancas com mais frequência do que as mulheres das minorias. Em 2012, depois que sua cunhada morreu vítima da doença aos 44 anos, Jonathan Gray, diretor de negócios imobiliários globais do Blackstone Group, uma firma de investimentos privados, doou US$ 250 milhões à Universidade da Pensilvânia para a criação de um centro de estudos do câncer feminino.

O melanoma, o mais mortal dos cânceres de pele, também ataca e mata preferencialmente brancos. Debra Black, mulher do financista Leon Black, sobreviveu a um caso grave. Logo depois, em associação com Michael Milken, ex-financista conhecido por negociar com títulos "podres" e cuja entidade filantrópica FasterCures presta assessoria sobre como acelerar pesquisas, o casal fundou a Aliança para a Pesquisa do Melanoma. Ela rapidamente se tornou o maior patrocinador privado do mundo para pesquisas sobre o melanoma, oferecendo mais de US$ 50 milhões para atividades em Yale, Columbia e outras universidades.

É claro que a maioria das doenças é onipresente, e por isso a maioria dos filantropos oferece ajuda médica independentemente de divisões raciais ou étnicas. Quando Milken soube que tinha câncer de próstata, criou uma fundação para combatê-la. A entidade já arrecadou mais de meio bilhão de dólares, ajudando a salvar não só ele, mas muitos homens negros, que desenvolvem a doença com mais frequência que os homens brancos.

Definindo a pauta

No início da década de 1980, Leroy Hood, biólogo do Instituto de Tecnologia da Califórnia, propôs a criação do primeiro sequenciador automático de DNA, que ele ofereceu ao NIH. Rejeitado, ele se voltou para Sol Price, magnata do setor de armazéns.

O avanço do sequenciador de DNA levou ao Projeto Genoma Humano -iniciativa federal que, a um custo de US$ 3,8 bilhões, mapeou todas as unidades hereditárias- e, mais recentemente, ao florescente campo da genômica pessoal.

A filantropia científica, disse Hood, "permite que você empurre fronteiras". E o governo, em vez de ditar a pauta da ciência, cada vez mais vai atrás da liderança privada.

Há uma década, Anousheh Ansari, engenheira do Texas que fez fortuna no setor de telecomunicações, financiou uma competição com prêmio de US$ 10 milhões para a primeira nave privada que pudesse enviar três pessoas ao espaço. Seu sucesso gerou um boom. Doadores privados atualmente patrocinam dezenas de prêmios científicos, e o governo oferece centenas por sua conta, motivado, segundo um estudo da Casa Branca, "pelo sucesso de prêmios filantrópicos e privados".

Às vezes, os doadores privados saem em socorro do governo. Quando os cortes orçamentários ameaçaram paralisar um acelerador de partículas gigante em Long Island, em 2006, Simons, o investidor de fundos hedge, que vive nas proximidades, arrecadou US$ 13 milhões para impedir que isso acontecesse.

As doações privadas para a ciência tendem a se expandir. A razão principal: em 2010, Gates, sua mulher, Melinda, e o investidor Warren Buffett anunciaram a campanha Giving Pledge. Cerca de um quinto dos quase 500 bilionários americanos se comprometeram a doar a maior parte das suas fortunas para a caridade, com quase metade deles manifestando o desejo de financiar estudos de ciência, saúde e ambiente. Vários deles estabeleceram metas que são bastante extraordinárias.

"Queremos erradicar o diabetes", escreveram Harold Hamm, figura de destaque na corrida do petróleo em Dakota do Norte, e sua mulher, Sue Ann.

Jon Huntsman, bilionário de Utah, disse que sua atividade filantrópica irá "assegurar que o câncer seja liquidado".

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Anima Educação recebe prêmio de melhor RI do país

A Anima, uma das maiores instituições de ensino privado do país, conquistou nesta terça-feira à noite um prêmio na categoria de melhor executivo de Relações com Investidores (small & mid cap), concedido pela revista IR Magazine, publicação internacional dedicada à interação entre as empresas e os seus investidores. A empresa foi indicada entre as cinco primeiras também nos quesitos melhor RI em oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) e melhor programa de relações com investidores. 
 
