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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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Por que a inovação disruptiva pode ajudar os líderes de mercado

Por que a inovação disruptiva pode ajudar os líderes de mercado | Inovação Educacional | Scoop.it

Hsu acrescenta que o estudo se distancia dos princípios do movimento da “start-up enxuta”, segundo o qual as empresas iniciantes recebem continuamente feedback dos consumidores à medida que desenvolvem produtos ou serviços. Em vez disso, os autores reconhecem que uma inovação disruptiva talvez não conte com amplo apoio do público inicialmente devido à sua novidade. “A coisa fica mais complicada quando você tenta fazer algo radical”, diz ele. Portanto, a start-up precisa ganhar credibilidade comercializando sua tecnologia. “[Com isso] é como se você dissesse às empresas existentes: ‘Não somos nós apenas que estamos falando; o que temos é real'”, diz Hsu. “Agora, todos são chamados à conversar.”
Do ponto de vista das empresas já existentes, há razões legítimas para rejeitar uma nova tecnologia. Se seu desempenho for fraco, não há por que a empresa adotá-la, a menos que haja melhoras. Além disso, se a inovação é realmente diferente, a empresa já consolidada teria de avaliar seus sistemas e operações para adotá-la. Isso significa custos elevados de integração — o que é mais uma razão para cautela com inovações. Contudo, os líderes de mercado estariam dispostos a fazer mudanças se uma nova tecnologia for capaz de provar que é realmente disruptiva e que os benefícios a longo prazo valem a pena, observam os pesquisadores.

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Crise econômica: grande oportunidade de “inovação disruptiva” para as empresas

Crise econômica: grande oportunidade de “inovação disruptiva” para as empresas | Inovação Educacional | Scoop.it

Membros do conselho da Academia Nacional de Ciências e da Academia Nacional de Engenharia mostraram-se “preocupados com o fato de que o enfraquecimento da ciência e da tecnologia nos EUA possa degradar as condições sociais e econômicas do país e, de modo particular, comprometer a capacidade dos seus cidadãos de competir por empregos de maior qualidade”, conforme relatório de 600 páginas das Academias Nacionais publicado em 2007 com o título “Para vencer a tempestade que se aproxima”.

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Robôs mais parecidos com os seres humanos

Robôs mais parecidos com os seres humanos | Inovação Educacional | Scoop.it

Em palestra recente intitulada “Robôs inteligentes: o que virá a seguir?”, patrocinada pelo programa de Gestão de Tecnologia do Mestrado Executivo (Executive Master’s in Technology Management) — uma parceria entre a Escola de Engenharia da Universidade da Pensilvânia e a Wharton — Lee disse que ainda há muito o que aprender antes que os Robôs possam se comportar no dia-a-dia como seres humanos incumbidos de uma ampla gama de tarefas. Durante muitos anos, o desafio consistiu em desenvolver a tecnologia básica que permitisse o funcionamento dos robôs. Contudo, apesar dos progressos alcançados nesse segmento, uma inteligência semelhante à inteligência humana — até mesmo a capacidade de reconhecer um rosto — continua além de nossas conquistas atuais, disse Lee ao lançar uma pergunta que é crítica para seu campo de atuação: “Por que é tão difícil construir alguma coisa inteligente?”

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Como matar uma inovação em seu nascedouro

Como matar uma inovação em seu nascedouro | Inovação Educacional | Scoop.it

Não passa um dia sem que alguém da mídia se refira com entusiasmo ao ritmo das mudanças, ao turbilhão cada vez maior de tecnologias ou à enorme pressão da concorrência no mundo todo. Autores e gente do rádio e da TV discorrem sem cessar sobre a incerteza crescente que tudo isso traz e que é identificada, de modo geral, como uma ameaça. Trata-se de um presságio realmente assustador se considerarmos que oportunidades ilimitadas para grandes investimentos e com boas chances de sucesso podem medrar no meio de incertezas — sim, incertezas, mas com um potencial positivo imenso. É curioso: o que faz com que empresas e gerentes considerem a incerteza como algo negativo quando, na verdade, oportunidades de prosperidade incomum podem surgir da exploração dessas mesmas incertezas? Ao analisarmos as razões pelas quais os gerentes não conseguem criar prosperidade com base em investimentos incertos, chegamos à conclusão de que não é realmente culpa deles! Constatamos que foram dadas a esses profissionais as ferramentas corretas para que investissem em tempos de incerteza. Eles caíram nas garras do raciocínio conhecido como go/no go [vai/não vai] e utilizam ferramentas de análise de investimento criadas para épocas mas estáveis. As análises de fluxo de caixa descontado (FCD) e de valor presente líquido (VPL) obrigam-nos a “produzir números” ou a serem tratados como fracassos. Esse tipo de raciocínio, semelhante a uma viseira, os deixa amarrados a um modelo em que ou agem a todo vapor ou ficam paralisados (o que, em face das incertezas, resvala quase sempre para a paralisia) quando, na verdade, poderiam perfeitamente calcular o risco das oportunidades incertas e partir para conquistas de possível potencial elevado reduzindo os pontos negativos e intensificando os positivos.

