Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Noticias, publicacoes e artigos de opiniao que abram caminhos para a inovacao educacional.
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EAD é mais fácil? EAD não é sinônimo de pouco comprometimento. Entenda a dinâmica do estudo a distância

Se sua intenção é fazer um curso de Pós-graduação ou um MBA a Distância e a sua justificativa para isso é a ideia (errada, por sinal) de que será um curso mais fácil do que um curso presencial ESQUEÇA O CURSO.
Pode parar antes mesmo de começar, porque um curso de EAD não só não é mais fácil, mas diria que é até mais difícil do que um curso presencial.
No curso a distância é preciso, primeiramente, que você tenha muita disciplina, porque quem vai programar suas aulas e seu estudo é você mesmo e não a faculdade. Se você não se disciplinar provavelmente não estudará o suficiente e o resultado será notas baixas nas avaliações. O aluno de EAD tem que assumir um compromisso consigo mesmo, de que mesmo sem a supervisão direta do professor irá estudar com autonomia. Será necessário para o estudante encontrar uma forma de driblar o “depois eu faço”, presente muitas vezes quando há uma liberdade maior de escolha de data e hora para estudar.
Aliás, outra diferença é quanto a avaliação. Ao final de cada aula, que fica disponível para o aluno acessar durante um mês com ou duas matérias, o aluno faz uma ou duas avaliações, e assim vai até o final do curso. E no caso de não alcançar a nota mínima para aprovação (geralmente a nota sete) ele deve fazer prova de recuperação.
Assim, em um curso de nove meses (duração média de cursos de pós e MBA) ele pode fazer até 18 avaliações, além da avaliação final presencial e a apresentação do temido TCC.

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Como um sistema escolar de baixo desempenho pode evoluir para tornar-se bom?

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Material Didático produzido para a EaD da UFSCar é destaque nacional

Material Didático produzido para a EaD da UFSCar é destaque nacional | Inovação Educacional | Scoop.it

Mas, de 2007 em diante, as apostilas ganharam um formato diferenciado, com um novo conceito pedagógico, visando o incremento da qualidade dos processos de ensino-aprendizagem. Além da mídia impressa, atualmente são produzidos audiolivros (destinados não apenas a alunos com perda ou redução de capacidade visual, mas que ampliam as perspectivas de acessibilidades a todos os leitores) e e-pubs para que os estudantes possam acessar as apostilas, a princípio entregues apenas em papel, também por meio de seus celulares, tablets e computadores.
A produção dos audiolivros demonstra a preocupação da UFSCar em tornar os materiais didáticos e cursos acessíveis a um público cada vez maior; e os e-pubs revelam que a Instituição está em sintonia com as transformações tecnológicas atuais.
Hoje, a Coleção UAB-UFSCar contempla aproximadamente 150 livros. E a Equipe de Material Impresso, composta de revisores, diagramadores, audiodescritores, entre outros profissionais, também trabalha com a Coleção de Especialização e a Coleção Formação Continuada.
A qualidade da Coleção UAB-UFSCar já é tão reconhecida que alunos dos cursos presenciais da UFSCar procuram pelos livros na EdUFSCar para realizarem seus estudos, e há o interesse de universidades públicas e privadas de diferentes regiões do País em adotar o material de EaD produzido pela UFSCar.

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A atração de profissionais do mercado para compartilhar experiências em sala de aula

Podemos verificar, portanto, que o desestímulo à intensificação da utilização dos profissionais do mercado para o compartilhamento de suas experiências no ambiente da sala de aula, na realidade, não é um fenômeno decorrente da postura adotada pelas instituições de ensino superior.
É, na verdade, uma decorrência da concepção de qualidade imposta pelo Ministério da Educação, que notadamente privilegia a titulação em programas de pós graduação stricto sensu, em detrimento de uma efetiva interação entre as instituições de ensino superior, seus cursos e o mercado profissional, à medida que relega ao segundo plano as possibilidades de compartilhamento de experiência profissional no processo de ensino-aprendizagem.
Destarte, o alegado “desinteresse” criticado no artigo mencionado no início desse texto nada mais é do que uma reação ao contexto avaliativo e, sobretudo, regulatório, imposto pelo Ministério da Educação.
Por outro lado, e encerrando esse texto buscando apontar possibilidades de utilização da imprescindível experiência dos profissionais de mercado, cumpre apenas registrar que não é obrigatório que as instituições de ensino superior utilizem esses profissionais exclusivamente sob a forma de atuação docente, podendo, decerto, estar presentes como palestrantes e convidados nos mais diversos tipos de atividades integrantes da figura do trabalho acadêmico efetivo.

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Inovação - Biblioteca versão 2.0

