Inovação Educacional
Follow
Find
113.4K views | +55 today
Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Universidade de Columbia lança primeira pós-graduação no Brasil

Universidade de Columbia lança primeira pós-graduação no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

A renomada Universidade de Columbia vai oferecer a partir de janeiro de 2015 o primeiro programa de pós-graduação no Brasil. O curso global EMPA (Executive Master of Public Administration) será lecionado no centro da universidade localizado na cidade do Rio de Janeiro.
O curso combinará palestras de vídeo on-line com aulas presenciais no centro e no campus da universidade em Nova York. Além do Rio, a universidade disponibilizará o curso em Pequim, na China, e em Mumbai, na Índia.
“Este modelo permitirá que profissionais tenham uma experiência na Universidade de Columbia sem que se mudem para Nova York em tempo integral”, esclarece o site. Os alunos que concluírem com o programa receberão diploma de MPA (Master of Public Administration) da Universidade de Columbia.

 

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Formação médica é fragilidade do sistema

Cerca de 60% dos recém-formados em escolas médicas que participaram do último exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo não atingiram o critério mínimo estabelecido pelo Cremesp. Ou seja, acertaram menos de 60% das questões, o que significa que não estão preparados para exercer a profissão.
Nos exames anteriores realizados pelo conselho, a reprovação ficou entre 50% e 55%. A baixa qualidade da formação, especialmente para o Estado mais rico do país, é talvez o sintoma mais preocupante de uma profissão que vê seus salários reduzidos, sua carga horária ampliada e seu prestígio em queda. Por outro lado, os médicos recém-formados constituem a elite do país: dados colhidos de questionários realizados nos últimos anos pelo Cremesp mostram que mais de 80% são brancos e estudaram em escolas privadas, cerca de 70% têm pais e mães com curso superior e em 70% dos casos os estudos foram custeados pela família.
Diante desse perfil, o baixo desempenho dos recém-formados é atribuído mais ao nível das escolas que à formação anterior dos estudantes.

"O grande número de escolas médicas privadas que estão sendo abertas no Brasil nos últimos anos não vem acompanhando um padrão mínimo de ensino, diz João Ladislau Rosa, presidente do Cremesp. "O objetivo dessas escolas é o lucro, o que implica cortes de gastos que vão de professores despreparados à falta de um hospital próprio", acrescenta.

Embora o Cremesp não divulgue um ranking de escolas, Rosa adianta que as privadas mais novas têm as piores avaliações. O país tem 242 faculdades de medicina e só em 2014 foram abertas 26, das quais 17 privadas. Em cinco anos, quando se formarem as primeiras turmas dessas escolas, estarão entrando 1.700 novos médicos.

O número de profissionais, que cresce mais rapidamente que a população, a distribuição desigual e a precária qualidade do ensino são pontos que preocupam a categoria. O país tem cerca de 400 mil médicos (dados de 2013), com uma razão de quatro profissionais por mil habitantes, não distante de países europeus, que têm entre dois e meio e quatro médicos por mil moradores. Em números absolutos, o país é o quinto do mundo em médicos, representando 4% da população médica mundial.

"O Ministério da Educação, que é o responsável pela fiscalização das escolas, deveria ser mais rigoroso nessa função. Existe no Brasil uma ideia de que faltam médicos e temos um estudo que os médicos são muito mal distribuídos", diz Rosa.

"Enquanto o município de São Paulo tem quatro médicos para cada mil habitantes, Campinas tem seis. Há regiões no país que têm menos de um médico para cada mil habitantes. Hoje, o Brasil forma 21 mil médicos por ano. Em 2020 teremos três médicos por mil habitantes, mais que suficiente", detalha. "À medida que vai aumentando o número, estamos trocando a qualidade pela quantidade. Não precisamos de mais médicos, mas de uma política pública que estabeleça uma carreira médica", afirma.

O Programa Mais Médicos, criado pelo governo para atender regiões desprovidas de profissionais, prevê a contratação de 14 mil estrangeiros, um número que não chega a afetar o mercado diante dos 400 mil médicos em atividade. A preocupação das entidades médicas é com a qualidade de assistência oferecida, já que tais profissionais não são submetidos a exames. "Pela lei, eles são intercambistas que vieram para estudar e se aprimorar, mas estão dando assistência sem condições e sem um acompanhamento", diz o presidente do Cremesp.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Educação - O espantalho da crítica heterodoxa

Há países ricos que possuem sistemas de bem-estar social generosos, como os nórdicos; há países ricos com sistemas de bem-estar pouco generosos, como os EUA. Mas o que definitivamente não existe são países ricos com políticas macro e microeconômicas de viés heterodoxo com a extensão adotada no Brasil nos últimos cinco anos.
A receita dos que conseguiram saltar a difícil barreira do crescimento sustentável - conhecida como armadilha da renda média - é conhecida: plena liberdade política e econômica para amplos setores da sociedade, rigor na condução da área fiscal, estabilidade monetária e financeira, regras e regulamentação estáveis e, finalmente, investimento público eficiente em capital humano (saúde e educação) e infraestrutura.
Há saudável controvérsia sobre o efetivo papel desempenhado por políticas desenvolvimentistas em alguns casos de sucesso, como, por exemplo, as políticas industriais adotadas pelos Tigres Asiáticos, há cerca de três décadas. De um lado alega-se que essas políticas foram cruciais para que eles desenvolvessem parques industriais importantes. De outro, argumenta-se que elas foram irrelevantes, e o que de fato os teria levado aos atuais patamares de renda por habitante foram os investimentos maciços em capital humano. A verdade, possivelmente, está no meio do caminho. Contudo, frise-se que esses casos de sucesso são contrabalançados por um número muito maior de casos de fracasso, como na maioria dos experimentos levados a cabo na América Latina, por exemplo. Por estas bandas, fizemos bastante política industrial, mas não conseguimos os mesmos resultados.

Políticas de proteção existem, de fato, em muitos países, mas o que nos soa mais significativo é que os detalhes das políticas desenvolvimentistas mais bem sucedidas apresentam diferenças marcantes com a política industrial "à brasileira", como, por exemplo, a fixação de metas claras de desempenho e a natureza temporária da proteção. O Brasil recente destoa pela extensão da intervenção pública, pela sua longevidade e pela falta de transparência dos benefícios concedidos sem avaliação de resultados.

Voltando à nossa lista de condições necessárias ao desenvolvimento, existe liberdade política no Brasil, mas a nossa democracia ainda é carente de controles sobre a concessão pública de benefícios a grupos escolhidos, além de sujeita a recorrentes casos de corrupção. Tudo isso, claro, afetando a produtividade final da economia. Adicionalmente, são enormes as barreiras burocráticas à entrada nos mercados de bens por parte de empresas novas, fato que, em conjunto com a política de escolha de vencedores via crédito público, restringe o que chamamos de liberdades econômicas.

O rigor fiscal, duramente conquistado após 2000, foi abandonado. O superávit primário real nesse ano, por exemplo, está para perto de 0% do PIB, ou menos. Além disso, os mecanismos criativos reduziram a transparência e a credibilidade da política fiscal, marcos da LRF de 1999. Por sua vez, a condução equivocada da política monetária, reduzindo o juro na base do voluntarismo, resultou em inflação resiliente e em desancoragem das expectativas.

Seguindo na lista: o aumento das restrições ao comércio exterior, por meio de barreiras tarifárias e não tarifárias, isolou ainda mais a economia brasileira do comércio internacional. E as intervenções discricionárias, como no caso da energia, fragilizaram empresas, prejudicaram a produtividade e comprometeram o ambiente de negócios. Por fim, não conseguimos avançar na educação e na infraestrutura por má governança no setor público e incertezas regulatórias.

O resumo é que a produtividade estagnou, o que compromete nosso crescimento econômico sustentado, e a nova matriz macroeconômica resultou apenas em um legado de inflação alta num mundo de inflação baixa, além de graves desequilíbrios fiscais a serem enfrentados nos próximos anos.

