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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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The Future of Libraries

Lee Rainie, Director of the Pew Research Center's Internet Project, runs through the seven questions libraries need to address as they consider future services and their role for their patrons and communities. He describes how project research about the changing role of technology in people’s lives affects the kinds of issues librarians need to address as they experience the disruptions of technology change.
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AI, Robotics, and the Future of Jobs

AI, Robotics, and the Future of Jobs | Inovação Educacional | Scoop.it

Experts envision automation and intelligent digital agents permeating vast areas of our work and personal lives by 2025, but they are divided on whether these advances will displace more jobs than they create.

The vast majority of respondents to the 2014 Future of the Internet canvassing anticipate that robotics and artificial intelligence will permeate wide segments of daily life by 2025, with huge implications for a range of industries such as health care, transport and logistics, customer service, and home maintenance. But even as they are largely consistent in their predictions for the evolution of technology itself, they are deeply divided on how advances in AI and robotics will impact the economic and employment picture over the next decade.

We call this a canvassing because it is not a representative, randomized survey. Its findings emerge from an “opt in” invitation to experts who have been identified by researching those who are widely quoted as technology builders and analysts and those who have made insightful predictions to our previous queries about the future of the Internet. (For more details, please see the section “About this Report and Survey.”)

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U.S. Views of Technology and the Future

U.S. Views of Technology and the Future | Inovação Educacional | Scoop.it

Americans are largely optimistic about the long-term future of scientific progress, but concerned about some changes that might occur in the near future.

The American public anticipates that the coming half-century will be a period of profound scientific change, as inventions that were once confined to the realm of science fiction come into common usage. This is among the main findings of a new national survey by the Pew Research Center and Smithsonian magazine, which asked Americans about a wide range of potential scientific developments—from near-term advances like robotics and bioengineering, to more “futuristic” possibilities like teleportation or space colonization. In addition to asking them for their predictions about the long-term future of scientific advancement, we also asked them to share their own feelings and attitudes toward some new developments that might become common features of American life in the relatively near future.

Overall, most Americans anticipate that the technological developments of the coming half-century will have a net positive impact on society. Some 59% are optimistic that coming technological and scientific changes will make life in the future better, while 30% think these changes will lead to a future in which people are worse off than they are today.

Many Americans pair their long-term optimism with high expectations for the inventions of the next half century. Fully eight in ten (81%) expect that within the next 50 years people needing new organs will have them custom grown in a lab, and half (51%) expect that computers will be able to create art that is indistinguishable from that produced by humans. On the other hand, the public does see limits to what science can attain in the next 50 years. Fewer than half of Americans—39%—expect that scientists will have developed the technology to teleport objects, and one in three (33%) expect that humans will have colonized planets other than Earth. Certain terrestrial challenges are viewed as even more daunting, as just 19% of Americans expect that humans will be able to control the weather in the foreseeable future.

But at the same time that many expect science to produce great breakthroughs in the coming decades, there are widespread concerns about some controversial technological developments that might occur on a shorter time horizon:

  • 66% think it would be a change for the worse if prospective parents could alter the DNA of their children to produce smarter, healthier, or more athletic offspring.
  • 65% think it would be a change for the worse if lifelike robots become the primary caregivers for the elderly and people in poor health.
  • 63% think it would be a change for the worse if personal and commercial drones are given permission to fly through most U.S. airspace.
  • 53% of Americans think it would be a change for the worse if most people wear implants or other devices that constantly show them information about the world around them. Women are especially wary of a future in which these devices are widespread.
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Desafio incentiva inovação na primeira infância

Desafio incentiva inovação na primeira infância | Inovação Educacional | Scoop.it

Programa Saving Brains, do Grand Challenges Canada, prevê investimento de até R$ 520 mil para projetos de desenvolvimento da criança

A negligência infantil, violência, subnutrição ou aprendizagem inadequada são alguns dos fatores que atrapalham o desenvolvimento da criança durante a primeira infância, período compreendido entre os primeiros 1.000 dias de vida. Para incentivar ações que ajudam a solucionar esses problemas, pela segunda vez elegível no Brasil, o edital Saving Brains (Salvando Cérebros, em português) irá financiar projetos inovadores de desenvolvimento da criança. Promovido em parceria com Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, o programa oferecerá um valor correspondente a até R$ 520 mil para cada iniciativa selecionada.

Financiado pelo governo do Canadá por meio do Fundo de Inovação e Desenvolvimento, o programa busca estimular o potencial cerebral de crianças em países de baixa ou média renda. Para isso, o Saving Brains contempla ideias com um impacto real e que apresentem uma abordagem de inovação integrada, combinando inovação científica, social e empresarial.

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10 aspectos que definem os jovens universitários de hoje.

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10 aspectos que definem os jovens universitários de hoje.

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Oito em 10 alunos da Escola Sesc são aprovados em universidades públicas

Oito em 10 alunos da Escola Sesc são aprovados em universidades públicas | Inovação Educacional | Scoop.it

Colégio onde ocorrerá o seminário 'Educação 360' é conhecido pelo ensino integral e modelo inovador

A Escola Sesc, que proporcionou isso tudo, de graça, para Sperb, vai abrigar o encontro Educação 360, que acontece sexta-feira e sábado.

— Você pode conhecer a educação no Brasil todo olhando para a nossa escola. A gente enxerga a diversidade como a existência — explica Inês Paes, coordenadora pedagógica da Esem.

No ano passado, 82% dos alunos que fizeram vestibular foram aprovados em universidades públicas. Os estudantes chegam à Escola Sesc de Ensino Médio por meio de um processo seletivo que acontece todo ano. Para participar, o interessado tem que ter renda familiar igual ou menor a cinco salários mínimos por pessoa. Além disso, precisa ter feito pelo menos dois terços do ensino fundamental em escola pública ou com bolsa em particular.

A rotina das turmas é recheada. As disciplinas regulares acontecem pela manhã. À tarde, cada um busca a sua atividade, entre oficinas de arte, esportes e clubes de debate. Os alunos não saem do colégio de segunda a sexta. Nos fins de semana, há passeios programados com a escola. O auditório de 600 lugares também é palco de shows, peças de teatro e outras atrações

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Os ricos da universidade

Ao menos 20% dos alunos de federais poderiam pagar mensalidade; mas perfil desses estudantes não difere muito do de particulares

Na comparação entre 2001 e 2012, é possível identificar que, apesar de ainda ter um perfil de universitário com renda um pouco superior ao das públicas, foi no setor particular em que houve maior queda na renda média de seus alunos, provavelmente por efeito do ingresso de alunos mais pobres com bolsas do ProUni e crédito estudantil.

Se é falso afirmar que os alunos da rede pública são mais elitizados que os da particular, por outro lado, pode-se dizer que é o curso — e não a instituição — o que mais diferencia ricos e pobres em seu ingresso no ensino superior. A constatação disso pode ser feita a partir do questionário do Enade, exame aplicado pelo MEC em universitários de todo o país. No curso de licenciatura em Letras, por exemplo, apenas 22% dos estudantes do setor privado informaram ter renda familiar superior a seis salários mínimos, percentual muito parecido ao verificado no setor público para o mesmo curso: 17%. Já entre os alunos de Engenharia, o percentual de mais ricos pelo mesmo critério chega a 63% no setor privado e 58% no público. Ou seja, alunos de Engenharia, não importa onde estudem, têm renda média muito superior ao dos que frequentam Letras.


