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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Na Finlândia, competência toma lugar do conteúdo

Na Finlândia, competência toma lugar do conteúdo | Inovação Educacional | Scoop.it

Na última semana, uma reportagem do jornal britânico The Independent trouxe pistas sobre o novo plano finlandês: tópicos, como “mudança climática” e “centenário da independência da Finlândia” começam a receber mais ênfase do que a transmissão de conteúdo por meio da rigidez das disciplinas. Em um passo além do que hoje acontece por no mínimo dois períodos ao ano nas chamadas “aulas de fenômenos”, a grade horária se torna mais flexível para que o estudante entre em contato com conceitos de economia, história, geografia e línguas estrangeiras de modo transversal com a ajuda de temas do cotidiano. A partir de 2016, novas diretrizes curriculares vão induzir a implantação de aulas e práticas colaborativas com diversos professores trabalhando simultaneamente com um mesmo grupo de alunos. Na capital do país, Helsinque, 10 escolas já aplicam essa metodologia, enquanto outras dão os primeiros passos.

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‘Eles foram protagonistas e eu, coadjuvante’

‘Eles foram protagonistas e eu, coadjuvante’ | Inovação Educacional | Scoop.it

No ensino de história, é usado o método espiral, com uma visão superficial no primeiro momento, mas que ainda assim vai em um nível mais alto do que a criança é capaz de assimilar, porque é sabido que uma parte será sedimentada. No decorrer da vida escolar, o assunto volta pelo menos umas três vezes: no fundamental 1 e 2 e no ensino médio. Na classe do quinto ano, os alunos estavam tendo o primeiro contato da espiral e, os do ensino médio, o último. Disse que não tinha muito como ajudar, porque achei que não conseguiria explicar o tema na mesma sintonia que fazia com os alunos do terceiro ano do ensino médio.

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‘Para as crianças aprenderem é preciso viver’

‘Para as crianças aprenderem é preciso viver’ | Inovação Educacional | Scoop.it

Na época em que o primeiro filho nasceu, a atriz e cineasta francesa Clara Bellar dividia seu tempo entre o Rio de Janeiro (Brasil), Paris (França) e Los Angeles (Estados Unidos). Em vez de decidir por um desses locais para poder matricular o menino na escola, ela e o marido preferiram entender como crianças poderiam aprender de maneira livre e conviveram durante dois anos com famílias que optaram pela não escolarização. O resultado foi uma jornada que é mostrada no documentário Ser e vir a ser (Vivendo e aprendendo).
O filme é uma busca pelo “desejo inato de aprender”, conforme define a sinopse de divulgação. Ele explora o conceito de desescolarização e apresenta famílias da Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido que vivem ou vivenciaram essa experiência, além de ouvir educadores e especialistas no tema. Também é possível ouvir histórias e conhecer jovens que tiveram uma educação livre, porém, mais tarde optaram por ingressar no ensino formal em renomadas universidades. Segundo Clara, que é mãe de uma menina de 1 ano e um menino de 6, a intenção não é julgar a escola ou tentar apontar um único caminho, mas mostrar que também existem outras possiblidades para aprender. “O importante é informar para que as pessoas possam escolher, cada um para a sua família”, defende em entrevista ao Porvir.

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Universidade precisa responder ao ‘vai lá e faz’

Universidade precisa responder ao ‘vai lá e faz’ | Inovação Educacional | Scoop.it

Enquanto o jovem amplia suas conexões a cada dia e pensa em criar uma startup que pode mudar a vida de milhares de pessoas, a universidade ainda aposta em um produto velho, que acredita ser o único dono do conteúdo. Lá se vão mais de duas décadas desde a massificação da internet e a abundância de informação para provar o contrário, mas o modelo permanece o mesmo.
Para entender melhor quem é o estudante que chega hoje ao ensino superior e quais são suas aspirações, o grupo Anima Educação e a BOX1824, agência especializada em comportamento jovem, ouviram 200 jovens de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo em uma pesquisa realizada durante os anos de 2013 e 2014. Foram estudados jovens de 16 a 24 anos, das classes A, B e C que demonstram ter projeto de vida, capacidade para inspirar seus pares, sonhar grande e, claro, vivem imersos na cultura digital.

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A aprendizagem é um coquetel

Embora o conceito "blended learning" seja mais difundido no campo da Educação, tanto no âmbito universitário quanto fora dele, e assumiu diferentes denominações, como "aprendizagem mista", "aprendizagem combinada" ou "aprendizagem híbrida", entre outros, o seu significado parece consensual.

A maioria dos autores define blended learning como uma experiência de aprendizagem que combina elementos de aprendizagem em sala de aula presencial, com elementos de aprendizagem on-line, e portanto, como uma espécie de aprendizagem semipresencial própria do século XXI, ou seja, que aproveita a difusão da informação, as aplicações práticas e as possibilidades de interação da web 2.0.

Quando falamos de “aprendizagem presencial” nessa abordagem, embora a referência seja a aprendizagem "face a face" ou "de frente" não estamos nos referindo a um "ensino tradicional", e sim a um ensino fundamentado na abordagem construcionista, contextualizada e significativa, de maneira que os conteúdos, as metodologias e as interações entre esses conteúdos, professores e estudantes seja realizada usando tecnologia, para a elaboração de projetos que partem do interesse do grupo.

De acordo com A. Bartolome no artigo intitulado "Ambientes de Aprendizagem Mista no Ensino Superior" (RIED, vol. 11, No. 1, 2008), como educadores discutimos, valorizamos, experimentamos e investigamos  sobre a «blended learning», ou seja, a aprendizagem e recursos virtuais são mesclados e os estudantes emergem de ambientes onde vivem "vidas mistas”, assim, as vidas em sala de aula e a realidade virtual se misturam".

No século XXI, a aprendizagem ocorre de múltiplas maneiras, utilizando múltiplos tipos de inteligência (Howard Gardner teorizou acerca de nove tipos de inteligência: linguística, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica, musical, interpessoal, intrapessoal, natural e espiritual), há grande diversidade de recursos pedagógicos palpáveis e on-line. Além disso, os estudantes aprendem e estudam, escutando músicas, respondendo mensagens no smartphone e utilizando as redes sociais. Podemos dizer que eles pertencem a uma "geração multitarefa", uma geração que se identifica com o estudo realizado por S. Caulfield y A. Ulmer (Student Science, octubre 2014) com estudantes do ensino médio,  intitulado "Alguns adolescentes tem um melhor desempenho quando realizam multitarefas".

Aprender nessa perspectiva é um coquetel de exigências, demandas e necessidades, misturadas com múltiplas fontes de informação e recursos palpáveis e on-line, alinhadas com interesses, curiosidades, diversão e comunicação. Como é dito nos Projetos de Plataforma (2015) parafraseando James Bond,"mesclado, não agitado".

O "blended learning" ou aprendizagem mista, não está nas mãos dos professores, mas sim dos estudantes, pois são eles que aprendem. Os professores podem propor, sugerir, orientar, preparar atividades e materiais, facilitar, tutorar, criar condições ambientais e planejadas, mas a aprendizagem é intrínseca e própria do estudante, e as vezes isso ocorre “apesar” do professor.

Chegado a essa afirmação, que tem tanto um fundamento psicopedagógico, como experimental, assim podemos focar em como o professor pode facilitar e potencializar a aprendizagem mista dos seus estudantes.

Nesse sentido, é importante diferenciar o que M. Area y J. Adell (eLearning: Enseñar y aprender en espacios virtuales, 2009) identificou: (1) "o ensino presencial com apoio da Internet" ou o virtual como "complemento ou junto a docência presencial. (2) "educação semi presencial ou blended learning", baseada na " integração e mistura de aulas presenciais e atividades virtuais”, e (3) a "educação on-line" com o uso exclusivamente de "ambientes virtuais."