Como reagem alguns dos economistas heterodoxos, direta ou indiretamente ligados ao governo, a essa crítica? Criando um argumento-espantalho. A invencionice vai na seguinte linha: os economistas que pregam rigor fiscal e reformas querem na verdade desfazer as conquistas sociais, estão contra a redução de desigualdade, alcançada via programas governamentais como o Bolsa-Família.

Não é verdade, é cortina de fumaça. Não defendemos o fim de programas sociais eficientes para redução da pobreza, nem algo que se assemelhe a "Estado Mínimo", nem impostos mais baixos para os mais ricos, ou coisas do tipo. Essa tentativa de desqualificação da divergência é instrumento utilizado pelo baixo clero do debate intelectual. Inventam-se pretensos argumentos para rejeitar outros pontos levantados pelos críticos. Inventa-se, enfim, um espantalho.

Defendemos políticas sociais focalizadas nos mais necessitados; a maior qualidade da política pública em educação e saúde por meio da melhora da gestão e do reconhecimento meritocrático, permitindo melhores resultados com os recursos já disponíveis; a volta do rigor fiscal e do combate à inflação; transparência dos subsídios e proteção setoriais, que preferencialmente deveriam ser horizontais e submetidos a constante avaliação de resultados, para que não joguemos mais dinheiro público em empresas ineficientes; maior abertura econômica, que favoreça o consumidor brasileiro e diversas empresas que usam insumos importados, aumentando nossa inserção nas cadeias produtivas globais e, portanto, alavancando a produtividade.

Ser crítico dos equívocos da política econômica dos últimos anos não tem nada a ver com defender o fim das conquistas sociais alcançadas desde 1990.

Argumentar nessa direção é fugir do debate sobre a condução da economia nos últimos anos. O espantalho pode ser eficaz para afastar os corvos. O debate, porém, merece mais. O país também.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Redução de desigualdade exige sistemas educacional e tributário mais eficientes

Bem-sucedida até recentemente, a política de redução da desigualdade baseada no aumento da renda das famílias mais pobres chegou ao limite. Para a economista Monica Baumgarten de Bolle, tradutora do best-seller "O Capital no Século XXI", de Thomas Piketty - que será lançado sábado no Brasil -, a melhoria da qualidade da educação e o redesenho do sistema tributário brasileiro são os dois grandes "ganhos de eficiência" capazes de dar continuidade ao processo de desconcentração da riqueza em curso há pelo menos dez anos no país.
O aumento da qualificação de estudantes e trabalhadores atacaria o que Monica considera ser a raiz da desigualdade brasileira - a ausência de oportunidades iguais para todos. "E não é só colocar as crianças na escola. Esse foi o primeiro passo, feito em sequência desde o governo Fernando Henrique Cardoso. O que não pode mais existir é criança na sétima série que não sabe ler e escrever."
Aperfeiçoar a educação, contudo, é um trabalho demorado. No curto prazo, algumas reformas no sistema tributário poderiam ter um efeito redistributivo "grande", avalia a economista, sócia da consultoria Galanto. Ela lembra que Piketty dedica um dos capítulos do "Capital" ao tema. "E não é o trecho sobre a taxação de fortunas", brinca, referindo-se a um dos tópicos que geraram maior repercussão. A discussão sobre o desenho dos sistemas tributários da França e dos Estados Unidos, por exemplo, mostra como a introdução do imposto de renda nesses países atuou nesse sentido, afirma Monica.
No Brasil, o mesmo imposto tem o efeito oposto. O teto de aproximadamente R$ 4,5 mil reais - a partir do qual incide a alíquota máxima de 27,5% - acaba favorecendo os mais ricos, aprofundando a concentração de riqueza.
Para a economista, a grande maioria dos impostos em vigor no país cumpre apenas um dos dois principais objetivos de um sistema tributário - eles financiam o Estado, mas não redistribuem renda. Isso é decorrência, por sua vez, da estrutura do Estado, "pesadão", que precisa de um volume expressivo de recursos para se manter e que, por isso, cria novos mecanismos de arrecadação muitas vezes sem refletir sobre os efeitos colaterais perversos.
O debate travado atualmente em torno da reforma tributária reitera essa mentalidade ao circunscrever-se basicamente aos impostos sobre bens e serviços, que representam 41,23% da arrecadação total. Praticamente fora da discussão, os tributos sobre propriedade - que não por acaso respondem por apenas 3,57% do que é recolhido - poderiam, por exemplo, passar a taxar mais os imóveis que sofreram maior valorização nos últimos.
Monica ressalta, contudo, que muito pode ser feito no âmbito das cobranças que incidem sobre as mercadorias, também bastante regressivas. Idealmente, a miríade de impostos sobre bens seria unificada e redesenhada especificamente para diminuir o impacto sobre os domicílios mais pobres.
Usando as pesquisas de orçamento, onde há informações sobre as cestas de consumo das famílias, a nova estrutura poderia estipular alíquotas mais baixas para produtos consumidos pela base da pirâmide. "O efeito redistributivo [das políticas de redução da desigualdade] deveria começar na própria cadeia de impostos", diz a economista.
Como o atual sistema de divisão da arrecadação entre União, Estados e municípios complica esse tipo de iniciativa, no curto prazo o país poderia criar um "tax credit" como o americano, que devolve uma parte do imposto de determinados produtos para os consumidores de baixa renda.
"Dadas as limitações que o Brasil tem para 'realizar', isso [o esforço para tornar o sistema tributário mais progressivo] deveria estar em pauta", afirma Monica. "Nessa área é possível fazer relativamente pouco gerando um efeito redistributivo grande."

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Empresas apostam em formação global de gestores na Ásia

Empresas apostam em formação global de gestores na Ásia | Inovação Educacional | Scoop.it

A demanda das empresas por programas de educação executiva é marcada hoje pela busca por temas como o desenvolvimento de uma mentalidade global, formas de acelerar a inovação e um foco no lado emocional do processo de aprendizado.
Para Michael Pich, reitor de educação executiva do Insead, escola de negócios de origem francesa, o ensino voltado para líderes de companhias exige uma resposta cada vez mais customizada e voltada para necessidades específicas das organizações. "Não adianta mais entregar apenas conteúdo, eles querem que as pessoas sejam transformadas", diz.
Pich conversou com o Valor na semana passada, quando esteve no Brasil com uma delegação do Insead que participou de conversas com representantes de empresas e eventos com estudantes. Ele é responsável por programas desenhados exclusivamente para empresas e por cursos abertos para executivos. A área representa hoje quase metade do faturamento da escola e garante presença constante nos rankings de educação executiva do jornal britânico "Financial Times". Em 2014, ficou em quinto lugar na lista dos melhores cursos abertos, e em 21º na de programas customizados.
Atualmente, mesmo os cursos abertos da escola podem ter sua grade personalizada de acordo com os interesses das organizações, com base em mais de 400 opções. Já os programas desenvolvidos junto com as companhias respondem a questões pontuais que exigem resolução dentro do ambiente corporativo. Essa tendência aparece também na relação da escola com empresas brasileiras, segundo o reitor.
"Vemos a demanda no Brasil crescer, mesmo com a economia mais fraca. As empresas estão bastante específicas em relação ao que elas precisam", diz Pich. A procura por cursos abertos dobrou de 344, em 2010, para 749 executivos por ano em 2013. Para o professor de estratégia Felipe Monteiro, brasileiro que leciona no campus francês da escola, a desaceleração da economia motiva as companhias do país a buscar a capacidade de se internacionalizar e voltar sua atenção para fora.
Há mais interesse, inclusive, por cursos e programas que incluam os campi asiáticos da escola - o Insead está presente desde 2000 em Cingapura e desde 2007 em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. "Há uma busca pela visão global, mas não só da Europa", diz Monteiro. As razões incluem a velocidade da mudança e da inovação nesses mercados. "Ter experiência de como as coisas estão mudando e na rapidez com que se transformam é muito impactante", diz.
Essa tendência é mundial, diz Pich, e reflete um interesse na região que se transformou ao longo do tempo. "Quando começamos a interagir com a Ásia, há 30 anos, o foco principal era descobrir como fazer negócios lá. Depois que abrimos o campus, o objetivo se tornou formar gestores locais para multinacionais com presença na região. Agora estamos na terceira fase, que é identificar o que podemos aprender com a Ásia", ressalta.
O interesse também reflete os principais temas buscados pelas organizações que procuram a escola. Um deles é a necessidade de desenvolver uma mentalidade global mesmo entre companhias que não têm planos de expandir para outros países. "As pessoas reconhecem que não podem se esconder atrás das fronteiras. Mesmo se não quiser abrir uma unidade fora, eu preciso ter gestores globalmente conscientes. Isso é fácil de falar, mas difícil de conseguir", diz Pich. A busca por mais competitividade e a sua relação com a inovação também aparecem constantemente entre as necessidades das empresas e nas pesquisas desenvolvidas pela escola. "Esse é um mercado onde meio por cento nos resultados faz a diferença", afirma Monteiro.
A principal mudança na forma como a escola oferece seus programas, porém, está na hora de montar os cursos. Afinal, as organizações precisam saber, de fato, que seu investimento teve retorno positivo. "É preciso entender o processo e as mudanças pelas quais os profissionais passam durante os programas. Aprender é uma atividade emocional", diz.
A parte mais difícil ao desenvolver novas habilidades e capacidades de liderança é deixar para trás as práticas que o executivo considerava seguras e inabaláveis, explica o reitor. "Percebemos um aumento na demanda em nossos programas por esse entendimento das questões psicológicas", diz Pich.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Desigualdade está fora de controle e pode levar a retrocesso, diz Oxfam