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O desafio da popularidade: por que uma empresa acolhe uma ideia inovadora e rejeita outra

O desafio da popularidade: por que uma empresa acolhe uma ideia inovadora e rejeita outra | Inovação Educacional | Scoop.it

As multinacionais acumularam um rico cabedal de conhecimentos ao longo dos anos de uma forma tal que empresas de menor porte só em sonho poderiam fazer igual. Além disso, exploram seu enorme alcance global e o conhecimento prático que detêm para sondar novos conceitos ou produtos usados por companhias rivais em outras partes do mundo. “A vantagem da multinacional é exatamente o acesso que ela tem ao conhecimento espalhado pelo mundo”, observa Felipe Monteiro, professor de administração da Wharton, cuja pesquisa recente analisa de que forma, e por que, o novo conhecimento é bem recebido dentro da empresa. “O que é igualmente interessante é a lacuna entre o potencial desse acesso e a utilização de fato desse conhecimento global.”
No âmago da questão encontra-se a forma pela qual a multinacional consegue suprir essa lacuna. Boa parte desse esforço gira em torno de fatores comportamentais e cognitivos. “Se analisarmos detidamente os padrões dos fluxos de conhecimento, veremos que nem todas as partes da empresa participam deles, e nem todas as ideias são postas em prática”, diz Monteiro. Em outras palavras, o sucesso de uma empresa depende, em última análise, menos da disponibilidade de ideias inovadoras e mais dos seres humanos indispensáveis ao seu compartilhamento.

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Como a inovação e o empreendedorismo podem mudar a sociedade

Como a inovação e o empreendedorismo podem mudar a sociedade | Inovação Educacional | Scoop.it

Ao preparar o terreno para o debate, Durán disse em um painel e em uma discussão posterior que, embora a tecnologia e a inovação tenham ajudado a forjar a base para o crescimento da sociedade, foi a demografia que “mudou completamente a maneira como vivemos e está criando imensas oportunidades e desafios enormes”. Exemplo disso são os 85 milhões de garrafas plásticas de água descartadas diariamente. “A quantidade de garrafas encontradas no meio do Oceano Pacífico é o dobro do tamanho do estado do Texas, mas ninguém fala disso”, observou. “É preciso vontade política para lidar com questões desse tipo. Hoje podemos criar instrumentos financeiros fantásticos para financiar bens imóveis, telecomunicações e outras indústrias. Por que não há instrumentos para financiar novas tecnologias para o plástico: é preciso que apareça alguém que diga: ‘Olhe, temos de fazer alguma coisa.’ É a vontade política que fará com que isso aconteça.”
Durán chamou a atenção também para os desafios que a economia global terá pela frente nas próximas décadas em virtude do crescimento demográfico. Embora 50% das pessoas vivam hoje nas grandes cidades e 50% no campo, nos próximos 30 a 40 anos 75% delas viverá nas cidades e 25% no campo juntamente com uma população mundial que cresce de maneira exponencial, “não na Europa, mas no resto do mundo, inclusive nos EUA”, disse.

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É possível ensinar criatividade?

É possível ensinar criatividade? | Inovação Educacional | Scoop.it

“Creio que há diferenças individuais em nossa inclinação para a criatividade”, observa Rom Schrift, professor de marketing da Wharton, “dito isto, porém, [é preciso acrescentar] que a criatividade é como um músculo. Se você treinar, e há diferentes métodos de treino, poderá se tornar mais criativo. As pessoas têm diferenças que são próprias delas, mas eu diria que é também uma coisa que pode ser desenvolvida e, portanto, ensinada”.
Jerry (Yoram) Wind, professor de marketing da Wharton, ministrou durante alguns anos um curso de criatividade na Wharton, e diz que “em qualquer população, a distribuição da criatividade segue basicamente uma curva normal. No extremo absoluto você tem Einstein e Picasso, que não precisam que alguém lhes ensine coisa alguma — são gênios. Praticamente todas as demais pessoas da distribuição, e o tipo de gente com quem você lida em universidades e empresas de ponta, podem aprender a ser criativas”.
A criatividade precisa das condições certas para florescer? Jennifer Mueller, professora de administração da Universidade de San Diego, ex-professora da Wharton e pesquisadora do assunto, acredita que sim. “Todo teórico que hoje existe no planeta dirá a você que a criatividade é uma habilidade que se estende a toda a população, e eu creio que num dado contexto a criatividade pode ser sufocada — ou desperta, contanto que o ambiente lhe seja favorável.”

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Formação dos educadores é o caminho

Não raro, é possível encontrar recursos digitais como projetores, computadores com internet e câmeras digitais à disposição dos educadores para utilização com os alunos. O sucesso para a incorporação dessas facilidades tecnológicas no dia a dia pedagógico, no entanto, está relacionado à formação dos educadores para o uso da tecnologia e ao sentido que eles veem em usar novas práticas na sala de aula. É o que mostra a primeira etapa do relatório “Tendências da Vida Virtual na Educação (TVVE)”, que traz dados sobre o uso de recursos digitais na educação regular em instituições públicas e privadas do Brasil.
Feito com o apoio da ferramenta de diagnóstico de aprendizagem QMágico, o levantamento reúne a percepção de gestores de escolas em 15 estados e o Distrito Federal, sendo 956 públicas e 147 privadas. Para grande parte dos participantes da pesquisa (36,5%), a formação de professores é o fator que mais contribui com o aumento do uso da tecnologia na educação.
Os resultados reforçam que, mais do que simplesmente prover infraestrutura, é preciso investir em formação tecnológica dos educadores, apontar caminhos, quebrar paradigmas para trazer de fato a revolução digital para dentro da sala de aula, mostrando na prática como os recursos podem ser empregados, e incentivar os alunos a adotar as ferramentas disponíveis como novas possibilidades de aprendizado.