Facilitar e melhorar a aprendizagem mista dos estudantes envolve uma reorganização do sistema educativo, uma adaptação didática e metodológica baseada em ambientes virtuais e o reconhecimento das capacidades de aprendizagem dos estudantes, bem como a responsabilidade explícita desses aprendizados.

H. Staker e MB Horn em "Classifying K–12 Blended Learning” (Innosight Institute, 2012) formularam quatro modelos de "blended learning", que pode ser muito útil para a concepção e desenvolvimento de atividades que potencializam a aprendizagem mista: "Rotation model, Flex model, Self-Blend model, Enriched Virtual model".

Nesses quatros modelos, bem como em outros de características e interações semelhantes torna-se possível: integrar e complementar atividades de sala de aula (grupo pequeno, toda classe, projetos, tutoriais individuais, laboratórios, atenção personalizada, etc.), com atividades on-line (Webquests, WebGincanas, ambientes e aplicações de web 2.0, etc.), bem como elaborar novas metodologias enraizadas no "aprender fazendo" de John Dewey, como as aulas invertidas ou inversas ("Flipped Classroom"), criar aulas presenciais e atividades práticas, debates, tutorias personalizadas, etc., complementadas com explicações e microaulas gravadas em vídeo, guiados leitura para compreensão, gerar aprendizagem e reflexão, estudo personalizado e execução de tarefas integrando o que os estudantes fazem fora da escola.

Potencializar o blended learning ou aprendizagem multitarefa envolve a combinação de metodologias presenciais e virtuais, inovadoras, participativas, em colaboração e cooperação, em que o papel do professor  é ser responsável pelo conteúdo (“content curator”), e mediar os processos de aprendizagem dos estudantes.

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Pesquisa e Inovação no Ensino Superior

É cada vez mais crescente a preocupação das Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) em potencializar e inovar os processos de ensino e aprendizagem nos cursos de graduação, sobretudo de fazer uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC).

Alguns pesquisadores da área educacional afirmam que o uso das TDIC não é mais facultativo, pois é algo intrínseco ao ser humano, sobretudo no ensino superior em que a vida dos estudantes é permeada pela tecnologia.

Para tanto, algumas IPES têm buscado novas metodologias de ensino e dentre essas metodologias está a “Aprendizagem Híbrida” também conhecido por “Blended Learning”.

Aprendizagem Híbrido ou Blended Learning, é o meio de organizar as práticas pedagógicas integrando momentos presenciais aos não presenciais fazendo uso de TDIC.

Alguns pesquisadores entendem que o Blended Learning seja uma relevante estratégia metodológica por ter uma característica de centralização no estudante e em suas necessidades de formação e aprendizagem.

O desafio e a inovação desse tipo de abordagem metodológica estão no fato de integrar diferentes TDIC e mídias atuais, como por exemplo, redes sociais, dispositivos móveis.

No sentido de tornar o ensino superior mais atualizado, o Ministério da Educação embasado no artigo 81 da Lei 9.393, de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), baixou a Portaria 4059/2004 que admite, nos cursos presenciais, que até 20% da carga horária seja ministrada em modalidade semipresencial.

A Portaria admite que as instituições de ensino superior possam introduzir na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade semipresencial.

Com o intuito de estimular que o corpo docente da Unesp reflita sobre esses desafios frente às inovações de cunho tecnológico e metodológico, tornando o processo de ensino e aprendizagem cada vez mais dinâmico e ativo, a Unesp em uma parceria entre a Pró-Reitoria de graduação (Prograd), a Câmara Central de Graduação (CCG), o Centro de Estudos e Práticas Pedagógicas (CENEPP) e o NEaD, criou o “Programa Graduação Inovadora” na Unesp.

Este Programa tem o objetivo de preparar os docentes, que embora tenham o desejo de inovar o ensino na graduação, não se sentem formados suficientemente para realizar tal ação.

Essa iniciativa da Unesp, busca a formação pedagógica de seus docentes para que ações inovadoras ocorram de maneira qualitativa no âmbito da graduação.

Tendo essa preocupação de inovação na graduação, uma pesquisa de doutorado está sendo desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação do Campus de Presidente Prudente, FCT/Unesp.

A pesquisa, propõem a adoção da abordagem metodológica de Educação a Distância (EaD) “Estar Junto Virtual”, utilizada nos cursos propostos pelo Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Unesp, por contribuir para o desenvolvimento de atividades que provoquem a reflexão sobre a prática educacional.

A partir da intenção de melhorar cada vez mais o ensino nos cursos de graduação da Unesp e incorporar a possibilidade de utilização dos 20% da carga horária seja ministrada em modalidade semipresencial, com o suporte de um AVA e incorporação das mais atuais TDIC, a pesquisa se debruça a desvelar como  incorporar em suas matrizes curriculares essa possibilidade de oferta semipresencial, para tanto, procurará vivenciar a experiência com os participantes da pesquisa, que serão professores do Departamento de Estatística da Unesp, Câmpus de Presidente Prudente.

Vale destacar que não será proposta apenas a inserção dos 20% de atividades a distância, mas  sim uma nova forma de trabalhar os conteúdos disciplinares o quais serão desenvolvido a partir das abordagens do “Estar Junto Virtual” e Construcionista Contextualizada e Significativa (CCS). Tais abordagens são fortemente relacionadas e até mesmo complementares pelo fato de que o uso das TDIC será realizado como recursos para uma aprendizagem voltada para a construção dos conhecimentos peculiares ao processo de formação de um estatístico. Dessa forma, é contextualizado e significativo, pois mesmo utilizando um AVA, o professor participante, docente do Ensino Superior, estará fomentando ações que capazes de fazer com que seus estudantes possam construir os conhecimentos de maneira reflexiva, o que tem profunda consonância com a abordagem metodológica do Estar Junto Virtual.

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Para inovar, Canadá tem gente educada e incentivos - Inovação

Para inovar, Canadá tem gente educada e incentivos - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

