Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Na Finlândia, competência toma lugar do conteúdo

Na Finlândia, competência toma lugar do conteúdo | Inovação Educacional | Scoop.it

Na última semana, uma reportagem do jornal britânico The Independent trouxe pistas sobre o novo plano finlandês: tópicos, como “mudança climática” e “centenário da independência da Finlândia” começam a receber mais ênfase do que a transmissão de conteúdo por meio da rigidez das disciplinas. Em um passo além do que hoje acontece por no mínimo dois períodos ao ano nas chamadas “aulas de fenômenos”, a grade horária se torna mais flexível para que o estudante entre em contato com conceitos de economia, história, geografia e línguas estrangeiras de modo transversal com a ajuda de temas do cotidiano. A partir de 2016, novas diretrizes curriculares vão induzir a implantação de aulas e práticas colaborativas com diversos professores trabalhando simultaneamente com um mesmo grupo de alunos. Na capital do país, Helsinque, 10 escolas já aplicam essa metodologia, enquanto outras dão os primeiros passos.

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A Educação Superior na América Latina e os desafios do século XXI

A Educação Superior na América Latina e os desafios do século XXI | Inovação Educacional | Scoop.it
Nas universidades tradicionais, bastavam seus diplomas para assegurar a qualidade profissional e técnica de seus formados, e o prestígio e a reputação de seus professores para garantir a qualidade de seu trabalho intelectual e de pesquisa. No ensino superior de massas e pós-moderno descrito por Brunner, isto já não basta, e todos os países, de alguma maneira, procuram estabelecer sistemas de avaliação e certificação do ensino superior, que é o tema do quarto capítulo de Elizabeth Balbachvsky. Ela nos mostra que os principais países da América Latina, de uma forma ou outra, procuraram adaptar os sistemas de avaliação e certificação de qualidade desenvolvidos em outras partes, requerendo que as instituições passem por processos mais ou menos complexos de certificação que, no entanto, encontram sempre limitações e acabam servindo a diferentes propósitos. Uma dificuldade bastante comum é a resistência das universidades tradicionais, que vêm nos sistemas de avaliação externa, nem sempre de maneira infundada, uma ameaça à sua autonomia; outra é a dificuldade que as agências governamentais têm de criar sistemas de certificação que sejam capazes de avaliar efetivamente, e com credibilidade, as centenas e milhares de instituições de ensino superior que existem nos diferentes países. Existem questões relativas aos critérios e padrões de avaliação (será que as faculdades voltadas ao ensino podem ser avaliadas segundo os mesmos critérios das universidades de pesquisa?), e, também, quanto aos interessados em seus resultados – os governos, que financiam as instituições? As corporações profissionais, interssadas em preservar seus mercados de trabalho? Os futuros estudantes? O setor empresarial?
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Fundação Bill e Melinda Gates financia projetos de pesquisa e inovação

A Fundação Bill e Melinda Gates e seus parceiros do Grand Challenges estão recebendo propostas para os seguintes programas de bolsas.

1. "Grand Challenges Explorations", uma iniciativa para encorajar soluções inovativas e não convencionais em saúde global. Serão aceitos candidatos com qualquer nível de experiência; em qualquer área, e de qualquer organização, incluindo faculdades e universidades, laboratórios governamentais, instituições de pesquisa, organizações sem fins lucrativos e companhias.

Propostas serão aceitas até 13 de maio de 2015 nos seguintes tópicos:
- Pesquisa sobre saúde do aparelho digestivo de recém nascidos por meio de engenharia de microbiomas mediada por bacteriófagos.
- Exploração de novas formas de medir a disponibilização e o uso de dados sobre serviços de financiamento digitais.
- Ferramentas de levantamento, diagnóstico e dietas artificiais para apoio a novas perspectivas no controle de vetores
- Novas perspectivas para lidar com a transmissão da malária
- Redução de casos de fatalidade em pneumonia através de inovações que aumentam a diagnose em crianças mal nutridas.
- Aumentar a acessibilidade de sistemas de pagamento por celular.
As bolsas terão valor inicial de 100.000,00 dólares cada e os projetos mais promissores terão a oportunidade de receber financiamento adicional de até 1 milhão de dólares.

Mais informações no site www.grandchallenges.org.

2. Salvamento de vidas no nascimento: Foi lançada a quinta rodada para propostas na área de perspectivas inovadoras para o tratamento e prevenção de doenças em mulheres grávidas e recém nascidos em comunidades pobres e de difícil acesso ao redor do mundo. Os parceiros deste programa financiarão perspectivas transformadoras transversais a três áreas: (i) ciência e tecnologia, (ii) acessibilidade de serviços, e (iii) inovação por demanda.

O prazo final para apresentar propostas será dia 27 de março de 2015. Detalhes sobre como participar podem ser encontrados clicando aqui - http://www.savinglivesatbirth.net/
3. Alfabetização Infantil: O Grand Challenges lançou duas oportunidades de bolsas:

- procura por perspectivas apoiadas por tecnologia para prover educação básica em uma ou mais das seguintes situações: crises de saúde, desastres naturais, e zonas de conflito. Estas soluções devem ser possíveis de utilizar após os seis primeiros meses de crise ou conflitos em países em desenvolvimento. Propostas podem ser enviadas até 30 de março de 2015.

- O programa está selecionando propostas de inovação em rastreamento de livros destinados para as escolas de ensino básico e centros de ensino em países em desenvolvimento, tornado-os mais acessíveis para aquisição.

4. O Grand Challenges de tecnologias inovadoras de saúde, parte da iniciativa Grand Challenges do Japão, está selecionando propostas no tema de perspectivas ambiciosas para o desenvolvimento de medicamentos, vacinas e diagnósticos de um conjunto prioritário de doenças infecciosas negligenciadas. Propostas devem ser provenientes de parcerias entre organizações japonesas e de outros países.

Propostas podem ser encaminhadas até 13 de março de 2015.

Informações adicionais sobre os itens 3 e 4, clique aqui. - https://www.omnicompete.com/crisisandconflictedtech.html

Para mais informações, visite a página de oportunidades de bolsas em www.grandchallenges.org.

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Procurando entender melhor Química? Unesp oferece cursos online gratuitos sobre a matéria

Procurando entender melhor Química? Unesp oferece cursos online gratuitos sobre a matéria | Inovação Educacional | Scoop.it

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) disponibiliza em seu portal, Unesp Aberta, 6 cursos online e gratuitos sobre Química. As aulas, ministradas por professores, abrangem diversos tópicos relacionados à matéria, que vão desde os principais tipos de ligações químicas à história da Química.