Inovação - Biblioteca versão 2.0 | Inovação Educacional | Scoop.it

Em todo primeiro dia de aula de sua turma de biblioteconomia na Universidade de Hamburgo, o professor Olaf Eigenbrodt, diretor do Departamento Central de Serviços e Atendimento ao Leitor da Biblioteca Estadual Universitária Carl von Ossietzeky, pergunta a seus alunos por que escolheram aquele curso de graduação. Ou seja, por que querem ser bibliotecários? Àqueles que respondem simplesmente que optaram pela carreira apenas porque gostam de livros, a réplica de Eigenbrodt causa espanto: "Digo para escolherem outra profissão". A justificativa para a recomendação radical esboça o perfil exigido do bibliotecário do século XXI.
É claro que o amor aos livros, destaca o professor, continua sendo um critério importante. A era informática, no entanto, revolucionou o conceito de biblioteca e passou a exigir daquele que trabalha com acervos - físicos ou digitais - habilidades cada vez mais sofisticadas. Os profissionais do setor, há muito tempo, estão conscientes dessa metamorfose e de tudo o que ela demanda de conhecimento de tecnologia. Mas os leitores - sobretudo os brasileiros, por causa da grande desigualdade entre as instalações das bibliotecas do país - muitas vezes ignoram as possibilidades da chamada biblioteca 2.0 (ou já seria 4.0?).
"A biblioteca tradicional era aquele símbolo da cidade, ficava na praça principal, mas hoje ela está nas redes sociais, está no Twitter, no Facebook, na infinidade de produção. E o conhecimento suscita perguntas frequentes para os quais muitas vezes não temos respostas. Assim, o desafio do bibliotecário é sair e buscar o nosso leitor, o nosso usuário nas redes e outros espaços digitais", resume a alemã Julia Bergman, consultora em bibliotecas digitais, que, ao lado de Eigenbrodt e outros especialistas estrangeiros, estiveram recentemente no Brasil para participar do Seminário Bienal do Livro para Bibliotecários e Profissionais de Informação, promovido pela Câmara Brasileira do Livro. "Precisamos oferecer ao leitor algo que ele nem esperava encontrar em uma biblioteca. Precisamos surpreendê-lo: olha, veja o que posso fazer por você", diz.

A biblioteca, explica Julia, segue a mesma megatendência de todo o setor comercial, de varejo, de turismo, que é proporcionar experiências. É a mesma filosofia das livrarias. Em tese, o consumidor poderia comprar qualquer coisa que necessitasse sem sair de casa, apenas com um clique no site certo. O mesmo ocorre com o conhecimento, os livros digitais ou físicos. Qualquer informação está disponível e, assim, a rigor, a biblioteca tradicional seria dispensável como espaço de acervo. Mas as bibliotecas, como as livrarias, enfrentam o desafio de ir muito além da oferta de livros. E o bibliotecário, assim como o livreiro, é um curador de programas, eventos, experiências e, acima de tudo, "desbravador do mundo digital". Ou, para usar a nomenclatura contemporânea, o cientista da informação.

Na Europa, as bibliotecas 2.0 começam a encantar com a arquitetura dos prédios, os espaços conceituais para eventos, "co-working", isto é, tudo muito além de sofás, wifi e cafezinho. Julia cita bibliotecas que seduzem com os dispositivos digitais interativos instalados já na entrada do prédio, nos quais com um toque em telas o usuário faz um tour pelo acervo e, em minutos, pode escolher atividades que vão de ler a conhecer edições raras ou participar de games com outros frequentadores. Ou ainda conhecer toda a história de sua rua, por exemplo, "folheando" telas com fotos e informações sobre a origem de sua cidade, seu bairro e até sua casa ou prédio. "A biblioteca 2.0 atende a um conceito de o espaço funcionar como um indutor da inclusão digital e de mediação do conhecimento na sociedade atual, seguindo o dizer do teórico americano Douglas Rushkoff, de que, hoje, ou você é um programador [do software] ou é programado."

A função da biblioteca seria transformar o indivíduo não apenas em leitor, mas programador do seu conhecimento, capacitá-lo para estabelecer conexões com a sociedade. Uma das experiências desenvolvidas em bibliotecas da Alemanha, um dos três países mais envelhecidos do planeta, por exemplo, é estimular a convivência intergeracional. Uma delas criou um campeonato de game (estilo quiz) no qual a dupla competidora já ganhava pontos quanto maior fosse a diferença de idade entre os dois participantes.

Os números da inclusão e do atual estágio dessa empreitada na Europa surpreendem. Na Catalunha, onde o Estado empenhou grande esforço para modernizar as bibliotecas por meio do programa Sistema Público de Leitura (SPL), metade da população da região tem uma carteirinha de usuário. São 3.368.603 carteirinhas. "Há dez vezes mais sócios de bibliotecas do que sócios dos primeiros cinco times de futebol da liga espanhola", compara Carme Fenoll, diretora do Serviço de Bibliotecas Públicas da Catalunha. O número de sócios cresce desde 2008. No ano passado, a rede de bibliotecas registrou mais de 16 milhões de exemplares emprestados. São 4.567 computadores em bibliotecas só na Catalunha. Esses dados são resultados de trabalho governamental envolvendo as bibliotecas com livreiros, editores e autores, entre outros profissionais da cadeia econômica do livro.

O programa iBiblio, destaca Carme, permite fazer a gestão de empréstimos de livros digitais e acesso a aplicativos de leitura em dispositivos Android e Apple iOs. Neste ano, o Ministério de Educação, Cultura e Desporto da Espanha está levando a experiência catalã para todo o país. O governo quer ampliar para todos os espanhóis os modelos dos 691 clubes de leitura da Catalunha e promover colaborações como a escolha dos leitores VIPs (são 13.500 catalães) que votam em livros para os editores reeditarem, promovem concursos literários e servem de pesquisa permanente para as editoras e sistemas de autoedição.

