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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Chegou a hora da ressaca para a economia brasileira?

Chegou a hora da ressaca para a economia brasileira? | Inovação Educacional | Scoop.it

Após uma década de expansão, o consumo e a geração de empregos dão sinais de esgotamento e já não impulsionam mais a economia como antes. Sem mudanças, será difícil inaugurar um novo ciclo de crescimento.

Um estudo produzido pela consultoria Tendências com exclusividade para EXAME dá ideia do que pode acontecer nos próximos cinco anos: na melhor das hipóteses, o varejo crescerá em média 3,2% ao ano, quase a metade do índice de expansão anual registrado de 2003 a 2014.

Já no cenário pessimista, as vendas deverão cair até 2019 — isso aconteceria no caso de uma conjugação de problemas tanto fora quanto dentro do país.

“Se a economia mundial passar por problemas, como uma desaceleração mais acentuada da China, ou o governo brasileiro mantiver uma política fiscal frouxa, o consumo não só vai parar de crescer como começará a cair, o que ocorreu no período de 2000 a 2003”, diz Adriano Pitoli, sócio da Tendências.

“De todo modo, o fato é que chegamos ao fim de um ciclo de consumo e agora temos uma chance considerável de passar por uma ressaca.” Caffarelli, do Ministério da Fazenda, discorda: “A melhora da distribuição de renda tende a manter o estímulo ao consumo nos próximos anos”.

Por ora, as empresas que dependem de crédito sofrem mais — nos últimos anos, o brasileiro se endividou e comprometeu, em média, um terço de sua renda. É o caso do setor automotivo, que viu suas vendas caírem no primeiro semestre deste ano 7,6% em relação ao mesmo período de 2013.

Um estudo da consultoria econômica FFA, de São Paulo, estima que haverá uma queda de 20% nas vendas de imóveis na capital paulista neste ano.

Outra empresa de análise, a BG&H, prevê que 30 dos 120 shoppings que estão planejados para entrar em operação no país até 2018 devem postergar a inauguração em ao menos um ano, à espera de um cenário melhor na economia. E, nos shoppings que mantêm o cronograma de inauguração, podem sobrar até 5 000 salões de lojas desocupados.

As empresas já tentam se adaptar a esse novo cenário. A fabricante de motos Honda, que detém 80% de participação no mercado, viu suas vendas recuarem 8% nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

“Cerca de 80% dos consumidores financiam a compra das motos”, diz Paulo Takeuchi, diretor de relações institucionais da Honda. “Do ano passado para cá, os bancos começaram a restringir o crédito, e isso afetou nosso desempenho.”

Para voltar a crescer, a Honda está retomando as vendas por consórcio, principalmente nos estados do Norte e do Nordeste. A empresa também busca se fortalecer entre os consumidores de maior poder aquisitivo, como alternativa ao mercado popular, em queda.

Desde meados de 2013, foram lançados três modelos da marca com motor acima de 500 cilindradas — a expectativa da Honda é, até 2016, aumentar dos atuais 31% para 50% sua fatia nesse segmento do mercado. 

Entre os fabricantes de eletrodomésticos — um dos ramos mais beneficiados pela redução de impostos para empurrar o consumo — também há dificuldades. Na Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, as vendas caíram 10% no primeiro semestre de 2014.

“Em junho, tivemos de dar férias coletivas de 14 dias para metade dos funcionários”, diz Armando Ennes do Valle Júnior, vice-presidente de relações institucionais da Whirlpool. “Estamos esperando para ver como o mercado reagirá no segundo semestre. Dependendo do que acontecer, poderá ser inevitável demitir.”

Em parte, o fim do ciclo do consumo está relacionado a um comportamento quase esquizofrênico na condução da política econômica. Enquanto o Banco Central eleva os juros na tentativa de trazer a inflação para o centro da meta, o governo relaxa na política fiscal e estimula o consumo.

Dessa forma, não tem alcançado nem o crescimento mais forte nem o controle dos preços. As previsões para a variação do PIB neste ano estão agora sendo revisadas para menos de 1% de avanço. E os analistas já esperam crescimento minguado em 2015.

“Vamos começar um período de mediocridade no qual o Brasil dificilmente conseguirá crescer mais do que 2% ao ano”, diz Marcos Lisboa, vice-presidente da escola de negócios Insper. “Qualquer expansão maior resultará em mais inflação.” A propósito, o Ministério da Fazenda prevê 3% de crescimento em 2015.

O Brasil chega perto das eleições com a percepção de que os indicadores estão piorando. “O governo tentou manter o argumento insustentável de que a expansão do PIB não importava tanto quanto a taxa de desemprego baixa”, diz José Roberto Mendonça de Barros, sócio da consultoria MB Associados.

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Cursos de gestão a distância são os mais aceitos pelo mercado

Cursos de gestão a distância são os mais aceitos pelo mercado | Inovação Educacional | Scoop.it

Os cursos de bacharelado em administração e tecnológico de gestão de recursos humanos estão entre as graduações a distância mais procuradas no Brasil, atrás apenas da licenciatura em pedagogia. Em 2012, segundo o MEC, foram registrados 75 mil ingressantes em administração e 40,8 mil em RH.

Folha ouviu oito das maiores empresas de recrutamento profissional do país e a maioria delas indicou que os programas relacionados a áreas de gestão são os mais aceitos pelas empresas. Nesse segmento, afirmam, não há muita diferença em relação à modalidade de ensino.

Isso acontece porque para o aprendizado de administração não são necessários laboratórios ou atividades muito práticas, como acontece na área da saúde, por exemplo.

"Independentemente da vaga para a qual o candidato esteja concorrendo, o que está sendo avaliado é o conhecimento e competência técnica que ele adquiriu", diz Adriana Thomazinho, gerente nacional de recrutamento e seleção do Manpower Group. "A sua graduação só perderá validade caso não seja reconhecida pelo MEC."

Estudante do quarto semestre de administração a distância, Jonathan Nogueira, 23, diz não se sentir pressionado pela forma como as empresas enxergam esse tipo de programa.

"Mesmo informando 'ensino a distância' no currículo sou selecionado para diversas entrevistas", diz o jovem, que escolheu esse tipo de curso porque trabalha em dois empregos e aguarda o nascimento do filho.

Com a rotina apertada, ele diz estudar até pelo smartphone durante os trajetos que faz cotidianamente. "Passo os fins de semana em casa estudando", conta.

A disciplina que a modalidade exige e a necessidade de maior organização são alguns dos trunfos dos alunos que fazem faculdade sem ir à sala de aula.

Ao buscar emprego, os profissionais podem enfatizar características como a capacidade de aprender sozinho. "O dom de ser autodidata é para poucos, senão teríamos somente Steve Jobs nas organizações", diz Célio Pinto, sócio da consultoria Search.

Alguns recrutadores, porém, apontaram ainda haver resistência."O preconceito ainda existe porque temos que passar por uma cultura que construiu a ideia de que o aluno de ensino a distância não era qualificado", opina Rita Tarcia, diretora da Abed (associação do setor).

Caroline Braga, 31, que faz tecnológico em gestão de recursos humanos, vê outro benefício proporcionado pela modalidade: procurar empregos em outros Estados.

"Mando currículo para cidades nas quais gostaria de viver e coloco o endereço de uma amiga que me ofereceu para morar com ela", explica Braga, que diz já ter recebido ofertas de estágio no Rio.

Ela tem no currículo uma graduação em serviço social e MBA em recursos humanos, ambos presenciais, mas diz estar cursando a nova graduação porque sentia falta de conceitos básicos.

"Voltei para o mercado como estagiária e isso faz com que novas possibilidades se abram para mim, tanto como assistente, como auxiliar de analista", afirma.

Embora a graduação a distância tenha crescido em aceitação pelas organizações, as consultorias ouvidas pela reportagem concordam que os cursos de pós-graduação têm mais reconhecimento.

"Ela é acompanhada da experiência profissional do candidato, que muitas vezes é mais representativa do que a pós-graduação por si só. O profissional que fez a pós-graduação a distância na sua área de atuação consegue se destacar em relação a um rival que não fez pós nenhuma", diz Rodrigo Adissi, da MSA Recursos Humanos.

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Janela para a cultura da empresa

Janela para a cultura da empresa | Inovação Educacional | Scoop.it

Programas proporcionam interação com os líderes e a estratégia corporativa.

Sérgio Henrique Montanha, de 40 anos, diretor de operações da Kimberly-Clark Brasil, entrou na empresa como estagiário, na área de produção. O período de aprendizado durou de 1997 a 1999. "Acreditei que seria o primeiro passo para entrar no mundo corporativo", lembra. Desde então, ocupou cargos de analista, engenheiro e supervisor de produção, além de gerente de manufatura e de inovação, antes de chegar ao posto atual.

Para Montanha, uma das vantagens de participar de um programa de admissão é aplicar, na prática, o aprendizado oferecido na universidade. "Além disso, é uma oportunidade para entender a cultura de uma empresa e ver como ela funciona em 360 graus", diz.

Líder de serviços ao cliente para a Dow AgroSciences Brasil, o executivo Adolpho Lemos, 30 anos, ingressou na empresa por meio de um programa de trainees em 2008. "A iniciativa proporciona interação com os líderes e a estratégia corporativa." Depois da experiência, que durou dez meses, foi selecionado para posições como engenheiro de melhorias, planejador da cadeia de suprimentos, gerente de demanda e de negócios com terceiros.

De acordo com Lemos, a fase de treinamento contribui também para a criação de um networking e de importantes relações de mentoring. "É uma excelente porta de entrada para acelerar o desenvolvimento da carreira. Mas não existe nenhuma mágica", avisa. "Nada acontece sem trabalho, construção de relações profissionais e entrega de resultados." Durante a formação, o executivo realizou atividades de integração com outros trainees e líderes da América Latina, além de treinamentos sobre técnicas de apresentação, finanças e marketing. Passou por diversas áreas da companhia, como vendas, serviços ao cliente, marketing, logística e manufatura.

Para quem está pensando em concorrer a uma vaga de trainee, Lemos aconselha entender os valores da empresa. "Busque companhias alinhadas com seus interesses e valores pessoais", diz.

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Mais recrutadores desistem de candidatos devido a redes sociais

Você dirige bêbado ou costuma frequentar jantares com "acompanhantes"? Talvez seja mais prudente manter essas informações em caráter privado em vez de expô-las nas redes sociais.

