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Uma luta antiga - Revista de História

Desde a época da Corte imperial, no século XIX, os professores já reivindicavam melhores condições de trabalho e aumento de salário
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Rescooped by Luciana Viter from Educação 3.0, uma jornada
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O salário e o sal da educação

Para ler as notícias em torno da educação brasileira, não podemos esquecer a tensão entre a educação de qualidade, que desejamos, e a situação real, que se revela problemática, muitas vezes inaceitável.

Vejamos o tópico da formação docente. A maior parte dos professores que concluíram algum curso superior e atuam no ensino básico estudaram em faculdades particulares. E são as particulares que têm desempenho inferior em comparação com as instituições públicas. A USP sequer dá bola para o Enade, considerando-se por conta própria hours concurs.

Um tanto escandalizada, a mídia divulgou recentemente o que, sob a ótica do MEC, é realidade conhecida e em processo de melhoria (o ritmo lento, como em outros casos: Ideb, alfabetização, etc.). Muitos cursos não poderão receber novas matrículas. Seus vestibulares estão cancelados, até que apresentem melhores resultados. A pressão do Ministério, que vem aumentando na última década, é forte “incentivo” para as instituições tomarem medidas de aperfeiçoamento.

As fragilidades dos cursos de pedagogia e de licenciatura são evidentes. E há uma relação direta com a questão salarial. São cursos com pouco prestígio que acolhem mais do que atraem. Acolhem quem ambiciona as remunerações afetivas do magistério, ou quem, de modesta procedência social, encontrará no magistério a ascensão social que outras pessoas consideram modesta demais...

São exatamente estes cursos, porém, que deveriam ser os mais exigentes e eficientes, na hipótese de que o recém-formado estivesse para receber salário compatível com sua relevância social.

O desejado e o resultado

Queremos que a educação receba o tempero da criatividade, que nossos professores estudem e pesquisem para melhorar sua prática didática, mas salários baixos não justificam o empenho em quebrar rotinas e experimentar métodos inovadores.

Queremos professores capazes de incentivar os alunos a ler, pensar, calcular, escrever, decidir; e esperamos que, dentre estes, o Brasil possa contar com futuros professores cheios de entusiasmo. Porém, salários baixos desmotivam os que estão lecionando e não atraem novos ingressantes.

Queremos que as escolas superem o conteudismo cansativo, o medo da cibercultura, a avaliação mesquinha, tantos e diferentes ranços. No entanto, salários baixos são um dos sinais de que tudo (ou quase tudo) nas nossas salas de aula tende a ser de curto prazo, insuficiente profundidade e pequeno alcance.


Via Luciano Sathler
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Onde está o professor?

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Um em três diretores reclama de alto índice de docentes que faltam ao trabalho na rede pública
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