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7 universidades marcadas pela ascensão meteórica em rankings

7 universidades marcadas pela ascensão meteórica em rankings | Inovação Educacional | Scoop.it

Em quatro anos, a Nanyang Technological University, de Singapura, melhorou incríveis 108 posições no ranking global de universidades da Times Higher Education.
A ascensão meteórica da universidade, fundada em 1991, levou-a ao topo do ranking de instituições de ensino superior com menos de 50 anos que mais crescem em importância e reputação acadêmica.
Na lista, outras 6 “jovens” universidades que têm tudo para se firmar de vez na elite do ensino superior, geralmente dominada por instituições tradicionais e centenárias, como é o caso de Harvard .Confira, nas fotos, quais são elas: 

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Ser Educacional cai na Bolsa e amplia queda para 62% no ano

Ser Educacional cai na Bolsa e amplia queda para 62% no ano | Inovação Educacional | Scoop.it

As ações ordinárias da Ser Educacional registravam perdas de 4,69% na mínima nesta quinta-feira. No ano, os papéis da companhia acumulam perdas de 62%.
A companhia anunciou hoje que a sua subsidiária União de Ensino Superior do Pará (Unespa) assinou um contrato para a compra do Centro Universitário Bennet, no Rio de Janeiro. O contrato prevê o pagamento total de 10 milhões de reais à Metodista Bennet.

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Para além do ‘na Finlândia é fácil, quero ver no Brasil’

Bom, acontece que aqui pelos Estados Unidos a notícia também ganhou repercussão. Depois da matéria inicial do The Independent, publicações como Quartz, Washington Post, Huffington Post e Vox puseram suas respectivas colheres na discussão, uns com mais, outros com menos pé atrás. “Será que substituir aulas tradicionais por projetos interdisciplinares vai ensinar ao aluno tudo o que ele precisa saber? Será que essa abordagem é possível nos EUA?” foram algumas das questões levantadas. Para dar um contexto, os norte-americanos estão na fase final de implementação do Common Core, um currículo nacional para matemática e inglês fruto de um debate que durou anos, e aguardam ansiosos pelos primeiros resultados dos alunos.
O problema é que as notícias davam a entender que a Finlândia ia trocar todas as disciplinas por projetos de um dia para o outro. Mas não é bem assim e o Ministério da Educação finlandês fez questão de esclarecer isso. Mesmo antes de a substituição aulas tradicionais por projetos interdiciplinares fazer parte de um programa maior, o país já adotava a abordagem de projetos há décadas ao menos uma vez por semana. A partir de 2016, um cronograma de adoção vai ser adotado para que essa quantidade aumente, mas as disciplinas continuarão a existir.
Pelo aprendizado baseado em projetos, professores de diferentes disciplinas desenham juntos atividades com claros objetivos pedagógicos e as situações de aprendizado ocorrem ao longo do processo. Entre ter a ideia, desenhar, prototipar e apresentar o produto final, os alunos aprendem os conteúdos programáticos relacionados e intencionalmente abordados pelos professores, mas também têm que agir em colaboração, com criatividade e resiliência.

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A escola que preserva e cuida do seu entorno

A escola que preserva e cuida do seu entorno | Inovação Educacional | Scoop.it

A escola estatual Ilza Irma M. Coppio fica no município de São José dos Campos, interior de São Paulo, às margens do Rio Paraíba do Sul, que sofre com os altos níveis de poluição de suas águas e da mata ciliar. Com o intuito de conscientizar os alunos sobre a situação do rio e formar essa nova geração de moradores da região para ter uma educação e postura voltada à sustentabilidade, a professora de geografia Rosa Sousa realiza um projeto chamado Água Educa, que envolve alunos em atividades que vão desde pesquisa na área ambiental até ações práticas.
O trabalho é realizado em uma disciplina eletiva para estudantes do ensino médio, mas também envolve a comunidade local. “Começamos a estudar o ciclo hidrológico e qual era a interferência do homem no ciclo. Estudamos em sala toda a parte teórica, para depois realizarmos o trabalho nas margens do rio”, conta a professora.

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‘Precisamos debater sobre uso de dados de alunos

‘Precisamos debater sobre uso de dados de alunos | Inovação Educacional | Scoop.it

Os pesquisadores, frequentemente, querem acesso aos dados recolhidos pelas diversas plataformas de software, pois eles podem estudar o progresso dos alunos em vários contextos, conectar os progressos com a experiência do estudante com sua postura da sala de aula e avaliar a eficácia dos professores e das escolas. Usando dados coletados por sistemas de gestão de aprendizagem, eles podem estudar o impacto de várias abordagens curriculares ou pedagógicas.
Desenvolvedores comerciais que criam as plataformas e programas que coletam dados são frequentemente solicitados pelos educadores para fornecer “analytics” ou para encontrar padrões nos dados sobre alunos, professores, turmas, escolas, etc. Entidades comerciais também podem querer ter acesso aos dados, com o intuito de refinar e melhorar os seus produtos e desenvolver materiais de aprendizagem que respondam às necessidades dos alunos e, assim, mais interessantes para os compradores.

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O livro digital e a pesquisa científica

Nos Estados Unidos, aproximadamente 30% do mercado editorial de não-ficção são compostos por livros digitais. A pujança dessa plataforma confirma que o surgimento dos e-books não é evento passageiro ou frágil: eles vieram para ficar. E aquilo que explica seu sucesso e é mais característico desse tipo de edição - sua rapidez de distribuição, menor custo e acessibilidade - se ajusta perfeitamente às exigências da comunicação científica contemporânea. Nunca tivemos quantidade tão impressionante de trabalhos acadêmicos, que precisa ser urgentemente distribuída entre uma comunidade cada vez mais especializada e geograficamente dispersa. É nesse contexto que pesquisadores de todo o mundo são cada vez mais levados ao uso regular de publicações eletrônicas, seja como autores ou como receptores de textos.

Dada a relevância da edição eletrônica, não é de se admirar que as instituições universitárias tenham se dedicado a aperfeiçoa-la e a aproveitar todo o seu potencial. Universidades prestigiosas como Harvard e Amsterdam têm desenvolvido programas de acessibilidade digital gratuita, sempre com o objetivo geral de garantir a circulação da informação viva e relevante das investigações geradas por suas equipes.  Nesse mesmo diapasão, desde 2012 foi estruturado no Brasil o programa Scielo Livros, que pretende abrir um nicho sólido de publicações acadêmicas de excelência, acessíveis ao público científico e interessados em geral. Mesmo com um acervo limitado a 570 títulos, o Programa já obteve mais de 32 milhões de downloads, dos quais mais de 8 milhões referentes apenas a edições da Editora Unesp, o que, nesse último caso,  lhe daria média de 45.000 downloads por título. Esses são resultados extraordinários, especialmente quando se considera que as tiragens tradicionais (papel) de conteúdos semelhantes atingem, quando bem sucedidas, média de aproximadamente 2.000 exemplares. Esse dinamismo inédito justifica que programas de edição digital tenham sido promovidos pela Unesp ao lado de várias outras instituições brasileiras, justamente para que os pesquisadores nacionais, tanto quanto seus congêneres estrangeiros, possam se beneficiar dessas circunstâncias.

Certamente, o livro acadêmico digital não elimina problemas crônicos que o ameaçam e que vão desde a proliferação indiscriminada de títulos até as dificuldades técnicas de avaliação desses conteúdos. Entretanto, em época de tantos pessimismos, talvez seja o caso de saudar ao menos esse evento que, afinal, nos abre alternativas promissoras.