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Ensino fraco faz estudante da rede pública buscar cursinho mais cedo

Ensino fraco faz estudante da rede pública buscar cursinho mais cedo | Inovação Educacional | Scoop.it

Descrentes do ensino público, alunos da rede estadual não confiam no próprio currículo para começar a vida adulta e veem na greve dos professores um fator a mais para o desânimo diário.
É o que relatam jovens de ensino médio ouvidos pela Folha desde o início da paralisação dos docentes, que já completa 70 dias.
Boa parte demonstra falta de perspectiva em relação ao ensino superior e afirma que não prestará vestibular.
Outra parcela, decidida a fazer faculdade, tem adiantado a entrada em cursinhos —que servem de reforço para alunos cada vez mais novos.
"Mesmo se não tivesse perdido quatro anos da minha vida, não ia querer fazer faculdade. É o sonho da minha mãe, mas quero fazer alguma coisa que dê dinheiro", diz João Vitor Zagati, 18, que repetiu duas vezes a oitava série, passou um ano sem estudar e, recentemente, entrou em um supletivo noturno.
Quando acabar o curso, ele quer abrir uma loja.
Letícia Souza, 17, afirma que a falta de motivação com a escola piorou com a greve docente. "Acordar cedo para ter só duas aulas? Desanima." Seu plano para depois que terminar o colégio é trabalhar como cabeleireira.
Já a estudante Brenda Maria, 16, não pretende desistir de fazer faculdade. Mas ela acha que, para conseguir uma vaga no ensino superior, precisará começar o cursinho ainda no segundo ano.
"Na minha sala tem muita gente que deveria voltar para o ensino fundamental", diz. Matheus Lima, 17, concorda: "A gente só começa a estudar no cursinho".
AULA EXTRA
A necessidade de reforçar o ensino oferecido pela escola fez cursos pré-vestibulares adaptarem as estruturas.
O Cursinho da Poli, vinculado à Escola Politécnica da USP, tem 90% dos alunos vindos de escolas públicas.
Antes, era comum receber estudantes a partir dos 17 anos. Agora, 20% dos alunos têm entre 15 e 16 anos.
"Contratamos um orientador profissional, um psicólogo e um assistente social para orientar esses adolescentes. Agora, temos a necessidade de nos relacionar com os pais, como se fôssemos uma escola mesmo", conta o diretor, Gilberto Alvarez.
Um dos coordenadores do Anglo, Fernando Augusto Nassori afirma que o crescimento da procura de cursinhos por alunos de escolas públicas é impulsionado pelas políticas de inclusão criadas nos últimos anos.
"O Enem e as cotas para quem estudou em escolas públicas deixam esses alunos com mais chances de entrar na universidades. Antes, mesmo se fizessem cursinho, eles concorriam com pessoas de escolas particulares."
Ellen Silva, 15, ainda está no segundo ano do ensino médio numa escola estadual na zona norte. Mas já começou a fazer um cursinho pré-vestibular gratuito.
Ela acredita que a paralisação dos professores reforça a necessidade das aulas extras. "A maioria das matérias que estou vendo é nova."

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Infográfico: Qual seu Estilo de Aprendizagem?

A resposta, provavelmente, é nada.
Mas e se nós mesmos pudéssemos identificar nossas características e usar as estratégias adequadas para aumentar nossas capacidades?
É isso que o infográfico abaixo busca proporcionar: conhecimento de si mesmo e possibilidade de aplicação imediata do método correto de estudo.

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Desigualdade crescente inibe o crescimento, afirma OCDE

Desigualdade crescente inibe o crescimento, afirma OCDE | Inovação Educacional | Scoop.it

É mais um prego no caixão da ideia de que a desigualdade é o preço a pagar pelo crescimento econômico. E quem está segurando o martelo é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Num relatório divulgado ontem, a entidade mostra o contrário: mais desigualdade afeta a taxa de crescimento.

O estudo é o mais recente de uma série, que inclui instituições de peso como a própria OCDE e o FMI, que derrubam o velho consenso de uma troca inevitável entre igualdade e crescimento, ou se preferir, entre uma justa distribuição da riqueza e a eficiência.

O estudo da OCDE afirma que a desigualdade entre ricos e pobres está no seu maior nível em 30 anos na maioria dos países desenvolvidos. E que essa crescente desigualdade tirou 4,7 pontos percentuais de crescimento acumulado do PIB entre 1990 e 2010.


A OCDE desvia a atenção do foco recente no 1% mais rico, enfatizando em vez disso como o padrão de vida dos 40% da base da pirâmide - até a classe média baixa - está caindo em relação ao resto da população. Segundo o estudo, é esse tipo de desigualdade que inibe o crescimento, pois desencoraja investimentos em capacitação e outros tipos de capital humano nos 40% mais pobres, tendo como resultado uma menor produtividade em grande parte da economia.

Esse questionamento da suposta "troca entre igualdade e eficiência" também esteve presente num evento na Brookings Institution na semana passada, para celebrar o 40º aniversário do influente livro "Equality and Efficiency: the Big Trade Off", de Arthur Okun. A discussão, entre Greg Mankiw, Justin Wolfers, Heather Boushey e Melissa Kearney mostrou a profunda e duradoura influência da obra nos EUA. Para sucessivas gerações de economistas, o livro moldou a discussão sobre a desigualdade como um exame do "balde furado" dos impostos e da transferência redistributiva, defendendo as intervenções menos furadas, aquelas com efeitos de incentivos menos ruins. Numa metáfora usada por Okun, não dá para ter o bolo (igualdade) e também comê-lo (crescimento).

Mas e se der? O debate na Brookings mostra como as coisas mudaram com o conhecimento acumulado na última década sobre a situação e os efeitos da desigualdade. Lawrence Summers disse na abertura do evento que está claro (e Okun teria concordado) que hoje há muitas políticas que podem aumentar o crescimento e a igualdade ao mesmo tempo, como maior acesso à educação. E, ainda que haja uma troca, o aumento da desigualdade muda o equilíbrio a favor de reduzir o crescimento. Ele calcula que, se a desigualdade tivesse ficado como em 1979, os 80% da base da pirâmide teriam ganhado US$ 1 trilhão a mais por ano, e o 1% do topo, US$ 1 trilhão menos.

