Bolso Digital
7.8K views | +0 today
Follow
Bolso Digital
os bolsos foram feitos para terem coisas lá dentro
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Domingo à Tarde (António de Macedo, 1966)

"Jorge, dirige o departamento de Hematologia do Instituto de Oncologia de Lisboa. Um dia, chega Clarisse, que sofre de leucemia em estado avançado. Apaixonam-se. Jorge tenta salvá-la.
Clarisse morre, apesar de todos os esforços de Jorge - que, cada vez mais desencantado, prossegue os seus trabalhos, com experiências de rotina, que sabem serem inúteis...

 

Observações:
"Domingo à Tarde utltrapassa imediatamente as dificuldades surgidas na adaptação e, na sua concepção estética, na sua novidade formal, até na sua ousadia, vai bem mais longe do que, no plano literário, o romance de Fernando Namora. Ainda com uma forte componente experimental, é obra fria, neutra, dominada pela morte que persegue a personagem do médico no seu trabalho do Instituto de Oncologia, e fornece a Macedo amplas oportunidades para revelar o seu interesse pelo mundor - ele também, figura em certa medida, marginal e de gostos esotéricos - conseguiu dominar, melhor do que os outros, certas deficiências técnicas e, servindo o livro, deu dele uma adaptação que à generalidade do público pareceu singularmente escorreita."

 

João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa

 

 

Festivais:
Festival de Veneza 1965 (Itália) - Diploma di Merito
Festival de Cinema do Rio de Janeiro 1965 (Brasil)
Prémio da Casa de Imprensa em 1966
Prémios Plateia 1966 - Melhor Realizador, Melhor Actor (Ruy de Carvalho), Melhor Actriz (Isabel de Castro) "

 

 

Título original: Domingo à Tarde
Origem: Portugal
Ano Estreia: 1965
Realização: António de Macedo
Obra Original: Fernando Namora
Diálogos: António de Macedo
Actores: Isabel Ruth, Júlio Cleto, Miguel Franco, Ruy de Carvalho, Zita Duarte, Rui de Matos, Isabel de Castro, Alexandre Passos, Constança Navarro, Cremilde Gil, Fernanda Borsatti, Serge Farkas, Frederico Berna, Gomes de Sousa, João Martins
Dir. Fotografia: Elso Roque
Montagem: António de Macedo
Dir. Som: João Diogo
Sonoplastia: António de Macedo
Produtor: António da Cunha Telles
Interiores: Tóbis Portuguesa
Exteriores: Lisboa
Lab. Imagem: Ulyssea Filme
Distribuição: Imperial Filmes
negativo: 35 mm

 

in amordeperdicao.pt

more...
No comment yet.
Rescooped by Paulo Tomás Neves from Didactics and Technology in Education
Scoop.it!

Nietzsche - Human, All Too Human (Full BBC Documentary)

A semente do pensamento disseminado por Nietzsche no século 19 prefigurava o piloto do século 20 sobre os conceitos do existencialismo e da psicanálise. Este programa conta com entrevistas de grandes estudiosos do pensamento do Nietzsche sendo eles: Ronald Hayman e Leslie Chamberlain (biógrafos de Nietzsche), Andrea Bollinger (arquivista), Reg Hollingdale (tradutor), Will Self (escritor) e Keith Ansell Pearson (filosofa) que sonda a vida e os escritos de Nietzsche. Além de mostrar também o papel da irmã de Nietzsche na edição de suas obras para o uso como propaganda nazista. Contando também com partes de prosas aforísticas extraídas de obras como a parábola de um louco e assim falou Zaratustra, com isto transmitir a essência e o estilo do pensador profético.