Na acirrada disputa global pelo investimento em inovação, o Canadá se desdobra para atrair empresas estrangeiras, acenando com mão de obra altamente educada, impostos mais baixos, incentivos tributários para gastos em pesquisa & desenvolvimento (P&D) e acesso aos mercados dos Estados Unidos e do México. Um dos setores mais importantes é o de tecnologia da informação e comunicação (TIC), que engloba segmentos como os de serviços de software e computação, telecomunicações e multimídia. São 37 mil empresas, muitas de pequeno e médio porte, que empregam mais de 530 mil pessoas, espalhadas por cidades como Montreal, Ottawa, Toronto e Vancouver. Há também outros polos, como os de tecnologia médica e serviços financeiros.
Especializada em efeitos visuais, a britânica Framestore abriu um escritório em Montreal em 2013, atraída em boa parte pela facilidade em contratar empregados especializados, segundo o vice-presidente-sênior, Dennis Hoffman. A Grande Montreal conta com muitas empresas do setor de multimídia e cinco universidades, o que ajuda bastante no processo de recrutamento.
"São profissionais talentosos, que precisam ser bem pagos", disse Hoffman. Com dois Oscars no currículo, a Framestore tem hoje quase 200 pessoas trabalhando na unidade de Montreal, responsável por parte dos efeitos visuais que aparecem no filme "Robocop", a refilmagem de 2014 dirigida pelo brasileiro José Padilha. Impostos mais baixos e custos competitivos também ajudaram a empresa a se decidir pela cidade canadense.
O nível de escolaridade da população é um dos trunfos usados por Montreal e outras cidades para atrair investidores estrangeiros. Metade da população do Canadá em idade para trabalhar tem educação de terceiro grau, sendo a força de trabalho mais bem educada entre os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O ambiente educacional tem um peso decisivo para a forte presença das empresas tecnológicas no Canadá. Foi um fator importante para a canadense Ngrain, que trabalha com tecnologia interativa em 3D e realidade aumentada para aplicação industrial, ter nascido em Vancouver. A existência de universidades como a de Colúmbia Britânica (UBC, na sigla em inglês) é relevante para a Ngrain,segundo o diretor de desenvolvimento de produtos da companhia, Barry Po - ele mesmo é PhD em ciência da computação pela UBC. Boa parte dos funcionários é formada por engenheiros.
Fundada há 15 anos, a Ngrain tem entre seus clientes empresas americanas como a Lockheed Martin, do setor de defesa, e a Microsoft. A tecnologia da Ngrain permite visualizar não apenas a superfície de objetos, mas também detalhes no interior. No Brasil, a companhia atende empresas do segmento aerospacial, mas não revela quais.
Vantagens tributárias também contribuem para trazer empresas estrangeiras ao Canadá. O imposto de renda corporativo é consideravelmente mais baixo que nos EUA, sendo o segundo menor do G-7, maior apenas que o do Reino Unido. Além do fato de já ter clientes canadenses, impostos mais baixos foram um dos motivos que atraíram a sueca Syntronic para Ottawa, assim como o crédito tributário que pode ser obtido com gastos com pesquisa & desenvolvimento, segundo o diretor-geral da unidade no Canadá, Hans Molin.
Especializada na elaboração de software eletrônico, técnico e administrativo para vários setores da indústria, a Syntronic abriu um centro de P&D na cidade em dezembro, contando com 30 funcionários, e tem planos de ter 120 em cinco anos. Como atrativos, Ottawa tem uma concentração elevada de empresas de alta em setores como tecnologia, defesa e tecnologia médica, segmentos importantes para a companhia.
Molin destacou a facilidade de montar o negócio no Canadá, o que leva em média cinco dias, segundo o relatório Doing Business, do Banco Mundial. Conseguir crédito, porém, é mais complicado, de acordo com ele. "Eu ainda estou tentando obter um cartão de crédito corporativo", exemplificou Molin. O rigor do sistema financeiro canadense, tido como bastante sólido, ajuda a explicar a dificuldade na obtenção de empréstimos.
Com escritórios em países da Europa e também na China, na Malásia e na Indonésia, a Syntronic optou por Ottawa para montar o seu primeiro escritório na América do Norte. O mercado do Canadá em si é pequeno - apenas 35 milhões de habitantes, num território de quase 10 milhões de quilômetros quadrados -, mas o acesso franqueado aos EUA e ao México devido ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) é uma vantagem a mais para as empresas se estabelecerem no país, diz Stewart, da Invest Toronto.
O Nafta tem 474 milhões de consumidores, numa região cujo Produto Interno Bruto (PIB) está na casa de US$ 20 trilhões.
Os custos mais baixos no Canadá também são outro fator que pode atrair empresas para o país. "Um engenheiro de software ganha em média por ano 80 mil dólares canadenses [o equivalente a US$ 62,5 mil]. Em Los Angeles, paga-se o dobro", disse Kaiser Ng, diretor-sênior de operações da Dena em Vancouver, empresa de origem japonesa que desenvolve jogos para tablets e celulares.
Também influenciou a decisão da Dena os impostos mais baixos, os incentivos tributários e o fato de a cidade ter um polo importante de videogames, contando com empresas como Nintendo, Disney e Microsoft. Na província da Colúmbia Britânica, onde fica Vancouver, há mais de 600 empresas apenas na área de entretenimento digital e interativo, empregando 16 mil pessoas.

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Custos salariais estão erodindo a competitividade da indústria? - Inovação

Custos salariais estão erodindo a competitividade da indústria? - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

A reticência da retomada do investimento na economia brasileira e o aumento do déficit comercial nos últimos anos têm destacado a necessidade de se recuperar a competitividade da indústria local a fim de se criar os fundamentos de um novo ciclo de crescimento. Em um cenário de recuperação da competitividade industrial, os fundamentos deste novo ciclo poderiam estar ancorados tanto na contenção do déficit comercial quanto no aumento do investimento com intuito de ampliar a capacidade produtiva de modo a atender a demanda doméstica - a qual tem se deslocado gradativamente para o exterior.
Apesar de inúmeros economistas enfatizarem a centralidade da indústria para a recuperação do crescimento brasileiro e de haver um consenso acerca de sua baixa competitividade, observa-se um conjunto heterogêneo de propostas para se enfrentar tal deficiência. Dentre as mais influentes encontra-se a tese de que na última década teria havido um descompasso entre o crescimento do salário real e o aumento da produtividade no setor.
A participação dos gastos com pessoal nos custos industriais em 2010 era de 13,9%, a mesma de 2000
Segundo esta interpretação, o aumento do salário real acima da produtividade teria reduzido o potencial de acumulação de capital na indústria. Este fato, por sua vez, teria restringido a capacidade de investimento do setor e, assim, comprometido seu potencial de crescimento de longo prazo. Deste modo, o incremento da competitividade da indústria local teria como um dos pré-requisitos a limitação do crescimento do salário real a patamares inferiores ao ritmo de expansão da produtividade.
No entanto, ao contrário do que afirma esta linha de argumentação, em primeiro lugar vale observar que os dados da PIA/IBGE mostram que não tem se observado uma redução do potencial de acumulação da indústria local no período entre 2000 e 2010 (último ano para o qual há dados disponíveis para as variáveis analisadas neste artigo). Neste período, para empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas, observa-se um aumento substancial da massa de lucro e a não deterioração de indicadores que levam em consideração o percentual do lucro em relação ao valor da transformação industrial (VTI), à receita e ao ativo (vide gráfico).
Em segundo lugar, observa-se que os momentos em que há uma deterioração dos indicadores e inclusive uma queda da massa de lucros industriais não são aqueles caracterizados por aumentos exponenciais do salário real, mas sim por baixo crescimento econômico e principalmente por grandes desvalorizações da moeda local, como em 2002 e 2008. Estas desvalorizações, por sua vez, contribuiriam para o aumento não desprezível dos custos industriais, dado o viés crescentemente maquilador do parque produtivo doméstico.
Não obstante, quando se observa o comportamento dos salários em relação aos custos e aos lucros industriais, também não é possível afirmar que o crescimento dos salários reais tem reduzido o potencial de acumulação e de investimento da indústria nacional. Isso porque, ainda segundo a PIA/IBGE, para empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas, a participação dos gastos com pessoal (os quais incluem outros gastos além dos salários) nos custos industriais em 2010 encontrava-se exatamente no mesmo patamar que em 2000 - 13,9%.
Adicionalmente, ao contrário do que sugerem algumas interpretações em destaque no debate econômico atual, entre 2000 e 2010 não se observou um aumento da participação dos gastos com pessoal em relação ao lucro das empresas industriais brasileiras. O que se verifica é que em 2010 os gastos com pessoal representavam cerca de 120% do lucro destas, enquanto que em 2000 e 2001 estes valores eram bastante superiores, de 273% e 318% respectivamente.
Em síntese, os indicadores refutam a tese de que o aumento do salário real acima da produtividade tenha se configurado como um dos principais elementos para a erosão da competitividade da indústria brasileira. Deste modo, parece-me que a retomada da competitividade desta, em um cenário de acirramento da concorrência global e de consolidação da China como a nova 'Fábrica do Mundo', não deve se fundamentar em medidas que circunscrevam tal problema à redução do ritmo de crescimento do salário real.
De maneira mais ampla, tais medidas deveriam se basear na compreensão de que parcela importante das deficiências da indústria brasileira tem como fundamentos estruturais elementos como o baixo nível de institucionalização das rotinas operacionais e inovativas, a baixa intensidade de capital por trabalhador (a qual se reduziu para a maior parte dos setores entre 2000 e 2010, devido ao crescente viés maquilador assumido pela indústria local) e principalmente a baixa participação na estrutura produtiva doméstica de setores com elevada produtividade, característicos do paradigma da 3ª Revolução Industrial.