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Donos de faculdade foram alvos da Polícia Federal

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Proprietários da Faculdade das Américas teriam burlado a lei para manter o jatinho

Proprietários da Faculdade das Américas, que tenta se instalar em São Bernardo sem aval do MEC (Ministério da Educação), Leila Mejdalani Pereira e José Roberto Lamacchia foram alvos de investigação da PF (Polícia Federal) sobre fraude em compra de aeronaves particulares de luxo. O casal é citado na Operação Pouso Forçado, iniciada em 2012, que confiscou 12 jatinhos que circulavam no Brasil de maneira irregular, com manobra sobre a Receita Federal.

De acordo com apuração da PF, Leila e Lamacchia são diretores da empresa Toby LLC, que possui negócios nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal localizado no Caribe. A offshore é detentora do jatinho Cessna Citation Sovereign C680, que, conforme relatório da instituição, voa o território brasileiro descumprindo regras da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) e o Fisco brasileiro.

Avaliada em US$ 18 milhões (R$ 40,3 milhões), a aeronave tem capacidade para até nove passageiros. Segundo a PF, o jatinho de prefixo VPCAV – à disposição do casal – sobrevoava o País utilizando decreto da própria Anac que autoriza a permanência de aviões estrangeiros no Brasil por até 60 dias sem a necessidade de pagamento de impostos. A única ressalva é que o transporte tem de ser utilizado por diretores da empresa dona do jatinho.

Relatório obtido pela PF junto à Anac mostrou que aeronaves como a dos proprietários da Faculdade das Américas ficavam no País até 82% do tempo de estadia. Com a manobra, deixavam de pagar impostos que incidem sobre circulação de aeronaves particulares no Brasil, como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

O casal Leila Mejdalani Pereira e José Roberto Lamacchia também tenta driblar o MEC para abrir campus da Faculdade das Américas em São Bernardo, oferecendo curso de Medicina. A instituição recebeu aval do governo federal exclusivamente para ministrar a disciplina em sua unidade na Capital, porém, no início do mês, foi anunciada com pompas pelo prefeito Luiz Marinho (PT) como a primeira entidade a oferecer a matéria na cidade.

O MEC já informou ao Diário que São Bernardo é um município selecionado a receber faculdades de Medicina, entretanto ressalvou que essa condição não permite à cidade antecipar etapas e já instalar campus com esse curso na grade curricular. Na sexta-feira, quando o MEC anunciou que São Bernardo havia sido aprovada a hospedar curso, o governo Marinho tratou o fato como “a segunda faculdade de Medicina da cidade”.

Procurada, a Faculdade das Américas novamente não se pronunciou sobre o caso. 

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Vantagens e desvantagens do  'homeschooling', o ensino domiciliar

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Nos últimos anos, a educação domiciliar cresce principalmente nos centros urbanos; Brasil já conta com mais de mil famílias

O que é, de fato, o homeschooling? Segundo quem defende a prática, é um método de ensino que tem como proposta oferecer um ambiente de aprendizagem diferente do encontrado nas escolas. Os modelos variam bastante: há, por exemplo, famílias que contratam tutores ou pais que se unem com outros para dividir o ensino de determinadas matérias. Algumas crianças recebem acompanhamento de escolas específicas, responsáveis pela correção do material dos alunos, que não frequentam as aulas. A escola, neste caso, serve como um suporte para oferecer o material preparado para as aulas.

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Revista Brasileira de Inovação publica documento histórico da política científica norte-americana

Revista Brasileira de Inovação publica documento histórico da política científica norte-americana | Inovação Educacional | Scoop.it

O mais recente número da Revista Brasileira de Inovação, publicado em julho, traz a íntegra do documento Science The Endless Frontier, elaborado nos Estados Unidos na década de 1940 e que forneceu as bases para a organização do sistema de pesquisa norte-americano.

Com grande impacto na comunidade científica global, o documento foi utilizado por pesquisadores brasileiros nas propostas à Assembleia Constituinte de 1947 que resultaram na criação da FAPESP.

O texto de apresentação da edição da revista, assinado por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, destaca a relevância atemporal do documento, preparado por Vannevar Bush, então diretor do Escritório de Pesquisa Cientí?ca e Desenvolvimento (Office of Scientific Research and Development) dos Estados Unidos, para o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt.

Em carta entregue a Bush um ano antes, Roosevelt revelava preocupações que apontavam para a necessidade de se organizar um sistema de ciência e tecnologia mais moderno e estruturado do que aquele que havia no país antes da guerra.

Foi formulada, então, uma proposta legitimada por debates entre reconhecidas lideranças da pesquisa acadêmica e industrial nos Estados Unidos em torno de ideais de liberdade acadêmica, valorização da pesquisa básica e autonomia da agência de financiamento.

“O fato é que o sistema de pesquisa nos EUA e na maior parte dos países do mundo era pouco estruturado antes da Segunda Guerra Mundial. Raros países tinham agências nacionais de fomento à pesquisa e poucas universidades se envolviam em pesquisa”, explica Brito.

O documento formulado por Bush também reconhece certa urgência por autonomia na pesquisa norte-americana em relação à europeia no pós-guerra. “Não podemos mais contar com a Europa, destruída, como fonte de ideias fundamentais”, alertava.

Diante disso, foi sugerida a organização do sistema de pesquisa envolvendo indústrias, universidades, laboratórios e o governo – este como planejador e financiador, mas destacando que “a liberdade de pesquisa deve ser preservada”.

O documento apresenta definições e orientações que fundamentaram a política científica dos Estados Unidos, valorizando a pesquisa básica, definindo as universidades e os laboratórios governamentais como suas principais sedes, reconhecendo o papel da indústria, defendendo incentivos fiscais e patentes e propondo um sistema de bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação, com foco na seleção por mérito e em melhoramentos no ensino de ciências.

Science The Endless Frontier propôs ainda a criação de uma “National Research Foundation” para apoiar a pesquisa básica em Medicina e Ciências Naturais e o treinamento de pessoal em pesquisa, defesa nacional e cooperação científica internacional – ideias que encontraram terreno fértil nas transformações pelas quais o mundo passava.

“O relatório Bush formulou muito do que estava acontecendo, mas as condições objetivas estavam dadas para o desenvolvimento do apoio governamental à ciência em quase todo o mundo. Nos Estados Unidos, o advento da guerra fria acelerou fortemente o protagonismo governamental e, com isso, a pesquisa básica, a pesquisa aplicada, o desenvolvimento tecnológico e a inovação se desenvolveram a uma velocidade nunca antes vista em outros países”, considera Brito.

A apresentação do contexto histórico e social do relatório Science The Endless Frontier e a íntegra do documento (em inglês) podem ser acessadas na página da Revista Brasileira de Inovação, assim como os artigos e demais conteúdos da edição.

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Ensino a distância é alternativa para quem tem pouco tempo

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Aceitação de cursos é cada vez maior em diferentes áreas. Flexibilidade de horários é aliada

Voltar à sala de aula depois de adulto não é tarefa fácil, especialmente quando é necessário começar muito da base e para aqueles que têm de conciliar a necessidade de trabalhar com o ensino. "Pessoas com baixa escolaridade se sentem marginalizadas, há preconceito, e voltar para o banco escolar é difícil", aponta a vice-presidente do Instituto Monitor, Elaine Guarisi. Neste sentido, o EAD (Ensino a Distância) aparece como um grande aliado das pessoas que querem uma formação profissional, mas que não querem ou não podem voltar para a sala de aula. Nos cursos a distância, 50% dos alunos têm até 32 anos de idade, 25% têm até 26 e 25% têm mais de 40.

