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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Mestrado profissional em administração registra mais de 3 mil inscritos - UAB

Mestrado profissional em administração registra mais de 3 mil inscritos - UAB | Inovação Educacional | Scoop.it

Curso capacita estudantes de qualquer área do conhecimento para atuação em organizações públicas. Provas serão realizadas neste domingo (24)

O mestrado profissional em administração pública é um curso semipresencial, que este ano será ministrado em nove universidades federais, em 600 horas e dois anos de duração. Objetivo é capacitar pessoas para a prática administrativa avançada nas organizações públicas e melhorar a gestão pública.

O curso é oferecido nas universidades federais: da Grande Dourados (UFGD), com 20 vagas; de Mato Grosso do Sul (UFMS), 29; de Alfenas (Unifal), 22; de Alagoas (Ufal), 28; de Campina Grande (UFCG), 20; de Goiás (UFG), 21; de Sergipe (UFS), 22; de Rondônia (Unir), 22, e de Viçosa (UFV), 28.

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Samba Tech compra parte da Edools

Samba Tech compra parte da Edools | Inovação Educacional | Scoop.it

Com a aquisição do “Netflix” da educação à distância, a Samba Tech tenta se consolidar neste mercado

A Edools faz parte agora do Samba Group, que engloba ainda a própria Samba Tech, a Samba Ads e a Adstream Samba. “A educação à distância é composta de três fatores: conteúdo, professor e tecnologia. Nossa união com a Edools visa suprir justamente o último ponto dessa pirâmide”, diz Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech, em comunicado à imprensa.

O mercado da Edools é o de LMS (Learning Management System), um sistema simplificado de criação de cursos para instituições de ensino e empresas. É possível, através das ferramentas da plataforma, criar e distribuir cursos online. Este sistema está sendo considerado pelo Samba Group como um “Netflix” da educação à distância, em que o usuário pode criar um portal e armazenar seus vídeos, cobrando mensalidades de quem tiver interesse em assistir.

No mercado desde maio do ano passado, a plataforma atende mais de 400 instituições atualmente e tem 10 mil alunos online. 
O valor da transação não foi divulgado e os fundadores da startup permanecem como sócios majoritários e no comando da empresa. 

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Jovens criam manifesto para elevar debate sobre educação no Brasil

Jovens criam manifesto para elevar debate sobre educação no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

Grupo que tem vários alunos da Universidade de Harvard entrevistou nomes de peso, como Jorge Paulo Lemann, para fazer diagnóstico do setor no país

“Todos nós já estávamos envolvidos com educação há um tempo, o que decidimos aqui foi unir forças”, afirma Daniel Vargas, de 35 anos, doutor e mestre em direito por Harvard. Os amigos resolveram fazer um diagnóstico detalhado da realidade do sistema educacional. Para isso, realizaram cem entrevistas desde abril deste ano. Entre elas, aparecem nomes de peso: o empresário Jorge Paulo Lemman, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Quem vê a lista de entrevistados se impressiona, mas os jovens dizem não ter recebido muitas recusas. De acordo com Tábata Amaral, jovem da periferia paulistana que hoje cursa ciências políticas e astrofísica em Harvard, parte dos entrevistados apenas pediram que seus nomes não fossem incluídos no manifesto. “Por justamente estarem dando suas opiniões mais sinceras, preferiram que o nome não aparecesse.”

O resultado dessas entrevistas é o “Mapa do Buraco”, um relatório que mostra desafios, principais atores, resistências e propostas para a educação. “O Brasil requer iniciativas assim: de baixo para cima”, diz Renan. “Para realmente atingir os grandes atores do setor. O governo, as fundações, as secretarias.”

O trabalho identifica alguns dos principais gargalos da educação brasileira e traz soluções pensadas pelo grupo a partir das informações com as quais tiveram contato. O "Mapa do Buraco" destaca a falta de um plano de carreira para docentes, o investimento ainda limitado em educação e a gestão ineficiente.

Mas o grupo também se preocupou em citar casos de sucesso no Brasil — como o de Sobral, município cearense que mais cresceu em educação. “É interessante porque tem muito brasileiro descrente da nossa educação”, diz Lígia Stocche, de 24 anos, que estudou em Harvard e no MIT. “Queremos mostrar que há lugares com educação pública de qualidade, que estão dando certo. Mostra que é preciso esforço e dedicação, mas que a gente consegue chegar lá.”

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Cinco formas de ajudar a melhorar a educação no Brasil

Cinco formas de ajudar a melhorar a educação no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

As sugestões da empresária Ana Maria Diniz para ajudar a reverter o cenário “catastrófico” que começa nas escolas e termina nas empresas

A empresária Ana Maria Diniz, ex-diretora de RH do Grupo Pão de Açúcar e atual diretora do Grupo Península, gestora dos investimentos sociais da família Diniz, dedica-se pessoalmente à causa da educação. Ela atua nas ONGs Parceiros pela Educação e Todos Pela Educação e no projeto Educação – Compromisso por São Paulo, ao lado de outros empresários, como o banqueiro Jair Ribeiro e Carlos Jereisati, em parceria com o governo e a secretaria do estado (o projeto foi capa de Época NEGÓCIOS, em outubro de 2012). Em palestra no CONARH, Ana Maria falou sobre o cenário atual da educação pública no país e fez sugestões para empresas e pessoas fazerem sua parte.

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Câmpus da Unifesp na zona leste abrigará o 'Instituto da Cidade'

Unidade da universidade federal vai abrir cerca de 5 mil vagas para 8 cursos ligados aos desafios da metrópole

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Entidade diz que sistema atual de ensino não garante aprendizagem

A diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, defendeu hoje (19) uma estratégia inovadora para enfrentar os desafios atuais da educação. “Precisamos ainda de inovação, porque não dá para viver em pleno século 21 com uma educação que é reflexo do século 19 e 20, porque o sistema atual não está garantindo aprendizagem. A porcentagem de alunos que aprendem ao final de cada etapa é pequena e vai caindo no decorrer dos anos”.

Priscila apresentou a análise ao participar do fórum Educação e o Mundo do Trabalho: O Ponto Que O Brasil Precisa Construir, organizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, na capital paulista. Para ela, é preciso criar a possibilidade de ter uma educação que sirva ao país, com todas as crianças na escola, garantia de que todos aprendam e equidade com resultados iguais.

Para a diretora do Todos pela Educação, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) que congrega diversos setores da sociedade civil, o conhecimento diversificado e complementar é o fator que mais explica o desenvolvimento de um país. “É isso que tem explicado que países tenham avançado economicamente de forma justa para seus cidadãos com maior distribuição de renda, qualidade de vida e de forma sustentável”. Segundo ela, isso está intimamente ligado com o tipo de educação que o país oferece.