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O cenário da EaD e a perspectiva da educação a distância na Unesp

O cenário da EaD e a perspectiva da educação a distância na Unesp | Inovação Educacional | Scoop.it

Quanto ao perfil de estudante, observa-se que a faixa etária mais jovem começa a mostrar presença, porém a idade média indicada é de 30 anos ou mais, sendo 56% mulheres. Outro aspecto interessante é que no período de 2010 a 2013 é possível observar uma diminuição no índice de evasão: 2010:18,6% e 2013:16,94% (Censo EAD.BR 2013).

Em relação a infraestrutura dos cursos, de acordo com o Censo, apenas 8,8% das instituições utilizam o satélite como forma de distribuição dos seus cursos. A maioria utiliza-se de streaming ao vivo ou on demand (internet) ou conexão ponto a ponto ou multiponto (Censo EAD.BR 2013). O documento apresenta em seus dados que 93% das instituições pesquisadas utilizam como Learning Management System (Sistema de Gestão da Aprendizagem) a Plataforma Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment).

Diante desse cenário nacional, é importante destacar as iniciativas que o Núcleo de Educação a Distância da Unesp em parceria com as Pró-reitorias de Graduação, Pós Graduação, Extensão Universitária e a Fundunesp vem implementando para o atendimento de um perfil de educação híbrida e com metodologias inovadoras.

Por meio do Programa da Graduação Inovadora, será ofertado ao docente da Unesp formações contínuas visando o uso de tecnologias digitais da comunicação e informação em atividades pedagógicas presenciais e online.

Para isso foram produzidos quatro (4) cursos, sendo que dois deles serão ofertados no primeiro semestre de 2015 (2): Curso 1 - Construção de Materiais didáticos pedagógicos para e-learning (aprendizagem online), m-learning (aprendizagem com uso de dispositivos móveis) e b-learning (aprendizagem híbrida – blendead learning); Curso 2 – Práticas pedagógicas inovadoras no Ensino Superior com Tecnologias Educacionais. Em ambos cursos o docente da Unesp compreenderá e aprenderá a organizar atividades (on-line), materiais (utilizando a linguagem web) e a implementá-los no Moodle, compreendo e utilizando recursos de acessibilidade.

Para uma oferta inicial serão disponibilizadas 400 vagas (para cada curso) destinada a docentes da Unesp, com vista a contribuir para o emprego dos 20% (artigo 81 da LDB 9.393, de 1996, Portaria 4059/2004) na carga horária dos cursos em atividades online. As inscrições para os 2 cursos serão disponibilizadas no endereço http://edutec.unesp.br/centraldecursos.

Vale destacar que o Núcleo de Educação a Distância da Unesp oferece aos seus docentes e a comunidade em geral o repositório de objetos educacionais, o Acervo Digital (www.acervodigital.unesp.br) que possui mais de 120.000 recursos educacionais de acesso livre. Esse repositório pode também ser utilizado pelos docentes da Unesp para a disponibilização dos seus próprios materiais didáticos.

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Sudeste e Sul concentram cidades integradas no país, diz IBGE

Sudeste e Sul concentram cidades integradas no país, diz IBGE | Inovação Educacional | Scoop.it
O IBGE mapeou os grandes agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional, que ocorre em razão de migrações por causa do emprego ou educação. São os chamados arranjos populacionais.
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Universidade precisa responder ao ‘vai lá e faz’

Universidade precisa responder ao ‘vai lá e faz’ | Inovação Educacional | Scoop.it

Enquanto o jovem amplia suas conexões a cada dia e pensa em criar uma startup que pode mudar a vida de milhares de pessoas, a universidade ainda aposta em um produto velho, que acredita ser o único dono do conteúdo. Lá se vão mais de duas décadas desde a massificação da internet e a abundância de informação para provar o contrário, mas o modelo permanece o mesmo.
Para entender melhor quem é o estudante que chega hoje ao ensino superior e quais são suas aspirações, o grupo Anima Educação e a BOX1824, agência especializada em comportamento jovem, ouviram 200 jovens de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo em uma pesquisa realizada durante os anos de 2013 e 2014. Foram estudados jovens de 16 a 24 anos, das classes A, B e C que demonstram ter projeto de vida, capacidade para inspirar seus pares, sonhar grande e, claro, vivem imersos na cultura digital.

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Brasil e China querem estreitar parcerias em C,T&I

O secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Alvaro Prata, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do ministério, Armando Milioni, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo Coelho, reuniram-se no dia 17 de março, no MCTI, com o vice-ministro de Ciência e Tecnologia da China, Cao Jianlin, e a delegação que o acompanhava.

Os dois países têm diversas ações em andamento em ciência, tecnologia e inovação, em setores como nanotecnologia e biologia. A delegação chinesa expressou interesse na cooperação com o Brasil em relação aos parques tecnológicos, área em que o país asiático tem tradição e expertise.

"A China tem usado os parques tecnológicos como importantes instrumentos de desenvolvimento econômico e até social. Eles tratam os parques tecnológicos como ambientes de inovação; são iniciativas mais ampliadas que no Brasil", disse Prata. "Hoje, 13% do Produto Interno Bruto [PIB] do país é oriundo dos parques tecnológicos", informou o secretário, ao acrescentar que, em 2012, o PIB chinês somou US$ 8,2 trilhões.

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Alunos da USP criam sistema que corrige exercícios de programação em segundos

Alunos da USP criam sistema que corrige exercícios de programação em segundos | Inovação Educacional | Scoop.it

Dois alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, Felipe Duarte e Fábio Sikansi, criaram um sistema de submissão e correção automática de trabalhos de programação denominado Run.codes.
A ferramenta possibilita que os estudantes cadastrem on-line os trabalhos de programação realizados e aguardem alguns segundos até que o resultado da correção apareça. “Nossa ideia foi fazer um sistema eficaz para que o professor pudesse gerir efetivamente o trabalho realizado em uma sala de aula”, explicou Duarte, doutorando do ICMC.
Com o Run.codes, o tempo médio de correção para um trabalho considerado extenso gira em torno dos 30 segundos. “O tempo de correção é muito menor e o sistema ainda permite que o professor abra o código do estudante e verifique o que ele errou”, avalia Moacir Ponti Júnior, professor do ICMC, que utilizou o sistema no semestre passado nas disciplinas Programação orientada a objetos e Introdução à ciência da computação II.
Para evitar plágios de alunos durante a realização dos trabalhos, os criadores do sistema integraram às suas funções uma ferramenta chamada MOSS (disponível em http://theory.stanford.edu/~aiken/moss), desenvolvida pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos. Ela é capaz de indicar o grau de similaridade entre dois trabalhos por meio de porcentagem e alertar o docente.