Mais empregadores dos Estados Unidos estão buscando informações adicionais sobre potenciais candidatos em redes sociais — e eles não estão muito bem impressionados com o que têm visto. De acordo com uma pesquisa do site americano de recrutamento CareerBuilder, 51% dos empregadores do país que pesquisaram sobre profissionais nas mídias sociais desistiram do candidato devido a conteúdos relacionados a ele existentes na web. Essa porcentagem era de 43% no ano passado, e de 34% em 2012.

Quarenta e três por cento têm usado as redes sociais para pesquisar candidatos, ante 39% em 2013 e 36% em 2012. Além disso, 12% não o fazem atualmente, mas pretendem começar a utilizar esse recurso. A pesquisa foi feita pela empresa especializada Harris Poll com 2.138 gestores contratantes e profissionais de recursos humanos e 3.022 profissionais do setor privado.

Os recrutadores, porém, não se limitam às redes sociais: 45% usam ferramentas como o Google para prospectar potenciais candidatos, sendo que 20% disseram que as utilizam frequentemente ou sempre. Além disso, 12% analisam os posts e comentários dos candidatos em sites de opinião como Glassdoor.com e Yelp.com.

Mas, afinal, o que esses empregadores têm encontrado nas mídias sociais que faz com que desconsiderem os candidatos? As razões mais comuns incluem:

  • O candidato postou informações ou fotografias provocativas ou inapropriadas: 46%
  • Candidato postou informações sobre estar bebendo ou usando drogas: 41%
  • Falou mal de ex-empregador: 36%
  • Tem poucas habilidades de comunicação: 32%
  • Fez comentários discriminatórios relacionados a raça, gênero, religião etc.: 28%
  • Mentiu sobre qualificações: 25%
  • Compartilhou informações confidenciais de ex-empregadores: 24%
  • Esteve ligado a prática criminosa: 22%
  • Adotou um apelido não profissional na rede: 21%
  • Mentiu sobre uma ausência: 13%

Por outro lado, um terço (33%) dos empregadores disseram haver encontrado conteúdo na internet que os deixou mais propensos a contratar o candidato. Mais que isso, 23% acharam informações que diretamente os levaram à contratação, percentual que era de 19% no ano passado.

Algumas das razões mais comuns que motivaram a aprovação do profissional com base em suas redes sociais foram:

  • Recrutador teve boa percepção da personalidade do candidato, podendo detectar se ele estava alinhado à cultura da empresa: 46%
  • Informações do histórico do candidato sustentavam suas qualificações profissionais para a vaga: 45%
  • Site do candidato passava uma imagem profissional: 43%
  • Perfil do candidato era abrangente e mostrava um amplo raio de interesses: 40%
  • Candidato tinha boas habilidades de comunicação: 40%
  • Candidato era criativo: 36%
  • Candidato havia recebido prêmios ou menções honrosas: 31%
  • Outras pessoas haviam postado boas referências sobre o candidato: 30%
  • Candidato havia interagido com os perfis da empresa do recrutador nas mídias sociais: 24%
  • Candidato tinha um grande número de seguidores: 14%

Os empregadores também revelaram as coisas mais estranhas que descobriram sobre candidatos e mesmo seus empregados nos perfis das mídias sociais. Entre elas, foram citadas:

  • Perfil do candidato incluía links para um serviço de acompanhante
  • Candidato postou foto de ordem para sua prisão
  • Candidato postou um vídeo de exercícios para idosas
  • Candidato havia processado sua mulher por lhe ter dado um tiro na cabeça
  • Candidato disse que um porco era seu melhor amigo
  • Postou os resultados de seu exame odontológico
  • Gabou-se de ter dirigido bêbado sem ter sido pego em diversas ocasiões
  • Esteve efetivamente envolvido em um culto satânico
  • Postou fotos que havia tirado do Pé-Grande

Muitos profissionais e recrutadores têm tomado medidas para proteger sua privacidade e evitar superexposição diante de possíveis empregadores. Quase metade (47%) dos trabalhadores apenas dividem seus posts com a família e os amigos, 41% mantêm seu perfil em modo privado e 18% separam o perfil profissional do pessoal. Vinte e oito por cento dos trabalhadores disseram não utilizar mídias sociais.

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Certificação aos poucos ganha preferência dos brasileiros

País segue tendência já verificada no exterior de incluir o CFA no currículo

Seguindo uma tendência já verificada no exterior, universitários brasileiros também começam a considerar uma troca de siglas no currículo. Em vez do famoso MBA, eles buscam a certificação de CFA - Chartered Financial Analyst. Trata-se do mais prestigioso título concedido a profissionais que querem atuar no mercado de capitais, oferecido nos Estados Unidos desde a década de 1960.

De acordo com Sonia J. S. Villalobos, presidente da CFA Society Brazil, essa decisão deve ser amparada na certeza que a pessoa tem de seguir carreira no mercado financeiro, pois seu foco é bastante específico. "Um MBA tradicional exige alto investimento de tempo e dinheiro e tem disciplinas diversas como marketing e estratégia, que talvez não interessem a todos", explica. No entanto, Sonia reconhece que, se existem recursos e a possibilidade de cursar um MBA em uma escola de negócios de primeira linha como Harvard ou Stanford, essa ainda deve ser a escolha dos profissionais.

A prova para obtenção do certificado de analista financeiro é realizada globalmente a cada semestre e possui três diferentes níveis - o que significa que o programa completo pode ser concluído em 18 meses. O CFA Institute define os assuntos que serão cobrados nos exames e o candidato estuda por conta própria.

A grande maioria dos 110 mil membros é americana. No Brasil são cerca de 620, mas o número de candidatos tem crescido em torno de 15% ao ano na última década. De acordo com os dados mais recentes do CFA Society Brazil, o país registrou 1.502 candidatos em 2012, somando as duas provas aplicadas no ano. A porcentagem dos que concluem os três níveis é de apenas 25%, enquanto a aprovação por exame é semelhante à global - em torno de 40%.

Embora grande parte dos aspirantes venha das áreas de administração, economia e engenharia, não há restrições para a inscrição no programa. Além de ser aprovado nas três etapas, é preciso comprovar experiência profissional de quatro anos para receber o título.

Sonia, que foi a primeira pessoa na América do Sul a receber a certificação, vinte anos atrás, afirma que parte da missão da CFA Society Brazil é mostrar aos empregadores o diferencial de quem possui a sigla no currículo. "Nos Estados Unidos, os grandes bancos exigem a certificação de seus funcionários a partir de um determinado nível na carreira. Por aqui, quem tem mais profissionais certificados em seus quadros é o Itaú", ressalta.

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Escola inova ao unir o mundo financeiro ao dos negócios

Escola inova ao unir o mundo financeiro ao dos negócios | Inovação Educacional | Scoop.it

Fundador da London School of Business & Finance (LSBF) fala sobre os desafios futuros do ensino executivo

Com apenas 24 anos, o russo Aaron Etingen, que cresceu em Israel, decidiu deixar o emprego em um fundo de private equity na City de Londres para iniciar um negócio próprio na área de educação. Em 2003, ele fundou a London School of Business & Finance (LSBF), uma escola inicialmente planejada para preparar profissionais para adquirir certificações na área de contabilidade e finanças. Com o tempo, acabou oferecendo especializações, MBA e cursos de pós-graduação. Os cursos são presenciais e virtuais e já formaram mais de 45 mil executivos pelo mundo.

O que começou despretensiosamente como uma organização sem fins lucrativos ganhou corpo e virou um negócio privado e rentável com campi na Inglaterra, Alemanha, Canadá e Cinagpura, além de parcerias com escolas em diversos países e uma boa presença no mundo dos cursos on-line.

Etingen nunca se importou em fazer o grupo crescer organicamente, mas, como expert em promover "turnarounds" em sua carreira de executivo financeiro, procura boas oportunidades para adquirir escolas e então recuperá-las. Sua grande aposta, no entanto, é na inovação. "Em Londres, existem grandes escolas como Cambridge, com mais de 800 anos de história. Quando comecei a LSBF sabia que para atrair alunos tinha que pensar em algo diferente", disse em entrevista ao Valor.

O diferencial almejado por Etingen era aproximar o ensino de finanças do mundo profissional. Em sua passagem pelo mercado financeiro como executivo, ele percebia a enorme dificuldade de comunicação que existia entre os profissionais de contabilidade e finanças e os executivos de empresas. "Não via conexão entre eles", diz.

Profissional certificado pelo ACCA (Association of Chartered Certified Accountants), Etingen acreditava que era preciso investir na preparação de profissionais interessados em adquirir certificações como a sua, mas que o pulo do gato seria oferecer a eles, no mesmo combo, cursos de especialização, MBA e mestrados profissionais. "Nosso objetivo é focar no mercado, formar homens de negócios que entendam de finanças."

A fórmula funcionou. Como empreendedor nato, Etingen acredita que a inovação pode vir de qualquer lugar, inclusive dos próprios alunos. Foi assim que, a partir de uma ideia dos estudantes, há cinco anos, lançou no Facebook um aplicativo para o MBA global virtual da LSBF, que hoje tem mais de cem mil usuários. Essa mesma liberdade para testar conceitos é aplicada na reorganização constante da grade curricular. "Somos jovens e podemos mudar o que ensinamos de acordo com as novas demandas da indústria."

No Brasil, os planos de Etingen incluem atrair mais alunos - cerca de mil brasileiros já passaram pela escola. Nas salas de aula, que comportam no máximo 45 alunos, 50% são estrangeiros, provenientes de 36 nacionalidades. Outro objetivo é desenvolver programas de ensino on-line. "Vejo um grande potencial para programas mistos - presenciais com uma parte virtual", diz. Segundo ele, o Brasil está mais avançado que outros países nessa área. "Nos EUA, a pessoa tem aula on-line de uma escola que está a poucos quilômetros de casa. Aqui, as pessoas buscam o ensino internacional". Atualmente existe, segundo ele, menos medo de experimentar o novo, o que abre uma janela para o ensino do futuro. "Um mercado onde é preciso estar", enfatiza.

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Inovação - O que os executivos fazem para estimular o pensamento criativo

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Gestores falam sobre os rituais seguidos com o intuito de separar um tempo para pensar e ter ideias.

Isaac Newton não passava os dias trancado em um laboratório quando formulou sua teoria da gravitação universal. Pelo contrário: consta que foi observando a queda de uma maçã que se inspirou para desenvolver a lei que revolucionou a física.

Não existe hora marcada para ter boas ideias, inclusive as relacionadas ao trabalho. Pode haver, contudo, rituais que favoreçam o surgimento delas. Consultores e gestores recomendam reservar um período durante o expediente para pensar em vez de executar, mas nem sempre isso é possível.