A média de idade das pessoas que fazem cursos a distância é 33 anos, enquanto a de pessoas nos cursos presenciais é de 26 anos. "Antes existia muito preconceito em relação ao ensino a distância e muitos consideravam que só era possível para cargos de gerente para a frente, porque a linha de frente não conseguiria se adaptar", afirma Juliano Magalhães, diretor-executivo da Líteris. "Mas isso está mudando e a aceitação é cada vez maior em diferentes áreas de atuação", afirma Magalhães, ao comentar que a Líteris treina cerca de 80 mil pessoas por ano, sendo que cada uma realiza cerca de três atividades de treinamento anualmente.

A aceitação pelo ensino a distância é cada vez maior. De acordo com informações do Censo EAD.BR 2012, realizado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), o total de matrículas em 2012 foi de 5,7 milhões, aumento de 52,5% na comparação com 2011, últimos dados divulgados pela Abed.

Além disso, conforme o Censo da Educação Superior de 2010, as matrículas nos cursos a distância chegam a 14,6% do total de matrículas dos cursos de graduação no Brasil. Desta percentagem, 45,8% se encontram nos cursos de licenciatura, 28,8% nos cursos de bacharelado e 25,3% nos cursos tecnológicos, enquanto no ensino presencial a maior parte dos alunos frequenta curso de bacharelado.

A expansão EAD ocorre, entre outros fatores, devido à flexibilidade de horários, já que o aluno não fica preso a horários estipulados pela instituição, pois as aulas são moldadas pelos alunos.

O EAD, conforme informações de seu portal, pode ser dividido em três gerações. A primeira foi caracterizada pelos cursos por correspondência. Neste tipo de curso, o aluno recebia o material solicitado em casa, com conteúdos e exercícios a respeito do tema que seria estudado. Um bom exemplo desta geração é o Instituto Universal Brasileiro, que utilizava as correspondências para ensinar e treinar os alunos para o mercado de trabalho. O Instituto Monitor também se destaca neste quesito. Fundado em 1939, conta com cinco milhões de alunos matriculados ao longo deste tempo. "Temos também curso presencial, mas a educação a distância é a principal fatia do nosso mercado", diz Elaine. A segunda geração se deu a partir dos anos 1970, quando o foco principal ainda eram os materiais impressos, mas também fitas de vídeo, programas da televisão, entre outros. O Telecurso é um programa que exemplifica essa geração. Nesse período, na Europa e nos Estados Unidos já surgiam as primeiras universidades abertas. A terceira e última geração é classificada pelos dias atuais, pela expansão do EAD, na qual a tecnologia está totalmente integrada.

O Senac também oferece cursos a distância em todos os níveis - técnico, graduação, pós-graduação e de extensão. "É uma opção que agrada muito, especialmente aos que têm dificuldade em conciliar os horários", afirma a coordenadora de educação do Senac-SP, Ana Kuller. Um desafio para os educadores a distância é a evasão. "O índice de desistência é alto: 40%", afirma Elaine. "Mas quem passa pelo segundo mês do curso tende a ir até o fim", finaliza.

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Programa legal - Conteúdo nacional

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Dois anos após a adoção de um marco regulatório, a TV paga tem o dobro de programas brasileiros levados ao ar

A TV paga tem se transformado em um espaço privilegiado de renovação e qualidade e pode estar em processo de equiparação com o cinema na elite do entretenimento. Séries como "Breaking Bad", "House of Cards", "True Detective", "Mad Men", "Boardwalk Empire", "Dexter", "Downton Abbey", entre outras, não só conquistaram prestígio como audiência, além de altos orçamentos. Passaram a influenciar os mercados de diversos países, construíram novas referências e consolidaram o que alguns qualificam de nova fase de ouro da TV - especialmente nos Estados Unidos. "Este é um momento maravilhoso para trabalhar na televisão", disse Vince Gilligan, criador de "Breaking Bad", na segunda-feira, quando ganhou o Emmy de melhor série dramática (leia texto na pág. 21).

Nesta nova fase, o sonho dourado do jovem roteirista ou diretor em fazer um longa-metragem para o cinema cada vez mais tem cedido espaço para a televisão. "Até há poucos anos, os alunos mais ativos saíam do curso com um projeto de longa. Agora, em grande parte, eles se juntam em grupos, formam pequenas produtoras e montam projetos de séries para TV", diz Giba de Assis Brasil, sócio da Casa de Cinema de Porto Alegre e professor no Curso de Realização Audiovisual da Unisinos.

Esse é um dos sinais de que, no Brasil, também sopram os bons ventos na TV fechada. Para alguns, um novo capítulo desse enredo começou a ser escrito a partir de setembro de 2012, quando entrou em vigor a lei que, desde sua gestação, em 2007, prometia revolucionar o campo audiovisual brasileiro. Sancionada em 2011, a Lei nº 12.485, conhecida como Lei da TV Paga, abriu o setor para as teles e impôs cotas de programas e canais brasileiros. "Acabou um pouco o comodismo. O mercado se tornou supercompetitivo e os canais, atualmente, precisam se preocupar com a audiência", diz Rogério Gallo, vice-presidente do grupo internacional Turner. A contratação de Gallo, executivo que lançou a MTV no Brasil e passou pela Rede Globo, pelo SBT e pela Rede Bandeirantes, é simbólica dessa mudança de rumo. "Dirigir uma televisão sem ficar de olho na audiência seria, para mim, como dirigir um carro sem olhar para o velocímetro."

Alberto Pecegueiro, diretor-geral da Globosat, relativiza o impacto da Lei da TV paga, já que a companhia que dirige sempre foi "a maior contratadora de produção independente do país". Em sua análise, a televisão nacional sempre teve um padrão de qualidade alto e em consonância com a produção internacional. "No caso do panorama da mídia brasileira, a presença livre dos maiores grupos da mídia mundial já provocava esse alinhamento."

Desde o ano passado - quando a vigência das cotas passou a ser plena -, os canais exibem 3h30 por semana de programas nacionais em horário nobre e as operadoras carregam um canal nacional para cada três estrangeiros. As exigências fizeram que, de 2012 para 2013, o volume de produção nacional na televisão praticamente dobrasse. Enquanto em 2011 tinham sido emitidos 1,9 mil Certificados de Produto Brasileiro (CPB) para filmes, seriados e programas na TV por assinatura, em 2013 esse número saltou para 3,3 mil.

Não foi só na tela que o milagre da multiplicação se fez. Houve uma redução no preço dos pacotes e maior adesão dos consumidores da classe C ao serviço. Há dez anos, o universo de assinantes não chegava a 4 milhões. Até o fim do ano, estima-se que a TV paga esteja em 20 milhões de domicílios - o correspondente a 60 milhões de pessoas. A previsão é de que, em 2019, o serviço esteja presente em 31,4 milhões de lares.