Desigualdade está fora de controle e pode levar a retrocesso, diz Oxfam | Inovação Educacional | Scoop.it

A desigualdade econômica no mundo está "fora de controle" e "pode levar a um retrocesso de décadas na luta contra a pobreza", segundo relatório da Oxfam Internacional que será divulgado hoje.
O estudo "Equilibre o Jogo: é hora de acabar com a desigualdade extrema" abre uma campanha de cinco anos da entidade "para pressionar líderes mundiais a transformar a retórica em prática e garantir condições mais justas às pessoas mais pobres".
Nele, a Oxfam cita uma série de dados. Segundo a ONG, sete em cada dez pessoas no mundo vivem em países onde o abismo entre ricos e pobres cresceu nos últimos 30 anos. Outro exemplo: patrimônio líquido dos bilionários na Índia é suficiente para eliminar duas vezes a pobreza absoluta do país.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Inovação - Força Aérea e CPqD têm novo laboratório

Inovação - Força Aérea e CPqD têm novo laboratório | Inovação Educacional | Scoop.it

O programa de modernização do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab), baseado em tecnologias digitais, sistemas de base terrestre e de satélites, conta agora com o suporte de um laboratório inédito no país. Nele serão testadas e qualificadas novas tecnologias de comunicação entre centros de controle e pilotos.
O laboratório foi montado, em Campinas, pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB). O projeto absorveu até agora R$ 2,5 milhões. Os recursos, segundo o diretor de redes convergentes do CPqD, Paulo Cabestré, foram financiados pela FAB. Até a montagem da versão definitiva do laboratório, em meados de 2015, o investimento total será de R$ 9 milhões.
"Com os recursos deste laboratório o Departamento de Aeronáutica poderá fazer a migração segura e gradativa da tecnologia de comunicação ponto a ponto (usada hoje) para os serviços em rede IP (via nuvem), dentro dos padrões internacionais definidos pela Eurocae (European Organization for Civil Aviation Equipment)", diz Cabestré.
No sistema ponto a ponto a comunicação se dá entre dois pontos preestabelecidos. Na rede IP (protocolo de internet) é possível a comunicação entre vários pontos, mas o sistema tem condições de controlar a transmissão, priorizando as mensagens mais importantes. A nova tecnologia melhora a qualidade do sinal e a mensagem chega rapidamente e mais limpa.
O piloto se comunica com a torre de controle via rádio. A comunicação é transmitida para uma antena, que repassa para o controlador, usando uma estrutura terrestre. A rede IP está nesse segmento terrestre. Dependendo da configuração do serviço, mesmo que seja pela internet, é possível ter mecanismos de proteção dos dados.
Os novos sistemas serão adotados em toda a rede de controle do espaço aéreo do Brasil para modernizar e atender de forma segura o crescente fluxo de tráfego aéreo projetado para o futuro, informou o presidente da Comissão de Implantação do novo Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Ciscea), major-brigadeiro do ar Carlos Vuyk de Aquino.
A tecnologia já começou a ser testada na região do Cindacta III (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), que controla o tráfego aéreo do Nordeste e parte do Oceano Atlântico. Sediado em Recife, o centro abrange uma área total de 13,5 milhões de quilômetros quadrados. A meta, segundo Aquino, é que o novo sistema esteja em todo o território brasileiro até 2019.
Enquanto a fase de implantação e testes da rede IP está em andamento, o sistema de comunicação do país funcionará de forma redundante, com as atuais tecnologias de comunicação terrestre e por satélites. "O mais importante é que a comunicação entre o piloto da aeronave e controlador de voo estará garantida", diz Cabestré.
A partir da integração das tecnologias de rádio, telefonia e dados, o laboratório vai oferecer os cenários possíveis para o transporte de informações relacionadas ao controle do tráfego aéreo.
Com essa rede, diz Cabestré, o Brasil integra o seleto grupo de países (Estados Unidos, Alemanha e França) que hoje também está investindo em novas tecnologias de navegação aérea.
"Todos os países vão para esse mesmo caminho. As operadoras de telecomunicações já estão em processo de descontinuar os serviços de comunicação ponto a ponto", diz Aquino.
Os investimentos em tecnologias avançadas de navegação e comunicação aérea permitiram que o Brasil se tornasse um dos países mais avançados em gestão e controle de tráfego aéreo. É o primeiro país da América do Sul, segundo Cabestré, a migrar para rede IP.
O laboratório instalado no CPqD, segundo o brigadeiro Aquino, atende ao objetivo do país de construir um modelo de rede compatível com a criticidade do serviço que é prestado pela Aeronáutica. "Vamos implementar serviços e qualificar equipamentos que foram previamente testados neste laboratório", afirmou.
Ao deixar os canais dedicados para usar redes estatísticas, o país também usará seu sistema de forma mais eficiente. "Estimamos uma economia de 30%, pois só vamos usar a rede quando precisarmos. Na comunicação ponto a ponto ela fica sempre disponível, o que gera custo maior", disse. "A nova tecnologia é mais flexível, pois permite melhor compartilhamento e uso de recursos de rede."

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

This chart shows why publishers are right to be scared of Facebook

This chart shows why publishers are right to be scared of Facebook | Inovação Educacional | Scoop.it

It’s no secret that Facebook’s referral traffic to websites is huge. What’s more surprising, perhaps, is just how rapidly the company got to that point.
In the last year, Facebook’s sharing power has more than doubled, according to a recent report. In September 2013, Facebook drove 10.37 percent of websites’ overall traffic, based on a survey of 300,000 websites across a range of sizes and categories (fashion, sports, religion, news, the list goes on). In just the past twelve months, that number increased to 22.36 percent, making Facebook the undisputed social referral king. In comparison, the next biggest social referrer, Pinterest, drives only 5.52 percent of overall traffic. Twitter, the third largest social referrer, is a pittance at 0.88 percent.
These numbers were published the same day as a widely shared New York Times article about Facebook’s power over publishers. With Facebook’s rapid traffic referral ascendence in the past year, Google is no longer the only algorithm mistress in the game. The stats show that content creators are right to fear their new overlord.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