Em outra comunidade autônoma, Castilla y León, os espanhóis promovem uma ação de integração das bibliotecas de museus. Uma das iniciativas, conta Araceli Corbo, da Biblioteca do Centro de Documentação de Castilla y León, é atrair todo o conteúdo que moradores da região produzem sobre suas cidades. No Museu de Arte Contemporânea da comunidade, os visitantes são convidados a conhecer como era, séculos atrás, o lugar onde moram. "A curiosidade é imensa e são muitas descobertas. Por isso, o material produzido hoje, sem muita consequência, de brincadeira, pode ser um documento histórico no futuro e procuramos estimular as pessoas a disponibilizá-lo", afirma. A ação envolve ativistas digitais, promove reuniões para promoção de software livre e ainda estimula a participação de crianças nas atividades de registro histórico.

Em tempos de crise, a realidade das bibliotecas mundo afora também é marcada por restrição orçamentária e toda sorte de dificuldades para mobilizar recursos. No entanto, a mentalidade na Europa, nos Estados Unidos e em vizinhos latino-americanos, como Chile e Colômbia, sobre o papel que a biblioteca 2.0 pode desempenhar na sociedade possibilita um trabalho cada vez mais promissor. No Brasil, além da desigualdade abissal entre as bibliotecas públicas - poucas 2.0 e quase a maioria na era analógica -, os profissionais precisam vencer uma certa resistência dos governantes. "Já fiz muitas bibliotecas pelos municípios e, quando o projeto fica pronto, ouço do prefeito: olha ficou tão bom, tão bom que estou pensando em nem mais ser biblioteca! É uma visão que ainda impera no Brasil", testemunha Adriana Ferrari, presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab).

Responsável pela criação da Biblioteca São Paulo, no Parque da Juventude (onde funcionava o complexo prisional do Carandiru), Adriana enumera alguns problemas enfrentados pelas bibliotecas brasileiras por desequilíbrio nas políticas públicas, como a questão do livro digital - "que ainda sofre resistência das editoras" -, a visão dos governantes, a restrição de recursos. "Mas o maior problema é a filosofia, digamos assim, é entender o que esse países estão nos dizendo que uma biblioteca é e pode ser, que poder ela tem de transformação e sua função social. Como discutir biblioteca do futuro se não temos a biblioteca do presente?", questiona. Em sua opinião, o Brasil precisa desenvolver um sentimento de pertencimento da biblioteca na sociedade, nos municípios, para que ela seja defendida.

Um dos fatos para mostrar as possibilidades das bibliotecas brasileiras na construção da cidadania digital é uma experiência vivida por Adriana na Biblioteca São Paulo, onde recebe 30 mil pessoas por mês, muitas albergadas, desempregados e estudantes da periferia paulistana. Como forma de orientar o uso do acervo e mostrar aos usuários a melhor maneira de encontrar a informação de que precisavam, a biblioteca exibia um filmete de apresentação na entrada. Como a procura por jornais impressos era grande, alguém teve a ideia de incluir no filme a seção de empregos. O retorno foi imenso. Muitos conseguiram emprego depois de assistir ao filme. Casos como esses inspiraram uma "Agenda Cidadã" que Adriana Ferrari implementou em 36 municípios paulistas com o objetivo de transformar a biblioteca em uma "rede de informação" para a sociedade com a esperança de que assim possam surgir seus defensores. "Precisamos blindar as bibliotecas", concorda Renato Lessa, presidente da Biblioteca Nacional.

As bibliotecas brasileiras de maior sucesso tiveram grandes defensores. Um dos exemplos principais é o acervo de José e Guita Mindlin doado à Universidade de São Paulo. De uma casa particular no Brooklin, onde o acesso era restrito às possibilidades de atendimento de uma casa transformada em um dos maiores acervos históricos do país, a biblioteca dos Mindlin é hoje um ícone do modelo 2.0 no Brasil. Todo o acervo passou por avançado processo de digitalização cujo sistema de busca é capaz de reconhecer caracteres especiais de livros antigos. "A disponibilização dos arquivos permite ainda que o pesquisador possa realizar, com relativa facilidade, a comparação entre edições da nossa ou de outras bibliotecas digitais, do conforto de sua própria casa e da forma como mais achar conveniente. A possibilidade de realizar a pesquisa de qualquer lugar, não a limitando às paredes da própria biblioteca, é outro grande avanço, ainda mais atualmente em que a mobilidade é tão comum", afirma Giuliana Ragusa, vice-diretora da Biblioteca Brasiliana Mindlin.

A integração digital atualmente é um dos focos da Biblioteca Nacional, no Rio. Dois projetos serão iniciados em dezembro. O primeiro é considerado por Lessa o maior intercâmbio no âmbito cultural entre países de língua portuguesa. Consiste na Biblioteca Digital Luso-Brasileira, uma plataforma de troca de acervo que impedirá o retrabalho de digitalização de obras em português. "O que um digitaliza passa para o outro", explica Lessa. O segundo projeto é uma parceria com o Instituto Moreira Salles, detentor de um dos maiores acervos fotográficos do país. Em uma biblioteca digital fotográfica (um site) - a Brasiliana Digital de Fotografia - serão oferecidas para consulta as imagens dos dois bancos de dados.

"Os recursos digitais são complementares aos físicos, por isso o bibliotecário precisa ser quase um arqueólogo. Aqui na Biblioteca Nacional, nossos profissionais fazem descobertas fantásticas. Isso precisa ser tirado de um depósito morto para o usuário poder viver a experiência da biblioteca em sua plenitude, ou seja, ler, interpretar o conteúdo e elaborar para fortalecer sua existência e sua cidadania", resume Lessa. "As bibliotecas do século XXI não podem ser como as de [Jorge Luís] Borges, um mistério para si mesmas." A Biblioteca Nacional, por sua importância legal, tem um orçamento anual de R$ 50 milhões e cerca de 400 funcionários nas atividades fins e mais 300 terceirizados (limpeza, segurança etc.). "O orçamento é significativo, mas, claro, para chegarmos ao estágio de uma biblioteca do Congresso Americano ou a Biblioteca Nacional da França seria necessário o dobro", calcula.