O diretor de Relações com Investidores da Anima, Leonardo Haddad, recebeu o prêmio em cerimônia realizada em São Paulo. Segundo ele, a Anima se destacou na transparência da relação com os analistas e os investidores, já que a empresa trata todos os interessados em coletar informações sobre a companhia, seja acionista ou não, de maneira idêntica. “Adotamos um modelo de muita transparência e qualidade de comunicação com o mercado”, disse Haddad.
 
Haddad ressaltou que esse processo vem sendo percebido no mercado e refletido no valor da companhia. As ações da Anima, que saíram cotadas a R$ 18,50 em outubro do ano passado, na ocasião do IPO, fecharam o pregão desta terça-feira, dia 22, cotadas a R$ 28,08, o que representou uma valorização superior a 50%. “Parte disso é resultado da melhor informação possível passada ao mercado sobre a performance da companhia e sobre a utilização dos recursos captados no IPO ”, destacou.
 
O presidente da Anima, Daniel Castanho, acrescentou que a preparação da Anima para a abertura de capital começou muito antes do início da negociação das ações da empresa na bolsa. “Vínhamos desenvolvendo boas práticas, em termos de governança, que nos permitiram fazer o IPO sem grandes esforços”, diz. “Durante um ano e meio participamos de vários eventos, no Brasil e no exterior, destinados a empresas de capital aberto”, acrescenta.
 
Após a definição do passo em direção ao mercado de capitais, a Anima começou o processo de apresentação da empresa aos investidores (roadshow). Nesta etapa, a companhia buscou inovar e optou por um menor número de reuniões e com maior tempo de duração. “Questionamos um pouco o ‘status quo’ das práticas usualmente adotadas. Queríamos fazer o processo de maneira diferente”, ressaltou Castanho.
 
A Anima foi indicada por 198 analistas e investidores, escolhidos pela IR Magazine, como uma das empresas que atingiram os mais altos padrões de desempenho em uma ampla gama de indicadores com foco na área de Relações com Investidores.
 
Sobre a Anima
 
A Anima atua há mais de 10 anos no setor de ensino superior, contando com a recém adquirida Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo, três centros universitários, dois no estado de Minas Gerais (Una e UniBH) e um em São Paulo, na cidade de Santos (Unimonte), duas faculdades, nas cidades de Betim e Contagem (Minas Gerais). A empresa conta ainda com uma participação de 50% na HSM, referência em gestão, promoção de eventos e educação executiva.
 
O propósito da companhia é transformar o país pela educação, com práticas inovadoras de aprendizagem, respeito à pluralidade, valorização das pessoas e compromisso com o desenvolvimento sustentável.
 
A empresa é listada no Novo Mercado da BM&FBovespa, o nível mais elevado de governança da bolsa.
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Os desafios da mobilidade para professores universitários

Os desafios da mobilidade para professores universitários | Inovação Educacional | Scoop.it

Para Pavlos Dias, uso de celular em aula já é exigência de alunos, e educadores precisam atualizar metodologias para uso da tecnologia

Há cerca de cinco anos, ver alunos usando celulares nas salas de aula era motivo de debate e revolta entre professores. Já hoje, com o crescimento do acesso a esses dispositivos e o aumento da capacidade de conexão móvel, a realidade é outra.

Nos Estados Unidos, 68% dos usuários de smartphones com idades entre 18 a 34 anos não consegue ficar mais de uma hora sem checar o celular, segundo pesquisa da Lookout, uma empresa de segurança mobile. Esse fenômeno tem até nome: nomofobia. Aqui no Brasil, 56% dos internautas brasileiros navegam por meio de smartphones e passam cerca de 84 minutos por dia com o dispositivo (a média mundial é de 74min/dia). O que antes gerava descontentamento, hoje promove o compartilhamento e a inovação para o uso da mobilidade em sala de aula. Sendo assim, uma pergunta fica no ar: o que ainda falta para que smartphones e tablets sejam aceitos e adotados como meio de facilitar o ensino?