Ao longo de 20 anos de existência, a O2 Filmes, uma das maiores produtoras do país, tinha feito quatro séries televisivas. Desde a criação da lei, emplacou dez. "É um mercado que começa finalmente a existir", afirma Andrea Barata Ribeiro, sócia dos cineastas Fernando Meirelles e Paulo Morelli. "Como não tínhamos onde exibir, não ficávamos fomentando ideias. Agora, é o contrário. Estamos sempre atrás de bons projetos, de bons roteiristas." No dia 24, estreia no GNT a primeira temporada da série "Lili, a Ex", baseada nos quadrinhos de Caco Galhardo, produzida pela O2 e uma das apostas da temporada. A jovem Lili (Maria Casadevall), com muito humor e certo grau de loucura, atormenta a vida do ex-marido, Reginaldo (Felipe Rocha).

"Em termos de adequação à lei, não houve impacto, já que o investimento do GNT sempre foi na produção nacional. Com isso, o canal não precisou fazer nenhuma alteração na sua grade de programação", diz Mariana Novaes, gerente de marketing do canal. "Seguimos o caminho da produção nacional e da produção independente há mais de 20 anos e esse sempre foi o nosso diferencial." No entanto, Mariana afirma que é inegável o aquecimento do mercado, com mais profissionais e mais projetos. "Estamos todos aprendendo na prática. É por isso também que, em março, lançamos um site para melhorar o fluxo de recebimento de projetos. O volume é grande e buscamos estreitar a relação com o mercado independente." O site é globosat.com.br/produtoras.

Desde a aprovação da lei, a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Televisão (ABPITV) registrou aumento de 200% no número de associados. A lei contaminou o mercado audiovisual como um todo, diz Marco Altberg, presidente da entidade. A Quanta, maior empresa de locação de equipamentos e estúdios do país, há dois anos registra expansão anual de cerca de 10% no uso de seus estúdios, localizados em São Paulo. Hoje, as séries dominam o cenário, mas antes da lei boa parte do movimento cabia à publicidade. "Enquanto as equipes de um comercial ficam de 5 a 15 dias no estúdio, as de séries de TV locam o espaço por pelo menos três meses", conta José Alexandre Silva Filho, gerente-comercial da Quanta. "Com isso, tem sido cada vez mais difícil agendar estúdios aqui."

Nesses dois anos da adoção do novo marco regulatório, porém, não foram poucos os nós surgidos no enredo. "Estamos cooperando com a Ancine no sentido de diminuir os atritos provocados pela inevitável introdução de requisitos burocráticos", diz Pecegueiro. A TV paga agora entrou na fase das correções de rumo. As produtoras independentes, inicialmente eufóricas com a possibilidade de emplacar produtos na TV por assinatura, mostram-se mais cautelosas. As programadoras e operadoras cumprem a cota e criam estruturas para moldar-se às novas exigências do mercado. "Tivemos o tempo dos conflitos, das altas temperaturas, mas a lei foi construída ao longo de cinco anos e, quando nasceu, nasceu com uma alta taxa de consenso", diz Manoel Rangel, diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine). "Foi visível o esforço das programadoras para cumpri-la."

Apesar de, durante os embates em torno da lei, alguns canais terem dito que não se responsabilizavam pelo conteúdo exibido, o tempo mostrou que, por mais difícil que seja cumprir a cota, não dá para correr riscos de perder espectadores e anunciantes. "Pelo que vejo, os canais não têm levado ao ar produtos que não sejam condizentes com a qualidade e as características da programação", observa Denise Gomes, sócia da BossaNovaFilms, produtora de programas como "3 Teresas" (GNT) e "Tabu Brasil" (Nat Geo). "Mesmo quem não tem condições de adquirir produtos 'premium' busca qualidade dentro de seus padrões."

Rogério Gallo, que tem de preencher a grade de seis canais - TNT, Warner Channel, Space, TCM e TBS -, mostra o outro lado da moeda: "Já levamos ao ar programas que, não fosse a necessidade de cumprir cota, não teriam entrado". O executivo garante, porém, que isso não o aflige. Fazendo coro com boa parte do setor, ele afirma estar seguro de que da quantidade sairá a qualidade: "Estamos passando por um processo natural de depuração".

Se, inicialmente, se bateu muito na tecla da qualidade, hoje os problemas que realmente inquietam programadoras e produtoras são outros. Uma queixa comum diz respeito à demora na liberação dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), fonte de financiamento governamental.

No fim do ano passado, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, anunciou que o FSA tornaria disponíveis R$ 400 milhões para o audiovisual. Mas produtoras e programadoras são unânimes em dizer que, até conseguir receber o dinheiro, enfrentam um calvário. "Os prazos da burocracia são incrivelmente longos para os prazos da televisão. A TV exige uma agilidade muito grande", diz Denise. São comuns os casos de produtoras que tiveram de usar o próprio capital de giro para adiantar os recursos do fundo. Outras, menores, acabam, simplesmente, não cumprindo os prazos estabelecidos com os canais - para pleitear os recursos, o produtor precisa ter um acordo de exibição.

O diretor-presidente da Ancine não nega a demora, mas afirma que, apesar de a agência se esforçar para tornar os trâmites mais eficazes, a liberação de recursos públicos deve obedecer a um rito. "O fundo é uma forma de ajudar o setor e, de fato, boa parte do que está no ar foi produzido com esse dinheiro. Vamos procurar melhorar, mas não vejo como negativo que as produtoras adiantem recursos. Isso faz parte da vida empresarial", assinala. "Também esperamos que o setor utilize mais recursos próprios nas produções."


Oscar Simões, presidente da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (Abta) pondera, porém, que o volume de recursos que as programadoras têm para investir está diretamente ligado ao valor que o assinante paga. "É o dinheiro das assinaturas que alimenta a cadeia, e os preços não podem subir mais", afirma. Diferentemente da TV aberta, cuja fonte de receita é, primordialmente, a publicidade, na TV fechada as fontes são várias: mensalidade, serviços de banda larga e telefonia e, em menor proporção, a publicidade. "Esse é um negócio de escala e de capital intensivo", observa Simões. "A estrutura toda é muito cara, desde a infraestrutura até o investimento para atrair novos assinantes. A grande discussão é como equacionar quantidade, custo e qualidade."

Michela Giorelli, vice-presidente de produção e desenvolvimento da Discovery Networks Latin America, defende a ideia de que chegou o momento de avaliar como tornar a lei economicamente sustentável. "Hoje, para os canais de grande distribuição, já é oneroso produzir no volume exigido", nota. "Para canais menores e com gêneros mais específicos, como é o caso do Investigação Discovery, a oferta limitada de conteúdo cria uma grande pressão econômica para o cumprimento da cota."

As produtoras, por sua vez, ficam espremidas entre os custos de produção e aquilo que os canais podem, ou estão dispostos a, pagar. "Há dois anos, colocamos o pé no acelerador, mas agora estamos mais cautelosos", diz Gil Ribeiro, diretor-geral da Conspiração Filmes, atualmente com sete séries em produção. Entre elas, "A Segunda Vez", série baseada no livro "A Segunda Vez Que Te Conheci", de Marcelo Rubens Paiva, que será exibida no Multishow. "O mercado virou muito comprador, ou seja, há grande demanda, e a mão de obra e os custos estão inflacionados."