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Toyota vai concentrar pesquisa em São Bernardo

Toyota vai concentrar pesquisa em São Bernardo | Inovação Educacional | Scoop.it

A fábrica da Toyota em São Bernardo deverá concentrar a área de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), atualmente distribuída em algumas fábricas, e reunir 600 funcionários. Hoje, são apenas 40 empregados nessa área no município e os 560 restantes estão alocados nas unidades fabris de Indaiatuba e Sorocaba, ambas no interior de São Paulo. A informação foi passada ontem pelo vice-presidente de recursos humanos, Percival Maiante.
O prazo para a mudança não foi divulgado, mas, de acordo com o executivo, isso fará parte da segunda fase de reestruturação da fábrica. A primeira etapa do projeto chamado São Bernardo Reborn (renascer, em inglês) foi oficializada ontem, com a inauguração de mais um prédio na unidade da região, e a revitalização de outras instalações, com aporte de R$ 19 milhões. O evento contou com a presença do governador Geraldo Alckmin.

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Mapa da urbanização pode ajudar na geração de novos negócios

Fonte de informação para a exploração de negócios por empresas privadas e uma base de dados que pode incentivar a parceria de municípios na oferta mais eficiente de serviços públicos. O inédito mapa da urbanização brasileira, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou ontem, poderá servir, afirmam pesquisadores, tanto para a elaboração de novas políticas públicas quanto para a descoberta de estratégias de mercado pelos agentes da iniciativa privada.

Com o estudo "Arranjos populacionais e concentrações urbanas do Brasil", o IBGE amplia o conhecimento sobre as aglomerações urbanas no país, antes concentrado no grupo das grandes e mais importantes regiões metropolitanas - cuja delimitação nem sempre segue critérios técnicos. De acordo com a Constituição de 1988, cabe às Assembleias Legislativas estaduais definir que municípios participam dessas regiões, num processo fragmentado e sujeito a influência política.


A grande novidade é o fornecimento de informação baseada em critérios sociodemográficos, nacionalmente padronizada, e a inclusão de municípios que formam concentrações urbanas pequenas (até 100 mil habitantes) e médias (entre 100 mil e 750 mil habitantes), cujas populações são fortemente integradas, seja pelo deslocamento para estudar ou, principalmente, trabalhar.

Com o mapeamento do fluxo de pessoas entre os municípios, o IBGE destaca conjuntos, ou arranjos, de população que podem ser tratados como uma só unidade territorial. Foram identificados 294 arranjos populacionais, formados por 938 municípios, que reuniam 106,8 milhões de habitantes. Representavam quase 56% da população brasileira em 2010. O impacto do levantamento para as estratégias de empresas e governos é direto.

"Redes de lojas, por exemplo, terão uma unidade mais interessante para avaliar melhor o seu mercado, sua logística, seus investimentos", afirma Claudio Stenner, coordenador de geografia da diretoria de geociências do IBGE.

No setor público, o estudo deixa claro que, para determinados municípios, faz mais sentido uma atuação em parceria com outras prefeituras na solução de problemas. "Não adianta pensar no meu município, isoladamente, na hora de construir um hospital ou uma escola, ao saber que eles serão utilizados pela população de outros municípios", afirma o pesquisador Paulo Wagner Marques.

Para Maurício Gonçalves e Silva, também da equipe do IBGE, os municípios grandes, geralmente capitais que formam regiões metropolitanas, percebem que devem buscar parcerias com seus vizinhos. "Mas não sei se todos têm a mesma noção do que está acontecendo e de que têm que sentar juntos. Nos municípios que formam médias concentrações urbanas, uns têm, outros não. Mas os pequenos não têm essa noção", diz.

Para Tânia Bacelar, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e sócia da consultoria Ceplan, o estudo do IBGE está em sintonia com uma nova realidade. Os Censos, afirma a economista, têm apontado uma mudança na urbanização brasileira. Há o crescimento mais lento das grandes metrópoles e uma taxa maior registrada pelas chamadas "cidades intermediárias", entre 200 mil e 2 milhões de habitantes. "Esse mapeamento está buscando as novas tendências. E isso é verdade, realmente está acontecendo", diz Tânia, ao citar a integração recente e intensa entre os municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, no Ceará, que formam um arranjo de 426.690 pessoas pelo estudo do IBGE.

Tânia afirma que esse fenômeno é impulsionado menos pela indústria e mais pelos setores de comércio e serviços, principalmente no Nordeste. A região, lembra, experimentou na última década um crescimento de renda, "que acionou o consumo e que, por sua vez, acionou o comércio". O novo quadro é ainda incentivado pela descentralização na oferta de serviços de saúde e educação. "É uma festa de motos, ônibus, micro-ônibus, que levam e trazem pessoas de um município para o outro nessas cidades", diz.

Entre os menores arranjos populacionais identificados pelo IBGE estão o de Serranos-Seritinga, em Minas Gerais, e um dos 27 arranjos fronteiriços, formado pelo município gaúcho Porto Vera Cruz e o argentino Panambí, ambos com menos de 4 mil habitantes. O maior arranjo é o de São Paulo, com 19,6 milhões de pessoas, formado por 36 municípios.

Por se articular intensamente com outros dez arranjos paulistas (entre eles os liderados por Campinas, Jundiaí, Sorocaba, Baixada Santista e São José dos Campos), São Paulo é considerada a única cidade-região do Brasil, termo que extrapola a ideia de metrópole e se aplica a enormes concentrações urbanas globais, como as de Tóquio e Nova York. A cidade-região de São Paulo engloba 89 municípios, tem 27,4 milhões de habitantes e responde por 25% do PIB nacional, impulsionado por quase 1 milhão de empresas (993.789, em 2011).

O estudo do IBGE será realizado a cada dez anos a partir de dados do Censo Demográfico. Por enquanto, não permite comparações. Mas favorece cruzamentos com dados sobre PIB, números de empresas e põe o Brasil na linha de frente em relação a outros países, argumenta Sérgio Besserman Vianna, professor da PUC-Rio e ex-presidente do IBGE. "Sempre fomentei que se usassem critérios sociodemográficos. Portugal tem um modelo sofisticadíssimo e até a Argentina. Aqui, costumava-se a usar a lei orgânica dos municípios e nossa taxa de urbanização atinge mais de 80%. Ocorre que qualquer município tem interesse em aumentar sua área urbana para aumentar a arrecadação, já que o IPTU é sempre um imposto mais alto do que o IPTR. Fora o estigma de que o rural representa o atraso", afirma.

Com critérios técnicos, o estudo do IBGE mede o deslocamento absoluto e relativo de pessoas, por meio de um índice de integração, entre os municípios que formam um arranjo populacional.
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Sete milhões de brasileiros se deslocam entre cidades, diz IBGE

O IBGE divulgou, nessa quarta-feira (25), o estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas. Ele mostra como os brasileiros se deslocavam de uma cidade para outra em 2010.
Mais da metade da população brasileira (55,9%) morava, em 2010, em municípios que formavam os arranjos populacionais, que são os agrupamentos de uma ou mais cidades. Ao todo, havia 938 municípios, formando 294 arranjos.
Mais de sete milhões de brasileiros se deslocavam entre essas cidades para trabalhar ou estudar. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Brasília, Fortaleza e Salvador são as cidades com as maiores concentrações urbanas e, por causa disso, com os maiores deslocamentos dos moradores.
Segundo a pesquisa, a região Sudeste tem o maior número de passageiros (72%) que se deslocam de uma cidade para outra para ir para o trabalho ou para a escola.