Lessa é otimista. As recentes mudanças no organograma do Ministério da Cultura, segundo ele, são o primeiro passo para uma nova política do livro no Brasil. Até 2011, a política do livro e a das bibliotecas estavam acopladas em uma só instância. Agora serão desmembradas em duas, o Sistema Nacional de Bibliotecas e a Diretoria do Livro e Leitura. "Isso vai agilizar a política do livro, reduzir a burocratização de apenas ser um órgão de administração de convênios e passar a ser um elaborador de políticas públicas na área e é o primeiro passo para a recriação do Instituto do Livro, que cuidaria especificamente de políticas de estímulo à leitura." Um passo pequeno diante da desvantagem internacional. Mas pode ser um passo imenso para as bibliotecas brasileiras ingressarem no futuro.

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10 tipos de “pessoas tóxicas” que você deve evitar na sua vida

10 tipos de “pessoas tóxicas” que você deve evitar na sua vida | Inovação Educacional | Scoop.it

Você convive com elas o tempo todo: no seu trabalho, em eventos, na sua família. Pessoas tóxicas são aquelas que exalam algum tipo de sentimento ou característica ruim que pode afetar seu dia a dia.

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ONU elogia Brasil por Bolsa Família e cotas nas universidades

ONU elogia Brasil por Bolsa Família e cotas nas universidades | Inovação Educacional | Scoop.it

O relatório do Pnud, com o título Sustentar o Progresso Humano: reduzir as vulnerabilidades e aumentar a resiliência, aponta o Brasil como o autor de boas medidas na área de desenvolvimento humano. Uma das iniciativas elogiadas é o Bolsa Família, que, segundo o documento, "é um programa de transferência de dinheiro que tenta minimizar efeitos negativos a longo prazo, mantendo as crianças na escola e protegendo a sua saúde".
"[O programa] custou apenas 0,3% do Produto Interno Bruto entre 2008 e 2009 e foi responsável por 20% a 25% de redução da desigualdade (...) e está ligado a uma redução de 16% da pobreza extrema", diz o documento, acrescentando que muitos países "têm descoberto que um investimento inicial de uma pequena parte do PIB tem benefícios que em muito o ultrapassam".
O relatório garante que fornecer benefícios de segurança social básicos aos pobres "custaria menos do que 2% do PIB mundial" e contraria a ideia de que apenas os países ricos podem oferecer serviços universais.

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'Maior desafio é combater preconceito contra o pobre', diz ministra do Bolsa Família

'Maior desafio é combater preconceito contra o pobre', diz ministra do Bolsa Família | Inovação Educacional | Scoop.it

Após uma campanha eleitoral acirrada, em que parte da sociedade brasileira vilanizou os beneficiários de programas como o Bolsa Família – muitos deles, pobres e nordestinos –, resta a necessidade de "combater o preconceito contra o pobre", na opinião da ministra do governo federal responsável pelos programas.
Há quase quatro anos à frente do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a economista Tereza Campello encabeça iniciativas que marcaram os governos petistas na última década, entre eles o Bolsa Família e o Plano Brasil Sem Miséria.
"A gente não pode pegar esse ódio de meia dúzia de pessoas absolutamente nefastas que falam absurdos do Bolsa Família e achar que isso é o Brasil", diz a ministra, que cita dados comprovando que os brasileiros, em sua maioria, apoiam os programas sociais.

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“Fazemos a diferença num universo de dificuldades”

“Fazemos a diferença num universo de dificuldades” | Inovação Educacional | Scoop.it

Meu projeto surgiu da realidade dos meus alunos. Situada numa zona rural, em Charqueadas (RS), a comunidade escolar enfrenta uma realidade social em que falta tudo: saneamento básico, posto de saúde, água e transporte. Sendo assim, pensei em como poderia usar esse espaço para integrar de uma forma mais eficiente escola e famílias.
Tudo começou com a questão da merenda escolar, que era em quantidade insuficiente para atender a demanda de duas refeições diárias dos estudantes (café da manhã e almoço). Como estamos localizados em uma zona de assentamento rural, dispomos de uma boa área de terra cultivável em torno da escola. Ciente da atuação social de uma grande empresa na minha cidade, enviei e-mail expondo nossas dificuldades e perguntando sobre a possibilidade de nos ajudarem em um projeto de desenvolver uma horta sustentável.

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Celular alfabetiza jovens e adultos em Itatiba (SP)

Celular alfabetiza jovens e adultos em Itatiba (SP) | Inovação Educacional | Scoop.it

A Cooperativa de Materiais Recicláveis da cidade de Itatiba, no interior de São Paulo, adotou um novo método para alfabetizar seus trabalhadores em uma sala de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Eles utilizam o Palma (Programa de Alfabetização na Língua Materna), uma iniciativa que propõe o uso de smartphones e tablets com um aplicativo educacional cujo objetivo é estimular e complementar, por meio digital, as habilidades de leitura, escrita e compreensão de textos.
De acordo com a professora responsável pela aplicação da tecnologia no processo de alfabetização há seis meses, Maria da Gloria Viana, os resultados são surpreendentes. Os alunos sentem-se valorizados, motivados, realizam os exercícios em casa e aprendem através de jogos e pequenos testes que separam cada nível de aprendizado.