The Real Revolution in Online Education Isn't MOOCs - Harvard Business Review

The Real Revolution in Online Education Isn't MOOCs - Harvard Business Review | Inovação Educacional | Scoop.it
Data is confirming what we already know: recruiting is an imprecise activity, and degrees don’t communicate much about a candidate’s potential and fit. Employers need to know what a student knows and can do.
Something is clearly wrong when only 11% of business leaders — compared to 96% of chief academic officers — believe that graduates have the requisite skills for the workforce. It’s therefore unlikely that business leaders are following closely what’s going on in higher education. Even the latest hoopla around massive open online courses (MOOCs) amounts to more of the same: academics designing courses that correspond with their own interests rather than the needs of the workforce, but now doing it online.
But there is a new wave of online competency-based learning providers that has absolutely nothing to do with offering free, massive, or open courses. In fact, they’re not even building courses per se, but creating a whole new architecture of learning that has serious implications for businesses and organizations around the world.
It’s called online competency-based education, and it’s going to revolutionize the workforce.
Say a newly minted graduate with a degree in history realizes that in order to attain her dream job at Facebook, she needs some experience with social media marketing. Going back to school is not a desirable option, and many schools don’t even offer relevant courses in social media. Where is the affordable, accessible, targeted, and high-quality program that she needs to skill-up?
Online competency-based education is the key to filling in the skills gaps in the workforce. Broadly speaking, competency-based education identifies explicit learning outcomes when it comes to knowledge and the application of that knowledge. They include measurable learning objectives that empower students: this person can apply financial principles to solve business problems; this person can write memos by evaluating seemingly unrelated pieces of information; or this person can create and explain big data results using data mining skills and advanced modeling techniques.
Competencies themselves are nothing new. There are schools that have been delivering competency-based education offline for decades, but without a technological enabler, offline programs haven’t been able to take full advantage of what competencies have to offer.
A small but growing number of educational institutions such as College for America (CfA), Brandman, Capella, University of Wisconsin, Northern Arizona, and Western Governors are implementing online competency-based programs. Although many are still in nascent stages today, it is becoming clear that online competencies have the potential to create high-quality learning pathways that are affordable, scalable, and tailored to a wide variety of industries. It is likely they will only gain traction and proliferate over time.
But this isn’t vocational or career technical training nor is it the University of Phoenix. Nor is this merely about STEM-related knowledge. In fact, many of these competency-based programs have majors or a substantive core devoted to the liberal arts. And they go beyond bubble tests and machine-graded exercises. Final projects often include complex written assignments and oral presentations that demand feedback from instructors.
The key distinction is the modularization of learning. Nowhere else but in an online competency-based curriculum will you find this novel and flexible architecture. By breaking free of the constraints of the “course” as the educational unit, online competency-based providers can easily and cost-effectively stack together modules for various and emergent disciplines.
Here’s why business leaders should care: the resulting stackable credential reveals identifiable skillsets and dispositions that mean something to an employer. As opposed to the black box of the diploma, competencies lead to a more transparent system that highlights student-learning outcomes.
College transcripts reveal very little about what a student knows and can do. An employer never fully knows what it means if a student got a B+ in Social Anthropology or a C- in Geology. Most colleges measure learning in credit hours, meaning that they’re very good at telling you how long a student sat in a particular class — not what the student actually learned.
Competency-based learning flips this on its head and centers on mastery of a subject regardless of the time it takes to get there. A student cannot move on until demonstrating fluency in each competency. As a result, an employer can rest assured that when a student can use mathematical formulas to make financial decisions; the student has mastered that competency. Learning is fixed, and time is variable.
What’s more, many of these education providers are consulting with industry councils to understand better what employers are seeking. Businesses and organizations of all sizes can help build series of brief modules to skill up their existing workforce. The bundle of modules doesn’t even necessarily need to culminate in a credential or a degree because the company itself validates the learning process. Major companies like The Gap, Partners Healthcare, McDonald’s, FedEx, ConAgra Foods, Delta Dental, Kawasaki, Oakley, American Hyundai, and Blizzard are just a few of the growing number of companies diving into competencies by partnering with institutions such as Brandman, CfA, and Patten. By having built that specific learning pathway in collaboration with the education provider, the employer knows that the pipeline of students will most certainly have the requisite skills for the work ahead.
For working adults who are looking to skill-up, the advantages are obvious. These programs are already priced comparable to, or lower than, community colleges, and most offer simple subscription models so students can pay a flat rate and complete as many competencies as they wish in a set time period. Instead of having to sit for 16 weeks in a single course, a student could potentially accelerate through a year’s worth of learning in that same time. In fact, a student who was working full-time and enrolled at College for America earned an entire associate’s degree in less than 100 days. That means fewer opportunity costs and dramatic cost savings. For some, that entire degree can be covered by an employer’s tuition reimbursement program—a degree for less than $5,000. It is vital to underscore, however, that competency-based education is about mastery foremost—not speed. These pathways importantly assess and certify what a student knows and can do.
Over time, employers will be able to observe firsthand and validate whether the quality of work or outputs of their employees are markedly different with these new programs in place. Online competency-based education has the potential to provide learning experiences that drive down costs, accelerate degree completion, and produce a variety of convenient, customizable, and targeted programs for the emergent needs of our labor market.
A new world of learning lies ahead. Time to pay attention.
more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Tutor a distância consegue na Justiça direito a salário de professor

Um professor tutor de educação a distância da Universidade Anhanguera conseguiu na justiça trabalhista o enquadramento como professor, bem como as devidas diferenças salariais pelo exercício de docência. A decisão, unânime, é da Primeira Turma do TRT Goiás, que levou em consideração o estabelecido na Lei 11.738/2008. Conforme esse dispositivo legal, são profissionais do magistério aqueles que desempenham as atividades de suporte pedagógico à docência, como orientação e coordenação educacionais.
Em defesa, a universidade alegou que o trabalhador atuou como tutor a distância, cuja atividade era auxiliar os professores do ensino a distância. Argumentou também que designa como tutor a distância o profissional que atua na sede, atendendo aos estudantes em horários preestabelecidos, auxiliando o professor EAD e a coordenação de curso. A universidade requereu a reforma da sentença de primeiro grau para excluir as condenações de pagamento de diferenças salariais e incidências reflexas ao professor tutor.
O relator do processo, desembargador Eugênio Cesário, observou que na anotação da CTPS e no contrato de trabalho constam que o trabalhador foi contratado para a função de "professor local". O magistrado também considerou que no contrato não houve qualquer distinção na descrição do cargo para que a empresa pudesse depois se valer da alegada distinção de professor de curso a distância, professores locais, professor tutor etc. Além disso, o desembargador citou a Lei 11.738/2008, segundo a qual o cargo de professor também tem como atividades o suporte pedagógico à docência, orientação e coordenação educacionais.
O depoimento testemunhal, constante dos autos, demonstrou que o trabalhador desempenhava as funções de professor. O relator do processo, desembargador Eugênio Cesário, concluiu que a atividade "professor tutor a distância", exercida pelo trabalhador, caracteriza o exercício de docência e, por conseguinte, assim deve ser remunerado. Ele também ressaltou a mudança e evolução por que passam a atividade de ensinar, tendo em vista os meios e recursos tecnológicos à disposição do aluno. "Dizer que tal atividade é somente aquele em quadro negro e giz equivale a um atestado de atraso muito amplo, que à reclamada, instituição de ensino, não se recomendaria ter", admitiu.
Dessa forma, o acórdão manteve a sentença que condenou as empresas Anhanguera Educacional Ltda e Obras Sociais do Centro Espírita Irmão Aureo, consideradas responsáveis solidárias no processo, a pagar ao trabalhador as diferenças salariais correspondentes à função de professor, bem como incidências reflexas e retificação da CTPS.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

As 10 competências mais valorizadas nos profissionais de TI

As 10 competências mais valorizadas nos profissionais de TI | Inovação Educacional | Scoop.it

O site de anúncio de vagas de emprego Adzuna divulgou um levantamento que indica quais são as competências mais pedidas pelas empresas que procuram profissionais de TI.
O levantamento faz parte do estudo sobre as tendências para o mercado de trabalho na áreas de TI e mercado digital. Para chegar às 10 competências mais pedidas, foram analisadas mais de 27 mil vagas de emprego, usando como base as palavras-chave utilizadas nos anúncios de vagas para o setor.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Olho biônico permite que homem enxergue pela primeira vez em 33 anos

Olho biônico permite que homem enxergue pela primeira vez em 33 anos | Inovação Educacional | Scoop.it