O ministro da Educação, Henrique Paim, disse durante o evento que o Brasil tem feito um grande esforço para melhorar a educação, mesmo que o país tenha tido um despertar tardio a respeito do assunto e esteja pagando um preço alto por isso. Durante painel do fórum, o ministro ressaltou que há três elementos-chave para esse esforço nos últimos anos: estatísticas da educação, avaliação dos estudantes e financiamento da gestão.

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Ministro da Educação diz que vai dar 'todo apoio' para USP sair da crise

Ministro da Educação diz que vai dar 'todo apoio' para USP sair da crise | Inovação Educacional | Scoop.it

Folha de pagamento da USP atinge 105% do orçamento da instituição. Ministro Paim disse que vai ser reunir com reitor em breve.

Segundo Zago, o uso da reserva do dinheiro não é atribuído à construção de novos prédios e aos programas de internacionalização, e sim, à dificuldade de arcar com a folha de pagamento que atinge 105% do orçamento da universidade. "No ritmo em que as coisas vinham acontecendo, essa reserva tinha data certa para acabar", escreveu o reitor.

Veja ao lado entrevista do reitor da USP

Nesta semana, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) informou que um documento foi distribuído dentro do campus com informações sobre um projeto de demissões voluntárias. A intenção seria demitir 3 mil funcionários.

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Paim: preço é alto por despertar tardio para educação

O ministro da Educação, Henrique Paim, reconheceu que o Brasil paga um "preço muito alto" por ter despertado tardiamente para a educação. Diante desse cenário, ele defendeu que resta ao País recuperar o tempo perdido. "Temos de trocar o pneu com o carro andando", afirmou durante fórum que discute o Plano Nacional da Educação (PNE), da série Estadão Brasil Competitivo, nesta terça-feira, 19, em São Paulo. O ministro ressaltou que o governo tem feito esforço para melhorar o desempenho da área e destacou que o País tem avançado.

Entre os avanços, Paim destacou três que considera chave. O primeiro, listou, foi ter construído um sistema estatístico nacional, que, segundo ele, é um dos mais modernos do mundo, com cadastro atualizado anualmente. Outro elemento é a avaliação. Ele destacou que, mesmo num país com diversidade grande e com modelo de educação descentralizado, hoje é possível medir o desempenho dos estudantes desde a escola até a universidade.

O terceiro avanço destacado por ele foi ter construído um padrão de financiamento de gestão para a educação brasileira. Como exemplo, citou a diminuição da diferença do valor/aluno entre os Estados do Maranhão e Paraná. "Antes, 30% do valor aluno do Maranhão correspondia ao valor do Paraná. Hoje, estamos em 80%", explicou. Ele reconheceu, contudo, que, apesar da melhora, ainda é possível avançar mais nessa área.

Em sua fala, o ministro destacou que o Plano Nacional de Educação (PNE) representa uma janela de oportunidade e um grande guia para que o País possa mudar a educação. Isso porque, de acordo com ele, é um plano diferenciado. "Não é como o anterior, que só tratava de metas quantitativas. Esse trata não só de acesso, mas de qualidade e equidade, pontos importantes para que possamos avançar", afirmou.

Ele destacou que o grande desafio do plano agora é fazer o alinhamento do PNE com os planos estaduais e municipais de educação. De acordo com Paim, já houve um avanço na relação entre as universidades e a educação básica e o desafio agora é dar organicidade a essa relação.

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Instituto é acusado de emitir milhares de diplomas falsos

Escola que funciona em sistema de educação a distância teria prejudicado 65 mil pessoas

Segundo o Conselho Estadual de Educação, o Instituto Latino, mantido pelo Sistema Objetivo de Ensino, está envolvido em uma série de irregularidades. Ele foi credenciado para oferecer cursos em 2007, exclusivamente a partir de sua sede, em Campo Grande, mesmo sem aulas presenciais.

Os alunos teriam que se matricular ali, pegar as apostilas e voltar nos dias de prova. Mas esta restrição não foi cumprida, e foram criados polos em São Paulo, Minas Gerais e Manaus. Além disso, os diplomas teriam sido expedidos com assinaturas falsas de uma pessoa que nunca trabalhou na instituição.

O Conselho Estadual de Educação informou que as primeiras denúncias contra o Instituto Latino foram feitas em abril de 2009 e que, desde 2012, a organização não teria mais autorização para funcionar.

Ainda assim, nos dois últimos anos, 22.145 diplomas foram expedidos, mas a estimativa é que este número possa ter chegado a 65 mil, segundo o conselho. O órgão afirma que, a escola só teria capacidade para emitir 450 diplomas por semestre.

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Ministro da Educação diz que vai dar apoio para que USP saia da crise

Ministro da Educação diz que vai dar apoio para que USP saia da crise | Inovação Educacional | Scoop.it

— A universidade é referência para o Brasil, possui cooperação com o MEC, com o governo federal, e nós estamos acompanhando de perto essa questão. Vamos ter uma reunião em breve para discutir como o MEC pode apoiar.

Paim lembrou ainda que a universidade tem autonomia de gestão, mas se mostrou disposto a debater com a instituição de ensino caminhos para a superação dos atuais problemas.

— Precisamos ver o que está acontecendo na USP e dar todo apoio, disse. 

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Embrapii financia projetos de R$ 1,78 bilhão

Embrapii financia projetos de R$ 1,78 bilhão | Inovação Educacional | Scoop.it

Estatal faz credenciamento de dez instituições de pesquisa no país para alavancar novos projetos de inovação com a iniciativa privada

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) divulgam hoje a lista de dez instituições de pesquisa que se tornam unidades credenciadas da Embrapii. Juntas, as unidades desenvolverão projetos de inovação com investimento total de R$ 1,4 bilhão. Desse total, R$ 449,6 milhões serão aportados pela Embrapii. O restante será investido igualmente por indústrias e centros de pesquisa.

Para essa fase do programa de inovação foram credenciados o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); Fundação CPqD; Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi); Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM); Laboratório de Metalurgia Física da Escolha de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS); Laboratório de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros (ISI); Centro de Energia Elétrica e Informática da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG); e Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec).

Na primeira fase de atuação da Embrapii, iniciada em 2012, foram credenciados o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai Cimatec), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT). Essas instituições desenvolveram projetos com aporte total de R$ 188 milhões. Para a atual etapa, as três instituições têm planos de aportar R$ 384,1 milhões, sendo R$ 127,6 milhões provenientes da Embrapii.

Ao todo, a Embrapii vai aplicar R$ 577,2 milhões em recursos para projetos que somam R$ 1,78 bilhão. João Fernando de Oliveira, presidente da Embrapii, disse que os projetos serão desenvolvidos com companhias privadas e a expectativa é que os recursos comecem a ser desembolsados em dois meses. "Até o fim do ano, serão selecionadas mais cinco instituições de pesquisa e cinco polos de inovação, chegando a 23 unidades credenciadas", afirmou Oliveira. Para essa fase de credenciamento, a Embrapii avaliou projetos de 87 instituições de pesquisa. Para a próxima seleção, disse, será feito um novo edital de inscrição.

Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai e diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), observou que a estatal optou por credenciar centros de pesquisa em vez de construir unidades e contratar pessoas para concentrar o uso do orçamento em pesquisa e inovação.

Álvaro Toubes Prata, secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação do MCTI, disse que, como vantagem em relação a outros programas de inovação, a Embrapii consegue liberar recursos mais rapidamente para desenvolver os projetos. "Os institutos têm conseguido avaliar e liberar recursos em dois meses, enquanto outros programas de subvenção demoram até um ano", comparou.

A velocidade na liberação de recursos é apontada por representantes de empresas como um fator de estímulo à realização de parcerias com a Embrapii e centros de pesquisa. A Votorantim Metais, por exemplo, realizou dois projetos com a Embrapii e o Senai Cimatec e tem planos para realizar mais oito inovações juntamente com as entidades, disse Alexandre Gomes, diretor de tecnologia da Votorantim Metais. A companhia fez a primeira parceria em maio de 2013, com investimento conjunto de R$ 2,5 milhões. O primeiro projeto resultou no desenvolvimento de um novo sistema de queima de combustíveis renováveis para as plantas de produção de níquel.

Gomes disse que a nova tecnologia foi testada na fábrica de Niquelândia (GO) e a companhia agora estuda adotar a inovação nas demais unidades. A Votorantim Metais estima que a tecnologia trará uma economia anual de R$ 10 milhões, ou uma redução de 4% do consumo de óleo industrial. "A parceria gera conhecimento muito rapidamente e reduz os riscos para a indústria, por ser um investimento conjunto", afirmou.

Para André Ferrarese, diretor de inovação da Mahle Metal Leve, a parceria da empresa com Embrapii e institutos de pesquisa tem gerado resultados bastante positivos. Um dos projetos da companhia consistiu no desenvolvimento de uma bronzina (peça do motor de carros) mais resistente à corrosão e que reduz as emissões de gases de efeito estufa. A expectativa da empresa é colocar as novas peças no mercado no começo de 2015.

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Muita aula pela frente

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Muita aula pela frente

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ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES MODIFICA MODELO DE ENSINO

Além disso, o executivo disse que o segundo semestre já deve apresentar os primeiros resultados da integração com o Centro Universitário UniSEB Interativo, que oferece cursos na modalidade de educação a distância (EAD), já que a captação de alunos da Uniseb no primeiro semestre atingiu 8,4 mil novas matrículas.
Segundo resultados financeiros, a chegada a UniSEB multiplicou por três o número de polos de EAD da rede, impulsionando o negócio, que antes da aquisição representava pouco mais de 10% da receita da empresa. “Esse setor vai ter uma participação no nosso resultado muito maior, crescendo mais do que o negócio presencial nos próximos anos”, acrescentou.

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Diplomas irregulares: presidente de Conselho de Educação é presa

Diplomas irregulares: presidente de Conselho de Educação é presa | Inovação Educacional | Scoop.it

A presidente do Conselho de Educação de Santo Antônio do Descoberto (GO), região do Entorno do DF, Francisca Maria da Silva, foi presa nesta quarta-feira (20). Ela é acusada de envolvimento em um esquema de vendas de diplomas irregulares.

A fraude foi descoberta depois que a prefeitura fez uma auditoria na folha de pagamentos dos servidores públicos do município e constatou que muitos deles recebiam gratificações por formação superior ou pós-graduação com diplomas expedidos pela mesma instituição de ensino, o Instituto Educaional JRJ, que não tem credenciamento do MEC (Ministério da Educação).  

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'O Brasil continua formando profissionais para mercados inexistentes'

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Os seis principais desafios enfrentados atualmente pela área de recursos humanos

Gerenciar necessidades e preferências de diferentes gerações em uma mesma empresa. Entender – e ajudar a reverter – os baixo índices de engajamento. Definir o valor financeiro de um talento, em um mercado competitivo. Investir em um profissional que pode deixar a empresa amanhã. Estes são alguns dos dilemas que ocupam a cabeça, o tempo e os investimentos dos gestores de RH de grandes empresas atualmente.

Baixa produtividade e qualificação dos profissionais
Enquanto a elite de talentosos é disputada pelas empresas, há uma turma grande que, segundo Leyla Nascimento, não passa no quesito “qualidade técnica”. “É um reflexo dos problemas do sistema educacional fundamental, médio e superior do Brasil”, diz ela. “Em um processo de recrutamento, você rapidamente percebe que falta qualidade. Quem não lê, não consegue escrever nem se expressar bem”.

De acordo com a executiva, não há um alinhamento entre o que ensinam as universidades no Brasil e as necessidades do mercado de trabalho. “Participei de uma apresentação do governo do México, recentemente, em que eles mostravam o plano para os próximos dez anos. Esse plano incluía as indicações para as universidades visando suprir as deficiências do desenvolvimento econômico”, diz ela. “No Brasil, não temos esse planejamento. Continuamos formando pessoas para mercados inexistentes, e para mercados em alta ainda não conseguimos uma quantidade suficiente de profissionais dentro do país”. Segundo ela, uma das saídas adotadas por algumas empresas é a busca de europeus, especialmente portugueses e espanhóis.


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Como nosso cérebro interpreta emoticons

Como nosso cérebro interpreta emoticons | Inovação Educacional | Scoop.it

O cérebro humano está se adaptando a um mundo repleto de :), :'(, :D etc. por todos os lados. Nos últimos anos, estudiosos vêm desvendando o que essas carinhas dizem sobre nosso comportamento

Mas antes dos emojis, vieram os emoticons – a primeira e mais clássica forma de desenhar mensagens com vírgulas e parênteses. Sejam rostinhos sorridentes, tristonhos ou dando piscadelas, eles são tão comuns no mundo virtual que já são considerados uma nova linguagem pelos estudiosos da comunicação. E o ramo da ciência comportamental está dedicando mais tempo para estudar a maneira que as pessoas usam esse recurso, como ele influencia o funcionamento cerebral e o que explica sobre os hábitos sociais dos nossos tempos.

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Brasileiro não reconhece escola como instituição importante na formação da cidadania, universidades vêm à frente

Brasileiro não reconhece escola como instituição importante na formação da cidadania, universidades vêm à frente | Inovação Educacional | Scoop.it

Para entrevistados em pesquisa sobre democracia participativa, família, universidades e mídia contribuem mais para educação cívica

O brasileiro não reconhece a escola como elemento importante na formação da cidadania. O sistema de educação básica aparece em penúltimo lugar - atrás apenas do Judiciário - em avaliação da contribuição das instituições para formação e disseminação dos valores cívicos feita em pesquisa da CPM Research com 1.110 entrevistados. A família aparece em primeiro lugar, seguida da universidade, da mídia, da polícia e do Ministério Público. O estudo será apresentado nesta quarta-feira no Encontro Internacional do Ciclo Educação para o Futuro, na PUC-SP. Segundo o estudo, feito com habitantes das cinco regiões do país no início deste mês, os brasileiros não admitem ter deficiências na formação sobre o assunto. A maioria se considera cidadão ativo por ter consciência de seus direitos e deveres.