Enquanto produtoras e canais insistem que a mão de obra ficou cara e pedem que o governo invista na formação de profissionais - de roteiristas a técnicos -, quem está no lado da criação tem outra versão da história. Na visão do roteirista Newton Cannito - "9MM: São Paulo", "Cidade dos Homens" -, a despeito do boom, o setor passa por um processo de precarização do trabalho. "Produtoras querem roteiristas, mas não querem pagar muito; querem pessoas que trabalhem, mas não querem dar poder criativo para elas", afirma. "Quem aceita isso são, geralmente, os jovens, e nem sempre o resultado é bom."

Outra dificuldade enfrentada pelas programadoras é que, em um ano, o produto perde a validade, ou seja, não serve mais para o cumprimento de cota. "Você paga caro pela produção e, depois, só pode exibir durante um ano? Isso é um tiro pela culatra, porque tende a fazer que os canais reprisem ao máximo, durante um ano, aquilo que produziram", reclama Gallo.

A exigência é mais complicada para os chamados canais brasileiros de espaço qualificado, como o Canal Brasil e o Curta. Para entrar nessa categoria, um canal precisa exibir, no mínimo, 12 horas diárias de produção nacional. A Ancine garante estar estudando a flexibilização da exigência. "É o momento oportuno para os primeiros ajustes no regulamento. Ao longo dos próximos dois meses, tomaremos medidas pontuais", informa Rangel.

Parte do mercado se mobiliza também para que formatos internacionais produzidos no Brasil, por brasileiros, sejam aceitos, ao menos parcialmente, para cumprimento de cota. "Entendemos que as experiências compartilhadas com produtores internacionais ajudam no desenvolvimento do mercado audiovisual local e deveriam ser levadas em consideração", diz Michela, da Discovery Networks.

Um dos objetivos da lei é, porém, estimular o país a desenvolver formatos próprios. A paulistana Moonshot, que produz, aqui, séries importadas como "Sessão de Terapia" (GNT) e "O Desafio da Beleza" (GNT), é uma das que têm investido no desenvolvimento de ideias originais. Exemplo disso é o "reality" "Cozinheiros em Ação" (GNT), comandado por Olivier Anquier. "Se não fosse a exigência legal, não sei se os canais aceitariam um formato novo, já que se trata de uma aposta mais arriscada e mais cara que importar algo que já foi testado em outro país", diz Roberto d'Avila, diretor da Moonshot.

Todos os países que se tornaram exportadores de programas, como Argentina, Israel e Inglaterra, têm arranjos produtivos locais que permitem isso, lembra D'Avila. "As produtoras brasileiras só vão reverter o jogo se, ao invés de só comprar, passarem a vender ideias e viver também da propriedade intelectual."

A mesma lógica de fortalecimento das empresas nacionais está por trás da exigência de que os brasileiros sejam os detentores dos direitos patrimoniais das obras que cumprem cota. A regra faz, entretanto, que os canais se perguntem se vale a pena colocar recursos em projetos sobre os quais não têm o direito de distribuição em outros países. A resposta, até agora, tem sido não.

Em meio a queixas, perguntas e tropeços, das dez séries mais vistas na TV por assinatura, em 2013, cinco são brasileiras. Cabe observar, porém, que o canal que mais emplacou sucessos foi o Multishow, pertencente à Globosat - cuja estrutura de produção nacional é anterior à obrigatoriedade.

Entre as campeãs de audiência estão "Vai Que Cola", "Cilada", "Uma Rua sem Vergonha" e "Adorável Psicose". E coube a uma produção nacional, a comédia "Minha Mãe É Uma Peça" (2013), o primeiro lugar no ranking de filmes da TV fechada. A maior presença do cinema brasileiro na programação dos canais pagos é, aliás, uma das consequências mais visíveis da lei para o espectador.

"A lei facilitou a venda e melhorou as condições de negociação dos nossos longas-metragens", relata Giba de Assis Brasil. "Apesar de algumas restrições, uma vez que há contratos de distribuição com Columbia, Fox e outras empresas, nossos filmes nunca foram tão vistos como agora. Chegamos a receber reclamações do tipo todo dia passa 'O Homem Que Copiava' [de Jorge Furtado] em algum canal."

"A compra de acervos de filmes brasileiros foi realmente grande", afirma Débora Ivanov, sócia da Gullane Filmes. "Além disso, alguns canais, como HBO e Telecine, estão investindo na produção de longas-metragens." Outro efeito colateral positivo apontado por Débora é que a televisão aberta - que historicamente opta pela produção própria - passou a dar mais espaço para os independentes. Há 15 anos, quando surgiu, a Gullane tocava três projetos. Hoje, tem 35 em andamento. E não se trata de exceção.

Outra novidade que a lei impôs à paisagem audiovisual foi o surgimento de novos canais. A cota para brasileiros fez que canais que não conseguiam entrar nos pacotes básicos das operadoras passassem a ser carregados por diferentes empresas.

Exemplo disso é o Woohoo, que, quando nasceu, em 2006, tinha 6 mil assinantes. A partir da Lei nº 12.485, passou a ser distribuído por Net, Sky, GVT, Oi, Vivo e Claro. Soma, atualmente, 12,5 milhões de assinantes. "A cota para canais brasileiros e a entrada das teles no setor foram vitais para que atingíssemos esse tamanho", diz Antonio Ricardo, criador do canal de surfe, skate e comportamento.

A mesma lei que propiciou o salto ao canal lhe impôs, porém, uma limitação. No ano passado, para manter-se sob a rubrica de "superbrasileiro" - na classificação da Ancine, existem quadro gradações para canais brasileiros -, o Woohoo teve de abrir mão do acordo que mantinha, desde a origem, com a programadora internacional Turner.

O que ocorreu com o Woohoo é fruto dos limites impostos à propriedade cruzada, que impedem as prestadoras de serviços de telecomunicações de serem produtoras ou programadoras de conteúdos locais. Em maio, a Sky foi autuada pela Ancine por descumprimento da lei. Segundo a agência, a empresa estaria atuando irregularmente como programadora por meio do canal Sports+. Procurada pelo Valor, a Sky informou, por meio da assessoria de imprensa, que não se manifestaria sobre o assunto.

Apesar de haver arestas a aparar, é indiscutível que a lei não só "pegou" - para usar a terminologia tão tipicamente brasileira - como teve efeitos visíveis para o mercado e os espectadores. E, daqui para a frente, o que esperar? "O desafio é que, cumprida essa curva de aprendizagem, todo o esforço gere uma indústria audiovisual forte que seja de interesse do assinante, que é quem paga a conta", diz Simões, da Abta. "A gente espera que, no futuro, alguém assine um pacote para poder ver séries brasileiras."

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Desafio é humanizar o comércio pela internet

Desafio é humanizar o comércio pela internet | Inovação Educacional | Scoop.it

Tecnologia se une a hábitos individuais para fisgar o cliente

Tornar o comércio eletrônico mais humano é o grande desafio dos varejistas na internet. As empresas do ramo têm apostado na melhoria da experiência de compra como estratégia para conquistar e fidelizar clientes. Para isso, investem em tecnologias de processamento de big data (megadados) que permitem conhecer melhor as preferências individuais e hábitos de consumo. Outra tendência do setor é aprofundar o vínculo com o público por meio de ferramentas de estímulo ao engajamento e pelas redes sociais.