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Explosão dos diplomas

Explosão dos diplomas | Inovação Educacional | Scoop.it

O ensino superior privado no Brasil vive um momento histórico. Na contramão de uma economia praticamente estagnada, os números do segmento educacional seguem impressionando. A procura por uma formação superior – e uma melhor remuneração – colocou quase 2,2 milhões de pessoas dentro das salas de aula em 2012 e outras 812 mil deixaram os bancos universitários com um diploma nas mãos no mesmo período.

Entre 2009 e 2012, o crescimento do setor foi de 33,8% em se tratando de novos ingressantes. Mais alunos significam maior entrada de recursos, e também maior concorrência e redução das mensalidades. No Censo de 2013 – ainda não divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) –, a expectativa é que esses números batam novos recordes. Ponto para as instituições, para o mercado e para o país.

Mas como explicar esse crescimento justo num momento em que o Brasil sofreu um grande tropeço ao reduzir em 14,1% o número de novos postos de trabalho gerados em relação a 2012? Concorrência é a palavra-chave.

Com a taxa de desemprego estabilizada e com a escassez da demanda, um profissional precisa capacitar-se ainda mais para ocupar a mesma vaga que teria em anos anteriores. Assim, despende mais tempo dentro das instituições de ensino, agregando novos cursos ao currículo. Isso pode ser identificado pelo crescente número de matrículas registrado nas instituições privadas: 5,1 milhões em 2012, 16% a mais do que em 2009.

O momento positivo para o setor é confirmado pela maioria dos consultores educacionais. Eles destacam três pontos fundamentais que alicerçam e impulsionam esse crescimento: maior disponibilidade de cursos de educação a distância, valorização e aumento da demanda dos cursos tecnológicos e programas de financiamento estudantil.

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Inova garante leve avanço em pesquisa

Empresas aprovam esforço conjunto para estimular investimento e reduzir a dependência

Obter domínio científico-tecnológico, reduzir a dependência por medicamentos e equipamentos importados e criar as bases para a inovação são as metas das políticas de incentivo do governo federal para a área da saúde. O caminho é árduo e longo. Sem tradição de inovação no setor, o Brasil não investe há anos em novas tecnologias de fabricação e tornou-se mercado potencial para empresas globais, que escoam por aqui a produção de outros países. "O complexo da saúde responde por 30% das inovações mundiais. Não podemos ficar de fora", afirma Igor Ferreira Bueno, superintendente regional da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em São Paulo.

Ele explica que o segmento é estratégico e está contemplado no pacote de estímulo Inova Empresa - lançado no ano passado com recursos de R$ 32,9 bilhões. Para a saúde, o programa reservou R$ 1,3 bilhão - montante que já foi superado. O edital voltado para biofármacos, farmoquímicos e medicamentos selecionou projetos de 21 empresas, totalizando, segundo Bueno, acesso à linha de crédito subsidiado pela Finep de R$ 2,4 bilhões, além de R$ 70 milhões em subvenção econômica (crédito não reembolsável).

Entre as conquistas está a garantia de compra de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde, por meio do Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP), o que cria demanda e motiva a instalação de fábricas para remédios biotecnológicos. Como contrapartida, as empresas privadas terão de ensinar os laboratórios públicos a produzir esses medicamentos.

A ação pública é há muito esperada pelo setor. Laboratórios privados comemoram a maior agilidade para acesso ao fomento à inovação e ao crédito mais barato. Os empresários veem com bons olhos o esforço conjunto da Finep, BNDES, Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para estimular a pesquisa e desenvolvimento dentro do país. "Os gastos com medicamentos, especialmente com os biossimilares, são grandes e tendem a aumentar. Por isso, o Brasil tem de ser capaz de produzi-los", comenta Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil (GFB), que reúne laboratórios com projetos estruturados de avanço tecnológico.