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Vantagens dos iPads em sala de aula

Vantagens dos iPads em sala de aula | Inovação Educacional | Scoop.it

1 - São intuitivos
Os iPads têm a tecnologia “touch” e, por isso, são fáceis de manusear. Aqueles que têm dificuldades de visualizar os conteúdos, sentem-se melhor com os aplicativos, mais fáceis de navegar. Alunos com deficiências motoras também se adaptam melhor aos iPads. Nesse caso, o diferencial da tecnologia é o “touch”, mais simples que o mouse de um computador tradicional, e não terem a necessidade de migrar o olhar da tela para o teclado. 
2 - Evita que os alunos se sintam frustrados
Muitos pontos fracos dos alunos com problemas de aprendizados recebem maior destaque. Para corrigir essas deficiências, os iPads disponibilizam aplicativos específicos para eles aprimorarem essas questões e, consequentemente, evitar a frustração e ineficiência. 
3 - Personalizam o ambiente de aprendizado
Cada aluno pode escolher qual o melhor método de aprendizado para si, considerando que os iPads são multi sensorizados. Assim, pode enfatizar as funções visuais ou orais, por exemplo. Além do trabalho individual, os tablets podem ser usados como uma ferramenta na sala de aula. Estudantes que não conseguem realizar anotações e prestar atenção na fala do professor, ele pode gravar as falas e convertê-las em notas posteriormente. 
4 - Ajudam na comunicação
Existem aplicativos como Proloquo2Go, Assistive Express e Yes/No que trabalham dando voz aos alunos, para que os mais tímidos consigam se expressar em sala de aula. Suas funções são, respectivamente, dar voz por meio do “touch”, formular frases e responder “sim” ou “não” para perguntas rapidamente. 
5 - Podem ser ferramentas terapêuticas
Alguns aplicativos podem ser usados para especialistas utilizarem para construir questões pontuais sobre os alunos com problemas de atenção.
6 - Aumentam a atenção social
Para estudantes que precisam de ajuda para construir suas características de sociabilização, os iPads são excelentes. Embora o senso comum pregue que as novas tecnologias causem muita distração, nesse caso só trazem benefícios. Encontros pelo FaceTime, por exemplo, podem ajudar os estudantes a focarem nas leituras faciais. Esses aplicativos precisam ser muito usados para gerar prática. 
7 - Ajudam a criar um comportamento 
Alunos com dificuldades de aprendizado encontram problemas para acompanhar suas melhoras específicas e também pontuar exatamente onde estão os seus bloqueios. Quanto mais conteúdos os estudiosos têm sobre o comportamento dessas pessoas, os dados tornam-se mais precisos e facilitam a solução de cada caso. 
8 - São bons para organização
Um dos principais pontos fracos desse tipo de aluno é a falta de organização, por vários motivos. Com os iPads, os estudantes não perderão as lições de casa, trabalhos, livros, entre outros materiais didáticos, já que tudo estará devidamente armazenado no sistema operacional do tablet.
9 - Tiram os estigmas dos alunos 
Geralmente, os alunos com problemas tendem a achar que estão à margem do resto da sala e utilizar estratégias de ensino que enfatizem as diferenças entre os alunos só piorará a auto estima deles. Os iPads oferecem métodos alternativos de ensino, porém não fazem com que os alunos sintam-se marginalizados, afinal a ferramenta é vista como uma boa aquisição para as salas de aula. 
10 - Podem acalmar alunos com problemas emocionais
Professores e especialistas podem incluir músicas nos iPads para ajuda-los a se acalmar quando tiver com problemas emocionais. Portanto, os iPads e seus aplicativos podem melhorar demasiadamente a vida escolar dos alunos com problemas de aprendizado e até tornar a experiência de freqüentar as escolas agradável.

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Fundação Volkswagen lança o Caderno Arte + Educação

A Fundação Volkswagen, que coordena os investimentos sociais da Volkswagen do Brasil há 35 anos, lançou hoje (23/3) o “Caderno Arte + Educação”. A publicação está disponível gratuitamente para download na “Plataforma do Letramento” (www.plataformadoletramento.org.br), o ambiente virtual de aprendizagem da Fundação Volkswagen, e auxilia educadores sobre como trabalhar as artes, com seus alunos, de forma prática e interativa. Além de propor atividades e reflexões sobre diversas modalidades artísticas, o “Caderno Arte + Educação” traz artigos de acadêmicos e profissionais de artes renomados. A publicação integra o material didático do programa educacional “Aprendendo com Arte”, recém-lançado pela Fundação Volkswagen (leia mais, abaixo).
O “Caderno Arte + Educação” é resultado de uma parceria entre a Fundação Volkswagen e a Editora Segmento e foi produzido por especialistas em artes e educação. Além da versão digital, a publicação conta com a impressa, com tiragem de 7 mil exemplares, que serão distribuídos para educadores e para as Secretarias Municipais e Estaduais de Educação do Brasil. Em suas 114 páginas, a revista aborda temas como arte popular, audiovisual, dança, teatro, música, artes visuais e inclusão de estudantes com deficiência em museu.

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Excelência versus equidade - Ensino Superior EUA

Excelência versus equidade - Ensino Superior EUA | Inovação Educacional | Scoop.it
Descobrir que os principais atores de determinado mercado são os mesmos que o dominavam 100 anos antes costuma levar à conclusão de que o setor em questão deve ter passado por um século de estagnação. No caso do ensino superior, que desde o início do século 20 é dominado pelas universidades americanas, trata-se de uma conclusão completamente equivocada.
Essas universidades foram crescendo aos poucos entre 1900 e 1925, começaram a ganhar mais impulso em meados do século e embalaram de vez em seu último quartel. Disso talvez se deduza que as principais universidades dos Estados Unidos são instituições verdadeiramente excepcionais, ou que esse mercado se comporta de modo bastante estranho. No caso do ensino superior, ambas as conclusões estão corretas.
Os Estados Unidos deram ao mundo a moderna instituição universitária. No século 17, sua elite importou o modelo desenvolvido nas faculdades de Oxford e Cambridge a fim de conferir algum requinte intelectual a seus filhos rústicos. Em 1876, os administradores da herança do banqueiro e magnata das ferrovias John Hopkins resolveram usar o que até então era o maior espólio da história para combinar a ideia da faculdade inglesa com a do instituto de pesquisas, instituição que os alemães haviam criado no início daquele século.
O modelo foi adotado por universidades públicas e privadas. Assim, em pouco tempo, Harvard, Yale, Princeton, Caltech (California Institute of Technology) e outras instituições que compõem o grupo de universidades de primeira linha nos Estados Unidos emergiram como os motores da vida intelectual e científica mundial.
Dessas instituições saiu um número impressionante de invenções que fizeram do mundo um lugar mais seguro, mais confortável e mais interessante. "Imaginem como seria viver sem vacina contra a pólio, sem marca-passos (...), ou sem sistemas municipais de tratamento de água. Ou satélites meteorológicos. Ou modernas terapias de combate ao câncer. Ou aviões a jato", escreveu em 1995 um grupo de lideranças empresariais em documento enviado ao Congresso, solicitando que o governo não reduzisse o financiamento à pesquisa das universidades do país. De lá para cá, essas instituições também nos deram a revolução digital, que melhorou a vida das pessoas em todos os cantos do planeta.