Brad de Long extraiu alguns dos pontos mais importantes do debate na Brookings. Um tema geral é que pode haver uma troca, mas com duas condições. Primeiro, ela pode ser valer para só algumas das muitas áreas de política em que o governo pode agir - pode ser relevante para a política de impostos e transferência, mas não para a política de ensino, por exemplo.

Sobre isso, é impressionante o fato de o estudo da OCDE afirmar que mesmo a redistribuição de impostos não reduz o crescimento.

A segunda condição é que em muitas áreas podemos já estar atrás da "limite" em que essa troca acontece, ou há políticas que podem alargar esse limite.

Mas até isso pode ser um pouco vago para alguns. Heather Bou-shey diz que o livro de Okun pode não ser mais tão útil para guiar políticas públicas e que a grande troca hoje não é entre igualdade e eficiência, até porque isso deixa escapar a maneira como a desigualdade afeta a distribuição de poder e os interesses dos poderosos.

Matthew Yglesias toca nesse ponto num post de blog causticante: "O lado liberal de certa forma hesita em quão fundamentalmente equivocado está o pensamento econômico por trás dessa conversa da troca". Quando os ricos influenciam a política, "eles costumam fazer isso adotando políticas pró-crescimento 'eficientes' que maximizam o PIB? É claro que não".

Estudos relacionados mostram como a maioria das pessoas sabe pouco sobre desigualdade. O Wonkblog do "The Washington Post" cita uma pesquisa que pede a participantes para que pensem em como é a distribuição de renda em seus países. No geral, eles erram. Isso é politicamente importante porque outras pesquisas mostram que, quando as pessoas percebem como suas sociedades são desiguais, elas começam a pensar em fazer algo a respeito, ficando menos politicamente polarizadas.

A OCDE tem uma ferramenta que ajuda as pessoas a comparar a sua renda com a de outras e checar sua percepção de desigualdade. Faça o teste. Você sabe o quão (relativamente) rico você é?

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Instituições, crescimento e justiça social - Inovação

Instituições, crescimento e justiça social - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

O Brasil melhorou bastante em termos sociais nas últimas duas décadas, com avanço educacional, redução da pobreza, desemprego, informalidade, desigualdade e mortalidade infantil e aumento dos salários dos trabalhadores menos qualificados. Entretanto, esses avanços começam a dar sinais de esgotamento, com elevação do desemprego e estagnação dos salários reais. Por que será que o Brasil não consegue crescer com justiça social durante longos períodos de tempo, como os países desenvolvidos?
O problema é que nosso país não consegue combinar crescimento da produtividade com avanço social. A figura ao lado mostra isso claramente, ao comparar o crescimento da produtividade industrial e dos anos médios de escolaridade no Brasil e na Coreia em dois períodos recentes da história dos dois países: 1965-1980 e 1980-2010.
As tarifas de importação subiram, protegendo a mesma indústria que teve desempenho pífio em produtividade
Podemos observar que no primeiro período a produtividade da indústria brasileira dobrou, mas praticamente não houve crescimento da escolaridade. Isso provocou um grande aumento da desigualdade de renda no Brasil, na medida em que apenas uma pequena parcela da população tinha ensino superior, ao mesmo tempo em que o processo de industrialização aumentava a demanda por trabalhadores mais educados. Enquanto isso na Coreia os anos médios de escolaridade aumentaram cerca de 50% no mesmo período. 
No período seguinte, 1980 a 2010, a situação brasileira inverteu-se. Com o processo de redemocratização, houve um avanço educacional, principalmente em termos de acesso e permanência na escola. Além disso, a aceleração dos programas de transferência de renda e o crescimento do valor real do salário mínimo fizeram com que a desigualdade de renda diminuísse bastante no período. Vale notar, porém, que mesmo no período mais recente o crescimento educacional brasileiro ocorreu em ritmo muito inferior ao da Coreia.
Entretanto, o crescimento da produtividade da indústria brasileira foi praticamente zero nos últimos 30 anos, enquanto na Coreia ela aumentou mais de 400%. Isso significa que cada trabalhador na indústria brasileira produz hoje o mesmo que em 1980, enquanto um trabalhador coreano produz cinco vezes mais do que naquela época. Por que será que o Brasil não decolou em termos de produtividade, apesar da melhora educacional que houve no período recente? O que está faltando para o Brasil ingresse no grupo de países bem-sucedidos?
Os economistas Acemoglu e Robinson escreveram recentemente um livro muito aclamado ("Why Nations Fail") que diz que as nações permanecem pobres quando não têm "instituições inclusivas", que permitem que a grande maioria da população participe das decisões políticas e das atividades econômicas, tenham a possibilidade de desenvolver suas habilidades e fazer as escolhas que quiserem na vida. Segundo os autores, para que isso ocorra a Justiça tem que ser realmente cega, os serviços públicos têm que igualar as oportunidades de todos, os contratos e a propriedade privada têm que ser respeitados e o mercado tem que incentivar a entrada de novas firmas para quebrar os monopólios.
No final do livro os autores destacam a experiência recente brasileira como um caso de sucesso de transição de uma sociedade extrativista para uma sociedade inclusiva. O processo de redemocratização, a Constituição cidadã, a redução das desigualdades e a inclusão do país no grupo de países com maior potencial de crescimento (Brics) seriam a prova de que o Brasil finalmente estava no caminho certo. O que deu errado?
Na realidade, o Brasil trilhou somente uma pequena parte do caminho para se tornar uma sociedade realmente inclusiva. Sabemos que ainda estamos longe de ter uma Justiça cega, contratos respeitados e igualdade de oportunidades. Os subsídios e diversos mecanismos de proteção para as elites econômicas, a dificuldade para quebrar monopólios, os escândalos frequentes de corrupção e a baixa qualidade da nossa educação demonstram isso claramente. Todos esses fatores fazem com que o crescimento da produtividade seja muito baixo no Brasil.
Ainda nesta semana as tarifas de importação foram aumentadas mais uma vez, protegendo a mesma indústria que teve desempenho pífio em termos de produtividade e inovações nos últimos trinta anos. Grande parte do nosso grande problema fiscal atual resulta da tentativa de proteger nossa elite econômica ao mesmo tempo em que os gastos sociais são ampliados. Tudo indica que Acemoglu e Robinson estavam exageradamente otimistas com a sociedade brasileira.