Via Cecilia Tomas, Rui Guimarães Lima
more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Os perigos dos descontos na Internet

Os perigos dos descontos na Internet | Bolso Digital | Scoop.it
José Pinheira apresenta-se como um consumidor atento e persistente. Daqueles que acreditam que devem reclamar até ao fim, independentemente do valor em causa. Por uma questão de princípio. Mas, apesar deste hábito, nunca se tinha visto numa guerra como aquela em que entrou depois de ter comprado um pacote para duas cartas de condução de mota através do site de descontos Groupon. Um mês após ter adquirido os cupões, que deveriam ser utilizados pela mulher e pelo cunhado, José bateu com o nariz na porta, quando chegou à escola de condução Stop, em Lisboa. Ao confrontar-se com a empresa fechada, este consultor de sistemas de informação, de 36 anos, enviou de imediato um e-mail para a empresa Groupon, a pedir o dinheiro de volta. Era o primeiro de 43 e-mails que viria a escrever, ao longo de nove meses. José percebeu, entretanto, que não estava sozinho. A campanha lançada pelo site da Groupon, que oferecia as cartas de condução de mota por €99 por pessoa ou €139 para duas, atraiu 876 pessoas que acabaram por ficar sem carta e sem dinheiro. A empresa apenas se disponibilizava para converter aquele crédito em vales para compras futuras.

 

Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-perigos-dos-descontos-na-internet=f685012#ixzz25yLds8Lo

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Assim se fala em bom português

Assim se fala em bom português | Bolso Digital | Scoop.it

Portugal está cheio de bons portugueses. Gente patriótica que reconhece todos os problemas do País – só que nunca concorda com nenhuma solução. O bom português é aquele que critica a programação da RTP por ela não se diferenciar em nada dos privados e depois entende que alterar o funcionamento da comunicação social do Estado é um atentado ao serviço público.

 

continua ☛ http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/assim-se-fala-em-bom-portugues

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Portugal no século XIX

 

1820 e o Triunfo dos Liberais


Luís Honrado Arquilino (6.º ano HGP) (8.º ano História)


Após as Invasões Francesas e a partida da Corte para o Brasil o país estava dividido: D. Pedro defendia as ideias liberais e a Constituição de 1822; D. Miguel desprezava tudo isso, reinando como rei absoluto.


Os portugueses viram-se assim envolvidos em lutas e conflitos, que só terminaram em 1834 com a assinatura da Convenção de Évora Monte.


D. Miguel parte para o exílio e o país passa a reger-se por uma Monarquia Constitucional.

 

 

Portugal na segunda metade do séc. XIX ☛ http://www.youtube.com/watch?v=6oF7Y9Qq5dw&feature=plcp

 

A vida quotidiana em Portugal no século XIX ☛ http://www.youtube.com/watch?v=epw1FHKtk9Y&feature=plcp

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Trabalho colaborativo de professores nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

"Tabacaria" - Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) por João Villaret

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

 

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

 

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

 

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

 

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?


Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.


(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

 

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

 

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

 

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente


Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.


Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.


Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,


Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.


Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.


Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.


(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.


Álvaro de Campos, 15-1-1928

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

O impacto da revisão no desempenho ortográfico, coesão e coerência textual - Ana Cristina Silva, ISPA

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

No Temp(l)o da Arte - Um estudo sobre práticas culturais - Maria Benedita Portugal e Melo

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Está, chefe? Hoje não me apetece ir trabalhar

Está, chefe? Hoje não me apetece ir trabalhar | Bolso Digital | Scoop.it

Porque é que insiste em tornar o seu dia-a-dia num inferno?

Acordou com um sorriso e deu por si a assobiar a sua canção preferida no elevador? Parou na pastelaria e pediu um pacote de bolos para levar para o escritório inteiro? Lembra-se das datas importantes na vida de cada um dos seus colegas e acaba de decidir que, nesses dia, vai cumprimentá-los ainda mais efusivamente?  

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Bernardo Sassetti - Dúvida( Full Album)

1. Prelúdio 4:04 / 0:00
2. Realidade (Movement I) 5:22 / 4:04
3. Dúvida (Movement I) 2:26 / 9:26
4. Interlúdio 2:15 / 11:52
5. Dúvida (Movement II) 2:22 / 14:07
6. Noctruno para uma história invisível 6:09 / 16:29
7. Realidade (Movement II) 3:34 / 22:38
8. Dúvida (Movement III) 5:12 / 26:12
9. Coral 3:36 / 31:24
10. Epílogo 8:21 / 35:00

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

"Paideia e Direitos Humanos" - Auxiliadora Conceição dos Santos - Dissertação apresentada à Universidade dos Açores para a obtenção do grau de Mestre em Filosofia Contemporânea: Valores e Sociedade

more...
No comment yet.
Rescooped by Paulo Tomás Neves from Evolução da Leitura Online
Scoop.it!