Dados levantados pela instituição mostram que a pirâmide demográfica do país amplia o mercado de medicamentos. Em 2030, a população brasileira terá 40,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, pressionando a oferta. Há dez anos, o país gastava R$ 1,9 bilhão por ano com medicamentos. Em 2012, segundo o FarmaBrasil, o total saltou para R$ 9,4 bilhões. No caso dos medicamentos biológicos, a dependência pelo produto importado é catastrófica para as contas públicas. Em 2012, esses medicamentos consumiram 43% da verba do Ministério da Saúde para medicamentos, mas responderam por apenas 5% das unidades adquiridas. "Para motivar a inovação, além de dinheiro, o governo federal terá de se aplicar na elaboração de um marco regulatório que permita agilidade no lançamento de produtos no mercado", adverte Arcuri. Para ele, a demora nas análises e na aprovação de estudos clínicos pode comprometer o processo produtivo, já que a burocracia pode matar um projeto de inovação.

Regras mais claras, objetivas e capazes de garantir um ambiente de negócios amigável para P&D é uma demanda nas áreas de biotecnologia e fitoterapia. As reclamações vêm da academia e do setor privado. Estudar plantas brasileiras tornou-se algo praticamente proibido. A lei da biodiversidade é restritiva e permite diferentes interpretações pelos órgãos reguladores e empresas, o que gera insegurança jurídica para as pesquisas. "A situação é tão crítica que não há interesse pela exploração das plantas brasileiras, um segmento que nos dá vantagem comparativa em relação a outros países", destaca José Correia da Silva, presidente da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos. A solução passa, na visão dele, por maior integração entre Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ibama.

Maior foco na criação de produtos é a cobrança de Antônio Britto, presidente a Interfama. Para ele, o Inova Saúde é, sem dúvida, uma evolução quando comparamos o estágio anterior do Brasil. "Mas ainda temos muito a avançar para nos tornarmos um competidor global de relevância. A comparação com outros países mostra a indústria farmacêutica brasileira na lanterna da pesquisa e desenvolvimento", destaca.

Segundo ele, a iniciativa federal ligada ao PDP privilegia a compra e a transferência de tecnologias que já existem. O foco é a redução dos gastos do governo. Esse primeiro passo é fundamental para que o Brasil domine as rotas tecnológicas e tenha autonomia para fabricar medicamentos mais complexos, mas o incentivo tem de ser constante para permitir o avanço, que é a criação de produtos brasileiros capazes de atender o mercado interno e o externo. "Internalizar tecnologia é importante, mas é incremento à produção, não é inovação de fronteira, que garante ganhos com alto valor agregado ao país."

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Santo André amplia iniciação musical

Santo André amplia iniciação musical | Inovação Educacional | Scoop.it

Aulas são parte do programa Música na Escola, iniciado em 2013 nos Cesas da cidade

Até o fim do semestre, todas as escolas municipais de Santo André oferecerão iniciação musical aos estudantes da rede. A proposta é que as crianças aprendam, junto com o ensino formal, práticas que auxiliem no desenvolvimento do ritmo musical, canto, coordenação motora e, assim, passem a ter seu repertório ampliado para outros segmentos, como é o caso da música clássica.

Para que a ação tenha início nas 31 creches e 51 Emeiefs (Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental), os professores da rede passam por capacitação continuada. “A música é um instrumento potente para o desenvolvimento cognitivo do estudante. Ele consegue exercer seu raciocínio, melhorar a concentração e a disciplina”, considera o secretário de Educação, Gilmar Silvério.

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Estudo rankeia educação no mundo e sugere melhorias

Estudo rankeia educação no mundo e sugere melhorias | Inovação Educacional | Scoop.it

The Learning Curve, feita por Pearson e The Economist, aponta que engajamento de diversos atores na educação influencia o aprendizado

A segunda edição do estudo realizado em parceria entre a Pearson Internacional e a divisão de pesquisas da The Economist, divulgado nesta semana, mostra que o envolvimento dos pais e familiares na vida escolar impacta consideravelmente a motivação dos estudantes, assim como o trabalho conjunto interno, entre professores e direção. A Curva do Aprendizado (The Learning Curve, em inglês) é uma pesquisa abrangente que considera uma série de dados internacionais, como os resultados de avaliações de desempenho, para criar um ranking próprio e trazer proposições sobre aspectos que podem ajudar a melhor as realidades educacionais em diferentes contextos.