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Como o setor privado pensa o Fies 2.0

Como o setor privado pensa o Fies 2.0 | Inovação Educacional | Scoop.it
"O Fies cresceu de forma descontrolada. Algumas escolas sem escrúpulos aumentaram as mensalidades, fizeram caixa com o Fies. Também teve muita gente que trocou de carro, viajou pra Nova York porque não precisava pagar faculdade do filho. Todo mundo que pedia, conseguia o Fies, o que acabou redundando nesse desastre". O desabafo eloquente não vem do governo e, sim, da representante dos maiores grupos privados de ensino superior, Elizabeth Guedes, que desde as mudanças no Fies passa três dias da semana em Brasília para negociar com os ministérios da Educação, Fazenda, Planejamento, políticos e FNDE o futuro do financiamento estudantil.

A estadia de Elizabeth em Brasília não é à toa. O setor só soube das novas regras do Fies pelo Diário Oficial na última semana de dezembro e, desde então, várias outras alterações têm sido anunciadas a conta-gotas. O MEC prepara um pacote de mudanças e, em paralelo, o setor também elabora um novo modelo de financiamento - batizado de Fies 2.0 - a ser apresentado ao governo em junho.

Como diretora-executiva da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior (Abraes), Elizabeth representa os grupos Anima, DeVry, Estácio, Kroton, Laureate e Ser Educacional . Veja os principais pontos da entrevista que ela concedeu ao Valor:

Valor: Quais são as propostas do setor privado para o Fies?

Elizabeth Guedes : Contratamos o Samuel Pessôa [economista do Ibre-FGV ] para desenvolver um novo modelo e aprimorar o Fies. Vamos propor que o Fies seja só para quem tem renda de três ou quatro salários mínimos, mas esse valor não está fechado. A ideia central é que o Fies seja uma parceria público-privada, com recursos da União para quem realmente precisa e não para financiar a classe média. O governo financiaria no máximo 75% da mensalidade e para o restante entra o crédito privado ou o contrário. As escolas também precisam fazer a sua parte, reduzindo mensalidade ou dando crédito para quem precisa.

Valor: Como seria esse crédito privado estudantil?

Elizabeth : A gente quer trazer bancos privados, criar outros instrumentos como fundos específicos de ensino ou letras de crédito estudantil. Temos letras de crédito agrícola e imobiliária. Por que não podemos ter para educação? Vamos conversar com bancos e já pedi uma reunião na Febraban. Precisamos de mecanismos que não onerem o Tesouro com inadimplência. Hoje, o FGDUC [fundo garantidor do Fies] tem R$ 2 bilhões para uma dívida de R$ 20 bilhões. Deste jeito, o sistema não fica de pé.

Valor: Há proposta de mudar a taxa de juros e o prazo do Fies?

Elizabeth : Sim. Juros de 3,4% ao ano são muito baixos mesmo, mas ainda não temos qual patamar seria adequado. De qualquer forma o governo tem que subsidiar juros para a baixa renda. O prazo de amortização também não pode ser de 12 anos e mais 18 meses de carência. Nos financiamentos privados, o aluno paga enquanto estuda e logo que se forma. Defendemos um modelo em que o pagamento da dívida seja atrelado à renda, ou seja, quem ganha mais, paga mais. Precisa ser um modelo de financiamento sustentável porque não dá para o aluno se formar devendo R$ 40 mil ou R$ 50 mil. O sujeito nunca vai pagar isso. Não dá pra ter um jovem formado, empregado e infeliz porque não consegue casar, comprar carro ou casa porque está devendo a alma para a escola e governo.

"Não dá pra ter um jovem formado, empregado e infeliz porque deve a alma para a escola e governo"

Valor: Nos últimos anos, as escolas incentivaram a adesão ao Fies para reduzir inadimplência e evasão. Esse incentivo não foi uma das razões do inchaço do programa?

Elizabeth : Claro que teve instituição que fez isso e hoje tem 60% da sua base de alunos com Fies, um absurdo. O Fies foi feito para trocar bolsa de estudo por imposto. Então, o Fies deveria ser equivalente a no máximo o montante de impostos. Não vejo problemas em incentivar o aluno a aderir ao Fies desde que esteja dentro desse patamar de impostos. Discordo que o Fies está inchado porque há 7 milhões de pessoas com segundo grau que não estão no ensino superior. O que houve foi um descontrole, uma falta de fiscalização por parte do FNDE.

Valor: Mas há poucos dias o próprio Samuel Pessôa disse que 70% dos alunos não precisavam do Fies.

