Capacitação chega às mais diversas áreas profissionais | cursos de graduação tecnológicos | Scoop.it

Mercado oferece cursos de qualificação para setores aquecidos e para temas como gestão e empreendedorismo

Empresários da indústria e equipes de produção não têm mais desculpas para  adiar cursos de capacitação e qualificação profissional. Há opções em áreas de  crescimento no mercado, como petróleo e gás, e modalidades de ensino on-line que  usam vídeos de 60 segundos sobre temas como gestão e empreendedorismo. As  alternativas no setor técnico custam a partir de R$ 320 mensais.

As indústrias também investem em programas internos para os funcionários, com  o objetivo de minimizar o retrabalho e o desperdício nas linhas de produção. A  paranaense Pormade, que entrega 500 mil portas ao ano, vai investir R$ 300 mil  em cursos para as equipes - R$ 60 mil a mais que no ano passado.

Na Petrocenter, escola criada em 2008, a proposta é oferecer formação  profissional para a indústria nas áreas técnica e operacional. Com cinco  unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, tem cursos de 900 horas a 1,2 mil  horas, em setores como petróleo e gás, segurança do trabalho, meio ambiente e  logística. As mensalidades variam de R$ 320 a R$ 480, com novas turmas a partir  de agosto, afirma o diretor Samuel Pinheiro. A escola forma 120 alunos por  semestre.

No site MBA60, a ideia é oferecer vídeos de 60 segundos sobre temas como  gestão, desenvolvimento pessoal, marketing e empreendedorismo. Há um acervo  aberto de 600 mensagens para os internautas, segundo o gerente de marketing  Leandro Ziotto. Mas as indústrias também podem encomendar filmetes exclusivos  para o treinamento dos quadros. "Recentemente atendemos uma indústria que  precisava treinar técnicos instaladores em todo o Brasil", diz. O projeto  incluiu 25 vídeos. Em 2013, a MBA60 vai criar cursos nas áreas de alimentação e  tecnologia.

Em Fortaleza, a  Inni Soluções Empresariais oferece, a partir de 15 de junho,  um curso de desenvolvimento de habilidades gerenciais. Tem seis horas/aula e  custa R$ 510. Segundo a diretora Ana Célia Rolim, o programa é voltado para  alunos que assumiram ou pretendem ganhar cargos de liderança.

A Inni oferece 14 cursos na área da indústria e já treinou 118 alunos no  setor, desde 2010. Há estudantes da construção civil, da cadeia da cera de  carnaúba, química e alimentos. "A demanda vem de fábricas que precisam diminuir  custos e aumentar lucros".

Nos postos de decisão, os empresários preferem estudar gestão e  empreendedorismo. Stefan Stegmann, diretor-presidente da Ellan, que fabrica  mobiliário para ambientes de data centers e telecomunicações, resolveu se  aperfeiçoar em governança corporativa no B.I. International, de educação  executiva, em São Paulo. "Temos de preparar a empresa para um novo ciclo de  crescimento, visando investimentos estrangeiros", diz.

Com 100 funcionários e sede em Boituva (SP), a Ellan faturou R$ 25 milhões em  2012 e espera crescer R$ 1 milhão em 2013. "Há contratos relacionados à Copa do  Mundo, de segurança e infraestrutura", afirma Stegmann, que já frequentou cursos  na área de gestão, como um MBA executivo na Fundação Instituto de Administração  da Universidade de São Paulo (FIA/USP). "Passei a aplicar na empresa o que  aprendi nas aulas". Um dos próximos projetos é aplicar para o curso Owners and  Presidents Management (OPM), em Harvard.

Segundo Alexander Damasceno, diretor da B.I. International, criada em 2008,  uma das ofertas da grade para o setor industrial é o MBA Trade Marketing, com  432 horas/aula ou duração de 18 meses. "O estudante está em busca de  especialização e quer desenvolver competências de mercado, para o dia a dia de  trabalho". A maior parte dos alunos que vêm da indústria pertence ao nicho de  bens de consumo.

Cláudio Antonio Zina, diretor-presidente da Pormade, de União da Vitória  (PR), preferiu investir R$ 240 mil em cursos internos para os funcionários, no  ano passado. "As aulas são baseadas em problemas reais da empresa". A  programação inclui cursos de capacitação técnica, liderança, processos de  produção e gestão da qualidade. "Garantimos formação continuada de janeiro a  dezembro, dia e noite".

Em 2013, o investimento em capacitação para as equipes deve chegar a R$ 300  mil. A empresa tem 500 funcionários e faturou R$ 60 milhões em 2012, ante R$ 53  milhões em 2011. Segundo Zina, os cursos são ministrados por funcionários,  professores e palestrantes contratados. "Conseguimos melhorar competências",  diz.


Via Luciano Sathler