Segundo o estudo, os últimos resultados do Pisa possibilitam uma nova compreensão sobre o quão importante é o envolvimento e a participação de todas as partes envolvidas na educação – alunos, familiares, professores e gestores. Por exemplo, uma escola onde professores e direção trabalhem em conjunto para gerir a instituição, funcionando assim de maneira mais autônoma, tende a produzir melhores resultados de desempenho e aumentar o engajamento de toda a comunidade escolar.

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Os Vales do Silício brasileiros

Os Vales do Silício brasileiros | Inovação Educacional | Scoop.it

Cinco polos de tecnologia e inovação abrigam 634 empresas, que empregam 15 mil pessoas e faturam mais de R$ 1,4 bilhão por ano

É difícil comparar o Vale do Silício, nos EUA, com qualquer outro lugar. Afinal, a região reúne as maiores empresas de tecnologia de ponta do mundo, como Google, Apple, Facebook, eBay, Yahoo!, entre tantas. Mas o Brasil também abriga os seus vales. São parques tecnológicos e polos de inovação que crescem em todo o país, entre os quais se destacam cinco: o maior deles, o Porto Digital, no Recife; o Parque Tecnológico da UFRJ, Rio; San Pedro Valley, Belo Horizonte; Parque Científico e Tecnológico da PUC/RS (Tecnopuc), Porto Alegre; e o Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). E que também abrigam grandes companhias, como Dell, HP, Embraer, Schlumberger, Siemens, além de muitas outras de menor porte e start-ups. Ao todo, são 634 empresas. Que empregam mais de 15 mil pessoas e faturam acima de R$ 1,4 bilhão ao ano.

Um estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) de 2008/2009 apontou para a existência de 11 parques tecnológicos em funcionamento, número que já aumentou, de acordo com o diretor do Tecnopuc, Rafael Prikladnicki. Existem, hoje, no país, mais de 90 projetos e cerca de 20 em operação, sendo que alguns em estágio mais avançado — além destes cinco, há outros menores em vários estados.

— A vocação de cada parque contribui para o desenvolvimento da capacidade empreendedora e inovadora do Brasil — destaca Prikladnicki.

Cada um desses centros tem características próprias, que os aproxima, cada qual a sua maneira, do Vale do Silício. San Pedro Valley, em Belo Horizonte, leva o vale no nome — justamente uma brincadeira com o polo americano de inovação. Mas, diferentemente do Silicon Valley, que nasceu em torno da Universidade de Stanford, San Pedro não surgiu associado a qualquer instituição educacional. Depois que o Google instalou um braço de tecnologia e engenharia na capital mineira, muitas start-ups de tecnologia começaram a ser criadas, concentrando-se no bairro de São Pedro. As quase 200 empresas da região, que devem faturar, em 2014, R$ 200 milhões, passaram a atrair universidades, instituições como Sebrae e o governo estadual, que lançou o programa SEED (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development).

Já os parques tecnológicos da UFRJ, na Ilha do Fundão, no Rio, e da PUC-RS, o Tecnopuc, em Porto Alegre, têm por trás a chancela das universidades, enquanto o Porto Digital, do Recife, e o Parque Tecnológico – São José dos Campos (PqTec - SJC) têm parcerias com várias universidades. O intercâmbio entre academia e mercado é uma das premissas do Vale do Silício que esses polos replicam.

— É natural se espelhar no Vale do Silício, mas há vários gaps culturais, de políticas públicas, do macroambiente de inovação, que ainda distanciam muito o Brasil dos EUA. Por isso, é errado fazer um “copia e cola": temos que encontrar o nosso modelo, baseado na ideia de tripla hélice, que é a convergência de academia, indústria e governo — pontua o gerente de Inovação Estratégica da Firjan, Carlos Coelho.

AGLOMERAÇÃO PROPICIA A INOVAÇÃO

O sucesso dos polos de tecnologia e inovação se dá, principalmente, pela questão da concentração. É o que garantem os responsáveis pelos principais centros do Brasil.

— A capacidade de inovação não depende apenas de um departamento de uma empresa, mas de vários outros agentes, como a convivência com clientes, fornecedores e até com concorrentes. Por isso, parques tecnológicos, como ambientes onde essa capacidade de inovação é maximizada, têm se difundido no mundo inteiro e no Brasil — destaca Maurício Guedes, diretor do Parque da UFRJ, que alerta também para o risco de “modismos”. — Para que haja expansão, é fundamental haver consistência com as vocações e com a capacidade local.