Bibliotecas virtuais não podem ser passadas de pai para filho

Bibliotecas virtuais não podem ser passadas de pai para filho | Bolso Digital | Scoop.it

Questão importante!

 

Curtindo seu livro no kindle? Seus filhos não poderão. Não o seu livro...

 

"...A Amazon, responsável pelo Kindle, também deixa claro: a compra de um e-book é associada à conta do usuário e o conteúdo do Kindle não pode ser compartilhado como os livros físicos. “O conteúdo digital é licenciado e não vendido”, diz a Amazon. Com essas restrições, herdar a biblioteca da família seria impossível..."

 

Com informação do Estadão 10/09/2012

 


Via Aracy Campos
more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Património Mundial Português - A Torre de Belém

Património Mundial Português - A Torre de Belém | Bolso Digital | Scoop.it

A série documental “Património Mundial” reúne 14 filmes, de 25 minutos cada, sobre edifícios e paisagens portugueses classificados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. Das vinhas da Ilha do Pico, nos Açores, ao Mosteiro da Batalha, passando, claro, pelos Jerónimos e pelo centro histórico de Guimarães, esta série cobre parte do que de melhor existe em Portugal em património histórico construído e em paisagem natural.


O que de melhor existe em Portugal..

 

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

A Bela e o Paparazzo - Filme Completo

http://www.imdb.com/title/tt1454603/

 

A Bela e o Paparazzo é um filme português de comédia romântica realizado por António-Pedro Vasconcelos, com Soraia Chaves e Marco d'Almeida nos papéis principais.

 

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Cientista português inventa gel para curar feridas dos diabéticos

Cientista português inventa gel para curar feridas dos diabéticos | Bolso Digital | Scoop.it
O gel foi criado por Lino Ferreira, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, e pode vir a resolver um problema que afeta 150 mil diabéticos em Portugal.
more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Esboço do português médio

Esboço do português médio | Bolso Digital | Scoop.it

O chinfrim em torno do futebol e seus escândalos tem anestesiado a mente, já de si avariada, do português médio. O português médio é aquele que ouvimos nas televisões dizer, em directo, coisas absurdas, num idioma cada vez mais primário. Sabe os nomes de todos os futebolistas, de todos os treinadores, das transferências escabrosas, das classificações de todos os clubes do mundo.

 

Sabe pouco de si próprio, o português médio. O português médio deixou de ser povo; transformou-se em população. Assim como o conceito de comunidade se converteu na noção de sociedade, mais consentânea com a ligeireza dos tempos e a futilidade de quem estatui estas coisas.

 

Não é, somente, um problema de se conhecer o idioma: sim uma espécie de oligofrenia que, devastadora, está a fazer do português médio um ser abúlico. De vez em vez, quando lhe tocam no ordenado ou ameaçam tripudiar sobre os seus direitos mais elementares, o português médio rebela-se. É sol de pouca dura, porque os seus protestos não possuem substância "política", são meras irritações "sociais." O português médio está "portugalizado"; quer-se dizer: faz que anda mas não anda. Perdeu alguma coisa daquela energia vital que, em tempos, fez de um território uma nação e de uma nação um testemunho moral e uma evidência medular.

 

Subserviente, o português médio perdeu, no camaleonismo, a grandeza que o fazia inventar, e a ousadia que era outra forma de identificação própria. Não lê, não estuda, não reflecte, não actua em função do conhecimento das coisas e da vida, sim impulsionado por emoções extremamente frágeis. O videirismo é a filosofia do momento. A ausência de carácter, uma permanência avassaladora. E estas ruínas morais são apadrinhadas pelos poderes fácticos, entre os quais os da Imprensa, das rádios e das televisões. É perigoso generalizar (eu sei); porém, ignorar a extensão da desvergonha configura uma abjecta cumplicidade.

 

Repare-se no número obsceno de programas televisivos sobre futebol. Parece que a pátria está pendente do que dizem preopinantes pouco apetrechados culturalmente e apenas propensos à banalidade. Há intelectuais, como António-Pedro de Vasconcelos, pelo qual tenho apreço, que se deixaram envolver na teia, e nem sequer se distanciam, criticamente, desse universalismo abstracto que é o futebol, assim interpretado.