Elizabeth : O Fies cresceu de forma descontrolada. Algumas escolas sem escrúpulos aumentaram as mensalidades, fizeram caixa com o Fies. Também teve muita gente que trocou de carro, viajou pra Nova York porque não precisava pagar faculdade do filho. Todo mundo que pedia conseguia o Fies, o que acabou redundando nesse desastre. O Fies foi desvirtuado por maus mantenedores, que são minoria.

Valor: Como vê a ideia de alunos com menos de 450 pontos no Enem migrarem para cursos técnicos?

Elizabeth : A Abraes não está questionando a exigência dos 450 pontos para ter direito ao Fies porque pode parecer que não estamos preocupados com a qualidade do ensino. Mas acho um absurdo não permitir que o aluno pobre, cuja educação básica pública foi fraca, faça um curso de ensino superior com financiamento do governo. É uma visão muito "eugenista", de querer tirar os burros da escola ou de achar que lugar de burro não é na escola. Escola é lugar para, principalmente, aprender. E se as faculdades privadas quiserem assumir o risco de pegar um aluno fraco? Nós damos aulas de reforço de português e matemática. É nossa obrigação? Não é, mas é esse aluno que a gente recebe e não podemos nos furtar de ensinar porque lá na frente esses alunos fazem o Enade [exame do MEC que mede a qualidade dos cursos de ensino superior].

Valor: O MEC sinalizou que pretende priorizar os cursos de engenharia, saúde e formação de professores no Fies.

Elizabeth : O programa estudantil é do governo, que tem total autonomia para direcionar os recursos. Mas acho que as pessoas têm suas vocações e acho ruim o pobre ter que escolher uma profissão de acordo com as necessidades de mercado.

Valor: Como está a relação do setor com o MEC?

Elizabeth : O ministro [Renato] Janine é muito transparente. O relacionamento é bom. O problema é que mais de 20 mil alunos renovaram seus contratos de Fies por meio de liminares judiciais, mas as instituições não receberam. Além disso, ainda não temos uma garantia formal de como será o pagamento das quatro parcelas de Fies que não serão quitadas neste ano. Jogaram pra frente, é uma 'pedalada' de R$ 2,4 bilhões. Não tem portaria informando que os pagamentos serão nos próximos três anos, como eles dizem. Pedi ao FNDE para formalizar, ao menos, num papel timbrado, mas não querem. E já viu, palavras o vento leva.
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A "inovação disruptiva" chegou ao fim? Ainda não...

A "inovação disruptiva" chegou ao fim? Ainda não... | Inovação Educacional | Scoop.it

Em vez de fingir que nada mudará, ou de propor que tudo mude, Roberts defende uma terceira possibilidade. “As coisas não serão as mesmas, mas não serão totalmente diferentes”, diz. “A universidade do futuro — na verdade, a universidade de hoje — terá algum componente técnico. A Escola de Negócios de Harvard está oferecendo um curso de pré-MBA online, uma experiência virtual que ajuda a preparar o interessado em um MBA. Isso não significa que as pessoas não irão mais a Boston no primeiro dia de aula. Mas não seria esse também o início de uma experiência interessante e importante?”
Ravi Aron, professor da Escola de Negócios da Universidade Johns Hopkins, diz que é importante lembrar que a “disrupção” deixa para trás um grande número de vencedores. “Se as universidades usassem uma combinação de complementos e distribuição online para cobrir os custos dos cursos oferecidos, embora isso diminuísse a demanda de Ph.Ds no mercado acadêmico, por outro lado ajudaria a conter os custos da educação e a expandir seu alcance.” De igual modo, acrescenta Aron, a “disrupção” na indústria fonográfica foi benéfica para muitos consumidores, bem como para os próprios músicos, que agora não precisam mais de intermediários para pôr seu produto no mercado. “Embora a demanda por serviços de músicos com preparo clássico caia, o acesso à música clássica foi imensamente democratizado pela distribuição digital de música”, diz Aron.

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Brasil sofre com distância entre universidade e empresa - Inovação

Brasil sofre com distância entre universidade e empresa - Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

A distância entre universidade e empresa está custando caro ao Brasil. Ao mesmo tempo em que comemora o crescimento constante de sua produção científica, que hoje corresponde a 2,02% do índice global, o Brasil ainda responde apenas por 0,06% do número de patentes registrados no mundo, segundo a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). De um lado, o desenvolvimento do conhecimento parece funcionar a todo vapor, ganhando destaque entre os países da América Latina e assemelhando-se a países europeus, como Suíça (1,89%), Suécia (1,81%), Holanda (2,55%) e Rússia (2,66%). Do outro, uma produção tecnológica que ainda parece deixar muito a desejar se comparada à de países como Coréia do Sul (0,79%), Itália (1,31%), França (2,96%) e Japão (22,67%).
Esta disparidade também foi comprovada por um estudo desenvolvido pelo Bird (Banco Mundial) e divulgado na última quinta-feira, 11 de setembro, intitulado “Conhecimento e inovação para a competição”. De acordo com o documento, o Brasil está ficando para trás na comparação com outros países em desenvolvimento quando se trata de converter conhecimentos em resultados práticos. Um dos motivos é o baixo investimento do País em pesquisa e desenvolvimento. Enquanto o setor brasileiro recebe apenas 0,98% do PIB (Produto Interno Bruto), a China aplica 1,22% do seu PIB em inovação. Não à toa, o Brasil fica atrás de seus principais concorrentes no mercado internacional: Coréia do Sul, China, Índia e Rússia.