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“Na educação, inovar implica revolucionar” - Luiz Roberto Alves

“Na educação, inovar implica revolucionar” - Luiz Roberto Alves | Inovação Educacional | Scoop.it

Luiz Roberto Alves é direto em suas opiniões. Integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), doutor em Letras pela USP e professor titular da Universidade Metodista de São Paulo, ele não hesita em qualificar como “revolução” o conjunto de inovações que julga necessárias para que o Brasil finalmente tenha um sistema educacional “democrático, participativo e com avaliação sistemática, interna e externa”. Segundo Alves, ao caráter colonial e elitista da educação brasileira soma-se o fato de “a família brasileira colocar a educação como degrau para algumas formas de ascensão social”. Por isso, diz, o país formou “gerações escoladas, mas não educadas”.

Na realidade, diz Alves, inovar em educação significa criar no Brasil um sistema, ainda inexistente, que não dependa dos vários grupos privados que produzem materiais didático-pedagógicos hoje no país, mas que permita a criação de “uma instituição do Estado, articulada por nação, estados, municípios, conselhos, instituições e organizações da sociedade civil”. Nesta conversa exclusiva, o professor defende o Pro-Uni e a política de cotas e critica o atual sistema de avaliação dos alunos utilizado pelos grupos privados: “Exames padronizados não são inovações. São manutenções do elitismo na história brasileira”. Leia a seguir a íntegra da entrevista:


Como o tema inovação chega às discussões sobre a estrutura educacional brasileira? Os conceitos sobre o sistema educacional brasileiro precisam ser inovados? Em que sentido?
Em educação, sob perspectiva histórico-cultural, o país tem sido pior do que no futebol. A cartolagem equivale ao elitismo, cujo pressuposto ideológico implica em um poder derivado das classes “bem formadas e bem pensantes” que tiveram o privilégio de se destacar e, conseqüentemente, dominar o cenário educacional. Daí submetem-se as bases curriculares, a formação dos profissionais, a organização da escola, as hierarquias, as repressões salariais e culturais. Ademais, com honrosas exceções, a família brasileira não coloca a educação no centro da vida, mas como degrau para algumas formas de ascensão social. Temos, pois, gerações escoladas, mas não educadas. A falta de exemplo no mundo político e os xingamentos ouvidos na abertura da Copa diante da autoridade terminam por produzir o clima do “vale tudo em educação”.

Desde 1930, há fortes movimentos de educadores conscientes, que tanto escreveram quanto deram a vida pelo reencaminhamento anti-colonial e anti-elitista da educação, com resultados parciais e dolorosos. Ainda hoje. A rigor, não há um sistema; por isso, inovar o sistema implica em criá-lo de modo democrático, participativo e com avaliação sistemática, interna e externa. Esse sistema pode se organizar a partir do Plano Nacional de Educação (PNE) recém aprovado pelo Congresso Nacional, que servirá de operador do Sistema Nacional de Educação (SNE), claramente propugnado pela Conferência Nacional de Educação (Conae) e coordenado pelo Fórum Nacional de Educação e centenas de instituições de postura democrática.

Inovar em educação no Brasil, pois, não significa aceitar um grupo ou um chamado sistema privatizado e produtor de materiais didático-pedagógicos como esses que abundam pelo país. Significa construir uma instituição do Estado, articulada por nação, estados, municípios, conselhos, instituições e organizações da sociedade civil que desejem o bem-comum de toda a criança, a adolescência e o mundo adulto cultural e educacionalmente defasado. Mais importante ainda: que esse sistema compreenda profundamente a diversidade e a desigualdade do país concreto, dos seus quatro cantos e parta, não da teoria A ou B, mas do empírico, da pesquisa de qualidade, dos dados incontestes e vá construindo do chão da escola para a sociedade um sistema que ensine e aprenda, que eduque. Inovar, agora, implica revolucionar. Mas a revolução supera em muito os discursos tradicionais. O baú de desculpas do Brasil e as posturas ideológicas de jogar culpas nisso ou naquilo estão vazios, liquidados. Carece construir com a urgência devida, em uma geração, a educação necessária e desejada.

O sistema educacional brasileiro tem uma avaliação bastante baixa na opinião pública. O problema está no arcabouço teórico que orienta o sistema ou na sua execução prática?
A opinião pública também tem baixa compreensão da educação. As comunidades e as famílias teriam de amar a educação, gostar da escola, estar nela e não somente reclamar dela. Famílias e comunidades assumiram uma postura moral no mínimo discutível, isto é, especializaram a escola como lugar para cuidar de seus filhos. Isso é impossível. Todo cuidado com as novas gerações é compartilhado. Hannah Arendt já nos ensinou o alto papel da família (mais ou menos estruturada, mas família!), pois jogada na escola, sem família, a criança se perde, ainda que tenha professores dedicados. Mas também faltam muitos professores dedicados, bem valorizados, exigidos, amorosos. E não se ama porque se ganha bem, embora seja indispensável ganhar bem. A coisa é mais complexa. Nesse caso, também deve acabar o baú de desculpas e o jogo de culpabilidades, pois hoje um joga barro no outro e poucos se entendem no fazer educação.

Certamente é baixo o valor da educação, apesar dos discursos eleitorais e do fato de a educação ser grande tema na mídia. Mas é tema para rankings, aprovações/reprovações, exames, provas. Isto é, é tema para as coisas menos importantes em educação. O processo de formação para a cidadania, a construção do ser e o encaminhamento crítico para o mundo do trabalho, obrigações constitucionais, é algo desconhecido da mídia. Também desconhecido das lideranças políticas, das famílias e muitas instituições que se dizem “formadoras” para isso ou aquilo.

Somos, hoje, profundamente anti-freireanos (embora Paulo Freire seja patrono da educação brasileira), pois estamos adestrando gerações para um suposto emprego ou trabalho (os quais estão mudando de sentido e razão de ser no mundo em processo de globalização), o que equivale a preparar gerações para, talvez, o século XX, quiçá XIX, embora tenhamos nomes pomposos e vistosos nos percursos formativos de cursos que se disseminam como cogumelos pelo país. Não há mundo do trabalho sem espírito crítico, formação ética do ser e participação cidadã (que não significa somente ser empregado e ganhar algum dinheiro e consumir). Opinião pública e educação deveriam se harmonizar para construir uma mobilização transformadora e não se dividirem entre culpas e erros.