 

A amnésia histórica, base de todas as ditaduras (mesmo as ditaduras democráticas, contidas nas maiorias absolutas), expande-se como chaga ou endemia. Ontem, patrocinada pela Fundação José Saramago, houve, no São Carlos, uma sessão sobre Jorge de Sena. O esquecimento que pesa sobre este homem e a obra grandiosa que realizou chega a ser escabroso. Mas Sena não é caso único. A lista dos ignorados pelos ignorantes é imensa. E o século XX português, marcado pelo fascismo, nunca deixou de ser um fenómeno surpreendente de resistência cultural. Aquilino vai, agora, ao que julgo saber, ser reavivado pela Bertrand, que se prepara para reeditar o seu autor mais importante. O português médio, que consome três diários "desportivos", desconhece Raul Brandão, Nemésio, Tomaz de Figueiredo, Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, Redol, Namora, David Mourão-Ferreira, José Rodrigues Miguéis, Branquinho da Fonseca, José Régio, Torga, António José Saraiva, Luís de Albuquerque, Augusto Abelaira. A Dom Quixote chegou a publicar três ou quatro volumes dos famosos "Diários", de José Gomes Ferreira, agenda monumental dos dias cinzentos do salazarismo. Lá se consignam os encontros nas tertúlias literárias, as conspirações políticas, as grandezas e as misérias de muitos nomes canónicos, os retratos de funâmbulos e de troca-tintas: um panorama, frequentemente admirável, de uma época que a todos marcou e ainda marca. Pois bem: a editora teve de suspender a continuação editorial daquela importantíssima obra por ausência de leitores.

 

O caso de Jorge de Sena é exemplar pelo que comporta de negativo. Ele foi um dos quatro maiores poetas do século XX e um dos grandes de sempre. Várias editoras empreenderam a tarefa de o divulgar, com o apoio, sempre incansável e entusiástico, de Mécia de Sena, sua viúva, e ela também, uma escritora de invulgar qualidade. Em vão. Os apoios escassos estavam a par da escassa promoção. E Sena não é, apenas, fundamental: é indispensável.

 

De vez em quando, um desses políticos que por aí andam, certamente avisado por assessores menos tontos e um pouco mais lidos, cita este poeta, aquele romancista, estoutro ensaísta. É a cereja dependurada na orelha: não serve para nada, nem sequer para enfeitar. Torga, O’Neill, Eugénio foram nomeados em discursos pouco sólidos. Também lhes oferecem, se não postumamente, nos finais das suas vidas, alguns penduricalhos. E assim aliviam a péssima ideia que os outros deles fazem, convocando alguns daqueles que por eles nutriam o mais feroz dos desprezos.

 

O português médio corresponde a um retrato sociológico, aliás, já amplamente analisado em Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão e Fialho d’Almeida, entre outros grandes escritores portugueses do século XIX. A mentalidade retrógrada, assustadiça, padreca pouco se alterou. "Estamos iguais porque somos preguiçosos e indolentes", escreveu António José Saraiva, cujo livro, "A Tertúlia Ocidental", deveria ser leitura obrigatória da "classe" política.

 

O português médio, exactamente por sê-lo e por não estar disposto a modificar-se, criou este embaraço em que nos obrigou a viver.

 

Baptista Bastos

in Jornal de Negócios

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Teletransporte quântico a 143 quilómetros de distância

Teletransporte quântico a 143 quilómetros de distância | Bolso Digital | Scoop.it

Uma equipa internacional de cientistas conseguiu alcançar um novo recorde mundial em teletransporte quântico ao conseguir reproduzir as características de um fotão noutro através de 143 quilómetros ao ar livre. A experiência foi realizada nas instalações da Agência Espacial Europeia (ESA) nas Ilhas Canárias.

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Como preparar uma dissertação - Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Cinema em Português: IV Jornadas

 

As IV Jornadas Cinema em Português dão continuidade a um projeto desenvolvido pelo Labcom – Laboratório de Comunicação On-Line na linha de investigação dedicada ao cinema e promovem o encontro de estudiosos e investigadores do cinema que é feito em Portugal e no vasto universo de países que partilham a língua portuguesa.