"O e-commerce busca hoje aumentar a taxa de conversão", diz o presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Maurício Salvador. Essa taxa, importante índice de desempenho do setor, é calculada dividindo-se o número de vendas pelo total de visitas a um ambiente on-line. No Brasil a média é de 1,5%, isto é, a cada mil acessos ocorrem 15 compras. Para concorrer com os grandes varejistas que investem em pacotes anuais de mídia no atacado, os pequenos e médios buscam alternativas como programas de afiliados e market places, espaços virtuais compartilhados.

Em 2013, o comércio eletrônico faturou R$ 31,1 bilhões no Brasil, 29% a mais que em 2012, segundo a ABComm. O ano fechou com 10 milhões de novos e-consumidores, totalizando 53 milhões, e 45 mil lojas virtuais com CNPJ. Em 2014, a estimativa é que o setor cresça 27% e fature R$ 39,5 milhões. Até 2016, o faturamento das pequenas e médias lojas virtuais deve triplicar, alcançando R$ 13,7 bilhões, por causa do foco em lojas virtuais de nicho. A participação das PMEs no mercado passou de 8% em 2010 a 16% em 2013 e deve chegar a 18% em 2014.

O segmento de moda e acessórios já lidera as vendas por e-commerce no país, tendo ultrapassado o de eletrodomésticos, conforme o e-Marketer. Um dos expoentes no mercado é a Dafiti, que nasceu em 2011 como loja de sapatos on-line, expandindo-se rapidamente para outros produtos. Com 50 milhões de visitas mensais, 2.200 funcionários e um portfólio de 125 mil itens de 2 mil marcas, a empresa tem hoje o maior portal de e-commerce de moda na América Latina.

"Noventa por cento dos nossos produtos podem ser comprados com frete grátis e temos avaliações de clientes sobre as compras, o que reforça os laços de fidelidade", diz o fundador da empresa, Malte Huffmann.

"O momento é o de estreitar os laços humanos", opina o especialista em e-commerce Leandro Silva. "As empresas que têm conseguido fidelizar os clientes são as que conseguiram romper a barreira de impessoalidade existente no comércio eletrônico".

Na avaliação de João Pissutto, consultor da IBM na área de varejo, é fundamental criar condições tecnológicas e culturais dentro da empresa para que o consumidor possa ser tratado como indivíduo. Isso passa pela integração comercial e legal das atividades entre as lojas físicas e também na internet.

A Netshoes, varejista de calçados e artigos esportivos na internet, é uma das pioneiras no tratamento individualizado dos clientes. Seu portal conta com diversas ferramentas de interatividade e recebe 5 mil avaliações de compras por mês. "Às vezes as marcas não ficam tão felizes com os comentários, mas a nossa resposta a elas é: 'Melhore o seu produto'", diz o diretor de marketing Renato Mendes.

A empresa mantém um estúdio de fotografia, uma redação para descrever os itens à venda e um call-center próprio com 500 funcionários. Mais de 70% dos pedidos são feitos por clientes que já fizeram ao menos uma compra na empresa.

Referência em varejo on-line de informática e eletrônicos, a Kabum! investe forte no vínculo com os gamers. "É um público extremamente informado e exigente, o que demanda que tenhamos um portfólio atualizado, além da descrição detalhada dos produtos", diz Leandro Ramos, um dos fundadores.

A Kabum! é a primeira empresa brasileira a patrocinar um time próprio no League of Legends, o game mais popular do mundo em horas jogadas. Ramos estima que o faturamento deste ano irá crescer 50%.

Líder no mercado brasileiro de personalização para e-commerce, a Chaordic atende 15 dos 20 maiores players do ramo e processa mais de 30% das transações do varejo digital. "A venda personalizada é uma tendência sem volta", diz o responsável pelo setor de marketing, Roberto Kakihara. "Quando você começa a ofertar produtos personalizados, o consumidor se identifica com a loja". Um dos clientes da empresa é a Centauro, que em 2013 aumentou a taxa de conversão em 25% e as vendas em 32%.

Um sistema inovador de recomendações que coloca o cliente como líder do processo de venda é oferecido pela Myreks. "A gente olha a loja como um canal de entrega, pois quem faz as vendas são os recomendadores". É o que explica o CEO da empresa, Bruno Malhado. Os usuários com maior poder de influência recebem benefícios e prêmios, como medalhas e uma moeda virtual RekPoint, que o cliente pode usar para trocar por prêmios.

"Nós acreditamos que o futuro do varejo digital é o 'frictionless commerce', ou seja, o comércio sem atrito", afirma o diretor de marketing do Groupon Brasil, Tomás Penido. De acordo com ele, "o consumidor receberá ofertas selecionadas para seu perfil e comprará com apenas um clique em seu dispositivo móvel". A Groupon Brasil utiliza um sistema em seu portal para selecionar as ofertas que são mais relevantes para cada assinante das suas newsletters.



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The Rise of Online Video (1'55")

A new report from the Pew Research Center's Internet & American Life Project finds that online video is growing. 78% of online adults watch or download video.

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Digital Life in 2025

Digital Life in 2025 | Inovação Educacional | Scoop.it

Asked to predict the future of the internet and how technology/the Web will change over the next decade, hundreds of experts agree that trends now underway will make the internet more important even as it becomes less visible in daily life.

The world is moving rapidly towards ubiquitous connectivity that will further change how and where people associate, gather and share information, and consume media. A canvassing of 2,558 experts and technology builders about where we will stand by the year 2025 finds striking patterns in their predictions. The invited respondents were identified in previous research about the future of the Internet, from those identified by the Pew Research Center’s Internet Project, and solicited through major technology-oriented listservs. They registered their answers online between November 25, 2013 and January 13, 2014.

In their responses, these experts foresee an ambient information environment where accessing the Internet will be effortless and most people will tap into it so easily it will flow through their lives “like electricity.” They predict mobile, wearable, and embedded computing will be tied together in the Internet of Things, allowing people and their surroundings to tap into artificial intelligence-enhanced cloud-based information storage and sharing. As Dan Lynch, founder of Interop and former director of computing facilities at SRI International, wrote, “The most useful impact is the ability to connect people. From that, everything flows.”

To a notable extent, the experts agree on the technology change that lies ahead, even as they disagree about its ramifications. Most believe there will be:

  • A global, immersive, invisible, ambient networked computing environment built through the continued proliferation of smart sensors, cameras, software, databases, and massive data centers in a world-spanning information fabric known as the Internet of Things.
  • “Augmented reality” enhancements to the real-world input that people perceive through the use of portable/wearable/implantable technologies.
  • Disruption of business models established in the 20th century (most notably impacting finance, entertainment, publishers of all sorts, and education).
  • Tagging, databasing, and intelligent analytical mapping of the physical and social realms.
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‘Educação é promover o crescimento humano’

‘Educação é promover o crescimento humano’ | Inovação Educacional | Scoop.it

Para David Baker, as escolas tem que preparar o aluno para o mundo e não para terem bons resultados em avaliações

O professor em um papel que extrapola o de transmissor de informações, como aquele que molda o caráter, que estimula valores e prepara os estudantes para a vida pós escola. É assim que o escritor britânico David Baker enxerga a função dos educadores. “Eles precisam fazer os alunos se sentirem pessoas completas, prontas e confiantes para encarar o mundo”. Defende que a escola tem que preparar os alunos para a vida e não para exames, que conteúdos pedagógicos são apenas uma parte da educação e que a tecnologia não deve ter grande espaço na formação dos jovens.