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Enade: estudantes põem em dúvida eficácia da prova na qualificação dos cursos

Enade: estudantes põem em dúvida eficácia da prova na qualificação dos cursos | Inovação Educacional | Scoop.it

Aproximadamente 483,5 mil estudantes foram convocados para participar do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2014, aplicado hoje (23) em todo o país. O exame, criado em 2004, avalia o rendimento dos estudantes dos cursos de graduação em relação ao conteúdo programático, suas habilidades e competências e é usado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para compor índices que medem a qualidade de cursos e instituições de ensino superior. Estudantes ouvidos pela Agência Brasil, neste domingo, porém, dizem não sentir na prática a finalidade teórica da prova.

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Cristovam Buarque a Roberto D’Avila: 'Só a indignação mudará o país'

Cristovam Buarque a Roberto D’Avila: 'Só a indignação mudará o país' | Inovação Educacional | Scoop.it

O educador Cristovam Buarque é o entrevistado de Roberto D`Avila deste sábado, na GloboNews. Inconformado com o Brasil atual, o senador acredita que só a indignação é capaz de mudar a situação em que as áreas de educação e saúde do país se encontram. “Só com indignação vamos evitar que uma pessoa morra. E que a outra não morra só porque tem dinheiro”, contesta Buarque. Ele também defende que as escolas públicas devem funcionar em período integral, o que aprendeu com Darcy Ribeiro. Diz ainda que, na escola ideal, os professores deveriam receber R$ 9.500 de salário. “Menos que isso não dá”, afirma.

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Sucesso de Austin, no Texas, atrai pessoas e empresas - Inovação

Com impostos baixos, uma das melhores universidades americanas, ambiente de negócios favorável às empresas e uma agressiva política de atração de investimentos, Austin também se tornou o destino de companhias que antes tinham endereços na Califórnia ou em Nova York e a opção de algumas gigantes de tecnologia fora do Vale do Silício.
Em 2012, a Apple escolheu Austin para construir seu maior câmpus depois do que mantém em Cupertino, na Califórnia, com investimento de US$ 300 milhões. Há dois meses, a Dropbox anunciou que ampliará sua presença na cidade, com aumento do número de empregados de 30 para 200. A empresa tem hoje 350 funcionários em todo o país e receberá incentivos fiscais de US$ 1,74 milhão.
Casos como esses contribuíram para a queda do desemprego na área metropolitana para 4,4% no mês passado, 2,3 pontos porcentuais abaixo da média nacional de 6,7% no mesmo período. Em 2013, Austin ficou em primeiro no ranking de cidades com melhor performance econômica do Milken Institute, com sede na Califórnia.
A história de sucesso da capital texana não é acidental e reflete estratégicas desenvolvidas nas últimas três décadas pela elite empresarial, a academia e o governo. A mais recente ocorreu depois do estouro da bolha da internet, no início dos anos 2000. Com grande participação do setor de tecnologia na economia, Austin perdeu mais empregos que a média nacional entre 2001 e 2004, lembra Michele Skelding, vice-presidente da Câmara de Comércio de Austin.
Diversificação. Para que a experiência não se repetisse, a entidade desenvolveu um plano para diversificar a economia, pela atração de empresas de segmentos promissores e formação de mão de obra. A ofensiva é financiada por um fundo que já recebeu US$ 52 milhões desde 2004, 90% do setor privado.
Para 2014, as áreas prioritárias são manufatura avançada, mídia digital, gestão de dados, energia limpa e ciências da vida, que envolve pesquisas e serviços médicos e hoje é liderada por Boston. Nesse último caso, a ambição de Austin será mais uma vez sustentada pela academia, com a abertura da Faculdade de Medicina da Universidade de Texas em 2016.
A cidade também conta com o apoio do governador Rick Perry, que faz viagens periódicas a outros Estados para tentar convencer empresas a se transferirem para o Texas. Segundo a Câmara de Comércio, 310 empresas de outras regiões se mudaram ou incluíram Austin em suas operações desde 2004. O balanço de dez anos do plano mostra a criação de 206,8 mil empregos e o aumento de US$ 10,5 bilhões na folha de salários.
No topo da lista de atrativos está uma das populações mais bem educadas dos EUA - 45% dos moradores de Austin com mais de 25 anos têm formação universitária, quase o dobro dos 26% em todo o Estado. Mas Austin também oferece um ambiente de pouca regulação e a inexistência de Imposto de Renda pessoal e corporativo.
Um dos três laboratórios de pesquisa da IBM nos EUA fica na capital texana, onde 15 PhDs trabalham sob comando do engenheiro Kevin Nowka. Entre eles, Ravi Arimilli, o maior inventor da IBM, que já deu à empresa 500 patentes em 20 anos. "Algum dia, ele vai superar Thomas Edison", diz Nowka, em referência ao inventor que registrou 1.093 patentes entre o fim do século 19 e início do 20. Segundo ele, das cerca de 6 mil invenções que a IBM patenteou em todo o mundo, 1 mil saíram de Austin, número que só é inferior ao de Nova York.
A reputação inovadora da cidade foi reforçada em 1984, quando Michael Dell criou a empresa de computadores que leva o seu nome no dormitório que tinha na Universidade do Texas em Austin. A Dell é o maior empregador privado da região metropolitana, com cerca de 14 mil funcionários.
Mas a indústria local da criatividade vai muito além da tecnologia e abarca cinema, games, internet e o maior festival de música do mundo. Esses setores se unem todos os anos sob o mesmo guarda-chuva na South by Southwest (SXSW), megaevento de interatividade, filmes e música que domina Austin por dez dias. A edição 2014 foi realizada em março e recebeu a inscrição de 72 mil pessoas para suas três fases, pela primeira vez com a participação oficial do Brasil.
Cidade democrata cercada por um mar de republicanos, a capital texana tenta conciliar a afluência econômica e sua identidade hippie e transgressora com o lema repetido à exaustão por muitos de seu 1,8 milhão de moradores: "Keep Austin Weird"