PORTO DIGITAL (PERNAMBUCO)

Porto Digital, do Recife, é um dos maiores polos de tecnologia e inovação do país: são 7.100 funcionários em 250 empresas, faturando R$ 1 bilhão ao ano. Quando começou a operar, no início de 2001, contava com três empresas e 46 funcionários. A meta é, até 2024, ter 20 mil pessoas nas áreas de tecnologia da informação e comunicação (TCI) e economia criativa, as duas grandes vocações do polo.

Francisco Saboya, presidente do Porto Digital, aponta alguns fatores para o sucesso do empreendimento, entre eles a gestão por meio de uma Organização Social (OS) e a escolha por uma região do Recife que precisava de revitalização:

— Ao delimitar um território, promove-se o efeito sinérgico da aglomeração. Juntando empresas e pessoas concentradas cada vez mais num local, gera-se o efeito da cooperação, ativo do qual todas se beneficiam — diz Saboya, frisando que hoje o Porto atrai profissionais de todo o Brasil e do exterior.

SAN PEDRO VALLEY (MINAS GERAIS)

San Pedro Valley brinca com o nome do vale americano, em função da concentração de start-ups no bairro de São Pedro, em Belo Horizonte. Hoje são 188 start-ups, quatro aceleradoras, sete incubadoras, seis investidoras e 15 espaços de co-working na região.

— O principal bairro da cidade é a Savassi, mas que é uma região cara para quem está começando, por isso muitos empreendedores foram para São Pedro, que fica próximo. As pessoas começaram a se esbarrar e a brincar que parecia “San Pedro Valley”, e há três anos a brincadeira acabou virando marca — conta Rodrigo Cartacho, da Sympla, start-up há dois anos e meio no vale mineiro.

O polo foi impulsionado também pela instalação do Google, que tem sua unidade de engenharia na capital mineira.

— Em BH há um contato bem grande entre start-ups, um ecossistema orgânico onde todos se ajudam — destaca João Drummond, fundador da Yoozon.

PARQUE TECNOLÓGICO DA UFRJ (RJ)

Inaugurado há 11 anos, o Parque Tecnológico da UFRJ aposta na vocação para as áreas de energia e petróleo, mas começa a receber empresas também de outros segmentos, como a L’Oréal, que está construindo seu centro de pesquisa na Ilha do Fundão. Lá já estão instaladas 46 companhias, sendo 12 grandes, oito pequenas e 26 start-ups na incubadora da Coppe/UFRJ, que empregam 1.500 pessoas.

— A vinda do centro de pesquisas da Petrobras, no início dos anos 70, foi passo fundamental para criar as condições que o parque tem hoje — diz Maurício Guedes, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, ressaltando que há no país um movimento de valorização de parceria entre mercado e academia, que se reflete na criação de parques tecnológicos. — As universidades se abriram para essa possibilidade. Além disso, houve um aumento de percepção de que os processos de inovação pedem um ambiente propício para que ela aconteça.

TECNOPUC (RIO GRANDE DO SUL)

Regis McKenna, um dos responsáveis por colocar o Vale do Silício no mapa, afirmou, depois de visitar o Parque Científico e Tecnológico da PUC/RS, o Tecnopuc, em Porto Alegre, que este foi o polo que melhor reproduziu o que conhece do centro de TI americano.

— Os aspectos invisíveis criam essa semelhança: o relacionamento, o intercâmbio de ideias — diz Rafael Prikladnicki, diretor do Tecnopuc.

No local, há 120 empresas, entre elas Dell e HP, que geram seis mil empregos — muitas mantém centros de pesquisa no local e o faturamento não é divulgado.

— O objetivo é ser um polo de inovação onde haja desde start-ups até empresas âncoras multinacionais, que desenvolvam projetos de forma integrada com a universidade — frisa Prikladnicki.