Sentados na sala, o norte-americano Larry Hester, 66 anos, conseguiu pela primeira vez em três décadas reconhecer a pele de sua esposa e ergueu sua mão, tocando-a no rosto. Cego devido a uma doença herditária chamada Retinite pigmentosa, que degenera a retina, o momento foi possível graças a uma espécie de olho biônico 

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Capes disponibiliza aplicativo do Portal de Periódicos

Usuários do Portal de Periódicos, das mais de 400 instituições participantes, podem baixar o aplicativo da biblioteca virtual para acessar os conteúdos assinados pela Fundação Capes com editores internacionais. 
Desenvolvido em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), o aplicativo permite o acesso remoto via Comunidade Acadêmica Federada (CAFe). A ferramenta digital do Portal de Periódicos está disponível para os sistemas operacionais IOS, Android e outros, nas categorias 'Referência e Educação'.
É possível realizar buscas rápidas por assunto, periódico, base e livro, todos com a funcionalidade de autopreenchimento. O usuário ainda consegue navegar em websites referenciados pelos resultados de busca, além de ler e exportar os artigos em formato PDF.
O usuário acessa periódicos, referências bibliográficas com resumo, teses e dissertações, normas técnicas, livros, obras de referência, estatísticas, patentes, arquivos abertos e redes de e-prints. São inúmeras possibilidades de pesquisa dentro do universo científico oferecido de forma rápida e prática pelo aplicativo do Portal de Periódicos.
Portal de Periódicos
Criado em novembro de 2000 para democratizar o acesso a conteúdos científicos de alto nível produzido no mundo, o Portal de Periódicos oferece acesso a mais de 36 mil títulos com texto completo, 130 bases referenciais, 12 bases exclusivas para patentes e mais de 250.000 e-books.
O portal ainda oferece conteúdo gratuito selecionado, como bases de livre acesso, periódicos nacionais com boa classificação no Programa Qualis-Capes, além dos resumos de teses e dissertações defendidas no País.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Inovação - Centro cirúrgico lembra cena de ficção científica

Na corrida para prestar serviços de excelência em medicina, os hospitais privados vêm se equipando de tecnologia de ponta e realizando procedimentos revolucionários que nada ficam devendo à ficção científica.
Mas há um único porém: o custo, proporcionalmente compatível com a inovação, além de ser proibitivo para a maioria dos pacientes, requer por parte da indústria hospitalar um fôlego financeiro de dar inveja.
Ninguém mais imagina, hoje, submeter-se a uma cirurgia cardíaca de "peito aberto" quando ela pode ser feita de maneira minimamente invasiva, com o auxílio da robótica, na correção de anomalias onde a técnica se aplica, como a valvopatia mitral ou aórtica, a ressecção de tumores intracardíacos e em alguns casos de revascularização do miocárdio.
As vantagens têm levado hospitais de referência, como o HCor, o 9 de Julho ou o Oswaldo Cruz, a investir maciçamente na videotoracoscopia - cirurgia que se realiza por meio de três pequenas incisões no tórax, por onde se introduz um sistema ótico e os demais instrumentos que serão utilizados na operação - e nas chamadas salas híbridas, onde o procedimento é desenvolvido.
"As salas híbridas são o ambiente cirúrgico do século XXI, onde se tratam cardiopatias e doenças neurológicas graves", explica o superintendente médico do HCor, Carlos Alberto Buchpiguel. As vantagens de realizar intervenções guiadas por catéteres são inúmeras: "Precisão milimétrica e mais segurança para o cirurgião; recuperação mais rápida e pós-operatório menos traumático para o paciente", define Paulo Bastian, superintendente executivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. "Além disso, o robô oferece uma visão do órgão em 3D, é capaz de simular todos os movimentos da mão e alcança campos cirúrgicos de difícil acesso, onde a diferença entre tecidos saudáveis e doentes é duvidosa na oncologia, por exemplo", completa Paulo Curi, diretor geral do Hospital 9 de Julho, que usa o sistema Da Vinci, "a mais moderna técnica cirúrgica da atualidade".
As salas híbridas representam o que de mais inovador existe no exercício da medicina cirúrgica por meio de equipamentos de imagem de alta definição. Nesses ambientes, o cirurgião trabalha com o auxílio de aparelhos de ressonância magnética, Raios-X tridimensionais e tomógrafos que ficam ao alcance da mão. Assim, qualquer dificuldade durante a cirurgia pode ser resolvida ali mesmo, sem necessidade de transportar o paciente para a sala de radiologia: o espaço é desenhado para que os exames sejam usados antes, durante e depois das intervenções.
Quando se sabe que um único aparelho de radioterapia de última geração, capaz de emitir radiação menor que os convencionais- como o que o Hospital São José acaba de adquirir - chega a custar cerca de R$ 7 milhões, se tem uma ideia do investimento necessário para montar "uma sala em 3 D onde não existe cabeamento que possa atrapalhar os médicos e o ar condicionado não entra em contato com o paciente", argumenta o executivo do Oswaldo Cruz.
De fato, nos últimos quatro anos, o hospital investiu mais de R$ 360 milhões em infraestrutura e tecnologia de ponta. O Hospital 9 de Julho, por sua vez, também vem aplicando recursos na área de diagnóstico em medicina nuclear, graças a um equipamento que faz imagens de cintilografia em casos de nefrologia, gastroenterologia, cardiologia e oncologia, onde também são usados exames por PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons). Entre as obras de adequação e a aquisição de equipamento, foram gastos cerca de US$ 2,5 milhões.
Essa injeção de recursos garante a disponibilidade de equipamentos de última geração e abordagens altamente diferenciadas, como o INTRABEAM®, que o Oswaldo Cruz acaba de adquirir para o tratamento do câncer de mama inicial, que representa uma nova e eficaz técnica de radioterapia aplicada durante a cirurgia e reduz o número de exposições a uma única sessão.
Os tomógrafos ultra rápidos e sem anestesia, ajustados para crianças, que fazem parte da tecnologia usada no Hospital Infantil Sabará, ou o Gamma Knife, usado no Hcor, equipamento mais exato do mundo no campo da neurocirurgia, que permite tratar lesões em regiões extremamente delicadas do cérebro com uma precisão superior a 0,2 milímetros, são outras pérolas da medicina atual.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Doenças são motivadas pela evolução cultural