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Educação, salário mínimo e desemprego

Nesta semana foi divulgada a taxa de desemprego de outubro nas regiões metropolitanas, que atingiu 4,7%, a menor desde o início da série histórica. Além disso, a renda real do trabalhador continua aumentando. Isso mostra que o mercado de trabalho continua aquecido, mesmo com a desaceleração da economia. Esse aquecimento é maior no Nordeste, no setor de serviços e em ocupações menos qualificadas. Apesar disso, os gastos com seguro desemprego continuam elevados, o que tem levado o governo a pensar em mudanças na legislação para ajudar no ajuste fiscal. Afinal, o que está acontecendo com o mercado de trabalho brasileiro?
A chave para entender o comportamento recente do mercado de trabalho está na melhoria da educação do trabalhador e no aumento real do salário mínimo que ocorreram no Brasil a partir da década de 90. Com relação à educação, a diminuição do número de crianças nas famílias mais pobres (provocada pelo declínio da taxa de fecundidade), aliada às políticas educacionais dos anos 90, facilitou a permanência dos jovens por mais tempo na escola. Isso aumentou a escolaridade média desses jovens, o que aumentou sua renda e diminuiu a desigualdade. O aumento educacional foi responsável por cerca de 20% do aumento de salários dos trabalhadores nas famílias mais pobres.
Além disso, o salário mínimo dobrou em termos reais entre 1999 e 2014. Como cerca de 25% dos trabalhadores foram afetados por esse aumento do mínimo (fora os aposentados e pensionistas), esse aumento, juntamente com a melhora educacional, fez com que o porcentual de pessoas na classe C (com renda familiar entre R$ 1.200 e R$ 4 mil aproximadamente) aumentasse de 39% em 2002 para 53% em 2012. Vale notar que os brasileiros dessa classe já estão fora da alçada dos programas de transferências de renda.

Dada a baixa taxa de poupança existente no Brasil, em particular nas camadas mais pobres da nossa população, esse aumento de renda transformou-se imediatamente em consumo. Dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, por exemplo, mostram que a despesa familiar per capita aumentou 18% entre 2003 e 2009. Mas onde foi gasto todo esse dinheiro?

Os dados da POF mostram que os gastos aumentaram mais nas áreas de higiene e cuidados pessoais, saúde, habitação, transporte e alimentos. Especificamente, os gastos que mais aumentaram foram com telefone celular, veículos, remédios, planos de saúde, consultas médicas, perfumes, cabeleireiro, festas, condomínios e aquisição de imóveis.

É possível calcular o impacto desse aumento do consumo na produção e emprego desses setores, usando a matriz insumo-produto do IBGE. Ao fazê-lo, notamos que os setores mais impactados pelo aumento no consumo foram os de alimentos e bebidas, agricultura, utilidades públicas, comércio, serviços, transportes, bancos, imobiliárias, planos de saúde e produtos farmacêuticos.

Esse aumento de consumo foi responsável pela geração de 25 milhões de empregos, somente entre 2003 e 2009. Esses empregos foram gerados nos mesmos setores que tiveram aumento de produção, com destaque para o comércio, com 6 milhões de empregos adicionais nesse período. A maior parte desses empregos foram para os trabalhadores menos qualificados (até ensino fundamental), que são os que costumam trabalhar nesses setores.

Assim, como a demanda por trabalhadores menos qualificados aumentou muito enquanto sua oferta diminuía (pelo efeito demográfico e educacional), seu salário aumentou cada vez mais, o que sancionou os aumentos seguidos do salário mínimo, sem provocar desemprego ou informalidade. Fecha-se assim o ciclo virtuoso de salário, emprego e consumo dos trabalhadores menos qualificados.

Esse processo ajuda a explicar vários fatos do mercado de trabalho atual. Como o emprego na região Nordeste é concentrado no comércio e serviços, os trabalhadores nordestinos foram os que mais ganharam em termos de emprego e renda. Como o valor do salário mínimo aumentou muito, grande parte dos novos postos de trabalho estão concentrados na faixa de até 2 salários mínimos. Os gastos com seguro-desemprego aumentaram porque têm o salário-mínimo como valor de referencia e porque o número de trabalhadores formais aumentou muito. Por fim, a taxa de participação dos jovens declinou porque o aumento da renda familiar permitiu que os jovens da nova classe média pudessem dedicar mais tempo aos estudos, como fazem os filhos das famílias mais abastadas.