O diretor-geral no Brasil da empresa de tecnologia dental Sirona, Rodrigo Canelhas, é um dos que defendem a pausa para reflexão no horário comercial. Ele confessa, porém, que é difícil colocar isso em prática. "O ideal é fazer isso no escritório. Caso contrário, os insights vão surgir quando você estiver no carro, no banho ou se preparando para dormir", afirma. Segundo ele, o melhor período do dia para deixá-los fluir é a manhã, "quando a cabeça está fresca". É nas primeiras horas do dia que o executivo diz ter 90% de suas melhores ideias.

Uma vez que as demandas na companhia não permitem que Canelhas encontre alguma brecha na agenda do trabalho para simplesmente refletir, ele desenvolveu o hábito de fazê-lo enquanto corre na esteira da academia, bem cedo. O banho que toma antes de ir para o escritório faz parte do ritual. "Consigo relaxar, estimular os pensamentos e, então, vou para a empresa motivado para executar", conta.

Trabalhar sempre no modo "automático" de gestão, segundo o diretor-geral, induz a apenas fazer o que é urgente e se esquecer do que é importante. "Com o tempo, você não consegue sair desse ciclo", ressalta.

Na opinião de João Marcello Gomes Pinto, 35 anos, presidente da consultoria para construções sustentáveis Sustentech, a dinâmica do ambiente corporativo não favorece a introspecção criativa e o "pensar fora da caixa". Assim, há três anos, o executivo resolveu se dedicar à prática da ioga para arejar os pensamentos. "Faço no meio do expediente, na hora do almoço, duas vezes por semana", afirma. "Consigo pensar de maneira mais clara sem a pressão do escritório".

Em sua opinião, muitos profissionais nunca param o que estão fazendo, o que pode levá-los a tomar decisões erradas. "Vale mais a pena sair daquele ambiente e, ao voltar, tomar atitudes mais adequadas e menos carregadas de emoções". Os efeitos de uma sessão de exercícios no alívio das tensões se prolongam por dois ou três dias, diz. "Você enxerga as coisas por outros ângulos e com mais discernimento. Elas parecem mais simples." Pinto se tornou ainda adepto da meditação, que também o ajuda a limpar a mente e melhora sua criatividade. "Você não fica preso a pensamentos, não se força para ter ideias. Elas vêm naturalmente", ressalta.

O executivo admite que, antes de aderir a essas práticas, tinha dúvidas sobre a efetividade de seus resultados. Foi em uma viagem que fez a Fernando de Noronha que passou a refletir sobre a procura por uma sociedade mais saudável, tanto em termos de relacionamentos como de mercado. No caminho de volta, um livro do pensador indiano Osho, em uma livraria do aeroporto de Recife, chamou sua atenção. A partir de então, começou a estudar sua obra. "Ele fala a linguagem do executivo e desmistifica a ioga e a meditação, mostrando que são técnicas que nada têm de sobrenatural", analisa.

De acordo com Pinto, isso tudo teve papel fundamental na hora de tomar decisões que exigiram coragem, como a de abrir uma filial da empresa no Rio. Além disso, percebeu que sua saúde melhorou - as crises de rinite alérgica que o incomodavam diminuíram consideravelmente.

Existem situações em que, se os "Maomés corporativos" não vão à montanha, é válido transformar as instalações da empresa em um espaço que se pareça com uma. Algo parecido aconteceu na criação da Cloud2b, companhia que oferece soluções para computação em nuvem. "Ficamos em uma casa com piscina, áreas de recreação e churrasqueira", descreve o CEO da companhia, Gilberto Vilaça, de 45 anos. "É possível trabalhar embaixo das árvores."

A sede atual - houve duas anteriores - está localizada nas proximidades do parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo. E é em suas trilhas que acontecem as primeiras reuniões do dia entre os diretores. "O expediente no escritório se inicia às 9h, então começamos a caminhada um pouco antes das 8h", diz Vilaça. "Falamos sobre coisas do dia a dia e questões ligadas ao planejamento estratégico. Não é para ser uma conversa pesada e sim algo mais tranquilo". Nos bate-papos surgem propostas de iniciativas para melhorar a produtividade e aumentar o engajamento dos empregados. Uma delas foi a de convidar um grupo de teatro que realizasse oficinas com o intuito de os funcionários conhecerem melhor a si mesmos.

Foi também no parque que se decidiu criar o que o CEO chama de "grupo das ideias". Uma vez por mês ele reúne em sua casa 21 pessoas para jogar dardos - o executivo chegou a presidir a associação mineira dessa prática esportiva - e discutir sugestões para otimizar o trabalho. "Nós nos encontramos todos os domingos, às seis da tarde, abrimos um vinho e conversamos", diz.

Seis dos integrantes do grupo são da empresa; outros cinco, ligados a uma companhia parceira. Os demais são amigos de Vilaça "de outras empresas e que eventualmente enfrentam desafios corporativos semelhantes". Duas oportunidades de novos negócios para a Cloud2b despontaram recentemente entre um e outro arremesso. Anualmente, o gestor também participa com outros líderes de uma convenção de inovação realizada nos Estados Unidos.

Toda a preocupação em extrapolar os padrões em sua vida profissional, diz ele, desenvolveu-se a partir de seu casamento - a união de um paulistano com uma gaúcha que se conheceram no Rio. "Até então eu trabalhava de maneira bastante rígida e tradicional. Ela me levou a uma maior descontração ao tratar o ambiente empresarial."

Em alguns casos, os executivos buscam ampliar seus horizontes a partir de exemplos de pares mais famosos. "Steve Jobs tirava uma semana de sabático para pensar a Apple para o ano seguinte", diz Henry Novaes, sócio da Hprojekt, empresa de gestão especializada em recrutamento e seleção. Ele pensou em fazer algo semelhante, mas acabou indo mais além. Sufocado pela falta de tempo diária, acentuada pelo "modus operandi" de ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa ladeado pelas paisagens de concreto paulistanas, há um ano Novaes resolveu morar de frente para o mar.

Mudou-se, então, para Santos, para onde vai diariamente depois das muitas horas no escritório. "Não tenho família ou filhos, então foi mais fácil organizar minha vida para isso". Na capital, mesmo morando perto do parque Ibirapuera, diz que não conseguia se dedicar à atividade de "parar para pensar".

Seu dia começa às 5h30. Ele faz uma caminhada pela orla e, em seguida, dedica meia hora à contemplação do mar, da ponta da praia, tomando uma água de coco. "Minhas melhores ideias têm surgido aí", garante. De acordo com Novaes, desde que a nova rotina foi adotada o negócio cresceu 250%. "Ter uma ideia inovadora é um jogo de xadrez. As peças no tabuleiro têm dificuldades para enxergar as melhores oportunidades na hora de se movimentar. Quem está de fora tem uma visão mais ampla", afirma.

Para o executivo, sair do ambiente de trabalho é essencial, mas reunir executivos dentro de uma sala durante dois dias pode não ajudar a trazer ideias brilhante. "É preciso criar um hábito, separar um tempo para pensar melhor os processos da organização. É necessário estar relaxado e o dia a dia do profissional não dá essa abertura". Nem é preciso ser um cientista genial para constatar tal realidade.


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Inovação - Relação de ciência e negócios é polêmica

Membro da Academia Brasileira de Ciência diz que a qualidade da produção científica no Brasil é alta, mas não é convertida em benefícios econômicos e sociais

O empreendedorismo tecnológico e a interação entre o ambiente acadêmico e o empresarial, no Brasil, alimentaram discussão polêmica na edição 2014 da Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciência (ABC), realizada em maio. No evento, Alvaro Prata, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e membro da ABC, foi enfático ao afirmar que a qualidade da produção científica no Brasil é alta, mas que não é convertida em benefícios econômicos e sociais.

O discurso de Prata é recente, mas a discussão é antiga. Se, no Brasil, ao contrário dos EUA e países europeus, faltam incentivos para que as pesquisas de alta qualidade atendam as demandas de mercado, do outro, a história do empreendedorismo nacional conta com muitos protagonistas oriundos dos ambientes de pesquisa.

O farmacêutico José Norberto Callegari Lopes, de 72 anos, doutor em química orgânica pela atual Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP) é um exemplo do casamento da ciência com o empreendedorismo. Após quase quatro décadas dedicadas à pesquisa, sempre incentivando a interação com a iniciativa privada, assumiu o desafio de ser sócio-presidente da Lychnoflora, especializada em pesquisa e desenvolvimento de produtos naturais, que nasceu na Incubadora de Base Tecnológica em Parceria para o Desenvolvimento de Novos Negócios (Supera), em Ribeirão Preto.

"Quando ingressei na pós-graduação na década de 60, na antiga Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, vivi a efervescência social e política daquele período, o que me transformou para sempre. Nunca fui a favor do pensamento acadêmico que exige dedicação exclusiva de um professor, o que dificulta a interação com o mercado produtivo", afirma.

O paradigma entre a total exclusividade ao meio acadêmico e a participação dos cientistas no setor produtivo também faz parte da história do médico mineiro Sergio Pena - Ph.D. em genética humana pela University of Manitoba, no Canadá, e pós-doutor em genética, um dos precursores das pesquisas genéticas no Brasil. Depois de graduado em Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1970, Pena optou por fazer residência nos EUA e no Canadá, onde permaneceu até 1982.

Ao retornar ao Brasil, tornou-se Professor Titular no departamento de bioquímica e imunologia da UFMG, onde desenvolveu um projeto dedicado aos estudos do DNA humano. Paralelamente, criou com a esposa, a citogeneticista Betânia Maria Andrade Pena, o Gene - Núcleo de Genética Médica de Minas Gerais, o primeiro laboratório na América Latina a oferecer clinicamente serviços de diagnóstico pelo estudo do DNA, especialmente de determinação de paternidade. Em dezembro de 2004 o Gene foi considerado pela revista científica inglesa "Nature Biotechnology" exemplo da interação biotecnologia/saúde no Brasil. Com quase 70 anos, coordena quatro laboratórios, com um total de cem colaboradores. "O cientista e o empreendedor, sobretudo aquele com a veia da inovação, têm em comum a capacidade de sonhar."

Perseverança e inovação fazem parte da história do engenheiro e acadêmico curitibano Wolney Edirley Gonçalves Betiol, co-fundador da Bematech, fundada há 20 anos a partir de um projeto de final de curso em uma pós-graduação, quando conheceu Marcel Malczewsky, que se tornou seu sócio. Juntos identificaram uma lacuna no mercado referente à impressão de telex. "Oportunidades de negócios unem a academia, que pensa no longo prazo, e a empresa, que trabalha no curto prazo. Em 20 anos avançamos e as incubadoras se proliferaram", declara.