A questão da privatização do sistema educacional preocupa os educadores que pensam com seriedade os interesses da nação?
Quando se participa de feiras de educação, o volume brutal de grupos ou sistemas de ensino privados e sua vertigem de papelada (quantas árvores cortadas!!!) e de propostas de maravilhas para a escola faz perguntar: a qual sistema pertence o sistema educacional brasileiro? Ao sistema do fulano ou do beltrano, ao grupo tal ou ao grupo qual? É demais! Daí a profunda privatização. Muitas vezes feita por instituições sérias, que querem ajudar. Noutros casos, não, porque a supremacia é a mais-valia, a competição, a concorrência. A partir do PNE e o SNE, desde o chão da escola, consideradas as pesquisas de melhor qualidade, pode-se reavaliar diretrizes educacionais já criadas pelo Conselho nacional de Educação (CNE) desde o advento da Lei 9394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e fazer chegar a cada unidade escolar do país o espírito de criatividade na construção do projeto pedagógico local, entre a base nacional comum dos componentes curriculares e toda a dimensão diversificada, que se inclui no processo curricular da escola a partir da diversidade local e regional.

Há inovações na educação básica sendo estudadas no âmbito do CNE?
O tempo todo. Desde 1996, considerando a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) uma lei inovadora, o CNE (com efetiva participar dos Conselhos Estaduais e Municipais) constrói diretrizes, quer as gerais para a educação básica, quer para direitos humanos, inserção de história da África, educação indígena, ensino fundamental, ensino infantil. Criou também diretrizes especiais para o ensino médio. E outras. Do mesmo modo, relê seus textos e os atualiza, como faz agora com a formação de professores e com a educação para meninos e meninas sob medidas socioeducativas. O CNE é órgão de Estado, mediador social. Sua missão consiste em estar atento, ouvir, rever e reler sua criação, ampliar diálogos e induzir a novos textos e novas práticas. Portanto, é um lugar disponível para a inovação.

E as provas de desempenho dos alunos, devem ser questionadas?
Na criação de um sistema respeitoso da realidade integral da escola, da diversidade do país, iremos mudando nossa relação com organismos internacionais que induziram a fazer provas padronizadas, estimulando, ao fim e ao cabo, uma intensa competição, um adestramento para exames e rankings publicados nas páginas centrais dos jornais. Enquanto isso, a escola real e diversa do Brasil profundo tem pouco a ver com isso. Faz figuração em Português e Matemática. Desconstrói-se pela força das suposições economicistas em educação. Aprenderemos a medir a vida e não um score, a tomar o pulso do mundo real da educação e não dos documentos das empresas nacionais e internacionais interessadas na competição e nas classificações. É um processo de mudança e inovação. Exames padronizados não são inovações. São manutenções do elitismo na história brasileira.

E os programas como Pro-Uni e as cotas?
Necessários, como todas as ações capazes de revisitar a história injusta e revalorizar as pessoas que pertenceram aos grupos sacrificados. Até que um dia não precisemos mais dessas ações, pois passamos a ser uma sociedade digna, ética, equilibrada. Não temos direito de futuro sem passado relido, revisitado e reajustado no presente. Cada geração tem a obrigação de provocar mudanças na história. Não para melhorar a vida de grupos e pessoas (somente!), - e agora sigo o pensamento aborígene latino-americano - mas para afirmá-la como totalidade

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Especialista defende investimento na educação brasileira

Especialista defende investimento na educação brasileira | Inovação Educacional | Scoop.it

Além da meta de universalizar a educação infantil, ensino fundamental e médio até 2016, é preciso investir na qualidade do ensino brasileiro, diz especialista

Segundo ela, o maior erro histórico do Brasil foi o descaso com a educação. Ela defendeu que, além da meta de universalizar a educação infantil, o ensino fundamental e médio até 2016, é preciso investir na qualidade do ensino brasileiro.

Nesse aspecto, afirmou que é necessário alfabetizar todas as crianças no máximo até o final do terceiro ano do ensino fundamental. Além disso, defendeu a implantação de escola integral, citando que a meta é ampliar dos atuais 34,7% para 50% as matrículas nesse regime.

Priscila ressaltou ainda que é preciso investir na qualidade dos professores. "Não existe qualidade no ensino sem professores de qualidade", afirmou, avaliando que esse é um debate mundial, no qual o Brasil tem condições de ser referência nessa melhoria.

Além de investir na qualificação dos docentes, a diretora defendeu que é preciso valorizá-los. Para isso, afirmou, "não tem jeito, tem que pagar melhor".

"Isso exige muito recurso, mas é o dinheiro mais bem gasto", disse. Ela defendeu que, para o país avançar de forma justa e de forma sustentável, a equação necessária envolve conhecimento diversificado, complementar e coordenado.

Priscila lembrou que, em razão de todos esses problemas da educação, o Brasil está em 57º lugar no ranking do índice de complexidade econômica.

Em sua fala, a diretora executiva do Educação Para Todos defendeu que é preciso mudar a estrutura e o modelo da escola atual que, na avaliação dela, estão atrasados e divergentes da sociedade complexa atual.

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Pré-sal não garantirá investimento de 10% do PIB na educação, diz ministro

Pré-sal não garantirá investimento de 10% do PIB na educação, diz ministro | Inovação Educacional | Scoop.it

Henrique Paim, do MEC, diz que incremento que será obtido com 75% dos royalties 'não será suficiente' para chegar a 10% de investimento no setor

O ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou nesta terça-feira, durante o Fórum Estadão Brasil Competitivo, que os recursos provenientes dos royalties da extração do pré-sal "não serão suficientes" garantir o investimento de 10% do PIB na educação. O Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em junho pela presidente Dilma Rousseff, prevê que 75% dos royaltes sejam usados para elevar o investimento público em educação gradativamente até 2024, atingindo 7% do PIB em 2019 e 10% em 2024. Atualmente, o valor investido representa 5,3% do PIB.

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Ministério da Educação considera rever ensino médio

O ministro da Educação, Henrique Paim, considerou que o ensino médio brasileiro precisa ser revisto. Durante o Fórum Estadão Brasil Competitivo, nesta terça-feira, 19, em São Paulo, ele ressaltou a necessidade de o ensino médio brasileiro ter o eixo do trabalho.

"Não podemos conviver no Brasil com essa realidade de que apenas 8% dos estudantes do ensino médio estão fazendo educação profissional", declarou o ministro, que comentou que a penetração do ensino profissional é muito superior em outros países do mundo. Segundo Paim, a revisão no ensino médio deve compreender mudanças curriculares e flexibilidade.

O ministro ainda falou sobre a construção de uma base curricular comum no ensino brasileiro. "O ministério tem condição de conduzir esse processo para que se possa definir claramente o que é que os nossos estudantes precisam aprender", declarou Paim. "É importante conseguirmos definir essa questão da base nacional comum respeitando a diversidade de cada sistema e cada escola", acrescentou.

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‘A educação não pode ignorar a curiosidade das crianças’, diz Edgar Morin

‘A educação não pode ignorar a curiosidade das crianças’, diz Edgar Morin | Inovação Educacional | Scoop.it

Pensador francês é um dos convidados do encontro ‘Educação 360’, que acontece dias 5 e 6 de setembro, no Rio

Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação?