A maioria das doenças que nos afetam hoje são na verdade desajustes ou desequilíbrios do organismo, que se tornaram mais comuns e mais graves porque o corpo não está suficientemente adaptado às novas condições ambientais, provocadas pela acelerada evolução cultural. A lista vai de azia crônica a certos tipos de câncer, doenças cardíacas, diabetes tipo 2, asma, enfisema, Alzheimer, depressão, fibromialgia e esclerose múltipla, incluindo até mesmo constipação intestinal, hemorróida e acne. A conclusão vem de uma nova visão sobre o funcionamento do corpo humano e a origem das doenças atuais, proporcionada pela medicina evolutiva, novo campo da ciência que procura conhecer a evolução do corpo humano em milhões de anos para entender por que ele funciona da maneira como funciona hoje e por que temos os problemas atuais de saúde. Aos estudos evolutivos somam-se as recentes descobertas e avanços da genética, abrindo novas expectativas para a ciência médica e o futuro da saúde humana.
A nova abordagem ajuda a compreender a incidência do conjunto de doenças não-infecciosas e crônicas que passou a liderar as causas de morte e enfermidade nos últimos anos, ultrapassando as doenças infecciosas e má-nutrição. Os gastos com essas moléstias tornaram-se pesados e é consenso entre especialistas que a melhor maneira de evita-las é investir na prevenção, com estímulos à redução da obesidade, à prática de exercícios físicos e refeições saudáveis, entre outros. A medicina evolutiva dá um passo além, ao explicar por que as dietas fracassam e é tão difícil emagrecer, por que nossa musculatura tende a perder a forma se não a exercitarmos com frequência e por que é difícil adotar uma rotina razoavelmente puxada de atividade física.
Segundo Daniel Lieberman, diretor do Department of Human Evolutionary Biology, da Harvard University, campos como bioquímica, genética, fisiologia e anatomia explicam os mecanismos de funcionamento dos nossos corpos. Mas a explicação sobre por que ficamos doentes exige uma perspectiva evolutiva. As transformações de milhões de anos, desde que nos separamos da linhagem dos macacos, resultaram em um ser formado por uma série de adaptações, que estão sempre entrando em conflito. Já a seleção natural ditou um processo evolutivo não para nos tornarmos saudáveis, mas para sermos reprodutivos.
"A seleção natural não traz adaptações que favoreçam a saúde, mas apenas as que favorecem a reprodução", disse Lieberman em palestra no 1º Fórum Medicina do Amanhã, realizado em setembro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Uma delas é o acúmulo de gordura, que se tornou importante para nossas biologias. "Um chimpanzé típico precisa de 1.400 calorias por dia, mas uma mãe humana precisa de 2.700 calorias diárias, porque não apenas tem cérebro grande, mas porque, além do recém-nascido, tem de alimentar o filho de três anos, que demora mais para crescer. Os corpos das pessoas também são maiores do que dos chimpanzés. Os seres humanos, principalmente as mães, precisam de maior aporte energético", explicou o cientista.
Praticar exercício físico não faz nenhum sentido para nosso processo evolutivo, já que precisamos preservar energia. Ao contrário, ser preguiçoso é uma consequência adaptativa. "Você tende a não gastar energia em atividades que não vão beneficiar o processo reprodutivo", explicou o cientista. Para ele, a medicina evolutiva deverá levar a abordagens e medicamentos eficazes para a prevenção e combate das doenças atuais.
Os estudos da biologia evolutiva, assim como os da biologia molecular e biologia celular, foram facilitados por tecnologias mais recentes da genética, como clonagem e sequenciamento, de acordo com o prêmio Nobel de Medicina Sydney Brenner, que também participou do fórum Medicina do Amanhã. "Se estamos interessados em intervenções em medicina, precisamos compreender os mecanismos em nível celular e molecular", disse Brenner, um dos pioneiros em genética e biologia molecular. Recentemente dedicou-se ao estudo dos genes de vertebrados e à evolução genômica.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Esperança via educação

Esperança via educação | Inovação Educacional | Scoop.it

Muito se tem debatido sobre a queda do potencial de crescimento da economia brasileira nos últimos anos. Piora na qualidade regulatória, incerteza jurídica, subsídios sem critério claro, proteção comercial, controle de preços - todos são fatores que contribuem para a má alocação de insumos de produção. Com isso, o país, que poupa e investe pouco, tem fraca evolução da produtividade e é impedido de sustentar taxas de crescimento mesmo modestas, como 3% ao ano.
Existe, entretanto, um fator de mais longo prazo que militará no sentido inverso nas próximas décadas e permite algum otimismo em meio à atual maré de desalento. Trata-se dos avanços na educação. Obviamente há um sem número de problemas e desafios na área - estagnação recente das matrículas no ensino médio e das notas no Pisa (programa internacional de avaliação de estudantes), baixa proficiência dos alunos, falta de incentivos e formação aos professores na rede pública, baixo número de horas-aula em termos internacionais etc. Mas, ao se observar o caminho percorrido ao longo das últimas décadas, a evolução é expressiva e seus efeitos tendem a se manifestar com o tempo.
Em 1994, portanto há exatos 20 anos, algo como 35% dos indivíduos com 22 anos de idade possuíam 4 ou menos anos de estudo, ou seja, qualificação apenas para trabalhos básicos. Hoje são menos de 10%. A proporção de jovens com tempo de estudo entre 4 e 8 anos, um pouco acima em termos de aptidão, estava também em torno de 35%, tendo caído para abaixo de 20% no período. Pouco mais de 20% possuíam entre 9 e 11 anos de estudo, qualificação já bastante razoável, percentual que evoluiu para acima de 50%. Por fim, os jovens com mais de 12 anos de estudo perfaziam menos de 10% e hoje são mais que 20% do total.

Dessa forma, mais de 70% possuem atualmente 9 ou mais anos de estudo, proporção que era de 30%. Ou seja, se simplificadamente dividirmos os jovens com 22 anos em pouco (até 8 anos de estudo) e muito (com 9 ou mais anos de estudo) instruídos, tínhamos em 1994 uma forca de trabalho em que 70% eram de baixa qualificação. Hoje temos 70% com alta qualificação. Isso faz uma enorme diferença em termos de produtividade.

Trata-se de um movimento visível no dia a dia, em muitos lugares. A empregada doméstica da minha avó era analfabeta, desenhava o seu nome quando necessário. A diarista da minha casa estudou por 4 ou 5 anos, é capaz de se comunicar razoavelmente de forma escrita, navega na internet. Sua filha cursa a faculdade. Claro que pode-se criticar a qualidade do que lhe é ensinado, ou ainda questionar se um curso técnico não lhe seria eventualmente mais proveitoso, mas não há como negar o avanço expressivo.

A própria qualidade tende a evoluir ao longo do tempo. A neta da diarista terá uma mãe com mais condições de auxiliá-la nos estudos, interagir com a escola ou a faculdade e cobrar maior excelência no ensino. A literatura especializada mostra que o papel dos pais frente à escola é significativo.

Na educação é possível construir-se uma narrativa relativamente contínua, embora às vezes sinuosa, de conquistas nas últimas décadas no Brasil. Da universalização do ensino básico ao Pronatec (fomento do ensino técnico) e ao Fies (financiamento subsidiado aos alunos universitários), de experiências com incentivos aos bons professores em alguns estados ao Ciência sem Fronteiras (bolsas de intercâmbio universitário no exterior). Assim como se conseguia fazer em política econômica até alguns anos atrás. É verdade que pode-se argumentar que outros países avançaram mais, como bem fazem Vinícius Carrasco, João Manuel Mello e Isabela Duarte em "A Década Perdida: 2002-2013", mas isso não retira a existência desse processo no Brasil.

Apesar de a elevação do nível educacional beneficiar todos os ramos de atividade, entendo que é nos serviços que se fará sentir com mais forca e terá maiores efeitos macroeconômicos. Algo em linha com o que ocorreu com a agricultura nas últimas décadas, onde fatores como melhores insumos, escala, técnicas gerenciais e a atuação da Embrapa geraram avanços muito acima do crescimento do PIB.

Hoje 70% da produção brasileira são serviços. Neles, a produtividade advém majoritariamente da capacidade dos funcionários, sendo o impacto de outros fatores, como infraestrutura de transportes, menor. A produtividade nos serviços no Brasil é especialmente baixa, o que também é observável no dia a dia. Nos quiosques de jornais, revistas e conveniência dos aeroportos americanos é comum ver-se apenas um funcionário se dividindo entre as diversas atividades envolvidas - resposta a demandas dos clientes, caixa, arrumação etc. No Brasil, tipicamente se observam cinco, seis funcionários com tarefas sobrepostas, quase sempre algum ocioso, e filas no atendimento mesmo em momentos de fluxo normal de passantes.

Esse fosso de produtividade é cada vez mais possibilitado pela tecnologia da informação, que viabiliza a operação de serviços complexos ou concomitantes por um número reduzido de trabalhadores, desde que devidamente capacitados. Isso abrange os mais diversos ramos de atuação, de hotelaria a alimentação, de limpeza a transportes.

Parece haver relativo consenso quanto aos próximos passos na área. O mais importante deles, caminhar em direção ao horário integral de ensino. Também a sociedade parece firme em direcionar boa parte dos recursos advindos do pré-sal ao setor, embora siga pendente o consenso quanto a do que se deve abrir mão em termos de outras prioridades para o gasto público.