Estudantes no patio da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut
Os Estados Unidos também foram pioneiros na massificação do ensino superior, uma transformação impulsionada, em parte, pela necessidade de qualificação da mão de obra do país e, em parte, pelo desejo que a sociedade americana tinha de oferecer uma oportunidade de aprimoramento pessoal aos homens que haviam lutado na Segunda Guerra Mundial. Assim, os Estados Unidos se tornaram o primeiro lugar do mundo em que os filhos da classe média chegaram à universidade e em que o diploma universitário se tornou um passaporte para a prosperidade.
Dado o sucesso desse modelo, não é de admirar que ele esteja se disseminando por todo o mundo. A massificação do ensino universitário vem acontecendo em toda parte. A universidade de estilo americano tornou-se o padrão a ser seguido, e entre os demais países é cada vez mais intensa a competição por criar instituições universitárias tão boas quanto as americanas.
Os gastos com ensino superior têm aumentado: na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), passaram de 1,3% para 1,6% do PIB em 2011. No mundo inteiro, mecanismos de financiamento e gestão inspirados no modelo europeu, onde tudo é feito pelo Estado, têm sido abandonados em favor do modelo americano, onde grande parcela do ensino universitário fica a cargo do setor privado e os estudantes pagam a maior parte de seus estudos.
Mas, no mesmo momento em que o modelo americano é adotado mundo afora, dificuldades internas começam a aparecer. As melhores universidades dos Estados Unidos ainda conduzem mais pesquisas de ponta do que as de qualquer outro país; o problema é fazer com que os investimentos que elas recebem deem retorno também na sala de aula.
Avaliações indicam que atualmente há muitos alunos que não aprendem tanto quanto deviam e que eles se aplicam menos nos estudos do que costumavam se aplicar. Comparado com o de outros países, o desempenho médio dos recém-formados americanos é ruim e vem piorando. Em vez de aumentar a mobilidade social, o ensino superior tem reforçado barreiras existentes. Ao mesmo tempo, nos últimos 20 anos, os custos quase dobraram em termos reais. A taxa de matrículas vem caindo. Há tecnologias que prometem tornar a educação mais barata e mais eficaz, mas as universidades resistem em adotá-las.
Pode-se argumentar que os problemas decorrem, em parte, de tensões existentes no cerne do sistema universitário americano, onde a pesquisa se contrapõe ao ensino, e a excelência à equidade. E pode-se igualmente argumentar que, com recursos tecnológicos e informações mais precisas, é possível tornar mais eficiente o departamento de ensino desse negócio. Tendo exportado seu modelo para o restante do mundo, os americanos têm lições a aprender com outros países sobre como aprimorar o próprio sistema universitário.
A África Subsaariana é a única região onde ainda não há evidências de uma 'massificação'
Quando é que o muito vira demais? "Tem tanta gente fazendo faculdade neste país que daqui a pouco não vai sobrar ninguém pra pegar o lixo. (...). Hoje em dia, você para pra cuspir na rua e corre o risco de acertar alguém de beca e capelo", diz Keller, personagem da peça All My Sons, de Henry Miller, escrita em 1946.
Nos Estados Unidos, os setores menos privilegiados da sociedade começaram a ter acesso ao ensino superior com a criação de universidades financiadas com a venda de terras públicas, mas a verdadeira massificação teve início com uma lei aprovada em 1944, garantindo bolsas de estudos integrais para todos os veteranos de guerra que desejassem fazer um curso universitário.
O fenômeno observado nos Estados Unidos se reproduziu na Europa e no Japão ao longo das décadas de 60 e 70, e na Coreia do Sul nos anos 80. Agora está acontecendo em todo o mundo. O número de estudantes universitários vem crescendo em ritmo mais acelerado que o Produto Interno Bruto (PIB) global. A demanda por um diploma universitário é tamanha que as matrículas registram crescimento maior do que o da venda daquele que é o bem de consumo por excelência: o automóvel.
A taxa global de matrículas no ensino de 3.º grau - o porcentual da população mundial em idade escolar regularmente matriculado em alguma instituição universitária - passou de 14%, em 1992, para 32%, em 2012; e, nesse mesmo período, o número de países com taxas de matrícula superiores a 50%, aumentou de 5 para 54. A África Subsaariana é a única região onde ainda não há evidências de uma "massificação".

Na China, entre 1998 e 2010, o número de estudantes universitários passou de 1 milhão para 7 milhões e vai avançar mais
Em alguns países, como na Coreia do Sul, onde quase todas as pessoas fazem uma faculdade, provavelmente se chegou a um ponto de saturação. Em outros, a expansão do ensino superior ainda é fenomenal. Na China, entre 1998 e 2010, o número de estudantes universitários passou de 1 milhão para 7 milhões. De 2000 a 2009, as universidades chinesas contrataram quase 900 mil novos professores em regime de dedicação integral. Atualmente, o país forma mais gente do que os Estados Unidos e a Índia juntos, e pretende ter 40% de seus jovens matriculados em algum curso superior até 2020.
Em todo o mundo, as transformações no mercado de trabalho, a urbanização e as tendências demográficas alimentaram essa expansão. A "economia do conhecimento" fez aumentar a demanda por trabalhadores com boa formação intelectual. Por outro lado, quando as pessoas se mudam do campo para a cidade, as universidades se tornam mais acessíveis. O aumento no número de jovens também impulsionou o crescimento das matrículas, e - sobretudo em países árabes - a política do petróleo fez aumentar a necessidade de oferecer oportunidades aos adolescentes.
Na maioria dos países, o número de pessoas na faixa de 18 a 24 anos deve diminuir ao longo dos próximos 50 anos, mas tudo indica que a demanda por ensino superior mais do que contrabalançará esse efeito demográfico. Simon Margison, do Instituto de Educação da University College London, diz que "parece não haver limites naturais à tendência de aumento na taxa de matrículas no ensino superior" a partir do momento em que o PIB per capita de um país passa dos US$ 3 mil.
As leis da oferta e da procura sugerem que esse aumento fantástico no número de pessoas formadas tende a reduzir o retorno do investimento feito na obtenção de um diploma e, em certa medida, isso parece ter acontecido. De maneira geral, os retornos gerados por um diploma universitário são maiores em países pobres do que em países ricos, a não ser no Oriente Médio, onde a alta taxa de matrículas, combinada com o baixo crescimento econômico, gerou um desemprego elevado entre indivíduos com formação superior. Harry Patrinos, principal economista especializado em educação do Banco Mundial, observa que, nos países pobres, a globalização fez aumentar as chances de uma pessoa bem qualificada conseguir um bom emprego.
No mundo desenvolvido, ainda que metade dos jovens em idade adulta tenha cursado uma universidade - e embora esse número continue crescendo -, o prêmio pago pelo diploma (a diferença salarial entre indivíduos com e sem formação universitária) ainda é alto o bastante para fazer valer a pena passar alguns anos estudando numa universidade.
Parte da explicação para isso pode estar na valorização excessiva, que se observa em alguns países, das qualificações formais de um indivíduo. Quanto maior é o número de pessoas com formação universitária, maior a tendência das empresas em contratar pessoas com formação universitária. Em muitos países, profissões como as de professor e enfermeiro, que há 30 anos podiam ser exercidas sem um diploma universitário, hoje são reservadas a quem tenha passado por uma instituição de nível superior. Quando apenas uma pequena elite frequentava a universidade, havia uma quantidade razoável de bons empregos para aqueles que interrompiam os estudos depois de concluir o ensino médio. Isso não acontece mais.
Com os diplomas universitários se disseminando, cada vez mais pessoas fazem cursos de pós-graduação, buscando se sobressair no meio da multidão. Tanto nos EUA como no Reino Unido 14% da força de trabalho tem um título de pós-graduação; e, apesar desse aumento na oferta, o prêmio pago pela pós-graduação aumentou nos dois países, principalmente a partir do ano de 2000. Houve um tempo, observa Stephen Machin, professor de economia da University College London, em que os títulos de pós-graduação eram um fator de redução salarial; mas isso era quando a maioria das pessoas que se doutoravam em matemática permanecia na academia; agora elas se transferem para o setor financeiro.
Ainda que os indivíduos recebam bons retornos pelo investimento que fazem no ensino superior, não é tão claro que isso também se aplique à sociedade como um todo. A grande questão é saber se o prêmio pago pelo diploma é consequência de uma produtividade mais elevada ou do estabelecimento de uma diplomacracia.
Se as universidades contribuem para aumentar a produtividade das pessoas, então a sociedade faz bem em investir no sistema universitário, mas quando os diplomas passam a funcionar apenas como um mecanismo para indicar às empresas que pessoas formadas são mais inteligentes que as não formadas, então esse investimento perde a razão de ser. E, como até o momento são muito limitadas as tentativas de avaliar até que ponto as universidades realmente educam as pessoas, não se sabe se vale ou não a pena fazer todo esse investimento no ensino superior.
Mesmo que sejam reduzidos os retornos sociais do investimento em sistemas universitários, há um ótimo argumento de ordem política para que o Estado se preocupe em garantir o acesso a esse nível de ensino. Se as pessoas precisam de um diploma para prosperar economicamente, então é obrigação de qualquer governo democrático oferecer a todos os indivíduos com alguma inteligência a oportunidade de obter um título desses. As instituições financeiras do setor privado relutam em conceder empréstimos a taxas de juros razoáveis a estudantes que não têm como oferecer garantias, de modo que mesmo onde o financiamento privado tem papel preponderante, os governos tendem a abrir linhas de crédito aos estudantes.
Mas o acesso ao ensino superior não é uma questão binária. Alguns mecanismos de financiamento são bons, outros não. E os retornos oferecidos por um ensino ruim sempre serão baixos. Portanto, a ambição manifestada por autoridades governamentais de quase todo o mundo, de ampliar o acesso ao ensino superior de qualidade, entra em conflito com outra força global: a competição para criar as melhores universidades.
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‘Eles foram protagonistas e eu, coadjuvante’