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O que o mundo espera do agronegócio?

Nosso único papel é vender commodities ou há outras oportunidades que não estão sendo exploradas?
Ninguém mais duvida de que o Brasil é hoje uma das maiores potências agrícolas do planeta. Graças a agricultores competentes e investimentos em tecnologia tropical, tornamo-nos líderes globais em importantes commodities. Grãos, açúcar, café e algodão são exportados com base em cotações de Bolsas e chegam a mais de 200 países.
Mas a pergunta que fica é: estamos conseguindo entender e atender as expectativas de nossos consumidores finais? Nosso único papel é vender commodities ou há outras oportunidades que não estão sendo exploradas?
Vejo hoje quatro grandes vetores que puxam a demanda do agronegócio no mundo. Nos países pobres, a preocupação central é a "segurança alimentar" da população no sentido mais clássico ("food security") --oferta crescente de alimentos a preços acessíveis.
Quase 1 bilhão de pessoas ainda passa fome no mundo. Na Ásia e na África, mais da metade da população vive em condições precárias de subsistência em pequenas propriedades no campo, sem conhecimento, tecnologia e acesso a mercados.
Para esse imenso grupo, a palavra mágica é "produtividade", obtida pelo aumento do rendimento e escala da produção doméstica, ou pela maior abertura para importações competitivas, reduzindo as barreiras que hoje impedem o comércio. Esse é o segmento em que o Brasil se posiciona muito bem desde que existe, primeiro em produtos tropicais, depois nas grandes commodities da alimentação mundial.
Na sequência, vem outro vetor ainda pouco explorado pelo agronegócio brasileiro: a questão da "segurança do alimento" ("food safety"). Cresce o número de países cuja preocupação central não é mais a quantidade produzida no campo, mas sim a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos consumidores. Aqui o que interessa não é volume, mas sim sanidade comprovada, armazenagem adequada, distribuição rápida, certificação, rastreabilidade etc. Em suma, o consumidor quer ter certeza quanto à qualidade do alimento que vai comer e, para isso, a palavra mágica é "segurança da cadeia de suprimento".

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Mars tem US$ 780 milhões para bancar pesquisas - Inovação

A proliferação de empresas que investem pesadamente em pesquisa e desenvolvimento no Canadá se deve em parte a instituições como o centro de inovação Mars. Localizado em Toronto, o Mars tenta estimular companhias focadas em inovar, oferecendo consultoria especializada, auxiliando-as a encontrar financiamento e até mesmo alugando instalações no próprio centro.

Os recursos da instituição para bancar pesquisas somam o equivalente a US$ 780 milhões por ano. Os programas do Mars contam com financiamento público, dos governos do Canadá e da província de Ontário, do setor privado e de fundações. Além disso, a organização também gera parte de seus recursos, como os obtidos com o aluguel de espaços em sua sede.

Nas instalações do centro, há cerca de 100 inquilinos, entre "startups", companhias de médio porte e multinacionais, além de investidores, pesquisadores e empresas que prestam serviços. A ideia é que todo esse ambiente facilite a inovação, permitindo o relacionamento entre companhias, governos e a academia.

Diretor de parcerias, governo relações internacionais do Mars, Earl Miller diz que a instituição é "uma aceleradora de negócios", por apoiar as empresas no desenvolvimento de seus produtos e serviços e em conectá-los ao mercado. Segundo ele, trata-se de um denso distrito de inovação, que serve como incubadora para pequenas companhias.

O Mars tem como foco os setores de tecnologia da informação e comunicação, saúde e tecnologias limpas.

Uma das empresas que se beneficiaram do ambiente de inovação do Mars é a Nymi. Fundada em 2011, a empresa criou uma pulseira que identifica o batimento cardíaco do usuário, que é então utilizado como código de identificação pessoal, com base em pesquisas realizadas na Universidade de Toronto. Com o bracelete, é possível desbloquear o acesso ao computador, por exemplo.

No ano passado, a Nymi levantou mais US$ 14 milhões em financiamento de investidores como fundos de venture capital e da Mastercard. No momento, a Mastercard e o Royal Bank of Canada (RBC) desenvolvem um projeto piloto com 500 usuários para usar a pulseira como meio de pagamento.

Em Vancouver, a Wavefront funciona uma aceleradora de empresas da área de tecnologia sem fio, contando com recursos do governo da província de Colúmbia Britânica, do Canadá e do setor privado. A instituição ajuda as companhias a definir a estratégia e o mercado, auxilia na obtenção de financiamento e na descoberta de clientes e parceiros globais, assim como na construção e teste dos produtos e serviços, segundo o presidente da Wavefront, James Maynard. Algumas empresas usam as instalações da organização.

A MetaOptima é uma das companhias que contam com o apoio da Wavefront. A empresa produz um instrumento que, acoplado ao celular, ajuda no diagnóstico precoce do câncer de pele, segundo a presidente da MetaOptima, Maryam Sadeghi.

As imagens obtidas com um microscópio de alta resolução são depois enviadas a um dermatologista, para que o médico as avalie. Maryam lembra que pacientes com câncer de pele diagnosticados num estágio inicial têm 98% de chances de sobrevivência.
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Para além do ‘na Finlândia é fácil, quero ver no Brasil’

Bom, acontece que aqui pelos Estados Unidos a notícia também ganhou repercussão. Depois da matéria inicial do The Independent, publicações como Quartz, Washington Post, Huffington Post e Vox puseram suas respectivas colheres na discussão, uns com mais, outros com menos pé atrás. “Será que substituir aulas tradicionais por projetos interdisciplinares vai ensinar ao aluno tudo o que ele precisa saber? Será que essa abordagem é possível nos EUA?” foram algumas das questões levantadas. Para dar um contexto, os norte-americanos estão na fase final de implementação do Common Core, um currículo nacional para matemática e inglês fruto de um debate que durou anos, e aguardam ansiosos pelos primeiros resultados dos alunos.
O problema é que as notícias davam a entender que a Finlândia ia trocar todas as disciplinas por projetos de um dia para o outro. Mas não é bem assim e o Ministério da Educação finlandês fez questão de esclarecer isso. Mesmo antes de a substituição aulas tradicionais por projetos interdiciplinares fazer parte de um programa maior, o país já adotava a abordagem de projetos há décadas ao menos uma vez por semana. A partir de 2016, um cronograma de adoção vai ser adotado para que essa quantidade aumente, mas as disciplinas continuarão a existir.
Pelo aprendizado baseado em projetos, professores de diferentes disciplinas desenham juntos atividades com claros objetivos pedagógicos e as situações de aprendizado ocorrem ao longo do processo. Entre ter a ideia, desenhar, prototipar e apresentar o produto final, os alunos aprendem os conteúdos programáticos relacionados e intencionalmente abordados pelos professores, mas também têm que agir em colaboração, com criatividade e resiliência.