Baker é um dos membros da School of Life, ou Escola da Vida, instituição que dá aulas, oficinas e cria materiais sobre temas relacionados a trabalho, amor, família, política e diversão (já falamos sobre a escola aqui). Baker acredita que educação não deve se preocupar em melhorar habilidades, que o mais importante é instigar o desenvolvimento dos alunos enquanto indivíduos. “O que deve ser estimulado é o crescimento dos alunos enquanto ser humano, como se desenvolvem em termos de resiliência, confiança, como lidam com ansiedade e pressão, por exemplo”. Para o escritor, quando os jovens aprendem a lidar com suas emoções, eles também aprendem a lidar melhor com o outro, o que melhora as relações interpessoais.

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Pesquisas apontam caminhos para currículo no Brasil

Pesquisas apontam caminhos para currículo no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

Estudos mostram como outros países construíram e implementaram objetivos de aprendizagem para seus alunos

O Brasil não está sozinho na busca por uma solução para a questão “o que e para que estou ensinando?”, que resume a necessidade de se estabelecer um conjunto de conhecimentos e habilidades essenciais que os estudantes devem adquirir em cada etapa da educação básica. Duas pesquisas, uma do especialista Maximilano Moder, chamada Desenhos Curriculares em 16 países (Pesquisa Benchmark Internacional), e outra da doutora em política educacional Paula Louzano, Análise Internacional Comparada de Políticas Curriculares, avaliaram os processos realizados por diversos países para construir e implementar objetivos de aprendizagem e podem contribuir com lições de inspiração ou alerta para a elaboração de uma base nacional no país.

Em comum, as pesquisas concluíram que todas as nações definiram, de alguma maneira, o que os alunos precisam aprender. Em seu estudo, Moder mostra que há uma tendência de colocar os estudantes no centro da questão.  “Isso quer dizer que é a aprendizagem desses alunos o foco das propostas observadas, não o ensino. O importante é o que os estudantes aprendem. Dessa forma, quando um currículo descreve atitudes, condutas ou que acontece com os estudantes quando aprendem algo, são os alunos que estão no centro”, explica o especialista.

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França não possui um ensino relevante, diz chefe do Pisa

Em entrevista ao Le Monde, Andreas Schleicher, diretor de educação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), disse que a França está mal posicionada porque não sabe como lidar com professores.

Schleicher cita os bons resultados trazidos pela reforma do ensino na Alemanha na década passada e, mais recentemente, na Itália como exemplos a serem seguidos. Para ele, a escola francesa é desigual e mesmo os esforços para aumentar o tempo em que crianças permanecem na escola e a idade precoce para matrícula parecem insuficientes.

O diretor da OCDE diz ainda que a França “não tem um ensino relevante”, pois não ensina como cruzar disciplinas e a despertar a curiosidade, como pede o mercado de trabalho, e ainda se preocupa muito em passar as lições.

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Instituto de matemática no Rio é ''pedra preciosa'' escondida no país

Instituto de matemática no Rio é ''pedra preciosa'' escondida no país | Inovação Educacional | Scoop.it

Os alunos que estudam aqui, alguns andando pelos corredores em bermudas e sandálias, emanam um estilo nerd como o dos programadores na série humorística "Silicon Valley", da "HBO". Grande parte do instituto, conhecido como IMPA, é estranhamente silencioso, enquanto os acadêmicos em seu interior exploram as fronteiras da matemática e do raciocínio puro, frequentemente sem se concentrarem em como seu conhecimento pode ser usado no mundo real.
"O IMPA é um ambiente extremamente exigente", disse Inocencio Ortiz, um estudante de doutorado paraguaio de 29 anos usando uma camiseta do Led Zeppelin. "Mas vale a pena, porque um diploma daqui traz prestígio e maiores chances de conseguir um emprego em matemática no Brasil ou em outros lugares."
Nos últimos anos, o instituto, que recruta estudantes de matemática promissores para seus programas enquanto alguns ainda estão no colégio (como fez com Ávila, o ganhador da Medalha Fields), mantém uma taxa de publicações entre seu corpo docente comparável favoravelmente a de grandes universidades americanas, como Princeton e Stanford, segundo a Sociedade Matemática Americana

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África é abordada em novo livro de coleção patrocinada pelo MEC

África é abordada em novo livro de coleção patrocinada pelo MEC | Inovação Educacional | Scoop.it

Cerca de 20 especialistas de vários países estão reunidos desde ontem (27) para discutir o conteúdo do nono volume da coleção História Geral da África, cujo tema será a diáspora africana. Os debates terminam amanhã (29).

A coleção foi editada em português pela Unesco  (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e financiada pelo MEC (Ministério da Educação), com a coordenação técnica da UFSCar (Universidade de São Carlos), de São Paulo, que está sediando o encontro.

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'Currículo continua com estrutura do século 20'

Pesquisadora afirma que licenciaturas são frágeis e não oferecem formação suficiente aos futuros professores

Qual é o nível de qualidade da formação de professores?

As licenciaturas têm currículos muito frágeis, as ementas e bibliografias são genéricas, não dão formação suficiente. Há uma redução de formação de conhecimento oferecido em boa parte das instituições. Elas têm tirado horas de formação disciplinar para atividades complementares, seminários culturais que a gente não sabe bem o que é. As instituições não estão encarando a formação desse profissional com seriedade. Vai de qualquer jeito, como se qualquer um pudesse ensinar. Não é verdade.

Em 2008, a senhora analisou a formação inicial das licenciaturas. Algo mudou?

Tive duas atualizações na pesquisa que mostraram o mesmo panorama. O currículo continua tradicional, com estrutura do início do século 20. Não tem 10% de formação em educação, de metodologia, prática de ensino, didática. Esse aluno vai para uma escola sem saber onde está, o que é uma rede, uma sala de aula. As licenciaturas nunca foram um foco de política coerente.

Mas esse modelo para a formação de professores é adequado?

A maioria dos países tem faculdade ou centro que forma professor. Nós não temos. Cada licenciatura está no nicho e não se encontram. A ideia nos outros países é que tem uma base formativa comum para todos e depois diversifica a formação. Defendo um centro de formação, para onde convergiriam os institutos básicos. Estudos têm mostrado que os docentes das faculdades de formação de professor têm dificuldade de ensinar. Até em instituições públicas. Temos percebido isso principalmente por causa do programa de iniciação à docência do MEC (Ministério da Educação), o Pibid. No Pibid tem de fazer um projeto para atuar na escola, que envolve o aluno, o professor supervisor e a escola. Às vezes, ele vem de área que não tem licenciatura e está tomando um choque.

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Pensadores da Educação

Pensadores da Educação | Inovação Educacional | Scoop.it

Tão antigo quanto a Filosofia, o pensamento educacional se desdobra em várias correntes. Clique nas imagens para conhecer séculos de reflexões sobre o ofício de educar

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Uso exagerado das 'telinhas' pode insensibilizar crianças

Uso exagerado das 'telinhas' pode insensibilizar crianças | Inovação Educacional | Scoop.it

Um estudo da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, indica que o uso exagerado de equipamentos digitais pode atrapalhar a capacidade de crianças em reconhecer emoções de outras pessoas.
Pesquisadores do departamento de psicologia observaram 105 alunos de 11 e 12 anos, divididos em dois grupos, e perceberam que depois de cinco dias sem acesso às telas de celulares, tablets ou televisores, eles passaram a identificar emoções muito melhor.