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Inovação - Falta de especialista prejudica zona rural

Transferência de tecnologia no campo enfrenta várias resistências

Se a transferência de tecnologia na indústria já é um desafio, a passagem de conhecimentos no campo é uma empreitada pouco valorizada e muitas vezes de resultados limitados. Mais que contar com novas técnicas para serem transferidas, é necessário um entendimento com o homem do campo, cuja adesão depende do clima, do ciclo das colheitas, das práticas e costumes familiares. Novas tecnologias que conflitam com seu sistema de produção, ou exigem muito esforço físico, têm baixa possibilidade de serem adotadas.

"Os agricultores familiares têm uma estratégia própria de sobrevivência, e dentro dessa sobrevivência há uma questão que eles prezam muito, que é a de não assumir risco porque - na experiência deles - os que assumiram, quebraram", diz Alberto Feiden, pesquisador da área de Agroecologia da Embrapa Pantanal. A crença e a vivência, para muitos agricultores, contam mais que as promessas de novas tecnologias.

O problema não está apenas numa suposta resistência dos agricultores, mas igualmente na falta de técnicos e de investimentos, uma coisa puxando a outra. "Aqui temos problemas de formação adequada do pessoal, mas também faltam investimentos, porque falta mercado", diz o pesquisador. "Não adianta o pessoal aqui se preparar para trabalhar com extensão rural, transferência de tecnologia, porque dificilmente encontrará mercado", completa. No Mato Grosso do Sul, a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), "há mais de 20 anos não faz um concurso público".

O resultado é pouco animador, tanto para agricultores como para técnicos. "Não tem pessoal capacitado, mas se tivesse não teria onde trabalhar", afirma Feiden. Os que se formam, em lugar de ir para o campo, na área de transferência tecnológica, são contratados como vendedores de produtos agrícolas, agrotóxicos e fertilizantes. Por trás desses desvios estão a falta de investimento e de trabalho coordenado. "As realidade regionais são muito diferentes e os esquemas ambientais implantados pelo governo não funcionam porque não há uma estrutura central que possa capacitar o pessoal nas demandas locais. Quando o técnico tem um problema, ele não tem a quem recorrer", afirma.

O pesquisador fala com a experiência de quem já trabalhou em transferência de tecnologia por 15 anos no Estado do Paraná e por outros 15 no Estado do Rio. "Quando cheguei aqui na costa oeste do Pantanal, tive que começar tudo da estaca zero", conta. Em lugar de escritórios centrais e regionais, a região tem empresas isoladas contratadas por editais por três anos.

A Embrapa Pantanal tem parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus do Pantanal, mas "a universidade não tem cursos na área de ciência agrária", por isso a Empresa trabalha com "estudantes de geografia e biologia". A equipe é formada por cinco pesquisadores, além de seis estagiários, e tem apenas um carro. "Ou vão todos para o mesmo lugar ou vai apenas um para o campo, e os outros ficam no escritório. Não adianta ter técnico e não ter estrutura de capacitação para ele atuar", lamenta o pesquisador.

De comum, os agricultores têm uma certa resistência à inovação. "Trabalhamos com o conceito de pesquisa participativa. Não levamos a tecnologia como uma coisa pronta e acabada, mas como hipótese de solução para o problema que o agricultor tem na sua propriedade. Ele avalia, testa e decide se adota ou não", diz o pesquisador. Trata-se de um trabalho "mais complicado e demorado", porque muitas tecnologias são bem sucedidas para agricultores de recursos, mas "não se adaptaram a agricultores pobres que normalmente estão em terras marginais, em condições inóspitas".

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Inovação - Mestrado ajuda a reduzir desigualdades regionais

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Outro esforço do Mato Grosso do Sul é criar parques tecnológicos

Atrair, formar, reter. Essas três ações estão na pauta de agentes de inovação no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O esforço é necessário para ajudar a mudar o retrato que aponta as três regiões com o menor perfil inovador do Brasil. Juntas, concentram pouco menos de 22% das indústrias extrativas e de transformação que inovam em processos ou produtos, de acordo com a última Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) do IBGE. O Sul abriga 28,01%. O Sudeste, 50,85%.

A concentração da inovação no Sul e Sudeste também é vista quando se fala em incubadoras de empresas. Há mais iniciativas no Sudeste do que nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste somadas, segundo dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

No Mato Grosso do Sul, um dos esforços para reverter esse quadro está na academia. "A estratégia adotada é a expansão da pós-graduação", diz o professor Jeovan Figueiredo, pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). "Os programas de mestrado e doutorado representam um espaço privilegiado para a formação de pesquisadores e atração e retenção de talentos, por meio das oportunidades de desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação", diz Figueiredo.

A ampliação de programas de educação e pesquisa se deu nas redes pública e privada, segundo Marcelo Turine, diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul (Fundect). Há cinco anos, o Estado contava com 30 cursos de mestrado e doutorado. "Muitos estudantes faziam a graduação aqui e iam embora por falta de oportunidade", diz. Hoje, o Estado tem 92 mestrados e doutorados.

Outro esforço é criar parques tecnológicos. Há três projetos em fase de implantação. "Ter um parque é uma medida fundamental para reter talentos", diz Jardel Matos, presidente da Rede Sul-Mato-Grossense de Inovação (Rede MS) e chefe da Pantanal Incubadora Mista de Empresas (Pime).

Ter uma estrutura de excelência e um parque tecnológico com laboratórios e sinergia entre os participantes é uma forma de atrair pessoas talentosas de outras regiões, na avaliação de Jorge Mario Campagnolo, coordenador-geral de Serviços Tecnológicos do MCTI. "Dificilmente, você vai tirar um profissional altamente qualificado dos grandes centros se não houver uma boa infraestrutura, a 'cereja do bolo'", diz Campagnolo.

Marcos Wandir, presidente do parque tecnológico SergipeTec, concorda. "Com o parque, conseguimos atrair jovens. Alguns sergipanos voltaram para o Estado, com o aumento de cursos de doutorado e mestrado", diz Wandir.

Mesmo organizações consolidadas, como é o caso do Porto Digital, em Pernambuco, continuam destinando recursos e energia para formar e reter talentos. Um programa de R$ 2,5 milhões busca treinar as pessoas de fora e também as que trabalham no parque, criado em 2000. Há cursos de vários tipos, muitos que visam à certificação do profissional de tecnologia. Francisco Saboya, diretor-presidente do Porto Digital, conta que 14% dos 7,1 mil trabalhadores das 250 empresas instaladas não são de Pernambuco.

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Inovação - Bolsista destaca valor da troca de conhecimento

Trabalhar no mercado corporativo aproxima pesquisador das empresas

As vantagens de atuar no mercado corporativo são muitas para profissionais focados em projetos de inovação. A maior delas - na opinião dos bolsistas - está na possibilidade de concretizar a transferência de conhecimento, com a criação de produtos e serviços que chegam, de fato, ao consumidor final e têm impacto na sociedade. "Existe uma distância muito grande entre a pesquisa que realizamos na universidade e as linhas de produção. Encurtar esse caminho é uma oportunidade rara de aprendizado", destaca Leilanne Márcia Nogueira, mestre em engenharia de alimentos pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Segundo ela, ao entender as necessidades do mercado, a pesquisa fica mais direcionada e rica. O conhecimento adquirido na empresa também melhora a qualidade das aulas. "É uma bagagem importante e que me aproxima dos alunos", completa. Leilanne inscreveu-se para uma vaga do programa Inova Talentos e foi indicada, pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) para ocupar o posto de pesquisadora na empresa Amêndoas do Brasil, onde está aplicando anos de estudo e experiências com castanha de caju no desenvolvimento de um produto alimentício para nutrição humana. "Com a vivência corporativa avalio melhor as linhas de pesquisa nas quais atuo na universidade. Consigo perceber se o que estudo é viável ou não para o mercado".

A conexão com as empresas também cria espaço para recém-formados trabalharem em projetos de inovação e comporem equipes multidisciplinares. O matemático Gustavo Camargo Bisetti e a comunicadora social Maria Luisa Diefenthaler foram selecionados para atuar na Fábrica de Aplicativos - startup de tecnologia da informação que oferece plataforma on-line para a criação de aplicativos para celular. "É a primeira vez que trabalho em uma empresa de base tecnológica e tem sido muito estimulante", diz Maria Luisa. Ela conta que tem aplicado os conhecimentos acadêmicos na área de marketing, comunicação e contato com os clientes.

Já o matemático Bisetti utiliza a bagagem técnico-científica para análise de dados da empresa e dos clientes. De forma estruturada, acompanha o comportamento de quem utiliza as soluções da Fábrica de Aplicativos, define padrões de comportamento dos usuários e sugere caminhos para o desenvolvimento da plataforma tecnológica da empresa. O raciocínio matemático é fundamental para a composição do time e avanço dos negócios. "Todos aqui estão empenhados no projeto. A empresa é nova e o clima é ótimo", comenta.

O Inova Talentos garantiu a Andrés Amoedo Justo a oportunidade de trabalhar na área de negócios e em projetos de inovação. Formado em design na Bahia, o jovem candidatou-se à vaga divulgada pelo IEL e tornou-se bolsista na MW8.


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Como agem as empresas de melhor reputação

Como agem as empresas de melhor reputação | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma pesquisa exclusiva lista as companhias com melhor reputação no Brasil — e mostra que relacionamento faz toda a diferença na hora de construir uma marca

“Uma boa reputação se constrói ao longo do tempo e com um relacionamento, mostrando coerência entre o que se fala e o que se faz”, diz Alessandro Carlucci­, presidente da Natura, apontada pelo segundo ano consecutivo como a empresa com a melhor reputação no Brasil, de acordo com um levantamento realizado com exclusividade para EXAME.

Elaborado pela consultoria espanhola Merco e com o apoio do Ibope, o levantamento foi realizado de fevereiro a abril deste ano, com cerca de 2 500 entrevistados.

O processo de elaboração do ranking se divide em quatro etapas. Na primeira delas, executivos de grandes empresas brasileiras são convidados a indicar dez companhias de setores diversos que consideram ter uma boa reputação e outras três do segmento em que atuam.

No passo seguinte, a lista é submetida a públicos específicos, como analistas e representantes de ONGs, que apontam as que consideram merecedoras de destaque. Após uma checagem de informações com as próprias empresas citadas, a lista é enfim submetida à opinião do público geral.

O objetivo é abarcar todas as variáveis que compõem a boa reputação de uma companhia. Trata-se de algo que vai muito além de oferecer um bom produto ou serviço no mercado. Também transcende um discurso preparado por um exército de profissionais de relações públicas.