A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor. Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado. É preciso desenvolver o senso crítico dos alunos. O papel do professor precisa passar por uma transformação, já que a criança não aprende apenas com os amigos, a família, a escola. Outro ponto importante: é necessário criar meios de transmissão do conhecimento a serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças.

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Muita aula pela frente - Ensino Superior brasileiro

Muita aula pela frente - Ensino Superior brasileiro | Inovação Educacional | Scoop.it

Inclusão social crescente de brasileiros por canais do ensino superior ainda precisa passar pela prova final de custos e benefícios

A expansão do acesso ao ensino superior no Brasil pode ser considerada, ao mesmo tempo, uma das maiores realizações dos últimos governos - Fernando Henrique, Lula e Dilma - e também uma das mais problemáticas. Especialistas ouvidos pelo Valor são unânimes em apontar a importância do maior acesso dos brasileiros à universidade. É um processo que precisa continuar. Mas se o próximo governo quiser tornar o ensino superior um avanço real para o país, terá de atacar seu principal problema: a falta de qualidade.

"A ideia de expansão é correta, porque o Brasil tem baixa porcentagem de população no ensino superior", afirma o sociólogo Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) e ex-presidente do IBGE. "Mas a maior parte dos que estão entrando na faculdade não vai atrás do ensino tradicional ou não vai terminar o curso."

São dois problemas, diz: a expansão está aquém do necessário e não foi acompanhada de uma preocupação com a melhoria do ensino superior. "Cresceram mais os cursos mais fáceis de montar e mais baratos, que não requerem grandes instalações, como administração, direito e economia, mas não os cursos de alto nível. Muita gente se forma em direito e depois não passa no exame da OAB."

Para Schwartzman, não há uma política clara de excelência, que privilegie as melhores instituições de ensino com a dotação de mais recursos, como ocorre no exterior. "Enquanto o país está formando mais gente, o mercado de trabalho se queixa da falta de gente qualificada."

Schwartzman observa que "o Plano Nacional de Educação fala em expansão do ensino superior, mas isso vai criar uma situação financeira muito complicada para o governo". A razão é que "não estão sendo observados critérios de qualidade, nem acadêmica nem do ponto de vista do mercado de trabalho, para realizar essa inclusão". Muitos entram na universidade e não conseguem concluir o curso. A evasão leva a perda de receita, inviabiliza a existência das instituições privadas e causa rombos no crédito educativo do governo. "O aluno que toma um crédito educativo só vai pagar algum tempo depois de formado. Se ele não se forma, não paga."

E, quando se forma, pode estar se tornando vítima de um "estelionato", na expressão de João Grandino Rodas, professor titular de direito e ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP), de 2010 a 2014. É o que acontece "quando o jovem obtém um diploma sem ter as mínimas condições de exercer a profissão, quer por falta de preparo básico, quer por falta de mercado de trabalho".

Com apenas 12% de adultos com ensino superior, o Brasil se encontra muito abaixo da média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), de 35%. Organismos internacionais. como a própria OCDE e a Organização das Nações Unidas, consideram necessário ter pelo menos um terço da população adulta com formação universitária para manter o dinamismo econômico e social de um país.

"O que aconteceu no Brasil é que, nos últimos 15 anos, foram criadas inúmeras universidades sem nenhuma preocupação especial com qualidade e excelência", afirma o físico e professor da USP José Goldemberg. Para ele, o país tem grande número de faculdades pagas nas quais a qualidade deixa a desejar. O governo criou um sistema de financiamentos e bolsas de estudo que facilita a vida dos estudantes, "mas a preocupação em ter um corpo docente qualificado, que demonstre excelência, não foi pensada". Rodas fala em "preparação inadequada de parte do corpo docente, tanto no que se refere ao conteúdo, quanto à didática".

As carreiras de docentes são pouco estimuladas, na visão de Roberto Lobo, ex-reitor da Universidade de São Paulo (1990-1993), fundador e dirigente do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia. "O bom professor, aquele que ensina, é pouco valorizado." Segundo ele, as avaliações só levam em consideração trabalhos publicados. No tripé acadêmico - ensino, pesquisa e extensão - só se dá importância à pesquisa. "O professor pode ensinar e fazer pesquisa, mas o papel fundamental dele é ensinar. Seria preciso avaliar melhor esses professores, para que as instituições passassem a valorizá-los, valorizar a carreira."

A falta de capacitação dos professores é também um problema que afeta as fases anteriores do ensino, afirma Lobo. "A formação de professores hoje é muito deficiente. Os cursos de licenciatura são fracos. Os professores do ensino básico e médio não estão bem preparados e não têm perspectivas de carreira. Isso influencia o resultado do ensino superior."

A expansão dos cursos universitários menos exigentes em matéria de instalações é alvo de críticas generalizadas. A maioria condena o modelo por considerar que o país precisa menos de administradores e mais de engenheiros e outras profissões técnicas ou tecnológicas, da área das ciências exatas. Mas há também quem observe que o problema não é formar muitos administradores de empresas. Ao contrário. Uma das muitas carências do Brasil é a oferta de gestores. Ocorre, porém, que os formados nessas profissões não correspondem às exigências do mercado.

É o que diz, por exemplo, o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor titular da Universidade de São Paulo e colunista do Valor. Segundo ele, os cursos mais fáceis de montar são administração, direito e pedagogia. "Não há dúvida de que precisamos de administradores e professores, mas esses cursos não conseguem formar pessoas capazes de fazer uma revolução no ensino, nem na gestão." A explicação para isso está na qualidade da formação. "São cursos fracos." A formação não é suficiente diante dos desafios. "É um problema sério do Brasil: 70% ou mais dos formados em administração nunca vão conseguir ser administradores, enquanto temos problema sério de gestão pública e privada."

O modelo tecnológico é apontado como o mais adequado para o país. "Existem muitas pessoas, eu inclusive, que têm uma visão de ensino superior voltado para formar uma elite tecnológica que promova o desenvolvimento do país", afirma Goldemberg.

Ex-reitor da USP (1986-1990) e ex-ministro da Educação (1991-1992), Goldemberg defende um modelo semelhante ao implementado pela Coreia do Sul e outros países asiáticos: foco no ensino das ciências exatas e alto grau de competitividade. "Há 50 anos, a Coreia era um país mais atrasado que o Brasil. Hoje, está mais avançada, porque lá o ensino superior é uma preocupação fundamental não só do governo, mas da sociedade como um todo. A ênfase é na qualidade."

Goldemberg demonstra certo desconforto com as origens do ensino superior brasileiro, baseado na tradição humanística francesa. Para ele, as universidades brasileiras foram criadas "muito tarde" - a USP é de 1934 - e padecem de uma "característica cultural, não tecnológica, que atrapalha o Brasil hoje."

