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Manipulações ideológicas do Facebook: muito além da omissão

Manipulações ideológicas do Facebook: muito além da omissão | CoAprendizagens XXI | Scoop.it

Pesquisadores desmentem alegações da rede de Zuckerberg e afirmam: ela estimula bolhas de opinião que excluem pensamentos diversos
Por Rafael Evangelista

Na última quinta, dia 7, pesquisadores do Facebook publicaram um artigo na revista Science analisando os efeitos de seu polêmico algoritmo de seleção, aquele pedaço de código que roda nas redes sociais e seleciona os amigos cujas publicações você vê ou não, quais aparecem primeiro e mais frequentemente e quais vão lá pra baixo da tela. Outros pesquisadores rapidamente apelidaram o artigo de “não é minha culpa”, dado o viés complicado na análise dos dados coletados. A conclusão principal do estudo é, basicamente, que a razão de vermos na nossa linha do tempo textos cuja tendência política é mais parecida com a nossa deriva de seleções feitas por nós mesmos.  Quanto mais diversos ideologicamente os nossos amigos, mais conteúdo diverso receberíamos. O Facebook só apimentaria um pouco isso, fazendo uma retirada, em tese mínima, do que é diverso. Entre 5 a 10% do que não se alinha à visão política do usuário é omitido pelo sistema.

Os portais e jornais brasileiros rapidamente repetiram a fala oficial, provavelmente seguindo algum release.

Mas, como mostra, Zeynep Tufecki, socióloga ligada ao Berkman Center, de Harvard, o estudo tem coisas bem mais interessantes escondidas. Coisas inclusive que complicam bastante as conclusões contidas no artigo original. ( ...).

 Em primeiro lugar, a amostra usada para o estudo é problemática.  Foram tomados dados de um pequeno subgrupo de usuários, aqueles que se auto-identificam como liberais ou conservadores (...). 

Além disso, o estudo meio que esconde coisas bem interessantes – que ficam fora também do release.  Uma delas é que há uma brutal variação entre a probabilidade de um link ser clicado se ele está disposto no topo da página ou lá embaixo. Ou seja, o Facebook não precisa sumir com um determinado link, basta dispô-lo no fim da linha do tempo (que “do tempo” não tem mais nada) que a chance de ser realmente visto será menor. Por exemplo, um link tem 20% de chance de ser clicado, por um conservador, se estiver no topo da página. Esse número cai para menos de 10% se estiver na décima posição e e vai a quase 5% se, além de estar em décimo, não for ideologicamente alinhado a esse leitor.

A supressão automática de posições políticas diversas à nossa, somada às regras utilizadas para o ordenamento das postagens são dois elementos que se complementam e não podem ser analisados em separado.

O fato de que evitamos de ler algo que não está politicamente alinhado a nossa visão de mundo não é exatamente uma novidade. É por isso que, idealmente, deveria haver uma variedade ideológica entre os meios de comunicação, refletindo os diferentes setores da sociedade.

O elemento novo trazido pelos algoritmos das redes sociais é que essa escolha não é mais transparente, não se trata mais de comprar o jornal A ou B, ou ver a TV B ou C. Os próprios pesquisadores, que são do Facebook e têm acesso aos códigos que rodam lá, não fizeram uma análise do algoritmo, do código, para mostrar seus efeitos. Eles trabalharam com a interação entre usuários e código, tentando ver o que emerge dali. O algoritmo em si mostra pouco, seria como tentar entender o futebol apenas lendo as regras do jogo.

Isso indica que a análise do consumo de notícias tem um problema técnico e de difícil compreensão pela frente. Um problema que envolve poder e que é agravado pela centralização da distribuição das notícias em poucas redes sociais, cuja propriedade é privada. Mais complicado ainda, em sua análise, para quem nem pode ler as regras, como nós. Um abacaxizão cibernético.


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Redes Sociais: acessamos em função da tecnologia ou buscamos as pessoas?!