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Inovação: às vezes, é preciso trabalhar em parceria

Inovação: às vezes, é preciso trabalhar em parceria | Inovação Educacional | Scoop.it

Pouco importa se o problema é aumentar a velocidade do tráfego de dados, ou se é descobrir um meio mais barato de pôr um veículo em funcionamento, ou ainda uma maneira mais higiênica de limpar o pó acumulado, o fato é que a inovação certa pode gerar lucros elevados para as empresas. Contudo, dada a rapidez com que as coisas vêm acontecendo no mercado atualmente, as empresas quase sempre lutam apenas para sobreviver e pouco tempo lhes sobra para pensar em inovação.
No entanto, as mesmas forças que tornaram nosso mundo plano podem também nos indicar novos caminhos para o futuro da inovação. Durante recente congresso do Centro Mack de Inovação Tecnológica [Mack Center for Technological Innovation], professores e líderes do mundo dos negócios disseram que, em vez de voltar à prancheta, as empresas deveriam sair das muralhas que as cercam e explorar as “redes de inovação”.
Uma “rede de inovação” consiste em uma teia de pessoas, instituições ou empresas externas a uma companhia que a ajudam a resolver problemas ou propõem novas ideias. Embora as empresas formem alianças e parcerias estratégicas há séculos, os especialistas dizem que essa teia de ligações está se tornando cada vez mais importante hoje em dia.

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Injetando vida nova em modelos de negócios antigos

Injetando vida nova em modelos de negócios antigos | Inovação Educacional | Scoop.it

“Analise em profundidade o modo como você faz negócios”, aconselha Raphael Amit, professor de administração da Wharton, em um novo estudo: “Inovação do modelo de negócio: criando valor em tempos de mudanças”. Amit e Christoph Zott, professor de empreendedorismo da Escola de Negócios IESE, explicam que tornar um modelo de negócio mais inovador é o segredo para o sucesso duradouro de qualquer empresa. “Em outras palavras, o que propomos é uma alternativa ao corte de custos”, diz Amit. “Em vez de cortar custos para preservar seu resultado final, você aumenta o faturamento e o resultado final descobrindo novas formas de fazer negócios.”
O exame minucioso de um modelo de negócio deveria ser “o ponto de partida para que o empresário descubra uma forma de servir sua clientela de um modo diferente, sem ter de produzir um produto ou serviço novo, já que o custo disso seria muito maior”, diz Amit. “Há custos associados à mudança do modelo de negócio da empresa constituída. Via de regra, porém, eles são substancialmente menores do que os custos associados a um projeto de P&D de longo prazo.”

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Como a dinâmica de grupo pode estar matando a inovação

Como a dinâmica de grupo pode estar matando a inovação | Inovação Educacional | Scoop.it

Em um estudo intitulado “Geração de ideia e qualidade da melhor ideia (PDF)” [Idea Generation and the Quality of the Best Idea (PDF)], Christian Terwiesch e Karl Ulrich, professores de gestão de operações e de informações da Wharton, sustentam que a dinâmica de grupo é inimiga das empresas que tentam desenvolver produtos novos e exclusivos, estratégias sem paralelo de economia ou táticas especiais de marketing.

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Para acabar com a pobreza: o que funciona, o que não funciona e por quê, de acordo com os autores de "Economia dos pobres"

O que torna radical a estratégia de Banerjee e Duflos? Diferentemente de outros economistas que privilegiam as questões macro, como a ajuda aos necessitados, eles lidam com a pobreza de um jeito muito parecido como os pesquisadores médicos lidam com a descoberta do tratamento de uma doença — através de testes clínicos. Duflo, que discorreu sobre o tema em uma palestra das TED Talksem fevereiro de 2010, explicou que os efeitos da ajuda são geralmente difíceis de mensurar, mas é "possível saber quais deles ajudam e quais não por meio de soluções obtidas através de tentativas aleatórias". O método empregado requer que se submetam os projetos sociais aos mesmos testes científicos rigorosos que os pesquisadores médicos usam em suas pesquisas com remédios. Com isso, as políticas de gestão ficam livres de adivinhações, disse Duflo, ao deixar claro "o que funciona, o que não funciona e por quê". Não existem soluções milagrosas, porém medidas específicos — como, por exemplo, o fornecimento de alimentos como forma de incentivar a imunização, ou de telas contra mosquitos subsidiadas para redução dos casos de malária — podem ter um impacto significativo sobre os esforços de redução da pobreza, observam os autores.

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Cultivando a inovação: a geografia é importante?

Cultivando a inovação: a geografia é importante? | Inovação Educacional | Scoop.it

Um relatório do Boston Consulting Group (BCG) sobre as empresas mais inovadoras mostra uma vitalidade crescente nos investimentos em inovação nas economias em rápido desenvolvimento (RDEs, na sigla em inglês) como a chinesa, indiana etc. Além disso, 2/3 dos inovadores revolucionários pesquisados pelo BCG disseram que geram com frequência novas ideias para produtos e crescimento com base em mídias sociais e prospecção de Big Data. Os inovadores responsáveis pela introdução de produtos especiais foram identificados como indivíduos que trabalham com uma rede mais ampla e que edificam uma cultura mais afinada com grandes avanços do que com a inovação incremental.

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5 habilidades essenciais ao aluno do século XXI

5 habilidades essenciais ao aluno do século XXI | Inovação Educacional | Scoop.it

A necessidade de líderes no mercado de trabalho é cada dia mais preocupante.
Profissionais que saibam como gerenciar uma equipe, contornar os problemas de uma empresa e colocar toda a atenção e recursos em um determinado objetivo são alvos das grandes corporações.
A necessidade desses profissionais, no entanto, tem relação direta com as salas de aula, que cada vez menos têm trabalhado para criar e desenvolver líderes.