Goldemberg aponta o programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, que envia estudantes para outros países, como uma tentativa de melhorar a universidade brasileira ao expô-la ao contato das melhores instituições do exterior, mas argumenta que nem assim o país alcança a qualidade necessária. Segundo ele, os estudantes não dominam outros idiomas e, em boa parte, acabam se concentrando em Portugal. (A página do programa na internet mostra que Portugal conta hoje com 623 bolsistas brasileiros do Ciência sem Fronteiras, enquanto na Alemanha são 2.318 e nos Estados Unidos, 10.837.)

O problema da qualidade não está atrelado a uma suposta carência de recursos financeiros, pretexto padrão para nove entre dez mazelas da administração pública brasileira. A questão é burocrática. As universidades federais não têm autonomia financeira - ao contrário do que ocorre com as estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp). Elas se tornam caras e não conseguem qualificar seu corpo docente, por falta de um plano de carreira que privilegie a melhoria contínua dos professores, afirma Goldemberg.

Ele diz que os professores das universidades federais recém-criadas "são muito jovens", sem o preparo necessário, e estão aproveitando as primeiras oportunidades de concurso público para se tornarem "funcionários efetivos", sem se comprometer com a formação acadêmica.


Mesmo assim, os salários são maiores que os da USP, a melhor universidade brasileira em diferentes rankings nacionais e internacionais. De acordo com Goldemberg, um professor titular de uma federal recebe mensalmente em torno de R$ 15 mil. "É um salário de padrão internacional", comenta. "Se você for às instituições dos Estados Unidos, vai ver que são salários parecidos, mas sem a mesma exigência de qualificação." Estudo do Boston College indica que um professor universitário no topo da carreira ganha o equivalente a US$ 4,6 mil no Brasil, valor próximo ao do salário de um professor japonês ou francês, mas metade do que se paga no Canadá ou nos Estados Unidos.

O ex-ministro defende o modelo da USP, no qual se valoriza o desempenho. Mesmo assim, nem todas as suas áreas seguem o modelo, diz. "Para progredir na USP é preciso fazer mestrado, doutorado. As pessoas não se tornam professores titulares rapidamente. Existe uma série de barreiras. Exige-se que os professores jovens trabalhem bastante para alcançar as posições mais elevadas. Essas universidades federais que estão sendo criadas têm sido povoadas por professores jovens, que não passaram por esse crivo. E isso terá um custo enorme no futuro, porque vão se constituir numa barreira para a melhoria da universidade."

"A USP gasta R$ 4 bilhões por ano, poderia oferecer mais", diz Schwartzman. "Ela também está na lógica da expansão, embora não seja federal." Essa expansão pode ser uma das causas que têm levado à queda das universidades brasileiras nos rankings internacionais. Este ano, a USP caiu no ranking "reputacional" da Times Higher Education. A instituição, que no ano passado figurava no intervalo entre o 61º e o 70º lugares, recuou para a faixa seguinte - da 81ª à 90ª posição. No QS Quacquarelli Symonds University Ranking da América Latina, a USP perdeu a liderança pela primeira vez para a Universidade Católica do Chile.

A queda nos rankings não tem tanta importância, porque isso pode ocorrer de um ano para outro, diz Lobo. Até então, a USP vinha subindo sistematicamente. É preciso ficar atento caso continue caindo. "Aí precisamos ver o que está acontecendo."

Na queda, a universidade pode ter ficado "inexoravelmente para trás, como está acontecendo com as universidades latino-americanas em geral", diz Rodas. "Com referência à USP, as greves e as dissensões internas, assim como a ausência de continuidade administrativa em aspectos básicos, a estão levando para baixo, inclusive no tocante aos rankings globais e regionais."

Lobo tem uma avaliação que se assemelha à de Schwartzman e, em parte, à de Goldemberg. "Até acho que a USP poderia render mais do que rende, mas isso é outra história. Acho que é uma questão de gestão, que toda instituição pública deveria cobrar mais de seus funcionários, procurar processos de avaliação mais rígidos do corpo docente e até estabelecer metas, inclusive de posicionamento nos rankings internacionais."

Os rankings são muito diferentes entre si e utilizam critérios baseados no sistema anglo-saxão de ensino superior, a fim de minimizar a importância da queda, diz Janine. "É um modelo tecnológico, avesso à área de humanas e muito distinto do que se pratica no Brasil."

Naércio Menezes, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, colunista do Valor, também considera importante aumentar a formação nas áreas de ciências exatas. Ele entende que o crescimento do número de formandos em administração, pedagogia e direito decorre de forma natural do aumento de renda da população menos assistida, que escolhe esses cursos como os mais acessíveis ou os únicos possíveis, em um universo de possibilidades limitado.

Essa abertura começou na administração de Paulo Renato Souza no Ministério da Educação (1995-2002, governo Fernando Henrique), diz Menezes, quando a desregulamentação do setor abriu espaço para o crescimento das instituições privadas e para a multiplicação das universidades particulares. O crescimento prosseguiu nos governos Lula e Dilma, com a ampliação da rede federal. Até este ano, foram criadas 47 universidades e institutos federais de educação, ciência e tecnologia.

"Por falta de acesso ao crédito, principalmente no passado, hoje menos, as pessoas iam para as carreiras mais baratas e mais fáceis", comenta Menezes. É preciso mudar isso, porque os diferenciais de salários mostram que os maiores gargalos estão em engenharia e outras áreas de exatas."

Ele entende que as novas modalidades de financiamento do ensino superior ajudam a mudar essa realidade, mas não tem certeza se o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni) são suficientes para compensar as necessidades e cobrir definitivamente essas defasagens.

Na visão de Menezes, o principal gargalo nem é o descompasso entre oferta e demanda de cursos mais ou menos tecnológicos, mas a baixíssima qualidade do ensino básico e médio. A formação deficiente acaba comprometendo o curso superior. Ele cita a alta evasão no ensino médio como um dos problemas. Os dados mais recentes, de 2012, do levantamento Todos pela Educação, indicam que apenas 52% dos jovens em idade escolar que concluíram o ensino fundamental estavam matriculados no ensino médio.

"Os que completam o ensino médio em geral apresentam qualidade muito baixa em matemática e leitura, o que dificulta muito o acesso ao ensino superior, principalmente em cursos mais difíceis, como os de exatas", diz Menezes. As deficiências são tantas, que boa parte das instituições de ensino superior consome parte do período letivo, principalmente no início das atividades, para sanar parcialmente deficiências de matemática, leitura e, eventualmente, de história, comenta Janine. "É um trabalho de alcance limitado, porque anos e anos de atraso precisam ser cobertos em algumas semanas."

Para Menezes, "é difícil separar a qualidade do curso superior da qualidade dos alunos". Enquanto os jovens continuarem chegando mal preparados à universidade, a média dos cursos superiores será necessariamente ruim. É por essa razão que estudantes mais pobres "vão ficando para trás": justamente porque frequentam um ensino médio e fundamental de qualidade inferior, acabam entrando em faculdades ou universidades de menor padrão - quando entram.