A vocação natural do Tecnopuc está na área de TIC, mas há espaço para energia e meio ambiente, ciências da vida e indústria criativa — esta última, aliás, uma nova aposta.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)

Um hub do setor de aeronáutica, defesa e espaço. Assim é conhecido internacionalmente o Parque Tecnológico – São José dos Campos (PqTec - SJC), em São Paulo. Não é à toa, pois Embraer, Boing e Airbus mantêm centros de desenvolvimento tecnológico na região — assim como a Vale e a Ericsson, que diversificam a atuação do parque.

Além das grandes, há 25 pequenas e médias empresas que atuam no polo de São José dos Campos, faturando em torno de R$ 40 milhões ao ano. Até o fim de 2014, mais 50 passarão a funcionar em um novo prédio, o que fará com que o parque empregue 1.600 profissionais — atualmente, são 950 pessoas.

— As oportunidades são para engenheiros e pós-graduados de diversas áreas, assim como para pessoas com formação técnica em vários níveis — afirma o diretor geral, Horacio Aragonés Forjaz, acrescentando que a tendência é a abertura de novas vagas. — Novas empresas vão se instalar.



Read more: http://oglobo.globo.com/economia/emprego/os-vales-do-silicio-brasileiros-13225443#ixzz38KCzdQvm

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Petrobras financia laboratório da EESC-USP

A Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) vai inaugurar, no dia 4 de setembro, o Laboratório de Escoamentos Multifásicos Industriais (Lemi). Com financiamento da Petrobras, o laboratório desenvolverá tecnologias para soluções de exploração e produção com aplicações no pré-sal.

O laboratório pretende viabilizar a simulação de processos que envolvam escoamentos multifásicos em alta pressão – fase da produção em que há mistura de petróleo e bolhas de gás dióxido de carbono denso. A intenção é reproduzir os métodos da indústria petrolífera, utilizando técnicas que se aproximem das dimensões físicas da produção industrial

Novos equipamentos com tecnologia de ponta também serão adquiridos para o laboratório, como um Particle Image Velocimetry, para medição de fluxo, uma câmera filmadora de alta velocidade e um anemômetro por laser Doppler (LDA, na sigla em inglês), que realiza medições locais instantâneas e precisas de velocidade do escoamento. Um densitômetro de raios gama dual source também está sendo importado para fazer medições de propriedades do escoamento por meio de técnicas nucleares.

Dois novos projetos em processo de formalização, envolvendo a Petrobras e a British Gas, produtora de gás natural, devem inaugurar as atividades do Lemi.

Apesar de a Petrobras ter financiado o projeto do laboratório, não há contrato de exclusividade com a empresa e demandas de outras empresas também poderão gerar pesquisas. Os convênios firmados serão de cooperação para desenvolvimento de pesquisa tecnológica e inovação e contarão com a participação de alunos de pós-graduação.

O prédio do Lemi, de 2 mil metros quadrados, localizado no campus 2 da USP de São Carlos, está em fase de acabamento. 


(Agência Fapesp)

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Portal da Indústria :: CNI :: Eleições 2014 Educação

Portal da Indústria :: CNI :: Eleições 2014 Educação | Inovação Educacional | Scoop.it

A educação é a base para a construção de uma indústria inovadora e competitiva. Equipes educadas e engenheiros bem formados utilizam melhor os equipamentos, criam soluções para os problemas do cotidiano, adaptam processos e produtos, desenvolvem e implementam inovações.
Mesmo com os avanços das últimas décadas, que facilitaram o acesso da população à escola, a baixa qualidade da educação básica, a reduzida oferta de educação profissional e as deficiências na educação superior limitam a capacidade de inovar das empresas e a produtividade. A falta de profissionais qualificados em determinadas áreas é um gargalo: destaca-se a escassez de engenheiros, cuja atividade possui impacto amplo sobre muitos setores e atividades, sobretudo para a indústria.

Conheça as propostas da indústria para a educação:

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Indústria propõe mudança no financiamento à inovação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) preparou propostas para a modernização do sistema de financiamento de inovação. As sugestões estão no documento Financiamento à inovação: a necessidade de mudanças, que integra o projeto Propostas da Indústria para as eleições 2014.