Os efeitos vão se acumulando, mas o impacto macroeconômico leva décadas para se materializar com mais força, com os entrantes no mercado de trabalho mais qualificados que os que saem, ano após ano. Trata-se de um fator na direção contrária ao desmanche recente do ambiente de negócios e, mais do que isso, algo mais estrutural, ao contrário da política econômica equivocada, que pode ser rearrumada em relativamente pouco tempo.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Aumento da escolaridade puxa alta da renda

Aumento da escolaridade puxa alta da renda | Inovação Educacional | Scoop.it

O aumento da escolaridade dos trabalhadores brasileiros tem sido uma das principais razões para o aumento real de renda da população. O trabalhador com ensino médio recebia, no ano passado, um salário 38% maior que aquele recebido pelos trabalhadores com até 10 anos de estudo, enquanto a remuneração do profissional com curso superior ficava 142% acima daquela recebida pelo trabalhador com até 14 anos de estudo.
Influenciada pela política de correção do salário mínimo, a remuneração média do grupo menos escolarizado tem subido mais. Mas a composição dos ocupados no mercado de trabalho mudou muito nos últimos 10 anos e esse movimento elevou a renda média. Entre 2003 e 2013, a parcela dos trabalhadores com ensino médio passou de 25% para 36% dos ocupados no país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Na mesma comparação, a participação dos profissionais com ensino superior quase dobrou, indo de 7,7% para 13%.

Como a escolaridade tem crescido bastante e trabalhadores com mais anos de estudo ganham sempre mais do que os que estudaram menos, esse movimento tem contribuído tanto para a redução da desigualdade como para o aumento real da renda média da população trabalhadora, observa o professor Naércio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper.

De acordo com cálculos do professor e pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), 47% do aumento da renda real de 3,9% no ano passado decorreu do aumento de escolaridade. Entre 2012 e 2013, o número de ocupados aumentou em 559 mil pessoas, segundo a Pnad. Na composição desse resultado, os dados indicam que diminuiu em 1,4 milhão o total de trabalhadores com até sete anos de estudo (ou as vagas para essa baixa qualificação foram cortadas ou os trabalhadores que estavam nesse grupo aumentaram sua escolaridade e passaram para o grupo seguinte), enquanto aumentaram em 638 mil as vagas ocupadas por trabalhadores com ensino médio e em mais 833 mil as vagas para aqueles com curso superior. Em apenas um ano, a participação dos profissionais com curso superior aumentou em quase 1 ponto percentual, passando de 12,2% para 13% do total.

"Grande parte do aumento salarial que temos visto decorre da maior escolarização da população", diz Barbosa Filho. Olhando para 2012 e 2013, isso significa, diz o pesquisador do Ibre, que quase 2% do aumento salarial de 3,9% reflete o aumento médio da escolaridade. Como cresceu a presença dos profissionais com ensino médio e graduação no total de ocupados, e esses salários são maiores, a média foi elevada. Barbosa Filho também pesquisou, nos dados da Pnad, o efeito da idade (saída dos jovens, que ganham menos, do mercado de trabalho), mas o impacto foi menor que o da escolaridade. Essa mudança explica 15% do aumento real da renda no ano passado.

Nos últimos dez anos, a diferença entre o salário recebido pelos profissionais com ensino médio e aqueles com ensino superior caiu. Ela era de 163% em 2003 e passou para 142% em 2013, segundo dados da Pnad organizados por Menezes Filho. Quando o profissional possui pós-graduação, a figura muda, pois o salário desse grupo mais qualificado subiu mais e, na média, passou a ser 63% maior do que o das pessoas só graduadas.

A diferença entre os grupos tem caído porque o salário dos menos escolarizados têm subido mais. Nos últimos dez anos, o rendimento médio daqueles com zero a três anos de estudo subiu 61% acima da inflação, enquanto a renda dos com ensino médio cresceu 15,4% e aqueles com 15 a 16 anos de estudo viram o salário subir 4,4% e os pós-graduados, 16,6%.

Menezes Filho explica que o mercado de trabalho também reage pela lei da oferta e da demanda. Como há mais pessoas com ensino médio, os salários desse grupo crescem menos do que no grupo dos menos escolarizados, onde a oferta já diminuiu. Mas quem completa o ensino médio é recompensado e ganha um salário maior. Da mesma forma, como aumentou a oferta de pessoas com graduação - e ela cresceu mais, especialmente em cursos como administração e direito -, os salários subiram proporcionalmente menos, mas, de novo, há um prêmio extra para esse profissional. "Se separarmos os graduados de cursos como medicina e engenharia vamos ver os salários crescendo mais. O retorno salarial também depende do curso superior feito", pondera o professor do Insper.

Para Naercio, os dados mostram que à medida que as pessoas avançam na escolaridade, ficam mais qualificadas, elas ganham mais. E como o diferencial entre os grupos está caindo, é essa redução que traz o ganho da queda da desigualdade. "O país está democratizando o acesso ao ensino superior, já há mais alunos no ensino médio, e isso se reflete em queda da desigualdades", diz Menezes Filho.

Ele chama atenção, contudo, para o aumento do diferencial dos profissionais com pós-graduação, o que reflete a procura por profissionais qualificados crescendo acima da oferta. Se essa diferença continuar aumentando (ela era de 46% em 2003 e passou para 63% no ano passado), pode se traduzir em aumento da desigualdade, como acontece nos Estados Unidos. A solução, diz, está no aumento da qualificação, no aumento das pessoas com pós-graduação.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Bolsa vê potencial em saúde e educação para IPO

No setor de educação, a Damasio, conhecida por atuar na área de ensino de direito, tem hoje 55 mil de alunos no ensino superior e espera crescer em outras áreas da educação, como administração e ciências contábeis. "Nossa intenção é investir em instituições de pequeno porte nas áreas que almejamos e, depois, priorizar o crescimento de alunos", afirmou Thiago Sayão, presidente executivo da companhia.
A Damasio planeja abrir sete faculdades de direito em todo Brasil nos próximos anos, com tíquete médio de R$ 1 mil. No médio prazo, a ideia da companhia também é se juntar ao grupo das empresas listadas.
"O governo do PT trouxe coisas boas para o setor de educação. O ProUni foi um programa muito importante, já que, hoje, qualquer jovem pode estudar numa instituição de ensino superior, o que só depende de sua dedicação no Enem ou no vestibular", disse Sayão, que espera um crescimento da receita da companhia na faixa de 20% ao ano. "Continuaremos a ter um vento favorável no governo Dilma", acredita.
Assim como a Damasio, outras pequenas companhias do setor de educação não querem ficar de fora do que consideram ser um bom momento para o segmento. Com a reeleição de Dilma Rousseff, as maiores empresas do segmento estão entre as preferidas dos investidores na bolsa, por conta da expectativa de que os programas do governo, como o Fies, ProUni e Pronatec, continuem a beneficiar os negócios. A ideia das menores, desta forma, é ficar com uma parte deste bolo.
"Tenho plena convicção de que 2015 será favorável ao nosso setor", disse Marcos Gregori, fundador da Eduinvest - que administra escolas de ensino básico e é dona de três colégios em São Paulo. Ele planeja comprar mais dez instituições nos próximos anos. Gregori espera em breve faturar o suficiente para listar a companhia no Bovespa Mais. "Talvez daqui a dois ou três anos", acrescentou.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Inovação - Google investe em nanotecnologia contra o câncer