"O Brasil tem um desempenho pífio no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes [Pisa, na sigla em inglês] em relação a outros países", observa Menezes. Dados do programa divulgados no início deste ano mostram que o Brasil foi um dos países que mais avançou nos indicadores de ensino, mas continua entre os últimos avaliados. Em um ranking de 65 países, o Brasil está em 55º em leitura (compreensão de textos), 58º em matemática e 59º em ciências.

Menezes é contra a atitude, que considera paternalista, de se criarem barreiras à existência de cursos de menor qualidade. Embora considere que o ideal é conciliar as duas coisas, seria preferível ter uma oferta maior de cursos superiores e dela extrair alguns com mais qualidade.

Em seu entendimento, cursos de padrão inferior não são ideais, mas atendem a uma demanda e permitem que quem não tem acesso a um ensino de qualidade possa se valer desses cursos para melhorar de vida. O ensino superior é usado por muitos para complementar deficiências do ensino médio e para galgar posições no mercado de trabalho. Desse modo, esses cursos têm, bem ou mal, uma função relevante. "A pessoa acaba aprendendo alguma coisa e, mesmo que não suba muito de posição, social, vai ganhar mais", argumenta.

Para Menezes, o Ministério da Educação tem a função de avaliar todos os cursos e divulgar amplamente os resultados. "As instituições acabam suprindo desejos da população. Tem muita diversificação de preço e qualidade porque as pessoas escolhem o melhor para si em termos de custo-benefício", diz. "Não cabe a nós escolhermos por elas." Ele acha que o governo só deve se preocupar com a qualidade dos cursos que implicam riscos, como no caso das faculdades de medicina. O restante irá se desenvolvendo com a demanda e melhorando de nível conforme as exigências.

Um exemplo da capacidade de adaptação do mercado às necessidades são os chamados cursos tecnológicos. Embora estejam disponíveis também na rede pública, é nas faculdades e universidades privadas que vicejam, afirma Schwartzman. "Tenho dados de 2012 que mostram que havia 800 mil alunos matriculados em ensino superior tecnológico, contra apenas 200 mil no governo [instituições públicas federais]. Quem faz isso bem, embora pouco também, é a Fundação Paula Souza, que comanda as Fatecs [Faculdades de Tecnologia] de São Paulo."

Schwartzman considera inadequada a denominação "tecnológicos" para cursos superiores de curta duração e de conteúdo mais técnico, focado no mercado de trabalho, porque nem sempre são tão tecnológicos assim. Mas entende que representam oportunidade importante para a formação de mão de obra. "Falta ênfase maior no ensino técnico de nível universitário, só que o setor produtivo deveria participar mais da elaboração, para definir melhor que tipo de mão de obra será formada, de acordo com as necessidades".

Cursos tecnológicos suprem necessidades em menos tempo e podem ser boas alternativas para pessoas que não possam frequentar um ensino mais longo, diz Menezes. É bom que foquem mais no aspecto técnico, no qual o país enfrenta grande carência de profissionais.

Cursos mais curtos e mais focados trazem algumas vantagens. A primeira e mais evidente é a facilidade de inserção profissional. A segunda reside no custo, que acaba influenciando decisivamente a terceira: a redução da evasão. Grande parte da evasão se dá porque a entrada na universidade retarda ou, no mínimo, limita a participação do jovem no mercado de trabalho. Aquele jovem, mesmo que estude em uma instituição gratuita, vai precisar ser financiado enquanto não estiver no mercado - seja pelo Estado, seja pela família.

Lobo acredita que os cursos tecnológicos podem ser bons, "desde que funcionem em um sistema semelhante ao europeu, no qual se valorizam profissionais para o mercado de trabalho". Em sua visão, o mercado brasileiro "não está entendendo onde deve usar tecnólogo e onde usar bacharel".

Outro ponto falho apontado por Goldemberg é a pesquisa. "A universidade só vai ser boa se houver pesquisa. Se não houver pesquisa, vai reproduzir conhecimento. Vai ter o mínimo de laboratório possível. Se quiser uma universidade mais dinâmica, precisa ter pesquisa, porque pesquisa melhora o ensino."

Para Menezes, pesquisa é importante, mas precisa ser circunscrita aos locais em que faz sentido: as instituições de excelência. "Tem de ser coisa de poucas universidades. Pesquisa é algo muito caro e não há necessidade de tantos professores doutores. Precisa ficar restrita a alguns centros, polos regionais. A maioria das faculdades deve se dedicar a ensino de qualidade."

Janine acredita que um salto de qualidade pode se dar com a mudança de mentalidade. Ele defende a mudança dos currículos dos cursos de bacharelado, hoje muito ligados à ideia de profissão. Isso permitiria que as pessoas transitassem entre diferentes atividades profissionais ao longo da vida. "Hoje, mudar de rumo profissional é considerado um defeito. Deveria passar a ser visto como uma coisa normal." Segundo ele, as pessoas hoje têm uma vida ativa até os 70 ou 80 anos e não faz sentido passar 50 ou 60 anos limitadas a uma escolha feita no fim da adolescência.

Janine defende uma proposta semelhante à que vem sendo testada na Universidade Federal da Bahia, de bacharelados interdisciplinares. Ele acha também que o ensino superior deveria oferecer atualizações periódicas de conteúdo. "Algumas até deveriam ser obrigatórias, como no caso das profissões de saúde e de engenharia."

Apesar dos problemas enfrentados nos últimos anos com fraudes, o sistema de seleção de alunos para o ensino superior pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é considerado positivo pela maioria dos entrevistados. "O Enem é um modelo ótimo", diz Menezes. "Um exame só feito para o Brasil inteiro. Dá acesso ao Prouni, ao Fies. Eu não faria nenhuma mudança."

Mesmo assim, o professor do Insper acredita que o modelo possa ser aperfeiçoado se as provas forem feitas por computador, para reduzir os custos elevados, e mais vezes por ano, para facilitar a seleção. "Se fizer mais vezes, de forma computadorizada e com um sistema eficiente de monitoramento, consegue-se reduzir a possibilidade de fraude, que é o principal problema."

"Não conheço sistema de seleção melhor do que o Enem", afirma Lobo. "Todo critério cria distorções e exclusões e nenhum sistema de seleção é perfeito. Dentro das suas imperfeições, o Enem é o melhor."

Goldemberg prefere um modelo "mais competitivo", como o da Fuvest, o processo seletivo da USP, segundo ele, muito semelhante ao dos modelos internacionais que admira. "A USP tem vestibulares muito competitivos. São 100 mil, 150 mil candidatos para disputar 7 mil ou 8 mil vagas. Isso lembra a Coreia." Em sua avaliação, esse modelo é o que mais se aproxima do ideal para a formação de uma elite científica e tecnológica para o país.

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Muita aula pela frente

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