‘Eles foram protagonistas e eu, coadjuvante’ | Inovação Educacional | Scoop.it

No ensino de história, é usado o método espiral, com uma visão superficial no primeiro momento, mas que ainda assim vai em um nível mais alto do que a criança é capaz de assimilar, porque é sabido que uma parte será sedimentada. No decorrer da vida escolar, o assunto volta pelo menos umas três vezes: no fundamental 1 e 2 e no ensino médio. Na classe do quinto ano, os alunos estavam tendo o primeiro contato da espiral e, os do ensino médio, o último. Disse que não tinha muito como ajudar, porque achei que não conseguiria explicar o tema na mesma sintonia que fazia com os alunos do terceiro ano do ensino médio.

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‘Para as crianças aprenderem é preciso viver’

‘Para as crianças aprenderem é preciso viver’ | Inovação Educacional | Scoop.it

Na época em que o primeiro filho nasceu, a atriz e cineasta francesa Clara Bellar dividia seu tempo entre o Rio de Janeiro (Brasil), Paris (França) e Los Angeles (Estados Unidos). Em vez de decidir por um desses locais para poder matricular o menino na escola, ela e o marido preferiram entender como crianças poderiam aprender de maneira livre e conviveram durante dois anos com famílias que optaram pela não escolarização. O resultado foi uma jornada que é mostrada no documentário Ser e vir a ser (Vivendo e aprendendo).
O filme é uma busca pelo “desejo inato de aprender”, conforme define a sinopse de divulgação. Ele explora o conceito de desescolarização e apresenta famílias da Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido que vivem ou vivenciaram essa experiência, além de ouvir educadores e especialistas no tema. Também é possível ouvir histórias e conhecer jovens que tiveram uma educação livre, porém, mais tarde optaram por ingressar no ensino formal em renomadas universidades. Segundo Clara, que é mãe de uma menina de 1 ano e um menino de 6, a intenção não é julgar a escola ou tentar apontar um único caminho, mas mostrar que também existem outras possiblidades para aprender. “O importante é informar para que as pessoas possam escolher, cada um para a sua família”, defende em entrevista ao Porvir.

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Ser Educacional assina contrato para compra do Centro Bennet

Ser Educacional assina contrato para compra do Centro Bennet | Inovação Educacional | Scoop.it

Por meio de sua subsidiária União de Ensino Superior do Pará (Unespa), a Ser Educacional assinou nesta quinta-feira, 26, contrato para a compra da mantença do Centro Universitário Bennet, no Rio de Janeiro.
O contrato prevê o pagamento total de R$ 10 milhões à Metodista Bennet.
"A companhia acredita que a aquisição do Centro Universitário na cidade do Rio de Janeiro é um passo importante para que o Grupo continue seu processo de expansão na região sudeste do Brasil, iniciado com a aquisição da Universidade Guarulhos - UnG", informou a Ser Educacional, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O pagamento será feito em duas parcelas, sendo a primeira de R$ 1 milhão, a ser depositada em uma conta vinculada da própria Unespa em até 15 dias após a assinatura do contrato; e o valor remanescente no fechamento da operação.
Segundo o fato relevante da empresa, o Centro Universitário está credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) e possui Índice Geral de Cursos (IGC) igual a 3.
A Ser Educacional também comunica que, por se tratar de um centro universitário detentor de autonomia universitária, novos cursos de graduação, tecnológicos e de licenciaturas na cidade do Rio de Janeiro poderão ser lançados, sem necessidade de autorização prévia por parte do MEC.
"Tal característica poderá trazer maior flexibilidade e velocidade de crescimento na captação de alunos na cidade", informou a companhia.
O fechamento da operação e efetiva cessão da mantença à Unespa dependem de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do MEC.
A Ser Educacional informou ainda que pelo fato de ter sido realizada por meio de subsidiária, não haverá aos acionistas direito de recesso em decorrência da operação.

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A aprendizagem é um coquetel

Embora o conceito "blended learning" seja mais difundido no campo da Educação, tanto no âmbito universitário quanto fora dele, e assumiu diferentes denominações, como "aprendizagem mista", "aprendizagem combinada" ou "aprendizagem híbrida", entre outros, o seu significado parece consensual.

A maioria dos autores define blended learning como uma experiência de aprendizagem que combina elementos de aprendizagem em sala de aula presencial, com elementos de aprendizagem on-line, e portanto, como uma espécie de aprendizagem semipresencial própria do século XXI, ou seja, que aproveita a difusão da informação, as aplicações práticas e as possibilidades de interação da web 2.0.