No estudo publicado na revista especializada "Computers in Human Behaviour", os psicólogos afirmam que o efeito da mídia digital pode ser muito mais danoso que se imagina. "Muitos olham para os benefícios da mídia digital na educação, mas não há muitos que estudam o custo disso", afirmou uma das autoras da pesquisa, Patricia Greenfield. "Sensibilidade reduzida diante de sinais emocionais, ou uma certa perda da capacidade de entender as emoções dos outros, é um deles", disse. Ela diz ainda que a troca da interação interpessoal pela interação via telas parece estar reduzindo o "traquejo social".
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Faculdade pagou R$ 26 mi por imóvel em S.Bernardo

Faculdade pagou R$ 26 mi por imóvel em S.Bernardo | Inovação Educacional | Scoop.it

Valor do metro quadrado foi de R$ 9.300, mais que o dobro do praticado pelo mercado

A Faculdade das Américas comprou por R$ 26 milhões o imóvel onde pretende instalar campus para oferecer curso de Medicina sem autorização do MEC (Ministério da Educação) em São Bernardo. O valor do metro quadrado pago pelo local foi mais que o dobro do praticado pelo mercado.

O Diário teve acesso à matrícula do imóvel número 13 da Avenida Wallace Simonsen, no bairro Nova Petrópolis, onde funcionava colégio particular. O documento mostra que a área foi adquirida pelo grupo Crefipar Participações e Empreendimentos S/A junto à empresa Vetor S/A Administração e Participações por R$ 26 milhões no dia 21 de maio. A Crefipar e a Faculdade das Américas têm como proprietário o casal Leila Mejdalani Pereira e José Roberto Lamacchia. Leila detém 13 companhias e patrimônio de R$ 2,1 bilhões.

A área total do local é de 2.770,47 metros quadrados, ou seja, pagou-se R$ 9.384 por cada metro quadrado. Em consulta a imobiliárias com atuação em São Bernardo, foi constatado que o preçomédio do metro quadrado de imóveis comerciais no Nova Petrópolis é de R$ 4.000. 
Segundo a matrícula, a Crefipar pagou R$ 10 milhões à empresa Vetor de maneira antecipada. Os R$ 16 milhões restantes serão diluídos em 11 prestações, sendo dez de R$ 1,5 milhão e uma de R$ 1 milhão.

O documento apresenta que a compra do imóvel foi feita apenas dois meses antes da publicação da portaria 399 da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, vinculada ao MEC, que autorizou a Faculdade das Américas a instalar curso de Medicina “exclusivamente” em endereço na Capital.

A entidade dribla o MEC ao usar o aval de execução do curso em São Paulo para operar em São Bernardo. De acordo com informações da Crefipar, a disciplina de Medicina ocorrerá nos dois municípios, sendo que as aulas teóricas serão ministradas na Capital e práticas, na região. O futuro campus passa por reforma. A previsão de início das aulas é fevereiro.

De acordo com o MEC, a Faculdade das Américas não tem autorização para implantar o curso em São Bernardo, porém, destacou que a cidade participa de pré-seleção para sediar entidade que ofereça a disciplina de Medicina. Disse também que o edital será lançado nas próximas semanas, mas sem previsão.

Procurada, a Faculdade das Américas não se pronunciou. 

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Ferramentas de busca garantem bons retornos

Faz diferença estar entre os primeiros nas ferramentas de busca na internet

Garantir um lugar de destaque entre os primeiros resultados das ferramentas de busca pode fazer muita diferença nos rumos de um negócio. Para se diferenciar e aumentar as vendas, um número crescente de empresas têm buscado consultorias especializadas em SEO (sigla em inglês de otimização para mecanismos de pesquisa). Essa estratégia de marketing digital promove a visibilidade nas buscas orgânicas, aquelas que geram resultados naturais, isto é, não-pagos. Estudos indicam que sete em cada dez usuários preferem clicar nestes resultados, em vez de escolher links patrocinados.

"O SEO vem ganhando relevância porque as pessoas têm cada vez menos paciência de pesquisar produtos na rua", diz o sócio da Flexy Negócios Digitais e diretor da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Cristiano Chaussard. Ele ressalta que aparecer bem nos resultados de busca é vantajoso também para as varejistas convencionais: "Nos Estados Unidos, 53% das vendas nas lojas físicas começaram em pesquisas na internet".

O empresário lembra que investimento inicial em SEO é alto, de retorno demorado e deve ser compreendido como um conjunto de ações, não como uma ação isolada. "Em geral uma boa agência cobrará uns R$ 10 mil por dez meses de trabalho e levará esse tempo para atingir um resultado consistente", diz. "Depois disso passa a ser barato, uma vez que seu conteúdo estará ranqueado naturalmente pela sua relevância, dispensando então investimentos em mídia e links patrocinados".

Chaussard faz algumas recomendações para quem deseja investir em SEO. "Em primeiro lugar, a tecnologia de e-commerce da empresa tem que ser compatível com as regras dos buscadores", diz. O Google Brasil lidera a lista dos buscadores mais utilizados no país, com 93,7% das preferências, conforme pesquisa da Serasa Experian. Outra dica é produzir conteúdos originais e relevantes para os clientes. Isso destaca a empresa nas buscas, pois textos e imagens copiados de outras fontes têm menos prioridade nos mecanismos de pesquisa.

Também se deve investir em uma assessoria técnica que programe as páginas do website de maneira que os buscadores as entendam. E compartilhar conhecimentos que vão além do foco do negócio. "Não publique informações apenas sobre o seu produto", orienta o especialista. Ele sugere a criação de conteúdo que apoie o consumidor no seu dia a dia - por exemplo, uma página de receitas para quem atua com alimentos. "Isso ajuda o site a ser posicionado como referência naquele assunto".

O investimento em SEO serve como mecanismo de proteção do empreendedor contra a concorrência e também como um ativo do negócio, lembra André Siqueira, diretor de marketing da Resultados Digitais, que fornece soluções para marketing na internet. Ele também reforça a importância de produzir conteúdo original de qualidade para conquistar o reconhecimento dos consumidores: "É mais fácil copiar um produto que a reputação".

"Ser encontrada dentro do Google é muito mais efetivo que qualquer tipo de publicidade", afirma Thiago Bacchin, fundador e CEO da Cadastra, agência pioneira em marketing de performance no Brasil, há 14 anos no mercado. Ele conta que a busca orgânica junto com o acesso por meio de links patrocinados podem representar, em alguns casos, mais de 50% da receita de um empreendimento.

"A construção de uma boa cadeia de relacionamento na internet é vital para se destacar nos resultados de busca", diz Marcelo Berwanger, diretor da agência de consultoria em e-commerce ADMT. Um caminho é investir no "link building", o trabalho de conseguir links relevantes. Ao hierarquizar as páginas em uma busca, o Google leva em conta diversos fatores, entre eles o contexto em que o link aparece e a autoridade do site que faz a referência.

Conhecer bem o público é fundamental, não só para se destacar na análise dos mecanismos de busca, como para disputar espaço em um ambiente de negócios onde há pesados investimentos dos grandes players em marketing.

"O pequeno empresário precisa ser muito focado e não pode querer abraçar o mundo, senão acaba não atendendo ninguém bem", afirma o sócio da D Loja Virtual, Márcio Eugênio. "Não é feio ser pequeno, ter uma pessoa com nome para atender o cliente do outro lado da linha".

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