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A escola que preserva e cuida do seu entorno

A escola que preserva e cuida do seu entorno | Inovação Educacional | Scoop.it

A escola estatual Ilza Irma M. Coppio fica no município de São José dos Campos, interior de São Paulo, às margens do Rio Paraíba do Sul, que sofre com os altos níveis de poluição de suas águas e da mata ciliar. Com o intuito de conscientizar os alunos sobre a situação do rio e formar essa nova geração de moradores da região para ter uma educação e postura voltada à sustentabilidade, a professora de geografia Rosa Sousa realiza um projeto chamado Água Educa, que envolve alunos em atividades que vão desde pesquisa na área ambiental até ações práticas.
O trabalho é realizado em uma disciplina eletiva para estudantes do ensino médio, mas também envolve a comunidade local. “Começamos a estudar o ciclo hidrológico e qual era a interferência do homem no ciclo. Estudamos em sala toda a parte teórica, para depois realizarmos o trabalho nas margens do rio”, conta a professora.

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‘Precisamos debater sobre uso de dados de alunos

‘Precisamos debater sobre uso de dados de alunos | Inovação Educacional | Scoop.it

Os pesquisadores, frequentemente, querem acesso aos dados recolhidos pelas diversas plataformas de software, pois eles podem estudar o progresso dos alunos em vários contextos, conectar os progressos com a experiência do estudante com sua postura da sala de aula e avaliar a eficácia dos professores e das escolas. Usando dados coletados por sistemas de gestão de aprendizagem, eles podem estudar o impacto de várias abordagens curriculares ou pedagógicas.
Desenvolvedores comerciais que criam as plataformas e programas que coletam dados são frequentemente solicitados pelos educadores para fornecer “analytics” ou para encontrar padrões nos dados sobre alunos, professores, turmas, escolas, etc. Entidades comerciais também podem querer ter acesso aos dados, com o intuito de refinar e melhorar os seus produtos e desenvolver materiais de aprendizagem que respondam às necessidades dos alunos e, assim, mais interessantes para os compradores.

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O livro digital e a pesquisa científica

Nos Estados Unidos, aproximadamente 30% do mercado editorial de não-ficção são compostos por livros digitais. A pujança dessa plataforma confirma que o surgimento dos e-books não é evento passageiro ou frágil: eles vieram para ficar. E aquilo que explica seu sucesso e é mais característico desse tipo de edição - sua rapidez de distribuição, menor custo e acessibilidade - se ajusta perfeitamente às exigências da comunicação científica contemporânea. Nunca tivemos quantidade tão impressionante de trabalhos acadêmicos, que precisa ser urgentemente distribuída entre uma comunidade cada vez mais especializada e geograficamente dispersa. É nesse contexto que pesquisadores de todo o mundo são cada vez mais levados ao uso regular de publicações eletrônicas, seja como autores ou como receptores de textos.

Dada a relevância da edição eletrônica, não é de se admirar que as instituições universitárias tenham se dedicado a aperfeiçoa-la e a aproveitar todo o seu potencial. Universidades prestigiosas como Harvard e Amsterdam têm desenvolvido programas de acessibilidade digital gratuita, sempre com o objetivo geral de garantir a circulação da informação viva e relevante das investigações geradas por suas equipes.  Nesse mesmo diapasão, desde 2012 foi estruturado no Brasil o programa Scielo Livros, que pretende abrir um nicho sólido de publicações acadêmicas de excelência, acessíveis ao público científico e interessados em geral. Mesmo com um acervo limitado a 570 títulos, o Programa já obteve mais de 32 milhões de downloads, dos quais mais de 8 milhões referentes apenas a edições da Editora Unesp, o que, nesse último caso,  lhe daria média de 45.000 downloads por título. Esses são resultados extraordinários, especialmente quando se considera que as tiragens tradicionais (papel) de conteúdos semelhantes atingem, quando bem sucedidas, média de aproximadamente 2.000 exemplares. Esse dinamismo inédito justifica que programas de edição digital tenham sido promovidos pela Unesp ao lado de várias outras instituições brasileiras, justamente para que os pesquisadores nacionais, tanto quanto seus congêneres estrangeiros, possam se beneficiar dessas circunstâncias.

Certamente, o livro acadêmico digital não elimina problemas crônicos que o ameaçam e que vão desde a proliferação indiscriminada de títulos até as dificuldades técnicas de avaliação desses conteúdos. Entretanto, em época de tantos pessimismos, talvez seja o caso de saudar ao menos esse evento que, afinal, nos abre alternativas promissoras.

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O cenário da EaD e a perspectiva da educação a distância na Unesp

O cenário da EaD e a perspectiva da educação a distância na Unesp | Inovação Educacional | Scoop.it

Quanto ao perfil de estudante, observa-se que a faixa etária mais jovem começa a mostrar presença, porém a idade média indicada é de 30 anos ou mais, sendo 56% mulheres. Outro aspecto interessante é que no período de 2010 a 2013 é possível observar uma diminuição no índice de evasão: 2010:18,6% e 2013:16,94% (Censo EAD.BR 2013).

Em relação a infraestrutura dos cursos, de acordo com o Censo, apenas 8,8% das instituições utilizam o satélite como forma de distribuição dos seus cursos. A maioria utiliza-se de streaming ao vivo ou on demand (internet) ou conexão ponto a ponto ou multiponto (Censo EAD.BR 2013). O documento apresenta em seus dados que 93% das instituições pesquisadas utilizam como Learning Management System (Sistema de Gestão da Aprendizagem) a Plataforma Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment).

Diante desse cenário nacional, é importante destacar as iniciativas que o Núcleo de Educação a Distância da Unesp em parceria com as Pró-reitorias de Graduação, Pós Graduação, Extensão Universitária e a Fundunesp vem implementando para o atendimento de um perfil de educação híbrida e com metodologias inovadoras.

Por meio do Programa da Graduação Inovadora, será ofertado ao docente da Unesp formações contínuas visando o uso de tecnologias digitais da comunicação e informação em atividades pedagógicas presenciais e online.

Para isso foram produzidos quatro (4) cursos, sendo que dois deles serão ofertados no primeiro semestre de 2015 (2): Curso 1 - Construção de Materiais didáticos pedagógicos para e-learning (aprendizagem online), m-learning (aprendizagem com uso de dispositivos móveis) e b-learning (aprendizagem híbrida – blendead learning); Curso 2 – Práticas pedagógicas inovadoras no Ensino Superior com Tecnologias Educacionais. Em ambos cursos o docente da Unesp compreenderá e aprenderá a organizar atividades (on-line), materiais (utilizando a linguagem web) e a implementá-los no Moodle, compreendo e utilizando recursos de acessibilidade.

Para uma oferta inicial serão disponibilizadas 400 vagas (para cada curso) destinada a docentes da Unesp, com vista a contribuir para o emprego dos 20% (artigo 81 da LDB 9.393, de 1996, Portaria 4059/2004) na carga horária dos cursos em atividades online. As inscrições para os 2 cursos serão disponibilizadas no endereço http://edutec.unesp.br/centraldecursos.

Vale destacar que o Núcleo de Educação a Distância da Unesp oferece aos seus docentes e a comunidade em geral o repositório de objetos educacionais, o Acervo Digital (www.acervodigital.unesp.br) que possui mais de 120.000 recursos educacionais de acesso livre. Esse repositório pode também ser utilizado pelos docentes da Unesp para a disponibilização dos seus próprios materiais didáticos.

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Sudeste e Sul concentram cidades integradas no país, diz IBGE

Sudeste e Sul concentram cidades integradas no país, diz IBGE | Inovação Educacional | Scoop.it
O IBGE mapeou os grandes agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional, que ocorre em razão de migrações por causa do emprego ou educação. São os chamados arranjos populacionais.
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Comunicação aumenta controle sobre as redes

Comunicação aumenta controle sobre as redes | Inovação Educacional | Scoop.it
Mandar informações padronizadas para uma rede de lojas nem sempre é uma tarefa fácil. No caso das franquias, modelo de negócio em que essa comunicação é fundamental para tocar o negócio, é necessária uma conexão instantânea e interativa. A rede de Óticas Carol investiu na comunicação interativa com a adoção de uma extranet, que a princípio teve pouca aderência dos lojistas.