Quando falamos de “aprendizagem presencial” nessa abordagem, embora a referência seja a aprendizagem "face a face" ou "de frente" não estamos nos referindo a um "ensino tradicional", e sim a um ensino fundamentado na abordagem construcionista, contextualizada e significativa, de maneira que os conteúdos, as metodologias e as interações entre esses conteúdos, professores e estudantes seja realizada usando tecnologia, para a elaboração de projetos que partem do interesse do grupo.

De acordo com A. Bartolome no artigo intitulado "Ambientes de Aprendizagem Mista no Ensino Superior" (RIED, vol. 11, No. 1, 2008), como educadores discutimos, valorizamos, experimentamos e investigamos  sobre a «blended learning», ou seja, a aprendizagem e recursos virtuais são mesclados e os estudantes emergem de ambientes onde vivem "vidas mistas”, assim, as vidas em sala de aula e a realidade virtual se misturam".

No século XXI, a aprendizagem ocorre de múltiplas maneiras, utilizando múltiplos tipos de inteligência (Howard Gardner teorizou acerca de nove tipos de inteligência: linguística, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica, musical, interpessoal, intrapessoal, natural e espiritual), há grande diversidade de recursos pedagógicos palpáveis e on-line. Além disso, os estudantes aprendem e estudam, escutando músicas, respondendo mensagens no smartphone e utilizando as redes sociais. Podemos dizer que eles pertencem a uma "geração multitarefa", uma geração que se identifica com o estudo realizado por S. Caulfield y A. Ulmer (Student Science, octubre 2014) com estudantes do ensino médio,  intitulado "Alguns adolescentes tem um melhor desempenho quando realizam multitarefas".

Aprender nessa perspectiva é um coquetel de exigências, demandas e necessidades, misturadas com múltiplas fontes de informação e recursos palpáveis e on-line, alinhadas com interesses, curiosidades, diversão e comunicação. Como é dito nos Projetos de Plataforma (2015) parafraseando James Bond,"mesclado, não agitado".

O "blended learning" ou aprendizagem mista, não está nas mãos dos professores, mas sim dos estudantes, pois são eles que aprendem. Os professores podem propor, sugerir, orientar, preparar atividades e materiais, facilitar, tutorar, criar condições ambientais e planejadas, mas a aprendizagem é intrínseca e própria do estudante, e as vezes isso ocorre “apesar” do professor.

Chegado a essa afirmação, que tem tanto um fundamento psicopedagógico, como experimental, assim podemos focar em como o professor pode facilitar e potencializar a aprendizagem mista dos seus estudantes.

Nesse sentido, é importante diferenciar o que M. Area y J. Adell (eLearning: Enseñar y aprender en espacios virtuales, 2009) identificou: (1) "o ensino presencial com apoio da Internet" ou o virtual como "complemento ou junto a docência presencial. (2) "educação semi presencial ou blended learning", baseada na " integração e mistura de aulas presenciais e atividades virtuais”, e (3) a "educação on-line" com o uso exclusivamente de "ambientes virtuais."

Facilitar e melhorar a aprendizagem mista dos estudantes envolve uma reorganização do sistema educativo, uma adaptação didática e metodológica baseada em ambientes virtuais e o reconhecimento das capacidades de aprendizagem dos estudantes, bem como a responsabilidade explícita desses aprendizados.

H. Staker e MB Horn em "Classifying K–12 Blended Learning” (Innosight Institute, 2012) formularam quatro modelos de "blended learning", que pode ser muito útil para a concepção e desenvolvimento de atividades que potencializam a aprendizagem mista: "Rotation model, Flex model, Self-Blend model, Enriched Virtual model".

Nesses quatros modelos, bem como em outros de características e interações semelhantes torna-se possível: integrar e complementar atividades de sala de aula (grupo pequeno, toda classe, projetos, tutoriais individuais, laboratórios, atenção personalizada, etc.), com atividades on-line (Webquests, WebGincanas, ambientes e aplicações de web 2.0, etc.), bem como elaborar novas metodologias enraizadas no "aprender fazendo" de John Dewey, como as aulas invertidas ou inversas ("Flipped Classroom"), criar aulas presenciais e atividades práticas, debates, tutorias personalizadas, etc., complementadas com explicações e microaulas gravadas em vídeo, guiados leitura para compreensão, gerar aprendizagem e reflexão, estudo personalizado e execução de tarefas integrando o que os estudantes fazem fora da escola.

Potencializar o blended learning ou aprendizagem multitarefa envolve a combinação de metodologias presenciais e virtuais, inovadoras, participativas, em colaboração e cooperação, em que o papel do professor  é ser responsável pelo conteúdo (“content curator”), e mediar os processos de aprendizagem dos estudantes.

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Pesquisa e Inovação no Ensino Superior

É cada vez mais crescente a preocupação das Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) em potencializar e inovar os processos de ensino e aprendizagem nos cursos de graduação, sobretudo de fazer uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC).

Alguns pesquisadores da área educacional afirmam que o uso das TDIC não é mais facultativo, pois é algo intrínseco ao ser humano, sobretudo no ensino superior em que a vida dos estudantes é permeada pela tecnologia.

Para tanto, algumas IPES têm buscado novas metodologias de ensino e dentre essas metodologias está a “Aprendizagem Híbrida” também conhecido por “Blended Learning”.

Aprendizagem Híbrido ou Blended Learning, é o meio de organizar as práticas pedagógicas integrando momentos presenciais aos não presenciais fazendo uso de TDIC.

Alguns pesquisadores entendem que o Blended Learning seja uma relevante estratégia metodológica por ter uma característica de centralização no estudante e em suas necessidades de formação e aprendizagem.

O desafio e a inovação desse tipo de abordagem metodológica estão no fato de integrar diferentes TDIC e mídias atuais, como por exemplo, redes sociais, dispositivos móveis.

No sentido de tornar o ensino superior mais atualizado, o Ministério da Educação embasado no artigo 81 da Lei 9.393, de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), baixou a Portaria 4059/2004 que admite, nos cursos presenciais, que até 20% da carga horária seja ministrada em modalidade semipresencial.

A Portaria admite que as instituições de ensino superior possam introduzir na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade semipresencial.

Com o intuito de estimular que o corpo docente da Unesp reflita sobre esses desafios frente às inovações de cunho tecnológico e metodológico, tornando o processo de ensino e aprendizagem cada vez mais dinâmico e ativo, a Unesp em uma parceria entre a Pró-Reitoria de graduação (Prograd), a Câmara Central de Graduação (CCG), o Centro de Estudos e Práticas Pedagógicas (CENEPP) e o NEaD, criou o “Programa Graduação Inovadora” na Unesp.

Este Programa tem o objetivo de preparar os docentes, que embora tenham o desejo de inovar o ensino na graduação, não se sentem formados suficientemente para realizar tal ação.

Essa iniciativa da Unesp, busca a formação pedagógica de seus docentes para que ações inovadoras ocorram de maneira qualitativa no âmbito da graduação.

Tendo essa preocupação de inovação na graduação, uma pesquisa de doutorado está sendo desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação do Campus de Presidente Prudente, FCT/Unesp.