Conforme a CNI, as linhas de crédito são positivas, mas as empresas de menor porte têm dificuldade de acesso ao financiamento de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I). Essa limitação também atinge novos negócios - quando as empresas não têm garantias para a tomada do empréstimo. O crédito é adequado quando o investimento está sujeito apenas ao risco de mercado, mas não quando estão em jogo elevados riscos tecnológicos ou quando existe o risco monetário, caso dos investimentos em inovação. O Inova Empresa - programa do governo - vai nesta linha e colaborou para o aumento da oferta de recursos reembolsáveis, também amparada pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES, operado em conjunto com a Finep.

Apesar de haver crédito, os recursos não reembolsáveis - essenciais para investimentos de risco - têm diminuído. O valor mais representativo de financiamento desse tipo (subvenção econômica) é do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A Lei Orçamentária Anual 2014 prevê cerca de R$ 3,42 bilhões para o FNDCT, sendo apenas R$ 266,1 milhões para subvenção. Parte desse recurso já está comprometida com os editais do Inova Empresa (R$ 134,9 milhões), que deixa o sistema de financiamento praticamente sem recursos novos para subvenção este ano. Já o Fundo Tecnológico (Funtec) do BNDES tem orçamento pouco expressivo de não reembolsáveis, em torno de R$ 100 milhões anuais.

Já a Finep conta com reserva financeira para cobrir os compromissos correntes e operar contratos em negociação e previstos para 2014, mas poderá ter problemas em 2015 se a restrição orçamentária para subvenção for mantida. Esse é um tópico que merece prioridade na pauta do governo federal.

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Ensino a distância atrai cada vez mais alunos

Ensino a distância atrai cada vez mais alunos | Inovação Educacional | Scoop.it

Com tantas opções para fazer uma graduação e pós-graduação em pleno século 21, só não estuda quem não quer. Além de facilidades como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona candidatos a instituições públicas, e o Programa Universidade para Todos (Prouni), que abre vagas para bolsistas em instituições particulares, hoje a Educação a Distância (EAD), que já completou 100 anos, tem um grande número de alunos. Ela é uma modalidade encontrada em muitas faculdades e universidades no Brasil, que possibilita o aluno fazer as aulas on-line e criar o seu próprio horário para estudar, pois as aulas são ministradas por meio da Internet, além de outras mídias, tudo para estar conectado com os professores. Além das aulas totalmente virtuais, há a modalidade semipresencial, que é voltada para aqueles que têm disponibilidade para frequentar o pólo de apoio presencial uma vez por semana, onde poderá desenvolver atividades programadas, realizar avaliações, além de se relacionar com outros estudantes da turma. 
Dados do Censo de Educação Superior, entre 2011 e 2012, dos quase 7 milhões de universitários brasileiros, mais de 15% estavam matriculados em cursos a distância.
A Universidade de Braz Cubas, que é uma das poucas instituições de ensino presencial da região a oferecer também o ensino a distância, tem cerca de nove mil alunos matriculados na modalidade, em mais de 25 pólos espalhados por todo o Brasil. São 15 cursos para graduação e mais 15 para pós-graduação. 
A coordenadora acadêmica de Educação a Distancia da Braz Cubas, Mara Yaskara Cardoso, comenta o fácil acesso financeiro para cursos on-line e semipresenciais. "A maioria dos cursos na modalidade a distância tem uma mensalidade no valor de R$ 250, diferente dos presenciais, que possuem uma mensalidade que é calculada conforme as necessidades acadêmicas de suas respectivas disciplinas", explica. 
A aluna do EAD Helen Campos contou que a possibilidade de estudar a distancia facilitou muito a vida dela, que tem que conciliar estudo, trabalho e família. "Eu tenho 36 anos, marido, dois filhos e trabalho, a faculdade presencial para mim seria impossível, já com o EAD eu posso estudar a hora que eu achar melhor", explica a aluna de Serviço Social da Universidade Braz Cubas. 
Além a flexibilidade de horário, Helen relata que teve todo o apoio da instituição. "Eu não encontrei dificuldade nenhuma com o ensino a distancia como pensei, foi o contrario, a universidade me deu todo o auxilio que precisava. Hoje eu já faço estágio na minha área", conclui.

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