É uma questão de manter um relacionamento ganha-ganha com consumidores, fornecedores, funcionários e acionistas. “A reputação é reflexo da percepção que as pessoas têm quando entram em contato com a empresa de alguma forma”, diz o espanhol Antonio Montero, diretor técnico da Merco (que, além do Brasil, realiza pesquisas semelhantes em outros nove países).

A sondagem Trust Barometer 2014, da empresa global de relações públicas Edelman, mostrou que 71% das pessoas acreditam que um produto de qualidade é condição fundamental para sustentar a confiança numa empresa. Mas só isso não basta.

Quase a mesma proporção de entrevistados acredita que tratar bem os funcionários, ouvir os consumidores e ter uma atitude responsável com o meio ambiente também é determinante.

Não é nada simples manter uma boa imagem diante de diversos públicos. Mas o conceito de reputação, aparentemente tão intangível, traz resultados bem concretos.

O valor de mercado de uma empresa com boa reputação é 5,5% maior do que o de uma empresa com menos prestígio, segundo uma análise de 348 companhias brasileiras realizada pelo pesquisador Luciano Rossoni, fundador do Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Sociais, do Rio de Janeiro.

Atualmente, 32% das empresas no país consideram a reputação seu ativo mais importante, de acordo com uma pesquisa feita com 300 companhias pela consultoria Deloitte. Segundo dados da consultoria Reputation Institute, 85% dos consumidores afirmam aceitar pagar mais por produtos vendidos por uma empresa que tem reputação superior.

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Brasil precisa entrar na economia do conhecimento, diz Dilma

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Para presidente, entrada na fase da “economia do conhecimento” garantirá a manutenção da distribuição de renda e a redução da desigualdade

Queremos manter a redução da desigualdade e, para isso, precisamos dar educação para dar perenidade a essa conquista. O Brasil tem que entrar numa nova fase, da economia do conhecimento, de aplicar a tecnologia, de ter técnicos de qualidade, de ter uma capacidade de trabalho muito mais sofisticada”, disse. Ela disse ainda que é preciso aumentar o número de brasileiros que fazem cursos técnicos e universitários no exterior.

A presidente voltou a dizer que o petróleo da camada pré-sal vai gerar quase R$ 1 trilhão em recursos a serem investidos na educação. “Em 35 anos, se você somar tudo que temos de royalties do governo federal mais os recursos dos 50% do Fundo Social, para a educação será quase R$ 1 trilhão”, previu Dilma durante o discurso.

O Pronatec foi criado em 2011 pelo governo federal com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. A fase atual irá oferecer 8 milhões de matrículas até o final de 2014. No mês passado, foi anunciada a segunda etapa do programa que vai ofertar 12 milhões de vagas, a partir de 2015.

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Descubra qual é o perfil dos estudantes de cursos online

Descubra qual é o perfil dos estudantes de cursos online | Inovação Educacional | Scoop.it

Está na dúvida se você deve ou não se inscrever em um curso online? Tome uma decisão saibendo quais as características do estudante que opta por essas aulas

Cursos online tornaram-se cada vez mais populares nos últimos anos. Mas, ainda assim, muitas pessoas que querem começar a usar a internet para aprender não tem certeza se tem o perfil de umestudante online. Se esse é seu caso, veja a seguir algumas semelhanças entre os estudantes que optam não pelo curso presencial, mas pela experiência online.

O primeiro dado a se notar é que não existe um único perfil de estudante para esse tipo de curso. Segundo pesquisa realizada pelo The Boston Consulting Group com mais de 2.500 alunos, existem cinco diferentes perfis:

#Estudantes que estão tão satisfeitos com a flexibilidade e os baixos custos desses cursos que eles estudam praticamente via internet.

Alunos que se inscreveram em poucos cursos, porque não gostaram da dinâmica das aulas online. Por estarem focados em suas carreiras, eles não querem a praticidade oferecida por esses cursos. Eles querem desafios.

# Jovens que apreciam tanto os cursos exclusivamente online, como também a experiência combinada com aulas presenciais na faculdade. Isso se deve ao fato de este grupo ter interesse em avançar pessoal e socialmente por meio da interação com outros indivíduos.

Preocupados com o retorno financeiro, a quarta categoria de estudantes está também focada no desenvolvimento profissional. No entanto, o motivador para que eles se inscrevam nesses cursos e obtenham diplomas é a melhora salarial.

Otimistas, o último grupo acredita no potencial dessas aulas para ajudá-los a atingir seus objetivos. E, segundo a pesquisa, a maioria dos alunos analisados está situada nessa categoria.
Embora existam diferentes tipos de estudantes, o relatório do ano passado da National Online Learners Priorities demonstrou que a maioria dos entrevistados eram:

Mulheres brancas
Pessoas com 25 anos ou mais
Estudantes ainda sem graduação completa
Trabalhando em tempo integral

Caso você não tenha se identificado com essas características, não se preocupe. É qualificado para estes cursos online todos aqueles que têm como prioridade a flexibilidade do período de aulas, além de seremcapazes de conciliar trabalho, família, amigos e estudos.

Não se preocupe tanto com encaixar-se no perfil. Se você quer um feedback rápido dos instrutores independentemente do horário e uma orientação quanto a administração dos requisitos das várias disciplinas que você está cursando simultaneamente, você deve sim dar uma chance aos cursos online


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Graduação EAD cresce com 'forasteiros'

Profissionais usam cursos para migrar de setor ou crescer na empresa

A demanda do mercado por profissionais e a busca por atualização mesmo por quem não atua nesse setor fez com que aumentasse a procura por graduações a distância na área de finanças.

Dados da consultoria Hoper Educação mostram que o número de alunos ingressantes no curso de ciências contábeis deu um salto entre os anos de 2011 e 2012, o último dado disponível - a alta foi de 61%, chegando a 32,9 mil.

Para Stavros Xanthopoylos, vice-diretor do FGV/IDE, além da busca de profissionais da área de finanças que querem se capacitar, pessoas que não são do setor têm procurado uma complementação para se posicionar melhor no mercado.

Foi o caso de Mayara Oliveira, 25, que iniciou o curso de ciências contábeis a distância neste ano. "Trabalho na área de planejamento estratégico e financeiro. Senti que a graduação me daria vantagem competitiva", diz.

Ela está concluindo o curso de tecnologia em processos gerenciais, também a distância, em outra faculdade.

Para Carlos Pereira, sócio da consultoria de RH Top Quality, as áreas de exatas são menos impactadas pelo ensino não presencial, "por exigirem menos contato com experiências práticas."

Ainda assim, Oliveira conta que já sofreu preconceito em processos seletivos. "Na hora em que eu falei que meu curso era dessa forma, a entrevistadora desconversou totalmente", afirma.

Já em entrevistas internacionais, ela diz que a aceitação é boa. "Os estrangeiros até valorizam esses cursos porque entendem que o aluno é esforçado e tem mais disciplina", explica.

Em alguns casos, esses alunos escrevem e leem melhor do que a maioria das pessoas que fazem cursos presenciais", afirma Xanthopoylos.

Tarcísio da Luz, 30, é aluno do curso tecnológico em gestão financeira. Ele afirma que o relacionamento com os professores não é afetado pela distância. "Mas é claro que depende da outra parte. Já tive um professor que me respondeu uma dúvida por e-mail em sete minutos. Outro, só no dia seguinte", diz.

Trabalhando na área de finanças desde os 16 anos, ele conta que sentiu necessidade de uma graduação para pleitear cargos de chefia. "Questionam mais o fato do curso ser de tecnólogo do que de ser a distância. Consegui uma promoção por conta da graduação", conta.

Ele afirma que, após concluir o programa, pretende fazer um MBA na área, também nessa modalidade.

Para Henrique Gamba, gerente executivo da recrutadora Talenses, os cursos de graduação em modalidades não presenciais ainda podem inspirar um certo preconceito. O mesmo, diz, não acontece nos cursos de extensão ou pós.

"Esses cursos existem há mais tempo e hoje é mais comum encontrar profissionais com essa formação", diz.

Ele espera que o ensino a distância cresça. "Você barateia o curso da mensalidade e forma mais profissionais. Além disso, muitos fundos de educação internacionais estão vindo para o Brasil para investir na modalidade.

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HEC Paris e London Business School têm melhores masters de finanças

A francesa HEC Paris e a inglesa London Business School são as escolas que possuem os melhores masters em finanças do mundo em 2014, de acordo com o jornal “Financial Times”. A instituição parisiense encabeça a relação de 45 programas para profissionais no início da carreira, e a londrina ficou em primeiro na lista de masters voltados para alunos com mais experiência. Ambas já haviam liderado esses mesmos rankings em 2012 e 2013.

A única instituição sul-americana que figura entre as melhores para iniciantes é a chilena Universidad Adolfo Ibanez, em 44º. Entre o ranking das campeãs para os estudantes que já estão avançados na carreira, formado por cinco escolas, há duas britânicas, duas americanas e uma chinesa.

Se especialistas como Massimo Massa, professor de negócios bancários e finanças da escola de negócios francesa Insead, afirmam que, devido à crise mundial, os profissionais da área financeira tornam-se imprescindíveis no auxílio às tomadas de decisão dos dirigentes das empresas, dados relativos à procura pelas escolas de negócio não indicam o atendimento a essa necessidade.

Mais da metade das instituições (53%) pesquisadas pelo Graduate Management Admission Council (GMAC) — organização internacional de escolas de negócio — em 2013 apontaram uma queda no número de candidatos a cursos de masters em finanças. As que registraram aumento no interesse pelos programas somaram 42%.

Também diminuiu a quantidade de postulantes a exames de qualificação para “chartered financial analyst” (CFA) — analista financeiro certificado. Em 2013, foram 212.129, ante 219.642 em 2012. De acordo com Nitin Mehta, diretor executivo do Instituto CFA para Europa, Oriente Médio e África, a queda possivelmente reflete a contínua retração do setor financeiro ocasionada pela crise.

Melhores masters em finanças para profissionais em início de carreira, segundo o "FT"Fonte: Financial TimesRankingEscolaPaís1HEC ParisFrança2Esade Business SchoolEspanha3Edhec Business SchoolFrança4Essec Business SchoolFrança/Cingapura5IE Business SchoolEspanhaMelhores masters em finanças para profissionais com experiência, segundo o "FT"Fonte: Financial TimesRankingEscolaPaís1London Business SchoolReino Unido2Universidade de CambridgeReino Unido3Universidade de Illinois em Urbana-ChampaignEUA4Universidade de Hong KongChina5Universidade Internacional da FlóridaEUA

(Edson Valente | Valor)

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Posso chegar à gerência da empresa apenas com diploma de curso técnico?