 

Esta publicação é a versão impressa em papel das comunicações apresentadas durante as IV Jornadas Cinema em Português, realizadas na Covilhã, na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior, de 24 a 28 de Outubro de 2011.

 

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

Gráfico de Vendas com Orquídea, de Dinis Machado

Gráfico de Vendas com Orquídea, de Dinis Machado | Bolso Digital | Scoop.it
Gráfico de Vendas com Orquídea, Dinis Machado, Literatura, ficção, Quetzal...
more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

O Sorriso - Eugenio de Andrade

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

"Teoria Geral do Esquecimento" - José Eduardo Agualusa

"Teoria Geral do Esquecimento" - José Eduardo Agualusa | Bolso Digital | Scoop.it

À Volta dos Livros


Conversas diárias com autores portugueses sobre as suas mais recentes obras.


De 2ª a 5ª Feira às 04:20, 17:20 e 21:20 com Ana Daniela Soares

more...
No comment yet.
Scooped by Paulo Tomás Neves
Scoop.it!

"Paladar" de José Alberto Braga in "Fábulas Imorais"

"Paladar" de José Alberto Braga in "Fábulas Imorais" | Bolso Digital | Scoop.it

 

O que sabemos sobre as abelhas? Algumas noções básicas fornecidas nas escolas, e olhe lá. E, no entanto, uma abelha contém em si mesma o universo inteiro; é o pórtico entre o que conhecemos e tudo o que falta por descobrir.

 

Por outro lado, as abelhas são o símbolo da organização. Já uma abelha sozinha é assim como um soldado isolado ou perdido na guerra, se me permitem a comparação. Ora, a abelha da nossa história trabalhava com afinco, o que não chega a ser original, pois a faina constante é costume entre as nossas amigas. Carregava muito pólen para os favos de mel, a acompanhar o ritmo frenético das suas companheiras.

 

Porém, cedo sobreveio uma preocupação, pois que a abelha-rainha não lhe dava a mesma atenção que às demais. Assim, redobrou o esforço, pensando com isso obter as boas graças da detentora da monarquia da colmeia.

 

Entre um favo de mel e outro, a nossa abelhinha plebeia reparou na razão da sua desdita. O zangão mostrava-se muito afoito e alvoraçado quando ela surgia. Preocupada com o triângulo amoroso se esboçava (ou esvoaçava), a abelha implorou:

 

– Senhor abelhão: agradeço-lhe que me deixe em paz. Logo a abelha-rainha mandará chamá-lo para cumprir o ciclo da fecundidade. Reconheço que simpatizo consigo mas, como sabe, entre nós o romance é impossível. O seu destino é fecundar a abelha-rainha e perecer depois. é da natureza, é da vida. Assim, agradeço-lhe que me esqueça, para o meu bem e de todas as minhas colegas.

 

O abelhão, vespão, zangão ou abegão (podem escolher pois é tudo a mesma coisa) ouviu a conversa mas não se deixou sensibilizar. Ele bem sabia que, depois de fecundar a abelha-rainha, o seu destino seria a morte. Só que não estava para aí virado. Assim, logo depois do poético arrebol, pegou a abelhinha pela perna e os dois saíram da colmeia, a voar para uma nova vida, feita de eterna lua de mel (pólen para isso é que não ia faltar).

 

Sem o zangão, e à falta de outro, a rainha definhou e, consequentemente, a colmeia entrou em decadência. Quanto ao casal transfuga, escusado será dizer que não tiveram filhos. Mas uma abelha que não chegou a ser mestra e um zangão que escolheu o seu próprio destino, sempre acabam por encontrar novas motivações na vida, não é mesmo?

 

Enquanto existiram flores no mundo, abelhas e zangões, a exemplo dos velhos filmes de Hollywood, sempre haverá a esperança de uma vida doce e feliz. É ou não é fabuloso?

 

Moral: No doce matriarcado das abelhas, o triângulo amoroso azeda toda a colmeia.

 

José Alberto Braga
in
"Fábulas Imorais", Editora Pergaminho, Lisboa, 1995 - Segunda edição, Editora Mensagem, capa de Millôr Fernandes, 2004 - Editora Gryphus, Rio de Janeiro, prefácio de José Eduardo Agualusa.

more...
No comment yet.