Mas, afinal de contas, esse processo é bom ou ruim para a economia brasileira? Muitos analistas reclamam que deveríamos estar gerando empregos de alto "valor adicionado", que pagam altos salários, especialmente no setor industrial. Mas esses empregos de baixa qualificação foram gerados justamente pelo processo de inclusão social provocado pela melhora educacional e pelos aumentos do salário mínimo. Eles refletem os padrões de consumo da nova classe média.

Para manter esse círculo virtuoso em funcionamento, é necessário aumentar a produtividade do trabalho no comércio e nos serviços, pois a elevação de preços nesses setores está fazendo com que a taxa de juros aumente para moderar o mercado de trabalho. E para gerar empregos qualificados temos que melhorar muito a qualidade da educação e fazer com que as empresas brasileiras sejam mais inovadoras e parem de depender de favores do governo.

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A universidade na berlinda

Cristovam Buarque levanta questionamentos e propostas para que a universidade se reinvente e continue geradora e disseminadora de conhecimento

Em meio a uma crise de conceito, a universidade precisa descobrir o que fazer para continuar como geradora e disseminadora de conhecimento”, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), durante sua palestra magna “A Universidade na Encruzilhada”, que aconteceu nesta quarta-feira (12/11) no Anfiteatro Luiz Rachid Trabulsi, no Instituto de Ciências Biomédicas III (ICB-III), na Universidade de São Paulo (USP). Durante o evento, mediado pelo professor e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Isaac Roitman, o professor e ex-reitor da UnB defendeu a reforma universitária para recuperar a dinâmica da universidade e assim torná-la mais ágil e veloz para enfrentar os desafios contemporâneos.

“A crise que a universidade vive atualmente é mais profunda do que a falta de recursos. A universidade vive uma crise de conceito. Neste momento de mutação da civilização, é preciso se perguntar como fazer para que a universidade não perca seu papel. É preciso trabalhar para que ela não fique superada e deixe de ser a geradora e divulgadora de conhecimento de nível superior, passando este papel para outras entidades”, observou.

Ao levantar a preocupação da perda de espaço, o senador lembrou que no passado a universidade ganhou espaço após os conventos deixarem de serem os geradores do saber. “O conhecimento dos conventos entrou em crise quando o ocidente começou a descobrir os textos clássicos que se chocavam com os textos teológicos, que amarravam o pensamento”, disse. E completa, “hoje a universidade corre este risco. Basta olharmos para vermos outras entidades, produzindo, ensinando, estudando, pesquisando, coisas de nível superior fora das universidades. São as famosas universidades corporativas, que são mantidas por institutos de pesquisas de empresas, certas Ongs de reflexão”.

Na opinião de Buarque, três razões provocaram a crise atual. “A primeira razão é a velocidade com que o conhecimento é gerado fora do campus. O segundo motivo é a perda de velocidade de disseminação deste conhecimento. Quando surge algo há uma divulgação instantânea sem passar por dentro da universidade”, disse ao lembrar que quando as Américas foram descobertas, as universidades tiveram tempo para definir a nova geografia. E hoje quando algo é descoberto, chega ao conhecimento público de forma instantânea.

A terceira razão, aponta o senador, é a crise ética. “O poder do conhecimento é capaz de mudar até mesmo a realidade geológica, as características climáticas e biológicas das espécies. Isso exige uma ética reguladora, porque sem ela vamos caminhar para um conhecimento a serviço de uma parcela da população e usada em benefícios dos ricos das gerações atuais, destruindo o que as próximas gerações deveriam utilizar”, disse.

 

Reestruturação

Na opinião de Buarque, é preciso que a universidade passe por uma reestruturação. Segundo ele, entre tantos problemas a serem enfrentados existe também o apego conservador da comunidade universitária que freia as mudanças necessárias.

“Novos temas surgem e não sabemos como adotá-los, porque eles não se enquadram nos departamentos tradicionais. Alguns cursos ficam obsoletos e não se sabe o que fazer com eles”, disse lembrando que quando reitor da UnB teve muita dificuldade para criar o departamento de Ciências da Computação.

Buarque criticou o sistema de organização dos departamentos, por considerá-los isolados e contrapôs como alternativa a formação de núcleos de disciplinas organizados por temas. “A estrutura multidisciplinar é fundamental para trazer temas novos para dentro da universidade. Os núcleos multidisciplinares são o berço de novos conhecimentos. Mas, prisioneira dos departamentos, a universidade demora a adotar temas que exigem a complexidade da multidisciplinaridade”, disse.

A duração de alguns cursos também foi abordada pelo senador. “Há cursos que exigem cinco anos para formar um profissional, quando no computador já se consegue resolver os problemas para os quais ele foi formado. Quando me formei em engenharia demorava cerca de cinco horas para resolver um problema. Hoje o mesmo problema é resolvido em poucos minutos/segundos. Ou seja, é preciso ter flexibilidade na duração dos cursos. Não se justifica demorar hoje o mesmo tempo para formar um profissional que demorava antes para oferecer um curso cuja aprendizagem pode ser conquistada em tempo menor, graças ao uso do computador e de outras técnicas pedagógicas”, disse.

O senador argumentou que cursos diferentes precisarão de duração mais flexível e defendeu tempo mais curto para os doutorados. “Uma tese de doutorado leva quatro anos, quando pronta já está superada. Não podemos ficar fazendo pesquisas bibliográficas se hoje há instrumentos que permitem fazer isso em horas. É preciso mudança “, observa.