A colunista Sofa Esteves fala sobre as diferenças entre os cursos de formação superior e os profissionalizantes

Tenho 21 anos, sou recém-formado em um curso técnico na área de óleo e gás e havia começado a faculdade de engenharia mecânica. Recentemente, surgiu a oportunidade de exercer o que aprendi como técnico, mas seria impossível conciliar esse trabalho com os estudos. Decidi, então, aceitar o emprego e abandonar a graduação. Levei em conta a chance de entrar no mercado de trabalho em um ótima empresa e no setor que quero - mesmo sem experiência prévia. Sou muito dedicado e determinado, mas fiquei inseguro e não sei se tomei a decisão certa. Será mais difícil conseguir um cargo de gerência no futuro apenas com diploma de técnico? O que estou deixando de aprender na faculdade realmente vai fazer falta na minha trajetória profissional?

Técnico de óleo e gás, 21 anos

Resposta:

Os cursos técnicos são uma excelente alternativa para quem está iniciando sua trajetória profissional. Conheço excelentes líderes que afirmam que o ensino técnico contribuiu - e muito - para sua formação por conta do aprendizado prático, a oportunidade de experimentar uma escolha profissional sem o peso da graduação, a profundidade dos conhecimentos aplicados e a facilidade na entrada para o mercado de trabalho com os estágios oferecidos.

Na sua pergunta, não ficou claro se o seu curso técnico é o de ensino médio profissionalizante ou um curso superior técnico, mas me parece que estamos falando sobre a primeira opção. Há ainda muita dúvida sobre as diferenças entre os cursos e o que cada um oferece de vantagem ou desvantagem. Vejo muitos jovens profissionais focando sua escolha pelo tempo de duração do curso e não pelo objetivo e possibilidades de carreira.

Um curso técnico de ensino médio profissionalizante tem o objetivo de capacitar o aluno com conhecimentos teóricos e práticos bem específicos - no seu caso, em óleo e gás. A amplitude dos conhecimentos é de uma intervenção mais operacional e as vagas oferecidas para quem tem esse diploma são voltadas às áreas e atuações técnicas.

O curso superior de tecnologia forma tecnólogos e é um curso de graduação com menor tempo de duração que a graduação tradicional. O principal foco são os métodos, teorias, estudos, pesquisas, avaliações e aperfeiçoamentos tecnológicos para aplicações práticas. Quem o conclui está apto à continuidade de seus estudos nos cursos de pós-graduação - a diferença é que o aluno é preparado para desenvolver projetos e solucionar problemas mais especializados.

Já o curso de graduação tradicional em engenharia forma profissionais que vão atuar no planejamento e na gerência de atividades relacionadas aos diversos conhecimentos adquiridos no decorrer do curso - ou seja, prevê uma atuação mais generalista. As vagas costumam ser menos operacionais e técnicas e estão mais relacionadas com vagas de gestão de projetos e pessoas.

Isso não quer dizer que técnicos ou tecnólogos não serão futuros gestores, nem que engenheiros graduados não serão contratados para vagas com perfil técnico. Há, contudo, um direcionamento da contratação pela grade curricular dos cursos e pelos aprendizados aos quais os alunos foram expostos. O mercado de trabalho precisa dos três tipos de profissionais.

No atual contexto econômico brasileiro, profissionais técnicos e tecnólogos estão sendo muito requisitados e há uma escassez dessa mão de obra especializada. Esse é, portanto, um excelente momento para técnicos como você. É fácil entender sua decisão pelo emprego e não pela graduação. Agora, o próximo passo é se dedicar para que essa oportunidade de emprego se torne a melhor experiência possível. Aproveite o dia a dia na empresa para conhecer os caminhos e as possibilidades que existem para técnicos e graduados. Mapeie quais cargos e atividades eles ocupam e reflita como você se visualiza nesses próximos passos possíveis.

A formação técnica ou superior não nos prepara para tudo que o mercado de trabalho espera de nós. Boa parte do seu crescimento e desenvolvimento profissional estará relacionado a comportamentos e resultados que dependem da sua abertura ao aprendizado e esforço para mostrar o seu diferencial e não do diploma que obteve.

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Exame de CFA no lugar do MBA?

Qualificação como analista financeiro se populariza entre estudantes

No início de junho, milhares de pessoas de todas as partes do mundo se encaminharam para centros de provas para passar pela mesma agonia: fazer o exame CFA (Chartered Financial Analyst, ou analista financeiro certificado) em seus níveis I, II e III.

Dados históricos sugerem que mais da metade delas não deverá ter sucesso em cada estágio de suas tentativas. Os índices de aprovação e a própria complexidade de tudo o que os candidatos tiveram que estudar os valorizam ainda mais no mercado.

Há quem afirme, inclusive, que os que completaram todos os três níveis e obtiveram o direito de colocar as letras "CFA" logo depois de seus nomes - e assim serem chamados de analistas financeiros certificados - têm uma vantagem sobre aqueles que possuem um MBA.

"Acho que, em breve, o CFA no setor financeiro poderá eclipsar o MBA", afirma Mark Shackleton, professor de finanças e diretor-associado de estudos de pós-graduação da Lancaster University Management School. "As reputações desses dois programas com siglas de três letras vão seguir direções diferentes", diz.

A Lancaster ficou tão impressionada com essa tendência que recentemente lançou um programa de mestrado especializado voltado à preparação de estudantes para o Nível I do CFA. O curso MSc Financial Analysis dura um ano, é oferecido em período integral e aceita 30 alunos com distinção em assuntos quantitativos e uma pontuação GMAT mínima de 650 pontos. No período letivo final, a Fitch Learning, especializada em ensino financeiro, fornece treinamento particular.

Globalmente, um quarto daqueles que se registram para estudar para o CFA acabam não aparecendo para fazer o exame, segundo Nitin Mehta, diretor-gerente do CFA Institute para a Europa, Oriente Médio e África (Emea, na sigla em inglês).

Ele diz que o programa de estudo é tão árduo que muitos não se sentem preparados. "Apenas uma em cada cinco pessoas que iniciam a qualificação obtém o certificado CFA", acrescenta.

O pequeno número que consegue ser aprovado nos três níveis contrasta com a experiência nos programas de MBA. Ser admitido em um programa de MBA de primeira linha pode ser muito difícil, mas, uma vez aceito, o estudante pode ter confiança de que vai terminar o curso.

O CFA também está sendo beneficiado pelo aumento do número de detentores de certificados. Em 2003, eles eram 50.647, a grande maioria dos Estados Unidos. Em 2013, esse número mais que dobrou para 108.888 - mais de um terço deles de fora dos EUA. O número é grande o suficiente para ajudar a certificação a ganhar força, mas pequeno o suficiente para ela continuar sendo exclusiva. Por outro lado, mais de 1 milhão de pessoas no mundo provavelmente têm hoje um MBA.

O MBA apresenta vantagem quando se trata de formar redes de contatos, mas o CFA Institute garante que pode oferecer uma alternativa valiosa. Embora as pessoas geralmente estudem para os três níveis por conta própria, após se tornar um CFA elas têm a opção de ingressar no instituto - uma organização global que fornece acesso ao ensino profissional contínuo e a oportunidade de atualização individual nas redes de relações e nos muitos eventos que organiza ao longo do ano.

Mesmo nos níveis mais baixos, os candidatos podem assinar a JobLine do instituto. Enquanto isso, evidências sugerem que os certificados CFA são cada vez mais exigidos nos anúncios de emprego no setor financeiro, afirma Mehta, para quem a complexidade desse mercado é um motivador. "Os empregadores querem ter certeza de que contrataram pessoas que não são apenas competentes, mas que também foram orientadas corretamente". Entre 10% e 15% do currículo do CFA é focado na ética, e os candidatos precisam saber como agir em cenários complexos. "Até mesmo para as pessoas mais honestas isso pode ser muito complicado", afirma Mehta.

Depois, há as considerações envolvendo os custos. Cada estágio de um certificado CFA custa cerca de US$ 1.000. No entanto, apesar das centenas de horas de estudos recomendadas para cada nível, uma pessoa poderá fazer isso em seu próprio ritmo enquanto estiver trabalhando. Já os programas de MBA exigem dedicação em período integral de um ou dois anos e podem custar centenas de milhares de dólares.

No fim, educadores sugerem que a escolha deve levar em conta seus planos e o estágio em que você está em sua carreira. Andrew Clare, professor de administração da Cass Business School, diz que, se você quiser seguir carreira em finanças, pode ser uma boa ideia conseguir primeiro um CFA e um mestrado. "Quando você quer partir para o lado da administração, é aí que um MBA pode ajudar." (Tradução de Mario Zamarian)

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O crescente efeito Lúcifer dentro das organizações

O colunista Rafael Souto fala sobre as consequências malignas da pressão sobre o comportamento dos mais poderosos.

A sensação é recorrente: sempre que volto de eventos sobre gestão de pessoas, venho com alguma esperança sobre o desenvolvimento de líderes. Esse otimismo, porém, termina na primeira conversa com algum executivo sobre sua carreira e o ambiente corporativo.

O psicólogo norte-americano Philip Zimbardo estudou o comportamento humano para entender por que, em determinadas situações, algumas pessoas consideradas boas são capazes de cometer as mais diversas atrocidades.

Zimbardo conduziu um ensaio na Califórnia em que pessoas normais eram colocadas em situações limite para verificar seu comportamento. O famoso estudo da penitenciária imaginária de Palo Alto mostrou que indivíduos comuns, quando colocados na posição de carcereiros, faziam maldades com os presos, mesmo sabendo que eles eram pessoas como eles e que estavam em um estudo.

Essa tendência de uma pessoa produzir o "mal" quando lhe é conferido poder foi chamado de "efeito Lúcifer". O pesquisador fez diversos ensaios para entender esse movimento. E, se pudéssemos resumir a jornada de Zimbardo, a conclusão seria de que o poder e a pressão transformam as pessoas.

Quando analiso o cenário de negócios em que nossos líderes estão mergulhados, vejo que estamos em uma fábrica de "Lúcifers". As empresas estão cada vez mais pressionadas para obterem resultados em um ambiente global de alta competição.

Se analisarmos a realidade do Brasil, além da disputa internacional, temos nossas mazelas internas conhecidas e não resolvidas: um sistema engessado com custos elevados, salários indexados por dissídios coletivos incompatíveis com os custos, regime tributário pesado, leis trabalhistas ultrapassadas e problemas estruturais graves de logística, apenas para citar alguns. Enfim, a tempestade perfeita para tornar cada vez mais difícil a vida dos executivos.

