A geografia
657 views | +0 today
Follow
A geografia
Aqui você terá acesso a notícias, conhecimentos e desenvolvimentos e muito mais sobre a história da geografia!
Curated by Antonio Viera
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Scooped by Antonio Viera
Scoop.it!

Questão Ambiental na Nova Ordem Mundial

Com o final da Guerra Fria, após a fragmentação da URSS no ano de 1991, o mundo iniciou uma nova etapa de relações geopolíticas, definindo os Estados Unidos como potência hegemônica e o sistema capitalista como determinante para a construção de uma Nova Ordem Mundial. As discussões e análises que permaneceram por décadas focadas nas disputas entre as ideologias antagônicas da Guerra Fria começaram a dividir espaço com outras problemáticas, como a erradicação da pobreza, a degradação ambiental e o terrorismo internacional.

No ano de 1992, foi realizada a Conferência das Nações Unidas para Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Rio 92, primeiro grande encontro promovido pela ONU após o início da Nova Ordem Mundial. É notável que as instâncias políticas e a imprensa de um modo geral passaram a oferecer maior atenção para os temas relacionados ao meio ambiente global. Em todos os segmentos da sociedade ocorreu, de fato, uma busca por ações ambientais e políticas públicas mais próximas da sustentabilidade social e ambiental, uma vez que o debate, até então muito concentrado nos meios científicos e acadêmicos, foi estendido para a vida cotidiana da população.

No âmbito da globalização, que marcou a economia e as relações internacionais a partir do final do século XX, várias são as manifestações que constituíram um processo único chamado desterritorialização, no qual um Estado perde, de forma implícita, parcial ou totalmente a soberania em seu território com relação a certas decisões. Essa perda se dá em função das necessidades de outro(s) Estado(s) ou em função das prioridades do capital globalizado, atuante na forma de empresas transnacionais cujos objetivos muitas vezes se contrapõem aos objetivos do Estado e da própria sociedade.

Em meio a essa chamada Nova Ordem, vários foram os interesses que ultrapassaram as fronteiras de um ou mais países, tornando-se interesses globais, forçando, de certa forma, a desterritorialização. O meio ambiente não escapou desse processo, posto que a degradação ambiental trata-se de um problema que não reconhece fronteiras. É altamente questionável atéque ponto as instituições internacionais são capazes de coordenar ações em direção de leis ambientais globais e assentadas de acordo com o desenvolvimento socioeconômico de cada nação.

Por vezes, a lógica do capital se opõe à conscientização ecológica, sempre buscando a viabilidade econômica dos empreendimentos, como pode ser observado pela difusão de selos verdes, certificados ambientais e diversos programas de conservação. Muitas empresas alcançam maior valor de mercado ao participarem de projetos de reflorestamento e educação ambiental, o que atualmente é denominado de Ecomarketing. As tendências da globalização imprimem um ritmo econômico acelerado e em descompasso com o equilíbrio ecológico, e as instituições supranacionais como a ONU e os blocos econômicos ainda não estão adequados a essas demandas.

A solução do problema das mudanças climáticas, por exemplo, requer uma modificação radical no sistema energético atual, baseado em energias não renováveis e contaminantes (petróleo, carvão, gás natural) que são utilizadas de maneira não equitativa, excessiva e com desperdício. O novo sistema deveria ter como base as energias renováveis de menor impacto ambiental e um menor consumo energético, com um aproveitamento mais eficaz da energia e permitindo a satisfação das necessidades básicas de todos os habitantes do mundo. Essa alteração no padrão de geração de energia provocaria transformações na economia, na sociedade e nas formas de viver, além de constituir um contraponto ao consumismo que impera em nossa sociedade e ao dogma do crescimento econômico.

Júlio César Lázaro da Silva
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista - UNESP
Mestre em Geografia Humana pela Universidade Estadual Paulista - UNESP


O texto do geógrafo da UNESP trata da questão geopolítica e suas relações  a questão ambiental. Com o fim do bloco socialista no final dos anos 1990, facilitou a construção de um diálogo mais produtivo na ECO/92, no Rio de Janeiro. No entanto, o diálogo e o discurso ambiental não resisitiu ao final dos anos 1990, pois questões econômicas internas dos países e a força do capital globalizado foram mais fortes.

more...
No comment yet.
Scooped by Antonio Viera
Scoop.it!

02. Ciências Humanas - Geografia do Brasil (Vegetações e Hidrografia) - Vestibulando Digital -

Visite o Blog: http://www.proseador.com.br - a PROSA de um mundo Inverídico! e Seja bem-vindo ao Canal do Blog o Proseador, o PIOR Canal de (IN)utilidade Púb...


Esse vídeo apresenta noções básicas de vegetação e hidrografia do Brasil Seu uso é importante, principalmente nos momentos de revisão da matéria, antes das avaliações.

more...
No comment yet.
Scooped by Antonio Viera
Scoop.it!

PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

VÍDEO QUE EXPLICA SOBRE PROJEÇOES CARTOGRÁFICAS.


Esse conteúdo é trabalhadonos primeiros anos do Ensino Médio. As projeções cartográficas são de difiícil compreensão para os alunos. O vídeo facilita o trabalho do professor.

more...
No comment yet.
Scooped by Antonio Viera
Scoop.it!