Redes Sociais: acessamos em função da tecnologia ou buscamos as pessoas?! | CoAprendizagens XXI | Scoop.it

A pesquisa busca analisar ''o poder viciante das redes sociais'', dado o uso intenso da internet pelas pessoas.

 

''O reforço de postar uma mensagem e verificar instantaneamente quem viu, curtiu ou compartilhou, talvez seja o grande “anzol” que nos prende às redes sociais. Engana-se os que dizem que a internet promove o isolamento social… Nunca fomos tão dependentes da opinião do outro! A conexão é que é diferente e estamos mostrando somente o nosso melhor, isto sim é preocupante, pois não estamos nos permitindo os erros e os defeitos que hoje estão mais vulneráveis.

 

A reflexão que proponho é pensarmos que não se trata de uma dependência única que suprime desejos como o álcool ou a droga. Estamos vivendo um problema social muito além da conexão à banda larga, estamos em uma vitrine, expostos às críticas e aos elogios. Os planos promocionais de internet deveriam ser vendidos como “Adquira e veja quem te aprova em tempo real”. O nosso vício é, pois, na autoafirmação...

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Metodología antes que Tecnología o cómo debemos Integrar Internet a la Escuela

Ramón Aragón Desde mediados del siglo XX la ciencia y la tecnología han tenido un crecimiento acelerado que ha impactado notablemente a la sociedad. Este avance tecnológico ha permitido que la ...

Via Ramon Aragon, Teresa Torné, EduClick_España, juandoming
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Cómo Internet transformará (algún día) la democracia @Cshirky

El mundo del código abierto ha aprendido a hacer frente a una avalancha de ideas nuevas, a menudo divergentes, que usan servicios de alojamiento como GitHub. Así que, ¿por qué no pueden hacerlo los gobiernos?

 

En esta charla emocionante, Clay Shirky muestra cómo las democracias pueden aprender una lección de Internet para no sólo ser transparentes, sino también para aprovechar los conocimientos de todos sus ciudadanos.


Via Mikel Arbeloa, enrique rubio royo, juandoming
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Redes sociais: saiba qual ferramenta se encaixa mais no seu modelo de interação - IT Web

Redes sociais: saiba qual ferramenta se encaixa mais no seu modelo de interação - IT Web | CoAprendizagens XXI | Scoop.it
IT WebRedes sociais: saiba qual ferramenta se encaixa mais no seu modelo de interaçãoIT WebPor exemplo, com uma única campanha, um cliente recentemente gerou 130.000 conversas por redes sociais em quatro dias.
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PT quer impulsionar regulação dos meios de comunicação em 2012 - politica - Estadao.com.br

PT quer impulsionar regulação dos meios de comunicação em 2012 - politica - Estadao.com.br | CoAprendizagens XXI | Scoop.it
Documento preliminar debatido pelo diretório nacional do PT, reunido hoje, em Brasília, defende que o partido impulsione, em 2012, a 'campanha (RT @Estadao: PT quer impulsionar regulação dos meios de comunicação em 2012:...

 

Importante ação que já deveria estar sendo operacionalizada mas antes tarde do que nunca. Urge que os meios de comunicação sejam democratizados, expecialmente a internet, que é capaz de agregar em si todos os demais meios, além de ser mais democrática, permitindo o empoderamento 'relativo' dos interagentes na web.

 

Já sobre o Marco Regulatório, a ação requer extremo cuidado, a fim de que não se torne um instrumento coibitivo as ações hackers tão contibutivas para a inovação e o desenvolvimento social e mesmo civilizatório, se pensarmos que o local infere no global. Lembrando Augusto de Franco, precisamos pensar 'glocalmente' e com a 'ética hacker', como já vem propondo grandes pesquisadores inovadores. [Ver vídeos abaixo]

 

"Conectar Igualdad'', por Nelson Pretto. < http://youtu.be/K_77G9n4Yos >

"Ética Hacker para crianças e adolescentes", por Alex Primo. < http://youtu.be/K_77G9n4Yos >

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