Somo a todos esses fatores acionistas e conselhos de administração preocupados com o longo prazo no discurso, porque a cada reunião do conselho analisam o curto prazo com uma ferocidade capaz de eliminar o mais genial executivo que não cumpre as metas do trimestre. Há uma distorção evidente, consequência da imaturidade da estrutura de governança de grande parte das empresas.

Considerando o risco da ascensão ao poder para desencadear o efeito Lúcifer acrescido de doses fortes de pressão, instabilidade de mercado e intensa dificuldade para produzir resultados, temos a fórmula mágica para produzir líderes agressivos, com agenda pessoal acima da organização e com alto poder de destruição emocional de suas equipes.

Não vejo um futuro promissor para o desenvolvimento de líderes se não mudarmos a formatação e o cenário no qual eles estão inseridos. Não faz sentido investir em programas de treinamento falando sobre líder servidor ou inspirador. Isso termina quando cruzamos a porta de entrada da empresa.

Percebo uma esquizofrenia entre a realidade e o discurso sobre liderança. É como treinar as pessoas para agirem como monges orientadores e desembarcá-los na Normandia, no próprio Dia D.

Essa mudança precisa vir do topo. Acionistas agressivos e com expectativas somente de curto prazo não podem esperar líderes comprometidos, inspiradores e resilientes. Entendo os cansativos e repetitivos discursos sobre carência de líderes e apagão de talentos. Porém, recomendo uma reflexão acima dessa linha.

A maior carência não está no nível executivo. O verdadeiro apagão está na ausência de uma revisão transparente, coerente e realista dos valores e expectativas sobre o papel dos executivos.

Uma cúpula feroz não produzirá lideranças agregadoras. A tríade parece armada: acionistas endiabrados, conselheiros diabólicos e o próprio Lúcifer como CEO.

Se as organizações seguirem nesse caminho estarão rapidamente se especializando em um novo negócio: berçários do efeito Lúcifer ou sanatórios para executivos. E cuidado! Logo farão um IPO para abrir o capital e buscar expandir o negócio.

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Inovação - Executivos se perdem na hora de colocar a estratégia em prática

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Estudo mostra que os gestores erram no momento de estabelecer prioridades e alocar recursos.

Os dirigentes de empresas têm errado o alvo e, muitas vezes, sabem de antemão que estão atirando para onde não deveriam. É o que mostra uma pesquisa da Strategy& - ex-Booz & Company e hoje parte da PwC -, realizada com 511 executivos de vários países, entre eles o Brasil, e de diversos setores, como automotivo, financeiro e de tecnologia.

Dos profissionais entrevistados, apenas 18% afirmaram que os objetivos estratégicos de suas companhias determinam a alocação do tempo da gerência. Já 66% disseram que dedicam recursos acima do justificado para áreas de baixa prioridade na empresa. Para 29%, o tempo dos gestores não está relacionado às estratégias da organização.

Segundo Luiz Vieira, sócio e vice-presidente da Strategy&, a pesquisa se dividiu em três grandes tópicos: clareza de estratégias e definição de prioridades; alinhamento de recursos financeiros, humanos e de tempo às estratégias; e o quanto da organização suporta essas iniciativas e a alocação desses recursos.

A partir da análise desses temas foi detectado, em primeiro lugar, um grande problema de comunicação de estratégia. Alinhá-la às capacitações disponíveis na organização para desenvolvê-la e diferenciá-la da concorrência torna-se, assim, uma missão complicada. Prova disso é que, de acordo com o estudo, 26% dos executivos disseram que não entendem, não identificam ou não constroem as capacidades consideradas críticas para crescer no mercado.

Essa visão anuviada de propósitos está ligada à percepção, mencionada por 66% dos respondentes, de existirem negócios, produtos ou serviços nos portfólios de suas empresas que estão desalinhados às estratégias corporativas. "Cerca de metade dos executivos reconhece que há oportunidades no mercado que poderiam ser mais bem aproveitadas", afirma Vieira. Um dos equívocos dos gestores, em sua opinião, é querer se sobressair com competências em excesso. "O ideal é alavancar apenas três ou quatro delas, a partir da identificação do que é crítico."

Outro ponto relevante é a transformação das estratégias em objetivos e medidas: 74% dos executivos consideram que essa conversão não acontece com vigor. A perda do sentido estratégico implica também uma distribuição inadequada de capital. "Há uma dispersão dos recursos financeiros usados para alavancar o crescimento da empresa. O processo orçamentário não é bem-sucedido", avalia Vieira.

Em 75% das companhias, por exemplo, o dinheiro é aplicado em iniciativas críticas para o negócio de uma maneira informal ou não sistemática. Outros 49% dos respondentes admitem cortar custos não com base em uma cultura organizacional de desenvolvimento continuado, mas sim por pressões ou eventos externos. As empresas que sinalizaram cortes de gastos baseados em prioridades definidas para toda a companhia somaram 27%.

Além disso, Vieira afirma que não costuma haver relação direta entre os resultados obtidos pela implementação da estratégia organizacional e os bônus e benefícios que os executivos recebem. Se uma empresa adota a estratégia de entrar em um novo mercado para aumentar sua atuação, muito pouco da remuneração variável dos seus gestores se associa a esse movimento - a quantia será determinada mais pela obtenção de resultados financeiros satisfatórios ao final do ano. "Às vezes, a pressão trimestral dos relatórios para os acionistas tira o foco dos grandes temas. É uma visão de curto prazo, e isso é mais grave no Brasil, onde o mercado da Bolsa é menos consolidado, haja vista as grandes oscilações."

O sócio da Strategy& explica que o estudo identificou cinco tipos de empresa. O primeiro grupo é o das que estão desorientadas, sem estratégia bem-definida. O segundo, das que estão distraídas, que correspondem à maioria (58%), onde "há tanta coisa na mesa que as prioridades não ficam claras". Nessas, a estratégia existe, mas não é claramente compreendida. Depois aparecem as que não têm clareza na alocação de recursos para o que realmente importa. Outra categoria é a de companhias que "estão no jogo", embora tenham dificuldade de priorizar áreas críticas. Por fim, existem as que definem bem suas capacitações estratégicas e usam adequadamente seus recursos para desenvolvê-las. Elas somam apenas 7%.


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Inovação - RBS opta pela transformação

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Processo de mudança começou com criação de núcleos de pesquisa e desenvolvimento semelhantes aos mantidos no Vale do Silício.

De tradicional grupo regional de mídia, com atuação restrita ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para uma das empresas mais inovadoras do país. Em um processo de mudança que começou há três anos, o Grupo RBS ainda é uma organização de mídia, mas que hoje possui núcleos de pesquisa e desenvolvimento semelhantes aos mantidos pelas grandes empresas de tecnologia do Vale do Silício (EUA) e um fundo de investimentos para startups, que atraem profissionais qualificados e investidores em busca de oportunidades.

"A mudança teve como foco as pessoas, para criar uma cultura empresarial aberta à experimentação. Existem dois fatores fundamentais para crescer no futuro: pessoas de talento e cultura de meritocracia", conta o presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, que deu início à transformação da empresa, fundada por seu avô, quando ainda era vice-presidente executivo do grupo.

"O Grupo RBS de hoje é diferente do que existia há três anos e, daqui a cinco anos, será mais diferente ainda. A empresa é fruto de uma revolução, da vontade de mudar", conta Deli Matsuo, que no fim de 2011 deixou o cargo de diretor de recursos humanos do Google para assumir o posto de vice-presidente de pessoas e tecnologia do Grupo RBS.

Segundo Matsuo, a transição para o modelo de meritocracia teve de ser conduzida com muito carinho e tato, pois esse conceito significava que um recém-chegado poderia ganhar aumento salarial e promoção antes de outros funcionários com mais tempo de casa. "Era importante mudar o modelo para o grupo deixar de ter atuação regional e passar a competir nos mercados globais. Hoje o grupo é composto por pessoas arrojadas que criam novos negócios."

Um exemplo de novo negócio gerado por essa cultura da inovação é a Appus, uma empresa que surgiu do spin-off da área de recursos humanos em Porto Alegre e que funciona há seis meses com três clientes, uma firma internacional e duas nacionais de grande porte. "A Appus nasceu de um projeto interno nosso de valorização da pessoa. A inovação se faz com gente qualificada, com talento, com uma cultura empresarial que garanta isso", orgulha-se Melzer.

Entre os investimentos está a unidade de desenvolvimento de produtos digitais, uma parceria com Parque Científico e Tecnológico da PUC-RS (Tecnopuc), onde são desenvolvidos os aplicativos e softwares voltados à inovação das plataformas digitais de área de mídia, como o sistema de paywall do site do jornal Zero Hora.

O Grupo RBS também tem um núcleo de pesquisa pura, sem objetivo comercial inicial: o HypermindR, um espaço no Rio de Janeiro que reúne engenheiros, que atuam em pesquisa e desenvolvimento de programas focados no comportamento do consumidor. Segundo Matsuo, "nesse núcleo são criadas tecnologias que depois vamos decidir o que fazer com ela". Com o sucesso desse empreendimento, o grupo começou a ser muito procurado por empreendedores e investidores e identificou a oportunidade para um novo negócio. Assim surgiu o e.Bricks Early Stage, um fundo de investimentos dedicado a novas empresas de tecnologia, constituído com 40% de recursos próprios e 60% de investidores. Entre empresas consolidadas e iniciantes, o e.Bricks conta com um portfólio de quase 30 empresas de tecnologia.

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Inovação - Ensino técnico participa da corrida das patentes

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Ensino técnico começa a despontar na busca por projetos de inovação

Num país onde toda a atenção sempre foi para o ensino superior, a escola técnica profissionalizante sai da linha do preconceito para fornecer "invenções" e mão de obra essenciais para o desenvolvimento. Os principais cursos técnicos já não se limitam a organizar "feiras de ciência". Agora incentivam concursos que levam ao patenteamento de invenções. O Senai São Paulo, em oito edições do programa Inova Senai, depositou 63 pedidos de patentes de seus alunos e professores junto ao Instituto Nacional Propriedade Intelectual (Inpi).

Outra escola de referência no ensino técnico é o Centro Paula Souza, em São Paulo, que mantém o programa Inova Paula Souza. "Existe um buraco enorme na formação de técnicos para atuar em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, operação e instalação de maquinário de última geração, aquisição de tecnologia e até na coordenação de projetos", diz Almério Melquíades Araujo, coordenador da área de Ensino Médio Técnico do Centro Paula Souza. "Não há equilíbrio entre as matrículas do ensino médio e da escola superior. Enquanto no primeiro grupo eles são 1,4 milhão, nas universidades eles somam cerca de 7 milhões".