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Um trem para Bangladânia - Sobre o trem bala SP-RJ

Um trem para Bangladânia - Sobre o trem bala SP-RJ | Inovação Educacional | Scoop.it

O Grupo de Trabalho deveria analisar os estudos em seis meses. Nesse meio tempo, sentado na poltrona 2C do voo RG-8734, da Varig, Juquinha voou para Milão no dia 25 de outubro de 2004, às 23h45, para se encontrar com Moreno Gori e vistoriar as obras da ferrovia Milão-Turim. Ele deveria ter viajado à Alemanha no dia 28 para conhecer um trem eletromagnético, mas adiou a partida em três dias: preferiu ficar na Itália. Sua agenda nesses três dias é uma incógnita, não registrada pela Valec nos documentos oficias.
O prazo do Grupo de Trabalho para analisar as propostas foi prorrogado duas vezes até que, em abril de 2005, seis meses depois do tour milanês de Juquinha, um relatório caiu nas mãos do ministro Alfredo Nascimento. Assinado por membros da Secretaria de Gestão dos Programas de Transportes, Secretaria de Política Nacional de Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, BNDES e Valec, o texto dizia que o estudo da Transcorr — iniciado oito anos antes — era “da mais alta credibilidade e serve de referência para as análises das alternativas de projetos a serem avaliados pelo GT”. O texto eliminava a Transcorr, mas utilizava seu material como parâmetro para declarar quem seria o vencedor.
O estudo Siemens/Odebrecht/Interglobal indicava a obra mais barata entre os concorrentes e o menor tempo de construção. Enquanto a Transcorr estimava um custo de US$ 7,2 bilhões e sete anos de obras, o consórcio Siemens/Odebrecht/Interglobal previa gastos de US$ 6,3 bilhões, em seis anos. Mas a proposta alemã-brasileira foi eliminada porque previa que US$ 5 bilhões, 80% do investimento, fossem pago com dinheiro público. Brasília queria que saísse tudo do bolso da iniciativa privada.

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Kroton oferece crédito privado da Ideal Invest

Kroton oferece crédito privado da Ideal Invest | Inovação Educacional | Scoop.it

A Kroton começa a oferecer, nesta semana, o financiamento universitário privado da Ideal Invest com condições mais atrativas. A instituição de ensino já trabalhava com uma linha de crédito estudantil da gestora com juros de cerca de 2% ao mês, mas havia pouca demanda devido às condições atrativas do Fies, programa do governo que tem uma taxa mensal de juros de 0,28%.
Entre as quatro companhias abertas de educação, apenas a Kroton ainda não oferecia o produto da Ideal Invest, única gestora a atuar nesse segmento no país. Ao contrário de Anima e Estácio, que subsidiam 100% dos juros do financiamento, a Kroton não assumirá integralmente os juros, mas a companhia não deu detalhes do modelo adotado.
Segundo relatório do Santander, a Ideal Invest conta com quatro modelos de financiamento estudantil: a instituição assume 100% da taxa de juros durante todo o curso ou apenas no primeiro semestre - nesse caso com juros de 26,5% no restante do curso e redução gradual na taxa. Nos outros dois formatos de financiamento, a faculdade arca com uma parcela dos juros após o terceiro semestre do calouro, cuja taxa inicial é de 29,7% e que também diminui gradualmente. Há ainda um financiamento mensal em que a instituição fica com o risco de crédito e tem um fluxo de caixa mensal.
A Kroton foi a última a fechar parceria com a Ideal Invest porque focou seus esforços na criação de um programa voltado aos calouros que não conseguiram o Fies. Cerca de 23 mil alunos aderiram ao programa e neste ano vão pagar 10% do valor da mensalidade e financiar os demais 90% sem juros.
Além disso, a Kroton está negociando com quatro bancos a criação de um financiamento estudantil com recursos de terceiros para 2016. Um desses bancos fará uma joint venture com a Kroton e será o responsável pela gestão dessa linha de crédito. "Não somos bancos, nem temos 'expertise' em financiamento. Contratamos a Bain Company, que tem experiência nessa área e fez vários trabalhos de criação de produtos de crédito para o varejo", disse Rodrigo Galindo, presidente da Kroton.
Galindo não revela o nome dos quatro bancos que mantém negociação. No entanto, sabe-se que Bradesco, Itaú e Santander têm atuação no setor de educação.
O Santander é um dos mais interessados em aumentar sua atuação na área de educação, uma vez que atualmente ainda não tem uma linha de crédito que atenda aos universitários. Em entrevista concedida ao Valor em março, o superintendente do Santander Universidade, Daniel Mitraud, disse que estava avaliando e conversando com instituições de ensino. "Há várias alternativas, desde um financiamento ao aluno com a universidade compartilhando uma parte do risco, a constituição de um 'funding' para o banco fazer a gestão ou até mesmo uma linha de crédito às universidades para atender esse momento de redução de caixa", disse Mitraud.
O Bradesco, por sua vez, já oferece financiamento estudantil que cobre até 100% da mensalidade e também já sinalizou o interesse em aproveitar esse momento do mercado. Já o Itaú é pouco provável, uma vez que é acionista minoritário da Ideal Invest e deve fazer novos aportes para atender a demanda com as restrições do Fies.

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MEC pagou bolsa do Prouni a mortos e a alunos de alta renda, diz auditoria

MEC pagou bolsa do Prouni a mortos e a alunos de alta renda, diz auditoria | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) aponta que falhas no controle do sistema do Prouni (Programa Universidade para Todos) fizeram o governo federal conceder e pagar bolsas a alunos já mortos. Além disso, outros beneficiados estavam fora da faixa de renda indicada e alguns continuavam inseridos como recebedores de bolsas mesmo com o curso concluído.

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