A empresa teve mais sucesso com a criação de um canal fechado no Facebook chamado Somos Carol, adotado por 70% dos funcionários entre donos de lojas e balconistas. Por esse canal envia informações sobre novas marcas, vídeos do presidente, mensagens de motivação e novidades do estoque.

Outra aposta é na plataforma Mundo Carol, um portal que permite a gestão padronizada dos franqueados, como o monitoramento do oferta de produtos, vídeos de marketing, informações financeiras, gráficos sobre vendas na região, gráficos de lojas que mais vendem, comparativos e cronogramas de campanhas, além de gerenciamento de incentivos e prêmios.

De acordo com o CEO da Óticas Carol, Ronaldo Pereira Junior, a empresa também aperfeiçoou o sistema de estoques com a implantação do RFID (Radio Frequency Identification - Identificação por Rádio Frequência) primeiro nas cinco lojas próprias, para depois estender para a rede de 700 pontos de venda distribuídos em todo o Brasil.

Os produtos ganharam uma etiqueta com chip permitindo reduzir o tempo de inventário de cinco horas para 30 minutos. "Antes um scanner lia cada item. Hoje uma antena lê uma prateleira inteira rapidamente", afirma Pereira.

Outra aplicação que será implantada é a análise das zonas de maior movimentação na loja, quais as peças os clientes experimentaram e quais e quantas vezes saíram do mostruário.

Por contar com lojas em todo o Brasil, inclusive em cidades fora dos grandes centros, onde a banda larga é precária, o Grupo Boticário desenvolveu um projeto de comunicação via satélite (VSAT) em 2004 para se comunicar com as 3,9 mil lojas em todo o Brasil.

A empresa fornece também um pacote básico de software com um sistema de automação comercial de gestão para o franqueado, padronizando infraestrutura do ponto de venda na gestão do negócio.

"Muitos pontos não tinham fibra óptica e precisávamos de capilaridade em todo o país. Com a comunicação por satélite foi possível integrar dados, voz e imagem", afirma Henrique Rubem Adamczyk, diretor executivo de TI do Grupo Boticário.

O projeto é entregue ao franqueado como serviço, evitando que a loja tenha que comprar equipamentos e contratar mão de obra por conta própria. A comunicação permite troca de informações de preços, material promocional, gerenciamento do programa de fidelidade e a transação eletrônica de fundos.

"O sistema permite políticas de preços segmentadas por regiões", afirma. O programa de fidelidade permite ao lojista ter informações sobre qual a última compra do cliente, oferecendo itens no mesmo perfil. A empresa também tem dois canais de TV que transmitem conteúdo para as lojas como treinamento de consultores, reuniões com o presidente e informação sobre novas estratégias, com a produção de 200 programas por ano.

Outra estratégia foi contar com uma extranet (rede baseada na internet mas exclusiva do grupo) a qual o franqueado consulta pedidos, tem dicas de gestão de estoques e pode pedir suporte para seus equipamentos de forma remota. "Com essas informações podemos planejar melhor a fabricação dos produtos. Por ser uma rede colaborativa, avaliamos tendências baseada nas informações das lojas, gerando campanhas conjuntas. O objetivo é oferecer e receber informações para melhorar a gestão a partir de indicadores concretos", destaca Pereira.

Em breve a rede vai oferecer um aplicativo para smartphones por meio do qual o consumidor pode consultar seus pontos de fidelidade. O Boticário também está implantando um projeto de "business intelligence" que vai permitir a análise de um grande volume de dados das lojas e consumidores. A ideia é oferecer informações da performance de cada loja comparada às metas e oferecer dados para estimular as vendas.
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Mapa da urbanização pode ajudar na geração de novos negócios

Mapa da urbanização pode ajudar na geração de novos negócios | Inovação Educacional | Scoop.it
Fonte de informação para a exploração de negócios por empresas privadas e uma base de dados que pode incentivar a parceria de municípios na oferta mais eficiente de serviços públicos. O inédito mapa da urbanização brasileira, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou ontem, poderá servir, afirmam pesquisadores, tanto para a elaboração de novas políticas públicas quanto para a descoberta de estratégias de mercado pelos agentes da iniciativa privada.

Com o estudo "Arranjos populacionais e concentrações urbanas do Brasil", o IBGE amplia o conhecimento sobre as aglomerações urbanas no país, antes concentrado no grupo das grandes e mais importantes regiões metropolitanas - cuja delimitação nem sempre segue critérios técnicos. De acordo com a Constituição de 1988, cabe às Assembleias Legislativas estaduais definir que municípios participam dessas regiões, num processo fragmentado e sujeito a influência política.


A grande novidade é o fornecimento de informação baseada em critérios sociodemográficos, nacionalmente padronizada, e a inclusão de municípios que formam concentrações urbanas pequenas (até 100 mil habitantes) e médias (entre 100 mil e 750 mil habitantes), cujas populações são fortemente integradas, seja pelo deslocamento para estudar ou, principalmente, trabalhar.

Com o mapeamento do fluxo de pessoas entre os municípios, o IBGE destaca conjuntos, ou arranjos, de população que podem ser tratados como uma só unidade territorial. Foram identificados 294 arranjos populacionais, formados por 938 municípios, que reuniam 106,8 milhões de habitantes. Representavam quase 56% da população brasileira em 2010. O impacto do levantamento para as estratégias de empresas e governos é direto.

"Redes de lojas, por exemplo, terão uma unidade mais interessante para avaliar melhor o seu mercado, sua logística, seus investimentos", afirma Claudio Stenner, coordenador de geografia da diretoria de geociências do IBGE.

No setor público, o estudo deixa claro que, para determinados municípios, faz mais sentido uma atuação em parceria com outras prefeituras na solução de problemas. "Não adianta pensar no meu município, isoladamente, na hora de construir um hospital ou uma escola, ao saber que eles serão utilizados pela população de outros municípios", afirma o pesquisador Paulo Wagner Marques.

Para Maurício Gonçalves e Silva, também da equipe do IBGE, os municípios grandes, geralmente capitais que formam regiões metropolitanas, percebem que devem buscar parcerias com seus vizinhos. "Mas não sei se todos têm a mesma noção do que está acontecendo e de que têm que sentar juntos. Nos municípios que formam médias concentrações urbanas, uns têm, outros não. Mas os pequenos não têm essa noção", diz.

Para Tânia Bacelar, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e sócia da consultoria Ceplan, o estudo do IBGE está em sintonia com uma nova realidade. Os Censos, afirma a economista, têm apontado uma mudança na urbanização brasileira. Há o crescimento mais lento das grandes metrópoles e uma taxa maior registrada pelas chamadas "cidades intermediárias", entre 200 mil e 2 milhões de habitantes. "Esse mapeamento está buscando as novas tendências. E isso é verdade, realmente está acontecendo", diz Tânia, ao citar a integração recente e intensa entre os municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, no Ceará, que formam um arranjo de 426.690 pessoas pelo estudo do IBGE.

Tânia afirma que esse fenômeno é impulsionado menos pela indústria e mais pelos setores de comércio e serviços, principalmente no Nordeste. A região, lembra, experimentou na última década um crescimento de renda, "que acionou o consumo e que, por sua vez, acionou o comércio". O novo quadro é ainda incentivado pela descentralização na oferta de serviços de saúde e educação. "É uma festa de motos, ônibus, micro-ônibus, que levam e trazem pessoas de um município para o outro nessas cidades", diz.

