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Perfil dos Futuros Professores

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A terceira edição do Boletim IDados da Educação traça o perfil dos futuros professores do Brasil. Com dados obtidos a partir dos resultados de estudantes brasileiros no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), o Boletim IDados da Educação N.3 apresenta um retrato dos alunos que entram e se formam em cursos de Pedagogia e Licenciatura.
Nesta edição, os dados mostram que os alunos dos cursos de Pedagogia e Licenciatura apresentam baixo rendimento tanto no ENEM quanto no ENADE, apontando para um fato preocupante: no Brasil, os alunos de Pedagogia são recrutados entre aqueles com as piores notas no Ensino Médio. Nos países desenvolvidos, em comparação, os governos procuram atrair os 30% melhores alunos do Ensino Médio para o magistério, garantindo um grupo docente de alta qualidade.
O Boletim IDados da Educação N.3 demonstra ainda, usando os dados da prova de conhecimentos gerais do ENADE, que os alunos de Pedagogia apresentam nível baixo de conhecimentos gerais após quatro anos de faculdade. A análise mostra que apesar do aumento de oportunidades e vagas, nem nas regiões menos desenvolvidas do país os cursos de Pedagogia e Licenciatura conseguem atrair candidatos com perfil acadêmico mais adequado. O que se reflete na qualidade do ensino do Brasil.
A taxa de conclusão nesses cursos é outro dado destacado nesta edição do Boletim. O nível de conclusão no tempo certo é de 46,6%, um índice muito baixo apesar de ser mais alto que outras carreiras. Os dados revelam ainda que a quantidade de alunos e formandos nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas é muito superior à capacidade de absorção do mercado – exceto em algumas disciplinas específicas, como Química e Física.


Via Luciano Sathler
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Professor é aquele que aprende

Futuros educadores passam pouco tempo em sala de aula, preparando-se para o ofício que vão abraçar. Falta prática na preparação de avaliações e exercícios. Isso explica muita coisa

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Uma luta antiga - Revista de História

Desde a época da Corte imperial, no século XIX, os professores já reivindicavam melhores condições de trabalho e aumento de salário
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O salário e o sal da educação

Para ler as notícias em torno da educação brasileira, não podemos esquecer a tensão entre a educação de qualidade, que desejamos, e a situação real, que se revela problemática, muitas vezes inaceitável.

Vejamos o tópico da formação docente. A maior parte dos professores que concluíram algum curso superior e atuam no ensino básico estudaram em faculdades particulares. E são as particulares que têm desempenho inferior em comparação com as instituições públicas. A USP sequer dá bola para o Enade, considerando-se por conta própria hours concurs.

Um tanto escandalizada, a mídia divulgou recentemente o que, sob a ótica do MEC, é realidade conhecida e em processo de melhoria (o ritmo lento, como em outros casos: Ideb, alfabetização, etc.). Muitos cursos não poderão receber novas matrículas. Seus vestibulares estão cancelados, até que apresentem melhores resultados. A pressão do Ministério, que vem aumentando na última década, é forte “incentivo” para as instituições tomarem medidas de aperfeiçoamento.

As fragilidades dos cursos de pedagogia e de licenciatura são evidentes. E há uma relação direta com a questão salarial. São cursos com pouco prestígio que acolhem mais do que atraem. Acolhem quem ambiciona as remunerações afetivas do magistério, ou quem, de modesta procedência social, encontrará no magistério a ascensão social que outras pessoas consideram modesta demais...

São exatamente estes cursos, porém, que deveriam ser os mais exigentes e eficientes, na hipótese de que o recém-formado estivesse para receber salário compatível com sua relevância social.

O desejado e o resultado

Queremos que a educação receba o tempero da criatividade, que nossos professores estudem e pesquisem para melhorar sua prática didática, mas salários baixos não justificam o empenho em quebrar rotinas e experimentar métodos inovadores.

Queremos professores capazes de incentivar os alunos a ler, pensar, calcular, escrever, decidir; e esperamos que, dentre estes, o Brasil possa contar com futuros professores cheios de entusiasmo. Porém, salários baixos desmotivam os que estão lecionando e não atraem novos ingressantes.

Queremos que as escolas superem o conteudismo cansativo, o medo da cibercultura, a avaliação mesquinha, tantos e diferentes ranços. No entanto, salários baixos são um dos sinais de que tudo (ou quase tudo) nas nossas salas de aula tende a ser de curto prazo, insuficiente profundidade e pequeno alcance.


Via Luciano Sathler
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