A pesquisa, propõem a adoção da abordagem metodológica de Educação a Distância (EaD) “Estar Junto Virtual”, utilizada nos cursos propostos pelo Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Unesp, por contribuir para o desenvolvimento de atividades que provoquem a reflexão sobre a prática educacional.

A partir da intenção de melhorar cada vez mais o ensino nos cursos de graduação da Unesp e incorporar a possibilidade de utilização dos 20% da carga horária seja ministrada em modalidade semipresencial, com o suporte de um AVA e incorporação das mais atuais TDIC, a pesquisa se debruça a desvelar como  incorporar em suas matrizes curriculares essa possibilidade de oferta semipresencial, para tanto, procurará vivenciar a experiência com os participantes da pesquisa, que serão professores do Departamento de Estatística da Unesp, Câmpus de Presidente Prudente.

Vale destacar que não será proposta apenas a inserção dos 20% de atividades a distância, mas  sim uma nova forma de trabalhar os conteúdos disciplinares o quais serão desenvolvido a partir das abordagens do “Estar Junto Virtual” e Construcionista Contextualizada e Significativa (CCS). Tais abordagens são fortemente relacionadas e até mesmo complementares pelo fato de que o uso das TDIC será realizado como recursos para uma aprendizagem voltada para a construção dos conhecimentos peculiares ao processo de formação de um estatístico. Dessa forma, é contextualizado e significativo, pois mesmo utilizando um AVA, o professor participante, docente do Ensino Superior, estará fomentando ações que capazes de fazer com que seus estudantes possam construir os conhecimentos de maneira reflexiva, o que tem profunda consonância com a abordagem metodológica do Estar Junto Virtual.

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Para inovar, Canadá tem gente educada e incentivos - Inovação

Para inovar, Canadá tem gente educada e incentivos - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

Na acirrada disputa global pelo investimento em inovação, o Canadá se desdobra para atrair empresas estrangeiras, acenando com mão de obra altamente educada, impostos mais baixos, incentivos tributários para gastos em pesquisa & desenvolvimento (P&D) e acesso aos mercados dos Estados Unidos e do México. Um dos setores mais importantes é o de tecnologia da informação e comunicação (TIC), que engloba segmentos como os de serviços de software e computação, telecomunicações e multimídia. São 37 mil empresas, muitas de pequeno e médio porte, que empregam mais de 530 mil pessoas, espalhadas por cidades como Montreal, Ottawa, Toronto e Vancouver. Há também outros polos, como os de tecnologia médica e serviços financeiros.
Especializada em efeitos visuais, a britânica Framestore abriu um escritório em Montreal em 2013, atraída em boa parte pela facilidade em contratar empregados especializados, segundo o vice-presidente-sênior, Dennis Hoffman. A Grande Montreal conta com muitas empresas do setor de multimídia e cinco universidades, o que ajuda bastante no processo de recrutamento.
"São profissionais talentosos, que precisam ser bem pagos", disse Hoffman. Com dois Oscars no currículo, a Framestore tem hoje quase 200 pessoas trabalhando na unidade de Montreal, responsável por parte dos efeitos visuais que aparecem no filme "Robocop", a refilmagem de 2014 dirigida pelo brasileiro José Padilha. Impostos mais baixos e custos competitivos também ajudaram a empresa a se decidir pela cidade canadense.
O nível de escolaridade da população é um dos trunfos usados por Montreal e outras cidades para atrair investidores estrangeiros. Metade da população do Canadá em idade para trabalhar tem educação de terceiro grau, sendo a força de trabalho mais bem educada entre os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O ambiente educacional tem um peso decisivo para a forte presença das empresas tecnológicas no Canadá. Foi um fator importante para a canadense Ngrain, que trabalha com tecnologia interativa em 3D e realidade aumentada para aplicação industrial, ter nascido em Vancouver. A existência de universidades como a de Colúmbia Britânica (UBC, na sigla em inglês) é relevante para a Ngrain,segundo o diretor de desenvolvimento de produtos da companhia, Barry Po - ele mesmo é PhD em ciência da computação pela UBC. Boa parte dos funcionários é formada por engenheiros.
Fundada há 15 anos, a Ngrain tem entre seus clientes empresas americanas como a Lockheed Martin, do setor de defesa, e a Microsoft. A tecnologia da Ngrain permite visualizar não apenas a superfície de objetos, mas também detalhes no interior. No Brasil, a companhia atende empresas do segmento aerospacial, mas não revela quais.
Vantagens tributárias também contribuem para trazer empresas estrangeiras ao Canadá. O imposto de renda corporativo é consideravelmente mais baixo que nos EUA, sendo o segundo menor do G-7, maior apenas que o do Reino Unido. Além do fato de já ter clientes canadenses, impostos mais baixos foram um dos motivos que atraíram a sueca Syntronic para Ottawa, assim como o crédito tributário que pode ser obtido com gastos com pesquisa & desenvolvimento, segundo o diretor-geral da unidade no Canadá, Hans Molin.
Especializada na elaboração de software eletrônico, técnico e administrativo para vários setores da indústria, a Syntronic abriu um centro de P&D na cidade em dezembro, contando com 30 funcionários, e tem planos de ter 120 em cinco anos. Como atrativos, Ottawa tem uma concentração elevada de empresas de alta em setores como tecnologia, defesa e tecnologia médica, segmentos importantes para a companhia.
Molin destacou a facilidade de montar o negócio no Canadá, o que leva em média cinco dias, segundo o relatório Doing Business, do Banco Mundial. Conseguir crédito, porém, é mais complicado, de acordo com ele. "Eu ainda estou tentando obter um cartão de crédito corporativo", exemplificou Molin. O rigor do sistema financeiro canadense, tido como bastante sólido, ajuda a explicar a dificuldade na obtenção de empréstimos.
Com escritórios em países da Europa e também na China, na Malásia e na Indonésia, a Syntronic optou por Ottawa para montar o seu primeiro escritório na América do Norte. O mercado do Canadá em si é pequeno - apenas 35 milhões de habitantes, num território de quase 10 milhões de quilômetros quadrados -, mas o acesso franqueado aos EUA e ao México devido ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) é uma vantagem a mais para as empresas se estabelecerem no país, diz Stewart, da Invest Toronto.
O Nafta tem 474 milhões de consumidores, numa região cujo Produto Interno Bruto (PIB) está na casa de US$ 20 trilhões.
Os custos mais baixos no Canadá também são outro fator que pode atrair empresas para o país. "Um engenheiro de software ganha em média por ano 80 mil dólares canadenses [o equivalente a US$ 62,5 mil]. Em Los Angeles, paga-se o dobro", disse Kaiser Ng, diretor-sênior de operações da Dena em Vancouver, empresa de origem japonesa que desenvolve jogos para tablets e celulares.
Também influenciou a decisão da Dena os impostos mais baixos, os incentivos tributários e o fato de a cidade ter um polo importante de videogames, contando com empresas como Nintendo, Disney e Microsoft. Na província da Colúmbia Britânica, onde fica Vancouver, há mais de 600 empresas apenas na área de entretenimento digital e interativo, empregando 16 mil pessoas.

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