O que se vê "é um apagão de mão de obra na área de técnicos no Brasil; as indicações apontam que ainda existe a cultura de ingressar no curso superior, mas isso está mudando", diz Bartira Riguetti, coordenadora em exercício do Grupo Educação do Senac São Paulo.

O Inova Senai, em 13 anos de programa vem formando 5 mil profissionais por ano. "Um ponto de gargalo no país é a questão de educação geral, que precisa ser de qualidade e combinar com uma educação profissionalizante", diz Ricardo Figueiredo Terra, diretor técnico do Senai São Paulo. "Há muito tempo, dentro do Senai, já aparece essa questão da inovação da tecnologia como uma vertente importante. O objetivo é formar empreendedores tecnológicos".

O Inova Senai foi criado dentro desse espírito, com os alunos aprendendo o que é o conceito de propriedade intelectual, do ponto de vista dos marcos regulatórios, legislações da ciência e ética da inovação. "É a partir dessa base que os alunos formulam seus projetos", diz o diretor. Para ele, a "inovação precisa de gestão" e gestão significa "ter uma política de propriedade intelectual definida".

Em 27 áreas tecnológicas, o Inova Senai coleciona 63 pedidos de patentes e tem cerca de oito mil projetos em "mecânica, automação, elétrica, alimentos e outras áreas". Um deles levou à produção de um iogurte à base do cereal quinoa, própria para pessoas com intolerância à lactose. Outro projeto substituiu o corante avermelhado da salsicha por derivados da beterraba. Um terceiro projeto vencedor criou uma cadeira odontológica adaptada para cadeirantes.

"A inovação é feita por pessoas, e quando se começa a formar pessoas com essa cultura, você passa a mudar a forma como ela se apresenta e esse é um movimento que está em construção no país", diz o diretor. Para que os projetos não fiquem na gaveta, foi criado o Programa Vitrine do Senai para levar as inovações ao mercado, de forma que possam ser produzidas em grande escala. Da mesma forma, para que o interesse pela inovação não fique restrito, o Senai tem uma carreta com cinco escolas móveis cujo slogan é "Mundo da Descoberta".

No programa Inova Paula Souza, o vencedor foi um capacete que aumenta a segurança dos motociclistas ao permitir que a viseira seja aberta e fechada, via Wi-Fi, sem que o condutor precise usar as mãos. Outro é o "café superprático", onde o coador de papel já vem com o pó. O terceiro colocado propõe automação residencial, com possibilidade de acionamento remoto de diversos equipamentos, facilidades para pessoas com deficiência e idosos. "O processo de inovação se dá a partir da atualização curricular", diz Araujo, do Centro Paula Souza. "Não se pode manter um curso por mais de quatro anos sem que passe por uma atualização para incorporar novas tecnologias, novos equipamentos, novos conhecimentos", afirma.

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Inovação - Companhias de grande porte dão chances para longas trajetórias

Profissionais se especializam e inovam em empresas de grande porte

O paulista José Luiz Zotin, consultor master da Petrobras, percorreu uma trajetória de sucesso na carreira. Quando ingressou na empresa em 1984, na divisão de catalisadores do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes), tinha recém-saído da Universidade Federal de São Carlos com o diploma de engenheiro químico. De lá para cá, obteve o mestrado também pela Ufscar e o doutorado pela Université Claude Bernard, da França, sempre com foco no desenvolvimento de catalisadores para processos de refino de petróleo.

Hoje, é responsável pela coordenação de projetos de P&D para aperfeiçoar a produção de combustíveis de alta qualidade. Na prática, isso se traduziu, entre outras conquistas, na adequação do parque de refino da empresa para o lançamento no ano passado do óleo diesel S10 e este ano da gasolina S50 que reduzem a porcentagem de enxofre nos combustíveis e têm impacto nas emissões de gases do efeito estufa. "Empresas de grande porte possuem, em geral, carreiras bem estruturadas e objetivos de longo prazo que permitem o aperfeiçoamento técnico e oportunidades de evolução na carreira", diz Zotin.

De acordo com os especialistas em recursos humanos, as corporações não são as únicas que oferecem boas oportunidades de ascensão profissional, ainda mais em um país como o Brasil em que pequenas e médias empresas geram mais da metade dos empregos formais, respondem por parte significativa da riqueza nacional e estão se tornando cada vez mais inovadoras e competitivas.

Nas grandes, o caminho para o sucesso profissional é mais difícil e requer uma dose adicional de dedicação e sorte. A vantagem é que, se criam mais obstáculos para a chegada ao centro de decisões, compensam com uma política de remuneração que pode ser mais atraente e dispõem de recursos para financiar o desenvolvimento profissional de seus melhores quadros. Se tiverem foco na inovação, então, o cenário é quase perfeito.

"Não existem limites de oportunidades para os pesquisadores dentro de corporações como a Braskem, que hoje consegue atrair os melhores profissionais de empresas reconhecidas na área de pesquisa", diz Luis Casinelli, diretor de inovação da empresa. "As oportunidades de desenvolvimento profissional em uma empresa como a IBM são tantas que se pode até chegar a nível de executivo sem sair da área técnica ou de inovação", afirma Ulisses Mello, diretor do laboratório de pesquisa no Brasil da companhia. "A necessidade contínua por inovação faz parte da estratégia de sobrevivência das grandes empresas e costuma direcionar as oportunidades profissionais que elas oferecem", diz Sergio Gomes, da Consulting.

O gaúcho Ademar de Girone, diretor de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento para a América Latina da Basf, não tem do que se queixar por ter trilhado o caminho profissional em uma grande empresa. Formado em agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (RS), ele diz que "grandes empresas têm condições de aumentar o leque de oportunidades da carreira dos funcionários. Nas menores há menos obstáculos para a ascensão, mas as chances são menos diversificadas. Nas grandes, a concorrência é maior, mas também cabe ao profissional buscar as oportunidades. Para quem tem competência e iniciativa, as chances são maiores".

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Inovação - Lei do Bem é uma alternativa sem burocracia

Dedução pode chegar a 200% do imposto devido

Ausência de burocracia e a possibilidade de deduzir até 200% do imposto devido são os principais atrativos de mais um instrumento de incentivo à prática da inovação dentro das empresas. Pela Lei 11.196/2005, conhecida como Lei do Bem, empresas e até pessoas físicas podem utilizar incentivos fiscais automaticamente, sem necessidade de aprovação prévia. A pesquisa não precisa estar necessariamente relacionada à atividade fim da empresa.

A lei foi criada para ampliar os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I), fomentar a cultura inovadora, criar processos e produtos inovadores e incentivar companhias multinacionais a trazer para o Brasil centros de pesquisa e desenvolvimento.

O próprio proponente é quem avalia se o projeto atende ou não os requisitos da legislação. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o objetivo é estimular investimentos privados em P&D. Os incentivos valem tanto para o desenvolvimento de novos produtos quanto para ganhos incrementais na produção e melhorias de qualidade ou produtividade.

O projeto candidato ao incentivo previsto na Lei do Bem não precisa de autorização prévia do Ministério da Ciência e Tecnologia e tem sua contabilidade elaborada pelo próprio proponente. De acordo com o ministério, a desburocratização do processo permite estimular a pesquisa em uma fase de incerteza quanto à viabilidade econômica e financeira dos resultados. O descumprimento das regras implica perda do direito ao incentivo e recolhimento imediato dos tributos devidos.

Regulada por instrução normativa da Receita Federal, os incentivos consistem em deduzir os gastos com P&D do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) devido, além do que já prevê a legislação, em até 60% dos gastos. Além do IR, o valor também pode ser deduzido da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Caso haja acréscimo de pessoal contratado exclusivamente para pesquisa e desenvolvimento, o limite de isenção do IRPF e da CSLL sobe de 60% para 70%, se a contratação ampliar em até 5% o número total de empregados, e para 80%, se o aumento foi maior que 5%. Outros 20% de dedução adicional podem ser feitos com base nas remessas de divisas para pagamento de registro ou manutenção de patentes ou marcas.

Assim, a dedução de mais 60% além da prevista na legislação do IRPJ, mais até 20% de acréscimo de pessoal de pesquisa e 20% nas remessas relacionadas à propriedade intelectual, a dedução total pode chegar a 200% do IRPJ devido.

A lei prevê redução de 50% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de equipamentos destinados às atividades de pesquisa e desenvolvimento; depreciação imediata dos equipamentos adquiridos com vistas às ações de P&D e alíquota zero para IR retido na fonte nas remessas ao exterior para registro e manutenção de marcas e patentes - ou cultivares para pesquisa agrícola.

Também está prevista a redução de 50% do recolhimento de IPI sobre equipamentos, máquinas, aparelhos e instrumentos nacionais ou importados destinados exclusivamente à pesquisa. Os benefícios previstos na Lei do Bem são válidos para empresas privadas, instituições de pesquisa, universidade e até pessoas físicas - caso dos inventores independentes.


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Um plano B para as empresas - o capitalismo humano

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Crescem lá fora — e começam a ganhar força no Brasil — os movimentos que defendem que um capitalismo mais humano pode ser, sim, a solução para alguns dos dilemas sociais do mundo

A Ben & Jerry’s, criada em 1978 por dois amigos idealistas — Ben Cohen e Jerry Greenfield —, é hoje um dos principais expoentes de um movimento que nasceu nos Estados Unidos há pouco mais de dez anos e começa a ganhar corpo no mundo: o Sistema B.

O B, nesse caso, é uma alusão ao benefício social e ambiental que as empresas que fazem parte desse grupo se propõem a oferecer. Para se juntar a esse time e receber o selo de “empresa B”, uma companhia tem de submeter políticas e práticas relacionadas a governança, comunidade, funcionários e meio ambiente ao escrutínio do B Lab, espécie de auditoria independente.

A candidata ainda precisará incluir em seus documentos societários compromissos sociais ou ambientais para obter a certificação. Hoje, há 1 020 empresas B de 60 setores espalhadas em 34 países do mundo. No Brasil, onde o movimento foi lançado oficialmente no final de 2013, 16 negócios de pequeno e médio porte já se certificaram.

Além do Sistema B, outros movimentos semelhantes surgiram com intuito parecido — ajudar a melhorar o capitalismo. Um deles é o Capitalismo Consciente, criado pelo americano John Mackey, fundador da varejista Whole Foods.

Mais recentemente, o bilionário britânico Richard Branson, dono do grupo Virgin, criou o Time B. “Para o bem da sociedade, a lógica com que os negócios foram conduzidos nas últimas décadas precisa mudar”, diz Branson.

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