Entre os menores arranjos populacionais identificados pelo IBGE estão o de Serranos-Seritinga, em Minas Gerais, e um dos 27 arranjos fronteiriços, formado pelo município gaúcho Porto Vera Cruz e o argentino Panambí, ambos com menos de 4 mil habitantes. O maior arranjo é o de São Paulo, com 19,6 milhões de pessoas, formado por 36 municípios.

Por se articular intensamente com outros dez arranjos paulistas (entre eles os liderados por Campinas, Jundiaí, Sorocaba, Baixada Santista e São José dos Campos), São Paulo é considerada a única cidade-região do Brasil, termo que extrapola a ideia de metrópole e se aplica a enormes concentrações urbanas globais, como as de Tóquio e Nova York. A cidade-região de São Paulo engloba 89 municípios, tem 27,4 milhões de habitantes e responde por 25% do PIB nacional, impulsionado por quase 1 milhão de empresas (993.789, em 2011).

O estudo do IBGE será realizado a cada dez anos a partir de dados do Censo Demográfico. Por enquanto, não permite comparações. Mas favorece cruzamentos com dados sobre PIB, números de empresas e põe o Brasil na linha de frente em relação a outros países, argumenta Sérgio Besserman Vianna, professor da PUC-Rio e ex-presidente do IBGE. "Sempre fomentei que se usassem critérios sociodemográficos. Portugal tem um modelo sofisticadíssimo e até a Argentina. Aqui, costumava-se a usar a lei orgânica dos municípios e nossa taxa de urbanização atinge mais de 80%. Ocorre que qualquer município tem interesse em aumentar sua área urbana para aumentar a arrecadação, já que o IPTU é sempre um imposto mais alto do que o IPTR. Fora o estigma de que o rural representa o atraso", afirma.

Com critérios técnicos, o estudo do IBGE mede o deslocamento absoluto e relativo de pessoas, por meio de um índice de integração, entre os municípios que formam um arranjo populacional.
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O avesso das cidades criativas

Um dos elementos para a existência de cidades criativas é a separação entre os centros de comando, design e controle dos lugares onde acontece efetivamente a manufatura. Em outras palavras, as cidades criativas são o lado da moeda onde fica a parte inventiva da divisão do trabalho. Mas para isso acontecer, em algum outro lugar alguém precisa colocar a mão na massa.

Tome-se os produtos da Apple. Na embalagem consta que são "designed by Apple in California" (desenhados pela Apple na Califórnia). Logo a seguir há uma curiosa frase: "assembled in China" (montado na China). Note-se que não se usa o famoso "made in China". E nem se diz quem é responsável pela montagem. Em geral, de cada US$ 100 de um produto da Apple, US$ 70 ficam nos EUA pelo design (remunerando as "cidades criativas"), 29% vão para os fabricantes de componentes espalhados pelo mundo e 1% ficam com as montadoras chinesas.

Em síntese, para cada "criativo" na Califórnia, há em algum lugar do mundo uma planta industrial otimizada para operar com o menor custo possível, transformando ideias em produto industrial de larga escala. Goste-se ou não, esse desacoplamento entre criação e produção impulsionou grandes inovações dos últimos anos. Por meio desse arranjo, a Apple tornou-se a empresa mais valiosa do planeta hoje.
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Escolas de negócios ensinam a lidar com diferentes culturas

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A inteligência cultural é a habilidade mais importante atualmente para líderes no mundo corporativo. O assunto, portanto, deve ganhar mais espaço nos currículos de escolas de negócios, ao lado de temas como governança, big data e a influência do contexto social e político na condução das organizações. Essa é a opinião de Fiona Devine, reitora da Manchester Business School, a maior instituição do tipo do Reino Unido. Para ela, garantir que seus alunos sejam capazes de entender e se relacionar com outras culturas é uma das prioridades da instituição.

O desejo por tornar a Manchester mais internacional foi o que trouxe Fiona ao Brasil neste mês. Ela veio discutir a expansão da parceria que a escola já possui com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com a qual oferece um programa de MBA global com aulas presenciais e on-line. Acompanhada por uma delegação de cerca de dez docentes da Universidade de Manchester, a reitora incluiu na pauta a possibilidade de colaboração com acadêmicos brasileiros. "É muito importante que nossa relação vá além das aulas e envolva também pesquisa."

Temas como marketing, competitividade e inovação são alguns dos tópicos que poderão ser abordados no futuro, assim como o aumento no intercâmbio de alunos da pós e da graduação com a instituição brasileira. "A troca de estudantes é bastante positiva, pois cria redes internacionais que podem ajudá-los a avançar na carreira depois que eles se formam."

Em setembro, a escola de negócios de Manchester vai adotar o sobrenome de seu maior doador, David Alliance, e se renomear Alliance Manchester Business School. Atualmente, a instituição reúne mais de 130 nacionalidades entre seus cerca de cinco mil alunos. A turma de MBA é formada, em grande maioria, por alunos estrangeiros - 23% dos quais são da América Latina. "É muito importante para nós ter diversidade na sala de aula, pois as escolas de negócios precisam preparar os profissionais para serem cidadãos globais, que poderão atuar nos mais diversos cenários", diz Fiona.

Para a reitora, a exposição a esse conjunto de diferenças ajuda a entender normas, práticas legais e expectativas de outras culturas. "Hoje, ter vantagem competitiva requer colaboração e compartilhamento de informações. A capacidade de se comunicar - seja com colegas ou competidores - é crítica para tornar empresas mais produtivas", diz a reitora.

Aspectos culturais, no entanto, são apenas uma fração do amplo corpo de conhecimento desenvolvido por escolas de negócios hoje. Fiona assumiu o comando da Manchester Business School há um ano e meio, após uma longa carreira acadêmica em ciência política e sociologia - na sua opinião, áreas essenciais para compreender o contexto em que os negócios operam. "Há um ambiente social e político que acompanha o cenário econômico no qual as empresas atuam", diz. A combinação desses estudos é ideal para entender o que move a sociedade, as companhias e os indivíduos. Segundo ela, essa abordagem floresce na natureza interdisciplinar das escolas de negócios.

"Um sociólogo pode se interessar pela dimensão de trabalho e emprego, falta de talentos ou se as pessoas recebem educação adequada para acompanhar a evolução da tecnologia. Já a ciência política traz um contexto que é essencial para entender a estrutura governamental e de regulação de uma economia", ressalta.

O próprio currículo das escolas de negócios precisa, cada vez mais, incluir as transformações pelas quais o mundo passa. As crises financeiras, por exemplo, trouxeram a necessidade de abordar temas de governança corporativa e responsabilidade social. "São assuntos pelos quais as pessoas se interessam, o que gera a necessidade de refletirmos sobre como ensinamos essas questões para alunos em todos os níveis", diz.

Ela prevê que os currículos abram espaço nos próximos anos para questões relacionadas a tecnologia, como uso de big data no desenvolvimento de estratégia e atividades operacionais, além de práticas de segurança de dados. Também será preciso analisar com mais profundidade a inovação que desponta em momentos de recessão - assim como as lições que podem ser aprendidas e implementadas em qualquer cenário econômico. Por fim, a reitora cita a revisão de processos e a inclusão de preocupações de sustentabilidade em todos os aspectos dos negócios.

Na discussão dessas tendências, Fiona se diz interessada na contribuição de países emergentes. "É fácil ouvir apenas o que o Reino Unido está falando sobre o resto do mundo, mas às vezes é muito mais interessante observar as discussões que acontecem diretamente entre países como a China e o Brasil", diz.
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