O Google Inc. está desenvolvendo minúsculas partículas magnéticas para patrulhar o corpo humano em busca de sinais de câncer e outras doenças, o exemplo mais recente das vastas ambições da gigante americana da internet.
O Google informou que suas nanopartículas, que têm menos de um milésimo da largura de uma célula sanguínea, iriam procurar e unir-se às células, proteínas ou outras moléculas no interior do corpo. A empresa também está trabalhando num aparelho, a ser usado no corpo, que tem um ímã para atrair e contar as nanopartículas, como ferramenta de monitoramento.
O objetivo é fornecer um sistema de alerta precoce para o câncer e outras doenças, visando tratamentos mais eficazes.
"Todos os exames que as pessoas têm que fazer no médico serão feitos através deste sistema", disse Andrew Conrad, chefe da equipe de Ciências da Vida no laboratório de pesquisas Google X, que divulgou o projeto na terça-feira, durante a conferência ao vivo do The Wall Street Journal. "Esse é o nosso sonho."
Mas ele ainda vai demorar, provavelmente, mais de cinco anos para se tornar realidade, dizem especialistas do setor, e enfrenta enormes desafios, tanto técnicos como sociais. Os pesquisadores precisam identificar materiais para cobrir as partículas e ajudá-las a se ligar a células específicas. E o Google ainda não sabe quantas nanopartículas seriam necessárias para que o sistema funcione. Além do mais, o dispositivo de vestir precisa ser pequeno o bastante para ser discreto, mas tem que acomodar uma bateria que não precise de recarga frequente.
O Google poderia oferecer as nanopartículas numa pílula. Um sistema desse tipo enfrentaria "exigências regulatórias muito maiores do que os instrumentos convencionais de diagnóstico", diz Chad A. Mirkin, diretor do Instituto Internacional de Nanotecnologia da Universidade Northwestern, no Estado americano de Illinois, e um dos fundadores de três empresas de nanotecnologia médica.
Além das barreiras técnicas e regulatórias, há questões sociais, como a privacidade. A noção de que o Google poderia monitorar um corpo humano 24 horas por dia deve preocupar críticos que reclamam que a empresa já tem acesso a informações demais.
Conrad disse que o Google não vai coletar nem armazenar dados médicos. Em vez disso, pretende licenciar a tecnologia para outras empresas, que vão cuidar das informações e sua segurança.
A iniciativa é uma das várias do Google para se expandir em novas áreas, além da publicidade on-line. Muitos desses projetos são conduzidos pelo laboratório de pesquisas Google X, como o do automóvel que se autodirige, balões de grande altitude para transmitir sinal de internet, e os óculos computadorizados Google Glass.
A equipe de Ciências da Vida do Google X quer que os dados das pessoas sejam aproveitados para tornar a medicina mais proativa e não reativa. Seu estudo Baseline está elaborando uma imagem detalhada de um ser humano saudável, examinando geneticamente amostras de milhares de pessoas. A equipe também está desenvolvendo uma lente de contato inteligente para medir a glicose dos pacientes com diabetes através da lágrima.
O projeto das nanopartículas envolve mais de 100 funcionários do Google recrutados de diversas áreas, como astrofísica, química e engenharia elétrica. O Google não revela o custo do projeto.
Os defensores da ideia acreditam que a nanotecnologia tem grande potencial na medicina. Até agora, porém, ela produziu poucos produtos comerciais de sucesso. O governo americano investiu mais de US$ 20 bilhões em pesquisas de nanotecnologia desde 2001 - cerca de US$ 4,3 bilhões vindos da área de saúde.
A Nanosphere Inc., fundada com base num trabalho do laboratório de Mirkin publicado em 2000, vende testes de diagnóstico baseados na nanotecnologia, capazes de examinar rapidamente o sangue, a saliva e a urina em busca de causas de infecção. Mas seus produtos têm tido aceitação muito lenta. A ação da empresa caiu 98% em relação ao seu pico, atingido logo após a abertura de capital, em 2007.
Outra empresa baseada nas pesquisas de Mirkin, a AuraSense Therapeutics LLC, de capital fechado, está usando a nanotecnologia para criar formas globulares de DNA projetadas para tratar o câncer e outras doenças. Bill Gates e o diretor-presidente do Google, Eric Schmidt, estão entre os seus investidores.
A Bind Therapeutics Inc. está fazendo ensaios clínicos com nanopartículas dentro do corpo para introduzir remédios contra doenças como o câncer.
O Google está empregando uma ideia semelhante para usar nanopartículas no interior do corpo, não para introduzir drogas, mas para testes e monitoramento contínuos, diz Robert Langer, especialista em nanomedicina do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e um dos fundadores da T2 e da Bind.
O Google divulgou que tem feito progressos na criação das minúsculas partículas de óxido de ferro e na identificação dos revestimentos que fariam elas se ligarem às células corporais. Conrad disse que espera poder "pintar" as nanopartículas com um anticorpo que reconheça uma proteína na superfície das células tumorais e se prenda a elas.
O Google ainda está pelo menos a cinco ou sete anos de ter um produto aprovado para uso médico, diz Sam Gambhir, chefe da cadeira de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, que é consultor do projeto.
Mesmo que o Google consiga que o sistema funcione, não está claro como interpretar os resultados. Daí o estudo Baseline, que deverá criar um ponto de referência para comparações. "Precisamos saber os níveis saudáveis dessas moléculas portadoras de doenças no sangue e ainda não sabemos", disse Conrad.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

How Facebook Is Changing the Way Its Users Consume Journalism - NYTimes.com

How Facebook Is Changing the Way Its Users Consume Journalism - NYTimes.com | Inovação Educacional | Scoop.it

Many of the people who read this article will do so because Greg Marra, 26, a Facebook engineer, calculated that it was the kind of thing they might enjoy.Mr. Marra’s team designs the code that drives Facebook’s News Feed — the stream of updates, photographs, videos and stories that users see. He is also fast becoming one of the most influential people in the news business.Facebook now has a fifth of the world — about 1.3 billion people — logging on at least monthly. It drives up to 20 percent of traffic to news sites, according to figures from the analytics company SimpleReach. On mobile devices, the fastest-growing source of readers, the percentage is even higher, SimpleReach says, and continues to increase.The social media company is increasingly becoming to the news business what Amazon is to book publishing — a behemoth that provides access to hundreds of millions of consumers and wields enormous power. About 30 percent of adults in the United States get their news on Facebook, according to a study from the Pew Research Center. The fortunes of a news site, in short, can rise or fall depending on how it performs in Facebook’s News Feed.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Alunas brasileiras vencem concurso de ideias inovadoras de Harvard

Alunas brasileiras vencem concurso de ideias inovadoras de Harvard | Inovação Educacional | Scoop.it

Duas estudantes brasileiras foram selecionadas em um programa que incentiva projetos inovadores de empreendedorismo social promovido por alunos da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. No total, entre 80 inscritos, além de Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de Feira de Santana (BA), e Raíssa Müller, de Novo Hamburgo (RS), ambas com 19 anos, outros três participantes vindos do Sri Lanka, Nepal e Filipinas, foram premiados. Em novembro eles vão participar de um conferência no campus de Harvard para expor seus projetos para investidores do mundo todo e conhecer a universidade.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Canal do YouTube usa games clássicos para ensinar filosofia

Canal do YouTube usa games clássicos para ensinar filosofia | Inovação Educacional | Scoop.it

O que os filósofos Platão e Jean Paul Sartre têm em comum com games do Nes, videogame da década de 1980? Dois cineastas norte-americanos se perguntaram isso para criar uma série de vídeos educativos unindo teorias muitas vezes difíceis com jogos clássicos. Os episódios do 8-Bit Philosophy estão disponíveis no YouTube (acesse aqui, em inglês). Criados por Jacob S. Salamon e Jared F. Bauer, eles são inspirados sucesso de uma outra série da dupla, a Thug Notes (acesse aqui). Nesta, um "mano" abusa das gírias para resumir e analisar de forma séria obras literárias que vão de "Édipo Rei" e "Macbeth" a "Jogos Vorazes" e "O Hobbit". "Depois de fazer o Thug Notes, sabíamos que o próximo assunto que queríamos abordar era a filosofia", diz Bauer. A questão se tornou "Como podemos deixar a filosofia mais palatável e não tão séria?", conta.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Data Mining Reveals How News Coverage Varies Around the World

Data Mining Reveals How News Coverage Varies Around the World | Inovação Educacional | Scoop.it

Last year, the news media reported on 195,000 disasters around the world. The ones you heard about depend crucially on your location.

more...
No comment yet.
Scooped by Luciano Sathler
Scoop.it!

Governo discute criar metas intermediárias para o Ideb

A secretária da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria Beatriz Luce, diz que o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) discutem mais metas intermediárias para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O objetivo é criar mais passos para estimular escolas e governos municipais e estaduais, tornando as metas mais factíveis. Atualmente o índice é divulgado de dois em dois anos.
"Essa é uma preocupação. A gente às vezes coloca uma meta muito difícil de alcançar, mas, se a gente decompõe em mais passos a parte, conseguimos estimular a gestão da escola, os professores, a comunidade escolar, os secretários municipais e estaduais", explica Maria Beatriz. "Não é abrir mão da qualidade de maneira alguma. O que estou dizendo é que temos que encontrar metas intermediárias ano a ano e não aquela meta da década".

more...
No comment yet.