Geografia: Ciência do Espaço

O texto do meu queridoprofessor', Diamantino PUCSP, sobre a Geografia - ciência do espaço, reflete sobre a geografia que os professores realizam, muitas vezes sem questionar a relação que os elementos presentes no espaço geográfico mantêm entre si. Torna-se uma geografia compartimentalizada, em agvetinhas com saberes independentes. Esse conhecimento é posteriormente cobrado dos alunos através de uma educação bancária (P. Freire), ou seja, através de decoreba dos diversos elementos que devem ser memorizados e regurgitados nas provas. Prof Antonio Vieira

 

Geografia: ciência do espaço
O que significa estudar geograficamente o mundo ou parte do mundo?
A Geografia se propõe a algo mais que descrever paisagens, pois a simples descrição não nos fornece elementos suficientes para uma compreensão global daquilo que pretendemos conhecer geograficamente.
As paisagens que vemos são apenas manifestações aparentes das relações estabelecidas entre os muitos e variados integrantes do nosso planeta e até mesmo do Universo.
Da energia do Sol à ação dos bichos, das plantas, das águas e dos ventos; dos movimentos executados pela Terra aos constantes deslocamentos verificados na crosta terrestre; das formas restritas e localizadas de atuação das tribos indígenas à planetária intervenção das modernas sociedades industriais não nos faltam dinâmicas e relações a serem investigadas.
Ir além das aparências significa considerar que por trás de toda paisagem temos, necessariamente, uma dinâmica particular que a determina, que a constrói, que a mantém com determinada aparência, por exemplo, de floresta, de deserto, ou até mesmo de cidade.
Estudar geograficamente o mundo, no todo ou em parte, é buscar entender como e por que as paisagens - sejam elas quais forem - apresentam as características que observamos. Ou seja, o que se busca é o entendimento do espaço geográfico, que, dessa forma, deve ser entendida como algo que inclui não só aquilo que vemos (paisagem), mas também os fatores determinantes da aparência. Entre todas as dinâmicas de que resultam as diversas paisagens que se espalham pelo mundo, as impostas pelo ritmo e pelas necessidades das modernas sociedades industriais são hoje as mais presentes na quase totalidade das paisagens que venhamos a investigar.
Portanto, uma investigação de fato geográfica acerca do mundo atual deve, mais do que se ocupar de descrições de realidades aparentes (paisagens), propor-se a investigar, principalmente, o modo pelo qual a sociedade produz o espaço geográfico.
Para melhor compreensão do que estamos dizendo, vamos considerar que qualquer pessoa é capaz de identificar um conhecido "cartão-postal" do Brasil. Trata-se da cidade do Rio de Janeiro, da qual se vê a baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, etc.
Se a investigação geográfica dessa paisagem se restringisse à descrição dos elementos que a constituem, bastaria acrescentar mais alguns nomes à lista que iniciamos. Assim, mencionaríamos também os diversos tipos de construções e moradias, as praias, os vários tipos de embarcações, as pistas asfaltadas, os carros, etc.
Mas, como dissemos, não basta fazer uma espécie de fotografia falada ou escrita das paisagens, pois o espaço geográfico não se revela apenas na aparência das coisas, mas sobretudo na investigação das razões que determinam essa aparência.
E, para entendermos de fato esse espaço, ou descobrirmos tais razões, teríamos de necessariamente responder a muitas questões, tais como:

• Por que exatamente neste local construíram-se tantos prédios e tantas avenidas? Para onde vão ou de onde vêm essas embarcações, esses carros, ou esses ônibus?

• Por que a imagem do Cristo Redentor foi colocada num dos lugares mais altos da paisagem?

• Por que a baía tem esse formato?

• Como surgiram os morros em torno da baía?

• Por que alguns dos morros têm cobertura vegetal e outros não?

• E as pessoas? Onde estão, o que fazem, como vivem?
Ao responder a essas e a muitas outras questões que poderíamos formular a partir de uma simples observação atenta da paisagem, buscamos na verdade desvendar as dinâmicas responsáveis por cada um dos elementos aparentes que nos chamam a atenção. Ou, em outras palavras, estaríamos desvendando o espaço geográfico do qual esse cartão-postal do Rio de Janeiro revela apenas a aparência.
PEREIRA, Diamantino; SANTOS, Douglas e CARVALHO, Marcos de. Geografia: ciência do espaço - o espaço mundial. São Paulo, Atual, 1993.

more...
No comment yet.
Scooped by Antonio Viera
Scoop.it!

PLACAS TECTONICAS GEOLOGIA

TRABALHO DE GEOLOGIA.Placas tectonicas e seus movimentos, baseado na deriva continental.


As placas tectônicas fazem parte da geologia, um dos ramos da geografia física. Considero uma das matérias mais interessantes de se ensinar. Apresnta certa complexidade no início, mas quando o aluno começa a entender o seu funcionamento, facilita o trabalho do professor ao mesmo tempo em que ocorre uma maior interesse por parte dos alunos. É uma matéria que está sempres presente nos vestibulares e no ENEN

more...
No comment yet.
Scooped by Antonio Viera
Scoop.it!

Globalização

O video mostra as principais características e consequências que a globalização trouxe para o mundo moderno. Trabalho realizado em 2008 para a disciplina de ...


A globalização é um dos principais temas dos vestibulares dos últimos anos.É um tema que apresenta grande complexidade por ser mulktidisciplinar. Abrange estudos na área de economia, política, cultura e outros afins. O vídeo é uma contribuição para a realização de debate, seminário ou outras atvidades em sala de aula.

more...
No comment yet.