Diante de tanta mudança e tecnologia, Buarque afirma que o aprendizado deve ser permanente.  “Não dá mais para ter o conceito de ex-aluno”, disse Buarque, ao avaliar que hoje, dizer que está formado só tem sentido para inscrição em lápide do túmulo. “Para que o profissional se mantenha na vanguarda do conhecimento de sua área, é preciso que não pare seu curso até o último momento de sua carreira. Isso é fundamental na Medicina, exemplifica. Raramente foi na universidade que o médico aprendeu a usar seus equipamentos ou a receitar seus remédios”, observa. “O diploma não deveria ser mais permanente e por isso, o profissional deve continuar se atualizando para não se tornar obsoleto também”, disse.

Buarque disse ainda que é preciso buscar a qualidade nas instituições e que é preciso uma reforma no conceito de estabilidade. “A estabilidade não deve ser plena e sim ser responsável, subordinada a avaliações”, avalia. “É preciso estabilidade do professor em relação ao estado, ao prefeito, ao governador, ao reitor, mas é antiuniversitária a estabilidade plena que garante o emprego, mesmo quando o professor não se prepara, não continua estudando, não dá aula, não cumpre seu papel”, afirma.

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Por que o investimento estrangeiro se sustenta no Brasil?

Por que o investimento estrangeiro se sustenta no Brasil? | Inovação Educacional | Scoop.it

Nos últimos 12 meses, tal fluxo atingiu US$ 66,5 bilhões, segundo dados do BC - mesmo nível de 2011, quando o Brasil ainda era o queridinho entre economias emergentes. Em 2010, quando o PIB se expandiu 7,5%, o IED ficou na casa dos US$ 48 bilhões.
Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) parecem confirmar o fenômeno. De acordo com a Cepal, o IDE para o Brasil aumentou 8% de janeiro a agosto na comparação com 2013. Já na região como um todo, os investimentos estrangeiros caíram 23%.
O caso do setor automobilístico chama a atenção também porque ele parece ter sido um dos mais rapidamente afetados pela freada do PIB.

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Baixa atratividade

Baixa atratividade | Inovação Educacional | Scoop.it

A cada ano, um número cada vez menor de estudantes conclui cursos de licenciatura. Em 2013, esse universo foi de 201.353, valor 17% inferior ao registrado em 2009 (confira abaixo). O encolhimento é puxado pelas instituições particulares, que em cinco anos deixaram de formar 35.709 alunos. Em oposição, o número de matriculados e de ingressantes continua em ascensão. Os primeiros cresceram 15% no período, e os ingressantes, 18%.
Segundo José Marcelino de Rezende Pinto, professor da USP e presidente da Fineduca (Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação), os dados indicam que os alunos estão se evadindo dos cursos, motivados, possivelmente, pela desvalorização da carreira docente. Outra razão seria a saturação do mercado. "A diminuição de concluintes nas particulares tem uma razão econômica. Por que eu vou pagar uma escola privada se não há falta de professores no mercado e se o salário não é compensatório?", diz o professor que, recentemente mostrou em um estudo que o número de formandos em licenciatura, entre 1990 e 2010, é maior que a demanda em todas as disciplinas, com exceção de física, ciências e língua estrangeira. A falta de professores nas duas últimas, no entanto, é fruto de uma diferença na contabilização das informações.
"Em vez de estimular a criação de novas licenciaturas, o governo deveria incentivar o preenchimento de todas as vagas da rede pública e zelar para que boa parte dos ingressantes conclua o curso com sucesso", afirma Marcelino. Isso poderia ser alcançado com a valorização da carreira, com o aumento dos salários, e também com estímulos para os estudantes de licenciatura.

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Site promove encontros de estudantes de programação

Site promove encontros de estudantes de programação | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma dificuldade enfrentada por quem resolve aprender programação por conta própria é a inspiração da plataforma de aprendizado Codaround, criada em junho: por mais que se quebre a cabeça em um problema, às vezes, ele parece insolúvel. Isso ocorre com desafios comuns à área, mas que eventualmente transformam-se em desmotivação e abandono dos estudos, algo que é comum em outras ferramentas e Moocs (cursos online gratuitos) que oferecem esse tipo de conteúdo sem levar em conta o intercâmbio de ideias.
Ruben Abergel e Edward Lando sentiram essa necessidade de preencher a lacuna entre o ensino presencial e on-line quando decidiram aprender a programar. Criaram, então, o Hackvard, que logo teria o nome alterado para Codaround. A iniciativa espalha-se rapidamente nos Estados Unidos e promove encontros físicos entre estudantes de programação a fim de desenvolverem projetos e aprenderem conjuntamente.

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Plataforma desafia alunos a colocarem “mão na massa”

Plataforma desafia alunos a colocarem “mão na massa” | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma nova plataforma virtual promete ajudar os professores na tarefa de dar significado concreto aos conteúdos ensinados em sala de aula. O Kidu reúne desafios e projetos para estimular os estudantes a aprender colocando a “mão na massa”. As atividades acompanham planos de aula com textos explicativos, vídeos e materiais de referência, e podem ser realizadas em uma única aula ou se transformar em projetos maiores, para serem desenvolvidos ao longo de semanas.
Os conteúdos da plataforma têm foco multidisciplinar, abordam principalmente temas trabalhados no ensino fundamental 2 e são na grande maioria “offline”. Mas os alunos podem usar ferramentas on-line para buscar informações para executar a missão dada e, após as atividades, postar o resultado no Kidu (com fotos e vídeos), e ver como outras crianças, de outras escolas, solucionaram o mesmo desafio.

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